MTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIAS ? Na irrigao de hortalias, preciso tomar cuidado com

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MTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASEscolha o mtodo mais adequado para suas condies e aumente sua produo economizando gua2015. Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas SebraeTODOS OS DIREITOS RESERVADOSA reproduo no autorizada desta publicao, no todo ou em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei n. 9.610).Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas SebraeUnidade de Acesso a Mercados e Servios FinanceirosSGAS 605 Conjunto A CEP: 70200-904 Braslia/DFTelefone: (61) 3348-7346 www.sebrae.com.brPresidente do Conselho Deliberativo NacionalRobson Braga de AndradeDiretor-PresidenteGuilherme Afif DomingosDiretora TcnicaHeloisa Regina Guimares de MenezesDiretor de Administrao e FinanasLuiz Eduardo Pereira Barretto FilhoUnidade de Acesso Inovao e TecnologiaGerenteClio Cabral de Souza JuniorCoordenao NacionalAlexandre de Oliveira AmbrosiniEliane Maria de SantAnnaUnidade de Atendimento Setorial AgronegciosGerenteEnio Queijada SouzaCoordenao NacionalValria Jurema Bento FerreiraConteudistaRTC Consultoria em Gesto do Agronegcio Ltda.Unidade de ComunicaoGerenteMaria Cndida BittencourtCoordenao de EditoraoBeatriz BorgesCcero Henrique Alves TeagoReviso OrtogrficaDiscovery Formao Profissional Ltda. MEProjeto grfico/ DiagramaoGrupo Informe Comunicao Integrada 3.3 Mtodo de Irrigao Localizada ..............................................................20 3.3.1 Irrigao Localizada por Gotejamento ........................................... 21 3.3.2 Irrigao Localizada por Microasperso ..................................22 3.4 Irrigao com Garrafa de Polietileno Tereftalado (PET) ............... 234. QUALIDADE DA GUA ............................................................................... 25 4.1 Reso da gua da chuva .......................................................................................265. MOMENTOS PARA IRRIGAR ..................................................................... 286. VOLUME DE GUA PARA IRRIGAO ................................................... 33 6.1 Monitoramento da Irrigao com Tensimetro ...................................33 6.1 Monitoramento da Irrigao Sensores Irrigas ..........................................357. CONSIDERAES FINAIS .......................................................................... 418. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ............................................................. 431 INTRODUO ................................................................................................ 52. IMPORTNCIA DA IRRIGAO ..................................................................73. MTODOS DE IRRIGAO ...........................................................................9 3.1 Mtodo de Irrigao por Superfcie ....................................................... 10 3.1.1 Irrigao por Sulco ........................................................................................11 3.1.2 Irrigao por Inundao .......................................................................... 12 3.2 Mtodo de Irrigao por Asperso ........................................................13 3.2.1 Irrigao por Asperso Convencional ............................................ 14 3.2.2 Irrigao por Asperso Mecanizada por Autopropelido ................................................................................................ 17 3.2.3 Irrigao por Asperso Mecanizada Linear ................................. 18 3.2.4 Irrigao por Asperso Mecanizada por Piv Central ...................................................................................................... 19SUMRIOMTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASINTRODUO.1SUMRIO.5SUMRIO1. INTRODUOAmigo produtor. muito bom poder ajud-lo na escolha do melhor mtodo de irrigao para sua produo. Sabe-se que a irrigao uma das prticas mais importantes neste processo, e que influenciada pela qualidade do solo, pelo clima e pelo tipo de hortalia.Abordaremos temas como mtodos de irrigao, caractersticas do solo, qualidade da gua, momento de irrigar, volume de gua, influncia do clima e outros que so de fundamental importncia no seu processo de tomada de deciso. Os temas sero abordados de maneira simples, objetiva e prtica.Voc encontrar dicas importantes para o melhor manejo da sua irrigao, pois assim como a pouca gua prejudica a produo, muita gua tambm. E, por isso, o bom manejo fundamental para aumentar o seu lucro. As vantagens e desvantagens de cada mtodo devem ser consideradas para cada caso especfico e assim realizar a melhor escolha possvel.Aproveite as informaes e tenha uma boa leitura.MTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIO.2IMPORTNCIA DA IRRIGAO.7SUMRIO2. IMPORTNCIA DA IRRIGAOO objetivo da irrigao proporcionar umidade adequada para o desenvolvimento das hortalias para aumentar a produtividade e superar o efeito dos perodos secos. Quando adotada de forma correta proporciona maior competitividade e maior lucratividade ao produtor, pois auxilia numa produo mais sustentvel e ainda com impacto direto na reduo do desperdcio de gua e de energia.Figura 1 Importncia da IrrigaoMTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIO.3MTODOS DE IRRIGAO.9SUMRIO3. MTODOS DE IRRIGAONesse captulo mostraremos os diferentes mtodos de irrigao existentes (Superfcie, Asperso e Localizada) com suas vantagens e desvantagens, auxiliando-o na escolha do melhor mtodo, de acordo com a realidade de sua propriedade. O sucesso da irrigao est na escolha e dimensionamento correto do sistema e na operao e manuteno adequada. Teoricamente, todos os mtodos podem ser utilizados para irrigao de hortalias, entretanto devem-se avaliar os pontos negativos e positivos de cada um.Convencional MecanizadoAspersoMtodos de IrrigaoSuperfcieSulcoInundaoLocalizadaGotejamentoMicroaspersoFigura 2 Diferentes Mtodos de Irrigao existentes.10SUMRIO3.1 Mtodo de Irrigao por Superfcie o mtodo mais antigo e o mais utilizado em todo o mundo. Nesse mtodo de irrigao a gua distribuda diretamente sobre a superfcie do solo. Apresenta os seguintes sistemas de irrigao: Sulcos e Inundao.Vantagens: Menor custo anual; Potencialidade para minimizar o consumo de energia para irrigao; Podem utilizar guas de baixa qualidade fsica e qumica; No interferem na aplicao de defensivos na parte area da cultura; O vento no interfere na distribuio de gua.Desvantagens: Alto custo de preparo do terreno, caso precise; Inadequados para solos rasos ou arenosos; Dificuldade de encontrar tcnicos especializados para um dimensionamento e manejo adequados; Caso necessite, o preparo do terreno trabalhoso, complexo e de custo mais elevado. Um dos principais problemas da irrigao por superfcie a baixa eficincia de aplicao..11SUMRIO3.1.1 Irrigao por SulcoA irrigao por sulcos consiste na distribuio de gua atravs de pequenos canais (os sulcos), paralelos s fileiras de hortalias. Vantagem: o mtodo de menor custo, se o terreno no precisar ser preparado.Limitaes: Precisa de superfcies planas e uniformes (declividade menor que 2%); Alta disponibilidade de gua; Solos profundos e mais argilosos; Alto potencial para perdas de gua. utilizada, principalmente, para culturas tutoradas, estaqueadas (tomate, pimento, abobrinha, etc.), mas tambm pode ser utilizada em quiabo, melancia e melo.Figura 3 - Irrigao por Sulco.12SUMRIO3.1.2 Irrigao por Inundao A gua aplicada diretamente no solo, pela gravidade e em alta quantidade durante um perodo de tempo. No recomendada para hortalias, j que proporciona baixa produtividade e inundao, mesmo que por pouco tempo, j que favorece doenas de solo.Figura 4 - Irrigao por Inundao..13SUMRIO3.2 Mtodo de Irrigao por Asperso o mais utilizado para hortalias. A gua aplicada sobre as hortalias e solo na forma de gotas, parecendo uma chuva. Os mtodos de irrigao por asperso so: Convencional (Porttil, Semiporttil e Fixo) e Mecanizado (Autopropelido, Linear e Piv Central).Vantagens: Se adapta a diferentes tipos de solo e topografia; Permite maior economia de gua; Possibilidade de aplicar fertilizantes e defensivos; Maior eficincia que mtodos por superfcie.Desvantagens: Maior custo que mtodos por superfcie; Maior gasto com energia; Perda de gua pelo vento; Podem ocorrer mais doenas nas folhas; Alta evaporao em climas secos e quentes..14SUMRIO3.2.1 Irrigao por Asperso Convencional Mais utilizado para pequenas reas podendo ser porttil, semiporttil e fixo. So constitudos por linhas principais, secundrias e laterais.Figura 5 Irrigao por Asperso Convencional Porttil3.2.1.1 Irrigao por Asperso Convencional Porttil As tubulaes so portteis e montadas na superfcie do terreno, permitindo deslocamento na rea irrigada. Porm, tem maior custo devido mo de obra utilizada..15SUMRIOFigura 6 Irrigao por Asperso Convencional Semiporttil.3.2.1.2 Irrigao por Asperso Convencional Semiporttil As linhas principais e secundrias podem ser enterradas ou ficar sobre a superfcie do terreno, possibilitando movimentao das linhas laterais. Menor investimento de capital, mas exigem uma maior quantidade de mo de obra. .16SUMRIO3.2.1.2 Irrigao por Asperso Convencional Sistema FixoAs linhas principais, secundrias e laterais ficam enterradas. Sistema mais utilizado para reas pequenas, j que so mais caras. Usar para hortalias de maior valor e locais com pouca mo de obra.Figura 7 Irrigao por Asperso Convencional Fixo..17SUMRIO3.2.2 Irrigao por Asperso Mecanizada por AutopropelidoFigura 8 Irrigao por Asperso Mecanizada por Autopropelido um sistema mecanizado que irriga reas de diferentes formatos e declividades, com baixa exigncia de mo de obra. um aspersor parecido com canho sobre um carrinho de rodas e rebocado por um tratorVantagens: Alta capacidade de irrigao; manejo fcil; Pouca mo de obra.Desvantagens: Necessita de trator; Perda de gua pelo vento; Mais gasto com energia..18SUMRIO3.2.3 Irrigao por Asperso Mecanizada Linear Sistema de irrigao por asperso automatizado que permite mobilidade de todo o equipamento em um sentido transversal sobre a cultura que se deseja irrigar.Figura 9 Irrigao por Asperso Mecanizada Linear.19SUMRIO3.2.4 Irrigao por Asperso Mecanizada por Piv Central Sistema de irrigao que movimenta de forma circular e de vrios aspersores, com tubos de ao conectados entre si. Possui torres com rodas que so acionadas por motor eltrico. o sistema mais utilizado na regio do Cerrado e requer pouca mo de obra.Figura 10 - Irrigao por Asperso Mecanizada por Piv Central.20SUMRIO3.3 Mtodo de Irrigao LocalizadaA gua aplicada diretamente ao solo, na regio prxima das razes, mantendo secas as hortalias e a rea entre as fileiras de plantio. Os principais mtodos so Gotejamento e Microasperso.Vantagens Favorece aumento de produtividade; Diminui doenas nas hortalias; Uso reduzido de energia e mo de obra; Economia de gua; Possibilita aplicao de fertilizantes e defensivos; Pode ser implantado em diferentes tipos de solo e declividade; Automao da irrigao.Desvantagens Alto investimento inicial; Entupimento dos gotejadores; Sistema radicular com menor desenvolvimento.Figura 11 - Mtodo de Irrigao Localizada.21SUMRIO3.3.1 Irrigao Localizada por GotejamentoA gua aplicada, gota a gota, prxima regio da raiz da planta, deixando o solo com boa umidade, consumindo pouca gua.Figura 12 - Irrigao Localizada por Gotejamento.22SUMRIO3.3.2 Irrigao Localizada por Microasperso A gua aplicada simulando uma pequena chuva.Vantagens Eficincia do uso da gua; Possibilita aplicao de fertilizantes via gua; Baixos custos operacional e de manuteno; Maior eficincia quando comparado aos demais mtodos.Desvantagem Elevado custo inicial de investimento, por exigirem tubulaes de maior dimetro e motobombas de maior potncia.Figura 13 - Irrigao Localizada por Microasperso.23SUMRIO3.4 Irrigao com Garrafa de Polietileno Tereftalado (PET) uma nova alternativa na utilizao das garrafas PET, evitando o descarte na natureza e preservando o meio ambiente. Os produtores de hortalias podem aproveitar as garrafas de refrigerante de plstico vazias (conhecidas como PET) na montagem do sistema de irrigao, uma vez que uma maneira fcil, barata e eficiente dos produtores irrigarem suas hortalias. Porm, antes de ser usada, a garrafa precisa ser lavada.Vantagens: Baixo custo de implantao; Reutilizao da Garrafa Pet; Contribuio para a preservao do meio ambiente. Pode ser utilizado como Irrigao por Asperso ou Localizado.Desvantagens: Usado para reas pequenas.Figura 15 Sistema de Irrigao por asperso com Garrafa PETFigura 14 Irrigao com garrafa PETMTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIOQUALIDADE DA GUA.4.25SUMRIO4. QUALIDADE DA GUANa irrigao de hortalias, preciso tomar cuidado com a qualidade da gua empregada, pois um dos fatores mais importantes. A gua salina, mesmo em pequena quantidade, pode transformar lentamente uma rea frtil em um solo de baixa produtividade. Quando o agricultor percebe s vezes tarde demais, pois a recuperao desses solos difcil, demorada e dispendiosa.Qualquer que seja a fonte de gua utilizada na irrigao das culturas a avaliao indispensvel e de importncia fundamental, pois s olhando no possvel saber a qualidade. Amostras de gua devem ser coletadas e submetidas s anlises laboratoriais para saber se podem ser utilizadas na irrigao das hortalias. Evitar a utilizao de guas turvas que podem prejudicar a aparncia das partes comestveis; Cuidado com gua salina, pois podem diminuir a produtividade; No use gua contaminada com esgotos.Figura 16 Qualidade da gua de IrrigaoDICA.26SUMRIO4.1 RESO DA GUA DA CHUVAA disponibilidade de gua cada vez menor em vrios lugares no Brasil e no mundo, tanto pelo aumento da sua utilizao quanto pela diminuio de sua oferta pela degradao dos recursos hdricos e mananciais. Assim a captao de guas de chuva para serem aproveitadas na irrigao muito importante, pois diminui a utilizao da gua de rios ou de poos. As guas de chuva podem ser utilizadas na irrigao sem um tratamento mais complexo.Esse sistema pode ser montado no telhado da residncia ou de qualquer construo existente na propriedade. Dessa forma, a captao feita atravs de calhas e levadas a um filtro, que eliminar mecanicamente impurezas, como folhas ou pedaos de galhos e depois a uma cisterna para ser armazenada. um sistema de reaproveitamento de guas de chuva de baixo custo. recomendvel o descarte do primeiro 1 litro por m de telhado de gua captada, pois essa gua carrega as sujeiras do ar e do telhado que podem conter fezes de animais e matria orgnica.A cisterna pode ser uma caixa dgua, enterrada ou no, ou mesmo pequenas represas cobertas com plsticos que possibilitem o armazenamento da gua posteriormente. No esquea que a gua da chuva no potvel, por isso no use para beber. Figura 17 - Reutilizao de gua de chuva para IrrigaoDICAMTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIO.5MOMENTOSPARA IRRIGAR.28SUMRIO5. MOMENTOS PARA IRRIGARO uso da irrigao e a quantidade de gua a aplicar devem ser decises realizadas conhecendo as relaes solo, planta e clima. O produtor deve conhecer o comportamento de cada cultura e necessidade de gua nas suas diferentes fases de desenvolvimento. H fases em que a falta ou excesso de gua provoca queda na produo. Controle da irrigao Figura 18 Relao Solo-Clima-Planta no controle da Irrigao.29SUMRIOSaber a necessidade de gua pela planta muito importante, pois o consumo de gua pequeno no incio de seu desenvolvimento, aumenta at um ponto mximo e posteriormente diminui, ficando bem abaixo do consumo mximo. Esse ponto de consumo mximo aquele em que a deficincia de gua se torna mais prejudicial formao de frutos, folhas, caules, razes, rizomas ou tubrculos. A falta de gua no perodo de consumo mximo pode afetar grandemente a produo, por isso o produtor deve ficar atento a essa exigncia. Conhea o perodo de consumo mximo de algumas hortalias Alho no desenvolvimento do bulbo;Figura 19 Consumo de gua pelas hortalias ao longo do Ciclo de Vida.30SUMRIO Alface na formao da cabea e antes da colheita; Batata no incio da tuberizao, florao at a colheita; Beterraba de trs a quatro semanas aps a emergncia; Brcolis na florao e crescimento da cabea; Cebola durante a formao do bulbo; Cenoura da emergncia at prximo colheita; Couve-flor do plantio colheita (irrigao frequente); Ervilha/vagem do incio da florao e quando as vagens esto crescendo; Melancia/melo do florescimento at prximo colheita; Morango do desenvolvimento do fruto maturao; Nabo do crescimento rpido das razes at a colheita; Pepino do florescimento at a colheita; Pimento da frutificao at a colheita; Repolho durante a formao e crescimento da cabea; Tomate das flores formadas e crescimento dos frutos.A irrigao inicia com a germinao das sementes e pegamento das mudas que so transplantadas.Se comear a faltar gua as folhas ficaro enroladas e amareladas e a produo diminuir bastante. Irrigue sempre antes que as folhas murchem.DICA.31SUMRIO Em solos arenosos as irrigaes so com maior frequncia (2 em 2 ou 3 em 3 dias); Em solos argilosos espaar a irrigao at de 5 em 5 dias, no mximo; Acompanhe o desenvolvimentoa das hortalias olhando o solo e a planta.Figura 20 A irrigao comea aps o preparo do solo para plantio e vai at prximo colheitaFigura 21 Irrigue antes das folhas ficarem murchasDICAMTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIO.6VOLUME DE GUA PARA IRRIGAO.33SUMRIO6. VOLUME DE GUA PARA IRRIGAOProdutor, aqui voc identificar quais as formas de medir a quantidade de gua a ser utilizada e o tempo de irrigao. A quantidade de gua a ser aplicada em uma irrigao depende de quanto o solo consegue reter de gua e quanto de gua existe no momento da irrigao. Solos arenosos devem ser irrigados com mais freqncia que solos argilosos. A quantidade em ambos deve ser suficiente para umedecer at o nvel das razes (15 cm). Para identificar a umidade do solo alguns equipamentos podero ser utilizados, tais como Tensimetro e Irrigas.6.1 Monitoramento da Irrigao com Tensimetro O monitoramento da irrigao feito baseado na fora que a gua fica retida no solo e cada cultura tem uma capacidade de retirar essa gua. Essa fora de reteno pode ser medida com equipamentos especficos, chamados tensimetros, que podem ser adquiridos em lojas de irrigao.DICA A quantidade de gua a necessria para elevar a umidade do solo sem deix-lo encharcado e nem seco.Figura 21 - Tensiomtros.34SUMRIOPara o melhor acompanhamento da umidade do solo deve-se instalar tensimetros em duas profundidades; colocar um aparelho a 10 cm de profundidade e outro entre 20-30 cm de profundidade. Em cultivo de hortalias com razes mais superficiais e/ou antes do incio da florao, instalar o mais profundo a 20 cm.Devem ser instalados na linha de plantio (5-10 cm de distncia da planta) em pelo menos trs pontos representativos da rea, ou seja, em uma rea contnua, irrigada em um mesmo dia e cultivada por uma mesma hortalia.Na irrigao por gotejamento, instalar em torno de 10-15 cm do gotejador. Fazer as leituras dos tensimetros diariamente logo nas primeiras horas da manh. Anotar os dados numa tabela ou grfico para facilitar o planejamento das irrigaes.As irrigaes devem ser realizadas a todo o momento que a mdia das leituras dos tensimetros instalados a 10 cm for igual ou superior tenso crtica para a hortalia de interesse. Tensimetros no so recomendados para indicar irrigaes durante o estabelecimento inicial das hortalias (5-10 dias aps o transplantio ou emergncia). Nesta fase, as irrigaes devem ser realizadas a cada 1-3 dias mantendo mida a camada superficial do solo (0-10 cm).Figura 22 Tensimetros instalados no campoDICA.35SUMRIO6.1 Monitoramento da Irrigao Sensores IrrigasO Irrigas um mtodo simples, que auxilia os produtores na aplicao adequada de gua sem desperdcios, so simples e custam cerca de 10 vezes menos do que tensimetros comuns. Alm disso, so mais fceis de usar e so to rpidos quanto os tensimetros.O Irrigas um sistema que consta de uma cpsula porosa (sensor), que depois de instalado no solo determina a necessidade ou no de irrigao. Se o solo estiver mido, o ar no passa pela cpsula porosa, significando que no precisa irrigar. Caso o solo esteja seco o ar passa pela cpsula porosa, quando isto ocorrer o solo deve ser irrigado.Figura 23 Funcionamento do IrrigasFigura 24 Quando o solo estiver seco a gua entra na cuba..36SUMRIOPara utilizar o Irrigas adequadamente necessrio instalar as cpsulas porosas em posio compatvel com a profundidade efetiva das razes (para hortalias entre 10 e 25 cm) e instalar pelo menos trs pares de cpsulas de Irrigas na rea.A leitura dos sensores Irrigas deve ser feita, preferencialmente, toda manh e, em culturas sensveis ou em solos arenosos, pelo menos duas vezes ao dia.Existem no mercado diferentes tipos de Irrigas que o produtor pode adquirir, ou mesmo fazer na propriedade. Para maiores informaes procurar o rgo de Agricultura da Regio.Figura 25 Irrigas instalados em duas profundidades.37SUMRIO Existe uma forma prtica de se ver a umidade do solo. Pegue um punhado de terra na mo. Aperte. Ao apertar o solo, se sair gua sinal que est muito molhado.Figura 26 Aperte a terra para saber como est a umidade Figura 27 Solo muito irrigao, escorrendo gua pela moDICA DICA.38SUMRIO O nvel de umidade est bom se no pingar gua, e ao abrir a mo esta fica mida sem que o material esfarele. O nvel de umidade est baixo e necessita de gua se a terra esfarelar. Ento preciso irrigar.Figura 28 Ponto de umidade ideal Figura 29 Solo secoDICA DICA.39SUMRIO Irrigue no final da tarde ou no incio da manh. Quando voc molha o solo no final da tarde ou noite, h menos evaporao de gua do que quando o solo est quente durante o dia; Evite irrigar no horrio de maior consumo de energia (entre 17 e 22h), pois nesse horrio a energia mais cara. Existem formas de reduo de gastos com energia eltrica mediante uma simples mudana na tarifa a ser adotada pela empresa agrcola, pois os valores cobrados pelas concessionrias, pela demanda e pelo consumo unitrio podem ser alterados conforme a tarifa contratada. Procure a empresa de energia da sua regio para obter informaes sobre a melhor tarifa para voc. A sua propriedade deve estar em rea rural para ter esses benefcios.DICAMTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIOCONSIDERAES FINAIS.7.41SUMRIO7. CONSIDERAES FINAISCom o manejo adequado das irrigaes o produtor de hortalias pode maximizar a sua produo, o uso de mo-de-obra, a energia e a gua, alm de obter produtos de melhor qualidade. Dessa forma, ir aumentar sua renda e conquistar melhores condies de vida. Contudo, sempre procure fazer um projeto de irrigao com tcnico habilitado, para isso procure uma instituio de apoio ao produtor rural.O Sebrae pode ser seu parceiro na estruturao do seu negcio te orientando como realizar um diagnstico da sua propriedade, implementar ferramentas de gesto, conhecer tecnologias, saber como participar de associaes e cooperativas, proporcionar materiais educativos para sua capacitao ajudando-o a criar e gerir o seu negcio, entre outros.Para saber mais, procure o Sebrae mais prximo de voc.MTODOS DE IRRIGAO EM HORTALIASSUMRIO.8REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.43SUMRIO8. REFERNCIAS BIBLIOGRFICASDF,: Embrapa Informao Tecnolgica. 2011. 24 p. (Circular Tcnica, 98)MATTOS, K.M.C. Viabilidade da Irrigao com gua Contaminada por Esgoto Domstico na Produo Hortcola. 2003, 151 p. Tese (Doutorado em Agronomia / Irrigao e Drenagem) Faculdade de Cincias Agronmicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2003.REICHARDT, K. A gua em sistemas agrcolas. So Paulo: Editora Manole LTDA, 1990. 188p.http://www.cnph.embrapa.br/public/folders/tensiometro.html#Instalacaohttp://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2014/05/300x225x20140512-irrigacao-garrafa-pet-300x225.jpg.pagespeed.ic.tt22wU2mkU.webphttp://www.fruticultura.iciag.ufu.br/irriga4.htmlALMEIDA, O.A. Qualidade da gua de irrigao. Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2010. 224p.BERNARDO, S. Manual de irrigao. Viosa, MG, UFV, Imp. Universitria, 1996. 6 ed. 596p.CALBO, A.G.; SILVA, W.L. DE C. Sistema Irrigas para manejo de irrigao: fundamentos, aplicaes e desenvolvimentos. Braslia: Embrapa Hortalias, 2005. 174p.FERREIRA, V.M. Irrigao e drenagem. Floriano-PI: EDUFPI, 2011. 126p. (Tcnico em Agropecuria)MAROUELLI, W.A.; SILVA, W.L. de C.; SILVA, H.R. Irrigao por asperso em hortalias: qualidade da gua: aspectos do sistema e mtodo prtico de manejo. Embrapa Informao Tecnolgica, Braslia, DF. 2011. 111 p.MAROUELLI, W.A.; SILVA, W.L. de C. Seleo de sistemas de irrigao para hortalias. 2 ed., Braslia-http://http://http://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2014/05/300x225x20140512-irrigacao-garrafa-pet-300x225.jpg.pagespeed.ic.tt22wU2mkU.webphttp://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2014/05/300x225x20140512-irrigacao-garrafa-pet-300x225.jpg.pagespeed.ic.tt22wU2mkU.webphttp://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2014/05/300x225x20140512-irrigacao-garrafa-pet-300x225.jpg.pagespeed.ic.tt22wU2mkU.webphttp://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2014/05/300x225x20140512-irrigacao-garrafa-pet-300x225.jpg.pagespeed.ic.tt22wU2mkU.webphttp://www.fruticultura.iciag.ufu.br/irriga4.htmlhttp://www.fruticultura.iciag.ufu.br/irriga4.htmlINCIO1. INTRODUOSumrio2.IMPORTNCIA DA IRRIGAO3.MTODOS DE IRRIGAO3.1Mtodo de Irrigao por Superfcie3.1.1Irrigao por Sulco3.1.2Irrigao por Inundao 3.2Mtodo de Irrigao por Asperso 3.2.1Irrigao por Asperso Convencional 3.2.2Irrigao por Asperso Mecanizada por Autopropelido3.2.3Irrigao por Asperso Mecanizada Linear 3.2.4Irrigao por Asperso Mecanizada por Piv Central 3.3Mtodo de Irrigao Localizada3.3.1Irrigao Localizada por Gotejamento3.3.2Irrigao Localizada por Microasperso A gua aplicada simulando uma pequena chuva.3.4Irrigao com Garrafa de Polietileno Tereftalado (PET) 4.QUALIDADE DA GUA4.1RESO DA GUA DA CHUVA5.MOMENTOS PARA IRRIGAR6.VOLUME DE GUA PARA IRRIGAO6.1Monitoramento da Irrigao com Tensimetro 6.1Monitoramento da Irrigao Sensores Irrigas7.CONSIDERAES FINAIS8.REFERNCIAS BIBLIOGRFICASBoto 28: Page 4: Page 61: Page 82: Page 243: Page 274: Page 325: Page 406: Page 427: Boto 29: Page 4: Page 61: Page 82: Page 243: Page 274: Page 325: Page 406: Page 427: Boto 30: Page 4: Page 61: Page 82: Page 243: Page 274: Page 325: Page 406: Page 427: Boto 4: Page 5: Boto 5: Page 5: Boto 6: Page 5: Boto 37: Page 7: Boto 38: Page 7: Boto 39: Page 7: Boto 40: Page 9: Page 101: Page 112: Page 123: Page 134: Page 145: Page 156: Page 167: Page 178: Page 189: Page 1910: Page 2011: Page 2112: Page 2213: Page 2314: Boto 41: Page 9: Page 101: Page 112: Page 123: Page 134: Page 145: Page 156: Page 167: Page 178: Page 189: Page 1910: Page 2011: Page 2112: Page 2213: Page 2314: Boto 42: Page 9: Page 101: Page 112: Page 123: Page 134: Page 145: Page 156: Page 167: Page 178: Page 189: Page 1910: Page 2011: Page 2112: Page 2213: Page 2314: Boto 43: Page 25: Page 261: Boto 44: Page 25: Page 261: Boto 45: Page 25: Page 261: Boto 46: Page 28: Page 291: Page 302: Page 313: Boto 47: Page 28: Page 291: Page 302: Page 313: Boto 48: Page 28: Page 291: Page 302: Page 313: Boto 49: Page 33: Page 341: Page 352: Page 363: Page 374: Page 385: Page 396: Boto 50: Page 33: Page 341: Page 352: Page 363: Page 374: Page 385: Page 396: Boto 51: Page 33: Page 341: Page 352: Page 363: Page 374: Page 385: Page 396: Boto 52: Page 41: Boto 53: Page 41: Boto 54: Page 41: Boto 55: Page 43: Boto 56: Page 43: Boto 57: Page 43: Boto 58: Boto 60:

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