Metodologias TRIZ e Lean numa Indstria de Unidades ? Metodologias TRIZ e Lean numa Indstria de

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  • Ins Maria Caetano Pombo

    Licenciatura em Cincias de Engenharia e Gesto Industrial

    Metodologias TRIZ e Lean numa Indstria de Unidades de Tratamento de

    Ar e de Ventilao

    Dissertao para obteno do Grau de Mestre em Engenharia e Gesto Industrial

    Orientadora: Professora Doutora Helena Vctorovna Guitiss Navas, Professora Auxiliar, FCT-UNL

    Co-orientador: Mestre Rui Pedro Toms dos Santos, Sandometal Metalomecnica e Ar Condicionado, S.A.

    Jri:

    Presidente: Prof. Doutora Isabel Maria do Nascimento Lopes Nunes Vogais: Prof. Doutora Anabela Carvalho Alves

    Prof. Doutora Helena Vctorovna Guitiss Navas

    Maro 2015

  • LOMBADA

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    2015

  • i

    Ins Maria Caetano Pombo

    Licenciatura em Cincias de Engenharia e Gesto Industrial

    Metodologias TRIZ e Lean numa Indstria de Unidades de Tratamento de

    Ar e de Ventilao

    Dissertao para obteno do Grau de Mestre em Engenharia e Gesto Industrial

    Orientadora: Professora Doutora Helena Vctorovna Guitiss Navas, Professora Auxiliar, FCT-UNL

    Co-orientador: Mestre Rui Pedro Toms dos Santos, Sandometal Metalomecnica e Ar Condicionado, S.A.

    Jri:

    Presidente: Prof. Doutora Isabel Maria do Nascimento Lopes Nunes Vogais: Prof. Doutora Anabela Carvalho Alves

    Prof. Doutora Helena Vctorovna Guitiss Navas

    Maro 2015

  • ii

    Licenciatura em Cincias de Engenharia e Gesto Industrial

    Metodologias TRIZ Lean numa Indstria de Unidades

    de Tratamento de Ar e de Ventilao

    Dissertao para obteno do Grau de Mestre em

    Engenharia e Gesto Industrial

    Orientador: Professora Doutora Helena Guiness Navas, Professora auxiliar, Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova

    de Lisboa

    Coorientador: Mestre Rui Pedro Toms dos Santos, Sandometal Metalomecnica e Ar Condicionado, S.A.

    Maro 2015

  • iii

    Metodologias TRIZ e Lean numa Indstria de Unidades de

    Tratamento de Ar e de Ventilao

    Copyright Ins Maria Caetano Pombo, Faculdade de Cincias e Tecnologia,

    Universidade Nova de Lisboa.

    A Faculdade de Cincias e Tecnologia e a Universidade Nova de Lisboa tm o direito,

    perptuo e sem limites geogrficos, de arquivar e publicar esta dissertao atravs de

    exemplares impressos reproduzidos em papel ou de forma digital, ou por qualquer outro

    meio conhecido ou que venha a ser inventado, e de a divulgar atravs de repositrios

    cientficos e de admitir a sua cpia e distribuio com objetivos educacionais ou de

    investigao, no comerciais, desde que seja dado crdito ao autor e editor.

  • iv

  • v

    Agradecimentos

    Professora Doutora Helena Navas, pela orientao da dissertao, pela disponibilidade que

    sempre teve ao longo desta etapa, pela motivao e por todos os ensinamentos transmitidos

    durante todo o percurso acadmico.

    Ao Engenheiro Rui Santos pela oportunidade de realizao da dissertao em ambiente

    industrial, e por todos os meios que me disponibilizou durante este trabalho; pela sua

    orientao, abertura de horizontes em vrios temas discutidos e por todos os conhecimento que

    me foram transmitidos.

    Ao Ruben Nunes pela sua disponibilidade e pelas suas sugestes, que permitiram que este

    trabalho fosse desenvolvido.

    Ao Engenheiro Miguel Alves, ao Engenheiro Pedro Silva e Hlia Beiro pela sua

    disponibilidade e conhecimentos transmitidos.

    A todos os colaboradores da Sandometal que, direta ou indiretamente, colaboraram para a

    execuo deste trabalho.

    A todos os Professores do DEMI, dos quais recebi os seus ensinamentos no s tcnicos mas

    tambm de experincia profissional.

    A todos os meus colegas e amigos que me acompanharam ao longo desta etapa, e em particular

    os colegas de Industrial e Mecnica.

    Aos meus pais e irmos por todo o apoio dado ao longo da vida, pela pacincia e dedicao que

    tiveram ao acompanhar-me durante este ciclo.

    A toda a minha famlia, Av, Tios, Primos e Sobrinha. Mas em particular um agradecimento

    especial Tia Rita, Tia Silvana por todos os bons conselhos dados ao longo desta etapa e por

    todo o seu apoio, e por fim minha prima Liliana pela sua pacincia e amizade.

  • vi

  • vii

    Resumo

    Num mundo globalizado, as organizaes tm sido foradas a inovar em busca de novas

    tcnicas de gesto, devido a limitaes dos modelos de gesto tradicional. Para subsistir num

    mercado altamente competitivo, as organizaes procuram diferenciar-se da concorrncia por

    via de utilizao de novas metodologias de gesto que permitam aumentar a eficincia dos

    processos internos.

    A implementao de fundamentos e tcnicas da metodologia Lean, em conjunto com os

    conceitos e os instrumentos analticos da metodologia TRIZ, pode auxiliar as organizaes na

    procura de melhoria contnua em todas as reas funcionais, encontrando solues mais

    criativas e inovadoras.

    A presente dissertao foi elaborada no mbito de um estgio curricular realizado numa

    empresa metalomecnica, que atua no setor industrial de tratamento de ar e de ventilao. Os

    objetivos do estgio delineados inicialmente visavam o estudo da melhoria de organizao do

    armazm numa das unidades industriais do grupo. No decorrer do estgio, foi possvel no s

    melhorar em vrios aspetos o funcionamento do armazm, como tambm foram elaboradas e

    implementadas vrias aes de melhoria nas outras reas funcionais da empresa.

    A anlise efetuada situao atual da empresa e as solues encontradas para os problemas

    identificados basearam-se em algumas tcnicas e instrumentos analticos das metodologias

    Lean e TRIZ.

    Entre os vrios resultados obtidos, destacam-se a reduo significativa de stocks, a

    reorganizao da hierarquia funcional, a melhoria do fluxo de informao interna e externa

    (entre a empresa e os fornecedores), a criao de um sistema de deteo de no conformidades

    com origem nos fornecedores, entre outros.

    No desenvolvimento deste estgio e com base nos resultados obtidos, foi submetido e aceite

    um artigo e uma proposta para o concurso de projetos no mbito de The 6th International

    Conference on Systematic Innovation (ICSI) & The 5th Global Competition on Systematic

    Innovation (GCSI).

    Palavras-chave: TRIZ, Lean, Melhoria Contnua, Resoluo de Problemas, Reduo de Stocks,

    Gesto de Armazm.

  • viii

  • ix

    Abstract

    In a globalized world, organizations have been forced to innovate in search of new

    management techniques, due to limitations of traditional management models. To survive in a

    highly competitive market, organizations seek to differentiate themselves from the competition

    through the use of new management methods for increasing the efficiency of internal

    processes.

    The implementation of fundamentals and techniques of Lean methodology, together with the

    concepts and analytical tools of TRIZ methodology, can help organizations continuously

    improve search in all functional areas, finding more creative and innovative solutions.

    This dissertation was performed under a traineeship conducted in a metalworking company

    that runs the industrial sector of treatment of industrial air handling and ventilation. Initially, it

    was defined as internship target, seek to improve the spatial organization of a warehouse

    belonging to one of the units of the industrial group. During the stage, it was possible not only

    to improve the operation of the warehouse, but were also created and implemented

    improvement measures in other functional areas of the company.

    The analysis made to the current situation of the company and the solutions to the problems

    identified were based on some techniques and analytical tools of Lean methodologies and

    TRIZ.

    The various results achieved, those who excel were a significant reduction in stocks, the

    reorganization of the functional hierarchy, improved internal and external information flow

    (between the company and suppliers), the creation of a detection system of non-compliance

    emanating from the suppliers, among others.

    In developing this internship and based on the results, is being prepared an article and a

    proposal for the design competition with a view to eventually engage / integrate in The 6th

    International Conference on Systematic Innovation (ICSI) & The 5th Global Competition on

    Systematic Innovation (GCSI).

    Keywords: TRIZ, Lean, Continuous Improvement, Problem Solving, Stock Reduction,

    Warehouse Management.

  • x

  • xi

    ndice de Matrias

    1 Introduo .............................................................................................................................. 1

    Enquadramento ............................................................................................................... 1 1.1

    Objetivos ......................................................................................................................... 2 1.2

    Estrutura da Dissertao .................................................................................................. 2 1.3

    2 Reviso Bibliogrfica ............................................................................................................. 5

    Fundamentos e Tcnicas da Metodologia Lean ................................................................ 5 2.1

    2.1.1 Origem e Definio do Lean ..................................................................................... 5

    2.1.2 Princpios do Lean .................................................................................................... 6

    2.1.3 Tipos de Desperdcio ................................................................................................ 8

    2.1.4 Benefcios do Lean e Obstculos............................................................................. 10

    2.1.5 Ferramentas Lean ................................................................................................... 11

    2.1.5.1 Metodologia 5S................................................................................................ 11

    2.1.5.2 Gesto Visual................................................................................................... 14

    2.1.5.3 Normalizao do Trabalho ............................................................................... 15

    Fundamentos e Instrumentos Analticos da Metodologia TRIZ ...................................... 17 2.2

    2.2.1 Origem da Metodologia TRIZ ................................................................................. 17

    2.2.2 Estratgia da Metodologia TRIZ ............................................................................. 18

    2.2.3 Nveis de Inovao ................................................................................................. 19

    2.2.4 Caractersticas da TRIZ .......................................................................................... 20

    2.2.5 Conceitos Fundamentais da TRIZ ........................................................................... 21

    2.2.5.1 Contradio ..................................................................................................... 21

    2.2.5.2 Recursos .......................................................................................................... 22

    2.2.5.3 Padres de Evoluo ........................................................................................ 23

    2.2.5.4 Idealidade ........................................................................................................ 25

    2.2.6 Principais Ferramentas e Tcnicas da TRIZ............................................................. 25

    2.2.6.1 Princpios de Inveno e Matriz de Contradies .............................................. 25

    2.2.6.2 Anlise Substncia-Campo ............................................................................... 28

    2.2.6.3 Algoritmo de Resoluo Inventiva de Problemas (ARIZ) ................................. 33

    3 Descrio e Anlise Crtica .................................................................................................. 35

    Apresentao e Caracterizao da Empresa.................................................................... 35 3.1

    Histria da Empresa em Portugal e a sua Estrutura Organizacional ................................ 35 3.2

    Misso, Valores e Viso ................................................................................................ 37 3.3

    Principais Produtos ........................................................................................................ 37 3.4

  • xii

    Principais Fornecedores ................................................................................................. 40 3.5

    Descrio do Processo de Produo Geral...................................................................... 41 3.6

    Problemas Iniciais e Anlise Crtica............................................................................... 43 3.7

    Fraca organizao do armazm ............................................................................................ 43

    4 Implementao de Ferramentas e Metodologias .................................................................... 45

    Implementao 5S ......................................................................................................... 45 4.1

    4.1.1 Criao de checklist ................................................................................................ 45

    Gesto Visual ................................................................................................................ 54 4.2

    Normalizao do Trabalho............................................................................................. 55 4.3

    Aplicao da Ferramenta TRIZ Substncia-Campo ........................................................ 59 4.4

    Aplicao da Matriz de Contradies ............................................................................. 65 4.5

    5 Discusso de Resultados ...................................................................................................... 69

    Aes j implementadas: ............................................................................................... 69 5.1

    5.1.1 Expandir um Modelo Substncia-Campo Existente para um Novo Sistema em

    Cadeia ............................................................................................................................. 69

    5.1.2 Substituio de um Campo...................................................................................... 69

    5.1.3 Introduo de um Campo F ..................................................................................... 69

    5.1.4 Padronizao da Conduta de Trabalho para o Armazm .......................................... 70

    5.1.5 5S ........................................................................................................................... 70

    Aes em fase de implementao .................................................................................. 71 5.2

    5.2.1 Controlo visual ....................................................................................................... 71

    Aes a implementar a mdio e longo prazo: ................................................................. 71 5.3

    5.3.1 Gesto de Armazm e Baixas de Stock .................................................................... 71

    6 Concluso ............................................................................................................................ 73

    Concluso ..................................................................................................................... 73 6.1

    Trabalho futuro ............................................................................................................. 74 6.2

    Referncias Bibliogrficas ...................................................................................................... 75

    Anexo 1 - Tabelas da Matriz de Contradies .......................................................................... 79

    Anexos 2 - Princpios Inventivos da Matriz de Contradies ................................................... 85

    Anexo 3 Classes da Anlise Substncia Campo .................................................................... 92

    Anexos 4 Layout Fbrica de Povos ..................................................................................... 103

    Anexos 5 Documentos de Auditoria ................................................................................... 105

  • xiii

    ndice de Figuras

    Figura 2.1 - Princpios do Lean ................................................................................................. 6

    Figura 2.2 - Gerao de Valor Segundo a Necessidade do Cliente ............................................. 6

    Figura 2.3 - Sete Princpios do Lean Thinking .......................................................................... 8

    Figura 2.4 - Problemas No Visveis Causados pelo Desperdcio de Stock .............................. 10

    Figura 2.5 - Pilares do 5S ....................................................................................................... 12

    Figura 2.6 - Exemplos de Gesto Visual ................................................................................. 15

    Figura 2.7 - Esquema Simplificado da Metodologia TRIZ ...................................................... 18

    Figura 2.8 - Diagrama Elementar da Anlise Substncia-Campo ............................................. 29

    Figura 2.9 - Soluo Geral 1.................................................................................................... 30

    Figura 2.10- Soluo Geral 2 ................................................................................................... 30

    Figura 2.11 - Soluo Geral 3 .................................................................................................. 31

    Figura 2.12 - Soluo Geral 4 .................................................................................................. 31

    Figura 2.13 - Soluo Geral 5 .................................................................................................. 32

    Figura 2.14 - Soluo Geral 6 .................................................................................................. 32

    Figura 2.15 - Soluo Geral 7 .................................................................................................. 32

    Figura 2.16 - Etapas mais importantes do Algoritmo de Resoluo dos Problemas de Inveno

    (ARIZ) (Navas, 2013) ............................................................................................................. 33

    Figura 3.1 - Organograma da Sandometal ................................................................................ 36

    Figura 3.2 - Certificado Eurovent ............................................................................................ 38

    Figura 3.3 - UTA Gama SDM ................................................................................................. 38

    Figura 3.4 - UV Gama EUV .................................................................................................... 39

    Figura 3.5 - UV Gama AT....................................................................................................... 39

    Figura 3.6 - UV Gama DD ...................................................................................................... 40

    Figura 3.7 - Principais Fornecedores de Ventiladores .............................................................. 40

    Figura 3.8 - Principais Fornecedores de Componentes para UTA's e UV's ............................... 41

    Figura 3.9 - Fluxograma do Processo de Produo Geral ......................................................... 42

    Figura 4.1 - Armazm Antes da Aplicao do 3S .................................................................... 48

    Figura 4.2 - Armazm Depois da Aplicao do 3S................................................................... 49

    Figura 4.3 - Organizao Polias Antes do 3S ........................................................................... 50

    Figura 4.4 - Organizao de Polias Depois do3S ..................................................................... 50

    Figura 4.5 Organizao de Correias Antes do 3S .................................................................. 51

    Figura 4.6 - Organizao de Correias Depois do 3S ................................................................. 51

    Figura 4.7 - Organizao de Material Antes do 3S ................................................................... 52

    file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864086file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864105file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864106file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864112

  • xiv

    Figura 4.8 - Organizao de Material Depois do 3S ................................................................. 52

    Figura 4.9 - Avaliao de desempenho da aplicao das Aes de Melhorias ........................... 54

    Figura 4.10 - Exemplo de uma Etiqueta ................................................................................... 54

    Figura 4.11 - Fecho Completo ................................................................................................. 55

    Figura 4.12 Calo ................................................................................................................. 55

    Figura 4.13 - Layout das Deslocaes dos Postos de Trabalho para a Zona de Separao ......... 57

    Figura 4.14 - Layout Inicial do Armazm ................................................................................ 58

    Figura 4.15 - Layout Final do Armazm .................................................................................. 59

    Figura 4.16 - Sistema Ineficiente 1 .......................................................................................... 60

    Figura 4.17 - Sistema Eficiente 1 em cadeia ............................................................................ 61

    Figura 4.18 - Exemplo de alguns campos existentes no Cod Alidata ........................................ 62

    Figura 4.19 - Sistema Ineficiente 2 .......................................................................................... 62

    Figura 4.20 - Sistema Eficiente 2............................................................................................. 63

    Figura 4.21 - Sistema Incompleto ............................................................................................ 64

    Figura 4.22 - Sistema Completo .............................................................................................. 64

    Figura 4.23 - Leitor tico ....................................................................................................... 66

    Figura 0.1 - Layout da Fbrica de Povos ................................................................................ 104

    file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864113file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864118file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864121file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864122file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864124file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864125file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864126file:///C:/Users/Asus-PC/Desktop/Dissertao%20correes.docx%23_Toc422864127

  • xv

    ndice de Tabelas

    Tabela 2.1 - Varivel a Controlar vs. Tipo de Controlo Visual a Aplicar .................................. 14

    Tabela 2.2 - Nveis de Inovao .............................................................................................. 19

    Tabela 2.3 - Evoluo de Patentes dos Sistemas Tecnolgicos ................................................ 23

    Tabela 2.4 - Parmetros Genricos de Engenharia ................................................................... 26

    Tabela 2.5 - Princpios Inventivos ........................................................................................... 27

    Tabela 2.6 - Simbologia Usada em Tringulos Substncia-Campo ........................................... 30

    Tabela 3.1 - Histria da Empresa............................................................................................. 35

    Tabela 4.1 - Parmetros de Avaliao dos 5S's ........................................................................ 46

    Tabela 4.2 Descrio das posies do layout inicial .............................................................. 58

    Tabela 4.3 - Descrio das posies do layout final ................................................................. 59

    Tabela 0.1 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 1-20 vs. Resultados

    Indesejados 1-13) ................................................................................................................... 79

    Tabela 0.2 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 1-20 vs. Resultados

    Indesejados 14-26) ................................................................................................................. 80

    Tabela 0.3 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 1-20 vs. Resultados

    Indesejados 27-39) ................................................................................................................. 81

    Tabela 0.4 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 21-39 vs. Resultados

    Indesejados 1-13) ................................................................................................................... 82

    Tabela 0.5 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 21-39 vs. Resultados

    Indesejados 14-26) ................................................................................................................. 83

    Tabela 0.6 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 21-39 vs. Resultados

    Indesejados 27-39) ................................................................................................................. 84

    Tabela 0.1 - Classe 1 das Solues-Padro .............................................................................. 92

    Tabela 0.2 - Classe 2 das Solues-Padro .............................................................................. 94

    Tabela 0.3 - Classe 3 das Solues-Padro .............................................................................. 98

    Tabela 0.4 - Classe 4 das Solues-Padro .............................................................................. 99

    Tabela 0.5 - Classe 5 das Solues-Padro ............................................................................ 101

    Tabela 0.1 - Descrio mais explcita dos 3S para o caso particular do armazm ................... 105

    Tabela 0.2 - 1 Auditoria ....................................................................................................... 106

    Tabela 0.3 - 2 Auditoria ....................................................................................................... 108

  • xvi

  • xvii

    Lista de Siglas e Acrnimos

    ARIZ - Algoritmo de Resoluo Inventiva de Problemas

    CNC - Controlo Numrico Computorizado

    CTV - Continuously Variable Transmission

    ENIAC - Electronic Numerical Integrator Analyzer and Computer

    MOD - Mo-de-obra

    MP - Matrias-primas

    OEE - Overall Equipment Effectiveness

    RFI - Resultado Final Ideal

    TOC Theory of Constrains

    TPM - Total Productive Maintenance

    TPS - Toyota Production System

    TRIZ - Teoria Inventiva de Resoluo de Problemas

    UTAs - Unidades de Tratamento de Ar

    UVs - Unidades de Ventilao

    VSM - Value Stream Mapping

    WIP - Work in Progress

  • xviii

  • 1

    1 Introduo

    No presente captulo feita a primeira abordagem ao tema da dissertao Metodologias TRIZ

    e Ferramentas Lean numa Indstria de Unidades de Tratamento de Ar e de Ventilao

    apresentando-se, para o efeito, um enquadramento do tema, os objetivos do mesmo e a

    organizao desta dissertao.

    Enquadramento 1.1

    No panorama econmico atual tem-se verificado vrias crises sucessivas que obrigam as

    organizaes a implementarem a melhoria contnua para que se mantenham competitivas e se

    diferenciem dos seus concorrentes de mercado. Sendo a competitividade um ponto fundamental,

    as empresas tendem a seguir novas estratgias que assentam na inovao e na eliminao de

    desperdcios. A implementao da metodologia Lean leva as organizaes centrarem-se na

    reduo e, se possvel, na eliminao de atividades que no acrescentam valor ao produto,

    tornando a produo mais flexvel e melhorando a qualidade dos produtos.

    As tcnicas e ferramentas analticas do mtodo Lean, utilizadas simultaneamente com os

    instrumentos das outras metodologias, podem completar-se mutuamente.

    A inovao sistemtica torna-se uma necessidade premente nas organizaes, as solues

    precisam-se mais inovadoras e criativas, a criatividade deve ser incrementada significativamente

    em todas as reas funcionais das empresas. Os problemas que se levantam no cotidiano das

    organizaes so cada vez mais no convencionais, precisando de novas metodologias para a

    sua identificao e para busca de solues. De maneira a responder a estas necessidades, a

    metodologia TRIZ uma ferramenta que se adequa a estas espectativas. Desta forma, possvel

    solucionar os problemas com os quais as empresas se deparam.

    A aplicao conjunta dos princpios Lean e da metodologia TRIZ pode auxiliar as organizaes

    na reduo de desperdcios, na melhoria de produtos com base na inovao e na resoluo de

    contradies.

    A dissertao foi elaborada no mbito de um estgio curricular realizado na empresa

    Sandometal. A empresa foi fundada em 1979 e dedica produo de unidades de tratamento de

    ar e de unidades de ventilao. Este segmento de mercado altamente competitivo, obrigando a

    empresa a procurar melhorias dos processos internos.

    Os trabalhos desenvolvidos na dissertao decorreram em particular na zona de armazm onde

    se encontra todo o material que necessrio.

  • 2

    No incio do estgio, foi efetuada uma anlise de processos desenvolvidos na fbrica, como a

    montagens de componentes e corte de material. Os principais problemas identificados estiveram

    relacionados com a organizao do armazm e das zonas de trabalho, com a falha na

    identificao dos produtos, como as variadas deslocaes suprfluas de tcnicos, de matrias-

    primas e de produtos inacabados. Foram tambm identificadas algumas dificuldades em

    processos de montagem e existncia de erros humanos na escolha dos materiais.

    Objetivos 1.2

    O principal objetivo da dissertao foi a organizao do armazm e gesto de stocks internos e

    externos, de forma a evitar problemas de montagem e ruturas de material, que implicam um

    prejuzo para o cliente final. O objetivo principal foi complementado com os seguintes

    objetivos:

    Anlise e identificao do tipo de produtos existentes em armazm;

    Inventariao de material;

    Reconfigurao do layout na zona de armazm;

    Identificao de contradies e conceptualizar ideias para resoluo de problemas.

    Durante a realizao do estgio tambm surgiram novas oportunidades de melhoria, como a

    implementao de procedimentos de deteo de falhas de fornecedores, a alterao de funes

    executadas por colaboradores da empresa e a melhoria de fluxo de informao atravs da

    introduo de dispositivos e programas.

    Para atingir os objetivos, realizou-se uma identificao e diagnstico de problemas no processo

    produtivo. Para o efeito, foram consideradas as metodologias TRIZ e aplicadas ferramentas

    Lean como a Anlise Substncia-Campo, Matriz de Contradies, 5S, Trabalho Normalizado,

    entre outras tcnicas.

    Estrutura da Dissertao 1.3

    A dissertao foi dividida em 6 captulos:

    1. Introduo;

    2. Fundamentos e Tcnicas da Metodologia Lean;

    3. Fundamentos e Instrumentos Analticos da Metodologia TRIZ;

  • 3

    4. Anlise da Situao Inicial na Empresa Sandometal;

    5. Implementao de Ferramentas e Metodologias;

    6. Discusso de Resultados e Concluses.

    No final encontram-se, ainda, as Referncias Bibliogrficas e os Anexos.

    Inicia-se o primeiro captulo pela Introduo, onde se apresenta o Enquadramento, os Objetivos

    do Estudo e a Estrutura da Dissertao.

    No segundo capitulo, apresentada uma reviso bibliogrfica relativamente aos Fundamentos e

    Tcnicas da Metodologia Lean.

    No terceiro captulo, desenvolvida uma reviso bibliogrfica sobre os Fundamentos e

    Instrumentos Analticos da Metodologia TRIZ. No segundo e terceiro captulos so abordados

    os temas do enquadramento terico, que serviu de base ao caso de estudo.

    No quarto captulo efetuada uma anlise empresa, onde se aborda a sua histria, em

    Portugal, os seus desafios no ramo da metalomecnica e os produtos fabricados. Tambm

    efetuada uma referncia aos principais fornecedores, onde so descritos os processos gerais de

    produo e os problemas iniciais detetados e o desenvolvimento dos seus produtos.

    O quinto captulo ir debruar-se sobre o trabalho desenvolvido na Sandometal, onde se analisa

    as situaes problemticas e se explora oportunidades de melhoria, tendo em vista a resoluo

    dos problemas identificados.

    No sexto ser avaliado a implementao de aes sugeridas durante o estgio, onde tambm so

    propostas algumas sugestes de trabalho futuro, procurando sempre melhoria de processos na

    empresa.

  • 4

  • 5

    2 Reviso Bibliogrfica

    O presente captulo tem como propsito a apresentao da pesquisa e reviso bibliogrfica

    realizada sobre a TRIZ e o Lean. Vo ser apresentados princpios e Metodologias da TRIZ e do

    Lean e so tambm estudadas algumas ferramentas/tcnicas inerentes aos conceitos

    Fundamentos e Tcnicas da Metodologia 2.1

    Lean

    2.1.1 Origem e Definio do Lean

    O Lean teve origem no Japo, nos finais dos anos quarenta do sculo XX, onde se designava por

    Toyota Production System e teve como seu criador Taiichi Ohno (Womack, Jones, Roos, 2007).

    O incio do Toyota Production System teve como ambio produzir num fluxo contnuo, que

    no dependesse de longos ciclos produtivos, nem de elevados stocks para ser eficiente,

    precisamente o oposto da produo em massa (Melton, 2005).

    Ao contrrio da cultura oriental, a indstria ocidental, era representada principalmente pela

    General Motors e pela Ford Motor Company. Estas empresas caracterizavam-se pela produo

    em massa, onde predominava a produo em larga escala, com pouca diversificao de

    produtos. Um dos exemplos deste tipo de produo o modelo T que tinha que ser da mesma

    cor (preto) e apresentava um reduzido nmero de variantes de chassis.

    Eiji Toyoda, fundador da Toyota Motor Company, e o seu diretor de produo, Taiichi Ohno,

    verificaram que a produo em massa no seria a melhor estratgia de gesto, e que esta no iria

    funcionar no Japo, por este ser um mercado mais pequeno e com menos potencial. (Smith,

    2004). A partir desse ponto, desenvolveram uma nova abordagem, o TPS. O Toyota Production

    System caracterizava-se pelo sistema Pull, ou seja, produzir apenas aquilo que pedido pelo

    cliente.

    O termo Lean (traduzido como magro) culminou com a pesquisa desenvolvido sobre a indstria

    automvel que refletiu sobre reduo de desperdcio do TPS e o contraste com as formas de

    produo.(Womack, Jones, Roos, 2007).

  • 6

    2.1.2 Princpios do Lean

    A produo Lean tem por base cinco princpios que foram desenvolvidos por Womack e Jones

    como apresentado na figura 2.1 (Womack, Jones, 2003).

    Figura 2.1 - Princpios do Lean

    Valor:

    Sob a perspetiva do cliente, o valor entende-se como sendo o preo que o cliente est disposto a

    pagar por um determinado produto. As empresas devem ter a capacidade de identificar as

    funcionalidades, as caractersticas e as expectativas que os clientes tenham em relao a um

    produto. Para alm do valor, o produtor, deve ter em considerao os requisitos de qualidade, da

    quantidade, do tempo de produo e do servio como exemplificado na figura 2.2.

    Figura 2.2 - Gerao de Valor Segundo a Necessidade do Cliente (Gallardo, 2007)

    Valor

    Cadeia de Valor

    Fluxo Produo Puxada

    Procurar a perfeio

  • 7

    Se o produto no se encontrar conforme as necessidades do cliente necessrio melhorar. Caso

    contrrio, se este no suprir essas necessidades constitui um desperdcio, pois no existe criao

    de valor.

    Em suma, se a organizao for ineficiente o cliente ter de suportar todo o tipo de custos

    associado a uma m gesto.

    Cadeia de valor:

    Para cada produto essencial identificar e analisar o fluxo de valor. Aps a anlise do fluxo de

    valor deve ser definida uma sequncia de processos.

    Na cadeia de valor devem ser identificadas as atividades que efetivamente geram valor, as

    atividades que no acrescentam valor mas so cruciais para a manuteno e qualidade dos

    produtos, e por fim, as atividades que no agregam nenhum valor, devendo estas ser eliminadas

    (Koskela, 1992).

    Fluxo:

    Estabelecer um fluxo contnuo de valor. Aps a identificao da cadeia de valor, deve ser criado

    um fluxo contnuo e fluido, em que s existir uma ordem de produo quando houver um

    requisito efetuado por um cliente.

    Quando no existe um fluxo contnuo nas organizaes, surgem problemas como acumulao

    de material em stock na zona de armazenamento e ao longo da zona de produo.

    Produo puxada (Pull):

    Produzir apenas o que o cliente pretende, implementando o sistema Pull. Este sistema permite

    que sejam os clientes a puxarem pelos produtos ao longo da cadeia de valor, evitando assim a

    acumulao de stocks. Desta forma, s ser produzido o necessrio e quando for necessrio.

    Neste sentido verifica-se um processo que no o produtor que define a produo mas sim o

    cliente.

    Procurar a perfeio:

    Este princpio incide sobre a melhoria contnua de processos e do seu sistema.

    fundamental, que as organizaes adotem prticas de melhoria continua, procurem

    aperfeioar processos de eliminao de desperdcios e apostem na criao de valor (Liker,

    1998).

    Apesar de autores como Womack e Jones (2003) considerarem que existem 5 princpios Lean,

    existem outros autores como Pinto (2009) que consideram que este modelo apresenta falhas em

    dois nveis. Um dos problemas encontra-se na definio de cadeia de valor, onde se limitam

    reduo de desperdcios continuadamente, no dando tanta importncia a atividades de valor

  • 8

    como a inovao de produtos e processos.

    Segundo Pinto, por vezes o xito das empresas no est s na satisfao do cliente, onde apenas

    se foca numa cadeia de valor. As organizaes devem tambm ter em ateno todas as cadeias

    de valor existentes, como os administrativos, os operrios, os futuros clientes, entre outros.

    (stakeholders). Nestas cadeias de valor necessrio envolver todas as partes interessadas, isto ,

    criar valor em todos os processos da cadeia como apresentado na figura 2.3 (Pinto, 2009).

    Figura 2.3 - Sete Princpios do Lean Thinking (Pinto, 2009)

    2.1.3 Tipos de Desperdcio

    O desperdcio, que em japons significa Muda, representa toda e qualquer atividade que

    consome recursos (materiais, humanos e financeiros) e que no acrescenta valor ao produto

    (Ohno, 1988).

    Aps anos de melhoria das atividades industriais foi possvel identificar sete tipos de

    desperdcios (Suzaki, 1987):

    Sobreproduo:

    A Toyota concluiu que este um dos piores desperdcios e um dos mais comuns existentes em

  • 9

    fbricas. Este desperdcio ocorre quando a produo superior procura de mercado. Como

    consequncia de uma produo excessiva, verifica-se que tem um consumo de matrias-primas

    desnecessrio, um stock elevado que requer mais meios de armazenamento, de transporte e

    consequentemente mo-de-obra para o controlar.

    Tempo de espera:

    Este considerado um tipo de desperdcio fcil de identificar. Ocorre quando os recursos

    humanos e os equipamentos no esto disponveis quando so necessrios, provocando perda de

    produtividade no sistema. Estes tempos de espera geralmente devem-se a avarias de

    equipamentos, a mudana de ferramentas, a falta de recursos humanos e de materiais, gargalos

    na produo e ineficincia.

    Desperdcio com transporte:

    Este desperdcio passa pelo manuseamento de produtos, uma atividade que no acrescenta valor,

    e onde existe movimentos de material desnecessrio. Resulta de um mau planeamento de layout

    das organizaes. Para eliminar este desperdcio devem ser feitas melhorias no layout, nos

    mtodos de transporte, na arrumao e na organizao dos locais de trabalho.

    Processamento incorreto ou sobre processamento:

    Quando o prprio processo em si uma fonte de problemas. Este desperdcio tem como

    resultado a utilizao de recursos desnecessrios, e significa que existem processos que no

    geram valor. Este deve-se a trabalho mal executado, a ordens de execuo de trabalhos

    incorreta, a utilizao de equipamento de forma inadequada e que d origem a perdas de

    produtividade.

    Stocks (inventrio):

    Os stocks representam o acumular de materiais, componentes e produtos. O armazenar destes

    componentes requer manuseamento, espao, pessoas, entre outros. Como referido

    anteriormente, a ligao entre o excesso de produo e o excesso de inventrio aumenta o custo

    do produto. importante frisar que os stocks tendem a esconder outros problemas nas

    organizaes. Com a reduo dos stocks at a um determinado nvel, possvel chegar origem

    de determinados problemas, que at ento no estavam visveis como exemplificado na figura

    2.4.

  • 10

    Figura 2.4 - Problemas No Visveis Causados pelo Desperdcio de Stock (Suzaki, 1987)

    Movimentos desnecessrios:

    Este um desperdcio que no acrescenta valor ao produto, e o fato de haver movimento de

    operadores, no implica necessariamente trabalho. Este desperdcio o resultado de layouts

    desapropriados e de falta de organizao de trabalho entre outros.

    Defeitos:

    Um produto com defeito caracteriza-se por ser um produto que no est em conformidade. O

    defeito constitui um desperdcio, pois implica que exista consumo de recursos humanos,

    materiais, tempo e desgaste de ferramentas desnecessrios. Ao ocorrer um tipo de defeito num

    posto, subsequentemente, os prximos postos (estaes) tero desperdcios de espera,

    acrescentando custo ao produto e lead time produo.

    A pior consequncia quando os defeitos so detetados pelos clientes aps a entrega. A deteo

    destes defeitos implica custos de garantia e entregas excecionais, e provavelmente, perda de

    cota de mercado ficando em risco futuros negcios.

    2.1.4 Benefcios do Lean e Obstculos

    Os benefcios associados implementao do pensamento Lean nas organizaes so os

    seguintes (Pinto, 2009):

    Aumento contnuo da produtividade;

    Aumento da satisfao;

    Aumento da qualidade;

    Diminuio do lead time;

    Diminuio de reas ocupadas;

  • 11

    Reduo dos custos operacionais;

    Reduo dos tempos dos processos produtivos;

    Aumento do desempenho, participao e motivao dos operrios;

    Melhorias na comunicao entre as partes interessadas;

    Reduo de acidentes de trabalho;

    Aumento da eficincia dos equipamentos;

    Crescimento da empresa com retorno dos investimentos.

    O principal obstculo implementao do Lean nas empresas a componente humana, A

    principal causa deve-se resistncia que o ser humano tem mudana. (Courtois, Pillet, Martin-

    Bonnefous, 2003).

    2.1.5 Ferramentas Lean

    No presente subcaptulo sero apresentadas algumas das tcnicas e ferramentas do Lean,

    nomeadamente os 5S, a gesto visual e a padronizao do trabalho, que auxiliaram na

    identificao e resoluo de problemas.

    As tcnicas e ferramentas do Lean so importantes e tm por objetivo a eliminao de

    desperdcios (Ohno, 1988).

    2.1.5.1 Metodologia 5S A metodologia 5S provm do acrnimo constitudo pelos termos japoneses Seiri (organizao),

    Seiton (arrumao), Seiso (limpeza), Seiketsu (padronizao) e Shitsuke (disciplina). Esta

    metodologia procura a sistematizao de atividades de arrumao, limpeza, organizao e

    padronizao de processos, como representado na figura 2.5. Esta metodologia visa manter um

    ambiente de trabalho que proporcione uma maior produtividade (Oakland, 2014).

  • 12

    Figura 2.5 - Pilares do 5S (Alvarenga, 2010)

    Seguidamente so apresentados os 5 Sensos:

    Seiri - Senso de seleo, separao e arrumao:

    Esta etapa consiste na identificao, diferenciao e separao dos objetos necessrios dos no

    necessrios, na produo e na zona de trabalho. Neste senso efetuada uma triagem de objetos,

    tendo em conta a sua frequncia de utilizao e a sua importncia. Com este processo pretende-

    se reduzir o espao ocupado, os stocks, os custos e os acidentes de trabalho. Outro fator

    importante neste senso oferecer um bom local de trabalho, atravs da modificao do layout e

    das condies de trabalho e executar as atividades produtivas no tempo previsto.

    Seiton - Senso de ordenao, sistematizao e organizao:

    Consiste na organizao de zonas, definindo um local para cada objeto e colocao de cada

    objeto no seu lugar. Desta forma, possibilita ao operador uma forma rpida encontrar objetos,

    quando estes forem necessrios. Esta etapa tem como grande objetivo tornar as zonas de

    trabalho funcionais, que se encontrem devidamente identificveis, atravs do controlo visual.

    Para alcanar estes objetivos devem ser utilizadas etiquetas que facilitam a identificao dos

    materiais, dos locais e das tarefas.

    Assim pretende-se uma otimizao dos espaos existentes, uma reduo do tempo de procura de

  • 13

    ferramentas, de documentos ou de materiais. Tambm procura gerar um ambiente de trabalho

    mais propcio ao desenvolvimento do trabalho em causa, que contribua para a motivao e

    produtividade dos operrios.

    Seiso - Senso de limpeza:

    Consiste em eliminar todo o tipo de fonte de sujidade que perturbe a estruturao de um

    ambiente limpo e que d segurana ao desenvolvimento da atividade de trabalho. Para tal,

    devem ser definidas regras de limpeza, reas a ser limpas, a forma e frequncia de limpeza.

    Aps este processo, cada operador fica responsabilizado pela sua zona de trabalho e pela

    conscincia de o manter limpo.

    Com este senso procura-se reduzir perdas de matrias, manter os equipamentos em bom estado,

    proporcionar um ambiente de trabalho que d segurana aos seus colaboradores e que se reflita

    essa imagem para os clientes.

    Seiketsu - Senso de Normalizao e Padronizao:

    Consiste numa manuteno dos sensos anteriores, atravs de procedimentos, regras e criao de

    padres que conduzam ao cumprimento dos mesmos. Neste senso no se deve descurar a

    inovao e a gesto visual, para que todo o processo se torne mais simples, como por exemplo a

    utilizao de cores, smbolos e etiquetas, para distino de diferentes objetos.

    Shitsuke - Senso de disciplina:

    Este , provavelmente, o senso mais difcil de implementar devido resistncia mudana que

    normalmente ocorre nas organizaes.

    Neste caso, procura-se controlar os sensos aplicados anteriormente, definindo pontos e formas

    de controlo do programa. Este senso pretende assegurar que os pontos anteriores se mantenham,

    e verificar que as regras e os procedimentos definidos nos estgios anteriores sejam continuadas

    mas passiveis de melhoria. O controlo e verificao no devem ser descurados da componente

    humana, para tal, devem ser aplicados mecanismos de motivao para quebrar algum tipo de

    resistncia e tornar os sensos uma constante de trabalho.

    Segundo Ohno (1988), para uma anlise mais profunda, recomendado que os gestores passem

    um dia a observar o espao fabril, e possivelmente, iro descobrir movimentos improdutivos. S

    com este tipo de anlise que se torna possvel encontrar problemas e converte-los em trabalho

    produtivo. O processo deve ser executado em conjunto com os operrios (Ohno, 1988).

  • 14

    2.1.5.2 Gesto Visual A gesto visual uma ferramenta que em tempo real traduz o estado em que se encontra o

    sistema (Pinto, 2009). Esta ferramenta procura facilitar a comunicao visual de informaes

    sobre os processos produtivos, regras de trabalho, manuteno de equipamentos, e deve se

    estender a todas atividades realizadas no espao fabril.

    A gesto visual tem como objetivos (Hall, 1987):

    As informaes visuais devem estar numa linguagem simples e acessvel, de modo a

    que todos entendam a mensagem da mesma forma;

    Deve facilitar a comunicao entre chefias e operrios;

    Deve permitir a existncia de mais autonomia dos operrios, no sentido de

    responsabiliz-los pela tomada de decises;

    Deve aumentar a partilha de informaes por um maior nmero de pessoas, isto , as

    informaes que at agora eram apenas conhecidas pela gerncia, passam a ser do

    conhecimento de todos, desde que que seja informao fundamental. Caso contrario,

    informao em demasia poder atrasar processos e gerar confuso nos operadores.

    A gesto visual pondera dois aspetos: a zona visual (local onde se dispem as mensagens

    visuais) e a documentao visual (forma como se dispe a informao).

    Segundo Ohno possvel classificar as diversas formas de controlo, como representado na

    tabela 2.1 (Ohno, 1988).

    Tabela 2.1 - Varivel a Controlar vs. Tipo de Controlo Visual a Aplicar

    Varivel a controlar Tipo de controlo visual aplicar

    Mo-de-obra Quadros de operao

    Equipamentos Andon

    Produto Kanban

    Espao fabril 5S

    Operaes Trabalho padronizado

  • 15

    A figura 2.6 d alguns exemplos do tipo de controlos existentes em unidades industriais.

    Na organizao deve ser implementada uma cultura contnua de partilha de informaes e de

    gesto visual dos processos, procurando uma melhoria no desempenho.

    (Pinto, 2009).

    2.1.5.3 Normalizao do Trabalho

    A normalizao do trabalho consiste em identificar e estabelecer procedimentos para cada

    operador, de forma, a diferenciar-se do trabalho focado nos movimentos do operador, das

    instrues de trabalho ou outras formas tradicionais de padronizao. Desta forma, pretende-se

    que esta normalizao se foque no processo ou nas etapas por onde o produto passa (Liker,

    Meier, 2007).

    Esta ferramenta tem como objetivo reduzir desperdcios, diminuir a carga de trabalho, diminuir

    os riscos de acidentes, aumentar a produtividade e a satisfao dos trabalhadores (Whitmore,

    Figura 2.6 - Exemplos de Gesto Visual (Lopes, 2009) (Desidrio, 2012)

  • 16

    2008).

    A padronizao do trabalho constituda por trs componentes (Monden, 1998):

    1. Tempo de ciclo padronizado: onde se procura saber o tempo necessrio para a produo

    de uma pea desde o incio at sua finalizao;

    2. Sequncia de trabalho padronizada: um conjunto de tarefas sequenciadas, com

    mtodos pr-definidos, onde o operador repete de forma consistente durante o perodo

    de trabalho;

    3. Inventrio de WIP padronizado: a quantidade mnima de stock necessrio para manter

    um fluxo contnuo de produo, sem que isso crie tempos improdutivos ou interrupo

    do fluxo de produo.

    Para a produo Lean, o trabalho padronizado considerado um fator fundamental, este

    certifica-se, atravs da padronizao, quais so as atividades que acrescentam valor ao produto,

    isto , define as atividades que maximizam o desempenho e minimizam os desperdcios (Spear,

    Bowen, 1999).

  • 17

    Fundamentos e Instrumentos Analticos da 2.2

    Metodologia TRIZ

    2.2.1 Origem da Metodologia TRIZ

    O TRIZ o acrnimo de (Teoriya Resheniya Izobreatatelskikh Zadatch), que significa "Teoria

    Inventiva de Resoluo de Problemas", esta metodologia foi desenvolvida por Genrich S.

    Altshuller em 1946, na ex-URSS (Altshuller, 1994).

    Apesar de muitos engenheiros na Unio Sovitica se terem dedicado ao estudo e aplicao do

    TRIZ, com sucesso, os resultados obtidos no foram divulgados. Alguns dos estudos so

    conhecidos atravs da circulao de documentos "mo em mo" e apenas para os interessados

    na TRIZ (Savranski, 2000).

    Esta metodologia considerada recente visto que s foi dada a conhecer na dcada de 90 fora

    do seu pas de origem. Cada vez mais, as organizaes apostam no TRIZ como fator

    preponderante no mercado, com principal enfoque na inovao de produtos e aumento da

    produtividade (Fey, 2004), (Chap, Altshuller, 2005).

    Todas as cincias conhecidas ( exceo da matemtica e filosofia) podem ser classificadas

    segundo trs grandes grupos:

    Cincias que estudam a Natureza (Fsica, Qumica, Biologia)

    Cincias que estudam o comportamento humano e a sociedade (Psicologia, Economia,

    Sociologia)

    Cincias que estudam objetos artificiais (Engenharia Mecnica, Aerodinmica, Design,

    Arquitetura)

    A TRIZ tem a particularidade, de se basear no conhecimento de todos estes grupos, conferindo-

    lhe uma capacidade de anlise superior a outro tipo de abordagem. Esta metodologia aborda o

    problema de forma a determinar e categorizar todas as caractersticas regulares, aspetos de

    sistemas tcnicos e processos tecnolgicos que precisam de ser inventados ou melhorados, bem

    como o processo da inveno em si (Savranski, 2000).

  • 18

    2.2.2 Estratgia da Metodologia TRIZ

    A soluo para a resoluo de problemas pode ser simplificada, como apresentado na figura

    2.7.

    Figura 2.7 - Esquema Simplificado da Metodologia TRIZ (de Carvalho, 2007)

    A teoria de resoluo de problemas segue determinados procedimentos (Pimentel, 2004):

    Sistematizar o processo passo a passo;

    Guiar atravs do universo das solues conhecidas para a soluo ideal;

    Ser repetvel, confivel e independente de ferramentas psicolgicas;

    Dar acesso base de dados das solues inventivas;

    Adicionar novas informaes base de dados das solues inventivas;

    Seguir passos habituais dos inventores, seguindo o processo normal de criao.

    Ao identificar um problema especfico, procura-se solucionar atravs da anlise da soluo

    problemtica e formular problemas abstraindo-se de forma a chegar a um problema genrico.

    Por fim, feita a particularizao da soluo genrica e assim chegar a uma soluo especfica.

  • 19

    2.2.3 Nveis de Inovao

    Um dos trabalhos desenvolvido pelo criador do TRIZ foi a anlise de patentes, este analisou

    cerca de um milho, e com este processo constatou que se conseguia resolver a maioria dos

    problemas usando apenas alguns princpios de inovao. Assim sendo, aps a sistematizao

    das solues encontradas, dividiu-se em 5 Nveis de Inovao como apresentado na tabela 2.2

    (Navas, 2013):

    Tabela 2.2 - Nveis de Inovao

    Nvel Descrio e exemplo

    1

    No se verifica uma inovao mas sim uma melhoria no sistema, com mtodos bem

    conhecidos (Representa 30% da totalidade das solues).

    Ex: Aumento da espessura da parede permite um melhor isolamento nas casas.

    2

    So feitas pequenas correes nos sistemas onde por base tem mtodos bem

    conhecidos na indstria (Representa 45% da totalidade das solues).

    Ex: O uso de colunas de direo ajustveis para permitir que pessoas com corpos

    estruturalmente diferentes consigam conduzir confortavelmente um carro.

    3

    - As melhorias so significativas onde se resolvem contradies dentro de dado

    sistema (Representa 20 % da totalidade das solues).

    Ex: Trocar a transmisso de carros, de transmisso manual por uma transmisso

    automtica.

    4

    - Estas solues verificam-se com a aplicao de novos princpios cientficos

    (Representa 4 % da totalidade das solues).

    Ex: Limpeza de superfcies ou rebarbas usando cavitao, esta consegue-se atravs

    de tecnologia de ultrassom. Ocorrem micro-exploses na superfcie a ser limpa

    atravs da utilizao direta de ultrassons.

    5

    Solues pioneiras no exploradas, que tem por base descobertas que requerem uma

    dedicao de anos e que permite um impulso em termos de evoluo (Representa

    menos de1% das solues).

    Ex: A tecnologia lazer em 1960 (Terninko, Zusman, Zlotin, 1998).

  • 20

    Com esta diviso possvel caracterizar o tipo de soluo e saber o quo significativo foi a

    inovao.

    2.2.4 Caractersticas da TRIZ

    Considera-se a TRIZ uma metodologia heurstica, orientada para o ser humano, baseada em

    conhecimento e para a resoluo inventiva de problemas (Savranski, 2000).

    A TRIZ baseada em conhecimento porque:

    constitudo por heursticas para a soluo de problemas, cujas fontes tm por base um

    nmero significativo de patentes analisadas em vrios campos da engenharia;

    Utiliza conhecimento de efeitos descobertos nas cincias naturais e na engenharia;

    Utiliza conhecimentos referentes ao domnio do problema especfico. Inclui

    informaes referentes ao sistema, processos e tcnicas.

    orientada para ser humano porque:

    As suas heursticas foram concebidas para uso humano, no computacional. Esta tcnica

    especialmente eficaz na soluo conceitual de problemas, onde na atualidade e com a

    tecnologia atual o computador no consegue competir com o crebro humano.

    sistemtica porque:

    composto por heursticas e mtodos estruturados para orientar a resoluo de

    problemas;

    Considera modelos de situaes problemticas, soluo para esses problemas e o

    processo de soluo como sistemas.

    Soluo inventiva de problemas porque:

    orientada para a resoluo de uma classe especfica de problemas, aquelas nos quais

    existem contradies;

    Esta metodologia TRIZ tambm entendida como uma filosofia, cincia ou estudo de

    excelncia.

  • 21

    2.2.5 Conceitos Fundamentais da TRIZ

    A contradio, os recursos, os padres de evoluo e a idealidade so os principais conceitos do

    TRIZ. Portanto, verifica-se que em qualquer processo de resoluo deve ser aplicado um destes

    conceitos referidos (de Carvalho, 2007) (Ilevbare, Probert, 2013).

    2.2.5.1 Contradio A contradio um dos princpios bsicos do TRIZ, o problema tcnico definido pelas

    contradies existentes. Uma contradio aparece quando se procura melhorar alguma

    caracterstica ou parmetro mas em contrapartida ocorre a deteriorao de outra caracterstica do

    sistema. Geralmente ocorre devido incompatibilidade entre caractersticas. Existem vrios

    tipos de contradies mas para a TRIZ clssica as principais dividem-se em Contradies

    tcnicas e contradies fsicas (Barry, Domb, Slocum, 2008). Existem tambm outro tipo de

    contradies menos comuns que so as contradies administrativas (Savranski, 2000).

    Verifica-se uma contradio tcnica quando se melhora determinadas propriedades mas conduz

    a uma deteriorao de outros parmetros. Esta contradio ocorre:

    Na criao de uma funo til num subsistema faz com que seja tambm criada uma

    funo prejudicial ou que intensifique uma funo prejudicial j existente noutro

    subsistema.

    Na eliminao (reduo) de uma funo nociva provoque a deteriorao de outra funo

    til noutro subsistema.

    Contradio fsica:

    Esta contradio ocorre quando existem inconsistncias para a condio fsica do mesmo

    sistema. Este tipo de contradio ocorre com a:

    Intensificao de uma funo til num subsistema, e simultaneamente, dar-se- uma

    intensificao de uma funo prejudicial existente no mesmo subsistema;

    Reduo de um sistema prejudicial num subsistema, e simultaneamente, haver uma

    reduo da funo til no mesmo subsistema chave.

    E por fim, existem as contradies administrativas, estas surgem quando se procura obter uma

    soluo de um problema. Esta contradio ocorre:

    Quando existe uma relao entre qualidade de produo e diminuio de custos das

    matrias-primas, onde a resoluo do problema passa por uma situao criativa. Neste

  • 22

    caso, a prpria contradio administrativa aplicada de um modo heurstico e

    provisrio, procurando dar uma resposta vivel.

    2.2.5.2 Recursos Um dos aspetos fundamentais da TRIZ reconhecer e mobilizar os recursos necessrios. Estes

    recursos podem ser includos em qualquer parte do sistema. O ambiente onde se encontra o

    sistema permite saber os recursos necessrios.

    A TRIZ considera importante seguir uma abordagem sistemtica na procura de recursos. A

    pesquisa de recursos tem como foco a compreenso dos requisitos de funes da soluo que se

    procura (Gadd, 2011).

    Os recursos podem ser agrupados da seguinte forma (Savranski, 2000):

    Os recursos naturais ou ambientais;

    Os recursos do sistema;

    Recursos funcionais;

    Recursos de substncias;

    Recursos energticos / campo;

    Recursos temporais;

    Recursos espaciais;

    Os recursos de informao.

    Segundo Savransky (2000) para aumentar idealidade (atravs da reduo dos custos de

    produo de recursos e reduo de danos), os recursos devem ser ordenados preferencialmente

    da seguinte forma:

    i. Recursos " nocivos" - identificar as funes nocivas ou objetos dos quais podem ser extrados

    benefcios;

    ii. Recursos prontamente disponveis - identificar recursos livres disponveis, que podem ser

    utilizados no seu estado atual;

    iii. Recursos provenientes - identificar os recursos que podem ser obtidos por meio da

    transformao de recursos livremente disponveis, que no so teis nos estados existentes.

    iv. Recursos diferenciais - recursos de identidades derivveis, onde existe diferenas na

    estrutura ou nas propriedades das substncias ou campos disponveis;

  • 23

    2.2.5.3 Padres de Evoluo Os padres de evoluo dos sistemas tecnolgicos reflete como ocorre o desenvolvimento

    de um sistema. Estes correspondem s semelhanas encontradas por Altshuller (1999), atravs

    da anlise de sistemas tecnolgicos originrios de diferentes reas. Assim, possvel,

    identificar um padro do sistema atual onde se prev como ir ocorrer o seu

    desenvolvimento, provocando assim, um comportamento antecipado do futuro (Rantanen,

    2010).

    Altshuller (1999) formulou oito padres de evoluo, ilustrados na tabela 2.3 atravs de

    exemplos:

    1. Evoluo em estgios;

    2. Idealidade crescente;

    3. Desenvolvimento no uniforme de subsistemas;

    4. Dinmica e controle crescentes;

    5. Complexidade crescente, seguida de simplicidade (Reduo);

    6. Combinao e desagregao de partes;

    7. Transio para microssistemas e uso crescente de campos;

    8. Envolvimento humano decrescente.

    Tabela 2.3 - Evoluo de Patentes dos Sistemas Tecnolgicos adaptado de Mazur (1995)

    Estgio Padro Exemplo

    1.

    Evoluo em

    estgios.

    A tecnologia

    segue o ciclo de

    vida: nascimento, crescimento,

    maturidade e

    declnio.

    Estgio 1. O sistema ainda

    no existe, mas esto a ser

    desenvolvidas condies importantes para o seu

    aparecimento.

    Estgio 2. Um novo sistema aparece devido a uma

    inveno de alto nvel, mas

    o desenvolvimento lento.

    Estgio 3. A sociedade reconhece o valor do

    novo sistema.

    Estgio 4. Acabam os recursos do sistema original.

    Estgio 5. Emerge a

    prxima gerao do sistema para substituir o sistema

    original.

    Estgio 6. Algum uso

    limitado do sistema original pode coexistir com o novo

    sistema.

    Exemplo: avio 1. Tentativas manuais de voar fracassam. 2. Irmos Wright voam em

    um biplano a 48 quilmetros por hora.

    3. Utilizao pelo Exrcito.

    Recursos financeiros disponveis. Velocidade

    aumenta para 160

    quilmetros por hora.

    4. Estrutura aerodinmica de madeira e corda alcanam o

    limite.

    5. Monoplano de estrutura metlica

    desenvolvido.

    6. Diversos tipos novos de avies foram

    desenvolvidos, mas algum

    uso limitado de biplanos

    ainda existe.

  • 24

    Continuao (1) da tabela 2.3 - Evoluo de Patentes dos Sistemas Tecnolgicos adaptado de Mazur,

    (1995)

    2.

    Idealidade

    Crescente.

    O computador ENIAC em 1946 pesava vrias toneladas,

    ocupava uma sala e simplesmente realizava funes computacionais. Em 1995, o Toshiba Portg 610CT pesava

    2 quilogramas e era capaz de fazer processamento de texto, clculos matemticos, comunicao, grfico, vdeo e som.

    3.

    Desenvolvimento

    no uniforme dos

    subsistemas

    resulta em

    contradies.

    Os subsistemas tm diferentes curvas de ciclos de vida.

    Subsistemas primitivos seguram o desenvolvimento do

    sistema total. Um erro comum concentrar-se em melhorar

    o subsistema errado. Os fracos sistemas aerodinmicos foram uma das grandes limitaes dos primeiros avies, porque

    quem projetava estes avies centrava-se na fora da mquina

    ao invs de melhorar a aerodinmica.

    4. Dinmica e

    controlo crescentes.

    Os primeiros automveis eram controlados pela velocidade da mquina, depois veio a caixa de mudanas manuais,

    seguida de transmisses automticas e transmisses continuamente variveis (CVT).

    5.

    Complexidade

    crescente, seguida de

    simplicidade,

    atravs de

    integrao.

    Sistemas de msica evoluram aumentando o nmero de

    componentes como speakers, rdio AM/FM, leitor de cassete, CD player.

    6.

    Combinao e

    desagregao de partes.

    1. Os primeiros automveis usavam conjunto de molas para

    absorver a vibrao. Esse conjunto era constitudo por componentes de carruagens de cavalos.

    2. Mais tarde, com pequenas alteraes permitiram ajustes

    das partes, de forma que elas fossem combinadas em um sistema - o amortecedor.

    3. Propositadamente, utilizando partes de componentes que

    no era as ideais permitiu criar recursos adicionais das diferenas. Um exemplo poderia ser a utilizao de uma

    mola bimetlica que altera o coeficiente da mola quando

    uma corrente fosse aplicada.

    4. Combinao e desagregao automticas, conforme necessrio. Por exemplo, o controlo de um sistema de

    suspenso ativado por computador.

    7.

    Transio de

    macro- sistemas

    para microssistemas, utilizando

    campos de

    energia para alcanar melhor

    desempenho ou

    controlo.

    Desenvolvimento de sistemas como o fogo a lenha at

    fogo a gs, forno eltrico e micro-ondas.

  • 25

    Continuao (2) da tabela 2.3 - Evoluo de Patentes dos Sistemas Tecnolgicos adaptado de Mazur,

    (1995)

    8.

    Envolvimento humano

    decrescente,

    com

    automao crescente.

    Desenvolvimento de lavagem de roupas: tanque - mquina de lavar com campainha - mquina de lavar automtica -

    mquina de lavar automtica com compartimentos para

    detergente e amaciador.

    Analisando os modelos tecnolgicos correntes e as atuais contradies verificadas nos produtos,

    a TRIZ pode ser usada como uma ferramenta evolucionria.

    2.2.5.4 Idealidade A idealidade um conceito que se refere observao da evoluo dos sistemas tcnicos, ao

    longo do tempo, com o pressuposto de aumentar as funes teis, diminuir as funes

    prejudiciais, e mesmo, as funes neutras. Quando os parmetros anteriores ocorrem, possvel

    observar melhorias incrementais como inovaes radicais em produtos.

    O princpio da idealidade tende a destacar a evoluo dos sistemas para que estes se aproximem

    da realidade, ou seja, mais seguros, simples e efetivos (mais ideias). Este trata-se do mesmo

    principio do Lean, tornar o sistema mais "magro", eliminando ou reduzindo os desperdcios,

    aumentado, consequentemente, a funcionalidade e/ou idealidade do sistema (Jnior, 2011).

    A idealidade de um sistema pode ser descrita matematicamente pela seguinte expresso:

    Idealidade =

    2.2.6 Principais Ferramentas e Tcnicas da TRIZ

    2.2.6.1 Princpios de Inveno e Matriz de Contradies Aps um estudo e uma anlise aprofundada das patentes por Altshuller foi possvel criar uma

    matriz de contradies, esta importante para a resoluo de muitos problemas inventivos

    atualmente.

    Esta matriz de contradies uma das principais ferramentas e de mais fcil entendimento. Esta

    matriz constituda por 39 parmetros de engenharia (Tabela 2.4) e 40 princpios inventivos

  • 26

    (Tabela 2.5) (Ma, 2009), todos estes princpios cruzam-se, e podem-se excluir os parmetros

    que no se aplicam no problema a ser solucionado (Savranski, 2000).

    A consulta desta matriz inicia-se com a identificao, nas linhas, dos parmetros a ser

    melhorados, nas colunas, identifica-se quais os parmetros que iro piorar (Anexo 1 pg 77).

    Tabela 2.4 - Parmetros Genricos de Engenharia

    N Parmetro de Engenharia N Parmetro de Engenharia

    1

    Peso do objeto mvel

    21

    Potncia

    2

    Peso do objeto estacionrio

    22

    Perda de energia

    3

    Comprimento do objeto mvel

    23

    Perda de substncia

    4

    Comprimento do objeto estacionrio

    24

    Perda de informao

    5

    rea do objeto mvel

    25

    Perda de tempo

    6

    rea do objeto estacionrio

    26

    Quantidade de substncia

    7

    Volume do objeto mvel

    27

    Confiabilidade

    8

    Volume do objeto estacionrio

    28

    Preciso de medio

    9

    Velocidade

    29

    Preciso de fabricao

    10

    Fora

    30

    Fatores prejudiciais que afetam o objeto

    11

    Esforo ou presso

    31

    Fatores prejudiciais gerados pelo objeto

    12

    Forma

    32

    Facilidade de fabricao

    13

    Estabilidade da composio do objeto

    33

    Facilidade de operao

    14

    Resistncia

    34

    Facilidade de reparo

    15

    Durao da ao do objeto mvel

    35

    Adaptabilidade ou versatilidade

    16

    Durao da ao do objeto estacionrio

    36

    Complexidade do objeto

    17

    Temperatura

    37

    Dificuldade de deteo e medio

    18

    Intensidade / brilho da iluminao

    38

    Grau de automao

    19

    Energia gasta pelo objeto mvel

    39

    Produtividade

    20

    Energia gasta pelo objeto estacionrio

  • 27

    Tabela 2.5 - Princpios Inventivos

    N Princpio Inventivo N Princpio Inventivo

    1

    Segmentao

    21

    Acelerao

    2

    Remoo

    22

    Transformao do prejuzo em lucro

    3

    Qualidade Localizada

    23

    Feedback

    4

    Mudana de Simetria

    24

    Intermediao

    5 Unio ou Consolidao

    25

    Auto-Servio

    6

    Universalizao

    26

    Cpia

    7

    Aninhamento

    27

    Objetos descartveis

    8

    Contrapeso

    28

    Substituio dos meios mecnicos

    9

    Compensao Prvia

    29

    Pneumtica e hidrulica

    10

    Ao Prvia

    30

    Membranas flexveis e filmes finos

    11

    Proteo Prvia

    31

    Materiais porosos

    12

    Equipotencialidade

    32

    Mudana de cor

    13

    Inverso

    33

    Homogeneizao

    14

    Recurvao

    34

    Descarte e regenerao

    15

    Dinamizao

    35

    Mudana de parmetros e propriedades

    16

    Ao Parcial

    36

    Mudana de fase

    17

    Outra Dimenso

    37

    Expanso trmica

    18

    Vibrao Mecnica

    38

    Oxidantes fortes

    19

    Ao Peridica

    39

    Atmosferas inertes

    20

    Continuidade de ao til

    40

    Materiais compostos

  • 28

    Cada um dos Princpios Inventivos da tabela 2.4 tem um significado tcnico especfico que

    apresentado no anexo 2 pg 83.

    Os parmetros de engenharia anteriormente apresentados podem dividir-se em trs grupos:

    Parmetros fsicos e geomtricos;

    Exemplos: massa, tamanho, energia, etc.

    Tcnica independente de parmetros negativos;

    Exemplos: desperdcio de uma substncia ou tempo e perda de informao.

    Tcnica independente de parmetros positivos.

    Exemplos: produtividade ou manufacturabilidade

    Alm destes trs grupos, tambm existem outros de parmetros j patenteados, mas que ainda

    no foi desenvolvida nenhuma investigao para a sua anlise (Savranski, 2000).

    2.2.6.2 Anlise Substncia-Campo

    A ferramenta Anlise Substncia-Campo til para a identificao de problemas tcnicos num

    sistema e procura encontrar solues para os problemas identificados. Esta anlise considerada

    uma das ferramentas mais importantes da metodologia TRIZ. Atravs desta ferramenta

    possvel modelar um sistema com uma abordagem grfica que permite identificar problemas e

    encontrar solues padronizadas, e que permite uma melhoria do sistema em questo

    (Savranski, 2000).

    Para a aplicao desta ferramenta necessrio passar pelas etapas de construo dos modelos

    funcionais, que so as seguintes (Altshuller, 1999):

    Construo do diagrama de Substncia-Campo;

    Identificao da situao problemtica;

    Escolha de uma das opes genricas (solues standard);

    Desenvolvimento de uma soluo especfica para o problema.

    Para definir um sistema tcnico Substncia-Campo so necessrias e suficientes duas

    substncias e um campo como exemplificado na figura 2.8, substncias (objetos, componente

    etc.) e campos (aes ou interaes) (Navas, 2014).

  • 29

    Figura 2.8 - Diagrama Elementar da Anlise Substncia-Campo

    De uma forma genrica, as substncias S1 e S2 envolvidas na interao podem ser:

    Material;

    Ferramenta;

    Componente;

    Pessoa;

    Ambiente.

    Em geral, o campo F que atua sobre as substncias pode ser:

    Mecnico;

    Trmico;

    Qumico;

    Eltrico;

    Magntico.

    As duas substncias interagem, onde uma substncia atua sobre a outra substncia. Esta

    interao pode fornecer benefcios ou danos e, por sua vez, as suas ligaes podem ser boas,

    insuficientes, inexistentes ou prejudiciais. Quando o diagrama apresenta problemas os vrtices

    do tringulo podem estar ligados por diferentes tipos de linhas ou podem at mesmo no se

    encontrar ligados. Desta forma, possvel identificar os problemas existentes, quando estes so

    identificados, segue-se o desenvolvimento de Solues-Padro. Estas Solues-Padro vo

    corrigir problemas removendo ou adicionando substncias ou campos (Ball, 2009).

    Para construir os modelos Substncia-Campo, utiliza-se a seguinte simbologia descrita na tabela

    2.6.

  • 30

    Tabela 2.6 - Simbologia Usada em Tringulos Substncia-Campo

    Smbolos Significado

    Ao ou efeito desejado

    Ao ou efeito desejado

    insuficiente (ineficiente)

    Ao ou efeito prejudicial

    Operador de soluo

    Existem 76 Solues-Padro apresentado no Anexo 3 pg. 90 e estes podem ser sintetizadas e

    generalizadas em 7 Solues Gerais, onde sero apresentados exemplos de aplicao (Machado,

    Navas, 2010) (San, 2009).

    Soluo Geral 1 Completar um modelo Substncia-Campo que se encontre

    incompleto (Figura 2.9).

    Figura 2.9 - Soluo Geral 1

    Exemplo: Num processamento de um lote existirem peas com caractersticas fora das

    especificaes

    Soluo Geral 2 Modificar a substncia S2 para eliminar/ reduzir o impacto negativo ou

    ento para produzir/ melhorar o impacto positivo (Figura 2.10).

    Figura 2.10- Soluo Geral 2

  • 31

    Nas atividades Lean frequente encontrar interaes que so prejudiciais ou indesejveis. As

    alteraes que so feitas na substncia 2 tem como objetivo evitar as interaes anteriores.

    Exemplo: Uma mquina que durante o processo de fabrico danifica as superfcies laterais da

    pea em produo.

    Soluo Geral 3 - Modificar a substncia S1 para eliminar/ reduzir o impacto negativo ou

    ento para produzir/ melhorar o impacto positivo (Figura 2.11).

    Figura 2.11 - Soluo Geral 3

    Este tipo de soluo similar soluo geral 2, nesta interao a substncia 1 modificada de

    modo a ser menos suscetvel ou at indiferente um impacto prejudicial. Esta mudana pode ser

    interna ou externa, temporria ou permanente.

    Soluo Geral 4 - Modificar o campo F para reduzir ou eliminar o impacto negativo (Figura

    2.12).

    Figura 2.12 - Soluo Geral 4

    Alterando o campo F, e mantendo as substncias uma opo para reduzir ou remover funes

    prejudiciais.

    A possibilidade de mudar o processo tecnolgico e as operaes manterem as mesmas

    substncias, de modo a eliminar ou reduzir interaes danosas ao processo.

    Soluo Geral 5 - Eliminar, neutralizar ou isolar o impacto negativo utilizando outro

    campo Fx que interaja com o sistema (Figura 2.13).

  • 32

    Figura 2.13 - Soluo Geral 5

    As substncias e o campo no sofrem qualquer tipo de alterao, simplesmente utilizado um

    outro campo Fx que interaja com o sistema.

    Exemplo: Uma determinada operao numa mquina cria tenses superficiais nas peas

    produzidas. A soluo especfica passa por introduzir um tratamento de calor com o objetivo de

    reduzir as tenses superficiais.

    Soluo Geral 6 Introduzir um novo campo positivo (Figura 2.14).

    Figura 2.14 - Soluo Geral 6

    Este tipo de soluo similar Soluo Geral 5.

    Um outro campo introduzido, e os dois campos vo agir em simultneo com as duas

    substncias, com o intuito de melhorar e reduzir o efeito negativo existente no sistema

    sem alterar os seus elementos.

    Soluo Geral 7 Expandir um modelo Substncia-Campo existente para um novo

    sistema em cadeia (Figura 2.15).

    Figura 2.15 - Soluo Geral 7

    O modelo Substncia-Campo pode ser expandido para um sistema em cadeia. Este concebido

    atravs da introduo de uma nova substncia S3 no sistema e com a interao dos campos F1 e

  • 33

    F2. Ao contrrio de outros sistemas existir uma interao indireta de S2 sobre S1.

    2.2.6.3 Algoritmo de Resoluo Inventiva de Problemas (ARIZ) O Algoritmo de Resoluo Inventiva de Problemas (ou ARIZ, abreviatura da sigla russa) um

    programa algortmico sequencial, que descreve a sequncia de aes que se efetuam para

    identificar e resolver as contradies, ou seja, para resoluo inventiva de problemas. O ARIZ

    um processo lgico estruturado, que faz evoluir, de forma incremental, um problema com

    elevada complexidade, para um ponto em que se simplifica de modo a ser mais fcil de resolver

    (Orloff, 2006) (Figura 2.16).

    Figura 2.16 - Etapas mais importantes do Algoritmo de Resoluo dos Problemas de Inveno (ARIZ)

    (Navas, 2013)

    Segundo Altshuller (1999), o ARIZ especialmente apropriado para resolver problemas fora do

    habitual, sendo uma ferramenta que visa auxiliar o pensamento, no para substituir o

    pensamento (Navas, 2013).

    Ao longo dos anos, a base analtica da TRIZ foi sucessivamente complementada com novas

    tcnicas e novos efeitos. Atualmente, a verso do ARIZ-85c a mais utilizada, contm cerca de

  • 34

    85 etapas, mas a verso mais recente do ARIZ tem cerca de 100 passos distintos.

    Para o desenvolvimento do ARIZ, o processo inicia-se com a anlise do enunciado do

    problema, seguidamente so formuladas as contradies tcnicas e por fim procura-se na tabela

    de contradies quais os conceitos a utilizar. Caso a tabela de contradies no produza

    solues satisfatrias, ento o enunciado reformulado com o objetivo de facilitar a revelao

    das contradies fsicas.

    Aps esse processo, segue-se a anlise de conflitos. Os elementos em conflito incluem a pea

    que o elemento que necessita de ser alterado e a ferramenta que responsvel por essa

    alterao. Deve-se construir modelos grficos, de maneira, a visualizar o problema de uma

    forma mais simplificada. O passo seguinte a formulao do problema em termos do Resultado

    Final Ideal (RFI). Uma soluo s considerada RFI (Navas, 2013):

    Se conseguir obter uma nova caracterstica benfica;

    Se eliminar uma caracterstica prejudicial sem degradar as outras ou sem criar novas

    que tambm sejam prejudiciais.

    O RFI em seguida transformado em contradio fsica mais pormenorizada. A eliminao da

    contradio fsica baseia-se num dos trs princpios:

    Separao temporal das propriedades antagnicas;

    Separao espacial das propriedades antagnicas;

    Separao das propriedades antagnicas por redistribuio das mesmas no interior do

    sistema.

    Caso o processo ARIZ no resolva o problema, este deve ser reformulado e o processo ser

    repetido.

  • 35

    3 Descrio e Anlise Crtica

    Apresentao e Caracterizao da Empresa 3.1

    Este captulo visa a apresentao e anlise da empresa Sandometal, na qual foi desenvolvido

    este projeto.

    Esta empresa foi fundada em 1979 pelos atuais acionistas, e nos dias de hoje empresa esta

    dividida em duas unidades de produo, uma em Alverca e outra localizada em Povos, Vila

    Franca de Xira.

    Esta segunda unidade em Povos foi inaugurada no ano de 2008, a empresa optou por aumentar a

    sua capacidade produtiva, atravs do aluguer de uma nova unidade (Anexos 4 pg.101).

    Esta empresa metalomecnica dedica-se produo de atenuadores acsticos, condutas,

    depsitos, grelhas, difusores, unidades de ventilao e unidades de tratamento de ar.

    Histria da Empresa em Portugal e a sua 3.2

    Estrutura Organizacional

    Alguns marcos histricos apresentados na tabela 3.1 que definem a evoluo da empresa:

    Tabela 3.1 - Histria da Empresa

    Ano Acontecimento

    1979 Com seis pessoas apenas, iniciou-se a atividade em instalaes alugadas com 600

    m2 em Castanheira do Ribatejo.

    1982 Inaugurou-se instalaes prprias em Alverca do Ribatejo, com rea coberta de

    2.500m2.

    1992 Parte para a internacionalizao com presena regular na I.S.H (Feira de Hannover

    hoje Frankfurt) onde estabelece contactos e conquista clientes, dando inicio

    exportao.

  • 36

    Continuao Tabela 3.1 Histria da Empresa

    2001 Inicia o fabrico de Unidades de Tratamento de Ar.

    2003 Aquisio de novo equipamento para fabrico dos acessrios SpiroSafe.

    Fornecimento de condutas para os novos estdios do Euro 2004.

    2005 Introduz no mercado o CADvent, um Software de clculo, de projeto e desenho

    das redes de condutas.

    2007 Projeta e desenvolve novos perfis de alumnio com rotura trmica para o fabrico

    das UTAs- Unidades de Tratamento de Ar.

    2008 Abertura de uma nova fbrica em Povos Castanheira do Ribatejo Vila Franca

    de Xira com 4.300m2 de rea coberta e rea total de 7.500 m2.

    2009 Certificao Eurovent das Unidades de Tratamento de Ar SDM.

    2010 Incio do uso do software de clculo e seleo das Unidades de Tratamento de Ar,

    SAHS - com interligao com todo o processo produtivo.

    Como j referido, a empresa encontra-se dividida em duas instalaes, estas encontram-se

    distanciadas por 10 quilmetros e onde so produzidos diferentes produtos.

    Na figura 3.1 apresentado o organograma da empresa onde possvel ver como est

    estruturada a empresa.

    Figura 3.1 - Organograma da Sandometal

  • 37

    Misso, Valores e Viso 3.3

    A principal misso da Sandometal a produo e comercializao de sistemas e componentes

    para ar condicionado de modo a criar valor acrescentado para os clientes, maximizando a

    relao com os mesmos.

    A contribuio para o progresso, desenvolvimento da comunidade e dos seus clientes, no

    respeito pela legislao e pelo meio ambiente um dos principais valores da empresa.

    Esta organizao totalmente orientada para o cliente. E tem como base uma comunicao

    fluda, com capacidade de deciso rpida e orientada por objetivos de melhoria contnua e

    inovao constante.

    A viso da empresa, desde sempre teve como objetivo apresentar no s produtos, mas tambm

    solues. A empresa conta com colaboradores experientes e qualificados, atentos s

    necessidades dos clientes.

    Principais Produtos 3.4

    Os produtos que so produzidos pela empresa em Povos dividem-se em unidades de tratamento

    de ar e unidades de ventilao.

    Tipos de mquinas produzidas e especificaes tcnicas:

    Unidades de Tratamento de Ar

    As unidades de tratamento de ar (UTA) so desenvolvidas para responder s necessidades de

    climatizao e renovao do ar no interior em edifcios. Estas unidades tm ligao a

    equipamentos de regulao e controlo adequados, com o objetivo de ter sistemas mais fiveis

    quer em aquecimento como em arrefecimento e em tratamento de ar. Assim, com este sistema,

    possvel ter uma melhor qualidade do ar interior, conforto trmico e eficincia energtica das

    instalaes em que se inserem.

    Todas as UTAs comercializadas so certificadas pela entidade Eurovent e tm o logotipo da

    Eurovent como exemplificado na figura 3.2.

  • 38

    Figura 3.2 - Certificado Eurovent

    O Certificado Eurovent certifica que as mquinas comercializadas se encontram dentro dos

    padres pela Unio Europeia e segundo os padres internacionais.

    Na figura 3.3 apresentado o modelo Gama SDM, onde o modelo da UTA desenvolvido no

    software pelo cliente, atravs do programa Sandometal Air Handling Software (SAHS).

    Figura 3.3 - UTA Gama SDM

    Caractersticas gerais:

    Tipo: modular horizontal em linha, vertical em linha, de 2 andares (double-deck) ou lado-a-

    lado ("side-by-side");

    Construo standard: painel duplo tipo sandwich em poliuretano injetado espessura ou l-

    de-rocha de 25 ou 45mm, com face interior em chapa galvanizada e face exterior termolacada

    cor branca; Estrutura em perfil de alumnio simples, alumnio com rotura trmica ou PVC;

    Gama de caudais: de 500 m3/h a 145.000 m3/h.

    Unidades de Ventilao

    Os principais objetivos da Unidade de ventilao (UV) a remoo de elementos indesejveis

    existentes no ar interior (exemplo: poeiras, gases, fumos, odores entre outros agentes) e tambm

    a renovao do ar interior em locais pblicos, espaos comerciais, industriais ou em edifcios de

    habitao.

  • 39

    Gama EUV

    Na figura 3.4 apresentado o modelo Gama EUV

    Figura 3.4 - UV Gama EUV

    Caractersticas gerais:

    Construo standard: painel duplo tipo sandwich em poliuretano injetado espessura 25mm,

    com face interior em chapa galvanizada e face exterior termolacada cor branca, estrutura em

    perfil de alumnio

    Gama de caudais: de 1500 m3/h a 16.000 m3/h.

    Gama AT

    Na figura 3.5 apresentado o modelo Gama AT

    Figura 3.5 - UV Gama AT

    Caractersticas gerais:

    Tipo: centrfugo de dupla aspirao de ps avanadas com transmisso por correias.

    Construo standard: painel duplo tipo sandwich em poliuretano injetado espessura 25mm,

    com face interior em chapa galvanizada e face exterior termolacada cor azul, estrutura em perfil

    alumnio.

    Gama de caudais: de 750 m3/h a 40.000 m3/h.

    Gama DD

    Na figura 3.6 apresentado o modelo Gama DD

  • 40

    Figura 3.6 - UV Gama DD

    Caractersticas gerais:

    Tipo: Centrfugo de dupla aspirao de ps avanadas de acoplamento direto;

    Construo standard: painel duplo tipo sandwich em poliuretano injetado espessura 25mm,

    com face interior em chapa galvanizada e face exterior termolacada cor azul, estrutura em perfil

    alumnio.

    Gama de caudais: de 500 m3/h a 6.000 m3/h.

    Principais Fornecedores 3.5

    Para o desenvolvimento dos produtos, importante saber quais os principais fornecedores no

    mercado, saber negociar os prazos de entregas para que os fornecedores sejam pontuais, e por

    fim saber quais os preos de mercado para cada produto de modo a poder comparar com os

    vrios fornecedores.

    Devido grande variedade de componentes, neste caso vai-se destacar os fornecedores de

    ventiladores, e os fornecedores que comercializam a estrutura e os componentes para a

    montagem.

    Os principais fornecedores de ventiladores esto representados na Figura 3.7.

    Figura 3.7 - Principais Fornecedores de Ventiladores

  • 41

    Na figura 3.8 apresenta-se os principais fornecedores de componentes e estruturas

    Figura 3.8 - Principais Fornecedores de Componentes para UTA's e UV's

    Descrio do Processo de Produo Geral 3.6

    O processo produtivo inicia-se com a receo de matrias-primas. Estas so descarregadas com

    auxlio de empilhadores ou paletizadores, onde a sua utilizao depende do peso e volume do

    material. Esta funo est atribuda a um operador que fica encarregue de receo de material,

    embalamento e expedio. O material que chega colocado numa zona de armazm. No caso de

    no haver espao suficiente, ficar armazenado na zona exterior junto ao armazm.

    De acordo com o tipo de produto produzido referido anteriormente, feita a montagem,

    recorrendo a determinadas ferramentas que se encontram nas linhas de montagem. Aps a

    montagem, os produtos so transportados para a zona de expedio. Nesta zona de expedio,

    so colocados os rtulos nas mquinas, acondicionadas devidamente com plstico, e em seguida

    feita a expedio, onde transportado por camies.

    Na figura 3.9 apresentado um fluxograma que representa as atividades acima referidas.

  • 42

    Expedio

    Matria-prima Alverca/

    Matria-Prima exterior

    Armazm de MP

    UTAS e UVs

    Corte de

    perfil

    Corte de

    painel

    Montagem

    Embalagem

    e colocao

    de rtulos

    Figura 3.9 - Fluxograma do Processo de Produo Geral

  • 43

    Problemas Iniciais e Anlise Crtica 3.7

    Fraca organizao do armazm

    Verificou-se que existia problemas com a gesto de espao e organizao dos materiais

    existentes em armazm como o aprovisionamento de material de forma inapropriado onde a

    matria-prima est em contacto com o cho. Verificou-se material que no se encontrava

    devidamente identificado, fraca limpeza e zonas de arrumao danificadas. A fraca organizao

    levou a que o acesso ao armazm fosse dificultado, e que se acumulassem determinados

    produtos que foram descontinuados (monos).

    Com esta fraca organizao do armazm foi identificado a falta de contabilizao e o controlo

    de material em armazm. Devido ausncia desse controlo, constatou-se que existiram vrias

    ruturas de stock de fornecedores externos

    Abastecimento Inadequado de Materiais

    O abastecimento de material nas linhas de montagem feito pelos prprios operadores. Sempre

    que o operrio recebe a folha com o desenho de preparao, desloca-se ao armazm e retira as

    necessidades de materiais que esto na folha de montagem ou conforme necessidades para as

    primeiras operaes (este era um critrio definido pelo operador). Verificou-se que determinado

    tipo de material no se encontra folha de montagem, o que leva o operador a deslocar-se ao

    armazm conforme as necessidades de material no definido, esta situao leva a uma

    descoordenao e deslocaes desnecessrias da bancada de trabalho para o armazm que por

    vezes levava a enganos de material durante o picking e consequentemente aumento do Lead

    time.

    Material com Defeito

    Durante a observao de montagens, verificou-se que os defeitos no material s eram

    identificados quando eram recolhidos para a montagem. Estes defeitos no eram reportados aos

    fornecedores ou quando eram reportados no era possvel identificar o nmero do lote.

    Limitaes do Software ERP

    Durante o processo consulta de materiais verificou-se que a utilizao do software Alidata

    apresentava alguns obstculos (contradies). Um dos problemas encontrados foi o limite de

    utilizadores no mesmo servidor, este encontra-se limitado a 20 utilizadores a trabalhar ao

    mesmo tempo. Outro obstculo encontrado foi o facto de este software, em determinadas

    ocasies, ser moroso a executar determinadas operaes que deveriam ser rpidas, pois do ponto

    de vista funcional no exigente, como por exemplo as consultas de stocks.

  • 44

  • 45

    4 Implementao de Ferramentas e

    Metodologias

    Neste captulo vo ser descritos os trabalhos desenvolvidos no mbito da dissertao, na

    unidade de Povos. Primeiramente so abordadas as ferramentas Lean. A primeira ferramenta a

    ser utilizada foi o 5S, onde se identifica os problemas de gesto de espao e organizao e

    posteriormente utilizou-se o controlo visual, a padronizao de trabalho e os layouts.

    Para alm das ferramentas Lean, foram aplicadas metodologias TRIZ, mais particularmente a

    Substncia-Campo e a Matriz Contradies. Estas foram utilizadas para resoluo de problemas

    com determinados conflitos e contradies, que por vezes a aplicao de tcnicas mais simples

    no seria possvel de solucionar.

    Implementao 5S 4.1

    A metodologia mais adequada para normalizao da zona de armazm so os 5Ss.

    Os 5Ss ajudam na organizao e arrumao do posto de trabalho, bem como nas reas

    envolventes.

    4.1.1 Criao de checklist

    Inicialmente foi desenvolvido um documento de controlo para executar uma auditoria, este

    documento teve em considerao os fatores importantes na organizao do armazm.

    Para desenvolver o documento, foi tido em conta, cada um dos 5 sensos. Dentro de cada senso

    foram definidos pontos que pudessem ajudar explicar os critrios a avaliar e por fim dando

    exemplos de cada um dos pontos definidos.

    Depois de criado esse documento, foi efetuada uma auditoria considerando esses fatores, e

    posteriormente, foi pontuado de forma a poder verificar se existiu melhorias e pontos onde se

    deve atuar.

    Na tabela 4.1 apresenta-se os pontos que foram tidos em conta para esta anlise.

  • 46

    Tabela 4.1 - Parmetros de Avaliao dos 5S's

    5S N Critrio de avaliao Exemplos

    1 Senso

    Org

    aniz

    ao

    1.1 Existncia de material obsoleto no

    armazm

    Recipientes, ferramentas, caixotes,

    matria-prima

    1.2 Existncia materiais sem utilizao ou

    com defeito

    Meios de transporte, equipamento de

    limpeza, caixotes

    1.3 Existncia de materiais, caixotes de transporte ou paletes desorganizados

    Material de armazenamento, carros, caixas

    1.4 Existe equipamento desnecessrio na

    zona de trabalho

    Armrios, prateleiras, cadeiras,

    computadores

    1.5 Existe informao desnecessria/

    irrelevante na rea de trabalho

    Boletins, instrues, etiquetas

    erradamente colocadas

    2 Senso

    Iden

    tifi

    ca

    o

    2.1

    As reas de armazenagem esto

    identificadas de acordo com algum

    modelo

    Planeamento em CAD

    2.2 Existem marcas/sinais distintos dentro

    na zona de trabalho Marcas indicadoras no cho

    2.3 Existem placas de identificao que

    distingue zonas de trabalho Placas de definio de reas

    2.4 Existem identificaes de zonas de

    arrumao (armrios) Etiquetas do material

    3 Senso

    Lim

    pez

    a

    3.1 Os acessos encontra-se desimpedidos e

    limpos Zonas de circulao de material

    3.2

    Os postos de trabalho esto limpos,

    sem sujidade e em locais de difcil acesso

    Secretrias, computadores

    3.3 A rea de trabalho est limpa (cho, paredes, janelas, portas, prateleiras)

    P, restos de carto,

    3.4 Os equipamentos de transporte

    encontram-se limpos Empilhadores, paletizadores

    3.5 Existem rotinas/ planos ou checklists de

    limpeza

    Limpeza de zonas previamente

    planeadas

    3.6 Esto disponveis no posto de trabalho

    material de limpeza Detergente e vassouras

  • 47

    Continuao da tabela 4.1

    4 Senso P

    adro

    niz

    ao

    4.1 Os materiais esto armazenados nos locais

    atribudos Prateleiras, reas de trabalho, armrios e

    gavetas,

    4.2 Existem padres homogneos e esto a ser

    corretamente utilizados

    Zonas de armazenamento definidas,

    quadros de informao standards, as

    cores utilizadas so standard, identificaes standards, identificao

    das peas

    4.3 Existem planos de limpeza Definio de um plano para limpeza de

    alguns componentes de montagem mais

    sensveis

    4.4 Existem relatrios para reportar e esto

    standardizados Relatrio para reportar alteraes ou no

    conformidades de desenho

    5 Senso

    Dis

    cipli

    na

    5.1 Esto adequadamente treinados para os

    procedimentos do 5S

    Formao a operadores e verificar

    aplicao correta dos Sensos

    5.2 Existe algum registo da total aceitao dos

    padres descritos no ponto 4 Registo de novos procedimentos

    5.3 Os padres descritos no ponto 4

    implementados e em melhoria contnua

    Alterao de procedimentos com base em

    propostas de melhoria de colaboradores

    5.4 Utiliza-se o sistema de registo de defeitos Propostas de melhoria do colaborador,

    atualizao

    Neste caso, foram criados alguns pontos em particular para a zona em anlise que o armazm

    (Anexos 5 pg.103) Posteriormente, efetuou-se uma segunda anlise aps a implementao dos

    3S. Assim foi possvel fazer uma comparao e verificar se efetivamente ocorreram melhorias

    Auditoria

    Inicialmente, executou-se uma primeira auditoria, que permitiu identificar os pontos que se

    deviam melhorar bem como avaliar a situao atual do armazm e zonas adjacentes e comparar.

    Por fim, executou-se uma auditoria final a fim de evidenciar, quantitativamente, as melhorias

    implementadas.

    No decorrer da auditoria, foi possvel identificar vrios problemas de organizao bsica, como

    ilustra a checklist de auditoria.

    Na primeira auditoria, o valor obtido foi de 20%, considerou-se apenas os 3S visto que esta

    ferramenta nunca tinha sido aplicada nem nunca tinha sido desenvolvido uma anlise em

  • 48

    relao ao armazm (Anexo 5 pg.104). Verificou-se inexistncia de mtodos e organizao no

    posto de trabalho.

    O peso de cada parmetro de controlo igual para todos, sendo de 4 pontos cada. Para os trs

    Sensos iniciais, temos uma escala total de 60 pontos.

    Aspeto da Seco em Estudo Antes e Depois da Aplicao dos 5S

    Na primeira anlise verificou-se (Figura 4.1):

    A existncia materiais como ventiladores, suportes de ventiladores, caixotes de

    transporte e paletes desorganizadas;

    Difcil acesso ao armazm;

    Matria-prima est em contacto com o cho.

    Propostas de aes de melhoria:

    Separar o material por zonas predefinidas, neste caso por ilhas onde esto os

    ventiladores, os suportes devidamente identificados e separados por tamanhos;

    Desimpedir as zonas de circulao de material;

    Proteger as matrias prima de contracto direto.

    Figura 4.1 - Armazm Antes da Aplicao do 3S

  • 49

    Na Figura 4.2 apresentado as alteraes aps a anlise e aplicao das propostas de melhoria

    Figura 4.2 - Armazm Depois da Aplicao do 3S

    Vantagens associadas s propostas de melhoria:

    Maior facilidade de acesso ao material pretendido e de forma mais rpida;

    Mais facilidade em controlar visualmente as entradas e sadas de material;

    Maior rentabilizao do espao disponvel em armazm;

    Evitar danos em matrias-primas mais sensveis definindo zonas com maior proteo;

    Diminuio do risco de acidentes de trabalho.

    Na segunda anlise verificou-se (Figura 4.3 e 4.5):

    Material desorganizado;

    Aprovisionamento de material de forma inapropriada.

    Propostas de aes de melhoria:

    Separar o material por zonas predefinidas, de modo a que estes fiquem em reas onde se

    encontra o material que montado em conjunto;

    Organizar o material de forma a facilitar a procura.

    Arranjar estruturas apropriadas para arrumao, como por exemplo cantoneiras.

  • 50

    Figura 4.3 - Organizao Polias Antes do 3S

    Na Figura 4.4 apresentado as alteraes aps a anlise e aplicao das propostas de melhoria

    Figura 4.4 - Organizao de Polias Depois do3S

  • 51

    Figura 4.5 Organizao de Correias Antes do 3S

    Na Figura 4.6 apresentado as alteraes aps a anlise e aplicao das propostas de melhoria

    Figura 4.6 - Organizao de Correias Depois do 3S

    Vantagens associadas s propostas de melhoria:

    Maior facilidade de acesso ao material pretendido e de forma mais rpida;

    Mais facilidade em controlar visualmente as entradas e sadas de material;

    Na terceira anlise verificou-se (Figura 4.7):

    A existncia material que j no era usado para construo de mquinas (monos);

    Falta de limpeza de determinadas zonas de arrumao;

  • 52

    Prateleiras danificadas.

    Propostas de aes de melhoria:

    Separar o material de montagem de UTAs e UVs do material de manuteno do

    edifcio;

    Retirar material que j no tem uso (monos) que se encontra em armazm;

    Substituio de prateleiras que estejam danificadas e que podem provocar danos a peas

    e ferir operadores;

    Na Figura 4.8 apresentado as alteraes aps a anlise e aplicao das propostas de melhoria

    Vantagens associadas s propostas de melhoria:

    Facilidade em encontrar material;

    Mais espao disponvel para armazenamento;

    Zonas de armazenamento mais limpas e seguras;

    Diminuio do risco de acidentes de trabalho.

    Figura 4.7 - Organizao de Material Antes do 3S

    Figura 4.8 - Organizao de Material Depois do 3S

  • 53

    Aps implementao da ferramenta dos 5 sensos, definiu-se como objetivo alcanar uma

    percentagem final de 80% de eficcia.

    Salienta-se o facto, de este valor ser apenas medido para os trs primeiros 3S.

    Com as figuras anteriormente apresentadas, possvel identificar melhorias significativas.

    Principais vantagens identificadas no local de trabalho:

    Reduo no tempo na procura de material;

    Mais organizao no armazm e consequentemente mais espao de arrumao;

    Local de trabalho mais limpo;

    Mais segurana;

    Maior acessibilidade nos locais de passagem por parte de pessoas, empilhadores e

    paletizadores;

    Maior preservao de matrias-primas e equipamentos;

    Reduo de custos para organizao;

    Melhoria da imagem da empresa, por parte de clientes se desloque s instalaes.

    Com a aplicao das aes sugeridas, verificou-se uma melhoria significativa. Os resultados

    superaram os objetivos em iniciais, com a segunda auditoria atingiu-se um valor de eficcia de

    88%, com a anlise dos 3S (Anexo 5 pg 106).

    Apesar de na segunda auditoria s se ter contabilizado os 3S, na checklist os ltimos dois sensos

    tambm foram avaliados, assim numa futura auditoria j se poder desenvolver uma anlise com

    os 5S.

    Na figura 4.9, podemos comparar a auditoria inicial e final e verificar o aumento de eficcia que

    existiu com a aplicao das aes.

  • 54

    Figura 4.9 - Avaliao de desempenho da aplicao das Aes de Melhorias

    A curto prazo, estes procedimentos deveriam ser aplicados em outras seces da empresa.

    Gesto Visual 4.2

    Sendo os 5S a base para a implementao da gesto visual, e tendo em conta os problemas

    previamente encontrados, um dos principais objetivos foi a identificao de matrias-primas em

    armazm. Para tal, foram criadas etiquetas de forma a identificar os produtos, no s com a

    referncia mas tambm com imagem do produto e o correspondente cdigo de barras. Este tipo

    de etiqueta foi desenvolvido para auxiliar o processo de picking, tendo por objetivo facilitar a

    identificao e localizao (Figura 4.10).

    Figura 4.10 - Exemplo de uma Etiqueta

    0

    10

    20

    30

    40

    50

    60

    70

    80

    90

    100

    Antes Depois

    Efi

    cci

    a e

    m %

    Antes e Depois da Aplicao dos Sensos

    Avaliao da Aplicao 3S's

    Objetivo

    ENG-MFG150E02

  • 55

    No armazm foram etiquetados cerca de 500 produtos que vo desde ventiladores a parafusos.

    O processo de etiquetagem pretende facilitar o operador a identificar o material pretendido,

    tambm permite associar imagens a peas que so montadas em conjuntos. Neste conjunto

    composto por um fecho, um calo e o trinco que complementa o fecho como exemplificado na

    figura 4.11 e figura 4.12

    Figura 4.11 - Fecho Completo

    Figura 4.12 Calo

    Normalizao do Trabalho 4.3

    A padronizao um modo de realizar as atividades sempre da mesma forma e por todos os

    operrios. Constou-se que existem alguns procedimentos dentro da empresa que no so

    efetuados da mesma forma por todos os operrios, porque de facto no existe uma padronizao

    da conduta de trabalho.

    Quando os operadores recebiam o desenho de montagem atravs do chefe de produo,

    definiam quando se iriam deslocar ao armazm para recolher o material. Verificou-se que

    Trinco

    Calo

  • 56

    existia uma descoordenao e deslocaes desnecessrias da bancada de trabalho para o

    armazm que por vezes levava a enganos de material durante o picking e consequentemente

    aumento do Lead time.

    Aps uma anlise decidiu-se modificar o modo de picking, o fluxo de material e o layout.

    O gestor de armazm, passou a ser informado pelo software de uma entrada de uma mquina em

    produo. Este executa a leitura dos ficheiros adjacentes a essa mquina e previamente separa o

    material.

    Aps o material separado, o gestor de produo define uma linha, onde este material j separado

    permanece. Nesta etapa, o gestor de produo est encarregado de distribuir as montagens de

    mquinas pelos operadores.

    O material j separado tem uma zona e linha distinta, dependendo da obra e tipo de mquina,

    UTA ou UV.

    Para que estas alteraes surtissem efeito, no Lead time, foi necessrio alterar o layout da

    fbrica numa determinada zona, e posteriormente, foi dada formao aos agentes que iriam

    integrar estas novas alteraes.

    Com a padronizao de trabalho foi possvel definir regras de fluxo de material que antigamente

    no existia.

    Assim foi definido um novo layout onde so representados as deslocaes dos operadores para

    as linhas de separao de material. Na figura 4.13, esto representadas as 5 linhas disponveis

    para as separaes prvias de material, oriundo do armazm.

  • 57

    Como possvel observar na figura anterior, os operadores deslocam-se das suas bancadas de

    trabalho para uma determinada linha j pr definida para iniciar a montagem de uma mquina.

    Tambm de evidenciar na figura 4.13, a linha de separao 8 onde se encontra o material de

    ensaio e nas linhas 6 e 7, encontra-se material de stock usada para ensaios.

    Alterao de Layout

    Antes de iniciar qualquer trabalho foi desenvolvido um layout da distribuio inicial do

    armazm e zonas adjacentes.

    Figura 4.13 - Layout das Deslocaes dos Postos de Trabalho para a Zona de Separao

  • 58

    Na figura 4.14 apresentado o layout inicial do armazm e na tabela 4.2 e descrito o pontos do

    layout.

    Figura 4.14 - Layout Inicial do Armazm

    Tabela 4.2 Descrio das posies do layout inicial

    A - Peas Metlicas G - Suportes de ventiladores

    B - Ventinlet 8 - Vrios ventiladores

    C - Material em desuso 9 - Vrios ventiladores

    D - Material eletrnico 10 - Vrios ventiladores

    E - Monos 11 - Vrios ventiladores

    F - Material de montagem A1 - Receo de armazm de peas

    Aps uma anlise do espao disponvel, desenvolveu-se um novo layout onde se planeia

    distribuir o material j existente e o novo material que chegasse a posteriori. O

    desenvolvimento destes mapas facilita muito o processo de inventariao.

    Na figura 4.15 apresentado um novo layout do armazm e na tabela 4.3 so descritos os

    pontos do layout.

  • 59

    Figura 4.15 - Layout Final do Armazm

    Tabela 4.3 - Descrio das posies do layout final

    1 Ventrhec 56 (ventiladores) A Peas metlicas fornecimento interno SA

    2 Ventrhsup 63/56/50 (ventiladores) B Ventinlet 25/31/35/40 (cones)

    3 Ventrhsup 40/45 (ventiladores) B1 Ventinlet 45/40/56/63 (cones)

    4 Ventrhsup 25/31/35 (ventiladores) C Peas fornecedores externos UVs e Polias

    SPA

    5 Ventrhec 25/31/35 (ventiladores) C1 Polias SPZ e Esticadores

    6 Ventrhec 40 (ventiladores) D Material eletrnico

    7 Ventrhec 45/50 (ventiladores) E Peas fornecedores externos UTAs

    8 Ventrhec 56 (ventiladores) F Correias SPZ

    9 Adhs/Rdh (ventiladores) G Correias SPA

    10 D-D (ventiladores) H - Parafusos

    11 ATs (ventiladores) A1 - Receo

    A utilizao de layouts simplifica muito a gesto de armazm, quer para consulta como para

    organizao do espao.

    Aplicao da Ferramenta TRIZ Substncia-4.4

    Campo

    Expandir um Modelo Substncia-Campo Existente para um Novo

    Sistema em Cadeia

    O processo de inventariao iniciou-se com a consulta de cdigos de produtos no software

    Alidata, com a identificao de produtos que se encontravam em caixas e com os respetivos

    1

  • 60

    rtulos dos fabricantes.

    Durante o processo consulta de materiais verificou-se que a utilizao do software Alidata

    apresentava alguns obstculos (contradies). Um dos problemas encontrados foi o limite de

    utilizadores no mesmo servidor, este encontra-se limitado a 20 utilizadores a trabalhar ao

    mesmo tempo. Outro obstculo encontrado foi o facto de este software, em determinadas

    ocasies, ser moroso a executar determinadas operaes que deveriam ser rpidas, pois do ponto

    de vista funcional no exigente, como por exemplo as consultas de stocks.

    Aps uma anlise e identificadas as contradies deste sistema decidiu-se aplicar a ferramenta

    Anlise Substncia-Campo.

    Identificando substncia S1, como a descrio dos produtos, a substncia S2, como a consulta

    de produtos e, por fim, o campo F como sendo o software Alidata que utilizado para

    armazenamento dos dados. Assim possvel produzir um modelo Substncia-Campo, sendo

    este um sistema ineficiente (Figura 4.16).

    No captulo relativo ao TRIZ, constatou-se que as 76 Solues-Padro podem ser condensadas e

    generalizadas em 7 solues gerais. A stima soluo geral ser a que se deve aplicar neste caso

    uma vez que um sistema ineficiente, ou seja, deve-se substituir a substncia S1 que permitir

    reduzir ou eliminar esta ineficincia (Figura 4.17).

    S1 S2

    F

    Figura 4.16 - Sistema Ineficiente 1

  • 61

    Para a resoluo das contradies encontradas, decidiu-se expandir para um sistema em cadeia.

    Temos S1 como as definies do produto, como F1 o software Alidata, a nova substncia S3

    ser um servidor criado internamente, o novo campo F2 ser a Base de dados (Cod Alidata) e

    por fim o S3 a consulta intermdia de produtos do software Alidata.

    Neste caso, verificou-se que expandindo o sistema possvel desenvolver uma consulta de

    produto mais eficiente. Para tal foi criado um campo F2 que corresponde a uma base de dados

    interna onde armazenado a informao para consulta. E com este motor de consulta, que o

    servidor interno da empresa, possvel fazer a pesquisa de produtos. Aps o desenvolvimento

    deste sistema foi possvel contornar os obstculos acima referidos.

    A criao da base de dados permitiu uma melhoria na procura de produtos como:

    Associao de imagens a produtos;

    Definir uma chave do produto;

    Definir a referncia;

    Designar um produto (definio do tipo de produto);

    Saber quais os produtos descontinuados;

    Definir o tamanho (no aplicado em alguns casos);

    Consulta de stocks;

    Suspenso de cdigos.

    Na figura 4.18 so apresentados alguns campos da base de consulta existente no Cod Alidata.

    S1 S3

    F1

    S2

    F2

    Figura 4.17 - Sistema Eficiente 1 em cadeia

  • 62

    Figura 4.18 - Exemplo de alguns campos existentes no Cod Alidata

    Substituio de um Campo

    No seguimento da anlise de problemas identificados, neste caso ser abordado um problema

    referente gesto do stock de armazm. Um dos problemas identificados foi a falta de

    contabilizao e o controlo de material em armazm. Devido ausncia desse controlo,

    constatou-se que existiram vrias ruturas de stock de fornecedores externos. Denota-se que a

    maioria das necessidades externas no era reportada atempadamente aos fornecedores. Este

    um fator que afeta, diretamente, os prazos de entrega dos produtos produzidos e que pode levar

    a um no cumprimento com o cliente.

    Identificando a substncia S1, como o gestor de produo, a substncia S2 como o gestor de

    compras externas e, por fim, o campo que a troca de informao sobre as compras e o stock

    necessrio. Assim torna-se mais fcil produzir um modelo Substncia-Campo onde se verificou

    que o sistema era ineficiente (Figura 4.19).

    Neste caso utilizou-se a ferramenta Substncia-Campo para uma anlise do problema.

    S1 S2

    F

    Figura 4.19 - Sistema Ineficiente 2

  • 63

    Como anteriormente referido, constatou-se que as 76 Solues-Padro podem ser condensadas e

    generalizadas em 7 solues gerais e que a segunda soluo geral ser a que se deve aplicar

    neste caso. (Figura 4.20).

    Neste caso, verificou-se que era necessrio alterar a substncia S1, onde se verifica a origem do

    problema. Alterando a substncia S1 por um gestor de armazm.

    Esta alterao permitiu reduzir o problema, que no passa s por dar baixa de material mas

    tambm fazer um controlo sistemtico de todos os produtos existentes em armazm. A

    informao comeou a ser reportada mais rapidamente e a fluir melhor a partir de um gestor de

    armazm para o gestor de compras. Apesar de ter sido feita a substituio com sucesso,

    continuou a ser necessrio o gestor de produo para reportar a falta de determinado tipo de

    material que no passa pelo armazm, como o caso de alguns parafusos e de determinadas

    fitas isoladoras.

    Desta forma foi possvel determinar os tempos de chegada de material de fornecedores, de

    precaver futuras ruturas de stock e reduzir os stocks internos. Esta melhoria tambm se deve a

    outras ferramentas aplicadas anteriormente como o 5S.

    Introduo de um Campo F

    No seguimento da substituio do campo referido anteriormente foi possvel identificar uma

    falha que existia relativamente a produtos no conformes.

    Identificando a substncia S1 como os produtos externos no conformes e a substncia S2 como

    o gestor de compras e de reclamaes de produtos externos. Neste caso, foi identificado um

    sistema incompleto, onde no era reportado para o fornecedor defeitos ou encomendas

    incompletas (Figura 4.21).

    Neste caso utilizou-se a ferramenta Substncia-Campo para uma anlise do problema.

    S1 S2

    F

    S1

    Figura 4.20 - Sistema Eficiente 2

  • 64

    A primeira soluo geral ser a que se deve aplicar neste caso, uma vez que este sistema

    incompleto, ou seja, deve ser introduzido um campo F que permita completar este modelo.

    (Figura 4.22).

    Neste caso, verificou-se que era necessrio acrescentar um campo F, o gestor de armazm, que

    permitiu a ligao entre, a substncia S1 que so os produtos externos no conformes e a

    substncia S2 que o gestor de compras e de reclamaes de produtos externos.

    A soluo para este problema passa por ter um campo que reporte as informaes de no

    conformidades para o gestor de compras. Para tal, considerou-se o gestor de armazm era o

    elemento em falta para este elo funcionar.

    Assim o gestor de armazm ficou responsvel por reportar defeitos e encomendas incompletas

    ao gestor de compras.

    A partir da introduo deste campo vrios problemas relacionados com fornecedores

    encontrados:

    Ventiladores que no vinham com o manual de instrues;

    Encomendas que no vinham completas (exemplo: caixa de pressostatos com

    unidades a menos);

    Produtos no conformes.

    S1 S2

    Figura 4.21 - Sistema Incompleto

    S1 S2

    F

    S1 S2

    Figura 4.22 - Sistema Completo

  • 65

    Aplicao da Matriz de Contradies 4.5

    Para a aplicao desta ferramenta, analisou-se o modelo antigo de gesto do armazm,

    verificando os problemas a existentes, e posteriormente, sugerido um modelo com vista a

    minimizar os fatores que afetam negativamente o processo.

    Gesto de Armazm e Baixas de Stock

    O antigo modelo de gesto de stocks, no armazm, consistia em selecionar os produtos um a um

    do software Alidata, e seguidamente era dado baixa no sistema da quantidade retirada. Este

    processo foi descontinuado, devido ao tempo que este procedimento demorava. Os operadores

    optaram por simplesmente escrever numa folha o material que retiravam do armazm e, por

    vezes, no chegavam a registar.

    Verificou-se que existia problemas persistentes, como o excesso de determinados produtos que

    pela mudana de processos de fabricao passaram a ser pouco usados. E, por outro lado,

    constatou-se uma frequente rutura de stocks de material que atualmente mais utilizado na

    produo.

    Um dos objetivos iniciais era aumentar o controlo do stock sem implicar um investimento

    significativo aproveitando os recursos j existentes.

    Como referido anteriormente, o processo de gesto de stocks no uma metodologia nova para

    a empresa, visto que j foi aplicado no passado mas sem sucesso.

    Sabendo os fatores que afetaram negativamente a implementao deste sistema em particular

    como o tempo despendido no picking, foi possvel verificar que o TRIZ seria uma metodologia

    interessante de aplicar devido sua capacidade de resolver problemas analisado os processos a

    melhorar e as contradies.

    Para tal aplicou-se a ferramenta da Matriz de Contradies (Anexos tabela 05).

    Na aplicao do novo sistema pretende-se obter uma melhoria na (24) Perda de informao mas

    implica ter uma contradio tcnica que ir piorar o (25) Perda de tempo.

    Pode-se observar que, no cruzamento dos parmetros 24 e 25 obtm-se os princpios de

    inveno 24, 26, 28 e 32. Identificaram-se ento os seguintes princpios de inveno:

    24. Mediao

    a) Usar um objeto intermedirio para transferir ou executar uma ao;

    b) Conectar temporariamente um objeto num outro que seja fcil de remover

    26. Cpia

    a) Usar uma cpia simples e barata, em vez de um objeto que complexo, caro, frgil ou

    Inconveniente para operar;

    b) Substituir um objeto pela sua cpia tica ou imagem. Uma escala pode ser usada para reduzir

  • 66

    ou aumentar a imagem;

    c) Se so utilizadas cpias ticas, substitu-las por cpias infravermelhas ou ultravioletas.

    28. Substituio de sistema mecnico

    a) Substituir um sistema mecnico por um dispositivo tico, acstico ou sistema olfativo

    (odor);

    b) Utilizar um campo eltrico, magntico ou eletromagntico para a interao com o objeto;

    c) Substituir os campos:

    i. Campos estacionrias por campos que se deslocam;

    ii. Campos fixos por aqueles que mudam com o tempo;

    iii. Campos aleatrios por campos estruturados;

    d) Usar um campo em conjuno com partculas ferromagnticas.

    32. Mudana de cor

    a) Mudar a cor de um objeto ou os seus arredores;

    b) Alterar o grau de translucidez de um objeto ou de um processo que difcil de ver;

    c) O uso de aditivos coloridos para observar um objeto ou um processo que difcil de ver;

    d) Se tais aditivos j so utilizados, usar vestgios luminescentes ou elementos traadores.

    Destes quatro princpios identificados, apenas dois deles que foram considerados com

    potencial para solucionar o problema.

    24) Introduo de um novo dispositivo intermedirio. Faz ligao entre o cdigo e a base de

    dados de produtos no computador.

    32) No computador organizar a base de dados do sistema por cores.

    Uma das solues foi introduzir no sistema um leitor de cdigo de barras (dispositivo tico),

    como apresentado na figura 4.23.

    Figura 4.23 - Leitor tico

    Este dispositivo permite-nos selecionar o produto e este automaticamente fica disponvel no

  • 67

    sistema. Depois de ser feita a seleo de produtos, no sistema, fica disponvel um item que nos

    permite selecionar a quantidade de material a sair do armazm de cada produto e assim atualizar

    automaticamente o stock.

    Para uma melhor visualizao e simplificao do sistema, os produtos selecionados adquirem

    uma cor verde e alteram para as primeiras posies da lista de materiais. Os cdigos no

    selecionados ficaram bloqueados com uma cor vermelha e ficaram no final da lista.

  • 68

  • 69

    5 Discusso de Resultados

    Neste captulo so discutidas individualmente as propostas que foram implementadas, as que

    esto a ser implementadas e as que no foram implementadas, assim como a sua razo. Para

    cada uma das propostas vai ser analisado o seu impacto na organizao.

    Aes j implementadas: 5.1

    5.1.1 Expandir um Modelo Substncia-Campo Existente para

    um Novo Sistema em Cadeia

    A utilizao do Cod Alidata em substituio do software Alidata tornou-se muito vantajosa para

    consultas rpidas, e foi um dos sistemas mais utilizados durante o processo de consulta dados

    para etiquetar os produtos.

    Para alm dos fatos j referidos, este uma base de dados que facilmente pode ser reprogramada

    de modo a fornecer, cada vez mais, informao til.

    5.1.2 Substituio de um Campo

    Esta alterao proposta, focou-se em especial na organizao de operadores na empresa, onde

    foram redefinidas posies de trabalho, de forma a delegar de uma maneira mais eficiente a

    gesto de stocks necessrios produo. Verificou-se que a informao passou a fluir melhor, a

    partir de um gestor de armazm, para o gestor de compras e que posteriormente levou ao

    desenvolvimento de uma nova aplicao, onde se fez a Introduo de um Campo F

    5.1.3 Introduo de um Campo F

    Na implementao deste modelo, verificou-se uma melhoria significativa no sistema com a

    integrao do gestor de armazm. Foi possvel comear a reportar as informaes de no

    conformidades ao gestor de compras e, por fim, comunicar aos fornecedores.

    Um dos problemas que tinha sido identificado foi a falta de manuais nos ventiladores Aps ter

    sido reportado este problema ao fornecedor, certificou-se que as encomendas seguintes vinham

  • 70

    com o respetivo manual.

    Os outros problemas que foram reportados, aos fornecedores, aguardam a respetiva resoluo.

    Alm da melhoria do sistema de reportar problemas aos fornecedores, iniciou-se um novo

    procedimento, um survey interno, onde se colocam os problemas identificados, quando feita a

    receo e verificao de produtos. Desta forma, possvel no futuro prximo fazer uma

    estatstica de fornecedores, quais os mais fiveis e os problemas que se repetem com maior

    frequncia.

    5.1.4 Padronizao da Conduta de Trabalho para o Armazm

    A padronizao foi uma das ferramentas mais difceis de aplicar. Durante o trabalho

    desenvolvido um dos fatores importantes era criar padres (procedimentos internos) de trabalho.

    Para tal, foi previamente planeado e retratado uma planta por onde os operadores se deslocariam

    durante a execuo do picking do material.

    Durante a implementao desta conduta de trabalho padronizada, observou-se alguma

    resistncia por parte de alguns operadores. Habitualmente os operadores que montavam as

    mquinas tambm faziam o picking do material no armazm.

    Verificou-se que no incio muitos dos operadores passavam pelo armazm para saber onde se

    encontrava o material que j tinha sido previamente separado e que j se encontrava na linha

    que o gestor de produo tinha definido.

    Apesar dessa situao inicial, atualmente possvel constatar que esta ferramenta foi bem-

    sucedida, agora os operadores j sabem onde se devem deslocar para ir buscar o material para

    iniciar a produo de uma mquina.

    Outro dos problemas identificados foi o facto de os desenhos de montagem no descreverem as

    peas todas. Esta situao implicava que, quando era feita a separao de material, faltassem

    sempre algumas peas, pois estas no se encontravam na lista, e consequentemente conduziu

    vrias deslocaes ao armazm adicionais. Foi efetuada uma anlise que levou criao de

    conjuntos de peas, isto , quando uma pea me chamada, as outras peas associadas a essa

    montagem tambm so chamadas automaticamente. Aps a implementao desta melhoria, tem-

    se verificado uma diminuio de deslocaes ao armazm.

    5.1.5 5S

    Esta foi uma das ferramentas mais importantes durante o trabalho desenvolvido na empresa,

    sendo uma ferramenta implementada com xito. O incio do trabalho realizado na Sandometal

  • 71

    deu-se com o 5S, e em particular, na zona de armazm. A implementao decorreu durante dois

    meses, tendo sido crucial para iniciar a aplicao de novas ferramentas, como o controlo visual.

    Entre outras propostas de melhoria j implementadas, foram introduzidas auditorias internas

    peridicas. A percentagem de eficcia verificada durante a primeira auditoria situou-se nos 20%

    e, aps a implementao dos 3S, melhorou significativamente, aumentando para 87%,

    superando as expectativas que se situavam em 80%.

    A realizao das auditorias visa identificar os pontos crticos e as oportunidades de melhoria.

    Aes em fase de implementao 5.2

    5.2.1 Controlo visual

    O controlo visual ferramenta que ainda se encontra em fase de implementao.

    Foi constatada uma elevada variabilidade de produtos que do entrada no armazm, devido

    constante evoluo das UTAs e UVs e dos seus componentes.

    Uma outra especificidade da aplicao do controlo visual est relacionada com a necessidade de

    adaptao permanente, por exemplo, mais recentemente deu-se entrada do material eltrico no

    armazm, onde ainda esto a ser definidas reas de arrumao, pois este tipo de material

    extremamente sensvel humidade e pode facilmente danificar-se. O material eltrico requer

    um elevado cuidado de manuseamento devido ao preo dos componentes usados e s suas

    reduzidas dimenses.

    Aes a implementar a mdio e longo prazo: 5.3

    5.3.1 Gesto de Armazm e Baixas de Stock

    Este sistema foi pensado para facilitar e mais rapidamente dar baixas de material atravs de um

    software. Este sistema ainda no ter entrado em funcionamento, porm deve ser implementado

    num futuro prximo.

    O material tcnico, como o leitor de cdigo de barras, j foi adquirido pela empresa. Para o

    arranque deste sistema ainda necessrio modelar uma base de dados. Esta base de dados ser

    programada em PHP em conjunto com o software Alidata e o Cod Alidata, com o objetivo de

    tornar mais rpida a identificao do produto do qual se pretende dar baixa, sem a necessidade

  • 72

    de aceder ao software Alidata, como at ento tem sido feito. Atualmente para dar baixa do

    material necessrio ir a cada produto no software Alidata e dar baixa produto a produto. Este

    um dos problemas que a implementao vai tentar contornar.

  • 73

    6 Concluso

    Neste captulo apresentado as concluses do trabalho realizado e desenvolvida uma anlise

    sobre o trabalho futuro a desenvolver.

    Concluso 6.1

    Com este estudo, reitera-se a importncia da aplicao das ferramentas Lean e a metodologia

    TRIZ, para a melhoria de processos nas organizaes. A implementao das ferramentas Lean

    em conjunto com as tcnicas de resoluo de problemas da TRIZ, constitui uma prometedora

    soluo para atingir melhorias significativas na eficcia e na eficincia dos processos praticados

    por uma organizao. Tendo em conta que, as ferramentas associadas TRIZ e ao Lean podem

    ter um importante contributo para o crescimento da empresa e para o estabelecimento de uma

    posio relevante no mercado onde atua.

    Os principais objetivos do estudo realizado visaram a anlise das operaes realizadas no

    armazm e elaborao de propostas de melhoria das mesmas. Para alm disso, foi realizada uma

    anlise nas zonas envolventes ao armazm, onde foram desenvolvidos layouts com as zonas de

    circulao de operadores, com o propsito de diminuir os tempos de deslocaes para

    abastecimento das bancadas de trabalho com material.

    Aps a anlise aprofundada, foram identificadas algumas contradies que dificultavam a

    execuo de procedimentos no sistema. Para a resoluo dos problemas encontrados foram

    aplicadas algumas tcnicas do TRIZ.

    A utilizao da metodologia TRIZ foi um ponto crucial no desenvolvimento do trabalho. A

    versatilidade de resoluo de problemas via TRIZ ajudou muito no estudo do desenvolvimento.

    Entre as ferramentas do mtodo TRIZ destaca-se a Anlise Substncia-Campo, devido sua

    versatilidade com mltiplos usos no s relacionado com a engenharia mas tambm a resolver

    problemas organizacionais. A possibilidade de sintetizar as 76 solues padro em 7 permite a

    quem a utiliza esta ferramenta ter maior facilidade de compreenso.

    A Matriz de Contradies tambm demonstrou ser uma ferramenta importante, apesar de estar

    mais limitada na resoluo de problemas mais tcnicos.

  • 74

    Trabalho futuro 6.2

    No seguimento do trabalho desenvolvido, deve ser aplicada a metodologia Lean diretamente nas

    linhas de produo, iniciando-se pelo 5S, procurando melhorar a organizao de alguns setores

    de montagem. Este processo poder levar algum tempo a ser desenvolvido, visto que durante o

    perodo de estgio, verificou-se alguma resistncia a mudanas de organizao por parte de

    alguns operadores. Sendo que a alterao nas bancadas de trabalho dever ser o ultimo passo a

    tomar, para no causar perturbao na dinmica da empresa.

    Aps esta anlise, dever aplicar-se ferramentas como o Mapeamento do Fluxo de Valor, tendo

    como principal objetivo a realizao de um diagnstico acerca do fluxo de valor existente na

    empresa. Esta deve ser executada nas duas unidades de produo, de modo a averiguar os fluxos

    internos entre as unidades de Alverca e Povos.

    Com a recente aquisio de uma mquina CNC, deveria ser feita uma anlise ao OEE de forma

    a extrair todas as potencialidades que esta mquina poder trazer produo.

    Com estas duas ferramentas apresentadas poder-se-ia verificar a existncia de problemas,

    principalmente das paragens devido a falhas de fornecimento dos materiais de montagem. E por

    fim, numa perspetiva mais alargada, aplicar o TOC (Teoria das Restries) para produtos

    altamente variveis. A aplicao do TOC permitir realizar a anlise das restries que podem

    ocorrer no sistema e, assim, calcular com maior preciso o tempo de montagem de uma

    mquina com todas as condicionantes associadas, sendo um dos fatores principais a

    customizao de cada UTA, sendo estas feitas em conformidade com desenhos enviados por

    clientes.

  • 75

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  • 79

    Anexo 1 - Tabelas da Matriz de

    Contradies

    Tabela 0.1 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 1-20 vs. Resultados Indesejados 1-13)

    (Altshuller, 1999)

    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

    15, 8 29, 17 29, 2 2, 8 8, 10 10, 36 10, 14 1, 35

    29, 34 38, 34 40, 28 15, 38 18, 37 37, 40 35, 40 19, 39

    10, 1 35, 30 5, 35 8, 10 13, 29 13, 10 26, 39

    29, 35 13, 2 14, 2 19, 35 10, 18 29, 14 1, 40

    8, 15 15, 17 7, 17 13, 4 17, 10 1, 8 1, 8 1, 8

    29, 34 4 4, 35 8 4 35 10, 29 15, 34

    35, 28 17, 7 35, 8 1, 14 13, 14 39, 37

    40, 29 10, 40 2, 14 35 15, 7 35

    2, 17 14, 15 7, 14 29, 30 19, 30 10, 15 5, 34 11, 2

    29, 4 18, 4 17, 4 4, 34 35, 2 36, 28 29, 4 13, 39

    30, 2 26, 7 1, 18 10, 15

    14, 18 9, 39 35, 36 36, 37

    2, 26 1, 7 1, 7 29, 4 15, 35 6, 35 1, 15 28, 10

    29, 40 4, 35 4, 17 38, 34 36, 37 36, 37 29, 4 1, 39

    35, 10 35, 8 2, 18 7, 2 34, 28

    19, 14 2, 14 37 35 35, 40

    2, 28 13, 14 29, 30 7, 29 13, 28 6, 18 35, 15 28, 33

    13, 38 8 34 34 15, 19 38, 40 18, 34 1, 18

    8, 1 18, 13 17, 19 19, 10 1, 18 15, 9 2, 36 13, 28 18, 21 10, 35 35, 10

    37, 18 1, 28 9, 36 15 36, 37 12, 37 18, 37 15, 12 11 40, 34 21

    10, 36 13, 29 35, 10 35, 1 10, 15 10, 15 6, 35 6, 35 36, 35 35, 4 35, 33

    37, 40 10, 18 36 14, 16 36, 28 36, 37 10 36 21 15, 10 2, 40

    8, 10 15, 10 29, 34 13, 14 5, 34 14, 4 7, 2 35, 15 35, 10 34, 15 33, 1

    29, 40 26, 3 5, 4 10, 7 4, 10 15, 22 35 34, 18 37, 40 10, 14 18, 4

    21, 35 26, 39 13, 15 2, 11 28, 10 34, 28 33, 15 10, 35 2, 35 22, 1

    2, 39 1, 40 1, 28 13 19, 39 35, 40 28, 18 21, 16 40 18, 4

    1, 8, 40 40, 26 1, 15 15, 14 3, 34 9, 40 10, 15 9, 14 8, 13 10, 18 10, 3 10, 30 13, 17

    15 27, 1 8, 35 28, 26 40, 29 28 14, 7 17, 15 26, 14 3, 14 18, 40 35, 40 35

    19, 5 2, 19 3, 17 10, 2 3, 35 19, 2 19, 3 14, 26 13, 3

    34, 31 9 19 19, 30 5 16 27 28, 25 35

    6, 27 1, 40 35, 34 39, 3

    19, 16 35 38 35, 23

    36, 22 22, 35 15, 19 15, 19 3, 35 34, 39 35, 6 2, 28 35, 10 35, 39 14, 22 1, 35

    6, 38 32 9 9 39, 18 40, 18 4 36, 30 3, 21 19, 2 19, 32 32

    19, 1 2, 35 19, 32 19, 32 2, 13 10, 13 26, 19 32, 3

    32 32 16 26 10 19 6 27

    12, 18 15, 19 35, 13 16, 26 23, 14 12, 2 19, 13

    28, 31 25 18 21, 2 25 29 17, 24

    19, 9 27, 4

    6, 27 29, 18

    Ca

    racte

    rstica

    s a

    me

    lho

    rar

    - -

    - 32, 30

    8, 35

    - - -36, 37-

    -

    - 28, 10

    -

    -

    - -

    - - -

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    20 Energia dispensada (objecto imvel) - -

    12, 28

    -

    19 Energia dispensada (objecto mvel) - - -

    -

    -

    17 Temperatura 35, 38

    18 Claridade - -

    -

    16 Durabilidade (objecto imvel) - - - -

    14 Resistncia

    15 Durabilidade (objecto mvel) - -

    12 Forma -

    13 Estabilidade do objecto 37 39

    10 Fora 28, 10

    11 Tenso, presso 35, 24

    9 Velocidade - - - -

    8 Volume (objecto imvel) - - - -19, 14 24, 35

    7 Volume (objecto mvel) - - -

    6 rea (objecto imvel) - - - - 2, 38-

    - -

    4 Comprimento (objecto imvel) - - -

    CaractersticasResultados indesejados

    3 Comprimento (objecto mvel) - - -

    -

    2 Peso (objecto imvel) - - -

    1 Peso (objecto mvel) - -

    5 rea (objecto mvel) -

  • 80

    Tabela 0.2 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 1-20 vs. Resultados Indesejados 14-26)

    (Altshuller, 1999)

    14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

    28, 27 5, 34 6, 29 19, 1 35, 12 12, 36 6, 2 5, 35 10, 24 10, 35 3, 26

    18, 40 31, 35 4, 38 32 34, 31 18, 31 34, 19 3, 31 35 20, 28 18, 31

    28, 2 2, 27 28, 19 19, 32 18, 19 15, 19 18, 19 5, 8 10, 15 10, 20 19, 6

    10, 27 19, 6 32, 22 35 28, 1 18, 22 28, 15 13, 30 35 35, 26 18, 26

    8, 35 10, 15 8, 35 7, 2 4, 29 15, 2

    29, 34 19 24 35, 39 23, 10 29

    15, 14 1, 40 3, 35 10, 28 30, 29

    28, 26 35 38, 18 24, 35 14

    3, 15 2, 15 15, 32 19, 10 15, 17 10, 35 29, 30

    40, 14 16 19, 13 32, 18 30, 26 2, 39 6, 13

    2, 10 35, 39 17, 7 10, 14 10, 35 2, 18

    19, 30 38 30 18, 39 4, 18 40, 4

    9, 14 6, 35 34, 39 2, 13 35, 6 7, 15 36, 39 2, 6 29, 30

    15, 7 4 10, 18 10 13, 18 13, 16 34, 10 34, 10 7

    9, 14 35, 34 35, 6 10, 39 35, 16

    17, 15 38 4 35, 34 32, 18

    8, 3 3, 19 28, 30 10, 13 8, 15 19, 35 14, 20 10, 13 10, 19

    26, 14 35, 5 36, 2 19 35, 38 38, 2 19, 35 28, 38 29, 38

    35, 10 35, 10 19, 17 1, 16 19, 35 8, 35 10, 37 14, 29

    14, 27 21 10 36, 37 18, 37 40, 5 36 18, 36

    9, 18 19, 3 35, 39 14, 24 10, 35 2, 36 10, 36 37, 36 10, 14

    3, 40 27 19, 2 10, 37 14 25 3, 37 4 36

    30, 14 14, 26 22, 14 13, 15 2, 6 4, 6 35, 29 14, 10

    10, 40 9, 25 19, 32 32 34, 14 2 3, 5 34, 17

    17, 9 13, 27 39, 3 35, 1 32, 3 27, 4 32, 35 14, 2 2, 14 15, 32

    15 10, 35 35, 23 32 27, 15 29, 18 27, 31 39, 6 30, 40 35

    27, 3 30, 10 19, 35 10, 26 35, 28 29, 3 29, 10

    26 40 10 35, 28 31, 40 28, 10 27

    27, 3 19, 35 2, 19 28, 6 19, 10 28, 27 20, 10 3, 35

    10 39 4, 35 35, 18 35, 38 3, 18 28, 18 10, 40

    19, 18 27, 16 28, 20 3, 35

    36, 40 18, 38 10, 16 31

    10, 30 19, 13 19, 18 32, 30 19, 15 2, 14 21, 17 21, 36 35, 28 3, 17

    22, 40 39 36, 40 21, 16 3, 17 17, 25 35, 38 29, 31 21, 18 30, 39

    2, 19 32, 35 32, 1 32, 35 13, 16 19, 1

    6 19 19 1, 15 1, 6 26, 17

    5, 19 28, 35 19, 24 2, 15 6, 19 12, 22 35, 24 35, 38 34, 23

    9, 35 6, 18 3, 14 19 37, 18 15, 24 18, 5 19, 18 16, 18

    19, 2 28, 27 3, 35

    35, 32 18, 31 31

    Ca

    racte

    rstica

    s a

    me

    lho

    rar

    29, 35

    -

    35, 3

    36, 22

    1, 19

    14

    35

    -

    13, 1

    1, 24

    24, 26

    30, 26

    30, 16

    2, 22

    13, 26

    -

    -

    -

    -

    -

    10

    -

    -

    -

    -

    -

    35

    -

    -

    26, 4

    -

    35, 27

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    -

    -- - - -

    -

    13, 19

    35, 19

    - 17, 32

    6, 28

    1, 35-

    -

    -

    20 Energia dispensada (objecto imvel) 35 - -

    19 Energia dispensada (objecto mvel) -

    18 Claridade 32 1, 6-

    - -

    - 10

    17 Temperatura

    16 Durabilidade (objecto imvel) - - - - 16

    14 Resistncia

    15 Durabilidade (objecto mvel)

    12 Forma

    13 Estabilidade do objecto

    11 Tenso, presso

    - -

    9 Velocidade

    -

    -

    14, 15

    8 Volume (objecto imvel) - - - 30, 6

    10 Fora

    7 Volume (objecto mvel) 35

    6 rea (objecto imvel) 40 - -

    -

    5 rea (objecto mvel) 6, 3 19, 32

    4 Comprimento (objecto imvel) 3, 25 - 12, 8

    2 Peso (objecto imvel) -

    -

    32

    -

    CaractersticasResultados indesejados

    1 Peso (objecto mvel)

    35, 19

    -

    -

    -

    19, 2

    -

    -

    3 Comprimento (objecto mvel) 19

  • 81

    Tabela 0.3 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 1-20 vs. Resultados Indesejados 27-39)

    (Altshuller, 1999)

    27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39

    3, 11 28, 27 28, 35 22, 21 22, 35 27, 28 35, 3 2, 27 29, 5 26, 30 28, 29 26, 35 35, 3

    1, 27 35, 26 26, 18 18, 27 31, 39 1, 36 2, 24 28, 11 15, 8 36, 34 26, 32 18, 19 24, 37

    10, 28 18, 26 10,1 2, 19 35, 22 28, 1 6, 13 2, 27 19, 15 1, 10 25, 28 2, 26 1, 28

    8, 3 28 35, 17 22, 37 1, 39 9 1, 32 28, 11 29 26, 39 17, 15 35 15, 35

    10, 14 28, 32 10, 28 1, 15 1, 29 15, 29 1, 28 14, 15 1, 19 35, 1 17, 24 14,4

    29, 40 4 29, 37 17, 24 17 35, 4, 7 10 1, 16 26, 24 26, 24 26, 16 28, 29

    15, 29 32, 28 2, 32 15, 17 30, 14

    28 3 10 27 7, 26

    26, 28 22, 33 17, 2 13, 1 15, 17 15, 13 14, 1 2, 36 14, 30 10, 26

    32, 3 28, 1 18, 39 26, 24 13, 16 10, 1 13 26, 18 28, 23 34, 2

    32, 35 26, 28 2, 29 27, 2 22, 1 1, 18 2, 35 10, 15

    40, 4 32, 3 18, 36 39, 35 40 36 30, 18 17, 7

    14, 1 25, 28 22, 21 17, 2 29, 1 15, 13 29, 26 35, 34 10, 6

    40, 11 2, 16 27, 35 40, 1 40 30, 12 4 16, 24 2, 34

    2, 35 35, 10 34, 39 30, 18 2, 17 35, 37

    16 25 19, 27 35, 4 26 10, 2

    11, 35 28, 32 10, 28 1, 28 2, 24 35, 13 32, 28 34, 2 15, 10 10, 28 3, 34

    27, 28 1, 24 32, 35 35, 23 35, 21 8, 1 13, 12 28, 27 26 4, 34 27, 16

    3, 35 35, 10 28, 29 1, 35 13, 3 15, 37 1, 28 15, 1 15, 17 26, 35 36, 37 3, 28

    13, 21 23, 24 37, 36 40, 18 36, 24 18, 1 3, 25 11 18, 20 10, 18 10, 19 35, 37

    10, 13 6, 28 22, 2 2, 33 1, 35 19, 1 2, 36 10, 14

    19, 35 25 37 27, 18 16 35 37 35, 37

    10, 40 28, 32 32, 30 22, 1 1, 32 32, 15 2, 13 1, 15 16, 29 15, 13 15, 1 17, 26

    16 1 40 2, 35 17, 28 26 1 29 1, 28 39 32 34, 10

    35, 24 35, 40 32, 35 2, 35 35, 30 2, 35 35, 22 1, 8 23, 35

    30, 18 27, 39 30 10, 16 34, 2 22, 26 39, 23 35 40, 3

    3, 27 18, 35 15, 35 11,3 32, 40 27, 11 15, 3 2, 13 27, 3 29, 35

    16 37, 1 22, 2 10, 32 28, 2 3 32 25, 28 15, 40 10, 14

    11, 2 3, 27 22, 15 21, 39 27, 1 29, 10 1, 35 10, 4 19, 29 35, 17

    13 16, 40 33, 28 16, 22 4 27 13 29, 15 39, 35 14, 19

    34, 27 10, 26 17, 1 25, 34 20, 10

    6, 40 24 40, 33 6, 35 16, 38

    19, 35 32, 19 22, 33 22, 35 4, 10 2, 18 2, 17 3, 27 26, 2 15, 28

    3, 10 24 35, 2 2, 24 16 27 16 35, 31 19, 16 35

    11, 15 35, 19 19, 35 28, 26 15, 17 15, 1 6, 32 2, 26 2, 25

    32 32, 39 28, 26 19 13, 16 19 13 10 16

    19, 21 3, 1 1, 35 2, 35 28, 26 1, 15 15, 17 2, 29 12, 28

    11, 27 32 6, 27 6 30 17, 28 13, 16 27, 28 35

    10, 36 10, 2 19, 22 19, 35

    23 22, 37 18 16, 25

    Ca

    racte

    rstica

    s a

    me

    lho

    rar

    CaractersticasResultados indesejados

    1 Peso (objecto mvel)

    2 Peso (objecto imvel)

    5 rea (objecto mvel) 2, 32

    4 Comprimento (objecto imvel) - 2, 25

    3 Comprimento (objecto mvel) 17, 15

    7 Volume (objecto mvel) 15, 29 26, 1

    6 rea (objecto imvel) 40, 16

    9 Velocidade

    8 Volume (objecto imvel) - 35 -

    14 Resistncia 11, 3 3, 27

    13 Estabilidade do objecto 35, 19

    12 Forma

    11 Tenso, presso 3, 35 11

    10 Fora

    17 Temperatura 26, 27

    16 Durabilidade (objecto imvel) - 22

    15 Durabilidade (objecto mvel) 3 12, 27

    - -20 Energia dispensada (objecto imvel) - -

    32, 15

    19 Energia dispensada (objecto mvel) - 19, 35 35, 36

    18 Claridade - 3, 32

    29, 9

    -

    26, 28

    13 18

    24

    1, 4 - -

    35, 10 1 1

    2

    16, 4 16

    1

    1, 18

    15, 19

    35, 1

    26, 27

    1, 26 -

    15, 30

    15, 16 23

    10

    2

    10, 18

    3 1, 35 26

    -

    35

    1, 6

    15

    6, 10

    - 1

    32, 2

    -

    1, 31 -

    -

    2, 35

    35, 24

  • 82

    Tabela 0.4 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 21-39 vs. Resultados Indesejados 1-13)

    (Altshuller, 1999)

    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

    8, 36 19, 26 1, 10 17, 32 35, 6 30, 6 15, 35 26, 2 22, 10 29, 14 35, 32

    38, 31 17, 27 35, 37 13, 38 38 25 2 36, 35 35 2, 40 15, 31

    15, 6 19, 6 7, 2 6, 38 15, 26 17, 7 7, 18 16, 35 14, 2

    19, 28 18, 9 6, 13 7 17, 30 30, 18 23 38 39, 6

    35, 6 35, 6 14, 29 10, 28 35, 2 10, 18 1, 29 3, 39 10, 13 14, 15 3, 36 29, 35 2, 14

    23, 40 22, 32 10, 39 24 10, 31 39, 31 30, 36 18, 31 28, 38 18, 40 37, 10 3, 5 30, 40

    10, 24 10, 35

    35 5

    10, 20 10, 20 15, 2 30, 24 26, 4 10, 35 2, 5 35, 16 10, 37 37, 36 4, 10 35, 3

    37, 35 26, 5 29 14, 5 5, 16 17, 4 34, 10 32, 18 36, 5 4 34, 17 22, 5

    35, 6 27, 26 29, 14 15, 14 2, 18 15, 20 35, 29 35, 14 10, 36 15, 2

    18, 31 18, 35 35, 18 29 40, 4 29 34, 28 3 14, 3 17, 40

    3, 8 3, 10 15, 9 15, 29 17, 10 32, 35 3, 10 2, 35 21, 35 8, 28 10, 24 35, 1

    10, 40 8, 28 14, 4 28, 11 14, 16 40, 4 14, 24 24 11, 28 10, 3 35, 19 16, 11

    32, 35 28, 35 28, 26 32, 28 26, 28 26, 28 32, 13 28, 13 6, 28 6, 28 32, 35

    26, 28 25, 26 5, 16 3, 16 32, 3 32, 3 6 32, 24 32 32 13

    28, 32 28, 35 10, 28 2, 32 28, 33 2, 29 32, 28 25, 10 10, 28 28, 19 32, 30

    13, 18 27, 9 29, 37 10 29, 32 18, 36 2 35 32 34, 36 40

    22, 21 2, 22 17, 1 22, 1 27, 2 22, 23 34, 39 21, 22 13, 35 22, 2 22, 1 35, 24

    27, 39 13, 24 39, 4 33, 28 39, 35 37, 35 19, 27 35, 28 39, 18 37 3, 35 30, 18

    19, 22 35, 22 17, 15 17, 2 22, 1 17, 2 30, 18 35, 28 35, 28 2, 33 35, 40

    15, 39 1, 39 16, 22 18, 39 40 40 35, 4 3, 23 1, 40 27, 18 27, 39

    28, 29 1, 27 1, 29 15, 17 13, 1 13, 29 35, 13 35, 19 1, 28 11, 13

    15, 16 36, 13 13, 17 27 26, 12 1, 40 8, 1 1, 37 13, 27 1

    25, 2 6, 13 1, 17 1, 17 18, 16 1, 16 4, 18 18, 13 28, 13 2, 32 15, 34 32, 35

    13, 15 1, 25 13, 12 13, 16 15, 39 35, 15 39, 31 34 35 12 29, 28 30

    2, 27 2, 27 1, 28 3, 18 15, 13 25, 2 1, 11 1, 13

    35, 11 35, 11 10, 25 31 32 35, 11 10 2, 4

    1, 6 19, 15 35, 1 1, 35 35, 30 15, 35 35, 10 15, 17 15, 37 35, 30

    15, 8 29, 16 29, 2 16 29, 7 29 14 20 1, 8 14

    26, 30 2, 26 1, 19 14, 1 34, 26 34, 10 19, 1 29, 13 2, 22

    34, 36 35, 39 26, 24 13, 16 6 28 35 28, 15 17, 19

    27, 26 6, 13 16, 17 2, 13 2, 39 29, 1 2, 18 3, 4 36, 28 35, 36 27, 13 11, 22

    28, 13 28, 1 26, 24 18, 17 30, 16 4, 16 26, 31 16, 35 40, 19 37, 32 1, 39 39, 30

    28, 26 28, 26 14, 13 17, 14 35, 13 15, 32

    18, 35 35, 10 17, 28 13 16 11, 13

    35, 26 28, 27 18, 4 30, 7 10, 26 10, 35 2, 6 35, 37 28, 15 10, 37 14, 10 35, 3

    24, 37 15, 3 28, 38 14, 26 34, 31 17, 7 34, 10 10, 2 10, 36 14 34, 40 22, 39

    37 Complexidade no controlo

    15, 16

    36 Complexidade do dispositivo 6, 36

    26

    34 Reparabilidade

    35 Adaptabilidade

    30 Factores prejudiciais que actuam sobre o objecto

    33 Convenincia de uso -

    28 Preciso de medio

    1, 18

    31 Efeitos colaterais prejudiciais -

    32 Manufaturabilidade

    29 Preciso de fabrico

    27 Fiabilidade

    16, 40

    26 Quantidade de matria -

    25 Perda de tempo

    24 Perda de informao 1, 26

    23 Perda de massa

    22 Perda de energia 7

    26 30, 26 30, 16 -

    CaractersticasResultados indesejados

    21 Potncia - 19, 38

    Ca

    racte

    rstica

    s a

    me

    lho

    rar

    39 Produtividade -

    38 Nvel de automao

    16, 25

    26 1, 16

    28, 10 2, 3523 - -

    -

    -

    - -

    35, 16

    26, 32 -2, 22

    - 35, 14

    35

    1

    -

    36, 38 -

    18, 1

    -

    -

    -

    32, 2

    3, 35 30, 18

    35, 1

    35, 12

    34, 9 13 2, 35

    26, 16

    13, 35

  • 83

    Tabela 0.5 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 21-39 vs. Resultados Indesejados 14-26)

    (Altshuller, 1999)

    14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

    26, 10 19, 35 2, 14 16, 6 16, 6 10, 35 28, 27 35, 20 4, 34

    28 10, 38 17, 25 19 19, 37 38 18, 38 10, 6 19

    19, 38 1, 13 35, 27 10, 18 7, 18

    7 32, 15 2, 37 32, 7 25

    35, 28 28, 27 27, 16 21, 36 1, 6 35, 18 28, 27 28, 27 35, 27 15, 18 6, 3

    31, 40 3, 18 18, 38 39, 31 13 24, 5 12, 31 18, 38 2, 31 35, 10 10, 24

    24, 26 24, 28

    28, 32 35

    29, 3 20, 10 28, 20 35, 29 1, 19 35, 38 35, 20 10, 5 35, 18 24, 26 35, 38

    28, 18 28, 18 10, 16 21, 18 26, 17 19, 18 10, 6 18, 32 10, 39 28, 32 18, 16

    14, 35 3, 35 3, 35 3, 17 34, 29 3, 35 7, 18 6, 3 24, 28 35, 38

    34, 10 10, 40 31 39 16, 18 31 25 10, 24 35 18, 16

    2, 35 34, 27 3, 35 11, 32 21, 11 21, 11 10, 11 10, 35 10, 30 21, 28

    3, 25 6, 40 10 13 27, 19 26, 31 35 29, 39 4 40, 3

    28, 6 28, 6 10, 26 6, 19 6, 1 3, 6 3, 6 26, 32 10, 16 24, 34 2, 6

    32 32 24 28, 24 32 32 32 27 31, 28 28, 32 32

    3, 27 13, 32 35, 31 32, 26

    40 2 10, 24 28, 18

    18, 35 22, 15 17, 1 22, 33 1, 19 1, 24 10, 2 19, 22 21, 22 33, 22 22, 10 35, 18 35, 33

    37, 1 33, 28 40, 33 35, 2 32, 13 6, 27 22, 37 31, 2 35, 2 19, 40 2 34 29, 31

    15, 35 15, 22 21, 39 22, 35 19, 24 2, 35 19, 22 2, 35 21, 35 10, 1 10, 21 3, 24

    22, 2 33, 31 16, 22 2, 24 39, 32 6 18 18 2, 22 34 29 39, 1

    1, 3 27, 1 27, 26 28, 24 28, 26 27, 1 15, 34 32, 24 35, 28 35, 23

    10, 32 4 18 27, 1 27, 1 12, 24 33 18, 16 34, 4 1, 24

    32, 40 29, 3 1, 16 26, 27 13, 17 1, 13 35, 34 2, 19 28, 32 4, 10 4, 28

    3, 28 8, 25 25 13 1, 24 24 2, 10 13 2, 24 27, 22 10, 34

    11, 1 11, 29 15, 1 15, 1 15, 10 15, 1 2, 35 32, 1 2, 28

    2, 9 28, 27 13 28, 16 32, 2 32, 19 34, 27 10, 25 10, 25

    35, 3 13, 1 27, 2 6, 22 19, 35 19, 1 18, 15 15, 10 3, 35

    32, 6 35 3, 35 26, 1 29, 13 29 1 2, 13 15

    2, 13 10, 4 2, 17 24, 17 27, 2 20, 19 10, 35 35, 10 13, 3

    28 28, 15 13 13 29, 28 30, 34 13, 2 28, 29 27, 10

    27, 3 19, 29 25, 34 3, 27 2, 24 19, 35 19, 1 35, 3 1, 18 35, 33 18, 28 3, 27

    15, 28 39, 25 6, 35 35, 16 26 16 16, 10 15, 19 10, 24 27, 22 32, 9 29, 18

    26, 2 8, 32 2, 32 28, 2 35, 10 24, 28

    19 19 13 27 18, 5 35, 30

    29, 28 35, 10 20, 10 35, 21 26, 17 35, 10 35, 20 28, 10 28, 10 13, 15

    10, 18 2, 18 16, 38 28, 10 19, 1 38, 19 10 29, 35 35, 23 23

    35, 38

    -

    1

    12, 35

    35, 28

    6, 29

    - 35, 38

    -

    4, 10 -

    -

    - -

    3, 32 32, 2 32, 2-

    1, 4 19, 35

    -

    -

    36, 23

    1

    -

    10, 28

    - 10, 19

    35, 16

    1

    2, 16

    -

    25, 13 6, 9 - 23, 28 35, 33 35, 13

    -

    -

    1, 22

    - - 10, 19 19, 10 -

    19, 10-

    39 Produtividade

    16

    26 - -

    - 10

    11, 28

    37 Complexidade no controlo

    38 Nvel de automao

    36 Complexidade do dispositivo

    35 Adaptabilidade

    33 Convenincia de uso

    34 Reparabilidade

    31 Efeitos colaterais prejudiciais

    32

    Quantidade de matria 35

    Manufaturabilidade

    29 Preciso de fabrico - 32, 30

    30 Factores prejudiciais que actuam sobre o objecto

    3, 27 - 19, 26

    23 Perda de massa

    24 Perda de informao 10 - 19

    CaractersticasResultados indesejados

    Ca

    racte

    rstica

    s a

    me

    lho

    rar

    21 Potncia

    22 Perda de energia 3, 38

    27 Fiabilidade

    28 Preciso de medio - -

    25 Perda de tempo

    26

  • 84

    Tabela 0.6 - Tabela de Contradies (Caractersticas a Melhorar 21-39 vs. Resultados Indesejados 27-39)

    (Altshuller, 1999)

    27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39

    19, 24 32, 15 19, 22 2, 35 26, 10 26, 35 35, 2 19, 17 20, 19 19, 35 28, 2 28, 35

    26, 31 2 31, 2 18 34 10 10, 34 34 30, 34 16 17 34

    11, 10 21, 22 21, 35 35, 32 35, 3 28, 10

    35 35, 2 2, 22 1 15, 23 29, 35

    10, 29 16, 34 35, 10 33, 22 10, 1 15, 34 32, 28 2, 35 15, 10 35, 10 35, 18 35, 10 28, 35

    39, 35 31, 18 24, 31 30, 40 34, 29 33 2, 24 34, 27 2 28, 24 10, 13 18 10, 23

    10, 28 22, 10 10, 21 13, 23

    23 1 22 15

    10, 30 24, 34 24, 26 35, 18 35, 22 35, 28 4, 28 32, 1 18, 28 24, 28

    4 28, 32 28, 18 34 18, 39 34, 4 10, 34 10 32, 10 35, 30

    18, 3 13, 2 35, 33 3, 35 29, 1 35, 29 2, 32 15, 3 3, 13 3, 27 13, 29

    28, 40 28 29, 31 40, 39 35, 27 25, 10 10, 25 29 27, 10 29, 18 3, 27

    32, 3 11, 32 27, 35 35, 2 27, 17 13, 35 13, 35 27, 40 11, 13 1, 35

    11, 23 1 2, 40 40, 26 40 8, 24 1 28 27 29, 38

    5, 11 28, 24 3, 33 6, 35 1, 13 1, 32 13, 35 27, 35 26, 24 28, 2 10, 34

    1, 23 22, 26 39, 10 25, 18 17, 34 13, 11 2 10, 34 32, 28 10, 34 28, 32

    11, 32 26, 28 4, 17 1, 32 26, 2 26, 28 10, 18

    1 10, 36 34, 26 35, 23 18 18, 23 32, 39

    27, 24 28, 33 26, 28 24, 35 2, 25 35, 10 35, 11 22, 19 22, 19 33, 3 22, 35

    2, 40 23, 26 10, 18 2 28, 39 2 22, 31 29, 40 29, 40 34 13, 24

    24, 2 3, 33 4, 17 19, 1 2, 21 22, 35

    40, 39 26 34, 26 31 27, 1 18, 39

    1, 35 2, 5 35, 1, 25 2, 13 27, 26 6, 28 8, 28 35, 1

    12, 18 13, 16 11, 9 15 1 11, 1 1 10, 28

    17, 27 25, 13 1, 32 2, 25 2, 5 12, 26 15, 34 32, 26 1, 34 15, 1

    8, 40 2, 34 35, 23 28, 39 12 1, 32 1, 16 12, 17 12, 3 28

    11, 10 10, 2 35, 10 1, 35 1, 12 7, 1 35, 1, 25 34, 35 1, 32

    1, 16 13 2, 16 11, 10 26, 15 4, 16 13, 11 7, 13 10

    35, 13 35, 5 35, 11 1, 13 15, 34 1, 16 15, 29 27, 34 35, 28

    8, 24 1, 10 32, 31 31 1, 16, 7 7, 4 37, 28 35 6, 37

    13, 35 2, 26 26, 24 22, 19 27, 26 27, 9 29, 15 15, 10 15, 1 12, 17

    1 10, 34 32 29, 40 1, 13 26, 24 28, 37 37, 28 24 28

    27, 40 26, 24 22, 19 5, 28 15, 10

    28, 8 32, 28 29, 28 11, 29 37, 28

    11, 27 28, 26 28, 26 1, 26 1, 12 1, 35 27, 4 15, 24 34, 27 5, 12

    32 10, 34 18, 23 13 34, 3 13 1, 35 10 25 35, 26

    1, 35 1, 10 18, 10 22, 35 35, 22 35, 28 1, 28 1, 32 1, 35 12, 17 35, 18 5, 12

    10, 38 34, 28 32, 1 13, 24 18, 39 2, 24 7, 19 10, 25 28, 37 28, 24 27, 2 35, 26

    23 Perda de massa

    Perda de energia 32 - -

    CaractersticasResultados indesejados

    Ca

    racte

    rstica

    s a

    me

    lho

    rar

    21 Potncia 32, 2

    22

    28 Preciso de medio

    29 Preciso de fabrico

    27 Fiabilidade

    35, 33

    25 Perda de tempo

    26 Quantidade de matria

    32 27, 22 - - -24 Perda de informao - -

    33, 30

    31 Efeitos colaterais prejudiciais 2

    32 Manufaturabilidade --

    - 25, 10 -

    30 Factores prejudiciais que actuam sobre o objecto

    36 Complexidade do dispositivo 19, 1

    35 Adaptabilidade - 1

    33 Convenincia de uso

    34 Reparabilidade 25, 10 -

    -

    -

    -

    39 Produtividade

    2, 33

    37 Complexidade no controlo

    38 Nvel de automao

    - 2, 21

    2

    2, 5 35, 18

    -

    -

    -

    -

    - -

    -24, 2

    -

    1, 13

    2, 19 -

    12, 26 1, 15 34, 21

    -

    8, 35

    1, 11

    -

    - - -

    7, 33 2

    35, 28 6, 29

    35

  • 85

    Anexos 2 - Princpios Inventivos da

    Matriz de Contradies

    Princpio 1 Segmentao:

    A. Dividir o objeto em partes independentes

    B. Secionar o objeto (para facilitar a montagem e desmontagem)

    C. Aumentar o grau de segmentao do objeto

    Princpio 2 - Extrao (Extrao, Recuperao, Remoo):

    A. Extrair do objeto a parte ou a propriedade que perturba

    B. Extrair do objeto apenas a parte ou a propriedade necessria

    Princpio 3 - Qualidade Local:

    A. Providenciar a transio de uma estrutura homognea de um objeto ou ambiente externo

    (ao) para uma estrutura heterognea

    B. Fazer com que os diferentes componentes do objeto executem funes diferentes

    C. Colocar cada parte do objeto em condies mais favorveis para o seu funcionamento

    Princpio 4 Assimetria:

    A. Substituir uma forma simtrica por uma forma assimtrica

    B. Se um objeto j for assimtrico, aumentar o seu grau de assimetria

    Princpio 5 Combinao:

    A. Combinar no espao os objetos homogneos ou objetos destinados a operaes contguas

    B. Combinar no tempo as operaes homogneas ou contguas

    Princpio 6 Universalidade:

    A. Se um objeto servir para realizar vrias funes, assim, poder-se- eliminar os outros

    elementos

  • 86

    Princpio 7 Nidificao:

    A. Colocar o objeto dentro de outro, que, por sua vez, colocado no interior de um terceiro

    objeto, etc.

    B. Passar o objeto atravs de uma cavidade num outro objeto

    Princpio 8 Contrapeso:

    A. Compensar o peso de um objeto juntando-o com um outro objeto que gera uma fora de

    elevao

    B. Compensar o peso de um objeto com foras aerodinmicas ou hidrodinmicas geradas pelo

    meio ambiente

    Princpio 9 Contra-Ao Prvia:

    A. Realizar uma contra-ao por antecipao

    B. Submeter o objeto ao pr-carregamento com contra tenso para compensar tenses

    excessivas ou indesejveis

    Princpio 10 Ao Prvia:

    A. Realizar as alteraes necessrias num objeto com antecedncia total ou parcial

    B. Colocar os objetos com antecedncia de modo que eles possam entrar em ao no momento

    oportuno e numa posio conveniente

    Princpio 11 Amortecimento Prvio:

    A. Compensar a confiabilidade relativamente baixa de um objeto com contramedidas tomadas

    com antecedncia

    Princpio 12 Equipotencialidade:

    A. Alterar as condies de trabalho, de modo que um objeto no precise de ser levantado ou

    abaixado

    Princpio 13 Inverso:

  • 87

    A. Em vez de uma aco ditada pelas especificaes do problema, aplicar uma aco oposta

    (por exemplo, arrefecimento em vez de aquecimento)

    B. Transformar elemento mvel do objeto ou do meio ambiente em imvel e o elemento

    imvel em mvel

    Princpio 14 Esfericidade:

    A. Substituir os elementos lineares por curvilneos, as superfcies planas por superfcies

    esfricas e as formas cbicas por formas esferoidais

    B. Usar rolos, esferas, espirais

    C. Substituir movimento linear por movimento rotativo; utilizar foras centrfugas

    Princpio 15 Dinamismo:

    A. Ajustar as caractersticas do objeto ou do meio ambiente ao melhor desempenho em cada

    fase do funcionamento

    B. Se um objeto for imvel, torn-lo mvel. Tornar o objeto intermutvel

    C. Dividir o objeto em partes que possam mudar de posio relativamente a cada uma das

    outras partes

    Princpio 16 - Ao Parcial ou Excessiva:

    A. Se for difcil obter o efeito desejado a 100%, alcanar mais ou menos o efeito desejado

    Princpio 17 Transio para uma Nova Dimenso:

    A. Providenciar a transio do movimento ou localizao unidimensionais em bidimensionais;

    dos bidimensionais em tridimensionais, etc.

    B. Utilizar composio de objetos em vrios nveis

    C. Inclinar o objeto ou coloc-lo de lado

    D. Utilizar o lado oposto de uma dada superfcie

    E. Projetar linhas ticas nas reas adjacentes ou no lado oposto do objeto

    Princpio 18 - Vibraes Mecnicas:

    A. Utilizar oscilao

    B. Se oscilao j existir, aumentar a sua frequncia at ultrassnica

  • 88

    C. Usar a frequncia de ressonncia

    D. Substituir as vibraes mecnicas por piezo-vibraes

    E. Usar vibraes ultrassnicas em conjunto com um campo electromagntico

    Princpio 19 Ao Peridica:

    A. Substituir uma ao contnua por uma peridica (impulso)

    B. Se uma ao j peridica, mudar a sua frequncia

    C. Aproveitar os intervalos entre os impulsos para realizar aes adicionais

    Princpio 20 - Continuidade de uma Ao til:

    A. Realizar aes sem interrupes. Todos os elementos do objeto devem operar em plena

    capacidade

    B. Remover movimentos em repouso e intermdios

    C. Substituir movimentos vai-e-vem por rotativos

    Princpio 21 Corrida Apressada:

    A. Realizar operaes prejudiciais ou perigosas a uma velocidade muito alta

    Princpio 22 Converso de Prejuzo em Proveito:

    A. Utilizar fatores nocivos (especialmente os ambientais) para obter um efeito positivo

    B. Remover um fator prejudicial combinando-o com um outro fator prejudicial

    C. Aumentar a intensidade de ao nociva at que esta deixe de ser prejudicial

    Princpio 23 Reao:

    A. Introduzir reao

    B. Se a reao j existir, mud-la

    Princpio 24 Mediao:

    A. Usar um objeto intermedirio para transferir ou executar uma ao

    B. Ligar temporariamente o objeto original a um outro que seja fcil de remover

  • 89

    Princpio 25 Autosservio:

    A. Providenciar que o objeto, alm de servir a si prprio, realize tambm operaes

    suplementares e de reparao

    B. Fazer uso dos materiais e da energia desperdiados

    Princpio 26 Cpia:

    A. Usar uma cpia simples e barata, em vez do objeto original, se este for complexo, caro,

    frgil ou inconveniente em funcionamento

    B. Se uma cpia tica visvel j for utilizada, substitu-la por uma cpia infravermelha ou

    ultravioleta

    C. Substituir o objeto (ou sistema de objetos) pela sua imagem tica. A imagem pode ser

    reduzida ou aumentada.

    Princpio 27 - Objeto Econmico com Vida Curta em Vez de Outro Dispendioso e Durvel:

    A. Substituir um objeto caro por um outro mais barato, mesmo comprometendo outras

    propriedades (por exemplo, durabilidade)

    Princpio 28 - Substituio do Sistema Mecnico:

    A. Substituir um sistema mecnico por um sistema tico, acstico, trmico ou olfativo

    B. Usar um campo eltrico, magntico ou eletromagntico para a interao com o objeto

    C. Substituir campos:

    Campos estacionrios por campos mveis

    Campos fixos por campos que mudam com o tempo

    Campos aleatrios por campos estruturados

    D. Utilizar campos em conjunto com partculas ferromagnticas

    Princpio 29 - Utilizao de Sistemas Pneumticos ou Hidrulicos:

    A. Substituir as peas slidas de um objeto por gs ou lquido. Estas peas podem usar ar ou

    gua para insuflar, ou usar amortecedores pneumticos ou hidrostticos

    Princpio 30 - Membranas Flexveis ou Pelculas Finas:

    A. Substituir construes tradicionais por membranas flexveis ou pelculas finas

  • 90

    B. Isolar o objeto do meio ambiente utilizando membranas flexveis ou pelculas finas

    Princpio 31 - Utilizao de Materiais Porosos:

    A. Tornar o objeto poroso ou adicionar elementos porosos (insero, revestimentos, etc.)

    B. Se o objeto j for poroso, preencher os poros com alguma substncia

    Princpio 32 - Mudana de Cor:

    A. Alterar a cor do objeto ou do seu ambiente

    B. Alterar o grau de translucidez do objeto ou do seu ambiente

    C. Usar aditivos coloridos para observar objetos ou processos que so difceis de ver

    D. Se tais aditivos j forem utilizados, aplicar traos luminescentes ou atmicos

    Princpio 33 Homogeneidade:

    A. Fazer objetos que interagem com o objeto principal do mesmo material (ou de material com

    caractersticas semelhantes) do material do objeto principal

    Princpio 34 - Rejeio e Recuperao de Componentes:

    A. Depois de ter concludo a sua funo ou de se tornar intil, rejeitar (descartar, dissolver,

    evaporar, etc.) o elemento do objeto ou modific-lo durante o processo de trabalho deste

    B. Reparar os elementos do objeto durante o seu trabalho

    Princpio 35 - Transformao do Estado Fsico ou Qumico:

    A. Alterar o estado fsico do sistema

    B. Alterar a concentrao ou densidade

    C. Alterar o grau de flexibilidade

    D. Alterar a temperatura ou volume

    Princpio 36 Mudana de Fase:

    A. Usar o fenmeno de mudana de fase (por exemplo, a alterao do volume, a libertao ou a

    absoro de calor, etc.)

  • 91

    Princpio 37 - Expanso Trmica:

    A. Usar a expanso ou contrao de material alterando a temperatura

    B. Usar vrios materiais com diferentes coeficientes de expanso trmica

    Princpio 38 Utilizao de Oxidantes Fortes:

    A. Obter transio de um nvel de oxidao para um nvel mais alto

    Do ar ambiente para ar oxigenado

    Do ar oxigenado para oxignio

    Do oxignio para oxignio ionizado

    Do oxignio ionizado para oxignio ozonado

    Do oxignio ozonado para ozono

    Do ozono para oxignio singleto

    Princpio 39 - Ambiente Inerte:

    A. Substituir o ambiente normal por um inerte

    B. Introduzir uma substncia neutra ou aditivos ao objeto

    C. Realizar o processo em vcuo

    Princpio 40 - Materiais Compsitos:

    A. Substituir materiais homogneos por compsitos

  • 92

    Anexo 3 Classes da Anlise

    Substncia Campo

    Na Analise Substncia-Campo existem 76 solues standard, estas podem ser categorizadas em 5

    classes (Altshuller, 1999):

    Classe 1 Construo ou destruio de Substncia-Campo

    Tabela 0.1 - Classe 1 das Solues-Padro

    Classe 1. Construir e destruir modelos Substncia-Campo

    1.1 Construo de modelos Substncia-Campo

    1.1.1 Construo de um

    modelo Substncia-Campo

    Se um determinado objeto no recetivo (ou pouco recetivo)

    para mudanas necessrias, e a descrio do problema no inclui

    quaisquer restries para a introduo de substncias ou campos,

    o problema pode ser resolvido atravs do preenchimento do

    modelo Substncia-Campo para introduzir os elementos em falta.

    1.1.2 Modelo interno

    Substncia-Campo

    complexo

    Se um determinado objeto no recetivo (ou pouco recetivo)

    para as mudanas necessrias, e a descrio do problema no

    inclui quaisquer restries introduo de substncias e de

    campos, o problema pode ser resolvido pela transio

    permanente ou temporria para o modelo interno complexo

    Substncia-Campo, ou seja, introduzindo aditivos em Sl ou S2

    para aumentar a controlabilidade, ou conferir as propriedades

    pretendidas para o modelo de Substncia-Campo.

    1.1.3 Modelo complexo

    externo Substncia-

    Campo

    Se um determinado objeto no recetivo (ou pouco recetivo)

    para as mudanas necessrias, e a descrio do problema inclui

    restries introduo de aditivos em substncias existentes Sl e

    S2, o problema pode ser resolvido pela transio permanente ou

    temporria para o modelo externo Substncia-Campo complexo,

    anexando Sl ou S2 substncia um externo S3, com a

    finalidade de aumentar a controlabilidade ou transmitir

    propriedades requeridas para o modelo de Substncia-Campo.

    1.14 Modelo substncia-

    campo externo com o meio

    ambiente

    Se um determinado modelo Substncia-Campo no recetivo

    (ou pouco recetivo) para as mudanas necessrias, e a descrio

    do problema inclui restries introduo de aditivos, tanto nele

    como anexando substncias a ele, o problema pode ser

    resolvido com a construo de um modelo Substncia-Campo,

    utilizando o ambiente como um aditivo.

    1.1.5 Modelo substncia- campo

    com o ambiente e aditivos

    Se o ambiente no contm as substncias necessrias para criar

    um modelo de Substncia-Campo de acordo com a soluo

    padro l.l.4, estas substncias podem-se obter mediante a

    substituio do meio ambiente, a sua decomposio, ou a

    introduo de aditivos nele.

  • 93

    1.1.6 Modo mnimo

    Se o modo mnimo (isto , medido, timo) de ao necessrio e

    difcil ou impossvel de fornec-lo, aplica-se o modo mximo,

    e em seguida, recomendado eliminar o excedente. O campo excedente pode ser eliminado por uma substncia e a substncia

    excedente pode ser eliminada por um campo.

    1.1.7 Modo mximo

    Se o modo mximo de uma ao de uma substncia necessrio

    e proibido por vrias razes, a ao mxima deve ser mantida,

    mas dirigida sobre uma outra substncia ligada ao primeiro.

    1.1.8 Modo seletivo mximo

    Se um modo seletivo mximo necessrio (isto , o modo

    mxima em zonas selecionadas e modo mnimo em outras

    zonas), o campo deve ser:

    -mximo: neste caso, uma substncia protetora deve ser

    introduzido em todos os lugares onde a influncia mnima

    necessria.

    -mnimo: neste caso, uma substncia capaz de gerar um campo

    local deveria ser introduzida em todos os lugares onde a

    influncia mxima necessria.

    1.2 Destruir modelos Substncia-Campo

    1.2.1 Eliminando a

    interao prejudicial ao

    introduzir S3

    Se existirem aes tanto teis como prejudiciais entre duas

    substncias no modelo de Substncia-Campo, no necessrio

    que estas substncias sejam estreitamente adjacentes uma

    outra, o problema pode ser resolvido mediante a introduo de

    uma terceira substncia entre estas duas substncias, que no tem

    custo (ou aproximadamente).

    1.2.2 Eliminando a interao

    prejudicial atravs da

    introduo de S1modificado

    e/ou S2

    Se existirem aes tanto teis como prejudiciais entre duas

    substncias no modelo de Substncia-Campo, estas

    substncias no tm de ser imediatamente adjacentes uma

    outra, no entanto, a descrio do problema inclui restries

    sobre a introduo de substncias estranhas, o problema pode

    ser resolvido introduzindo, entre estas duas substncias, uma terceira substncia, que uma modificao das substncias

    existentes.

    1.2.3 "Retirar" uma ao

    prejudicial

    Se for necessrio para eliminar a ao prejudicial de um campo

    de uma substncia, o problema pode ser resolvido mediante a

    introduo de uma segunda substncia que "retira" a ao

    prejudicial.

    1.2.4 Neutralizar uma ao

    prejudicial com F2

    Se existirem aes tanto teis como prejudiciais entre duas

    substncias no modelo de Substncia-Campo e estas

    substncias, ao contrrio das solues padro l.2.l e l.2.2,

    devem ser imediatamente adjacentes uma outra, o problema

    pode ser resolvido atravs da criao de um modelo duplo de Substncia-Campo, em que a ao til executada pelo campo

    Fl e o segundo campo F2, neutraliza a ao prejudicial ou

    transforma a ao prejudicial numa ao til.

  • 94

    Classe 2 Desenvolvimento de uma Substncia-Campo

    Tabela 0.2 - Classe 2 das Solues-Padro

    Classe 2. Melhorando os modelos Substncia-Campo

    2.1 Transio para modelos Substncia-Campo complexos

    2.1.1 Modelo de cadeia de

    Substncia-Campo

    Se necessrio para melhorar um modelo de

    Substncia-Campo, o problema pode ser resolvido

    mediante a transformao de um elemento do modelo em

    uma forma independente-controlada do modelo Substncia-Campo completo e criar um modelo de cadeia.

    S3 ou S4, por sua vez podem ser transformados em um

    modelo de Substncia-Campo completo.

    2.1.2 Modelo Substncia-

    Campo duplo

    Se necessrio para melhorar um modelo Substncia-

    Campo de difcil controlo e a substituio de elementos

    proibida, o problema pode ser resolvido atravs da

    construo de um modelo duplo atravs da aplicao de um segundo campo facilmente controlado.

    2.2 Impondo modelos Substncia-Campo

    2.2.1 Aplicao de campos mais

    controlveis

    Um modelo de Substncia-Campo pode ser reforado

    atravs da substituio de um campo incontrolvel ou de

    difcil controlo por um que facilmente controlado.

    2.2.2 Fragmentao de S2

    Um modelo de Substncia-Campo pode ser melhorado

    atravs do aumento do grau de fragmentao da

    substncia utilizada como uma ferramenta.

    2.2.3 Aplicao de substncias

    capilares e porosas

    Um caso especial de fragmentao da substncia a

    transio de uma substncia slida para uma capilar ou

    porosa. Esta transio prossegue de acordo com a seguinte

    linha:

    - Substncia slida; - Substncia slida com uma cavidade; - Substncia slida com vrias cavidades; - Substncia capilar ou porosa; - Substncia capilar ou porosa com poros de estrutura e dimenses especiais;

    medida que a substncia desenvolve de acordo com

    esta linha, a possibilidade de colocar um lquido nas

    cavidades ou poros cresce, bem como a aplicao de

    alguns dos fenmenos naturais.

    2.2.4 Dinamizao

    Um modelo de Substncia-Campo pode ser reforado

    para aumentar o seu nvel de dinamismo, isto , fazendo

    a estrutura do sistema mais flexvel e fcil de mudar.

  • 95

    2.2.5 Campos estruturantes

    Um modelo Substncia-Campo pode ser reforado

    atravs da substituio de reas homogneas ou campos

    no estruturados tanto por campos heterogneos como por campos de estrutura espacial permanente ou varivel.

    Em particular, se necessrio para conferir uma estrutura

    especial espacial a uma substncia, que (ou pode ser)

    incorporada no modelo Substncia-Campo, o processo de

    estruturao deve ser realizada em um campo tendo uma estrutura que corresponde estrutura necessria da

    substncia.

    2.2.6 Substncias estruturantes

    Um modelo Substncia-Campo pode ser melhorado,

    substituindo substncias homogneas ou no estruturadas

    tanto por substncias heterogneas como por substncias

    com estrutura espacial permanente ou varivel.

    Em particular, se for necessrio para obter aquecimento

    intensivo em locais definidos, pontos ou linhas do sistema,

    recomenda-se que uma substncia exotrmica seja

    introduzida antes do tempo.

    2.3 Aplicao por ritmos correspondentes

    2.3.1 Correspondendo os ritmos do

    F e S1 ou S2

    A ao de um campo em um modelo Substncia-Campo

    deve ser correspondida (ou intencionalmente mal

    correspondido) entre a frequncia e a frequncia natural do

    produto ou ferramenta.

    2.3.2 Correspondendo os ritmos de

    F1 e F2

    As frequncias de campos aplicados em modelos

    Substncia- Campo complexos devem ser compatveis ou

    intencionalmente incompatveis.

    2.3.3 Correspondendo aes

    incompatveis ou previamente

    independentes

    Se duas aes so incompatveis, uma delas deve ser

    realizada durante as pausas da outra. Em geral, as

    pausas numa ao devem ser preenchidas por outra ao

    til.

    2.4 Modelos de campo ferromagntico (modelos

    Substncia-Campo complexos forados)

    2.4.1 Modelos pr-ferro-campo

    Um modelo de Substncia-Campo pode ser reforado pela

    utilizao de substncias ferromagnticas, juntamente com

    um campo magntico.

  • 96

    2.4.2 Modelos ferro-campo

    Para melhorar a controlabilidade do sistema, sugerido

    que um modelo Substncia-Campo ou pr-ferro-campo

    seja substitudo por um modelo de ferro-campo. Para fazer isto, as partculas ferromagnticas devem ser

    substitudas por (ou adicionados a) uma substncia, e

    um campo magntico ou eletromagntico aplicado.

    Fichas, grnulos, gros, etc., podem tambm ser

    consideradas como partculas ferromagnticas. A eficincia

    de controlo aumenta com a maior fragmentao das

    partculas ferromagnticas. Assim, modelos ferro-campo

    evoluem de acordo com a seguinte linha: granulado p -

    partculas ferromagnticas finamente modas. A eficincia

    de controlo tambm aumenta ao longo da linha em relao

    a essa na qual a substncia da partcula de ferro est

    includa: substncia slida - grnulos - p - lquido.

    2.4.3 Lquidos magnticos

    Modelos ferro-campo podem ser melhorados atravs da

    utilizao de lquidos magnticos. Um lquido magntico

    uma soluo coloidal de partculas ferromagnticas em

    um lquido, tal como o querosene, o silicone, a gua,

    etc. A soluo padro 2.4.3 pode ser considerada o

    ltimo caso da evoluo de acordo com a soluo

    padro 2.4.2.

    2.4.4 Aplicando estruturas

    capilares em modelos ferro-

    campo

    Modelos ferro-campo podem ser melhorados utilizando

    as estruturas capilares ou porosas inerentes em muitos

    destes modelos.

    2.4.5 Modelos de ferro-campo

    complexos

    Se a controlabilidade do sistema pode ser melhorada atravs de uma transio para um modelo de ferro-campo,

    e proibida a substituio de uma substncia por partculas

    ferromagnticas, a transferncia pode ser realizada atravs

    da criao de um modelo interno ou externo de um ferro-

    campo complexo atravs da introduo de aditivos numa

    das substncias.

    2.4.6 Modelos ferro-campo com o meio

    ambiente

    Se a controlabilidade do sistema pode ser melhorada

    atravs de uma transio para um modelo de ferro-campo,

    e proibido substituir uma substncia com partculas ferromagnticas ou introduzir aditivos, as partculas

    ferromagnticas podem ser introduzidas no meio ambiente.

    O controlo do sistema realizado atravs da modificao

    dos parmetros do meio ambiente com um campo

    magntico aplicado (ver soluo padro 2.4.3).

    2.4.7 Aplicao de efeitos fsicos e

    fenmenos

    A controlabilidade de modelos ferro-campo pode ser melhorada atravs da utilizao de certos efeitos fsicos /

    fenmenos.

    2.4.8 Dinamizao

    Um modelo de ferro-campo pode ser reforado,

    "dinamizado" - atravs da alterao da estrutura do sistema para uma mais flexvel e modificvel.

    2.4.9 Estruturao

    Um modelo de ferro-camp pode ser reforado por transio de um campo homogneo ou no-estruturado, por um

    heterogneo ou estruturado.

    2.4.10 Ritmos correspondentes nos

    modelos ferro-campo

    Um modelo pr-ferro-campo ou ferro-campo pode ser melhorado combinando os ritmos dos elementos do

    sistema.

  • 97

    2.4.11 Modelos eletro-campo

    Se difcil introduzir partculas ferromagnticas ou magnetizar um objeto, utilizar a interao entre um campo

    eletromagntico externo e corrente eltrica, ou entre duas

    correntes. A corrente pode ser criada por contato eltrico

    com a fonte ou por induo eletromagntica.

    Notas:

    1.Um modelo de ferro-campo um modelo de um sistema com partculas ferromagnticas. Um modelo de

    electro campo aquele onde as correntes eltricas esto

    a agir e / ou a interagir.

    2. A evoluo de modelos electro campo, bem como os modelos de ferro-campo, seguem a linha geral:

    - Modelo electro campo simples; - Modelo electro campo complexo; - Modelo electro campo com o meio ambiente; - Dinamizao do modelo electro campo; - Modelo electro campo estruturado; - Modelo electro campo com ritmos correspondentes.

    Aps a informao relacionada com os modelos electro campo ser acumulada, uma anlise mostra se razovel

    separar um grupo especial de solues padro que

    descrevem a utilizao de modelos electro campo.

    2.4.12 Lquidos reolgicos

    Um tipo especial de modelos eletro-campo um lquido eletro reolgico com a viscosidade controlada por um

    campo eltrico. Se o lquido magntico no utilizvel, um

    lquido eletro reolgico pode ser usado.

  • 98

    Classe 3 Transio de um sistema base para um supersistema ou para um subsistema

    Tabela 0.3 - Classe 3 das Solues-Padro

    Classe 3. Transio para supersistema e nveis micro

    3.1 Transio para bi-sistemas e poli-sistemas

    3.1.1 Sistema de transio 1- a:

    a criao de bi- sistemas

    e poli-sistemas

    O desempenho do sistema, em qualquer fase da evoluo

    pode ser reforado por transio do sistema l-a: combinando

    o sistema com um outro sistema(s), construindo assim um bi-

    sistema ou um poli-sistema complexo.

    3.1.2 Elos reforados em bi-

    sistemas e poli-sistemas

    Bi-sistemas e poli-sistemas podem ser melhorados atravs do

    desenvolvimento dos elos das relaes entre os seus elementos.

    3.1.3 Sistema de transio 1- b:

    aumentar as diferenas entre

    elementos

    Bi-sistemas e poli-sistemas podem ser melhorados atravs do

    aumento das diferenas entre os s e u s elementos de transio (sistema l-b): a partir de elementos idnticos, para elementos

    com caractersticas alteradas, para um conjunto de elementos

    diferentes, para uma combinao de caractersticas invertidas -

    ou "elemento e anti elemento".

    3.1.4 Simplificao dos bi- sistemas e poli-sistemas

    Bi-sistemas e poli-sistemas podem ser melhorados atravs da

    simplificao do sistema, em primeiro lugar, sacrificando

    peas auxiliares. Completamente simplificado bi-sistemas e poli-sistemas tornam-se mono- sistemas de novo, e todo o

    ciclo pode ser repetido com um novo nvel.

    3.1.5 Sistema de transio 1- c:

    caractersticas opostas

    do todo e das suas partes

    Bi-sistemas e poli-sistemas podem ser melhorados atravs

    da separao das caractersticas incompatveis entre o

    sistema como um todo e suas partes (transio de sistema l-

    c). Como resultado, o sistema utilizado em dois nveis,

    com todo o sistema a ter a caracterstica F, e as suas

    partes ou partculas tendo a caracterstica oposta, anti-F.

  • 99

    Classe 4 Medir ou detetar qualquer coisa dentro de um sistema tcnico

    Tabela 0.4 - Classe 4 das Solues-Padro

    Classe 4. Solues-Padro para a deteo e medio

    4.1 Mtodos indiretos

    4.1.1 Substituir a deteo ou a

    medio com a alterao do

    sistema

    Se tiver um problema com a deteo ou a medio,

    adequado modificar o sistema de uma maneira que torna a necessidade de resolver o problema obsoleto.

    4.1.2 Aplicao de cpias

    Se tem um problema com a deteo ou medio, e

    impossvel aplicar a soluo padro 4.l.l, adequado

    manipular uma cpia ou uma foto de um objeto em vez do prprio objeto.

    4.1.3 Medio como duas

    detees consecutivos

    Se tiver um problema com a deteo ou medio e

    impossvel aplicar as Solues-Padro 4.l.l e 4.l.2,

    adequado transformar o problema em um, onde duas

    detees consecutivas de variao so efetuadas.

    4.2 Construo de medio de modelos Substncia-Campo

    4.2.1 Medio do modelo

    Substncia-Campo

    Se um modelo Substncia-Campo incompleto difcil de medir ou detetar, o problema pode ser resolvido por

    preenchimento de um regular ou duplo modelo Substncia-

    Campo com um campo numa sada.

    4.2.2 Medio do modelo

    complexo Substncia-

    Campo

    Se um sistema ou a sua parte difcil de detetar ou medir, o problema pode ser resolvido por transio para o

    interior ou exterior do modelo complexo de Substncia-

    Campo com a introduo de aditivos de fcil deteo.

    4.2.3 Medio do modelo

    Substncia-Campo com o

    meio ambiente

    Se um sistema difcil de detetar ou medir em certos momentos no tempo, e impossvel introduzir aditivos,

    devem ser introduzidos nos ambientes aditivos capazes de

    gerar uma fcil deteo (ou fcil medio) do campo;

    alteraes no estado do ambiente iro fornecer informaes

    sobre as alteraes no sistema.

    4.2.4 Obteno de aditivos no

    ambiente

    Se no for possvel a introduo de aditivos no meio

    ambiente em conformidade com a soluo padro 4.2.3, estes

    aditivos podem ser produzidos no prprio ambiente, por

    exemplo, atravs da sua destruio ou alterando o seu estado

    de fase. No gs, em particular ou bolhas de vapor obtidas por

    eletrlise, ou por cavitao, ou outros mtodos so

    frequentemente aplicados.

    4.3 Reforando a medio dos modelos Substncia-Campo

  • 100

    4.3.1 Aplicando efeitos fsicos e

    fenmenos

    A eficcia de medio e/ou deteo de um modelo

    Substncia- Campo pode ser reforada pela utilizao

    de fenmenos fsicos.

    4.3.2 Aplicando oscilaes de

    ressonncia de uma amostra

    Se impossvel detetar diretamente ou medir as mudanas

    num sistema e passar um campo atravs do sistema tambm impossvel, o problema pode ser resolvido atravs da

    gerao de oscilaes de ressonncia de qualquer sistema

    como um todo ou uma parte dele; variaes na frequncia

    de oscilao fornecem informaes sobre alteraes do sistema.

    4.3.3 Aplicando oscilaes de

    ressonncia de um objeto

    combinado

    Se a aplicao de soluo padro 4.3.2 impossvel, a

    informao sobre o estado do sistema pode ser obtida

    atravs de oscilaes livres de um objeto exterior ou do ambiente, ligadas ao sistema.

    4.4 Transio para ferro-campo modelos

    4.4.1 Medio do modelo pr-

    ferro-campo

    Modelos Substncia-Campo com campos no magnticos so

    capazes de se transformar em modelos pr-ferro-campo que contenham substncias magnticas e um campo

    magntico.

    4.4.2 Medio modelo de ferro-

    campo

    A eficcia de uma medio e/ou deteo de um modelo

    substncia- campo ou pr-ferro-campo pode ser melhorada

    atravs de uma transio para um modelo de ferro-campo,

    substituindo uma das substncias com partculas

    ferromagnticas ou pela adio de partculas

    ferromagnticas.

    4.4.3 Medio complexa do

    modelo de ferro-campo

    Se a eficcia de medio e/ou de deteo pode ser reforada

    atravs da transio para um modelo de ferro-campo, mas a substituio de substncias com partculas ferromagnticas

    proibida, esta transio pode ser realizada atravs da

    criao de um modelo complexo de ferro- campo atravs da

    introduo de aditivos na substncia.

    4.4.4 Medio modelo ferro-

    campo com o meio ambiente

    Se a eficcia de medio e / ou de deteo pode ser

    reforada atravs da transio para um modelo de ferro-

    campo, mas a introduo de partculas ferromagnticas proibida, as partculas devem ser introduzidos no ambiente.

    4.4.5 Aplicao de efeitos fsicos e

    fenmenos

    A eficcia de uma medio e / ou deteo do modelo

    Substncia-Campo ou pr-ferro-campo pode ser melhorada

    atravs da aplicao de fenmenos fsicos.

    4.5 Direo da evoluo de sistemas de medio

    4.5.1 Transio para bi-sistemas e

    poli-sistemas

    A eficcia de uma medio e / ou deteo do modelo

    substncia- campo ou pr-ferro-campo em qualquer fase da

    evoluo pode ser melhorada atravs da construo de um

    bi-sistema ou de um poli- sistema.

    4.5.2 Direo da evoluo

    Sistemas de medio e / ou deteo evoluem na seguinte

    direo:

    -Medio de uma funo

    -Medio da primeira derivada da funo

    -Medio da segunda derivada da funo

  • 101

    Classe 5 Introduo de substncias ou campos dentro de um sistema tcnico

    Tabela 0.5 - Classe 5 das Solues-Padro

    Classe 5. Normas para a aplicao das Solues-Padro

    5.1 Introduzindo substncias

    5.1.1 Mtodos indiretos Se as condies de trabalho no permitem a introduo

    de substncias num sistema, as seguintes maneiras

    indiretas devem ser utilizadas: - Aplicao do "vazio" (espao aberto) em vez da substncia

    - Introduo de um campo em vez da substncia

    - Aplicao de um aditivo externo, em vez de um interno

    - Introduzindo uma pequena quantidade de um aditivo muito

    ativo

    - Introduo de uma pequena quantidade do aditivo na forma concentrada em locais especficos

    - Introduzindo o aditivo temporariamente

    - Aplicando um modelo ou cpia de um objeto, em vez do

    prprio objeto, permitindo a introduo de aditivos

    - Obteno de aditivos necessrios atravs da decomposio

    dos produtos qumicos introduzidos

    5.1.2 Dividir uma substncia Se um sistema no responde a alteraes, e modificar a

    ferramenta ou introduzir aditivos proibido, partes que

    interagem da pea de trabalho podem ser utilizadas em

    vez da ferramenta.

    5.1.3 Auto eliminao de substncias Aps a realizao do seu trabalho, uma substncia

    introduzida deve desaparecer ou tornar-se idntica a

    substncias j existentes no sistema ou no meio

    ambiente.

    5.1.4 Introduzindo substncias em

    grandes quantidades

    Se as condies no permitem a introduo de grandes

    quantidades de uma substncia, o "vazio" como

    estrutura inflvel ou de espuma pode ser utilizada em

    vez da substncia.

    5.2 Introduo de campos

    5.2.1 Uso mltiplo de campos

    disponveis

    Se for necessrio introduzir um campo em um modelo substncia- campo, deve-se em primeiro lugar, aplicar

    campos existentes cujos portadores so as substncias

    envolvidas.

    5.2.2 Introduo de campos a

    partir do ambiente

    Se necessrio introduzir um campo, mas impossvel faz-

    lo, de acordo com soluo padro 5.2.l, tente aplicar campos

    existentes no meio ambiente.

    5.2.3 Utilizar substncias

    capazes de originar campos

    Se um campo no pode ser introduzido em conformidade com as Solues-Padro 5.2.l e 5.2.2, deve-se aplicar

    campos que podem ser gerados por substncias existentes no

    sistema ou no ambiente.

  • 102

    5.3 Transies de fase

    5.3.1 Transio de fase 1:

    mudana de fase

    A eficcia da aplicao de uma substncia (sem a introduo

    de outras substncias) pode ser melhorada atravs da transio de fase l, isto , por transformao de fase de uma substncia

    existente.

    5.3.2 Transio de fase 2:

    estado de fase dinmico

    As caractersticas duais de uma substncia podem ser

    realizadas atravs da transio de fase 2, isto , atravs da

    utilizao de substncias capazes de alterar o seu estado de fase, dependendo das condies de trabalho.

    5.3.3 Transio de fase 3:

    utilizando fenmenos

    associados

    Um sistema pode ser melhorado usando a transio de fase 3,

    isto , mediante a aplicao de fenmenos que acompanham

    uma transio de fase.

    5.3.4 Transio de fase 4:

    transio para um estado de

    dupla fase

    As caractersticas duais de um sistema podem ser realizadas

    atravs da transio de fase 4, isto , por substituio de

    um estado monofsico por um estado de fase dupla.

    5.3.5 Interao de fase

    A eficcia de um sistema utilizando a transio de fase 4, pode

    ser melhorada atravs da criao de interaes entre as partes ou fases do sistema.

    5.4 Peculiaridades da aplicao de efeitos fsicos e fenmenos

    5.4.1 Transies

    autocontroladas

    Se um objeto deve periodicamente existir em diferentes

    estados fsicos, esta transio deve ser realizada pelo prprio objeto atravs da utilizao de transies fsicas

    reversveis.

    5.4.2 Amplificao do campo de

    sada

    Se uma ao forte sob uma fraca influncia necessria, a

    substncia transformadora deve estar no estado quase crtico.

    A energia acumulada na substncia e a influncia funciona

    como um gatilho.

    5.5 Solues-Padro experimentais

    5.5.1 Obteno de partculas de

    substncias atravs da

    decomposio

    Se as partculas de uma substncia so necessrias a fim de

    realizar um conceito da soluo, e obt-los diretamente

    impossvel, as partculas necessrias devem ser criadas pela decomposio de uma substncia de nvel estrutural mais

    elevado.

    5.5.2 Obteno de partculas de

    substncias atravs da

    integrao

    Se as partculas de uma substncia so necessrias a fim de

    realizar um conceito da soluo e impossvel obt-los

    diretamente e impossvel aplicar a soluo padro 5.5.l, as partculas necessrios podem ser criadas completando ou

    combinando as partculas de um nvel inferior estrutural.

    5.5.3 A aplicao das Solues-

    Padro 5.5.1 e 5.5.2

    A maneira mais fcil de aplicar a soluo padro 5.5.l

    destruir o prximo nvel mais alto "completo" ou "excessivo". A maneira mais fcil de aplicar a soluo padro

    5.5.2 completar o mais prximo do nvel mais baixo

    "incompleto".

  • 103

    Anexos 4 Layout Fbrica de

    Povos

  • 104

    Figura 0.1 - Layout da Fbrica de Povos

  • 105

    Anexos 5 Documentos de

    Auditoria

    Tabela 0.1 - Descrio mais explcita dos 3S para o caso particular do armazm

    1. S (Eliminar)

    Identificar, entre todos os materiais, equipamentos,

    ferramentas, mveis, entre outros, aquilo que realmente

    til e necessrio;

    Separar tudo o que no tiver utilidade para a zona de

    trabalho;

    Eliminar o que no necessrio;

    Disponibilizar os equipamentos e estes estarem

    operacionais.

    2S (Arrumar)

    Analisar o local onde so arrumados os objetos e porqu

    Definir critrios de arrumar cada objeto;

    Desenvolver um sistema de identificao visual

    Desimpedir corredores e passagens;

    Criao de hbitos de arrumao, onde os objetos so

    colocados nos seus devidos lugares aps utilizao.

    Limpeza geral;

    3 S (Limpar)

    Evitar sujar a zona de trabalho desnecessariamente;

    Limpar os objetos antes de guard-los no local

    apropriado;

    Conservar e manter limpos os equipamentos;

    Manter uma boa apresentao no local de trabalho.

  • 106

    Tabela 0.2 - 1 Auditoria

    Auditor: Ins Pombo

    Seo: Armazm Data da Audio: 15/12/2015

    5S N Critrio de avaliao Exemplos Classificao Resposta

    1 Senso 0 1 2 3 4 0 -sim 4- no

    Org

    aniz

    ao

    1.1 Existncia de material

    obsoleto no armazm

    Recipientes, ferramentas,

    caixotes, x

    1.2

    Existncia materiais sem

    utilizao ou com

    defeito

    Meios de transporte,

    equipamento de limpeza,

    caixotes x

    1.3

    Existncia materiais tipo

    caixotes de transporte ou

    paletes desorganizados

    Material de armazenamento,

    carros, caixas x

    1.4

    Existe equipamento

    desnecessrio na zona

    de trabalho

    Armrios, prateleiras,

    cadeiras, computadores x

    1.5

    Existe informao

    desnecessria/

    irrelevante na rea de

    trabalho

    Boletins, instrues, etiquetas

    erradamente colocadas

    x

    2 Senso

    0-no 4 - sim

    Iden

    tifi

    ca

    o

    2.1

    As reas de

    armazenagem esto

    identificadas de acordo

    com algum modelo

    Planeamento em CAD

    x

    2.2

    Existem marcas/sinais

    distintos dentro na zona

    de trabalho

    Marcas indicadoras no cho

    x

    2.3

    Existem placas de

    identificao que distingue zonas de

    trabalho

    Placas de definio de reas

    x

    2.4

    Existem identificaes

    de zonas de arrumao

    (armrios)

    Etiquetas do material

    x

    3 Senso

    0-no 4 - sim

    Lim

    pez

    a

    3.1 Os acessos encontra-se

    desimpedidos e limpos

    Zonas de circulao de

    material x

    3.2

    Os postos de trabalho

    esto limpos, sem

    sujidade? E em locais de difcil acesso

    Secretrias, computadores

    x

    3.3

    A rea de trabalho est

    limpa (cho, paredes,

    janelas, portas)

    P, restos de carto,

    x

    3.4

    Os equipamentos de

    transporte encontram-se

    limpos

    Empilhadores e paletizadores

    x

    3.5

    Existem rotinas/ planos

    ou checklists de limpeza

    Limpeza de zonas

    previamente planeadas x

  • 107

    3.6

    Esto disponveis no

    posto de trabalho

    material de limpeza

    Detergente e vassouras

    x

    4 Senso

    0-no 4 - sim

    Pad

    roniz

    ao

    4.1

    Os materiais esto

    armazenados nos locais

    atribudos Prateleiras, reas de trabalho,

    armrios, gavetas,

    4.2

    Existem padres

    homogneos e esto a

    ser corretamente

    utilizados

    Zonas de armazenamento

    definidas, quadros

    de informao standards, as

    cores utilizadas so

    standard, identificaes

    standards, identificao das

    peas

    4.3 Existem planos de

    limpeza

    Definio de um plano para

    limpeza de alguns

    componentes de montagem

    mais sensveis

    4.4

    Existem relatrios para

    reportar e esto

    standardizados

    Relatrio para reportar

    alteraes ou no

    conformidades de desenho

    5 Senso

    0-no 4 - sim

    Dis

    cipli

    na

    5.1

    Esto adequadamente

    treinados para os

    procedimentos do 5S

    Formao a operadores e

    verificar aplicao correta

    dos Sensos

    5.2

    Existe algum registo da

    total aceitao dos

    padres descritos no

    ponto 4

    Registo de novos

    procedimentos

    5.3

    Os padres descritos no

    ponto 4 implementados

    e em melhoria continua

    Alterao de procedimentos

    com base em

    propostas de melhoria de colaboradores

    5.4

    Utiliza-se o sistema de

    registo de defeitos

    Propostas de melhoria do

    colaborador, atualizao

  • 108

    Tabela 0.3 - 2 Auditoria

    Auditores: Ins Pombo,

    Ruben Nunes

    Seo: Armazm Data da Audio: 9/2/2015

    5S N Critrio de avaliao Exemplos Classificao Resposta

    1 Senso 0 1 2 3 4 0 -sim 4- no

    Org

    aniz

    ao

    1.1 Existncia de material obsoleto no armazm

    Recipientes, ferramentas, caixotes, x

    1.2 Existncia materiais sem

    utilizao ou com defeito

    Meios de transporte,

    equipamento de limpeza,

    caixotes x

    1.3

    Existncia materiais tipo

    caixotes de transporte ou

    paletes desorganizados

    Material de armazenamento,

    carros, caixas x

    1.4

    Existe equipamento

    desnecessrio na zona de

    trabalho

    Armrios, prateleiras,

    cadeiras, computadores x

    1.5

    Existe informao

    desnecessria/

    irrelevante na rea de

    trabalho

    Boletins, instrues, etiquetas

    erradamente colocadas

    x

    2 Senso 0-no 4 - sim

    Iden

    tifi

    ca

    o

    2.1

    As reas de

    armazenagem esto

    identificadas de acordo

    com algum modelo

    Planeamento em CAD

    x

    2.2

    Existem marcas/sinais

    distintos dentro na zona

    de trabalho

    Marcas indicadoras no cho

    x

    2.3

    Existem placas de

    identificao que

    distingue zonas de

    trabalho

    Placas de definio de reas

    x

    2.4

    Existem identificaes

    de zonas de arrumao

    (armrios)

    Etiquetas do material

    x

    3 Senso

    0-no 4 - sim

    Lim

    pez

    a

    3.1 Os acessos encontra-se

    desimpedidos e limpos

    Zonas de circulao de

    material x

    3.2

    Os postos de trabalho

    esto limpos, sem

    sujidade? E em locais de

    difcil acesso

    Secretrias, computadores

    x

    3.3

    A rea de trabalho est

    limpa (cho, paredes,

    janelas, portas)

    P, restos de carto,

    x

    3.4

    Os equipamentos de

    transporte encontram-se

    limpos

    Empilhadores, paletizadores

    x

    3.5

    Existem rotinas/ planos

    ou checklists de limpeza

    Limpeza de zonas

    previamente planeadas x

  • 109

    3.6

    Esto disponveis no

    posto de trabalho

    material de limpeza

    Detergente e vassouras

    x

    4 Senso

    0-no 4 - sim

    Pad

    roniz

    ao

    4.1

    Os materiais esto

    armazenados nos locais

    atribudos Prateleiras, reas de trabalho,

    armrios, gavetas, x

    4.2

    Existem padres

    homogneos e esto a ser

    corretamente utilizados

    Zonas de armazenamento

    definidas, quadros

    de informao standards, as

    cores utilizadas so

    standard, identificaes

    standards, identificao das

    peas x

    4.3 Existem planos de

    limpeza

    Definio de um plano para

    limpeza de alguns

    componentes de montagem

    mais sensveis x

    4.4

    Existem relatrios para

    reportar e esto

    standardizados

    Relatrio para reportar

    alteraes ou no

    conformidades de desenho x

    5 Senso

    0-no 4 - sim

    Dis

    cipli

    na

    5.1

    Esto adequadamente

    treinados para os

    procedimentos do 5S

    Formao a operadores e

    verificar aplicao correta

    dos Sensos x

    5.2

    Existe algum registo da

    total aceitao dos

    padres descritos no

    ponto 4

    Registo de novos

    procedimentos

    x

    5.3 Os padres descritos no

    ponto 4 implementados e

    em melhoria continua

    Alterao de procedimentos

    com base em propostas de melhoria de

    colaboradores x

    5.4

    Utiliza-se o sistema de registo de defeitos

    Propostas de melhoria do colaborador, atualizao x

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