MERCADO, PRODUTOS, SUBPRODUTOS, PRAGAS E DOENÇAS do dendezeiro (Elaeis guineensis Jacq.)

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<ol><li> 1. Jos Leandro Silva de Araujo E-mail: agro_leandro17@Hotmail.com Fone: (091) 98036-3885 Universidade Federal Rural da Amaznia Campus Capito Poo </li><li> 2. MERCADO, PRODUTOS E SUBPRODUTOS PRAGAS E DOENAS dendezeiro (Elaeis guineensis Jacq.) </li><li> 3. Dend ou leo de palma O dendezeiro (Elaeis guineensis Jacq.) uma palmeira originria da Costa Ocidental da frica (Golfo da Guin) e foi introduzido no Brasil no sculo XVII, pelos escravos, e adaptou- se bem ao clima tropical mido (Borges &amp;Souza, 2010). O consumo mundial de leos e gorduras nas ultimas dcadas tem crescido substancialmente, sendo os principais pases importadores China, ndia , Unio Europeia, Estados Unidos e Paquisto. Em 2011, o consumo mundial de leos e gorduras vegetais , incluindo o leo de palma , foi da ordem de 261,01 milhes de toneladas, tendo como principais pases consumidores , China, Unio Europeia, Estados Unidos, Brasil e ndia (USDA, 2012). </li><li> 4. 0,4 a 0,5 t/ha 4 a 5 t/ha 1ha de Dend : 10 de Soja </li><li> 5. O leo de palma o leo vegetal mais produzido no mundo. No Brasil, a rea colhida de dend, no ano de 2005, foi de 63.700 ha, e a produo do leo de palma foi em torno de 180.000 toneladas. O pas consome 350.000 t de leo de dend e derivados. Importa em torno de 170.000 t. Dend ou leo de palma OU SEJA, precisamos dobrar nossa capacidade de produo de leo de palma. </li><li> 6. Programa Nacional de leo de Palma Fonte: Agncia Brasil Fonte: Portal R7 Fonte: Agncia </li><li> 7. O Par o maior produtor brasileiro de leo de palma (extrado da polpa dos frutos do dendezeiro) (AGRIANUAL 2006). No Par, existem mais de 5,5 MILHES de hectares com boa aptido edafoclimtica para o dendezeiro. Dend ou leo de palma </li><li> 8. Os principais produtos derivados do dend so os leos de palma que extrado da polpa (mesocarpo) do fruto e leo de palmiste que extrado da semente (amndoa)(SANTANA &amp; BORGES, 2010). As porcentagens mdias de todos os produtos obtidos na extrao do dend so: leo de palma bruto: 20% leo de palmiste: 1,5% Torta de palmiste: 3,5% Fibras: 12% Cascas: 5% Dend ou leo de palma </li><li> 9. o leo de palma um dos mais requeridos como matria-prima para diferentes segmentos nas indstrias leo qumicas, farmacuticas, de sabes e cosmticos. Seu principal uso na alimentao humana, responsvel pelo consumo de 80% da produo mundial. Suas principais aplicaes na alimentao humana so: margarinas, gorduras slidas, leo de cozinha, maionese, panificao, leite e chocolate artificiais, fritura industrial, entre outras. Outra aplicao que est ganhando fora a utilizao do leo de Dend como Biodiesel ou Dendiesel (PEREZ &amp; JNIOR, 2007). Dend ou leo de palma </li><li> 10. J o leo de palmiste um dos produtos que se pode extrair da palma. Ele obtido da amndoa da Palma. O leo de palmiste rico em cido lurico, apresenta-se na forma pastosa quando temperatura ambiente, apresentando uma colorao esbranquiada. Quando o leo de palmiste aquecido ele torna-se um produto lquido de cor levemente amarelada (PEREZ &amp; JNIOR, 2007). O leo de palmiste bastante utilizado para fins alimentcios e na produo de chocolates onde pode substituir manteiga de cacau. Este possui vrias outras aplicaes, dentre as quais podemos destacar: indstria cosmtica, sabes e sabonetes finos, detergentes, lubrificantes, indstria leo qumica, entre outras (PEREZ &amp; JNIOR, 2007). Dend ou leo de palma </li><li> 11. As fibras e as cascas resultantes podem ser utilizadas para a alimentao da caldeira como combustveis. A torta de palmiste pode ser utilizada como fertilizante (adubo orgnico) ou componente de rao para animais (19 % de protenas) (PEREZ &amp; JNIOR, 2007). Engao o suporte fibroso que sustenta o fruto, que constitui 20% a 25% do cacho de frutos frescos, estes so reciclados no campo como mulch ou so, parcialmente, desidratados, e utilizados como energia extra em caldeiras das plantas extratoras de leo de palma. Podendo funcionar como fonte de matria orgnica, fornecendo ao solo quantidades considerveis de nutrientes, podendo, assim, ser utilizado como um complemento de fertilizantes (PEREZ &amp; JNIOR, 2007). Dend ou leo de palma </li><li> 12. PRAGAS E DOENAS </li><li> 13. broca-do-coqueiro ou bicudo (Rhynchophorus palmarum L.) Ataca as palmeiras, geralmente a partir dos dois anos de idade no campo (LEMOS &amp; BOARI, 2010). Os danos em cultivos de palma de leo so provocados por imaturos e adultos de R. palmarum. Danos diretos so causados pelas larvas que perfuram os tecidos do estipe na regio da coroa foliar, construindo galerias que podem chegar at o tecido meristemtico (broto terminal ou palmito). </li><li> 14. broca-do-coqueiro ou bicudo (Rhynchophorus palmarum L.) Em decorrncia, as folhas novas ficam amareladas, murcham e, finalmente, se curvam e secam, indicando a morte da planta. Indiretamente, o adulto de R.palmarum vetor do nematoide Bursaphelencus cocophilus (Cobb) Baujard, agente causal da doena anel-vermelho, que poder ser letal palma de leo. Dessa forma, recomenda-se que os mtodos de controle dessa broca sejam integrados, visando reduo da populao do inseto no plantio e nas proximidades com a utilizao de armadilhas de captura e a aplicao de tcnicas de manejo, tais como: eliminar plantas mortas no campo, evitar ferimentos em plantas sadias, utilizar alcatro vegetal em eventuais ferimentos e monitorar a presena de inimigos naturais na rea (LEMOS &amp; BOARI. 2010). </li><li> 15. broca-da-coroa-foliar (Eupalamides cyparissias cyparissias) Lagartas dessa praga perfuram galerias no estipe, nas bases foliares e nos pednculos dos cachos da palma de leo, reduzindo o fluxo normal de seiva, o crescimento da planta e a produo. No decurso de seu desenvolvimento, as lagartas constroem, no interior do estipe, galerias cada vez mais profundas e de maior dimetro, podendo, inclusive, atingir o meristema apical e ocasionar a morte da palmeira (LEMOS &amp; BOARI, 2010). </li><li> 16. broca-da-coroa-foliar (Eupalamides cyparissias cyparissias) As medidas de controle que pode ser utilizada so as redes entomolgicas e levantamento de plantas com sintomas do ataque do inseto, considerando-se os aspectos: folha arriada, paralela ao estipe, e perfuraes no estipe, prximo coroa foliar (LEMOS &amp; BOARI 2010). </li><li> 17. Lagarta-das-folhas-do-coqueiro (Brassolis sophorae L.) uma praga capaz de provocar danos econmicos cultura de palma de leo devido ao desfolhamento parcial ou total das palmeiras causado por seus imaturos, que so desfolhadores de diferentes espcies silvestres e cultivadas de palmceas, entre as quais a palma de leo, o aaizeiro e o coqueiro (LEMOS &amp; BOARI, 2010). Cada lagarta de B. sophoraepode (medem entre 70 e 105 mm), consumir de 500 a 600 cm2 (entre 2,0 e 2,5 fololos), podendo desfolhar completamente uma palmeira em poucos dias, quando em altas infestaes. </li><li> 18. Lagarta-das-folhas-do-coqueiro (Brassolis sophorae L.) O mtodo mais eficaz e seguro para controlar B. sophorae localizar, retirar e destruir os ninhos encontrados no monitoramento mensal. Em plantas jovens, o mtodo eficiente; porm, em plantas adultas, a eficincia do controle limitada pelas dificuldades de localizar e retirar os ninhos. </li><li> 19. Lagarta desfolhadora (Opsiphanes invirae) Os danos provocados por O. invirae so similares queles descritos para B. sophorae, ou seja, suas lagartas destroem o limbo foliar a partir das bordas, deixando apenas as nervuras centrais. Uma nica lagarta de O. invirae pode consumir at 800 cm 2 de fololos. </li><li> 20. Lagarta desfolhadora (Opsiphanes invirae) A populao de adultos dessa praga pode ser manejada utilizando-se diferentes tipos de armadilhas, as quais podem ser confeccionadas com vasilhas de plstico cortadas de maneira a formar uma janela para entrada dos adultos, ou apenas sacos plsticos, contendo no seu interior uma soluo de melao mais soluo inseticida (LEMOS &amp; BOARI, 2010). </li><li> 21. Anel Vermelho A doena conhecida popularmente como Anel Vermelho (AV) do dendezeiro muito prejudicial para o desenvolvimento do cultivo dessa palmeiras. Ocorre em quase todas as plantaes com mais de quatro anos de idade. O Anel Vermelho uma doena causada por nematoides denominados Rhadinaphelenchus cocophilus. </li><li> 22. Anel Vermelho Podem penetrar nas plantas pelas razes, pelas bases das folhas mais jovens, por ferimentos nos pecolos das folhas ou cortes nos pecolos feitos durante as podas, e, tambm por ferimentos no estipe. Os nematoides que causam o Anel Vermelho podem ser transmitidos de plantas doentes para as sadias atravs: do contato entre as razes, atravs do contato de razes com solo infestado, atravs de ferramentas contaminadas atravs de gua de chuvas que carregam os nematoides. as transmisses via insetos vetores bicudo (Rhynchophorus palmarun) </li><li> 23. Figura: bicudo (Rhynchophorus palmarun) </li><li> 24. Anel Vermelho Os sintomas que se percebe so os seguintes: Formao de um tufo de folhas centrais cano se fossem um cartucho; Reduo do tamanho das folhas; Encarquilharmento e reduo do tamanho dos fololos; Paralizao da formao de flechas deixando um vazio no centro da coroa da palmeira. Os frutos soltam-se dos cachos sem estarem completamente maduros. amarelecimento e posterior secamento de alguns fololos da base das folhas mais jovens. As folhas centrais quebram na base e tombam ainda verdes, secando posteriomente. </li><li> 25. Anel Vermelho A fase problema quando larva ou broca, quando a larva entra na estipe do dend fazendo galerias. No perodo chuvoso, o acumulo de gua no centro da coroa, provoca o apodrecimento das bases dos pecolos das folhas jovens, h o apodrecimento de toda a parte superior do estipe. </li><li> 26. Medidas de controle para o Anel Vermelho Cuidados no preparo da muda e no viveiro: No preparar sementeiras ou viveiros com solo de reas focos da doena, evitando utilizar solo conta- minado com os nematoides. Evitar irrigar as plantas com gua contaminada. Evitar fazer cobertura do viveiro com folhas de plantas doentes; Manter controlados os ratos e os insetos transmissores atravs de iscas. Cuidados no plantio em local definitivo: Evitar podas ou ferimentos desnecessrios nas plantas durante roagem, coroamento, colheita etc; Fazer coroamento qumico, evitando ferimentos nas razes. Evitar gradagem, arao ou qualquer revolvimento de solo e corte de razes no plantio; Manter sempre o plantio limpo evitando proliferao de insetos vetores; Dispor armadilhas tipo isca ao longo das estradas que separam o dendezal da mata; Eliminar as plantas doentes logo que surjam os primeiros sintomas, cort-Ias em pequenos pedaos e tra- t-Ios com um inseticida. </li><li> 27. Amarelecimento Fatal do Dendezeiro O AF uma ameaa ao desenvolvimento da dendeicultura no Par, agravada pelo fato de sua causa ser de origem desconhecida (distrbio). Vrios trabalhos foram realizados com o objetivo de determinar a causa ou o agente causal do AF do dendezeiro. Entretanto, no foi encontrada ainda nenhuma correlao com insetos, problemas fisiolgicos, solo e patgeno. Fig. Dendezeiro: Necrose da folha flecha. Foto: Alessandra de Jesus Boari. </li><li> 28. Amarelecimento Fatal do Dendezeiro O AF se caracteriza, inicialmente, pelo ligeiro amarelecimento dos fololos basais das folhas intermedirias (3, 4, 5 e 6). Mais tarde, pelo aparecimento de necroses nas extremidades dos fololos que evoluem para a seca total dessas folhas. Fig. Dendezeiro: amarelecimento e necrose da ponta do fololo para base Foto: Alessandra de Jesus Boari. </li><li> 29. Amarelecimento Fatal do Dendezeiro Um dos principais sintomas do AF a seca da folha flecha e, eventualmente, pode ocorrer a remisso temporria da planta. Seguida do declnio generalizado e morte As plantas morrem 7 a 10 meses aps o aparecimento dos primeiros sintomas, quando no ocorre a remisso. </li><li> 30. O sistema radicular no se desenvolve aps o aparecimento dos primeiros sintomas do AF. Essa doena pode ocorrer em qualquer idade do dendezeiro. Amarelecimento Fatal do Dendezeiro Fig. Planta de dend com mais de 25 anos de idade, apresentando AF e sintomas de remisso de folhas. Fig. Plantio de dend dizimado pelo AF. Foto: Alessandra de Jesus Boari </li><li> 31. Amarelecimento Fatal do Dendezeiro A nica medida de controle do AF uso de plantas resistente Plantas remanescentes de Tenera com potencial de resistncia (clones). Erradicao da planta. </li><li> 32. Fusariose O agente causal fusarium oxysporum. Introduzida no brasil atravs de sementes contaminadas da frica. Ataque morrer em mudas de pr-viveiro e viveiro, os sintomas da fusario mais so mais facilmente observadas em plantas adultas em campo. O surgimento mais comumente em plantas de quatro a cinco anos de idade. </li><li> 33. Fusariose Os sintomas mais tpico caracterizam-se inicialmente por um amarelecimento plido (verde-limo) ocorrendo das folhas mais velhas para as folhas medianas. O amarelecimento e dessecamento dos flios e da raquis. As folhas inicialmente afetadas podem tambm apresentar colorao rosa. Com a evoluo do amarelecimento as mais velhas seca rapidamente quebrando-se geralmente na base dos pecolos, mas permanecendo a semelhana de um guarda-chuva em torno da planta doente. </li><li> 34. Fusariose Fig. Sintomas avanados de fusariose. Os sintomas progridem em direo. As folhas jovens provocando finalmente a seca total e a morte da planta. </li><li> 35. Fusariose A estipe apresenta uma colorao tendendo para o marrom, contrastado com a colorao alaranjada tpica das plantas sadias. O sistema radicular de um modo geral, contudo, mostra-se aparentemente funcional e sem apodrecimento. Figura. Sintomas de fusariose no tecido basal. </li><li> 36. Esse patgeno causa uma colorao amarronzada nas extremidades nos fololos das folhas mais velhas, que avana para a base e provoca a seca rpida da folha. Alm disso, causa o abortamento de inflorescncias, bem como apodrecimento de cachos imaturos (TASCON; MARTINEZ, 1977; PERTHUIS et al., 1985). Nas condies da Amaznia brasileira, o Phytomonas parece atacar com mais frequncia palmares localizados ao longo da floresta e nas proximidades de igaraps (TRINDADE et al., 1997). Como estratgia de controle, recomenda-se o arranquio das plantas afetadas, j que elas no se recuperam. Marchitez Sorpressiva (Phytomonas staheli) </li><li> 37. REFERNCIAS AGRIANUAL (2006) Anurio da agricultura brasileira. So Paulo, Instituto FNP, 504p. ALVES, S. A. de O.;AMARAL, W, A. N. do.; HORBACH, M. A.; ANTIQUEIRA, L. M. O. R.; BRAGA, L. P. P.; DIAS, I. F. da S. A dendeicultura no estado do Par: cenrio atual, entraves e perspectivas. bioenergia em revista: dilogos, ano 3, n. 2, p. 18-28, jul./dez. 2013. BOARI, A. J.; TREMACOLDI, C. R.; SILVA, M. L. A.; SILVA, C. T. B.; SILVA, R. S.; CARVALHO, T. P. IDENTIFICAO MOLECULAR DE Pseudallescheria boydii EM PALMA DE LEO. BORGES, F. I .; SILVA, E. F.;), BOARI, A. J.; SOUSA, D. P.; SANTANA, W. E.; CARVALHO L. C. N. Anatomia comparada da raiz de Elaeis guieneensis Jacq. 4 Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel. 7 Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, leos, Gorduras e Biodiesel. BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS, 05 a 08 DE OUTUBRO DE 2010. BRAZILIO, M.; BISTACHIO, N. J.; P...</li></ol>