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MERCADO PRIMÁRIO DE AÇÕES. Lançamento de ações. Essencialmente , todo ativo financeiro é colocado no mercado (negociado pela primeira vez) por meio do mercado primário. - PowerPoint PPT Presentation

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MERCADO PRIMRIO DE AES

MERCADO PRIMRIO DE AES1Lanamento de aesEssencialmente, todo ativo financeiro colocado no mercado (negociado pela primeira vez) por meio do mercado primrio.Assim, no mercado primrio ocorre a canalizao direta dos recursos monetrios dos poupadores para o financiamento das empresas. nesse setor do mercado que as empresas buscam, mais efetivamente, os recursos necessrios para a consecuo de seu crescimento, promovendo, a partir do lanamento de aes, a implementao de projetos de investimentos e o consequente incremento da riqueza nacional.

Abertura de Capital

O financiamento de uma empresa mediante recursos prprios pode desenvolver-se pela reteno de seus resultados lquidos (autofinanciamento) e, principalmente, pelo lanamento de aes ao pblico.Para ter aes negociadas no mercado, a sociedade deve ser registrada como Companhia Aberta junto CVM.

Underwriting o lanamento pblico de novas aes.Essa transao equivale a uma operao na qual a sociedade emitente coloca seus valores mobilirios no mercado primrio, mediante a intermediao de uma instituio financeira.Nesse esquema, a sociedade atrai novos scios pela subscrio e integralizao de novas aes, cujos recursos financeiros so direcionados para financiar seu crescimento.

Block TradeEquivale oferta pblica de aes detidas por um investidor.Essa modalidade de oferta pblica constitui-se, em verdade, em uma distribuio secundria de aes. No resulta na entrada de novos recursos empresa, restringindo-se os resultados financeiros da operao no mbito dos investidores.Essa transao secundria envolvendo um expressivo lote de aes adotada geralmente em processos de transferncia de controle acionrio no mercado, em que o grupo controlador de uma sociedade coloca venda as aes detidas em carteira.No Brasil, esse tipo de operao ganhou maior notoriedade nos processos de privatizao de empresas pblicas executadas pelo governo brasileiro na dcada de 90. A Troca do Controle Acionrio e o Tag Along um mecanismo que assegura, a todos os acionistas minoritrios ordinaristas, um pagamento mnimo em relao ao valor pago aos controladores de uma sociedade, em caso de negociao do controle acionrio.No Brasil, a legislao vigente prev que o controlador adquirente deve realizar uma oferta de compra aos acionistas ordinaristas (com direito a voto) minoritrios das aes remanescentes ao preo mnimo de 80% do valor pago ao grupo controlador.A extenso desse direito aos acionistas preferenciais no obrigatria de acordo com a legislao vigente, obedecendo ao previsto no estatuto social da companhia.A Troca do Controle Acionrio mediante uma Oferta HostilUma oferta hostil se verifica quando um investidor decide comprar o controle acionrio de uma empresa, ou uma empresa decide adquirir o controle de outra mediante uma oferta pblica em bolsa de valores.A oferta hostil se caracteriza pela inexistncia de qualquer consulta ou contato prvio aos controladores, realizando-se independentemente de sua vontade, e se verifica geralmente em companhias com controle acionrio disperso.Fechamento de CapitalProcesso identificado quando uma empresa deseja retirar suas aes de negociaes em Bolsa de Valores. Para o fechamento de capital necessrio que, no mnimo, 2/3 dos acionistas com direito a voto aprovem a operao, tornando a companhia fechada.No processo de fechamento de capital deve ser realizada oferta pblica de aquisio do total de aes no mercado, pela empresa ou por seus acionistas controladores, a um preo admitido como justo.

Condies impostas empresa para a subscrio e integralizao de novas aes

A deciso de aumento de capital por subscrio e integralizao de novas aes pressupe que a sociedade oferea certas condies de atratividade econmica, as quais so avaliadas em cada uma das fases expostas a seguir:a) Os resultados econmicos e financeiros so avaliados segundo as vrias tcnicas de anlise, envolvendo a atual situao da empresa, atratividade dos planos de investimentos, a atual situao societria e capacidade em atender s vrias exigncias legais.

Condies impostas empresa para a subscrio e integralizao de novas aes

b) Estudo setorial: envolve principalmente o mercado consumidor, o mercado fornecedor de matrias-primas e as empresas concorrentes.c) Estudo das caractersticas bsicas de emisso e lanamento de aes (leva em considerao a existncia de incentivos fiscais na subscrio primria de aes, as condies fixadas de pagamento (integralizao) da subscrio, preo de lanamento das aes, poltica de dividendos definida no estatuto social da companhia, etc).

Condies impostas empresa para a subscrio e integralizao de novas aes

d) Contratao de um intermedirio financeiro para realizar o processo de subscrio.e) Contratao de uma auditoria externa (garantia de idoneidade das informaes contbeis publicadas).f) Anlise do cenrio conjuntural (desempenho e as perspectivas do mercado acionrio em geral, os nveis das taxas de juros, projees econmicas e indicadores macroeconmicos).

O Intermedirio Financeiro no Processo de Subscrio de Aes

A instituio financeira intermediadora constitui-se, basicamente, em um elo entre a empresa tomadora de recurso e os agentes econmicos poupadores.Assim, uma sociedade que deseje financiar-se mediante operao de aumento de capital, com a consequente emisso de novas aes, deve procurar uma instituio financeira do mercado de capitais (Sociedade Corretora, Sociedade Distribuidora, Banco Mltiplo e Banco de Investimento), responsvel por coordenar o processo.

Modelos de subscrio adotados pelo Intermedirio Financeiro

a) Subscrio do tipo puro ou firme: a instituio subscreve integralmente a emisso de aes para tentar revende-las posteriormente ao pblico. Nessa forma de contrato, a empresa no tem risco algum, pois tem certeza da entrada de recursos, j que o intermedirio subscreve para si o total da emisso. b) Subscrio do tipo residual (stand-by): o intermedirio compromete-se a subscrever as aes que no conseguir vender ao pblico, em prazo fixado no contrato. A quantidade de aes objeto da garantia poder estar limitada a certo montante.c) Subscrio do tipo melhor esforo (best effort): O intermedirio assume o compromisso de realizar seu melhor esforo no sentido de colocar as aes ao pblico, no assumindo qualquer obrigao de comprar, ele mesmo, os ttulos no vendidos. Naturalmente, a remunerao para esse tipo de servio deve ser menor que a destinada a um compromisso do tipo firme.

Preo de emisso da ao

A fixao do preo de emisso de uma ao importante para o sucesso da operao de subscrio pblica, principalmente para os atuais acionistas definirem seu direito de preferncia.A atual Lei das S/As prev que o preo de emisso deve ser fixado tendo em vista:a) a cotao das aes no mercado;b) o valor do patrimnio lquido da companhia; ec) as perspectivas de rentabilidade da companhia.

Diluio Injustificada

Ao estabelecer critrios para o estabelecimento do preo de emisso de uma ao, a legislao vigente procura evitar que ocorra a diluio injustificada dos antigos acionistas que no venham, por qualquer motivo, exercer seu direito de preferncia na subscrio.A sociedade, ao colocar aes no mercado primrio por um preo muito inferior ao daquele praticado no mercado secundrio, pode prejudicar os acionistas antigos, ocorrendo o que a lei denomina de diluio injustificada da participao acionria.

A Escolha da AoOs diretores e os acionistas controladores tambm tm a responsabilidade de decidir o tipo de ao a ser lanada (preferencial ou ordinria). Essa deciso depende de alguns fatores, como:a) Aspectos legais: A lei das S/As permite um limite mximo de 50% do capital social expresso em aes preferenciais nas companhias em processo de abertura de capital. Empresas em funcionamento podem manter a proporo de 2/3 de aes preferenciais e 1/3 de aes ordinrias.b) Condies financeiras dos controladores para acompanharem o aumento do capital ordinrio e, assim, manterem suas participaes acionrias;c) Direito do acionista preferencial de receber dividendos, no mnimo, 10% maior que o atribudo ao acionista ordinrio.

Vantagens na Abertura de Capital

A principal vantagem da abertura de capital para uma sociedade o prazo indeterminado dos recursos levantados, no apresentando esses valores prazos fixos para resgate.Outras vantagens que podem ser apresentadas so:a) Melhores condies de liquidez para os acionistas realizarem seu patrimnio;b) Melhoria da imagem institucional da empresa pela existncia de maior transparncia e qualidade das informaes publicadas; ec) Incentivo profissionalizao das decises da empresa.

Exigncias e Responsabilidades da Companhia de Capital Abertoa) Distribuio obrigatria de dividendos;b) Levantamento e publicao de informaes peridicas ao mercado;c) Elevao dos custos administrativos com a montagem de uma estrutura interna voltada a dar todo o suporte ao processo de abertura de capital e com a criao de departamento de relaes com o mercado;d) Taxas da CVM e da Bolsa de Valores;e) Contratao de servios mais qualificados de auditoria independente.

esperado que estes custos sejam diludos pelas vantagens enumeradas da abertura de capital.

RefernciasASSAF NETO, Alexandre. Mercado financeiro. 9.ed. So Paulo: Atlas, 2009.PINHEIRO, Juliano Lima. Mercado de Capitais: Fundamentos e Tcnicas. 5 ed. So Paulo: Atlas, 2009.PORTINHO, Paulo. O Mercado de Aes em 25 Episdios: histrias, estudos e crnicas sobre o mercado de aes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

Questes1) Que tipo de transaes ocorre no mercado primrio de aes? 2) Qual a diferena entre uma operao de underwriting e uma de block trade?3) Descreva resumidamente os modelos adotados pelos intermedirios financeiros na subscrio de aes.

4) Defina diluio injustificada da participao acionria. 5) Segundo legislao vigente, qual a distribuio entre aes ordinrias e preferenciais numa companhia de capital aberto?6) Defina tag along. Todos os a