meeting hell nº 1

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Meeting Hell #1 - O melhor dos dois mundos. Matérias e entrevistas especiais. Conheça o mundo por trás da música. Baixe gratuitamente - http://bit.ly/MeetingHellN1

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  • O melhor dos dois mundos

    H quem diga que no existe algo de melhor em dois mundos dis-tintos.H quem acredite que isso no pode dar certo e uma iluso ex-trair algo de dois mundos. Qui impossvel! Sabe o que legal? Calar a boca do povo e provar que sim, possvel! Enquanto mdias digitais e gratuitas, os peridicos tm o seu papel bem definido que divulgar, manifestar opinies, informar e levar esta in-formao at onde pode alcanar, para qualquer lugar. Mesmo com as bar-reiras lingusticas, sempre existir um que entende o que voc est falando. Diante disso, poderia haver competio. Sim, ela existe. Uma com-petio do bem, claro, pois a misso levar o que nem sempre chega boa parte das pessoas. A misso nica: mostrar o que est sendo feito. E por querer mostrar este trabalho que a Rock Meeting e a Hell Divine mostram o melhor delas, dos supracitados dois mundos. Como? Re-solvemos criar a Meeting Hell para mostrar como o nosso mundo. O mundo dos produtores, das redaes, das gravadoras e outras publicaes; o que os msicos pensam sobre determinado assunto, polmicas. O assunto girando no sol: a msica. Informar no apenas escrever e publicar. necessrio ter coragem. Sim, coragem, uma vez que no so todos que transformam as crticas em atitudes benficas, desde que elas tenham fundamento, bvio. Insultos e fa-lcias no so crticas, so atitudes invejosas de quem nunca conseguiu che-gar onde quis. Por falar em crticas, as queremos e queremos todas elas. nosso ter-mmetro para pensar nos prximos passos. Acertar. Corrigir. Ousar. Passo importante para exibir o melhor dos dois mundos!

    Por Pedro Humangous e Pei Fon

  • m i n d s t h a t r o c k

    7 a n o s t r a b a l h a n d o c o m o s m e l h o r e s

    www.metalmedia.com.br

  • 08

    28

    38

    20

    60

    StaffEditoresPedro HumangousPei Fon

    ColaboraramMauricio MeloJoo Messias Jr.

    DiagramaoPei Fon

    Capa e LogotipoGustavo Sazes

    DesignerAlcides Burn

    RevisoFlvia Pais

    8. Revistas de Heavy Metal no Brasil20. Produtor de eventos28. Produtor Musical38. Correspondente 50. Gravadoras (Die Hard)60. Artista Grfico68. Metal Open Air72. Por onde anda76. 5 cds para sair da mesmice84. I Wish

  • Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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  • Revista de Heavy Metal

    no BrasilA informao em transformao

    Antes do surgimento da internet, os meios impressos dominavam a cena. As revistas de Heavy Metal eram as nicas fontes de informao para o pblico. Nessa era digital que vivemos, muita coisa mudou. A forma

    como consumimos informao e msica est mudada e em constante transformao. Revistas como Rock Brigade, Rock Hard Valhalla e Roadie Crew foram li-

    teralmente a bblia do headbanger por muitos anos e serviram de inspirao para as verses digitais exis-tentes no Brasil como Hell Divine e Rock Meeting. E

    como fica essa convivncia atualmente? Existe espao para todos? Conversamos com Eliton Tomasi, Claudio Vicentin e Ricardo Batalha pra entender como era no passado, como est no presente e o que pode vir pela

    frente num futuro prximo em relao a esse mercado. Vale a pena conferir!

    Por Pedro Humangous | Foto Divulgao/Arquivo Pessoal

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  • A Roadie Crew comeou em 97, pou-co antes desse boom da era digital. Como vocs corriam atrs de material naquela poca? Era muito difcil conse-guir entrevistas com as bandas ou dis-cos para resenhar?Claudio Vicentin: Logicamente que no co-meo foi difcil. No pelo fato de estarmos em um momento em que as comunicaes eram mais complicadas, mas porque ramos um veculo novo e do Brasil. As gravadoras des-confiavam. Com o tempo, mostrando o traba-lho srio e profissional tudo foi se tornando normal. Ricardo Batalha: Realmente foi muito di-fcil. Nada a ver com o que ocorre atualmen-te, com o volume absurdo de material que lanado semanalmente e chega tanto pelos Correios, como em formato digital para down-load. No tem nem como comear a comparar. Entrevistas eram uma lutas para se conseguir. Como ramos todos colaboradores, j que no era uma revista e sim, um fanzine em preto e branco, com poucas pginas e sem nenhum nome no meio, havia mais dificuldade. Vale lembrar que na poca existiam outras publi-caes mensais no mercado. A Roadie Crew comeou como um fanzine e a primeira edio saiu em agosto de 1994, quando ocorreu o pri-meiro Monsters Of Rock em So Paulo. Pas-sou a ser uma revista em maio de 1998, com a edio n 8 e manteve-se inicialmente com frequncia bimestral at a edio n 25, quan-do passou a ser publicada mensalmente.

    Eliton, voc foi editor da extinta Rock Hard/Valhalla, uma das publicaes mais legais no Brasil, sendo a maior concorrente da Roadie Crew (que ain-da se mantm na ativa). Como era ter uma revista de Heavy Metal no Brasil

    Eliton Tomasi - Valhala | Rock Brigade

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  • naquela poca?Eliton Tomasi: Era bem diferente. As re-vistas impressas eram a principal (quase ni-ca) fonte de informao sobre o assunto. No havia internet e redes sociais. Voc conhecia uma banda nova (ou antiga) lendo resenhas e entrevistas nessas revistas. Depois voc corria para a loja de discos. O mercado funcionava como um mecanismo mais ajustado. Hoje em dia as revistas impressas talvez sejam um dos ltimos recursos ao qual o f recorre para co-nhecer bandas e lanamentos. Mercadologica-mente, muito caro produzir uma revista im-pressa diante da pouca demanda. Por isso que hoje temos apenas uma revista em circulao, quando j tivemos quatro ou cinco.

    Quando vocs ainda estavam na ativa, a concorrncia era grande certo? Como era lidar com esse tipo de briga pelo leitor? Quais estratgias adotavam para se diferenciar?Eliton Tomasi: Pois , como disse, chegamos a ter cinco ou mais publicaes sendo lanadas na mesma poca. Alm da Valhalla e Roadie Crew, tnhamos a Rock Brigade (certamen-te a me de todas as publicaes especializa-das), Strike, Dynamite, Slammin, Metalhead, Comando Rock. Na poca da Valhalla sempre apostamos em buscar pautas diferenciadas, pensar fora da caixa e evitar o bvio. Tnhamos sees e matrias especiais. Tambm busca-mos expandir nossa abrangncia editorial no falando apenas de Heavy Metal e Classic Rock, mas todos os segmentos do Rock N Roll, com gente especializada em cada assunto. Tambm sempre nos preocupamos muito com a quali-dade dos textos, contedo visual e arte. Acho que tudo isso, somado a linguagem prpria de se comunicar, deu uma identidade bastante forte Valhalla na poca.

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  • Qual era a mdia de tiragem da Rock Hard/Valhalla? Era muito difcil fazer a revista chegar em todos os cantos do pas? Quais eram as dificuldades encon-tradas por vocs no mbito geral?Eliton Tomasi: A mdia eram 30 mil exem-plares por edio/ms. A tiragem era sempre baseada na demanda pela distribuidora (du-rante todo nosso tempo no mercado trabalha-mos com a Fernando Chinaglia). Quanto mais vendia, mais a distribuidora impulsionava a editora a atender a demanda e expandir a ti-ragem e abrangncia. Primeiro comeava com uma tiragem mais tmida que abrangia os esta-dos de So Paulo e Rio de Janeiro. Com o tem-po voc ia expandindo at cobrir o Brasil todo, chegando at a exportar para Portugal. Ento ramos sempre motivados a divulgar bastante

    a revista, produzir bom contedo para que pu-desse vender mais e assim podermos expandir a tiragem.

    Acredito que esse mercado de publi-caes impressas era muito mais forte antes da internet aparecer, certo? Hoje em dia, com uma tiragem menor do que em anos anteriores, como vocs ava-liam esse mercado de nicho? Quais as dificuldades encontradas para se man-terem ativos na cena?Claudio Vicentin: Para tudo nesse mundo existe adequao e por sermos mercado de nicho sofremos menos com isso. E tem mais, por sermos uma publicao de Heavy Metal, nossa tiragem no teve uma diminuio consi-dervel. As assinaturas nunca tiveram queda,

    Ricardo Batalha- Roadie Crew

    Foto: Sebastian Cauvet

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  • apenas crescem a cada ano. Ns, fs de Me-tal, somos fieis e queremos os produtos. A difi-culdade hoje vem muito mais da economia do pas do que por motivo da internet. A internet na verdade s nos ajuda a termos mais contato com nossos leitores e fs de Metal. Alm disso, temos a parte comercial que muito impor-tante para a manuteno de toda a estrutura e no podemos esquecer que publicidade tam-bm informao. Ricardo Batalha: Escuto h anos que a re-vista vai acabar, que ningum mais liga para publicaes impressas e que na internet tem tudo que precisam. Realmente, eu no entra-ria em nenhuma revista impressa que fosse comear agora, mas a Roadie Crew ainda est a. Alm de publicaes que foram saindo de cena, tambm vimos sites muito bons infeliz-

    mente sarem do ar por falta de aporte finan-ceiro, desistncia mesmo de lutar por algo que, embora bem feito, no trazia o resultado esperado. Entretanto, quem est na ativa, com frequncia e habitualidade, tende a se sobres-sair. Uma pena que a cultura dos cliques so-mente em coisas polmicas tenha se alastrado ao Heavy Metal e que hoje em dia vale mais a manchete que a pesquisa profunda. As pes-soas no querem saber se o autor foi atrs da pauta, apurou os fatos e fez com seu prprio esforo. triste ver que hoje poucos querem produzir e que poucos sem importam que seja um control C + control V de notcia traduzida. Vendo assim, parece no ser mais necessrio uma boa equipe e um trabalho profissional, j que hoje qualquer f que tenha um tradutor se acha expert. Veja, muita gente que inicia

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  • os trabalhos e tem inteno de fazer algo mais profissional e srio, sofre com isso. Ainda as-sim, mantenho o que sempre falei: quem pen-sa s com cabea de f no consegue trabalhar bem.

    Hoje vocs so praticamente a nica re-vista impressa (de forma contnua) de Heavy Metal no Brasil e desempenham um papel importantssimo na educa-o dos headbangers. O que acham que pode ter acontecido para que as demais encerrassem suas atividad