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<p>ASPECTOS CRIMINAIS NO COMBATE AO FURTO DE ENERGIA ELTRICA E CASOS CONCRETOS JOO LUIZ F. S. FILHO Advogado Ampla</p> <p>Institucional</p> <p>Ampla Energia e Servios S/A</p> <p>Brasil</p> <p>- Baixa densidade demogrfica; - Mercado Complexo; - Carteira Residencial predominante; - Alto ndice de perdas de energia (Mdia Brasil- 12% / Mdia RJ 23,5%*).* Fonte Abradee - 2003</p> <p>Nvel de perdas de energia</p> <p>Rio de Janeiro</p> <p>Perdas TAM 2006</p> <p>20,7%</p> <p>23,5%</p> <p>22,3%</p> <p>21,7%</p> <p>Perdas TAM 2005</p> <p>14,1%</p> <p>13,8%</p> <p>13,7%</p> <p>13,5%</p> <p>12,8% 10,9% 10,6% 6,7%</p> <p>Light</p> <p>Enersul</p> <p>Ampla</p> <p>C oelba</p> <p>C osern</p> <p>C oelce</p> <p>Escelsa</p> <p>Eletropaulo</p> <p>C lelesc</p> <p>Bandeirante</p> <p>Elektro</p> <p>Fonte: Abradee</p> <p>Uma explicao para as perdas comerciaisEstudo da FGVAs formas convencionais de combate ao furto no tm se mostrado suficientes para resolver o problemaSITUAO EM 2006 ROS INQ. POLICIAIS VPIS SUSPENSAS VPIS EM ANDAMENTO AES PENAIS OUTROS 3.588 1.755 435 197 324 877</p> <p>1,2IDH Complexidade Social</p> <p>25%Patamar Mdio de Perdas</p> <p>1,0 0,8</p> <p>20% 15%</p> <p>0,6 10% 0,4 0,2 6% 0,0 Paran Rio Grande do Sul DF So Paulo Rio de Janeiro 8% 10% 13% 24% 0% 5%</p> <p>O ndice de complexidade O ndice de complexidade social, criado por um social, criado por um estudo encomendado estudo encomendado FGV/UFF, explica o alto FGV/UFF, explica o alto nvel de perdas e nvel de perdas e inadimplncia do Estado inadimplncia do Estado do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro</p> <p>Uma explicao para as perdas comerciaisEstudo da FGV</p> <p>Soluo para os problemas</p> <p>Soluo SocialCapacidade de pagamento Capacidade de pagamento Subsdio Baixa Renda Subsdio Baixa Renda</p> <p>Aes Sociais Aes Sociais</p> <p>Conscincia Energtica Conscincia Energtica Gerao de Renda Gerao de Renda</p> <p>Soluo TcnicaRede AMPLA Rede AMPLA Ampla Chip Ampla Chip</p> <p>Soluo Legal/Criminal</p> <p>Surgimento do Tipo PenalContextualizao Histrica: A Constituio de 1934 Decreto Lei 24.643 de 10 de Julho de 1934 regulamentado pelo Decreto-Lei 41.019 de 1957 ao concessionrio a aplicao das penalidades previstas nos contratos de Concesso ou nos regulamentos em vigor. Exposio de Motivos (n 56) do Decreto-Lei n 2.848 de 07/12/1940 (Cdigo Penal), a energia eltrica equiparada coisa mvel.</p> <p>LegalidadeTipo penal: artigos 155 3 c/c 4 , 171 e 265, pargrafo nico, todos do cdigo penal; Artigo: 155 3 Furto simples pena 1 a 4 anos, e multa Artigo 155 3 c/c 4 - Furto qualificado pena 2 a 8 anos, e multa; Artigo 171 caput Estelionato pena 1 a 5 anos, e multa; Artigo 265 pargrafo nico Atentado contra a segurana de servio de utilidade pblica pena 1 a 7,5 anos.</p> <p>Legalidade Furto SimplesQuando ocorre o artigo 155 3? Quando detectada uma ligao direta sem passar pelo medidor de energia, a qual pode ser visualizada sem dificuldades.JURISPRUDNCIA FURTO FORNECIMENTO CLANDESTINO DE ENERGIA ELETRICA CONCURSO DE PESSOAS NO CONHECIMENTO REDUO DE PENA CP. ARTIGO 155. FURTO DE ENERGIA. Resta seguramente comprovada a subtrao de energia se o laudo pericial oficial d conta da inexistncia de medidor e constata uma ligao clandestina (Des. Ricardo Bustamente Julg. 03/12/2002 Quinta Cmara Criminal TJRJ)</p> <p>Exemplo</p> <p>Ligao direta na rede da concessionria</p> <p>Legalidade Furto QualificadoQuando ocorre o artigo 155 3 c/c 4? Quando detectada uma ligao direta sem passar pelo medidor, a qual no pode ser visualizada com facilidade sendo necessrio exames detalhados por parte dos peritos criminais.JURISPRUDNCIA FURTO DE ENERGIA ELETRICA FRAUDE FURTO DE ENERGIA QUALIFICADO PELA FRAUDE. ART. 155 3 E 4, IV, DO CDIGO PENAL. ABSOLVIO. TESE DEFENSIVA REJEITADA. Se a prova segura no sentido de que o acusado era o responsvel pela empresa em funcionamento no local, onde foi constatado o furto de energia eltrica; mandou instalar os aparelhos de ar condicionado cuja ligao irregular estava gerando desvio de energia e foi o responsvel pela contratao daquele que se encarregou da instalao criminosa, confirmase a sentena condenatria.(...) Apelao improvida. Des. Maria Raimunda T. Azevedo Julg. 16/09/2004 Oitava Cmara Criminal do RJ.</p> <p>Exemplo</p> <p>Cliente grupo B Shunt Aberto</p> <p>Legalidade EstelionatoQuando ocorre o artigo 171? Quando a fraude se d dentro do aparelho de medio, especificamente quando altera-se as engrenagens, induzindo a erro a concessionria.</p> <p>JURISPRUDNCIA Apelao n 1.028.947/1, RJTACRIM 31/140 Estelionato Alterao do relgio medidor de consumo de energia eltrica Configurao Furto de energia qualificado pela fraude Inocorrncia do artigo 140 do Cdigo de Processo Penal A alterao do relgio medidor. Inteligncia de consumo de energia eltrica caracteriza o crime de estelionato, e no o furto de energia qualificado pela fraude, pois o fato de a empresa fornecedora desconhecer que est entregando mais energia que a registrada pelo aparelho, configura exatamente o ardil tpico da figura penal do art. 171 do Cdigo Penal.</p> <p>Exemplo</p> <p>Afastamento de Engrenagem</p> <p>Formas de subtrao de energiaEfetuar Ligao direta rede secundria; Efetuar desvio no ramal de entrada (antes do medidor); Bloquear o disco medidor atravs de perfurao da tampa ou da base; Deslocar os ponteiros do medidor (retroagir leitura); Inverter as ligaes do medidor; Interromper as ligaes das bobinas de potencial (selecionar fios ou parafusos do terminal de provas junper, link, shunt etc); Substituir engrenagem do medidor; Desgastar dente da engrenagem; Soltar parafuso do piv de sustentao do disco mancal; Descalibrar o medidor;</p> <p>Formas de subtrao de energiaRetroceder o ponteiro de demanda; Abrir chave de aferio; Isolar lmina da chave de aferio; Isolar fios de ligao entre a chave de aferio e o medidor; Provocar curto-circuito nos transformadores de corrente na chave; Provocar curto circuito nos transformadores dos secundrios; Interromper alimentao do motor de temporizao de demanda; Inverter seqncia de fases (reativo); Provocar curto circuito na entrada e sada do medidor.</p> <p>Fonte: COGE SJU 05/89</p> <p>Exemplo</p> <p>Cliente grupo B Neutro desconectado</p> <p>Exemplo</p> <p>Cliente grupo A Fraude em medidores digitais</p> <p>Priso em FlagranteQuando ocorre? Ocorre quando o ilcito patente, irrecusvel, insofismvel, que permite a priso de seu autor, sem mandado judicial, em razo da certeza visual do crime.</p> <p>Previso legal CONSTITUIO FEDERAL DE 1988 ARTIGO 5, LXI CDIGO DE PROCESSO PENAL - Artigo 302 e 303 (crime permanente)</p> <p>Priso em FlagranteGateiros so presos em flagrante em ao de combate ao furto de energia em So Gonalo - RJ</p> <p>Delegacia de Defesa dos Servios Delegados DDSDCriada em 06/02/2002 Composio: 55 funcionrios Empresas Atendidas: LIGHT, AMPLA, CEDAE, CEG, TELEMAR, PRO-LAGOS, TELEFONIA MVEL, TVA, SKY, NET E DIRECT-TV H apenas uma delegacia no Estado do Rio de Janeiro e, em razo disso, a demanda est bastante reprimida. A fraude no pode ser desconstituda em muitos casos. Apesar da criao da especializada, as Delegacias Distritais continuam com a competncia concorrente para autuar e proceder nos casos de registros de furto de energia</p> <p>Procedimento previsto no CPP para demonstrar a materialidade do crimeProva pericial: Artigo 6, VII Iniciativa do delegado Artigo 158 Obrigatoriedade do exame de corpo de delito Artigo 159 Laudo assinado por dois peritos Artigo 564, III, b Nulidade por falta de materialidade</p> <p>Crime de falsa perciaArt. 342 do Cdigo Penal Fazer afirmao falsa, ou negar ou calar a verdade, como testemunha, perito, contador, tradutor ou intrprete em processo judicial, ou administrativo, inqurito policial, ou em juzo arbitral: Pena: recluso, de 01(um) a 3(trs) anos, e multa.</p> <p>Denunciao caluniosa e calnia</p> <p>Em algum momento, em razo da atuao das equipes tcnicas da empresa, a apresentao da notcia crime de furto de energia eltrica autoridade policial imputando furto ao cliente inocente, em tese, pode ser entendida como crime do art. 339 do CP ou do art. 138 do CP.</p> <p>Violao de domiclioArt. 5, XI da Constituio Federal Art. 150 do Cdigo PenalJURISPRUDNCIA RECURSO DE HABEAS CORPUS DIREITO PROCESSUAL PENAL PROCESSO TRANCAMENTO - Tranca-se o processo, antes da sentena, quando o fato descrito na denncia no configura nenhuma infrao penal. Acontece, relativamente a violao de domiclio, mencionando que a entrada, nas dependncias da casa, se deu para o cumprimento de dever legal, nos limites do consentido pelas normas jurdicas, entre as quais as decorrentes dos usos e costumes. Assim, o ingresso de preposto de empresa fornecedora de energia eltrica para leitura do consumo mensal do registro, na parte externa do edifcio. Ordem deferida. Por unanimidade, dar provimento ao recurso para cassar a deciso recorrida e, em conseqncia, conceder a ordem de hbeas. RHC 867 - STJ.</p> <p>Suspenso condicional do processoLei 9.099/95 Art. 89 Nos crimes em que a pena mnima cominada for igual ou inferior a 1 ano, abrangidas ou no por esta Lei, o Ministrio Pblico, ao oferecer a denncia, poder propor a suspenso do processo, por 2 a 4 anos, desde que o acusado no esteja sendo processado ou no tenha sido condenado por outro crime, presente os demais requisitos que autorizam a suspenso condicional da pena (art. 77 do CP) 1 - Aceita a proposta pela acusado e seu defensor, na presena do juiz, este, recebendo a denncia, poder suspender o processo, submetendo o acusado a perodo de prova, sob as seguintes condies: I Reparao do dano, salvo impossibilidade de faz-lo; ...</p> <p>Crtica ao art. 75, 2 da Resoluo 456/ANEEL/00Art. 16 do Cdigo Penal Art. 65, III, b, do Cdigo Penal Art. 75 da Resoluo 456/ANEEL/00 ... 2 No Caso de procedimentos irregulares, no sendo possvel concessionria a identificao do perodo de durao e, conseqentemente, a apurao das diferenas no faturadas, caber a mesma solicitar autoridade competente a determinao da materialidade e da autoria da irregularidade, nos termos da legislao aplicvel.</p> <p>ASPECTOS CRIMINAIS NO COMBATE AO FURTO DE ENERGIA ELTRICA E CASOS CONCRETOS HONESTE VIVERE (Viver Honestamente) ATERUM NON LAEDERE (No lesar a ningum) SUUM CUIQUE TRIBUERE (Atribuir a cada um o que seu) JOO LUIZ F. S. FILHO ADVOGADO AMPLA</p>

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