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HISTRIA DO BRASIL As Grandes Navegaes

As grandes navegaes marcaram um perodo da Histria europia no qual os horizontes se alargaram enormemente. Dentre outros eventos, nessa poca, encontrou-se o fim do continente africano e entrouse em contato com civilizaes do Oriente e do Extremo Oriente. No sculo XVI, uma expedio espanhola liderada pelo portugus Ferno de Magalhes comprovaria que a terra redonda, atravs da viagem de circunavegao. No entanto, no se deve perder de vista o sentido maior dessa expanso martima para os europeus: obter riquezas. O descobrimento do Brasil e as primeiras dcadas da colnia

O termo descoberta do Brasil se aplica somente chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada pelo navegador portugus Pedro lvares Cabral a uma parte da extenso de terra onde atualmente se localiza o territrio brasileiro. A palavra "descoberta" usada nesse sentidoem uma perspectiva europocntrica, ou seja, referindo-se estritamente a um olhar europeu que descobre um Novo Mundo, deixando de considerar a presena de diversos grupos de povos amerndios que habitam a regio h muitos sculos. O descobrimento e o comrcio indiano

Em 1500, as ndias, recm-descobertas por Portugal, supriam as necessidades comerciais do Reino, atravs do afluxo de especiarias. Neste momento, o Estado e a burguesia portuguesa estavam mais interessados na frica e na sia, pois os lucros oferecidos pelo comrcio com essas regies eram imediatos, com o comrcio das especiarias asiticas e dos produtos africanos, como o ouro, o marfim e o escravo negro. Em contrapartida, os lucros conseguidos com a extrao do pau-brasil era insignificantes se comparados com aqueles adquiridos com os produtos afro asiticos.

O escambo de pau-brasil

Em 1501 e 1502 foram feitas expedies pela costa brasileira. Aps os primeiros contatos com os indgenas, os portugueses comearam a explorar o pau-brasil da Mata Atlntica. O pau- brasil tinha grande valor no mercado europeu, j que sua seiva avermelhada era muito utilizada para tingir tecidos e para a fabricao de mveis e embarcaes. Como estas rvores no estavam concentradas em uma nica regio, mas espalhadas pela mata, passou-se a utilizar a mo de obra indgena para executar o corte. At esse momento, os ndios no eram escravizados, eram pagos na forma de escambo, ouseja, atravs da troca de produtos. Machados, apitos, chocalhos, espelhos e outros objetos utilitrios foram oferecidos aos nativos em troca de seu trabalho (cortar o pau-brasil e carreg-lo at s caravelas). Os portugueses continuaram a explorao da madeira, erguendo toscas feitorias no litoral, onde funcionavam armazns e postos de trocas com os indgenas.

Motivaes para a colonizao

Nesse perodo, encontravam-se, alm dos portugueses, outros estrangeiros no territrio da Amrica portuguesa. Dentre estes, destacam-se os franceses, que eram os

principais compradores do pau-brasil da costa brasileira. No final da dcada de 1520, Portugal via uma dupla necessidade de dar incio colonizao no Brasil. Pois, se por um lado, o Reino passava por srios problemas financeiros com a perda do monoplio do comrcio das especiarias asiticas, por outro, a crescente presena estrangeira, notadamente francesa, no litoral do Brasil, ameaava a posse portuguesa da sua parte nas terras do Novo Mundo. Outro fator relevante foi a descoberta de ouro e prata na Amrica espanhola. Em 1530, o governo portugus enviou ao Brasil a primeira expedio colonizadora, sob o comando de Martim Afonso de Sousa. Essa expedio visava o povoamento e a defesa da nova terra, assim como, sua administrao e sistematizao da explorao econmica. A organizao da estrutura poltico-administrativa do Brasil colonial

O sistema de Capitanias Hereditrias Em 1532, tomou-se a deciso de dividir a colnia em 14 Capitanias Hereditrias, doadas a nobres portugueses que teriam a obrigao de povoar, proteger e desenvolver economicamente seus territrios. Para estimular os donatrios a ocupar as novas terras, o rei lhes concedeu amplos poderes polticos, para governar suas terras. Dessa forma, os donatrios poderiam doar sesmarias, exercerem jurisdio civil na Capitania e obterem direitos comerciais. Em contrapartida, os donatrios deveriam arrecadar tributos para a Coroa. A nobreza e a burguesia portuguesa no se interessaram pelo empreendimento, pois no apresentavam atrativos visivelmente rentveis. Das Capitanias organizadas, poucas obtiveram xito. As que mais prosperaram foram as Capitanias de So Vicente e de Pernambuco. As outras fracassaram como empresa colonizadora, como foi o caso da Capitania de Ilhus, onde o donatrio Pereira Coutinho acabou sendo devorado pelos ndios antropfagos locais. Contudo, o sistema continuou a existir at finais do sculo XVIII. O Governo Geral Com o risco sempre iminente da perda do territrio para os franceses e com a notcia da descoberta da mina de Potosi (na atual Bolvia) pelos espanhis, em1545, (a maior mina de prata do mundo na poca), em 1548, a Coroa portuguesa decidiu implantar um governo central na colnia. Esse sistema administrativo, introduzido em 1548, centralizava o poder poltico e administrativo da colnia nas mos de um representante do rei, o governador geral. Entre suas principais funes estavam: consolidar o poder poltico e religioso; incentivar o povoamento visando a defesa do territrio contra invases; auxiliar na administrao e proteger militarmente os donatrios, estabelecendo assim, um maior controle social. A primeira sede do Governo Geral foi em Salvador. As Cmaras Municipais Eram rgos locais da administrao colonial portuguesa. Sua fundao data de 1549, na cidade de Salvador, por Tom de Souza. Suas funes eram bastante extensas e abarcavam diversos setores da vida econmica, social e poltica na colnia. As cmaras municipais prevaleceram em todo o perodo colonial, tornando-se a base da administrao. Seus membros eram constitudos pelos homens bons. As cmaras eram importantes centros de poder e de deciso na colnia e, algumas vezes, se confrontavam com a Coroa. Os cristo-novos

O termo designa os judeus convertidos ao cristianismo catlico. A questo indgena Alm da violncia contra os indgenas, que foram escravizados em muitas regies da colnia, durante o processo de colonizao, suas terras foram tomadas, seus meios de sobrevivncia destrudos e suas prticas religiosas proibidas. Um dos principais grupos indgenas do Brasil foi o dos tupinambs, e tambm um dos grandes inimigos da colonizao portuguesa. Espalhados pela costa brasileira,eram encontrados, sobretudo, na Bahia e no Rio de Janeiro. Nos primeiros anos da empresa colonizadora, os portugueses fizeram comrcio (escambo) com os ndios, no entanto, com a implementao das plantations, comearam a utilizar a mo de obra indgena de forma compulsria. O trabalho indgena conseguido pela fora, foi largamente utilizado em toda a colnia at cerca de 1600. A resistncia Indgena Os povos indgenas,ao contrrio do que preconizava parte da historiografia tradicional, no aceitaram pacificamente a dominao dos no- ndios e, durante todo o processo colonizador, empreenderam uma forte resistncia. Dentre esses movimentos de resistncia indgena antiescravista, destaca-se a Confederao dos Tamoios, um movimento que reuniu diversos povos indgenas contra a dominao portuguesa. A Frana Antrtica A implantao do colonialismo na Amrica Portuguesa Somente a partir de 1550, pode-se considerar que a estrutura colonial se imps de fato na Amrica portuguesa. Era a sociedade colonial, patriarcal, escravista e monocultora. A estrutura colonial O Pacto colonial Foi um conjunto de normas que regulamentaram as relaes polticas e econmicas entre as metrpoles e suas respectivas colnias, na chamada Era Mercantilista. A explorao da cana-de-acar O acar extrado da cana possua um alto valor nesse mercado; passou a ser chamado de engenho o conjunto formado pela grande propriedade rural aucareira O engenho de acar constituiu a pea principal do sistema mercantilista portugus do perodo, sendo organizado na forma de latifndios,com tcnicas agrcolas complexas, mas apesar disso, com baixa produtividade. A partir de meados do sculo XVI, para sustentar a produo de cana-de-acar, os portugueses comearam a importar africanos como mo de obra escrava. A pecuria A atividade criatria cumpriu um duplo papel no desenvolvimento colonial: primeiro, o de complementar a economia do acar; segundo, o de dar incio a penetrao, conquista e povoamento do interior do Brasil, principalmente do serto nordestino. O escravismo colonial A presena holandesa no comrcio Os Pases Baixos possuam relaes comercias com Portugal desde a Idade Mdia. Assim sendo, tornaram-se parceiros fundamentais para o sucesso da agromanufatura

aucareira, participando do transporte da cana para a Europa e do refino do acar. Dessa forma, Holanda e Portugal tornaram-se scios no comrcio europeu do acar, havendo nessa sociedade certa desvantagem de Portugal. Os Jesutas Desde a dcada de 1550, a Companhia de Jesus estava presente no Brasil. Essa Ordem foi criada durante a Contra-Reforma catlica com o objetivo de promover a expanso da f catlica pelo mundo. Os Jesutas tambm desempenharam um importante papel na educao da colnia, eles educavam os filhos dos senhores de engenho, comerciantes e de outras famlias abastadas. Durante o perodo colonial, o direito educao, era restrito somente a esses grupos sociais. O Brasil e as relaes internacionais Unio Ibrica e invaso holandesa As Revoltas Coloniais

A Revolta de Beckman (1684) O Quilombo dos Palmares (1630-1694) A Guerra dos Mascates 1709-1711 A economia mineradora O sculo XVIII marcou na colnia o desenvolvimento da economia mineradora.

O bandeirismo As Entradas e Bandeiras foram expedies organizadas para explorar o interior do Brasil. Foram quatro os principais fatores que contriburam com a interiorizao: a pecuria, a busca por drogas do serto, A procura por metais e o apresamento de ndios. Em So Paulo, seus habitantes se voltaram pa

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