matriz divina

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  • 1. GREGG BRADENA MATRIZ DIVINA UMA JORNADA ATRAVS DO TEMPO, DO ESPAO, DOS MILAGRES E DA FTraduao HILTON FELCIO DOS SANTOSEditora Cultrix SO PAULO

2. Ttulo original: The Divine Matrix. Copyright 2007 Gregg Braden. Publicado originalmente em 2007 por Hay House Inc., USA. Reviso tcnica: Adilson Silva Ramachandra. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrnico ou mecnico, inclusive fotocpias, gravaes ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permisso por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas crticas ou artigos de revistas. A Editora Pensamento-Cultrix Ltda. no se responsabiliza por eventuais mudanas ocorridas nos endereos convencionais ou eletrnicos citados neste livro. O autor agradece ao Institute of HeartMath por permitir a reproduo da ilustrao da figura 2; a Christopher Logue, pelo uso de seu poema "Come to the Edge" na Introduo; a Alvin Lee e ao Chrysalis Music Group, pela reproduo de trechos de "I'o Love to Change the World", no Captulo 8. O autor deste livro no oferece aconselhamento mdico, nem recomenda tcnicas de tratamento para males fsicos, emocionais ou clnicos sem conselho mdico, direto ou indireto. O autor pretende apenas oferecer informaes de natureza geral, teis para a nossa busca de bem-estar, emocional e espiritual. Nem o autor nem o editor so responsveis pelo uso das informaes aqui apresentadas. Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Braden, Gregg A Matriz Divina : uma jornada atravs do tempo, do espao, dos milagres e da f / Gregg Braden; traduo Hilton Felcio dos Santos. So Paulo : Cultrix, 2008. Ttulo original: The divine matrix : bridging time, space, miracles, and belief. Bibliografia. ISBN 978-85-316-1014-1 1. Espiritualidade 2. F I. Ttulo. 08-05306CDD-299.93ndices para catlogo sistemtico: 1. Divina Matrix : Espiritualidade 299.93 O primeiro nmero esquerda indica a edio, ou reedio, desta obra. A primeira dezena direita indica o ano em que esta edio, ou reedio, foi publicada. Edio Ano 1-2-3-4-5-6-7-8-9-10-1108-09-10-11-12-13-14-15Direitos de traduo para a o Brasil adquiridos com exclusividade pela EDITORA PENSAMENTOCULTRIX LTDA. Rua Dr. Mrio Vicente, 368 04270-000 So Paulo, SP Fone: 2066-9000 Fax: 2066-9008 E-mail: pensamento@cultrix.com.br http://www.pensamento-cultrix.com.br que se reserva a propriedade literria desta traduo. 3. SUMRIO Introduo .................................................................................................................. 9 PARTE I DESCOBRINDO A MATRIZ DIVINA: O MISTRIO QUE UNE TODAS AS COISAS CAPTULO 1 P: O que existe no espao em volta? R: A Matriz Divina .......................................................................... 27 CAPTULO 2 Abalando o paradigma: Os experimentos que mudam tudo .............................................. 56 PARTE II A PONTE ENTRE A IMAGINAO E A REALIDADE: COMO A MATRIZ DIVINA FUNCIONA CAPTULO 3 Somos observadores passivos ou criadores poderosos? ... 79 CAPTULO 4 Uma vez conectados, sempre conectados: a vida no universo hologrfico 114 CAPTULO 5 Quando o aqui l e o depois agora: o salto espacial e temporal na Matriz 133 PARTE III MENSAGENS DA MATRIZ DIVINA: VIDA, AMOR E CURA NA CONSCINCIA QUNTICA CAPTULO 6 O universo conversa conosco: mensagens da Matriz 149 CAPTULO 7 A leitura do espelho dos relacionamentos: nossas prprias mensagens169CAPTULO 8 Reescrevendo o cdigo da realidade: vinte chaves para a criao consciente AGRADECIMENTOS214NOTAS217201 4. Tenho uma pequena gota de sabedoria em minha alma. Deixe que ela se dissolva no seu oceano. Rumi 5. "Toda matria se origina e existe apenas em virtude de uma fora. [...] Devemos supor que por trs dessa fora exista uma Mente consciente e inteligente. Essa Mente a matriz de toda a matria." Max Planck, 1944 Com essas palavras, Max Planck, o pai da teoria quntica, descreveu o campo de energia universal que conecta toda a criao: a Matriz Divina. A Matriz Divina o nosso mundo. Tambm cada coisa no nosso mundo. o ns, e tudo o que amamos, odimos, criamos e experimentamos. Vivendo na Matriz Divina, somos como artistas expressando nossas paixes, medos, desejos e mais ntimos sonhos na essncia misteriosa de uma tela quntica. Mas essa tela somos ns, como tambm somos as imagens na tela. Somos a pintura e tambm o pincel. Dentro da Matriz Divina somos o recipiente no qual todas as coisas existem, a ponte unindo as criaes de nossos mundos interior e exterior, e o espelho refletindo nossas criaes. Este livro para aqueles que almejam despertar o mpeto de suas maiores paixes e mais ntimas aspiraes. Na Matriz Divina somos a semente do milagre, assim como o prprio milagre. 6. INTRODUO Venham at a borda. Podemos cair. Venham at a borda. muito alto! VENHAM AT A BORDA! E eles foram. Ento ele empurrou, e eles voaram. om essas palavras, descortinamos um belo exemplo do poder que nos aguarda quando temos a coragem de transpor os limites do que sempre julgamos verdadeiro em nossa vida. Nesse breve dilogo do poeta contemporneo Christopher Logue, um grupo de iniciados enfrenta uma experincia bem diferente da que esperava.1 Em vez de simplesmente ficarem na borda do abismo, so estimulados pelo mestre a ir alm do abismo, de maneira tal que acabam surpresos e fortalecidos. nesse territrio inexplorado que eles se experimentam de um modo diferente e ao se descobrirem, encontram um novo tipo de liberdade. Ler as pginas que se seguem como se aproximar da borda do abismo. Elas descrevem a existncia de um campo de energia a Matriz Divina que propicia o recipiente, a ponte e o espelho para tudo o que acontece entre o nosso mundo interior e o mundo externo ao nosso corpo. O fato de esse campo de energia existir dentro e em torno de todas as coisas, desde as menores partculas atmicas do quantum at as galxias distantes, cuja luz s agora chega aos nossos olhos, muda nossa crena com relao ao papel que desempenhamos na criao. Para alguns leitores, o que se segue ser um jeito novo e muito diferente de compreender como o mundo funciona. Para outros, ser uma sntese reconfortante do que j sabem, ou pelo menos suspeitam, ser verdadeiro. Para todos, entretanto, a existncia de uma rede de energia fundamental interligando o nosso corpo, o mundo e tudo no universo, abre uma porta de ampla e misteriosa possibilidade. Tal possibilidade sugere que podemos ser mais do que simples observadores vivendo um breve momento de uma criao preexistente. Quando olhamos a "vida" nossa abundncia material e espiritual, relacionamentos e carreira, nossos seres mais queridos e nossas maiores conquistas, ao lado de nossos medos e da escassez de todas essas coisas , podemos estar contemplando tambm o reflexo de nossas crenas mais verdadeiras e s vezes mais inconscientes. Essas crenas nos cercam porque foram manifestadas pela misteriosa essncia da Matriz Divina e, por esse motivo, a prpria conscincia deve desempenhar um papel-chave na existncia do universo.CSOMOS OS ARTISTAS E TAMBM A ARTE Por mais forada que essa ideia possa parecer a muitas pessoas, trata-se do ponto crucial de uma das maiores controvrsias debatidas pelas mentes mais brilhantes da histria recente. As notas autobiogrficas de Albert Einstein, por exemplo, nos contam que ele era um dos que acreditavam que somos observadores essencialmente passivos vivendo em um universo preexistente, sobre o qual exercemos uma influncia muito pequena: "L fora encontra-se esse imenso universo", ele dizia, "que existe independentemente dos seres humanos e nos confronta como grande e eterna charada parcialmente acessvel, pelo menos, s nossas inspees e pensamentos."2 Contrastando com a perspectiva de Einstein, que ainda sustentada por muitos cientistas hoje, John Wheeler, um fsico de Princeton e colega de Einstein, oferece uma explicao radicalmente diferente de nosso papel na criao. Wheeler anuncia em termos enfticos, claros e vividos, que "H muito tempo acreditamos que l fora [nfase do autor] existe um universo e que aqui se encontra o homem, o observador, protegido com segurana contra o universo por uma placa de quinze centmetros de vidro laminado". Ao observar os experimentos do sculo XX que nos mostravam como o ato de simplesmente olhar alguma coisa mudava essa coisa, Wheeler pondera: "Agora aprendemos com o mundo quntico que, at para observar um objeto to minsculo como um eltron, precisamos estilhaar essa placa de vidro: temos que ir ao mago. [...] Nosso antigo termo observador deve ser simplesmente abolido dos livros; deveremos substitu-lo por participante, uma nova palavra."3 Que mudana! Wheeler faz uma interpretao radicalmente diferente da usual sobre como nos relacionamos com o mundo, afirmando que no conseguimos ficar apenas contemplando o universo acontecer. Os experimentos da fsica quntica realmente nos revelam que as propriedades de um eltron mudam enquanto ele est sob observao, basta que focalizemos nossa ateno sobre ele, ainda que por um breve instante. Os experimentos sugerem que o simples ato de observar um ato de criar, e que a conscincia executa uma criao. Aparentemente esses resultados apoiam a proposio de Wheeler de que no podemos mais nos julgar simples observadores, sem qualquer efeito sobre o mundo que observamos. 7. O pensamento de que, durante o breve perodo de nossa existncia, estamos participando da criao, em vez de estarmos simplesmente passando pelo universo, exige nova percepo do que o cosmos e de como ele funciona. A base de uma concepo do mundo to radical fundamentou a srie de livros e artigos de David Bohm, outro fsico de Princeton e colega de Einstein. Bohm nos deixou duas teorias pioneiras antes de seu falecimento em 1992, oferecendo-nos duas vises muito diferentes do universo vises praticamente holsticas, de certo modo e do papel que nele desempenhamos. A primeira foi uma interpretao da fsica quntica que estabeleceu o cenrio para a