mateus toledo as crônicas de elgalor tomo i

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  1. 1. Tomo I - 2 - MATHEUS TOLEDO AS CRNICAS DEAS CRNICAS DEAS CRNICAS DEAS CRNICAS DE ELGALORELGALORELGALORELGALOR Tomo I
  2. 2. As Crnicas de Elgalor - 3 - Copyright 2010, Matheus Toledo. Copyright da capa e ilustraes 2011, Andr Demambre Bacchi. reviso Lige Astreya Toledo dirios de astreya e apndice Lige Astreya Toledo ilustrao da capa e ilustraes internas Andr Frodo Bacchi projeto grfico e diagramao Andr Frodo Bacchi Publicado em Janeiro de 2011 Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9610 de 19/02/1998. proibida a reproduo total ou parcial, por quaisquer meios existentes ou que venham a ser criados no futuro sem autorizao prvia, por escrito, do autor. Reinos de Elgalor www.elgalor.blogspot.com
  3. 3. Tomo I - 4 - Agradecimentos Agradeo minha querida esposa Lige por todo seu incentivo para que eu colocasse esta histria no papel. Agradeo a meu grande amigo Andr por toda sua ateno e dedicao com a arte e preparao deste livro. Por fim, agradeo meus bons amigos Philip (Aramil), Gleyson (Oyama), Luiz (Erol), Thales (Evan), Pmella (Tallin), ngela (Bulma) e Lige (Astreya) por terem criado e interpretado os grandes heris desta srie em nossas aventuras de RPG. Sem vocs, este livro jamais teria sido feito. Muito obrigado mesmo!
  4. 4. As Crnicas de Elgalor - 5 -
  5. 5. Tomo I - 6 - NDICE Prlogo..............................................................................................................8 Captulo 1: Uma nova saga comea....................................................16 Captulo 2: Charoxx, o Drago Abissal.............................................31 Captulo 3: O gnomo, a bruxa e o demnio....................................58 Captulo 4: Thurxanthraxinzethos.....................................................72 Captulo 5: Depois da tempestade....................................................111 Captulo 6: As Terras Sombrias..........................................................127 Apndice.....................................................................................................148
  6. 6. As Crnicas de Elgalor - 7 -
  7. 7. Tomo I - 8 - Prlogo os reinos de Elgalor sou conhecido por muitos nomes: O Sbio do Deserto, O Precursor da Desgraa, Aquele que Caminha no Vento ou simplesmente o Senhor dos Ventos. Aps sculos apenas observando as areias do tempo escoando enquanto novos heris vm e vo, chegada a hora de voltar a caminhar entre os povos livres e alert-los sobre o grande mal que h de obliterar e escravizar a todos se no for ferrenhamente combatido. Cinco anos atrs, atravs de inmeras buscas e batalhas, o nefasto Cavaleiro da Morte foi derrotado por um grupo de valentes heris que acompanharam o rei dos Elfos da Espada, Coran Bhael, o guardio da Lmina de Gelo. Eram eles: Evan, o Justo, um nobre paladino Oyama Flagelo das Feras, um vigoroso monge das montanhas setentrionais Bulma, A Destruidora, uma feroz brbara das Florestas do Inverno Astreya, a Estrela do Alvorecer, uma bela barda vinda do grande deserto de Kamaro Aramil, o Sincero, poderoso mago de Sindhar, o reino dos Altos Elfos Erol, Lminas Mortais, um habilidoso ranger do reino de Sindhar Hargor Martelo de Mitral, um sbio clrigo ano do reino de Darakar N
  8. 8. As Crnicas de Elgalor - 9 - A derrota do Cavaleiro da Morte no veio sem preo, pois o nobre Evan pereceu para que o vil cavaleiro negro fosse definitivamente destrudo. Contudo, a paz reinou em todos os reinos livres de Elgalor. At agora. Um poder macabro foi liberado com a abertura de um dos Tomos dos Cnticos Profanos; criaturas sinistras comearam a vagar sem medo pela noite, que passou a ser mais escura e sombria do que jamais fora. Como se guiados por uma fora maior, orcs se uniram por todo o continente e declararam guerras aos reinos dos elfos e dos anes. Seres advindos do abismo clamam por sangue em ataques cada vez mais freqentes, e as foras da luz parecem enfraquecer a cada novo anoitecer. Todos estes acontecimentos esto interligados, e o triste que isto apenas o comeo. O grande mal por trs de tudo ainda nem sequer se moveu. Os heris que derrotaram o Cavaleiro da Morte se dispersaram h cinco anos; Astreya passou a viver no reino lfico de Srhion, junto ao nobre e sbio rei Coran Bhael, como sua barda real. Oyama e Hargor viajaram at o reino de Darakar para combater um culto do Deus do Massacre, liderado por minotauros. Bulma voltou para sua terra natal onde exigiu a liderana de seu povo e Erol e Aramil retornaram em honra para Sindhar. Hoje, me encontro com o rei Coran e lhe explicarei tudo sobre o Tomo dos Cnticos Profanos que se encontra aberto e bem
  9. 9. Tomo I - 10 - guardado na Torre do Desespero nas Terras Sombrias. Explanarei tambm sobre a profecia que conta sobre o retorno de dois grandes avatares de Urakan, o Deus dos Orcs, assim que as vidas de 1000 elfos, 1000 anes e a cabea de um rei de cada raa for oferecida em sacrifcio. Rogo que os Grandes Reis deixem suas diferenas de lado e marchem juntos com todo seu exrcito rumo s Terras Sombrias quando chegar a hora. Rogo para que os grandes heris desta era se renam novamente, e mesmo sem seu lder, sejam capazes de lacrar o Tomo dos Cnticos Profanos. Rogo para que ainda tenhamos tempo... ................................................ Dirio de Astreya I Parece que faz dcadas desde que deixei as areias de Kamaro junto com um grupo de mercadores e guerreiros para procurar o destino que minha me havia vislumbrado para mim. Suas palavras foram vagas e obscuras; eu deveria procurar um homem chamado Evan, pois isso seria de grande importncia para mim, e, dizia ela, para muitos outros. Mesmo achando estranha aquela previso de minha me, eu sabia que ela jamais errara. Hoje vejo que ela realmente estava certa. Alm de Evan, o paladino, que infelizmente nos deixou, eu encontrei ainda outros companheiros: Oyama, Aramil, Bulma, Erol e Hargor. Eu imagino se esto bem, e o que esto fazendo. Pois, apesar de sermos um grupo improvvel, juntos
  10. 10. As Crnicas de Elgalor - 11 - procuramos pelos Tomos dos Cnticos Profanos tentando impedir que fossem abertos por mos erradas. Juntos corremos contra o tempo e contra aqueles que tentavam nos matar. Foi assim que chegamos aqui, em Srhion. Lembro-me ainda do homem que nos procurou, querendo nos contratar como um grupo de escolta at a ilha que comportava um importante reino lfico. L estava a Cidadela de Cristal, localizao provvel de um dos Tomos que procurvamos. O homem apresentou-se como um erudito e historiador que estava interessado no secular reino da distante ilha Srhion e na posio de seu Rei, Bremen Bhael, em relao aos humanos. Sabendo de nosso intuito em ir at l por meio de conversas com os capites do porto da cidade onde estvamos, ele pediu que o levssemos conosco, e nos ofereceu uma boa quantia em dinheiro. Hargor o examinou, colocando-o sobre o efeito de uma magia que no permite que sejam contadas mentiras. O historiador parecia estar sendo sincero. Assim, partimos com ele. Jamais dissemos qual era nosso intuito e objetivo em Srhion, e ele tambm no nos perguntou. Ao fim da viagem, estvamos todos confiantes de que ele era realmente o que dizia ser. Ao chegar, fomos melhor recepcionados do que espervamos. Apesar de, inicialmente, os elfos de Srhion terem permitido apenas a entrada dos elfos e meio-elfos de nossa comitiva em seu territrio, seu tratamento para conosco foi cordial. Ao contrrio dos elfos de Sindhar, estes no possuam tanto desagrado em relao raa humana, e, aps sermos levados at a presena do Rei Bremen e termos explicado nossos motivos para estar ali, ele permitiu que todo o nosso grupo e o historiador que nos acompanhava entrassem em seu reino.
  11. 11. Tomo I - 12 - Quanto ao nosso objetivo de entrar na Cidadela de Cristal, isto nos foi concedido. O Rei nos explicou que, caso houvesse quaisquer traos de maldade ou malcia em nossos propsitos em relao Cidadela, estes seriam detectados por seus guardies, os Lees de Mrmore, poderosos grgulas mgicos que serviam aos elfos. Assim, ele nos deixaria entrar por nossa prpria conta e risco, pois na pior das hipteses seramos detidos pelos Lees. Ao saber que possuamos em mos um ritual para lacrar o Tomo profano que ele e seu povo guardavam na Cidadela, e que precisvamos lev-lo at um local sagrado especfico para realiz-lo, o rei Bremen desejou que tivssemos boa sorte e cuidado em nossa contenda. O historiador declarou que no possua nenhum interesse na Cidadela, e que desejava apenas conversar com o rei. Assim, partimos, sendo escoltados por Coran, o capito da guarda, um srio guerreiro lfico que havia nos acompanhado at ali, a pedido do prprio Bremen. Coran nos levou e avisou que o tempo passava de maneira diferente na Cidadela, e nos aconselhou a no permanecer dentro dela por muitas horas. Os lees permitiram a nossa entrada, mas mesmo assim quiseram testar nossas capacidades e coraes, ao perceberem quais eram nossos objetivos. No entanto, no meio de tal teste- um combate, as criaturas perturbaram-se. Disseram que um grande mal havia surgido na floresta, e que seus nobres guardies, os elfos, estavam sofrendo as conseqncias. Dizendo isso, desapareceram. Encontramos o Tomo rapidamente com o intuito de sair da Cidadela, mas descobrimos que sua entrada estava, de alguma maneira, lacrada, provavelmente pelos lees. Ali permanecemos por algumas horas, impotentes, at que percebemos que a porta da
  12. 12. As Crnicas de Elgalor - 13 - Cidadela se abria. Para nosso alvio vimos Coran, o elfo que nos acompanhara, mas sua expresso estava tensa, e logo sentimos um cheiro de fogo e mata queimada. Coran rapidamente nos contou que Srhion estava sob ataque, pois o historiador que nos acompanhava havia se transformado em um arquidiabo e invocado centenas de lacaios, e estava no momento lutando com seu pai, o Rei Brehmen. Ele nos pediu que lhe dssemos o Tomo, pois era sua obrigao, naquele momento e como filho do rei, proteg-lo juntamen