material complementar direito notarial cartorios

Download Material Complementar Direito Notarial Cartorios

Post on 23-Dec-2015

43 views

Category:

Documents

5 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Material Complementar Direito Notarial Cartorios

TRANSCRIPT

  • Prof. Leonardo de Medeiros

    www.grancursosonline.com.br | www.livrariagrancursos.com.br | constitucional.perguntas@gmail.com | 1

    CARTRIOS

    INTRODUO

    A CR determina ser da Unio a competncia para legislar privativamente sobre registros pblicos.

    Atualmente, em vigor, a Lei n 6.015/19731. A Unio poder autorizar os Estados e o Distrito Federal por meio de lei

    complementar a legislar sobre questes especficas sobe registros pblicos (art. 22, XXV, pargrafo nico, CR). Nesse

    sentido:

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 55 A competncia para legislar sobre registros pblicos

    (A) exclusiva dos Estados e do Distrito Federal.

    (B) comum Unio, aos Estados e ao Distrito Federal.

    (C) comum Unio, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios.

    (D) privativa da Unio.

    (E) concorrente entre a Unio, os Estados e o Distrito Federal.

    Gab. D

    Por seu turno, Unio, aos Estados e ao DF compete legislar concorrentemente sobre juntas comerciais.

    Nessas hipteses, a competncia da Unio limitar-se- a estabelecer normas gerais, que no exclui a competncia

    suplementar dos Estados e o Distrito Federal . Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados e o Distrito Federal

    exercero a competncia legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. A supervenincia de lei federal sobre

    normas gerais suspende a eficcia da lei estadual ou distrital , no que lhe for contrrio (art. 24, III, 1 - 4, CR). J se

    questionou:

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (IV) Toda a legislao concernente aos servios notariais e de registro de

    competncia da Unio.

    Gab. E

    (CESPE/TRF-1/Juiz Federal/2011) 03 (E) De acordo com o posicionamento do STF, a fixao de tempo

    razovel de espera dos usurios dos servios de cartrios constitui matria relativa disciplina dos registros

    pblicos, inserida na competncia legislativa privativa da Unio.

    Gab. E

    A jurisprudncia no mbito do STF:

    ESTADO FEDERAL: DISCRIMINAO DE COMPETNCIAS LEGISLATIVAS. Lei estadual que obriga os ofcios do

    registro civil a enviar cpias das certides de bito (1) ao TRE e (2) ao rgo responsvel pela emisso da

    carteira de identidade. Ao direta de inconstitucionalidade por alegada usurpao da competncia privativa

    da Unio para legislar sobre registros pblicos (CF, art. 22, XXV): medida cautelar indeferida por falta de

    plausibilidade dos fundamentos, quanto segunda parte da norma impugnada, por unanimidade de votos

    pois impe cooperao de um rgo da administrao estadual a outro; e, quanto primeira parte, por maioria

    por entender-se compreendida a hiptese na esfera constitucionalmente admitida do federalismo de

    cooperao. ADI 2.254-MC, Rel. Min. Seplveda Pertence, julgamento em 8-2-2001.

    DISTRITO FEDERAL: COMPETNCIA LEGISLATIVA PARA FIXAO DE TEMPO RAZOVEL DE ESPERA DOS

    USURIOS DOS SERVIOS DE CARTRIOS. A imposio legal de um limite ao tempo de espera em fila dos

    usurios dos servios prestados pelos cartrios no constitui matria relativa disciplina dos registros

    pblicos, mas assunto de interesse local, cuja competncia legislativa a Constituio atribui aos Municpios... RE

    397.094, Rel. Min. Seplveda Pertence, julgamento em 29-8-2006.

    1 Dispe sobre os registros pblicos.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=2254&CLASSE=ADI%2DMC&cod_classe=555&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=Mhttp://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=389536&PROCESSO=397094&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2253http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=389536&PROCESSO=397094&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2253

  • Prof. Leonardo de Medeiros

    www.grancursosonline.com.br | www.livrariagrancursos.com.br | constitucional.perguntas@gmail.com | 2

    JUNTAS COMERCIAIS. rgos administrativamente subordinados ao Estado, mas tecnicamente autoridade

    federal, como elementos do sistema nacional dos Servios de Registro do Comrcio. Consequente competncia

    da Justia Federal para o julgamento de mandado de segurana contra ato do presidente da Junta,

    compreendido em sua atividade fim. RE 199.793, Rel. Min. Octavio Gallotti, julgamento em 4-4-2000.

    Resoluo 291/2010 do Tribunal de Justia de Pernambuco... Plausvel a alegao de que a transformao de

    serventias extrajudiciais depende de edio de lei formal de iniciativa privativa do Poder Judicirio. ADI 4.453-

    MC, Rel. Min. Crmen Lcia, julgamento em 29-6-2011.

    Os servios notariais e de registro so exercidos em carter privado, por delegao do Poder Pblico,

    especificamente o Poder Judicirio dos Estados e do Distrito Federal (art. 236, caput, CR). Importante anotar que o

    constituinte originrio de 1988 fez opo poltica expressa de no aplicar o disposto no art. 236, CR, aos servios notariais e

    de registro que j se encontravam oficializados pelo Poder Pblico, garantindo-se os direitos dos ento servidores (art. 32,

    CR).

    Seguem as questes:

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (B) Os servios notariais e de registro so exercidos, em carter privado, por

    delegao do Poder Executivo estadual ou do Distrito Federal.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 61 (B) De acordo com o STF, os servios pblicos notariais e de registros

    pblicos so funes prprias do Estado, delegadas s pessoas naturais ou empresa constituda para tal

    finalidade especfica, sob a fiscalizao do Poder Executivo, com auxlio do Poder Judicirio.

    Gab. E

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 58 (C) A delegao dos servios notariais e registrais se perfaz e se rege por

    meio de contrato administrativo.

    Gab. E

    A CR determinou que lei federal a Lei n 8.935/19942, em vigor estabelecer normas gerais sobre os

    cartrios, entre as quais elencamos a seguir com as questes pertinentes das provas pblicas a jurisprudncia correlata

    (art. 236, 1, 2, CR).

    A lei federal estabelecer normas gerais para fixao de emolumentos relativos aos atos praticados pelos

    servios notariais e de registro. No deslembrar que Unio, aos Estados, aos Municpios e ao DF competem legislar

    concorrentemente sobre custas dos servios forenses (art. 24, IV, CR). Outrossim, ambas, taxas judicirias e emolumentos,

    so espcies tributrias taxas, devendo-se respeitar os princpios constitucionais tributrios da legalidade, anterioridade,

    vedao ao confisco, entre outros.

    STF 667 Viola a garantia constitucional de acesso jurisdio a taxa judiciria calculada sem limite sobre o

    valor da causa.

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 45 Exercidos em carter privado, os emolumentos cobrados pelos servios

    notariais no se sujeitam ao princpio da legalidade tributria.

    Gab. E

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 41 Embora os emolumentos se prestem a remunerar servios pblicos, eles no

    tm a natureza de taxa.

    Gab. E

    2 Regulamenta o art. 236, CR, dispondo sobre servios notariais e de registro (Lei dos cartrios) .

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=236871&PROCESSO=199793&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2000http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1395206http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1395206

  • Prof. Leonardo de Medeiros

    www.grancursosonline.com.br | www.livrariagrancursos.com.br | constitucional.perguntas@gmail.com | 3

    Ademais, no se deslembre que a EC n 45/2004 incluiu regra constitucional dispondo que as custas e

    emolumentos sero destinados exclusivamente ao custeio dos servios afetos s atividades especficas da Justia (art. 98,

    2, CR). dizer, as taxas judicirias e os emolumentos so tributos da espcie taxa classificados como exao de

    arrecadao vinculada e fato gerador vinculado. Segue a jurisprudncia do STF:

    Resoluo editada pelo rgo Especial do Tribunal de Justia do Estado de So Paulo que alterou os

    percentuais de destinao de emolumentos relativos aos atos praticados pelos servios notariais e de registros

    (Resoluo 196/2005). Ato administrativo com carter genrico e abstrato... Supresso de parcela destinada ao

    Poder Executivo, que passaria a ser destinada ao Poder Judicirio. No configurada violao ao art. 98, 2, da

    CF (com a redao dada pela EC 45/2004), uma vez que o referido dispositivo constitucional inclui tanto as

    custas e emolumentos oriundos de atividade notarial e de registro (art. 236, 2, CF/1988), quanto os

    emolumentos judiciais propriamente ditos. Caracterizada a violao dos arts. 167, VI, e 168 da CF, pois a norma

    impugnada autoriza o remanejamento do Poder Executivo para o Poder Judicirio sem prvia autorizao

    legislativa. Inconstitucionalidade formal. ADI 3.401, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 26-4-2006.

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 42 A vinculao existente entre os emolumentos cobrados e a sua destinao aos

    servios prestados impede que parte da sua arrecadao seja destinada a fundo especial para o

    aperfeioamento das atividades de juizados especiais cveis e criminais.

    Gab. E

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 44 O produto de custas e emolumentos no pode ser destinado ao custeio de

    entidades meramente privadas, como, por exemplo, caixas de assistncia a advogados.

    Gab. C

    Cabe ressaltar que Unio cabem as