Material Complementar Direito Notarial Cartorios

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Material Complementar Direito Notarial Cartorios

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  • Prof. Leonardo de Medeiros

    www.grancursosonline.com.br | www.livrariagrancursos.com.br | constitucional.perguntas@gmail.com | 1

    CARTRIOS

    INTRODUO

    A CR determina ser da Unio a competncia para legislar privativamente sobre registros pblicos.

    Atualmente, em vigor, a Lei n 6.015/19731. A Unio poder autorizar os Estados e o Distrito Federal por meio de lei

    complementar a legislar sobre questes especficas sobe registros pblicos (art. 22, XXV, pargrafo nico, CR). Nesse

    sentido:

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 55 A competncia para legislar sobre registros pblicos

    (A) exclusiva dos Estados e do Distrito Federal.

    (B) comum Unio, aos Estados e ao Distrito Federal.

    (C) comum Unio, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios.

    (D) privativa da Unio.

    (E) concorrente entre a Unio, os Estados e o Distrito Federal.

    Gab. D

    Por seu turno, Unio, aos Estados e ao DF compete legislar concorrentemente sobre juntas comerciais.

    Nessas hipteses, a competncia da Unio limitar-se- a estabelecer normas gerais, que no exclui a competncia

    suplementar dos Estados e o Distrito Federal . Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados e o Distrito Federal

    exercero a competncia legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. A supervenincia de lei federal sobre

    normas gerais suspende a eficcia da lei estadual ou distrital , no que lhe for contrrio (art. 24, III, 1 - 4, CR). J se

    questionou:

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (IV) Toda a legislao concernente aos servios notariais e de registro de

    competncia da Unio.

    Gab. E

    (CESPE/TRF-1/Juiz Federal/2011) 03 (E) De acordo com o posicionamento do STF, a fixao de tempo

    razovel de espera dos usurios dos servios de cartrios constitui matria relativa disciplina dos registros

    pblicos, inserida na competncia legislativa privativa da Unio.

    Gab. E

    A jurisprudncia no mbito do STF:

    ESTADO FEDERAL: DISCRIMINAO DE COMPETNCIAS LEGISLATIVAS. Lei estadual que obriga os ofcios do

    registro civil a enviar cpias das certides de bito (1) ao TRE e (2) ao rgo responsvel pela emisso da

    carteira de identidade. Ao direta de inconstitucionalidade por alegada usurpao da competncia privativa

    da Unio para legislar sobre registros pblicos (CF, art. 22, XXV): medida cautelar indeferida por falta de

    plausibilidade dos fundamentos, quanto segunda parte da norma impugnada, por unanimidade de votos

    pois impe cooperao de um rgo da administrao estadual a outro; e, quanto primeira parte, por maioria

    por entender-se compreendida a hiptese na esfera constitucionalmente admitida do federalismo de

    cooperao. ADI 2.254-MC, Rel. Min. Seplveda Pertence, julgamento em 8-2-2001.

    DISTRITO FEDERAL: COMPETNCIA LEGISLATIVA PARA FIXAO DE TEMPO RAZOVEL DE ESPERA DOS

    USURIOS DOS SERVIOS DE CARTRIOS. A imposio legal de um limite ao tempo de espera em fila dos

    usurios dos servios prestados pelos cartrios no constitui matria relativa disciplina dos registros

    pblicos, mas assunto de interesse local, cuja competncia legislativa a Constituio atribui aos Municpios... RE

    397.094, Rel. Min. Seplveda Pertence, julgamento em 29-8-2006.

    1 Dispe sobre os registros pblicos.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=2254&CLASSE=ADI%2DMC&cod_classe=555&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=Mhttp://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=389536&PROCESSO=397094&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2253http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=389536&PROCESSO=397094&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2253

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    JUNTAS COMERCIAIS. rgos administrativamente subordinados ao Estado, mas tecnicamente autoridade

    federal, como elementos do sistema nacional dos Servios de Registro do Comrcio. Consequente competncia

    da Justia Federal para o julgamento de mandado de segurana contra ato do presidente da Junta,

    compreendido em sua atividade fim. RE 199.793, Rel. Min. Octavio Gallotti, julgamento em 4-4-2000.

    Resoluo 291/2010 do Tribunal de Justia de Pernambuco... Plausvel a alegao de que a transformao de

    serventias extrajudiciais depende de edio de lei formal de iniciativa privativa do Poder Judicirio. ADI 4.453-

    MC, Rel. Min. Crmen Lcia, julgamento em 29-6-2011.

    Os servios notariais e de registro so exercidos em carter privado, por delegao do Poder Pblico,

    especificamente o Poder Judicirio dos Estados e do Distrito Federal (art. 236, caput, CR). Importante anotar que o

    constituinte originrio de 1988 fez opo poltica expressa de no aplicar o disposto no art. 236, CR, aos servios notariais e

    de registro que j se encontravam oficializados pelo Poder Pblico, garantindo-se os direitos dos ento servidores (art. 32,

    CR).

    Seguem as questes:

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (B) Os servios notariais e de registro so exercidos, em carter privado, por

    delegao do Poder Executivo estadual ou do Distrito Federal.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 61 (B) De acordo com o STF, os servios pblicos notariais e de registros

    pblicos so funes prprias do Estado, delegadas s pessoas naturais ou empresa constituda para tal

    finalidade especfica, sob a fiscalizao do Poder Executivo, com auxlio do Poder Judicirio.

    Gab. E

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 58 (C) A delegao dos servios notariais e registrais se perfaz e se rege por

    meio de contrato administrativo.

    Gab. E

    A CR determinou que lei federal a Lei n 8.935/19942, em vigor estabelecer normas gerais sobre os

    cartrios, entre as quais elencamos a seguir com as questes pertinentes das provas pblicas a jurisprudncia correlata

    (art. 236, 1, 2, CR).

    A lei federal estabelecer normas gerais para fixao de emolumentos relativos aos atos praticados pelos

    servios notariais e de registro. No deslembrar que Unio, aos Estados, aos Municpios e ao DF competem legislar

    concorrentemente sobre custas dos servios forenses (art. 24, IV, CR). Outrossim, ambas, taxas judicirias e emolumentos,

    so espcies tributrias taxas, devendo-se respeitar os princpios constitucionais tributrios da legalidade, anterioridade,

    vedao ao confisco, entre outros.

    STF 667 Viola a garantia constitucional de acesso jurisdio a taxa judiciria calculada sem limite sobre o

    valor da causa.

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 45 Exercidos em carter privado, os emolumentos cobrados pelos servios

    notariais no se sujeitam ao princpio da legalidade tributria.

    Gab. E

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 41 Embora os emolumentos se prestem a remunerar servios pblicos, eles no

    tm a natureza de taxa.

    Gab. E

    2 Regulamenta o art. 236, CR, dispondo sobre servios notariais e de registro (Lei dos cartrios) .

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=236871&PROCESSO=199793&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2000http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1395206http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1395206

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    Ademais, no se deslembre que a EC n 45/2004 incluiu regra constitucional dispondo que as custas e

    emolumentos sero destinados exclusivamente ao custeio dos servios afetos s atividades especficas da Justia (art. 98,

    2, CR). dizer, as taxas judicirias e os emolumentos so tributos da espcie taxa classificados como exao de

    arrecadao vinculada e fato gerador vinculado. Segue a jurisprudncia do STF:

    Resoluo editada pelo rgo Especial do Tribunal de Justia do Estado de So Paulo que alterou os

    percentuais de destinao de emolumentos relativos aos atos praticados pelos servios notariais e de registros

    (Resoluo 196/2005). Ato administrativo com carter genrico e abstrato... Supresso de parcela destinada ao

    Poder Executivo, que passaria a ser destinada ao Poder Judicirio. No configurada violao ao art. 98, 2, da

    CF (com a redao dada pela EC 45/2004), uma vez que o referido dispositivo constitucional inclui tanto as

    custas e emolumentos oriundos de atividade notarial e de registro (art. 236, 2, CF/1988), quanto os

    emolumentos judiciais propriamente ditos. Caracterizada a violao dos arts. 167, VI, e 168 da CF, pois a norma

    impugnada autoriza o remanejamento do Poder Executivo para o Poder Judicirio sem prvia autorizao

    legislativa. Inconstitucionalidade formal. ADI 3.401, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 26-4-2006.

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 42 A vinculao existente entre os emolumentos cobrados e a sua destinao aos

    servios prestados impede que parte da sua arrecadao seja destinada a fundo especial para o

    aperfeioamento das atividades de juizados especiais cveis e criminais.

    Gab. E

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 44 O produto de custas e emolumentos no pode ser destinado ao custeio de

    entidades meramente privadas, como, por exemplo, caixas de assistncia a advogados.

    Gab. C

    Cabe ressaltar que Unio cabem as normas gerais sendo as leis especficas sobre custas forenses

    competncia legislativa partilhada entre os entes polticos respectivos do Poder Judicirio da Unio e dos Estados e do

    Distrito Federal. A lei especfi ca sobre custas na Justia Federal a Lei n 9.289/19963, regendo-se pela legislao estadual

    a respectiva a cobrana de custas nas causas ajuizadas perante a Justia Estadual, no exerccio da jurisdio federal (art. 1 ,

    caput, 1, Lei n 9.289/1996).

    Na Justia dos Estados e do Distrito Federal, de acordo coma Lei n 10.160/20004, esses entes polticos

    fixaro o valor dos emolumentos relativos aos atos praticados pelos respectivos servios notariais e de registro e, quando

    for o caso de reajuste dos valores desses emolumentos, as respectivas tabelas sero publicadas, at o ltimo dia do ano,

    observado o princpio da anterioridade (art. 1, art. 5, Lei n 10.169/2000).

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 68 A legislao federal referente fixao de emolumentos relativos aos atos

    praticados pelos servios notariais e de registro prev, expressamente, que aos emolumentos seja aplicado o

    princpio tributrio da

    (A) vedao ao confisco.

    (B) anterioridade.

    (C) uniformidade geogrfica.

    (D) legalidade.

    (E) capacidade contributiva.

    Gab. B

    3 Dispe sobre as custas devidas Unio, na Justia Federal de primeiro e segundo graus.

    4 Regula o 2, art. 236, CR, mediante o estabelecimento de normas gerais para a fixao de emolumentos relativos aos

    atos praticados pelos servios notariais e de registro.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=407576&PROCESSO=3401&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2265

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    (CESPE/TJDF/Cartrio/2006) 116 Se uma norma vlida, publicada em 2/1/2009, estabelecer uma nova

    tabela de emolumentos cartorrios destinada a elevar o valor desses emolumentos, os cartrios somente

    podero cobrar pelos novos valores a partir de 2010.

    Gab. C

    colao eis a jurisprudncia do STF acompanhada de questes de provas pblicas:

    A jurisprudncia do STF firmou orientao no sentido de que as custas judiciais e os emolumentos

    concernentes aos servios notariais e registrais possuem natureza tributria, qualificando-se como taxas

    remuneratrias de servios pblicos, sujeitando-se, em consequncia, quer no que concerne sua instituio e

    majorao, quer no que se refere sua exigibilidade, ao regime jurdico-constitucional pertinente a essa

    especial modalidade de tributo vinculado, notadamente aos princpios fundamentais que proclamam, dentre

    outras, as garantias essenciais (a) da reserva de competncia impositiva, (b) da legalidade, (c) da isonomia e

    (d) da anterioridade. ADI 1.378-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-11-1995.

    Unio, ao Estado-membro e ao Distrito Federal conferida competncia para legislar concorrentemente

    sobre custas dos servios forenses, restringindo-se a competncia da Unio, no mbito dessa legislao

    concorrente, ao estabelecimento de normas gerais, certo que, inexistindo tais normas gerais, os Estados

    exercero a competncia legislativa plena, para atender a suas peculiaridades (CF, art. 24, IV, 1 e 3). ADI

    1.624, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 8-5-2003.

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 17 O tribunal de justia de determinado estado, por meio de um

    provimento, corrigiu monetariamente, por conta prpria, o valor cobrado das custas judiciais e emolumentos.

    Embora no houvesse permisso legal, referido tribunal atualizou esses valores devido ao fato de eles estarem

    bastante defasados. A partir dessa situao hipottica, assinale a opo correta.

    (A) Emolumentos e custas judiciais so valores cobrados pela prestao de servios pblicos especficos e

    divisveis e devem observar o princpio da reserva legal.

    (B) Os emolumentos so valores cobrados administrativamente pelos servios prestados no Poder Judicirio e

    so de livre instituio e cobrana dos tribunais de justia.

    (C) As custas judiciais, por serem contraprestao de servios pblicos especficos prestados pelos tribunais,

    podem ser atualizadas por normas administrativas do tribunal.

    (D) Tendo os emolumentos cartorrios e as custas judiciais natureza de taxa, o produto de sua arrecadao

    somente poder ser destinado para custeio de servios pblicos, ainda que esses servios sejam diversos

    daqueles para os quais foram arrecadados.

    (E) A atualizao monetria no significa aumento de valores, dado que considerada como recomposio do

    valor real, e, portanto, pode ser estabelecida administrativamente pelo tribunal, mesmo sem que a lei autorize.

    Gab. A

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 20 Os emolumentos extrajudiciais de servios notariais e de registro pblico

    podem ser criados ou alterados, a qualquer tempo, pelos tribunais de justia. Acerca desse ass unto, assinale a

    opo correta.

    (A) Incidem imposto sobre operaes relativas circulao de mercadorias e prestao de servio de

    transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao e contribuies parafiscais nos servios notariais

    prestados e cobrados aos cidados.

    (B) As custas e os emolumentos extrajudiciais tm natureza tributria de taxas cobradas em razo do poder de

    polcia.

    (C) Os emolumentos extrajudiciais podem ser criados pelos tribunais de justia por provimentos gerais,

    independentemente da existncia de lei que assim os defina.

    (D) Para a criao e cobrana de emolumentos extrajudiciais, necessrio observar os princpios da

    anterioridade e da reserva legal.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=347013http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigoBD.asp?item=388#388http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigoBD.asp?item=390#390http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=1624&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=Mhttp://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=1624&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M

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    (E) A corregedoria dos tribunais tem a funo de fiscalizar os servios notariais e pode, por provimento,

    determinar e atualizar os valores dos servios, independentemente de lei.

    Gab. D

    (IESES/TJRO/Cartrio/2012) 28 Sobre os emolumentos relativos aos atos praticados pelos respectivos

    servios notariais e de registro, pode-se afirmar:

    (A) Os valores dos emolumentos constaro de tabelas e sero expressos em moeda corrente do Pas, levando-se

    em conta os atos comuns aos vrios tipos de servios notariais e de registro e os atos especficos de cada

    servio, classificados em: atos relativos a situaes jurdicas, sem contedo financeiro, cujos emolumentos

    atendero s peculiaridades socioeconmicas de cada regio; atos relativos a situaes jurdicas, com contedo

    financeiro, cujos emolumentos sero fixados mediante a observncia de faixas que estabeleam valores

    mnimos e mximos, nas quais enquadrar-se- o valor constante do documento apresentado aos servios

    notariais e de registro.

    (B) A fixao do valor dos emolumentos de competncia da Unio e levar em conta a natureza pblica e o

    carter social dos servios notariais e de registro.

    (C) O princpio da anterioridade no se aplica para a fixao do valor dos emolumentos.

    (D) vedado cobrar emolumentos em decorrncia da prtica de ato de retificao ou que teve de ser refeito ou

    renovado em razo de erro imputvel aos respectivos servios notariais e de registro, bem como cobrar das

    partes interessadas quaisquer outras quantias no expressamente previstas nas tabelas de emolumentos; mas

    no proibido fixar emolumentos em percentual incidente sobre o valor do negcio jurdico objeto dos

    servios notariais e de registro.

    Gab. A

    A lei federal regular atividades dos notrios, dos oficiais de registro e de seus prepostos, disciplinar as

    respectivas responsabilidade civil e criminal, e, especialmente, definir a fiscalizao de seus atos pelo Poder Judicirio,

    inclusive pelo Conselho Nacional de Justia (CNJ). Nesse sentido, seguem as jurisprudncias e as questes de provas

    pblicas sobre o tema:

    A ausncia da lei nacional reclamada pelo art. 236 da Constituio no impede o Estado-membro, sob pena da

    paralisao dos seus servios notariais e registrais, de dispor sobre a execuo dessas atividades, que se

    inserem, por sua natureza mesma, na esfera de competncia autnoma dessa unidade federada. A criao, o

    provimento e a instalao das serventias extrajudiciais pelos Estados-membros no implicam usurpao da

    matria reservada lei nacional pelo art. 236 da CF. ADI 865-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 7-10-

    1993.

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 42 (B) Devido ao carter pblico da atividade notarial e de registro e pelo fato

    de os delegados dessa atividade serem representantes do poder pblico, os litgios advindos da relao

    profissional mantida entre o notrio ou registrador e seus prepostos devem ser julgados pela justia estadual,

    salvo se atingirem, em caso especfico, o interesse, o patrimnio ou o servio da Unio, caso em que devero ser

    apreciados pela justia federal.

    Gab. E

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 3 No que concerne aos servios notariais e de registro, certo que

    (A) lei ordinria definir a fiscalizao dos atos dos notrios, dos oficiais de registros e de seus prepostos pelo

    Poder Judicirio.

    (B) so exercidos em carter pblico, por delegao do Poder Pblico.

    (C) a lei complementar regular as atividades e disciplinar a responsabilidade civil e criminal dos notrios,

    dos oficiais de registro e de seus prepostos.

    (D) O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso pblico de provas e ttulos, no se

    permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoo, por

    mais de um ano.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=865&CLASSE=ADI%2DMC&cod_classe=555&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M

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    (E) a lei estadual de cada Estado da Federao estabelecer normas gerais para fixao de emolumentos

    relativos aos atos praticados pelos servios notariais e de registro.

    Gab. A

    Sem embargos, as espcies de atividades cartorrias so todas disciplinadas em leis especficas (Lei n

    8.935/19945, Lei n 8.934/1994

    6, Lei n 6.015/1073

    7, entre outras) alm do que so serventias do Poder Judicirio

    fiscalizadas pelas Corregedorias dos Tribunais de Justia. So delegaes pblicas executadas por particulares aprovados

    em concurso pblico de provas e ttulos em benefcio da coletividade e do Estado, servios tcnico-administrativos

    destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos.

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 71 Sobre os servios notariais e de registro correto afirmar que

    (A) so servios privados, prestados em nome e por conta do notrio ou registrador.

    (B) destinam-se a garantir a publicidade, autenticidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos.

    (C) so servios judiciais delegados ao particular, que os executa por sua conta e risco.

    (D) so exercidos em sua totalidade por oficiais de registro, servidores pblicos dotados de f pblica.

    (E) visam aperfeioar a prtica do ato jurdico, que at ento no gozam de eficcia e exigibilidade.

    Gab. B

    (UFMS/TJMS/Cartrio/2003) 30 Nos termos da Lei dos Notrios e Registradores, os servios notariais e de

    registro so os de organizao tcnica e administrativa destinados a garantir:

    (A) Publicidade, autenticidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos.

    (B) Publicidade, legalidade, continuidade, especialidade e unitariedade dos atos jurdicos.

    (C) Prioridade, preferncia, precedncia e segurana hipotecria.

    (D) Mutao jurdica que faz nascer os direitos reais em nosso sistema.

    (E) Autenticidade de atos e fatos jurdicos para produzir efeitos erga omnes.

    Gab. A

    Esto no mbito do Direito Pblico, especificamente no Direito Administrativo, e seus destinatrios no so

    consumidores. Isto posto, no enseja dano moral a inscrio realizada com base em dados obtidos em cartrios de protesto

    de ttulo ou de distribuio de processos judiciais, sem comunicao prvia ao consumidor (AgRg no REsp 1374671/DF, Rel.

    Ministro Joo Otvio de Noronha, julgado em 17/10/2013). Seguem as decises do STJ e as questes pertinentes:

    A atividade notarial no regida pelo CDC... O foro competente a ser aplicado em ao de reparao de danos,

    em que figure no polo passivo da demanda pessoa jurdica que presta servio notarial o do domiclio do

    autor... REsp 625.144/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, julgado em 14/03/2006.

    No necessrio que o devedor seja comunicado previamente acerca da inscrio de seu nome em rgo de

    proteo ou restrio ao crdito quando os dados provierem de cartrio, tendo em vista o carter pblico da

    informao, no havendo motivos para indenizao por dano moral. AgRg no AREsp 305.765/RJ, Rel. Ministro

    Joo Otvio de Noronha, julgado em 06/06/2013.

    (CESPE/MPE-TO/Promotor de Justia/2012) 41 (A) pacfico no mbito do STJ que o CDC seja aplicvel nas

    atividades notariais e registrais.

    Gab. E

    5 Regulamenta o art. 236, CR, dispondo sobre servios notariais e de registro. Lei dos cartrios.

    6 Dispe sobre o Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins.

    7 Dispe sobre os registros pblicos.

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    (CESPE/MPE-RR/Promotor de Justia/2012) 69 (A) De acordo com a jurisprudncia do STJ, aplicam-se as

    regras do CDC a contrato de locao, percia judicial e servios notariais.

    Gab. E

    (A) ANOREG-BR

    Denominada Associao dos Notrios e Registradores do Brasil (ANOREG-BR) pessoa jurdica de Direito

    Privado, de natureza associativa, sem fins lucrativos, de mbito nacional, com sede e foro na cidade de Brasl ia.

    Inicialmente, fundada, aos 04/maio/1984, sob a denominao de Associao dos Titulares das Serventias Extrajudiciais do

    Brasil (ATEB) com intuito no econmico, passou a denominar -se ANOREG-BR, em 22/novembro/1994, aps a

    promulgao da Lei n 8.935/1994, que regulamentou o art. 236, CR.

    A ANOREG-BR regida pelo Cdigo Civil brasileiro, pelas demais disposies legais aplicveis e pelo

    respectivo Estatuto8. A ANOREG-BR a nica entidade da classe com legitimidade, reconhecida pelos poderes constitudos,

    para representar os titulares de servios notariais e de registro do Brasil em qualquer instncia ou Tribunal, operando em

    harmonia e cooperao direta com outras associaes congneres, principalmente com os Institutos membros e Sindicatos,

    representativos das especialidades .9

    associao ANOREG-BR so aplicados os seguintes enunciados da smula do STF:

    STF 629 A impetrao de mandado de segurana coletivo por entidade de classe em favor dos associados

    independe da autorizao destes.

    STF 630 A entidade de classe tem legitimao para o mandado de segurana ainda quando a pretenso

    veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria.

    STF 365 Pessoa jurdica no tem legitimidade para propor ao popular.

    (B) PRINCIPAIS CARACTERSTICAS DOS CARTRIOS

    A Lei n 8.935/1994 regulamentou as normas constitucionais sobre os servios notariais e de registro. Dessa

    maneira, percebe-se que os cartrios no Brasil, so organizados em dois (02) grupos bem distintos, organizados de acordo

    com as atribuies particulares que a lei lhes outorgou. Sobre o tema:

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (C) Os chamados servios extrajudiciais se dividem em dois

    grupos bsicos, desdobrados em especialidades: servios notariais, desempenhados por oficiais, e servios de

    registro, exercidos por tabelies.

    Gab. E

    A denominada Lei dos Cartrios10

    disps que os cartrios so servios de organizao tcnica e administrativa

    destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos (art. 1 - art. 5, Lei n

    8.935/1994). Por isso que os cartorrios so dotados de f pblica. Os atos e os fatos registrados e autenticados pelos

    cartorrios possuem, porm, a presuno de legitimidade e legalidade. Dita presuno relativa, iuris tantum, porque

    existe a possibil idade de serem desconstitudos atravs de prova em sentido contrrio.

    Assim, a questo de prova pblica:

    8 www.anoreg.org.br/anoregbr_file/estatuto_anoregbr .doc ; 20/03/2014.

    9 www.anoreg.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18103&Itemid=103 ; 13/03/2014.

    10 Recomendamos visitar e ler na ntegra o hotsite www.anoreg.org.br/cartoriossaibamais/; 13/03/2014.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.anoreg.org.br/anoregbr_file/estatuto_anoregbrhttp://www.anoreg.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18103&Itemid=103http://www.anoreg.org.br/cartoriossaibamais/

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (III) A f pblica que a lei confere aos notrios e registradores atribui

    certeza e verdade aos atos por eles praticados ou certificados, mas no impede que esses atos sejam

    desconstitudos, mesmo que com base em alegao de serem falsas as declaraes do titular do servio.

    Gab. C

    Oficial de registro o denominado registrador. So espcies de servios registrais que, em regra no podem

    ser acumulveis:

    Oficiais de registro de contratos martimos

    Oficiais de registro de imveis Oficiais de registro de ttulos e documentos e civis das pessoas jurdicas

    Oficiais de registro civis das pessoas naturais e de interdies e tutelas

    Oficiais de registro de distribuio

    Notrio o denominado tabelio. So espcies de servios notariais, que no podem ser acumulveis, em

    regra:

    Tabelies de contratos martimos

    Tabelies de notas

    Tabelies de protesto de ttulos

    Em regra, a Lei n 8.935/1994 determina que no so acumulveis os servios cartorrios de tabelionato e de

    registro. Podero, contudo, ser acumulados nos Municpios que no comportarem, em razo do volume dos servios ou da

    receita, a instalao de mais de um (01) dos servios (art. 5, art. 26, Lei n 8.935/1994).

    Em relao ao atendimento aos usurios, os servios cartorrios sero prestados, de modo eficiente e

    adequado, em dias e horrios estabelecidos pelo juzo competente respeitado o l imite mnimo imposto pela Lei dos

    Cartrios, atendidas as peculiaridades locais, em local de fcil acesso ao pblico e que oferea segurana para o

    arquivamento de livros e documentos . O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis (06) horas dirias. O servio

    comear e terminar s mesmas horas em todos os dias teis. O servio de registro civil das pessoas naturais ser

    prestado, tambm, nos sbados, domingos e feriados pelo sistema de planto, quer dizer, funcionar todos os dias, sem

    exceo (art. 4, 1, 2, Lei n 8.935/1994; art. 8, Lei n 6.015/1973).

    Outrossim, cada servio notarial ou de registro funcionar em um s local. Portanto, vedada a instalao de

    sucursais (art. 43, Lei n 8.935/1994).

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (B) Os servios de registros pblicos sero prestados, tambm,

    nos sbados, domingos e feriados pelo sistema de planto.

    Gab. E

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 69 O atendimento ao pblico ser de, no mnimo, 6 horas dirias, podendo esse

    limite ser reduzido para 4 horas dirias, a critrio do titular do cartrio.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (A) Devido ao carter privado com que so prestados os servios notariais e

    de registro, compete aos notrios e registradores, em face das peculiaridades locais, estabelecer os dias e

    horrios para que o pblico tenha acesso aos servios.

    Gab. E

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (B) Em virtude da relevncia dos efeitos jurdicos do nascimento e do

    carter via de regra imprevisvel desse acontecimento a includos os casos de natimortos e de nascidos que

    morrem logo aps o parto, os quais exigem atos registrais imediatos , o servio de registro civil das pessoas

    naturais deve funcionar, nas mesmas bases, isto , de modo ordinrio, todos os dias.

    Gab. E

    Os titulares dos cartrios dotados de f pblica, a quem delegado o exerccio da atividade notarial e de

    registro, so sempre pessoas fsicas, bacharis diplomados em uma das Faculdades de Direito reconhecidas pela Repblica,

    profissionais do Direito, previamente aprovados em certame pblico para assumirem a delegao estatal, no ocupam

    cargo pblico, no so servidores pblicos para efeito de aposentadoria compulsria, por exemplo, conforme se depreende

    do entendimento do STF, que foi questionado em prova pblica:

    Os servios de registros pblicos, cartorrios e notariais so exercidos em carter privado por delegao do

    Poder Pblico servio pblico no privativo. Os notrios e os registradores exercem atividade estatal,

    entretanto no so titulares de cargo pblico efetivo, tampouco ocupam cargo pblico. No so servidores

    pblicos, no lhes alcanando a compulsoriedade imposta pelo mencionado art. 40 da CF/1988

    aposentadoria compulsria aos setenta anos de idade. ADI 2.602, Rel. p/ o ac. Min. Eros Grau, julgamento em

    24-11-2005.

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 58 (A) Os notrios e oficiais de registro submetem-se ao regime da

    aposentadoria compulsria aos setenta anos de idade.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 64 (E) Aos notrios e registradores aplica-se a aposentadoria

    compulsria aos setenta anos prevista para os servidores pblicos.

    Gab. E

    (FCC/TJPE/Cartrio/2013) 25 (C) A Lei Federal n 8.935/94 NO dispe expressamente que a delegao a

    notrio ou a oficial de registro se extingue por aposentadoria compulsria.

    Gab. E

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 75 Dispe a Lei n 8.935/94 que extinguir-se- a delegao a notrio ou oficial de

    registro, dentre outras formas, pela aposentadoria facultativa. O STF j se pronunciou em vrias oportunidades

    sobre a questo de aposentadoria compulsria de notrios e registradores. Deste modo, considerando o

    posicionamento do STF e a Lei n 8.935/94, correto afirmar que

    (A) os notrios e registradores no se submetem ao regime da aposentadoria compulsria aos setenta anos por

    no serem servidores pblicos, mas sim ocupantes de funo pblica delegada.

    (B) os notrios e registradores so considerados servidores pblicos e, nesta qualidade, esto submetidos

    tambm ao regime da aposentadoria compulsria.

    (C) os notrios so excludos do regime da aposentadoria compulsria, porque apenas exercem funo pblica

    delegada, ao passo que os registradores equiparam-se a servidores pblicos ocupantes de cargo em comisso.

    (D) s tem cabimento falar em aposentadoria compulsria aos setenta anos para os notrios e registradores

    que alcanaram esta idade depois da EC 40/98, que alterou a regra constitucional para aposentadoria

    compulsria.

    (E) a Lei n 8.935/94 teve declarado inconstitucional o dispositivo que prev extino da delegao com

    aposentadoria facultativa, j que a extino s pode se dar com a aposentadoria compulsria.

    Gab. A

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=2602&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M&EMENTA=2227

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    Os cartrios no so pessoas jurdicas de Direito Pblico ou de Direito Privado, no so entes personalizados,

    sequer constituem rgo interno da Administrao Direta de qualquer outro Poder Pblico, so meras atividades exercidas

    por particulares delegadas pelo Poder Judicirio com carter de serventia afastando-se as noes de concesso ou

    permisso dessa maneira no so favorecidos pela imunidade tributria recproca de impostos sobre seus patrimnio,

    rendas e servios, prevista na CR, art. 150, IV, a11

    ; quer dizer, so tributadas normalmente, conforme jurisprudncia do STF:

    INCIDNCIA DO IMPOSTO SOBRE SERVIOS DE QUALQUER NATUREZA ISSQN SOBRE SERVIOS DE

    REGISTROS PBLICOS, CARTORRIOS E NOTARIAIS. CONSTITUCIONALIDADE. Ao direta de

    inconstitucionalidade ajuizada contra os itens 21 e 21.1 da Lista Anexa LC 116/2003, que permitem a

    tributao dos servios de registros pblicos, cartorrios e notariais pelo ISSQN... As pessoas que exercem

    atividade notarial no so imunes tributao, porquanto a circunstncia de desenvolverem os respectivos

    servios com intuito lucrativo invoca a exceo prevista no art. 150, 3 da Constituio. O recebimento de

    remunerao pela prestao dos servios confirma, ainda, capacidade contributiva. A imunidade recproca

    uma garantia ou prerrogativa imediata de entidades polticas federativas, e no de particulares que executem,

    com inequvoco intuito lucrativo, servios pblicos mediante concesso ou delegao , devidamente

    remunerados. No h diferenciao que justifique a tributao dos servios pblicos concedidos e a no

    tributao das atividades delegadas. ADI 3.089, Rel. p/ o ac. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 13-2-2008.

    Por fim, lembre-se que so direitos dos titulares notrios e registradores, de acordo com a Lei dos Cartrios,

    exercer opo, nos casos de desmembramento ou desdobramento de sua serventia e organizar associaes ou sindicatos

    de classe e deles participar (art. 29, Lei n 8.935/1994).

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 28 (A) vedado ao notrio e ao registrador a organizao sindical.

    Gab. E

    1. COMPETNCIAS DOS CARTRIOS

    1.1. COMPETNCIAS DOS NOTRIOS ou TABELIES

    Notrio ou tabelio podem exercer seus servios notariais a partir de trs atribuies , que, em regra, no podem

    ser acumulveis:

    Tabelies de contratos martimos

    Tabelies de notas

    Tabelies de protesto de ttulos

    A Lei n 8.935/1994 determina que no so acumulveis os servios cartorrios. Podero, contudo, ser

    acumulados nos Municpios que no comportarem, em razo do volume dos servios ou da receita , a instalao de mais

    de um (01) dos servios (art. 5, art. 26, Lei n 8.935/1994).

    Compete aos notrios (ou tabelies) em geral (art. 6, Lei n 8.935/1994):

    a) formalizar juridicamente a vontade das partes;

    b) intervir nos atos e negcios jurdicos a que as partes devam ou quei ram dar forma legal ou autenticidade,

    autorizando a redao ou redigindo os instrumentos adequados , conservando os originais e expedindo

    cpias fidedignas de seu contedo;

    c) autenticar fatos.

    11

    CR, art. 150. Sem prejuzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, vedado Unio, aos Estados, ao Distrito

    Federal e aos Municpios: VI - instituir impostos sobre: a) patrimnio, renda ou servios, uns dos outros;

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/portal/inteiroTeor/obterInteiroTeor.asp?id=539087&codigoClasse=504&numero=3089&siglaRecurso=&classe=ADI

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    As questes de provas pblicas:

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 01 Aos tabelies de notas, mas no aos notrios, compete

    (A) reconhecer firmas em documentos destinados a fins de direito martimo.

    (B) intervir nos atos e negcios jurdicos aos quais as partes devam ou queiram dar forma legal ou

    autenticidade.

    (C) formalizar juridicamente a vontade das partes.

    (D) lavrar testamentos pblicos.

    (E) autenticar fatos.

    Gab. D

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 67 Aos notrios compete autenticar documentos, mas no fatos.

    Gab. E

    (CESPE/TJDF/Cartrio/2006) 112 Entre as funes dos tabelies est, fundamentalmente, a de intervir nos

    atos e negcios jurdicos a que as partes devam ou queiram dar forma legal ou autenticidade.

    Gab. C

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 77 Dentre outras atribuies, compete, com exclusividade, aos tabelies de

    notas

    (A) formalizar juridicamente a vontade das partes.

    (B) lavrar atas notariais.

    (C) autenticar fatos.

    (D) intervir nos atos a que as partes devam dar forma legal.

    (E) intervir nos negcios jurdicos a que as partes queiram dar autenticidade.

    Gab. B

    Aos tabelies de contratos martimos compete (art. 10, Lei n 8.935/1994):

    a) lavrar os atos, contratos e instrumentos relativos a transaes de embarcaes a que as partes devam ou

    queiram dar forma legal de escritura pblica;

    b) registrar os documentos da mesma natureza;

    c) reconhecer firmas em documentos destinados a fins de Direito Martimo;

    d) expedir traslados e certides.

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 68 So de competncia exclusiva dos tabelies de notas a autenticao de

    documentos e o reconhecimento de firma.

    Gab. E

    O tabelio de notas no poder praticar atos de seu ofcio fora do Municpio para o qual recebeu delegao.

    Aos tabelies de notas compete com exclusividade (art. 7, art. 9, Lei n 8.935/1994):

    a) lavrar escrituras e procuraes, pblicas;

    b) lavrar testamentos pblicos e aprovar os cerrados;

    c) lavrar atas notariais;

    d) reconhecer firmas;

    e) autenticar cpias.

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    A escolha do tabelio de notas livre qualquer que seja o domiclio das partes ou o lugar de situao dos

    bens objeto do ato ou negcio. Nos tabelionatos de notas, os substitutos podero, simultaneamente com o notrio (ou

    tabelio), praticar todos os atos que lhe sejam prprios , exceto lavrar testamentos. facultado aos tabelies de notas

    realizar todas as gestes e dil igncias necessrias ou convenientes ao preparo dos atos notariais, requerendo o que couber,

    sem nus maiores que os emolumentos devidos pelo ato (art. 8, art. 20, 4, 7, pargrafo nico, Lei n 8.935/1994).

    Seguem as questes de provas pblicas:

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 95 Todos os atos de atribuio dos tabelies de notas podem ser delegados aos

    seus prepostos, com exceo do testamento pblico, que de atribuio exclusiva daquele que estiver no

    exerccio da funo notarial.

    Gab. C

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 68 So de competncia exclusiva dos tabelies de notas a autenticao de

    documentos e o reconhecimento de firma.

    Gab. C

    (CESPE/TJES/Cartrio/2013) 63 A Lei n 8.935/1994, que dispe sobre os servios notariais e de registro,

    atribui certas competncias exclusivas ao tabelio de notas, entre as quais inclui-se a de

    (A) autenticar cpias.

    (B) formalizar juridicamente a vontade das partes.

    (C) intervir nos atos e negcios jurdicos a que as partes queiram dar forma legal ou autenticidade.

    (D) intervir nos atos e negcios jurdicos a que as partes devam dar forma legal ou autenticidade.

    (E) autenticar fatos.

    Gab. A

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (II) Considere a seguinte situao hipottica. Flvio notrio na cidade de X

    e fez uma viagem cidade de Y para visitar Romeu, um amigo. Ao chegar casa de Romeu, este lhe apresentou

    um documento com a assinatura de Carlos, amigo ntimo de Flvio, que, por essa razo, conhecia perfeitamente

    a firma. Romeu solicitou a Flvio que reconhecesse a firma de Carlos, pois precisava disso para uma finalidade

    qualquer. Por coincidncia, Flvio tinha em seu poder um carimbo que utilizava para reconhecimento de firmas

    em seu servio de notas. Flvio ento aps o carimbo no documento, preencheu o local do reconhecimento

    como sendo a cidade de Y e at recebeu de Romeu o valor das custas do ato, fornecendo-lhe em troca o

    competente recibo. Nessa situao, o reconhecimento seria plenamente vlido, pois atendeu a todos os

    requisitos legais.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (C) Se um indivduo comparecer a um servio notarial e solicitar certido do

    contedo de ato que no seja protegido por alguma espcie de sigilo, no precisar indicar o motivo ou o

    interesse que haja inspirado o pedido da certido para que tenha direito a obt-la, nem a expedio estar,

    como regra, sujeita a despacho judicial.

    Gab. C

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 42 (E) A autenticao de cpias de competncia dos tabelies de notas pode

    fazer-se sobre qualquer reproduo fiel do documento original, abrangendo a cpia por reprografia,

    microfilmagem, certido, traslado datilografado ou impresso via computador e, at, a cpia feita a partir de

    aparelho de digitalizao de imagens, o escner.

    Gab. C

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 40 (D) Para segurana dos atos relativos ao protesto de ttulos, a Lei n

    8.935/1994 exige que o protesto seja necessariamente lavrado em livros prprios, por processo automatizado

    ou manual, a ser guardado sob a responsabilidade do respectivo tabelio, por prazo indeterminado.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 01 Aos tabelies de notas, mas no aos notrios, compete

    (A) reconhecer firmas em documentos destinados a fins de direito martimo.

    (B) intervir nos atos e negcios jurdicos aos quais as partes devam ou queiram dar forma legal ou

    autenticidade.

    (C) formalizar juridicamente a vontade das partes.

    (D) lavrar testamentos pblicos.

    (E) autenticar fatos.

    Gab. D

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 40 (C) O usurio dos servios notariais tem plena liberdade para a escolha do

    notrio que dever praticar o ato de seu interesse; prerrogativa semelhante inexiste em relao aos

    registradores.

    Gab. E

    O reconhecimento de firmas da competncia (art. 7, IV, art. 10, III, Lei n 8.935/1994):

    tabelionatos de notas, em regra;

    tabelionatos de contratos martimos e ofcios de registro de contratos martimos , se relacionados a esses

    contratos especficos de Direito Martimo.

    Aos tabelies de protesto de ttulo compete privativamente (art. 11, caput, Lei n 8.935/1994):

    a) protocolar de imediato os documentos de dvida, para prova do descumprimento da obrigao;

    b) intimar os devedores dos ttulos para aceit-los, devolv-los ou pag-los, sob pena de protesto;

    c) receber o pagamento dos ttulos protocolizados, dando quitao;

    d) lavrar o protesto, registrando o ato em livro prprio, em microfilme ou sob outra forma de documentao;

    e) acatar o pedido de desistncia do protesto formulado pelo apresentante;

    f) averbar o cancelamento do protesto e as alteraes necessrias para atualizao dos registros efetuados;

    g) expedir certides de atos e documentos que constem de seus registros e papis.

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 68 So de competncia exclusiva dos tabelies de notas a autenticao de

    documentos e o reconhecimento de firma.

    Gab. E

    Havendo mais de um (01) tabelio de protestos de ttulos, na mesma localidade, ser obrigatria a prvia

    distribuio dos ttulos (art. 11, pargrafo nico, Lei n 8.935/1994). Os ttulos e documentos de dvida destinados a

    protesto somente estaro sujeitos a prvia distribuio obrigatria nas localidades onde houver mais de um Tabelionato de

    Protesto de Ttulos onde houver mais de um Tabelionato de Protesto de Ttulos, a distribuio ser feita por um Servio

    instalado e mantido pelos prprios Tabelionatos, salvo se j existir Ofcio Distribuidor organiz ado (art. 7, Lei n

    9.492/199712

    ).

    Que ato de protesto?

    12

    Define competncia, regulamenta os servios concernentes ao protesto de ttulos e outros documentos de dvida.

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    Define-se protesto o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplncia e o descumprimento de

    obrigao originada em ttulos e outros documentos de dvida. Entre os ttulos sujeitos a protesto as certides de dvida

    ativa da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municpios e das respectivas autarquias e fundaes pblicas (art. 1,

    Lei n 9.492/1997).

    (FGV/TJAM/Cartrio/2005) 75 (II) Protesto um ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplncia e o

    descumprimento de obrigao originada em ttulos e outros documentos de dvida.

    Gab. C

    (EXATUS/CEB/Servios Administrativos/2014) 47 (C) O ato formal realizado em cartrio que se destina a

    comprovar a inadimplncia de uma determinada pessoa, fsica ou jurdica, quando esta for devedora de um

    ttulo de crdito ou de outro documento de dvida, que somente poder ser lavrado pelo Tabelio, que se

    destina a comprovar publicamente o atraso do devedor e resguardar o direito de crdito. Tal operao recebe o

    nome de protesto.

    Ao Tabelio de Protesto de Ttulos compete privativamente, na tutela dos interesses pblicos e privados, a

    protocolizao, a intimao, o acolhimento da devoluo ou do aceite, o recebimento do pagamento, do ttulo e de outros

    documentos de dvida, bem como lavrar e registrar o protesto ou acatar a desistncia do credor em relao ao mesmo,

    proceder s averbaes, prestar informaes e fornecer certides relativas a todos os atos praticados, na forma da lei (art.

    1, Lei n 9.492/1997).

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (I) Se em um determinado municpio h dois ou mais tabelionatos de

    protesto, no pode o credor de um determinado ttulo lev-lo a protesto em qualquer dos servios, sua

    escolha.

    Gab. C

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 40 (D) Para segurana dos atos relativos ao protesto de ttulos, a Lei n

    8.935/1994 exige que o protesto seja necessariamente lavrado em livros prprios, por processo automatizado

    ou manual, a ser guardado sob a responsabilidade do respectivo tabelio, por prazo indeterminado.

    Gab. E

    1.2. COMPETNCIAS DOS OFICIAIS ou REGISTRADORES

    O Cdigo Civil de 2002 determina o registro em registro pblico (art. 9, CC):

    a) nascimentos, casamentos e bitos;

    b) emancipao por outorga dos pais ou por sentena do juiz;

    c) interdio por incapacidade absoluta ou relativa;

    d) sentena declaratria de ausncia e de morte presumida.

    A CR determina a gratuidade para os reconhecidamente pobres, na forma da lei, o registro civil de

    nascimento a certido de bito. Igualmente, determina que o casamento civil e gratuita a sua celebrao. Para efeito da

    proteo do Estado. A CR reconheceu a unio estvel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei

    facil itar sua converso em casamento (art. 5, LXXVI, art. 226, 1, 3, CR).

    A Lei dos Cartrios, no mesmo sentido, determina que so gratuitos os assentos do registro civil de

    nascimento e o de bito, bem como a primeira certido respectiva. Para os reconhecidamente pobres no sero cobrados

    emolumentos pelas certides. proibida a insero, nessas certides, de expresses que indiquem condio de pobreza

    ou semelhantes (art. 45, caput, 1, Lei n 8.935/1994).

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    A Lei dos Registros Pblicos igualmente determina que no sero cobrados emolumentos pelo registro civil

    de nascimento e pelo assento de bito, bem como pela primeira certido respectiva. Os reconhecidamente pobres esto

    isentos de pagamento de emolumentos pelas demais certides extradas pelo cartrio de registro civil. O estado de pobreza ser comprovado por declarao do prprio interessado ou a rogo, tratando-se de analfabeto, neste caso,

    acompanhada da assinatura de duas (02) testemunhas. A falsidade da declarao ensejar a responsabilidade civil e

    criminal do interessado (art. 30, caput, 1 - 3, Lei n 6.015/1973).

    Leia a jurisprudncia do STF seguida das questes sobre o tema:

    CONSTITUCIONAL. DECLARAO DE CONSTITUCIONALIDADE. ATIVIDADE NOTARIAL. NATUREZA. LEI

    9.534/1997. REGISTROS PBLICOS. ATOS RELACIONADOS AO EXERCCIO DA CIDADANIA. GRATUIDADE.

    PRINCPIO DA PROPORCIONALIDADE. VIOLAO NO OBSERVADA. .. A atividade desenvolvida pelos titulares

    das serventias de notas e registros, embora seja anloga atividade empresarial, sujeita-se a um regime de

    Direito Pblico. No ofende o princpio da proporcionalidade lei que isenta os reconhecidamente pobres do

    pagamento dos emolumentos devidos pela expedio de registro civil de nascimento e de bito, bem como a

    primeira certido respectiva. ADC 5, Rel. Min.Ricardo Lewandowski, julgamento em 11-6-2007.

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 58 (D) A atividade desenvolvida pelos titulares das serventias de notas e

    registros no se sujeita ao direito pblico em razo de ela ser anloga atividade empresarial.

    Gab. E

    (CESPE/TJDF/Cartrio/2006) 106 Consoante entendimento do STF, fere a CF a norma que isenta os

    reconhecidamente pobres do pagamento dos emolumentos devidos pela expedio de registro civil de bito.

    Gab. E

    Igualmente, o Cdigo Civil de 2002 obriga a averbao em registro pblico (art. 10, CC13

    ):

    a) das sentenas que decretarem a nulidade ou anulao do casamento, o divrcio, a separao judicial e o

    restabelecimento da sociedade conjugal;

    b) dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiao;

    Relembre-se que o Oficial de registro o registrador. Esses delegados do Poder Pblico possuem cinco

    espcies de servios registrais que em regra no podem ser acumulveis:

    Oficiais de registro de contratos martimos

    Oficiais de registro de imveis

    Oficiais de registro de ttulos e documentos e civis das pessoas jurdicas

    Oficiais de registro civis das pessoas naturais e de interdies e tutelas

    Oficiais de registro de distribuio

    A Lei n 8.935/1994 determina que no so acumulveis os servios cartorrios. Podero, contudo, ser

    acumulados nos Municpios que no comportarem, em razo do volume dos servios ou da receita , a instalao de mais

    de um (01) dos servios (art. 5, art. 26, Lei n 8.935/1994).

    13

    Ateno! Dentro dessas hipteses de averbao, em 2009, foi revogada a obrigatoriedade para os atos judiciais ou

    extrajudiciais de adoo pela Lei n 12.010/2009.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asphttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art8

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    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 95 Suponha que determinada serventia acumule as funes de registro civil, de

    ttulos e documentos e de pessoas jurdicas, e que seja ela a nica a realizar tais funes em determinado

    municpio de significativa extenso territorial. Suponha, ainda, que, nesse municpio, haja dois distritos

    densamente povoados. Com base nessa situao hipottica e na Lei n. 8.935/1994, assinale a opo correta.

    (A) O cartrio deve abrir sucursais em ambos os distritos, cada uma delas com a atribuio de executar apenas

    os servios registrais da matriz que forem objeto de autorizao especfica concedida por ato do tribunal de

    justia respectivo.

    (B) Deve haver um cartrio de registro com as trs funes em cada uma das referidas sedes distritais.

    (C) Deve haver um cartrio de registro civil em cada uma das referidas sedes distritais, no havendo previso

    para as demais funes registrais.

    (D) O cartrio deve abrir sucursais em ambos os distritos, cada uma delas com a atribuio de executar todos

    os servios registrais da matriz.

    (E) Deve haver um cartrio de registro de ttulos e documentos em cada uma das referidas sedes distritais, no

    havendo previso para as demais funes registrais.

    Gab. C

    Compete aos oficiais de registro de imveis, oficiais de registro de ttulos e documentos e civis das pessoas

    jurdicas, oficiais de registros civis das pessoas naturais e de interdies e tutelas a prtica dos atos relacionados na

    legislao pertinente aos registros pblicos, de que so incumbidos, independentemente de prvia distribuio (art. 12, Lei

    n 8.935/1994).

    Os oficiais de registro de imveis e oficiais de registros civis das pessoas naturais e de interdies e tutelas

    esto sujeitos s normas que definirem as circunscries geogrficas. Em cada sede municipal haver no mnimo um (01)

    registrador civil das pessoas naturais. Nos Municpios de significativa extenso territorial, a juzo do respectivo Estado,

    cada sede distrital dispor no mnimo de um (01) registrador civil das pessoas naturais (art. 12, art. 44, 1, 2, Lei n

    8.935/1994).14

    Eis as questes nos certames pblicos:

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 94 Os registros de imveis e os registros civis de pessoas naturais so submetidos

    s normas que definem as circunscries geogrficas, ao contrrio do registro civil de pessoas jurdicas e de

    ttulos e documentos, cuja escolha livre. Assim, circunscrio, para efeitos registrrios, a rea determinada

    em lei e atribuda ao registro de imveis e ao registro civil de pessoas naturais.

    Gab. C

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 82 atribuio do cartrio de Registro de Ttulos e Documentos, dentre outras, o

    registro

    (A) de instrumentos pblicos, para prova das obrigaes legais.

    (B) de imvel rural.

    (C) que no for de atribuio especfica de outro ofcio.

    (D) de contratos de compra e venda de bens imveis objeto de incorporao.

    (E) de testamentos e codicilos.

    Gab. C

    14

    Lembre-se! O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis (06) horas dirias. O servio comear e terminar s

    mesmas horas em todos os dias teis. O servio de registro civil das pessoas naturais ser prestado, tambm, nos

    sbados, domingos e feriados pelo sistema de planto, quer dizer, funcionar todos os dias, sem exceo (art. 4, 1,

    2, art. 43, Lei n 8.935/1994; art. 8, Lei n 6.015/1973).

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (B) Em virtude da relevncia dos efeitos jurdicos do nascimento e do

    carter via de regra imprevisvel desse acontecimento a includos os casos de natimortos e de nascidos que

    morrem logo aps o parto, os quais exigem atos registrais imediatos , o servio de registro civil das pessoas

    naturais deve funcionar, nas mesmas bases, isto , de modo ordinrio, todos os dias.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 40 (E) juridicamente correto afirmar que o servio de registro de ttulos e

    documentos privativo dos oficiais de registro de ttulos e documentos a que se refere a Lei n 8.935/1994,

    sendo que, por outro lado, esses oficiais desempenham servio que se caracteriza por possuir carter residual

    em relao s restantes atividades registrais.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (E) Considere que a populao do municpio Y seja formada basicamente

    por pessoas de baixa renda. Suponha, ainda, que haja proposta de extino dos servios de registro civil das

    pessoas naturais justamente pela impossibilidade dessa populao de arcar com as custas desses servios.

    Nesse caso, a proposta deve ser abandonada, e o poder pblico deve passar a subvencionar tais servios, j que

    a lei probe sua extino.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (B) Os servios de registros pblicos sero prestados, tambm,

    nos sbados, domingos e feriados pelo sistema de planto.

    Gab. E

    (CESPE/TJES/Cartrio/2013) 64 (C) O registro realizado em um domingo, s 22 horas ser nulo,

    independentemente de sua natureza, devendo o oficial que o promoveu ser responsabilizado civil e

    penalmente.

    Gab. E

    O Conselho Nacional de Justia (CNJ) considerando que o Supremo Tribunal Federal (STF), nos acrdos

    prolatados em julgamento da ADPF 132/RJ e da ADI 4277/DF, reconheceu a inconstitucionalidade de distino de

    tratamento legal s unies estveis constitudas por pessoas de mesmo sexo, e que as referidas decises foram proferidas

    com eficcia vinculante Administrao Pblica e aos demais rgos do Poder Judicirio resolveu editar a Resoluo n

    175, de 14/maio/2013, determinando:

    Art. 1 vedada s autoridades competentes a recusa de habilitao, celebrao de casamento civil ou de converso

    de unio estvel em casamento entre pessoas de mesmo sexo.

    Art. 2 A recusa prevista no artigo 1 implicar a imediata comunicao ao respectivo juiz corregedor para as

    providncias cabveis.

    Aos oficiais de registro de contratos martimos compete (art. 10, Lei n 8.935/1994):

    a) lavrar os atos, contratos e instrumentos relativos a transaes de embarcaes a que as partes devam ou

    queiram dar forma legal de escritura pblica;

    b) registrar os documentos da mesma natureza;

    c) reconhecer firmas em documentos destinados a fins de direito martimo;

    d) expedir traslados e certides.

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 68 So de competncia exclusiva dos tabelies de notas a autenticao de

    documentos e o reconhecimento de firma.

    Gab. C

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    A Turma, ao prosseguir o julgamento, entendeu que o Tribunal Martimo tem atribuio para registro

    de propriedade martima, de direitos reais e de outros nus que gravem embarcaes brasileiras. Ao

    tabelio de Registros e Contratos Martimos cabe lavrar atos, contratos e instrumentos relativos

    transao de embarcaes, registrando-os em sua prpria serventia. Embarcaes com arqueadura bruta

    inferior a 100 toneladas no esto sujeitas a realizar registro de propriedade seja no Tribunal Martimo seja no

    tabelio de Registro e Contrato Martimo. Essas embarcaes com arqueadura inferior a 100 toneladas tm sua

    propriedade comprovada apenas com a inscrio junto Capitania dos Portos, o que obrigatrio a qualquer

    tipo ou tamanho de embarcao. Dos dispositivos constitucionais relativos abrangncia territorial do

    Tabelio Martimo no cabe apreciao do Superior Tribunal, sob pena de usurpao de competncia do

    STF. REsp 864.409-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomo, julgado em 23/6/2009.

    Aos oficiais de registro de distribuio compete privativamente (art. 13, Lei n 8.935/1994):

    a) proceder distribuio equitativa pelos servios da mesma natureza, quando previamente exigida,

    registrando os atos praticados; em caso contrrio, registrar as comunicaes recebidas dos rgos e servios

    competentes;

    b) efetuar as averbaes e os cancelamentos de sua competncia;

    c) expedir certides de atos e documentos que constem de seus registros e papis.

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 40 (C) O usurio dos servios notariais tem plena liberdade para a escolha do

    notrio que dever praticar o ato de seu interesse; prerrogativa semelhante inexiste em relao aos

    registradores.

    Gab. E

    (CESPE/TJES/Cartrio/2013) 62 Origina-se do cartrio de registros

    (A) escritura pblica de compra e venda de bem imvel.

    (B) certido de protesto.

    (C) registro de protesto.

    (D) certido de matrcula de imvel.

    (E) ata notarial.

    Gab. D

    2. INGRESSO NA ATIVIDADE NOTARIAL E REGISTRAL

    Conforme estudado, os titulares dos cartrios s o profissionais do Direito, dotados de f pblica, a quem

    delegado o exerccio da atividade notarial e de registro. Ento, o ingresso na atividade notarial e de registro depende de

    concurso pblico de provas e ttulos, no se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de

    provimento ou de remoo, por mais de 06 meses (art. 3, Lei n 8.935/1994; art. 236, 3, CR).

    CONCURSO PBLICO. SERVIOS DE NOTAS E DE REGISTROS.No conflitam com a Carta da Repblica preceitos

    direcionados a conferir pontuao a ttulos concernentes s funes notarial e de registro bem como prtica

    da advocacia ou ao exerccio da magistratura e da promotoria. ADI 3.830, Rel. Min. Marco Aurlio, julgamento

    em 23-2-2011.

    inconstitucional a atribuio supervalorizada de pontos, na prova de ttulos em concurso pblico para o cargo

    de notrio, pelo exerccio anterior de atividade cartorria em detrimento de outras atividades jurdicas.

    Todavia, o princpio constitucional da isonomia atendido pela atribuio proporcional de pontos aos

    candidatos exercentes de atividade notarial e de outras atividades jurdicas, revelando-se inconstitucional a

    deciso que determina a extirpao total de pontos referentes aos ttulos obtidos pelo exerccio daquela

    atividade. AI 830.011-AgR, rel. min. Luiz Fux, julgamento em 26-6-2012.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%20864409http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=622815http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=2542128

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    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 48 O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso pblico de

    provas e ttulos, no se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento

    ou de remoo, por mais de seis meses.

    Gab. C

    (CESPE/TCE-ES/Procurador/2009) 07 (B) O princpio constitucional que exige a aprovao em concurso

    pblico de provas ou de provas e ttulos para a investidura em cargo ou emprego pblico no se aplica ao caso

    do titular de serventias extrajudiciais, nem ao ingresso na atividade notarial e de registro.

    Gab. E

    Verificada a absoluta impossibil idade de se prover, atravs de concurso pblic o, a titularidade de servio

    notarial ou de registro, por desinteresse ou inexistncia de candidatos, o juzo competente propor autoridade

    competente a extino do servio e a anexao de suas atribuies ao servio da mesma natureza mais prximo ou quele

    localizado na sede do respectivo Municpio ou de Municpio contguo (art. 44, caput, Lei n 8.935/1994).

    O art. 236, 3, da CF norma auto aplicvel. Nos termos da CF, sempre se fez necessria a submisso a

    concurso pblico para o devido provimento de serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de

    remoo... Constituio de 1988, pois esta, no seu art. 236, 3, exige expressamente a realizao de concurso

    pblico de provas e ttulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. Os princpios republicanos da

    igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem nortear a ascenso s funes pblicas. MS 28.279, Rel.

    Min. Ellen Gracie, julgamento em 16-12-2010.

    (FGV/TJAM/Cartrio/2005) 74 Verificada a absoluta impossibilidade de se prover, por meio de concurso

    pblico, a titularidade de servio notarial ou de registro por desinteresse ou inexistncia de candidatos,

    correto afirmar que:

    (A) o juzo competente propor autoridade competente a extino do servio e a anexao de suas atribuies

    ao servio da mesma natureza mais prximo ou quele localizado na sede do respectivo Municpio ou de

    Municpio contguo.

    (B) sero os servios notarial ou de registro automaticamente oficializados, passando a sua gesto

    definitivamente para o Poder Pblico.

    (C) sero automaticamente extintos os servios notarial ou de registro.

    (D) ser o servio notarial, automaticamente, extinto, mas o servio de registro ser anexado ao servio da

    mesma natureza mais prximo.

    (E) existindo na mesma localidade servio notarial e de registro, sero eles fundidos em um s servio, que

    ser, ento, automaticamente, oficializado com a gesto exclusiva e definitiva feita pelo Poder Pblico.

    Gab. A

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 76 Nos termos da Lei n 8.935/94, poder ocorrer extino de serventia

    extrajudicial, com anexao de suas atribuies ao servio da mesma natureza mais prximo ou quele

    localizado na sede do respectivo Municpio ou de Municpio contguo, na hiptese de

    (A) renncia do notrio ou registrador titular da serventia, sem que exista substituto para que possa

    permanecer na funo at abertura de concurso.

    (B) impossibilidade de se prover, por concurso pblico, a titularidade do servio notarial ou de registro, por

    desinteresse ou inexistncia de candidatos.

    (C) extino da delegao dada ao notrio ou registrador e no abertura de concurso pblico para prov-la no

    prazo mximo de um ano.

    (D) perda da delegao por sentena judicial irrecorrvel em que sero condenados o notrio ou registrador e

    seus substitutos.

    (E) por aposentadoria facultativa do titular da serventia e consequente aposentadoria facultativa do substituto

    mais antigo.

    Gab. B

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=622343

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (C) Excepcionalmente, nos municpios com populao de at trinta mil

    habitantes, admite-se a participao de candidatos que comprovem possuir escolaridade mnima de segundo

    grau, ou habilitao equivalente, em concurso pblico de provas e ttulos para ingresso nas atividades notariais

    e de registro.

    Gab. E

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 73 O art. 236, da Constituio Federal de 1988, dispe sobre os servios notariais e

    de registro. A Lei n 8.935/94 trata do ingresso na atividade notarial e de registro, regulamentando o

    dispositivo constitucional em tela. Sobre esta matria, correto afirmar que

    (A) haver delegao de servio pblico.

    (B) o ingresso na funo notarial e de registro se d por nomeao para cargo em comisso, aps aprovao em

    concurso pblico.

    (C) somente bacharis em direito esto habilitados a prestar o concurso pblico para ingresso no servio

    notarial e de registro.

    (D) no se admite vacncia de servio notarial e de registro por mais de um ano, exigindo-se que, decorrido

    este prazo, seja aberto concurso de remoo.

    (E) os notrios e registradores exercem funo pblica delegada, que se d aps aprovao em concurso

    pblico de provimento inicial ou de remoo.

    Gab. E

    (FCC/TJPE/Cartrio/2013) 03 A respeito do ingresso na atividade notarial e de registo, correto afirmar que

    (A) os concursos sero realizados pelo Poder Executivo, com a participao, em todas as suas fases, da Ordem

    dos Advogados do Brasil, do Poder Judicirio, de um notrio e de um registrador.

    (B) ao concurso pblico somente podero concorrer candidatos bacharis em direito.

    (C) as vagas sero preenchidas alternadamente, duas teras partes por provimento e uma tera parte por meio

    de remoo, no se permitindo que qualquer serventia notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de

    concurso, por mais de seis meses.

    (D) ao concurso de remoo somente sero admitidos titulares que exeram a atividade por mais de cinco anos.

    (E) a legislao federal dispor sobre as normas e os critrios para o concurso de remoo.

    Gab. B

    Em cada sede municipal haver no mnimo um (01) registrador civil das pessoas naturais. Nos Municpios de

    significativa extenso territorial, a juzo do respectivo Estado, cada sede distrital dispor no mnimo de um (01)

    registrador civil das pessoas naturais (art. 44, 1, 2, Lei n 8.935/1994).

    A delegao para o exerccio da atividade notarial e de registro depende dos seguintes requisitos (art. 14, Lei

    n 8.935/1994):

    1) habilitao em concurso pblico de provas e ttulos ;

    2) nacionalidade brasileira e capacidade civil ;

    3) quitao com as obrigaes eleitorais e militares ;

    4) diploma de bacharel em Direito e verificao de conduta condigna para o exerccio da profisso.

    Os concursos pblicos sero realizados pelo Poder Judicirio, com a participao, em todas as suas fases, da

    Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministrio Pblico, de um (01) Notrio e de um (01) Registrador. O concurso ser

    aberto com a publicao de edital, dele constando os critrios de desempate. Os candidatos sero declarados habilitados

    na rigorosa ordem de classificao no concurso (art. 15, caput, 1, art. 19, Lei n 8.935/1994).

    Segue jurisprudncia e questo sobre o tema:

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    Faz-se regular a comisso de concurso com a participao, personificando notrios e registradores, da

    Presidente da entidade de classe, pouco importando seja esta notria ou registradora. MS 25.962, Rel.

    Min. Marco Aurlio, julgamento em 23-10-2008.

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (B) Os servios notariais e de registro so exercidos, em carter privado, por

    delegao do Poder Executivo estadual ou do Distrito Federal.

    Gab. E

    Importante! O Conselho Nacional de Justia (CNJ) editou a Resoluo n 81/2009 que d ispe sobre os

    concursos pblicos de provas e ttulos, para a outorga das Delegaes de Notas e de Registro, e minuta de edital.

    Eis a jurisprudncia sobre o tema a correspondente questo:

    Mostrando-se abrangente o ato mediante o qual o CNJ determinou a realizao de concurso pblico para

    provimento de serventias vagas, descabe concluir pela existncia de direito lquido e certo no que se sustenta a

    ausncia de vacncia de certa serventia. MS 28.103, Rel. Min. Marco Aurlio, julgamento em 14-4-2011.

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 64 (D) H direito adquirido do substituto investidura na

    titularidade do cartrio, ainda que a vaga tenha surgido aps a promulgao da CF.

    Gab. E

    Ao concurso pblico podero concorrer candidatos no bacharis em Direito que tenham completado, at a

    data da primeira publicao do edital do concurso de provas e ttulos, dez (10) anos de exerccio em servio notarial ou de

    registro (art. 15, 2, Lei n 8.935/1994).

    Ateno! Os notrios (ou tabelies) e os oficiais de registro (ou registradores) , legalmente nomeados at

    05/outubro/1988, detm a delegao constitucional dos servios notariais e de registro (art. 47, Lei n 8.935/1994).

    As vagas sero preenchidas alternadamente, duas teras partes (2/3) por concurso pblico de provas e ttulos

    e uma tera parte (1/3) por meio de remoo, mediante concurso de ttulos, no se permitindo que qualquer serventia

    notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de concurso de provimento inicial ou de remoo, por mais de seis (06)

    meses. Para estabelecer o critrio do preenchimento, tomar-se- por base a data de vacncia da titularidade ou, quando

    vagas na mesma data, aquela data da criao do servio (art. 16, Lei n 8.935/1994).

    Ao concurso de remoo somente sero admitidos titulares que exeram a atividade por mais de dois (02)

    anos. A legislao estadual dispor sobre as normas e os critrios para o concurso de remoo (art. 17, art. 18, Lei n

    8.935/1994). Esclarea-se que a lei federal dever dispor de normas gerais para os concursos de ingresso ou remoo, apenas

    deixando ao Estados e DF aplicar os critrios de acordo com a sua organizao judiciria. Assim, decidiu o STF:

    No est, na Constituio, que aos Estados se reserva, em lei, regular a matria do ingresso e da remoo; antes

    decorre do art. 236 e pargrafos da Lei Magna que a lei federal, para todo o Pas, definir os princpios bsicos a

    serem seguidos na execuo dos servios notariais e de registro. ADI 2.069-MC, Rel. Min. Nri da Silveira,

    julgamento em 2-2-2000.

    Foram as questes dos certames pblicos:

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 42 (A) De acordo com a doutrina, os critrios para o provimento de servios

    notariais e de registro tm de ser necessariamente previstos em lei federal e apenas nela, de modo que a lei

    estadual no pode disciplinar essa matria; os critrios para a remoo entre esses servios, todavia, podem

    ser regidos por lei estadual, desde que ela no conflite com as normas federais aplicveis.

    Gab. E

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/portal/inteiroTeor/obterInteiroTeor.asp?id=582658&idDocumento=&codigoClasse=376&numero=25962&siglaRecurso=&classe=MShttp://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=622458http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=347413

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 03 Ainda acerca dos servios notariais e de registro, assinale a opo correta

    conforme a Lei n. 8.935/1994.

    (A) A participao em concurso pblico para o exerccio de atividades notariais e de registro restrita a

    brasileiros natos.

    (B) Para o preenchimento das serventias por meio de concurso pblico de ingresso ou por concurso de

    remoo, utiliza-se como critrio a data de vacncia da titularidade das serventias; caso ocorra vacncia de

    mais de uma serventia na mesma data, observa-se a da criao do servio.

    (C) vedada a participao, em concurso de remoo, de titulares que no comprovem o exerccio da atividade

    notarial e de registro por mais de trs anos.

    (D) As vagas relacionadas s atividades notariais e de registro devem ser preenchidas alternadamente da

    seguinte forma: dois teros por concurso pblico de provas e ttulos e um tero por concurso de remoo, em

    tempo hbil o suficiente para impedir que serventias notariais ou de registro fiquem vagas por mais de trs

    meses.

    (E) permitida a participao, no concurso pblico de provas e ttulos para o exerccio de atividades notariais

    e de registro, de candidatos com formao em nvel superior em qualquer rea do conhecimento, desde que

    comprovem terem completado, at a data da publicao do resultado final do concurs o, no mnimo, cinco anos

    de exerccio em servio notarial ou de registro.

    Gab. B

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 66 Assinale a opo correta a respeito do ingresso na atividade

    notarial e de registro.

    (A) Ao concurso pblico podero concorrer candidatos no bacharis em direito que tenham completado, at a

    data da posse, dez anos de exerccio em servio notarial ou de registro.

    (B) Haver ofensa ao princpio da isonomia em edital que preveja a possibilidade de disputa no certame para

    uma nica serventia.

    (C) De acordo com jurisprudncia firmada pelo STJ, o diploma ou habilitao legal para o exerccio do cargo

    deve ser exigido no ato da inscrio no certame.

    (D) Podem ser titulares de delegao do exerccio da atividade notarial e de registro os brasileiros natos e

    naturalizados, com idade mnima de dezoito anos, habilitados em concurso pblico de provas e ttulos.

    (E) necessria a participao nos concursos, em todas suas fases, da OAB, do MP, de um notrio e de um

    registrador, at mesmo na elaborao do edital.

    Gab. D

    Os notrios (ou tabelies) e os oficiais de registro (ou registradores) gozam de independncia no exerccio de

    suas atribuies, tm direito percepo dos emolumentos integrais pelos atos praticados na serventia e s perdero a

    delegao nas hipteses previstas em lei (art. 28, Lei n 8.935/1994).

    A extino da delegao a notrio (ou tabelio) e a oficial de registro (ou registrador) ocorrer nas seguintes

    situaes (art. 39, caput, 1, art. 35, Lei n 8.935/1994):

    a) morte do titular;

    b) aposentadoria facultativa; a aposentadoria facultativa ou por invalidez decorrer nos termos da legislao

    previdenciria federal ;

    c) invalidez;

    d) renncia;

    e) perda15

    , nos termos de sentena judicial transitada em julgado e de deciso decorrente de processo

    administrativo instaurado pelo juzo competente, assegurado amplo direito de defesa

    15

    Quando o caso configurar a perda da delegao, o juzo competente suspender o notrio ou oficial de registro, at a

    deciso final, e designar interventor (art. 35, 1, Lei n 8.935/1994).

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    f) descumprimento, comprovado, da gratuidade estabelecida em lei.

    Tabelies e oficiais de registros pblicos: aposentadoria: inconstitucionalidade da norma da Constituio l ocal

    que alm de conceder-lhes aposentadoria de servidor pblico que, para esse efeito, no so vincula os

    respectivos proventos s alteraes dos vencimentos da magistratura... ADI 575, Rel. Min.Seplveda Pertence,

    julgamento em 25-3-1999.

    (FCC/TJPE/Cartrio/2013) 25 A Lei Federal n 8.935/94 NO dispe expressamente que a delegao a

    notrio ou a oficial de registro se extingue por

    (A) morte ou invalidez.

    (B) aposentadoria facultativa.

    (C) aposentadoria compulsria.

    (D) renncia ou perda da delegao, nos termos da lei.

    (E) descumprimento, comprovado, da gratuidade estabelecida em lei.

    Gab. C

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 64 (E) Aos notrios e registradores aplica-se a aposentadoria

    compulsria aos setenta anos prevista para os servidores pblicos.

    Gab. E

    Os notrios, oficiais de registro, escreventes e auxiliares so vinculados previdncia social, de mbito

    federal, e tm assegurada a contagem recproca de tempo de servio em sistemas diversos. Foram assegurados, aos

    notrios, oficiais de registro, escreventes e auxiliares os direitos e vantagens previdencirios adquiridos at a data da

    publicao no D.O.U. da Lei dos Cartrios, aos 21/novembro/1994 (art. 40, Lei n 8.935/1994).

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 58 (B) Os notrios e oficiais de registro so regidos pelo regime prprio de

    previdncia dos servidores pblicos.

    Gab. E

    Extinta a delegao a notrio ou a oficial de registro, a autoridade competente (art. 39, 2, Lei n

    8.935/1994):

    declarar vago o respectivo servio

    designar o substituto mais antigo para responder pelo expediente e

    abrir concurso.

    Por fim, seguem julgados importantes do STF sobre o assunto:

    REGIME JURDICO DOS SERVIDORES NOTARIAIS E DE REGISTRO. Trata-se de atividades jurdicas que so

    prprias do Estado, porm exercidas por particulares mediante delegao. Exercidas ou traspassadas, mas no

    por conduto da concesso ou da permisso, normadas pelo caput do art. 175 da Constituio como

    instrumentos contratuais de privatizao do exerccio dessa atividade material (no jurdica) em que se

    constituem os servios pblicos. A delegao que lhes timbra a funcionalidade no se traduz, por nenhuma

    forma, em clusulas contratuais. A sua delegao somente pode recair sobre pessoa natural, e no sobre uma

    empresa ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil que versa a Magna Carta Federal em

    tema de concesso ou permisso de servio pblico. Para se tornar delegatria do Poder Pblico, tal pessoa

    natural h de ganhar habilitao em concurso pblico de provas e ttulos, e no por adjudicao em processo

    licitatrio, regrado, este, pela Constituio como antecedente necessrio do contrato de concesso ou de

    permisso para o desempenho de servio pblico. Cuida-se ainda de atividades estatais cujo exerccio privado

    jaz sob a exclusiva fiscalizao do Poder Judicirio, e no sob rgo ou entidade do Poder Executivo, sabido que

    por rgo ou entidade do Poder Executivo que se d a imediata fiscalizao das empresas concessionrias ou

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=575&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M

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    permissionrias de servios pblicos. Por rgos do Poder Judicirio que se marca a presena do Estado para

    conferir certeza e liquidez jurdica s relaes inter-partes, com esta conhecida diferena: o modo usual de

    atuao do Poder Judicirio se d sob o signo da contenciosidade, enquanto o invarivel modo de atuao das

    serventias extraforenses no adentra essa delicada esfera da litigiosidade entre sujeitos de direito. Enfim, as

    atividades notariais e de registro no se inscrevem no mbito das remunerveis por tarifa ou preo pblico,

    mas no crculo das que se pautam por uma tabela de emolumentos, jungidos estes a normas gerais que se

    editam por lei necessariamente federal. (...) As serventias extrajudiciais se compem de um feixe de

    competncias pblicas, embora exercidas em regime de delegao a pessoa privada. Competncias que fazem

    de tais serventias uma instncia de formalizao de atos de criao, preservao, modificao, transformao e

    extino de direitos e obrigaes. Se esse feixe de competncias pblicas investe as serventias extrajudiciais em

    parcela do poder estatal idnea colocao de terceiros numa condio de servil acatamento, a modificao

    dessas competncias estatais (criao, extino, acumulao e desacumulao de unidades) somente de ser

    realizada por meio de lei em sentido formal, segundo a regra de que ningum ser obrigado a fazer ou deixar de

    fazer alguma coisa seno em virtude de lei... Tendo em vista que o STF indeferiu o pedido de medida liminar h

    mais de dez anos e que, nesse perodo, mais de setecentas pessoas foram aprovadas em concurso pblico e

    receberam, de boa-f, as delegaes do servio extrajudicial, a desconstituio dos efeitos concretos emanados

    dos Provimentos 747/2000 e 750/2001 causaria desmesurados prejuzos ao interesse social. Adoo da tese

    da norma jurdica ainda constitucional. Preservao: a) da validade dos atos notariais praticados no Estado de

    So Paulo, luz dos provimentos impugnados; b) das outorgas regularmente concedidas a delegatrios

    concursados (eventuais vcios na investidura do delegatrio, mxime a ausncia de aprovao em concurso

    pblico, no se encontram a salvo de posterior declarao de nulidade); c) do curso normal do processo

    seletivo para o recrutamento de novos delegatrios. ADI 2.415, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 10-11-

    2011.

    Numa frase, ento, servios notariais e de registro so tpicas atividades estatais, mas no so servios pblicos,

    propriamente. Inscrevem-se, isto sim, entre as atividades tidas como funo pblica lato sensu, a exemplo das

    funes de legislao, diplomacia, defesa nacional, segurana pblica, trnsito, controle externo e tantos outros

    cometimentos que, nem por ser de exclusivo domnio estatal, passam a se confundir com servio pblico. ADI

    3.643, voto do Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 8-11-2006.

    3. PREPOSTOS DOS TITULARES DOS CARTRIOS

    Na atividade cartorria, importante que os titulares do tabelionato ou registro contm com outros

    profissionais, para atingimento das suas finalidades , denominados colaboradores, auxil iares ou prepostos sempre

    empregados, regidos que so, portanto, pelo regime celetista.

    Adicional por tempo de servio: no sendo vantagem prevista nem disciplinada na CF, no a viola a lei estadual

    que manda computar para o seu clculo o tempo em que o servidor fora serventurio contratado de cartrio

    no oficializado: o regime privado da atividade notarial e de registro, estabelecido pelo art. 236 da Lei

    Fundamental, no impede que o tempo de servio nela cumprido seja tido, por lei, como fato aquisitivo do

    direito ao adicional. RE 235.623, Rel. Min. Seplveda Pertence, julgamento em 24-5-2005.

    Ento, preposto designa a pessoa ou o empregado investido no poder delegado pelo preponente por meio da

    preposio. Preponente a pessoa que colocou um terceiro em seu lugar, em certo negcio jurdico, para em seu nome

    administra-lo.

    Juridicamente, o preponente , em regra, responsvel pelos atos praticados por seus prepostos quando no

    desempenho das funes ou dos encargos, que s e mostrem objetos da preposio, respondendo objetivamente o Estado,

    independentemente de culpa, ao fim pelas condutas dos titulares (preponentes). A propsito, a CR determina que as

    pessoas jurdicas de Direito Pblico e as de Direito Privado prestadoras de servios pblicos respondero pelos danos que

    seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsvel nos casos de

    dolo ou culpa (art. 37, 6, CR). aplicao da reponsabilidade objetiva do Estado fundada na teoria do risco simples.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1718027http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=405100&PROCESSO=3643&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2264http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=405100&PROCESSO=3643&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2264http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=235623&CLASSE=RE&cod_classe=437&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M&EMENTA=2202

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    Sobre o tema da responsabilidade, a Lei dos Cartrios determinou que os notrios (ou tabelies) e oficiais de

    registro (ou registradores) respondem pelos danos que eles e seus prepostos causarem a terceiros, na prtica de atos

    prprios da serventia, assegurado aos primeiros direito de regresso no caso de dolo ou culpa dos prepostos (art. 22, Lei n

    8.935/1994). Nesse sentido, aplica-se igualmente a responsabilidade objetiva fundada na mesma teoria que no a do

    risco integral, porm, simples.

    No mesmo sentido, a Lei n 9.492/1997 dispe expressamente que os Tabelies de Protesto de Ttulos so

    civilmente responsveis por todos os prejuzos que causarem, por culpa ou dolo, pessoalmente, pelos substitutos que

    designarem ou Escreventes que autorizarem, assegurado o direito de regresso (art. 38, Lei n 9.492/1997).

    Oportuno transcrevemos texto do site do Cartrio do 8 Ofcio de Notas do Recife, que tem como titular Dr.

    Ivanildo de Figueiredo Andrade de Oliveira Filho, primeiro Tabelio a receber, no ano 2000, a outorga da delegao para

    um Tabelionato de Notas da Capital do Estado de Pernambuco em virtude de aprovao em concurso pblico, e que foi

    nosso Professor na Egrgia Faculdade de Direito do Recife16

    :

    O Tabelio Pblico tem por obrigao fundamental exercer as funes superiores de direo e coordenao

    tcnica, operacional e administrativa do Tabelionato, orientando as atividades dos diversos rgos e divises

    subordinados, com a atribuio de zelar pela orientao legal, padronizao dos atos, superviso especializada

    e pelo treinamento e capacitao tcnica dos funcionrios do cartrio. Como representante principal do

    Tabelionato, o Tabelio a pessoa que assume a responsabilidade civil e administrativa por todos os atos

    praticados no mbito do Tabelionato. Assim, qualquer ato indevido ou ilegal que venha, excepcionalmente, a

    ser praticado por prepostos do Tabelionato, e os possveis prejuzos causados a seus clientes ou terceiros,

    consideram-se realizados pelo prprio Tabelio, em respeito ao princpio da responsabilidade objetiva.

    Seguem as jurisprudncias dominantes nos Tribunais Superiores:

    O tabelionato no detm personalidade jurdica ou judiciria, sendo a responsabilidade pessoal do titular da

    serventia. No caso de dano decorrente de m prestao de servios notariais, somente o tabelio poca dos

    fatos e o Estado possuem legitimidade passiva. REsp 545.613/MG, Rel. Ministro Cesar Asfor Rocha, julgado em

    08/05/2007.

    Tabelio. Titulares de Ofcio de Justia. Responsabilidade civil. Responsabilidade do Estado. CF, art. 37, 6.

    Natureza estatal das atividades exercidas pelos serventurios titulares de cartrios e registros extrajudiciais,

    exercidas em carter privado, por delegao do Poder Pblico. Responsabilidade objetiva do Estado pelos

    danos praticados a terceiros por esses servidores no exerccio de tais funes, assegurado o direito de regresso

    contra o notrio, nos casos de dolo ou culpa. RE 209.354-AgR, Rel. Min.Carlos Velloso, julgamento em 2-3-1999.

    objetiva a responsabilidade do tabelio (art. 22 da Lei n. 8.935/1994) pelos danos resultantes de sua

    atividade notarial e de registro exercida por delegao (art. 236, 1, da CF/1988). O Estado apenas responde

    de forma subsidiria, sendo desnecessria sua denunciao lide, sem prejuzo do direito de regresso em ao

    prpria. No caso, houve transferncia de imvel mediante procurao falsa lavrada no cartrio no oficializado

    de titularidade do recorrente, o que gerou sua condenao indenizao de danos morais e materiais... REsp

    1.163.652-PE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 1/6/2010.

    objetiva a responsabilidade do tabelio (art. 22 da Lei n. 8.935/1994) pelos danos resultantes de sua

    atividade notarial e de registro exercida por delegao (art. 236, 1, da CF/1988). O Estado apenas responde

    de forma subsidiria, sendo desnecessria sua denunciao lide, sem prejuzo do direito de regresso em ao

    prpria. No caso, houve transferncia de imvel mediante procurao falsa lavrada no cartrio no oficializado

    de titularidade do recorrente, o que gerou sua condenao indenizao de danos morais e materiais... REsp

    1.163.652-PE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 1/6/2010.

    16

    www.tabelionatofigueiredo.com.br/conteudo/10; 19/03/2014.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigoBD.asp?item=505#505http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigoBD.asp?item=547#547http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=209354&CLASSE=RE%2DAgR&cod_classe=539&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=Mhttp://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201163652http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201163652http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201163652http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201163652http://www.tabelionatofigueiredo.com.br/conteudo/10

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    A questo consiste em saber se a responsabilidade civil por ato ilcito praticado por oficial de Registro de

    Ttulos, Documentos e Pessoa Jurdica pessoal; no podendo seu sucessor, ou seja, o atual oficial da serventia,

    que no praticou o ato ilcito, responder pelo dano em razo de ser delegatrio do servio pblico. Isso posto, a

    Turma deu parcial provimento ao recurso para reconhecer a ilegitimidade do recorrente para fi gurar no plo

    passivo da demanda e extinguir o feito sem resoluo do mrito, ao argumento de que s poderia responder

    como titular do cartrio aquele que efetivamente ocupava o cargo poca do fato reputado como ilcito e

    danoso, razo pela qual no poderia a responsabilidade ser transferida ao agente que o sucedeu, pois

    a responsabilidade, in casu, h de ser pessoal... REsp 852.770-SP, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em

    3/5/2007.

    subsidiria a responsabilidade do Estado membro pelos danos materiais causados por titular de serventia

    extrajudicial, ou seja, aquele ente somente responde de forma subsidiria ao delegatrio. Por outro lado,

    a responsabilidade dos notrios equipara-se s das pessoas jurdicas de Direito Privado prestadoras de

    servios pblicos, pois os servios notariais e de registros pblicos so exercidos por delegao da atividade

    estatal (art. 236, 1, da CF/1988), assim seu desenvolvimento deve dar-se por conta e risco do delegatrio

    (Lei n. 8.987/1995). Tambm o art. 22 da Lei n. 8.935/1994, ao estabelecer a responsabilidade dos notrios e

    oficiais de registro pelos danos causados a terceiros, no permite uma interpretao de que

    h responsabilidade solidria pura do ente estatal. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o

    julgamento, deu provimento ao recurso do Estado membro condenado a pagar R$ 115.072,36 por danos

    materiais imputados ao titular de cartrio. Precedente citado do STF: RE 201.595-SP, DJ 20/4/2001. REsp

    1.087.862-AM, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 2/2/2010.

    Foram questionamentos em prova pblica sobre o tema:

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 46 H responsabilidade objetiva do Estado por dano causado por serventurio,

    pois os servios notariais so exercidos por delegao do poder pblico.

    Gab. C

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 47 A responsabilidade civil por ato ilcito praticado por oficial do registro de

    imveis no pessoal e, por isso, alcana o seu sucessor na serventia.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 26 Considerando que um oficial registrador tenha reconhecido firma de uma

    assinatura falsa e que esse ato tenha causado prejuzo a terceiro, assinale a opo correta com base no disposto

    no ordenamento jurdico e na jurisprudncia sobre responsabilidade civil do Estado.

    (A) Havendo sucesso na titularidade da serventia, o sucessor responder pelo ato ilcito praticado pelo

    sucedido, antigo titular.

    (B) A responsabilidade do notrio e do ente estatal , nesse caso, objetiva.

    (C) Aplica-se, nessa situao, a teoria do risco integral.

    (D) O referido notrio somente ser responsabilizado se houver demonstrao de culpa e nexo causal.

    (E) O Estado e o cartrio notarial podem figurar no polo passivo da ao de responsabilidade.

    Gab. B

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 64 (B) A responsabilidade civil por dano causado a particular por ato

    de notrio ou oficial de registro pessoal; no entanto, observada a teoria do risco integral, no h impedimento

    para que o seu sucessor venha a responder pelo ilcito praticado.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 04 (C) Notrios e registradores so diretamente responsveis por danos que

    eles e seus prepostos causem a terceiros na prtica de atos prprios da serventia, desde que a vtima prove

    culpa grave do prestador do servio.

    Gab. E

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%20852770http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201087862http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201087862

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 04 (A) Conforme jurisprudncia pacificada no STJ, a vtima de atos notariais e

    de registro pode optar por ajuizar ao diretamente contra o agente pblico (tabelio ou registrador) ou contra

    o ente estatal delegante.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 04 (E) Os notrios e oficiais de registro respondem por danos que eles e seus

    prepostos causem a terceiros, na prtica de atos prprios da serventia, assegurado a eles o direito de regresso

    no caso de dolo ou culpa dos prepostos.

    Gab. C

    (FCC/TJPE/Cartrio/2013) 23 (II) Os notrios e oficiais de registro respondero pelos danos que eles e seus

    prepostos causem a terceiros, na prtica de atos prprios da serventia, assegurado aos primeiros direito de

    regresso no caso de dolo ou culpa dos prepostos.

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 64 (A) A jurisprudncia dominante configura-se no sentido de que os

    notrios e registradores devam responder objetivamente pelos danos que, na prtica de atos prprios da

    serventia, eles e seus prepostos causarem a terceiros.

    Gab. C

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 61 (A) A responsabilidade do tabelio, conforme entendimento do STJ,

    objetiva pelos danos resultantes de sua atividade notarial e de registro, exercida por delegao.

    Gab. C

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 67 Acerca dos prepostos dos notrios e oficiais de registro, assinale a

    opo correta.

    (A) Os substitutos somente podero praticar os atos que o notrio ou oficial de registro lhes autorizar.

    (B) Se determinada serventia acumular as funes de notas, protesto de ttulos, registro civil, ttulos e

    documentos e pessoas jurdicas, seu titular dever designar, no mnimo, cinco substitutos.

    (C) O escrevente pode, a depender da situao, praticar todos os atos prprios do notrio ou registrador, exceto

    lavrar testamentos.

    (D) Os escreventes e demais auxiliares dos cartrios extrajudiciais, contratados pelo regime celetista, so

    considerados servidores pblicos estatutrios e possuem estabilidade.

    (E) Dever ser designado para responder provisoriamente pelo servio, at a realizao de concurso pblico, o

    substituto mais antigo da serventia.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 04 (B) Por serem entidades dotadas de personalidade jurdica, os cartrios

    extrajudiciais devem figurar, nas aes de perdas e danos ajuizadas por usurios do servio, no polo passivo da

    relao processual.

    Gab. E

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 28 (D) O gerenciamento administrativo e financeiro dos servios

    notariais e de registro da responsabilidade do respectivo titular, cabendo-lhe estabelecer normas, condies e

    obrigaes relativas atribuio de funes e de remunerao de seus prepostos, de modo a obter a melhor

    qualidade na prestao dos servios, sendo o custeio das despesas da serventia, nas comarcas de menor

    movimento, compartilhadas com o estado.

    Gab. E

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    Os servios notariais e de registro so exercidos em carter privado, por delegao do Poder Judicirio do

    Estado ou do Distrito Federal, s pessoas fsicas aprovas em certame pblico. Porm, os notrios (ou tabelies) e os oficiais

    de registro (ou registradores) podero, para o desempenho de suas funes, contratar escreventes, dentre eles escolhendo

    os substitutos e auxiliares como empregados, com remunerao livremente ajustada e sob o regime da legislao do

    trabalho CLT. Os escreventes podero praticar somente os atos que o notrio ou o oficial de registro autorizar (art. 236,

    caput, CR; art. 20, caput, 3, Lei n 8.935/1994).

    PREPONENTES

    notrios ou tabelies

    oficiais de registro ou registradores

    PREPOSTOS

    escreventes

    substitutos auxiliares

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (A) Para o desempenho de suas funes, os notrios e os oficiais de registro

    podem contratar, na condio de empregados, escreventes e auxiliares, com remunerao livremente ajustada

    e sob o regime da legislao do trabalho.

    Gab. C

    (FCC/TJPE/Cartrio remoo/2013) 04 A respeito da organizao do pessoal, INCORRETO afirmar:

    (A) Os Delegatrios encaminharo Corregedoria Geral da Justia os nomes dos escreventes e dos substitutos

    por eles designados, para efeito de cadastramento e, quando solicitado, dos servidores no remunerados pelos

    cofres pblicos, bem como quaisquer documentos referentes s relaes trabalhistas e estatutrias.

    (B) Os Delegatrios podero, para o desempenho de suas funes, contratar, como empregados, auxiliares e

    escreventes, e, dentre estes, designar os substitutos, com remunerao livremente ajustada e sob o regime da

    legislao do trabalho.

    (C) vedada aos Delegatrios a contratao de cnjuge, companheiro ou parente, natural, civil ou afim, na linha

    reta ou colateral at o terceiro grau de Desembargador do Tribunal de Justia, bem como de magistrado ou de

    servidor auditor de controle interino ou de inspeo da Corregedoria Geral da Justia incumbido, de qualquer

    modo, das atividades de correio e inspeo dos respectivos servios de notas e de registro.

    (D) A contratao de empregados, no mbito dos servios extrajudiciais privatizados, no oficializados que no

    estejam vagos, devem obedecer s regras vigentes, sendo que, em cada Servio Notarial e de Registro, haver

    tantos substitutos, escreventes e auxiliares quantos forem necessrios, a critrio de cada Delegatrio.

    (E) Os contratos de trabalho, regidos pela legislao trabalhista, sero livremente celebrados entre os notrios

    e registradores e seus prepostos, cabendo Corregedoria Geral da Justia ou ao Juiz Diretor do Foro sua

    aprovao ou homologao.

    Gab. E

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 96 Os titulares dos Ofcios Extrajudiciais

    (A) podero contratar auxiliares pelo regime da CLT ou o Estatutrio.

    (B) podero realizar concurso pblico para preenchimento de vagas.

    (C) para admitir auxiliares pelo regime da CLT, devero obter aprovao do Juiz Diretor do Foro.

    (D) no podero indicar seus substitutos em nenhuma hiptese.

    (E) podero indicar os seus substitutos independentemente de aprovao do Juiz Diretor do Foro.

    Gab. C

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    Em cada servio notarial ou servio de registro haver tantos substitutos, escreventes e auxiliares quantos

    forem necessrios, a critrio de cada notrio (ou tabelio) ou oficial de registro (ou registrador) (art. 20, 1, Lei n

    8.935/1994).

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (V) Na terminologia da legislao notarial e de registro, a expresso titular

    aplica-se indistintamente ao indivduo nomeado para exercer a delegao do servio e aos seus substitutos que

    tenham poderes plenos para a prtica dos atos prprios da delegao.

    Gab. E

    Os notrios (ou tabelies) e os oficiais de registro (ou registradores) encaminharo ao juzo competente os

    nomes dos substitutos. Dentre os substitutos, um deles ser designado pelo notrio (ou tabelio) ou oficial de registro (ou

    registrador) para responder pelo respectivo servio nas ausncias e nos impedimentos do titular. Os substitutos podero,

    simultaneamente com o notrio (ou tabelio) ou oficial de registro (ou registrador), praticar todos os atos que lhe sejam

    prprios, exceto lavrar testamentos nos tabelionatos de notas (art. 20, 2, 4, 5, Lei n 8.935/1994).

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 27 (B) Os notrios e os oficiais de registro podero, para o

    desempenho de suas funes, contratar escreventes, dentre eles escolhendo os substitutos, e auxiliares como

    empregados, com remunerao livremente ajustada e sob o regime da legislao do trabalho, sendo que os

    substitutos podero, simultaneamente com o notrio ou o oficial de registro, praticar todos os atos que lhe

    sejam prprios.

    Gab. C

    (CESPE/TJBA/Cartrio/2005) 70 dever do notrio encaminhar ao juzo competente o nome de seu

    substituto.

    Gab. C

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 96 Apenas um dos escreventes substitutos deve, a todo tempo, ter designao

    expressa, informada ao juzo competente, para substituir o titular em suas ausncias e impedimentos.

    Gab. C

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 74 Acerca do regime de trabalho dos prepostos dos notrios e registradores,

    correto afirmar que

    (A) podem ser contratados pelo regime estatutrio ou celetista, a critrio do titular da serventia.

    (B) os substitutos so servidores estatutrios e os escreventes e auxiliares so empregados submetidos ao

    regime celetista.

    (C) so escreventes e auxiliares empregados, com remunerao livremente ajustada e sob o regime da

    legislao do trabalho.

    (D) no possuem vnculo empregatcio com os notrios e registradores, sendo empregados pblicos

    diretamente concursados e lotados nas serventias.

    (E) os substitutos ocupam cargos pblicos e os escreventes e auxiliares so empregados pblicos, mas todos

    so concursados.

    Gab. C

    4. FISCALIZAO PELO PODER JUDICIRIO & CONSELHO NACIONAL DE JUSTIA

    A partir da Emenda Constitucional n 45/2004, foi criado o Conselho Nacional de Justia (CNJ). Ao CNJ coube

    expressamente a fiscalizao das serventias extrajudiciais (cartrios), sem afastar o salutar controle exercido pelas

    respectivas Corregedorias dos Tribunais de Justia dos Estados e do Distrito Federal.

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    A CR determinou que ao CNJ compete o controle da atuao administrativa e financeira do Poder Judicirio e

    do cumprimento dos deveres funcionais dos juzes, cabendo-lhe ainda zelar pela autonomia do Poder Judicirio e pelo

    cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no mbito de sua competncia, ou

    recomendar providncias , alm de outras atribuies que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura , igualmente

    (art. 103-B, 4, I - IV, CR EC n 45/2004):

    a) zelar pela observncia dos princpios constitucionais e apreciar, de ofcio ou mediante provocao, a legalidade dos

    atos administrativos praticados por membros ou rgos do Poder Judicirio, podendo desconstitu -los, rev-los ou

    fixar prazo para que se adotem as providncias necessrias ao exato cumprimento da lei, sem prejuzo da

    competncia do Tribunal de Contas da Unio (TCU);

    b) receber e conhecer das reclamaes contra membros ou rgos do Poder Judicirio, inclusive contra seus servios

    auxiliares, serventias e rgos prestadores de servios notariais e de registro que atuem por delegao do poder

    pblico ou oficializados, sem prejuzo da competncia disciplinar e correicional dos Tribunais, podendo avocar

    processos disciplinares em curso e determinar a remoo, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsdios ou

    proventos proporcionais ao tempo de servio e aplicar outras sanes administrativas, assegurada ampla defesa;

    c) representar ao Ministrio Pblico, no caso de crime contra a administrao pblica ou de abuso de autoridade.

    (CESPE/MPE-RN/Promotor de Justia/2009) 05 (E) Cabe ao presidente do CNJ receber e conhecer das

    reclamaes contra membros ou rgos do Poder Judicirio, at mesmo contra seus serv ios auxiliares,

    serventias e rgos prestadores de servios notariais e de registro que atuem por delegao do poder pblico

    ou oficializados, sem prejuzo da competncia disciplinar e correicional dos tribunais, podendo, aps aprovao

    da maioria dos conselheiros, promover a ao penal contra os responsveis.

    Gab. E

    A fiscalizao judiciria dos atos notariais e de registro ser exercida pelo juzo competente, assim definido

    na rbita estadual e do Distrito Federal, sempre que necessrio, ou mediante representao de qualquer interessado,

    quando da inobservncia de obrigao legal por parte de notrio (ou tabelio) ou de oficial de registro (ou registrador), ou

    de seus prepostos (art. 37, caput, Lei n 8.935/1994).

    TAXA EM RAZO DO PODER DE POLCIA. A Lei mato-grossense 8.033/2003 instituiu taxa em razo do

    exerccio do poder de polcia. Poder que assiste aos rgos diretivos do Judicirio, notadamente no plano da

    vigilncia, orientao e correio da atividade em causa, a teor do 1 do art. 236 da Carta-cidad.

    constitucional a destinao do produto da arrecadao da taxa de fiscalizao da atividade notarial e de

    registro a rgo pblico e ao prprio Poder Judicirio. ADI 3.151, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 8-6-

    2005.

    CONSTITUCIONAL. AO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. TAXA INSTITUDA SOBRE AS ATIVIDADES

    NOTARIAIS E DE REGISTRO. PRODUTO DA ARRECADAO DESTINADO AO FUNDO ESPECIAL DA

    DEFENSORIA PBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Inciso III do art. 4 da Lei 4.664, de 14 de dezembro

    de 2005, do Estado do Rio de Janeiro. constitucional a destinao do produto da arrec adao da taxa de

    polcia sobre as atividades notariais e de registro, ora para tonificar a musculatura econmica desse ou daquele

    rgo do Poder Judicirio, ora para aportar recursos financeiros para a jurisdio em si mesma. O inciso IV do

    art. 167 da Constituio passa ao largo do instituto da taxa, recaindo, isto sim, sobre qualquer modalidade de

    imposto. O dispositivo legal impugnado no invade a competncia da Unio para editar normais gerais sobre a

    fixao de emolumentos. Isto porque esse tipo de competncia legiferante para dispor sobre relaes

    jurdicas entre o delegatrio da serventia e o pblico usurio dos servios cartorrios. Relao que antecede,

    logicamente, a que se d no mbito tributrio da taxa de polcia, tendo por base de clculo os emolumentos j

    legalmente disciplinados e administrativamente arrecadados. ADI 3.643, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em

    8-11-2006.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=363324&PROCESSO=3151&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2230http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?SEQ=405100&PROCESSO=3643&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=&EMENTA=2264

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    A idoneidade em tese da disciplina de matria tributria em medida provisria firme na jurisprudncia do

    Tribunal, de que decorre a validade de sua utilizao para editar norma geral sobre fixao de emolumentos

    cartorrios, que so taxas. Afirmada em deciso recente (ADI 1.800-MC) a validade em princpio da iseno de

    emolumentos relativos a determinados registros por lei federal fundada no art. 236, 2, da Constituio, com

    mais razo parece legtima a norma legal da Unio que, em relao a determinados protestos, no isenta, mas

    submete a um limite os respectivos emolumentos, mormente quando o consequente benefcio s

    microempresas tem o respaldo do art. 170, IX, da Lei Fundamental. ADI 1.790-MC, Rel. Min. Seplveda

    Pertence, julgamento em 23-4-1999.

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 43 Apesar de os servios notariais serem exercidos em carter privado, o Poder

    Judicirio detm competncia constitucional para fiscaliz-los.

    Gab. C

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 61 (B) De acordo com o STF, os servios pblicos notariais e de registros

    pblicos so funes prprias do Estado, delegadas s pessoas naturais ou empresa constituda para tal

    finalidade especfica, sob a fiscalizao do Poder Executivo, com auxlio do Poder Judicirio.

    Gab. E

    O juzo competente zelar para que os servios notariais e de registro sejam prestados com rapidez,

    qualidade satisfatria e de modo eficiente, podendo sugerir autoridade competente a elaborao de planos de

    adequada e melhor prestao desses servios, observados, tambm, critrios populacionais e socioeconmicos,

    publicados regularmente pela Fundao IBGE (art. 38, Lei n 8 .935/1994).

    Na hiptese do Juiz verificar, em autos ou papis de que conhecer, a existncia de crime de ao pblica,

    remeter ao Ministrio Pblico as cpias e os documentos necessrios ao oferecimento da denncia (art. 37, pargrafo

    nico, Lei n 8.935/1994).

    (FCC/TJSE/Cartrio/2006) 97 A fiscalizao judiciria incide sobre o exerccio das atribuies e competncia

    dos notrios e registradores e, se o juiz verificar a existncia de crime de ao pblica, remeter ao Ministrio

    Pblico as cpias e os documentos necessrios ao oferecimento da denncia.

    Gab. C

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (A) Quando, em termos ou papis de que conhecer, o juiz verificar

    a existncia da prtica de crime de ao pblica por notrio ou registrador, ele dever remeter a delegado de

    polcia as cpias e os documentos necessrios para a instaurao do inqurito policial.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (D) A atividade de fiscalizao do Poder Judicirio no se

    restringe hiptese de apurao pertinente a notcia de irregularidade concreta.

    Gab. C

    5. INCOMPATIBILIDADES & IMPEDIMENTOS

    O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com o exerccio de (art. 25, Lei n 8.935/1994):

    advocacia;

    intermediao de seus servios; ou

    qualquer cargo, emprego ou funo pblicos, ainda que em comisso.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=1800&CLASSE=ADI%2DMC&cod_classe=555&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=Mhttp://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=1790&CLASSE=ADI%2DMC&cod_classe=555&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (D) permitido a notrios e oficiais de registro o exerccio de mandatos

    eletivos e de cargos de ministro de Estado, secretrio estadual e municipal ou de magistrio, bem como cargo

    executivo em autarquias, sociedades de economia mista, empresas pblicas e fundaes, em mbito federal,

    estadual e municipal.

    Gab. E

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 28 (B) O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel

    com cargo pblico, exceto em comisso.

    Gab. E

    (IESES/TJRO/Cartrio/2012) 29 (C) O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com o da

    advocacia, o da intermediao de seus servios ou o de qualquer cargo, emprego ou funo pblicos, ainda que

    em comisso, admitindo-se, excepcionalmente, dos servios de tabelies e oficiais de registro nos municpios

    que no comportarem a instalao de mais de um dos servios, ante a demanda ali existente.

    Gab. E

    (FCC/TJPE/Cartrio/2013) 23 (I) O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com o da

    advocacia, o da intermediao de seus servios ou o de qualquer cargo, emprego ou funo pblicos, ainda que

    em comisso.

    Gab. C

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 58 (E) O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com o da

    advocacia, o da intermediao de seus servios ou o de qualquer cargo, emprego ou funo pblicos, ainda que

    em comisso.

    Gab. C

    A diplomao, na hiptese de mandato eletivo, e a posse, nos demais casos, implicar no afastamento da

    atividade (art. 25, 2, Lei n 8.935/1994). Eis o questionamento da prova pblica e a jurisprudncia do STJ sobre o

    assunto:

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 05 O notrio eleito vereador

    (A) poder cumular as atividades, se assim for autorizado pelo corregedor geral de justia.

    (B) dever afastar-se da atividade de notrio na data da diplomao.

    (C) poder exercer as duas funes, se o presidente do tribunal de justia do Piau assim autorizar.

    (D) dever afastar-se da atividade de notrio na data da posse.

    (E) poder cumular as atividades se houver compatibilidade de horrio.

    Gab. B

    Afastado pelo STF o bice legal imposto pelo art. 25, 2, da Lei n. 8.935/1994, possvel a acumulao da

    atividade notarial com a funo de vereador (art. 37, XVI, e art. 38, III, ambos da CF/1988). Precedente citado

    do STF... RMS 15.161-RS, Rel. Min. Hamilton Carvalhido, julgado em 13/4/2004.

    Ao Direta de Inconstitucionalidade do 2 do art. 25 da Lei federal n 8.935, de 18.11.1994, que dizem: "Art. 25

    - O Exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com o da advocacia, o da intermediao de seus

    servios ou o de qualquer cargo, emprego ou funo pblicos, ainda que em comisso. 2 - A diplomao, na

    hiptese de mandato eletivo, e a posse nos demais casos, implicar no afastamento da atividade." Alegao de

    ofensa ao art. 38, inciso III, da Constituio Federal, que d tratamento diverso questo, quando se trate de

    mandato de Vereador. Medida cautelar deferida, em parte, para se atribuir ao 2 do art. 25 da Lei n 8.935, de

    18.11.1994, interpretao que exclui, de sua rea de incidncia, a hiptese prevista no inciso III do art. 38 da

    C.F., mesmo aps a nova redao dada ao "caput" pela E.C. n 19/98. Deciso por maioria. ADI 1531 MC,

    Relator(a): Min. Sydney Sanches, julgado em 24/06/1999.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=RMS%2015161

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    A atividade de notrio inacumulvel com qualquer cargo, emprego ou funo pblica, ainda que em comisso,

    mesmo que o servidor esteja no gozo de frias ou licena remunerada. O status de servidor pblico, que no

    desconfigurado pelo fato de o servidor estar no gozo de frias ou licenas, incompatvel com a atividade de

    notrio nos termos do art. 25 da Lei n. 8.935/1994. RMS 38.867-AC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em

    18/10/2012.

    Em regra, a Lei n 8.935/1994 determina que no so acumulveis os servios cartorrios de tabelionato e de

    registro. Podero, contudo, ser acumulados nos Municpios que no comportarem, em razo do volume dos servios ou da

    receita, a instalao de mais de um (01) dos servios (art. 5, art. 26, Lei n 8.935/1994).

    No servio de que titular, o notrio (ou tabelio) e o oficial de registro (ou registrador) no podero

    praticar, pessoalmente, qualquer ato de seu interesse, ou de interesse de seu cnjuge ou de parentes, na l inha reta, ou na

    colateral, consanguneos ou afins, at o terceiro (3o) grau (art. 27, Lei n 8.935/1994). Nesse sentido, foi perguntado:

    (IESES/TJRO/Cartrio/2012) 29 (B) O notrio e o registrador titular no podero praticar, pessoalmente,

    qualquer ato de seu interesse, ou de interesse de seu cnjuge ou de parentes, na linha reta, ou na colateral,

    consanguneos ou afins, at o terceiro grau.

    Gab. C

    (FCC/TJAP/Cartrio/2011) 20 Aos titulares de delegaes de servios notariais e de registros pblicos

    aplicam-se regras de

    (A) suspeio e de impedimento previstas no Cdigo de Processo Civil, relativamente aos juzes.

    (B) impedimento especiais, limitadas proibio da prtica de atos no interesse prprio, do cnjuge ou de

    parente at terceiro grau.

    (C) suspeio previstas no Cdigo de Processo Civil relativamente aos juzes, mas no as de impedimento.

    (D) suspeio especiais, limitadas proibio da prtica de atos por motivo de inimizade ou de grave

    desentendimento.

    (E) impedimento previstas no Cdigo de Processo Civil relativamente aos juzes, mas no as de suspeio.

    Gab. B

    6. DEVERES DOS TITULARES

    So deveres do notrio (ou tabelio) e do oficial de registro (ou registrador) (art. 30, Lei n 8.935/1994):

    I - manter em ordem os l ivros, papis e documentos de sua serventia, guardando-os em locais seguros;

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (E) Em funo das atuais tecnologias e das regras acerca da conservao e

    do expurgo de documentos, os livros e papis componentes do arquivo do servio notarial ou registral podem

    ser descartados em determinados prazos, a critrio do notrio ou registrador.

    Gab. E

    II - atender as partes com eficincia, urbanidade e presteza;

    III - atender prioritariamente as requisies de papis, documentos, informaes ou providncias que lhes forem

    solicitadas pelas autoridades judicirias ou administrativas para a defesa das pessoas jurdicas de Direito Pblico em juzo;

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 27 (A) Figura dentre os deveres dos notrios, atender

    prioritariamente as requisies de papis, documentos, informaes ou providncias que lhes forem solicitadas

    pelas autoridades judicirias ou administrativas, para a defesa das pessoas jurdicas de direito pblico em

    juzo.

    Gab. C

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=RMS%2038867

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    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (D) Em qualquer caso para o qual a lei preveja a necessidade de ato

    registral, este poder realizar-se por fora de requisio do Ministrio Pblico.

    Gab. E

    IV - manter em arquivo as leis, regulamentos, resolues, provimentos, regimentos, ordens de servio e quaisquer outros

    atos que digam respeito sua atividade;

    V - proceder de forma a dignificar a funo exercida, tanto nas atividades profissionais como na vida privada;

    VI - guardar sigilo sobre a documentao e os assuntos de natureza reservada de que tenham conhecimento em razo do

    exerccio de sua profisso;

    (CESPE/TJES/Cartrio/2013) 65 Assinale a opo correta no que diz respeito divulgao, pelos profissionais

    que atuam no registro pbico, de informaes de carter sigiloso.

    (A) O tabelio ou registrador, ao divulgar a informao de carter reservado, est atentando contra a tica

    profissional, mas no desrespeitando a lei.

    (B) A violao do sigilo de informaes reservadas configura descumprimento de dever legal, mas no est

    sujeita a qualquer punio.

    (C) O sigilo violado de informaes reservadas configura fato sujeito punio, apesar de no configurar

    expresso descumprimento de dever imposto aos notrios e aos registradores.

    (D) A violao do sigilo de informaes reservadas configura descumprimento de dever imposto aos notrios e

    aos registradores, estando sujeita a punio.

    (E) A informao dada ao tabelio ou registrador, apesar de ser reservada, ainda que de modo informal e sem

    ter de constar de ato notarial ou registral, passa a ter natureza pblica.

    Gab. D

    VII - afixar em local visvel, de fcil leitura e acesso ao pblico, as tabelas de emolumentos em vigor;

    VIII - observar os emolumentos fixados para a prtica dos atos do seu ofcio;

    IX - dar recibo dos emolumentos percebidos;

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 42 (C) Se o usurio de servio notarial ou de registro solicitar recibo dos

    emolumentos pagos, este deve ser fornecido sem que se indague do interessado a finalidade para que pretende

    utilizar o documento; por outro lado, o recibo somente precisa ser entregue se houver solicitao do

    interessado, mesmo que apenas verbal.

    Gab. E

    EMOLUMENTOS: PRESTAO DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO . PROVIMENTO 9/1997, DA

    CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIA DO ESTADO DE MATO GROSSO. CARTER NORMATIVO. CONTROLE

    CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. CABIMENTO. Hiptese em que o controle normativo abstrato

    no se situa no mbito da legalidade do ato, mas no exame da competncia constitucional da autoridade que

    instituiu a exao. A instituio dos emolumentos cartorrios pelo Tribunal de Justia afronta o princpio da

    reserva legal. Somente a lei pode criar, majorar ou reduzir os valores das taxas judicirias. Precedentes. Inrcia

    da Unio Federal em editar normas gerais sobre emolumentos. Vedao aos Estados para legislarem sobre a

    matria com fundamento em sua competncia suplementar. Inexistncia. ADI 1.709, Rel. Min. Maurcio Corra,

    julgamento em 10-2-2000.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=1709&CLASSE=ADI&cod_classe=504&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M

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    CUSTAS E EMOLUMENTOS: SERVENTIAS JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS: NATUREZA JURDICA. da

    jurisprudncia do Tribunal que as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais tem carter tributrio de

    taxa. Lei tributria: prazo nonagesimal. Uma vez que o caso trata de taxas, devem observar-se as limitaes

    constitucionais ao poder de tributar, dentre essas, a prevista no art. 150, III, c, com a redao dada pela EC

    42/2003 prazo nonagesimal para que a lei tributria se torne eficaz. ADI 3.694, Rel. Min. Seplveda Pertence,

    julgamento em 20-9-2006.

    X - observar os prazos legais fixados para a prtica dos atos do seu ofcio;

    XI - fiscalizar o recolhimento dos impostos incidentes sobre os atos que devem praticar;

    Ateno! Lista de servios anexa Lei Complementar n 116/2003: 21 Servios de registros pblicos, cartorrios e

    notariais. 21.01 - Servios de registros pblicos, cartorrios e notari ais17

    .

    A gratuidade de justia obsta a cobrana de emolumentos pelos atos de notrios e registradores indispensveis

    ao cumprimento de deciso proferida no processo judicial em que fora concedido o referido benefcio. Essa

    orientao a que melhor se ajusta ao conjunto de princpios e normas constitucionais voltados a garantir ao

    cidado a possibilidade de requerer aos poderes pblicos, alm do reconhecimento, a indispensvel efetividade

    dos seus direitos (art. 5, XXXIV, XXXV, LXXIV, LXXVI e LXXVII, da CF). Com efeito, a abstrata declarao judicial

    do direito nada valer sem a viabilizao de seu cumprimento. AgRg no RMS 24.557-MT, Rel. Min. Castro Meira,

    julgado em 7/2/2013.

    STF 609. pblica incondicionada a ao penal por crime de sonegao fiscal.

    XII - facil itar, por todos os meios, o acesso documentao existente s pessoas legalmente habilitadas;

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (C) Se um indivduo comparecer a um servio notarial e solicitar certido do

    contedo de ato que no seja protegido por alguma espcie de sigilo, no precisar indicar o motivo ou o

    interesse que haja inspirado o pedido da certido para que tenha direito a obt-la, nem a expedio estar,

    como regra, sujeita a despacho judicial.

    Gab. C

    XIII - encaminhar ao juzo competente as dvidas levantadas pelos interessados, obedecida a sistemtica processual fixada

    pela legislao respectiva;

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (D) A atividade de fiscalizao do Poder Judicirio no se

    restringe hiptese de apurao pertinente a notcia de irregularidade concreta.

    Gab. C

    XIV - observar as normas tcnicas estabelecidas pelo juzo competente.

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 72 So deveres dos notrios e registradores, EXCETO:

    (A) atender as partes com eficincia, urbanidade e presteza.

    (B) afixar em local visvel, de fcil leitura e acesso ao pblico, as tabelas de emolumentos em vigor.

    (C) manter em arquivos as leis, regulamentos, resolues, provimentos, regimentos, ordens de servio e

    quaisquer outros atos que digam respeito sua atividade.

    (D) fazer intermediao de seus servios ou de qualquer cargo, emprego ou funo pblica.

    (E) guardar sigilo sobre a documentao e os assuntos de natureza reservada de que tenham conhecimento em

    razo do exerccio de sua profisso.

    Gab. D

    17

    Dispe sobre o Imposto Sobre Servios de Qualquer Natureza, de competncia dos Municpios e do DF.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=389976http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=RMS%2024557

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    (IESES/TJRO/Cartrio/2012) 29 (A) So deveres dos notrios e dos oficiais de registro: manter em ordem os

    livros, papis e documentos de sua serventia, guardando-os em locais seguros; atender as partes com eficincia,

    urbanidade e presteza; atender prioritariamente as requisies de papis, documentos, informaes ou

    providncias que lhes forem solicitadas pelas autoridades judicirias ou administrativas para a defesa das

    pessoas jurdicas de direito pblico em juzo; manter em arquivo as leis, regulamentos, resolues,

    provimentos, regimentos, ordens de servio e quaisquer outros atos que digam respeito sua atividade;

    proceder de forma a dignificar a funo exercida, tanto nas atividades profissionais como na vida privada;

    guardar sigilo sobre a documentao e os assuntos de natureza reservada de que tenham conhecimento em

    razo do exerccio de sua profisso; afixar em local visvel, de fci l leitura e acesso ao pblico, as tabelas de

    emolumentos em vigor; observar os emolumentos fixados para a prtica dos atos do seu ofcio; dar recibo dos

    emolumentos percebidos; observar os prazos legais fixados para a prtica dos atos do seu ofcio; fiscal izar o

    recolhimento dos impostos incidentes sobre os atos que devem praticar; facilitar, por todos os meios, o acesso

    documentao existente s pessoas legalmente habilitadas; encaminhar ao juzo competente as dvidas

    levantadas pelos interessados, obedecida a sistemtica processual fixada pela legislao respectiva; observar as

    normas tcnicas estabelecidas pelo juzo competente.

    Gab. C

    O gerenciamento administrativo e financeiro dos servios notariais e de registro da responsabilidade

    exclusiva do respectivo titular, inclusive no que diz respeito s despesas de custeio, investimento e pessoal, cabendo -lhe

    estabelecer normas, condies e obrigaes relativas atribuio de funes e de remunerao de seus prepostos de

    modo a obter a melhor qualidade na prestao dos servios (art. 21, Lei n 8.935/1994).

    Como estudado, os notrios (ou tabelies) e oficiais de registro (ou registradores) respondero pelos danos

    que eles e seus prepostos causem a terceiros, na prtica de atos prprios da serventia, assegurado aos primeiros direito de

    regresso no caso de dolo ou culpa dos prepostos (art. 22, Lei n 8.935/1994).

    In casu, a recorrente firmou dois contratos de parceria pecuria com garantia hipotecria representada por um

    imvel rural. Porm, sua parceira no adimpliu o que foi ajustado contratualmente. Ocorre que, ao promover a

    execuo da garantia hipotecria, a recorrente descobriu a inexistncia do referido imvel, apesar de

    registrado em cartrio. Diante disso, a recorrente ajuizou o especial no qual busca a condenao do Estado e do

    tabelio pelos danos materiais sofridos em decorrncia do registro considerado como fraudulento. Sustenta

    que no h nenhum terceiro e nenhum fato de terceiro que exclua a responsabilidade estatal, sendo inconteste

    o nexo causal entre o dano experimentado e o comportamento do tabelio que promoveu o registro de hipoteca

    fraudulenta, ocasionando a responsabilizao do Estado. O tribunal de origem entendeu que, em casos como

    esse, a responsabilidade reconhecida independentemente da culpa, bastando que haja relao de causalidade

    entre a ao ou omisso e o dano sofrido. No caso, concluiu que o Estado no pode ser responsabilizado

    porque, mesmo que fosse comprovada a participao do tabelio na fraude (o que no ocorreu), no h nexo

    causal entre a atuao estatal e o prejuzo suportado pela vtima, uma vez que o dano originou-se da conduta da

    parceira inadimplente que deu em garantia avena um imvel rural inexistente. Para o Min. Relator, o

    tribunal de origem decidiu acertadamente, pois o evento danoso descrito na exordial no decorreu direta e

    imediatamente do registro de imvel inexistente, mas da conduta da parceira, que no cumpriu o que foi

    acordado com a recorrente. Explicitou ainda que, relativamente ao elemento normativo do nexo causal, em

    matria de responsabilidade civil, no Direito ptrio, vigora o princpio da causalidade adequada, podendo ele

    ser decomposto em duas partes: a primeira (decorrente, a contrario sensu, dos arts. 159 do CC/1916 e 927 do

    CC/2002, que fixam a indispensabilidade do nexo causal), segundo a qual ningum pode ser responsabilizado

    por aquilo a que no tiver dado causa; e a segunda (advinda dos arts. 1.060 do CC/1916 e 403 do CC/2002, que

    determinam o contedo e os limites do nexo causal), segundo a qual somente se considera causa o evento que

    produziu direta e concretamente o resultado danoso. Ressaltou que, se a obrigao tivesse sido adimplida, a

    recorrente no teria sofrido o prejuzo, o que demonstra a inexistncia de relao direta entre o procedimento

    imputado ao tabelio e os danos sobrevindos. Divergindo desse entendimento, o Min. Luiz Fux (vencido)

    salientou que o particular tinha uma garantia que era sucednea da hiptese de inadimplemento e que, embora

    esse descumprimento tenha sido a causa direta, a causa petendi eleita foi o dano sofrido pelo fato da

    insubsistncia da garantia, uma vez que o registro de imveis registrou algo que no existia, e o particular, que

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    confia na f pblica dos registros de imveis, fica sem o abrigo em virtude do inadimplemento da obrigao.

    Destacou que o caso excepcional e que o Estado tem responsabilidade objetiva, principalmente porque o

    cidado confia na f pblica do registro... REsp 1.198.829-MS, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, julgado em

    5/10/2010.

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 04 (A) Conforme jurisprudncia pacificada no STJ, a vtima de atos notariais e

    de registro pode optar por ajuizar ao diretamente contra o agente pblico (tabelio ou registrador) ou contra

    o ente estatal delegante.

    Gab. E

    A responsabilidade criminal ser individualizada, aplicando-se, no que couber, a legislao relativa aos crimes

    contra a administrao pblica. A individualizao prevista no exime os notrios (ou tabelies) e os oficiais de registro (ou

    registradores) de sua responsabilidade civil. A responsabilidade civil independe da criminal (art. 23, art. 24, Lei n

    8.935/1994).

    Ademais, no deslembrar que a CR, a partir da EC n 45/2004, determinou que ao CNJ compete o controle da

    atuao administrativa e financeira do Poder Judicirio e do cumprimento dos deveres funcionais dos juzes, cabendo -lhe

    ainda, alm de outras atribuies que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura , igualmente (art. 103-B, 4, I -

    IV, CR EC n 45/2004):

    a) receber e conhecer das reclamaes contra membros ou rgos do Poder Judicirio, inclusive contra seus servios

    auxiliares, serventias e rgos prestadores de servios notariais e de registro que atuem por delegao do poder

    pblico ou oficializados, sem prejuzo da competncia disciplinar e correicional dos Tribunais, podendo avocar

    processos disciplinares em curso e determinar a remoo, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsdios ou

    proventos proporcionais ao tempo de servio e aplicar outras sanes administrativas, assegurada ampla defesa;

    b) representar ao Ministrio Pblico, no caso de crimes contra a administrao pblica ou de abuso de autoridade;

    Foram as questes das provas pblicas:

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 68 (A) Aos notrios e aos oficiais de registro no se aplica a

    legislao relativa aos crimes contra a administrao pblica, pois eles atuam em regime privado.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 04 (D) A absolvio de notrio ou de registrador na esfera criminal implica,

    necessariamente, a impossibilidade de sua condenao na esfera civil.

    Gab. E

    (FCC/TJPE/Cartrio/2013) 23 (III) A responsabilidade civil depende da criminal, sendo que a

    responsabilidade criminal ser individualizada, aplicando-se, no que couber, a legislao relativa aos crimes

    contra a administrao pblica.

    Gab. E

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=REsp%201198829

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    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 04 Acerca da responsabilidade civil e criminal dos notrios e oficiais

    de registro e seus prepostos, assinale a opo correta com base na Lei n 8.935/1994.

    (A) Em caso de dolo ou culpa do preposto, o notrio responder pelos danos causados a terceiros, assegurado

    seu direito de regresso.

    (B) A responsabilidade civil depender da criminal.

    (C) A individualizao da responsabilidade do preposto isentar o notrio da responsabilidade civil.

    (D) A responsabilidade criminal deve ser individualizada, aplicando-se, no que couber, a Lei de Improbidade

    Administrativa.

    (E) Os oficiais de registro no so responsveis pelos atos praticados por seus prepostos, ainda que esses atos

    sejam prprios da serventia.

    Gab. A

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 41 Considerando que o titular de cartrio de notas tenha

    reconhecido, em determinado documento, firma falsa como verdadeira, assinale a opo correta.

    (A) Conforme a natureza do documento, a conduta do titular do cartrio poder configurar o crime de

    falsificao de documento pblico ou privado.

    (B) Seja o documento pblico ou privado, o titular do cartrio estar sujeito pena prevista para o crime de

    falsidade ideolgica.

    (C) A conduta, ainda que dolosa, do titular do cartrio em apreo atpica, mas ele poder ser responsabilizado

    administrativa e civilmente por qualquer dano causado s partes.

    (D) A conduta do titular do cartrio s ser punvel se o documento for pblico.

    (E) O titular do cartrio s ser punido se tiver agido dolosamente, sendo atpica a conduta culposa.

    Gab. E

    Incumbe aos notrios (ou tabelies) ou oficiais de registro (ou registradores) praticar, independentemente de

    autorizao, todos os atos previstos em lei necessrios organizao e execuo dos servios, podendo, ainda, adotar

    sistemas de computao, microfilmagem, disco ti co e outros meios de reproduo (art. 41, Lei n 8.935/1994).

    Os l ivros, fichas, documentos, papis, microfilmes e sistemas de computao devero permanecer sempre

    sob a guarda e responsabilidade do titular de servio notarial ou de registro, que zelar por sua ordem, segurana e

    conservao. Os papis referentes aos servios dos notrios (ou tabelies) ou oficiais de registro (ou registradores) sero

    arquivados mediante util izao de processos que facilitem as buscas. Se houver necessidade de serem periciados, o exame

    dever ocorrer na prpria sede do servio, em dia e hora adrede designados, com cincia do titular e autorizao do juzo

    competente (art. 46, art. 42, Lei n 8.935/1994).18

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 36 (E) Em funo das atuais tecnologias e das regras acerca da conservao e

    do expurgo de documentos, os livros e papis componentes do arquivo do servio notarial ou registral podem

    ser descartados em determinados prazos, a critrio do notrio ou registrador.

    Gab. E

    Leia-se os enunciados da smula do STF aplicveis mutatis mutandis:

    STF 260. O exame de livros comerciais, em ao judicial, fica limitado s transaes entre os litigantes.

    STF 390. A exibio judicial de livros comerciais pode ser requerida como medida preventiva.

    STF 439. Esto sujeitos fiscalizao tributria, ou previdenciria, quaisquer livros comerciais, limitado o

    exame aos pontos objeto da fiscalizao.

    18

    Lembre-se! Os servios notariais e de registro sero prestados, de modo eficiente e adequado, em dias e horrios

    estabelecidos pelo juzo competente, atendidas as peculiaridades locais, em local de fcil acesso ao pblico e que oferea

    segurana para o arquivamento de livros e documentos (art. 4, Lei n 8.935/1994).

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    7. INFRAES DISCIPLINARES & CRIMES Os notrios (ou tabelies) e oficiais de registro (ou registradores) sujeitam-se s penalidades previstas em lei

    quando cometem as seguintes infraes disciplinares (art. 31, art. 30, Lei n 8.935/1994):

    a) inobservncia das prescries legais ou normativas;

    b) conduta atentatria s instituies notariais e de registro;

    c) cobrana indevida ou excessiva de emolumentos, ainda que sob a alegao de urgncia;

    d) violao do sigilo profissional;

    e) descumprimento de quaisquer dos deveres descritos na Lei n 8.935/1994.

    Constitui crime de excesso de exao, se o tabelio ou registrador exige tributo que sabe ou deveria saber

    indevido, ou, quando devido, emprega na cobrana meio vexatrio ou gravoso, que a lei no autoriza. Pena de recluso,

    de trs (03) a oito (08) anos, e multa (art. 316, 1, CP).

    Igualmente, poder constituir ato de improbidade administrativa que causa leso ao errio qualquer ao ou

    omisso, dolosa ou culposa, que enseje, perda patrimonial, desvio, apropriao, mal barateamento e dilapidao dos bens

    ou haveres das entidades referidas e notadamente: conceder benefcio administra tivo ou fiscal sem a observncia das

    formalidades legais ou regulamentares aplicveis espcie, e agir negligentemente, na arrecadao de tributo ou renda,

    bem como no que diz respeito conservao do patrimnio pblico (art. 10, VII, X, Lei n 8.429/1992).

    Foram questionados:

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 41 (II) Considere a seguinte situao hipottica. Flvio notrio na cidade de X

    e fez uma viagem cidade de Y para visitar Romeu, um amigo. Ao chegar casa de Romeu, este lhe apresentou

    um documento com a assinatura de Carlos, amigo ntimo de Flvio, que, por essa razo, conhecia perfeitamente

    a firma. Romeu solicitou a Flvio que reconhecesse a firma de Carlos, pois precisava disso para uma finalidade

    qualquer. Por coincidncia, Flvio tinha em seu poder um carimbo que utilizava para reconhecimento de firmas

    em seu servio de notas. Flvio ento aps o carimbo no documento, preencheu o local do reconhecimento

    como sendo a cidade de Y e at recebeu de Romeu o valor das custas do ato, fornecendo-lhe em troca o

    competente recibo. Nessa situao, o reconhecimento seria plenamente vlido, pois atendeu a todos os

    requisitos legais.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 06 Considerando que determinada pessoa tenha apresentado, perante o juiz

    competente, reclamao a respeito da cobrana indevida de custas e emolumentos do servio notarial e de

    registro, assinale a opo correta.

    (A) Aplicada a pena de multa pelo juiz, o delegado do servio ter cinco dias para efetuar seu recolhimento, sob

    pena de perda da delegao.

    (B) O juiz somente poder aplicar multa ao delegado do servio se ele tiver recebido dolosamente as custas e os

    emolumentos indevidos.

    (C) Seja em caso de dolo, seja em caso de culpa, o delegado do servio notarial que tiver recebido

    indevidamente custas e emolumentos dever ser punido com multa, independentemente da responsabilidade

    disciplinar.

    (D) A reclamao deve ser recebida mesmo que tenha sido apresentada verbalmente.

    (E) A deciso proferida pelo juiz aps a oitiva do reclamado ser irrecorrvel.

    Gab. B

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    (CESPE/TJDF/Cartrio/2006) 114 Consoante a Lei dos Servios Notariais e de Registro, o tabelio que cobrar

    de um casal reconhecidamente pobre os emolumentos de registro civil do nascimento do filho desse casal

    poder ser punido com a devoluo em dobro do valor cobrado e multa de um salrio mnimo.

    Gab. E

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 28 (C) Extinguir-se- a delegao a notrio ou oficial de registro,

    entre outros casos, por descumprimento, comprovado, da gratuidade estabelecida por lei.

    Gab. C

    Os notrios (ou tabelies) e oficiais de registro (ou registradores) esto sujeitos, pelas infraes que praticarem, assegurado amplo direito de defesa, s seguintes penas, que sero aplicadas (art. 32, art. 33, art. 35, caput, 1, Lei n 8.935/1994):

    SANES DISCIPLINARES HIPTESES

    REPREENSO falta leve

    MULTA reincidncia ou de infrao que no configure falta mais grave

    SUSPENSO noventa (90) dias, prorrogvel por mais trinta (30)

    reiterado descumprimento dos deveres ou de falta grave

    PERDA DA DELEGAO

    depender de sentena judicial transitada em julgado; ou de deciso decorrente de processo administrativo instaurado pelo

    juzo competente, assegurado amplo direito de defesa; o juzo competente suspender o notrio (ou tabelies) ou o oficial de registro (ou registrador), at a deciso final, e designar interventor.

    Foi questionado em certame especfico:

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 27 (C) Os notrios e os oficiais de registro esto sujeitos, pelas

    infraes que praticarem s penas de repreenso; multa; suspenso por noventa dias, prorrogvel por mais

    trinta; e perda da delegao.

    Gab. C

    (IESES/TJRO/Cartrio - remoo/2012) 27 (D) A perda da delegao depende de sentena judicial transitada

    em julgado; ou de deciso decorrente de processo administrativo instaurado pelo juzo competente,

    assegurado amplo direito de defesa.

    Gab. C

    (IESES/TJRO/Cartrio/2012) 29 (D) Os notrios e os oficiais de registro esto sujeitos, pelas infraes que

    praticarem, assegurado amplo direito de defesa, s seguintes penas impostas pelo juzo competente,

    independentemente da ordem de gradao: repreenso, no caso de falta leve; multa, no caso de reincidncia ou

    infrao que no configure falta mais grave; suspenso por 60 dias, prorrogvel por mais 30 dias, em caso

    reiterado de descumprimento dos deveres ou de falta grave; e perda da delegao.

    Gab. E

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 78 Aos notrios e registradores que praticarem infraes disciplinares previstas

    na Lei n 8935/94 podem ser aplicadas, conforme a gravidade, em grau crescente, as penas de:

    (A) repreenso; multa; suspenso por 90 dias, prorrogvel por mais 30 dias; perda da delegao.

    (B) multa; advertncia; interveno por 90 dias, prorrogvel por mais 90 dias; extino da delegao.

    (C) advertncia; multa; suspenso por 30 dias; extino da delegao.

    (D) multa; repreenso; suspenso por 60 dias, prorrogvel por mais 60 dias; perda da delegao.

    (E) repreenso; advertncia; multa; suspenso por 30 dias; interveno por 90 dias, prorrogvel por mais 30

    dias; perda da delegao.

    Gab. A

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    (FGV/TJAM/Cartrio/2005) 72 Os Notrios e os Oficiais de Registro esto sujeitos, pelas infraes que

    praticarem, assegurado amplo direito de defesa, s seguintes penas, com exceo de:

    (A) multa.

    (B) repreenso.

    (C) suspenso por noventa dias, prorrogveis por mais trinta.

    (D) advertncia.

    (E) perda da delegao.

    Gab. D

    (FCC/TJAP/Cartrio/2011) 19 A perda da delegao sano que deve ser aplicada ao titular de servios

    notariais ou de registro

    (A) sempre aps prvia suspenso, nos casos de reiterado descumprimento dos deveres legais.

    (B) preventivamente e em carter liminar, a critrio da autoridade fiscalizadora.

    (C) apenas em casos tipificados pela lei, em que comi- nada especificamente essa penalidade.

    (D) discricionariamente pela autoridade fiscalizadora, sem necessria correlao entre a gravidade da in-

    frao e a pena aplicada.

    (E) aps regular processo administrativo disciplinar ou sentena judicial transitada em julgado.

    Gab. E

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 78 O reiterado descumprimento dos deveres ou a falta grave sujeita os

    notrios e os oficiais de registro pena de

    (A) repreenso.

    (B) advertncia.

    (C) multa de 1 a 10 salrios mnimos.

    (D) suspenso por 30 dias.

    (E) suspenso por at 120 dias.

    Gab. E

    Eis o enunciado da smula do STF e questo pertinentes sobre o tema:

    STF-v 05. A falta de defesa tcnica por advogado no Processo Administrativo Disciplinar no ofende a CR

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 63 (E) No se admite procedimento apuratrio precedente ao

    processo administrativo disciplinar, com vistas colheita de esclarecimentos acerca de determinado fato ou

    imputao.

    Gab. E

    As penas sero impostas pelo juzo competente, independentemente da ordem de gradao, conforme a

    gravidade do fato (art. 34, Lei n 8.935/1994).

    Quando, para a apurao de faltas imputadas a notrios (ou tabelies) ou a oficiais de registro (ou registradores), for necessrio o afastamento do titular do servio, poder ele ser suspenso, preventivamente, pelo prazo de noventa (90) dias, prorrogvel por mais trinta (30). Nessa hiptese, o juzo competente designar interventor para

    responder pela serventia, quando o substituto tambm for acusado das faltas ou quando a medida se revelar co nveniente para os servios (art. 36, caput, 1, Lei n 8.935/1994).

    Durante o perodo de afastamento, o titular perceber metade () da renda lquida da serventia; outra

    metade () ser depositada em conta bancria especial, com correo monetria. Absolvido o titular, receber ele o montante dessa conta; condenado, caber esse montante ao interventor (art. 36, 2, 3, Lei n 8.935/1994).

    J foram alvo de questionamento em provas pblicas as seguintes assertivas:

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    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 77 Ser nomeado interventor, na serventia extrajudicial, no caso

    (A) de deciso decorrente de processo administrativo instaurado pelo juzo competente, para apurar falta

    grave cometida pelo titular da serventia.

    (B) do afastamento do titular da serventia por motivo de foro ntimo.

    (C) de aplicao de pena de extino da delegao por deciso judicial irrecorrvel que condena o titular da

    serventia por crime contra a administrao.

    (D) de suspenso do titular da serventia, preventivamente, pelo prazo de 90 dias , prorrogvel por mais 30 dias,

    para apurao de faltas a este imputadas.

    (E) de invalidez temporria do titular da serventia, quando este no seja concursado nos termos da Magna

    Carta.

    Gab. D

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2001) 42 (D) Se o notrio ou registrador praticar ato que o sujeite a sano

    disciplinar, ter direito a ampla defesa no curso do procedimento administrativo; na lacuna das leis especficas

    do direito notarial, deve aplicar-se nesses procedimentos, por analogia, principalmente, a legislao processual

    civil.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 02 (E) Considere que a populao do municpio Y seja formada basicamente

    por pessoas de baixa renda. Suponha, ainda, que haja proposta de extino dos servios de registro civil das

    pessoas naturais justamente pela impossibilidade dessa populao de arcar com as custas desses servios.

    Nesse caso, a proposta deve ser abandonada, e o poder pblico deve passar a subvencionar tais servios, j que

    a lei probe sua extino.

    Gab. E

    (CESPE/TJRR/Cartrio/2013) 05 Acerca das infraes disciplinares e das penalidades a que esto sujeitos

    notrios e registradores, assinale a opo correta.

    (A) Quando for necessrio, para a apurao de faltas imputadas a notrio ou registrador, o afastamento do

    titular do servio, poder ele ser suspenso, preventivamente; caso o juzo competente designe interventor para

    responder pela serventia durante o perodo de afastamento do titular, este perceber dez por cento da renda

    lquida da serventia, devendo o restante ser depositado em conta bancria especial, com correo monetria.

    Absolvido o titular, receber ele o montante dessa conta; se condenado, caber esse montante ao interventor.

    (B) As penas relativas a infrao disciplinar cometida na titularidade da serventia sero impostas pelo juzo

    competente, independentemente da ordem de gradao, conforme a gravidade do fato e o tempo de servio do

    notrio ou do registrador.

    (C) Constitui infrao disciplinar sujeita a pena de perda de delegao a inobservncia do dever de o notrio ou

    o oficial comunicar, previamente, corregedoria de justia os perodos de afastamento do titular da serventia.

    (D) No caso de perda de delegao decorrente de processo administrativo, estando a deciso administrativa

    sub judice, a abertura de concurso para o preenchimento da vaga relativa respectiva serventia deve ficar

    suspensa at o trnsito em julgado da sentena.

    (E) Os notrios e os oficiais de registro esto sujeitos, assegurado o amplo direito de defesa, s seguintes penas

    pelas infraes que praticarem: repreenso, multa, suspenso por noventa dias, prorrogvel por mais trinta, e

    perda da delegao.

    Gab. E

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    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 03 Com base na Lei n. 8.935/1994, que trata de servios notariais e de registro,

    assinale a opo correta.

    (A) Se o titular do servio for reincidente em infrao disciplinar, o juzo competente poder aplicar-lhe a pena

    de multa.

    (B) Se, durante o perodo de apurao de transgresso disciplinar, o titular do servio for afastado, ele receber

    metade da renda lquida da serventia, sendo, ao final, restitudo da outra metade, ainda que condenado.

    (C) A perda da delegao por transgresso disciplinar depende de deciso em sentena judicial transitada em

    julgado.

    (D) Se a apurao de transgresso disciplinar resultar em pena, ela dever ser aplicada pelo juzo competente,

    que seguir a ordem de gradao das penalidades previstas.

    (E) Se, para a apurao de transgresso disciplinar, houver necessidade do afastamento do titular do servio,

    ele poder ser suspenso, preventivamente, pelo tempo que o juiz julgar conveniente.

    Gab. A

    (FCC/TJPE/Cartrio remoo/2013) 02. A respeito das sanes previstas na Lei no 8.935/94, correto

    afirmar:

    (A) Tendo em vista o princpio da vitaliciedade, a perda da delegao depender de sentena judicial transitada

    em julgado, sendo ineficaz deciso decorrente de processo administrativo instaurado pelo juzo competente.

    (B) Quando o caso configurar falta grave ou perda de delegao, o juzo competente suspender o notrio ou

    oficial de registro por prazo no superior a noventa dias, designando um servidor da serventia para substituir o

    delegado suspenso.

    (C) O notrio ou o oficial de registro perceber integral- mente as rendas da serventia durante seu afastamento

    para responder procedimento disciplinar.

    (D) Durante o perodo de afastamento para apurao de faltas, o titular perceber metade da renda lquida da

    serventia; outra metade ser depositada em conta bancria especial, com correo monetria.

    (E) Se o titular afastado da serventia for absolvido, perceber a quantia depositada em conta bancria especial,

    mas, se for condenado, a referida quantia ser convertida em renda da Fazenda Pblica do Estado da

    circunscrio territorial da serventia.

    Gab. D

    O Cdigo Penal fixou vrios crimes de falsidade documental, delitos contra a f pblica aplicveis, portanto,

    a proteo s atividades cartorrias. So eles:

    FALSIFICAO DO SELO OU SINAL PBLICO

    Art. 296 Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:

    I - selo pblico destinado a autenticar atos oficiais da Unio, de Estado ou de Municpio;

    II - selo ou sinal atribudo por lei a entidade de direito pblico, ou a autoridade, ou sinal pblico de tabelio:

    Pena - recluso, de 02 a 06 anos, e multa.

    1 Incorre nas mesmas penas:

    I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado;

    II - quem util iza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuzo de outrem ou em proveito prprio ou alheio.

    III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisq uer outros smbolos util izados ou

    identificadores de rgos ou entidades da Administrao Pblica. (Includo pela Lei n 9.983, de 2000)

    2 Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9983.htm#art2961iii

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    FALSIFICAO DE DOCUMENTO PBLICO

    Art. 297 Falsificar, no todo ou em parte, documento pblico, ou alterar documento pblico verdadeiro:

    Pena - recluso, de 02 a 06 anos, e multa.

    1 Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

    2 Para os efeitos penais, equiparam-se a documento pblico o emanado de entidade paraestatal, o ttulo ao portador ou

    transmissvel por endosso, as aes de sociedade comercial, os l ivros mercantis e o testamento particular.

    FALSIFICAO DE DOCUMENTO PARTICULAR

    Art. 298 Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro:

    Pena - recluso, de 01 a 05 anos, e multa.

    FALSIDADE IDEOLGICA

    Art. 299 Omitir, em documento pblico ou particular, declarao que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir

    declarao falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudic ar direito, criar obrigao ou alterar a verdade

    sobre fato juridicamente relevante:

    Pena - recluso, de 01 a 05 anos, e multa, se o documento pblico, e recluso de 01 a 03 anos, e multa, se o documento

    particular.

    Pargrafo nico. Se o agente funcionrio pblico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificao ou

    alterao de assentamento de registro civil, aumenta -se a pena de sexta parte.

    FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA

    Art. 300 Reconhecer, como verdadeira, no exercci o de funo pblica, firma ou letra que o no seja:

    Pena - recluso, de 01 a 05 anos, e multa, se o documento pblico; e de 01 a 03 anos, e multa, se o documento

    particular.

    (FCC/TJES/Cartrio/2007) 38 O escrevente de cartrio que reconhece, como verdadeira, no exerccio

    de funo pblica, firma ou letra que o no seja,

    (A) comete crime de falsificao de documento pblico.

    (B) comete crime de falso reconhecimento de firma ou letra.

    (C) comete crime de falsidade material de atestado ou certido.

    (D) comete crime de falsa identidade.

    (E) no comete crime algum porque est no exerccio de funo pblica.

    Gab. B

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    CERTIDO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO

    Art. 301 Atestar ou certificar falsamente, em razo de funo pblica, fato ou circunstncia que habilite algum a obter

    cargo pblico, iseno de nus ou de servio de carter pblico, ou qualquer outra vantagem:

    Pena - deteno, de 02 meses a 01 ano.

    FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDO

    1 Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certido, ou alterar o teor de certido ou de atestado verdadeiro, para

    prova de fato ou circunstncia que habilite algum a obter cargo pblico, iseno de nus ou de servio de carter pblico,

    ou qualquer outra vantagem:

    Pena - deteno, de 03 meses a 02 anos.

    2 Se o crime praticado com o fim de lucro, aplica -se, alm da pena privativa de liberdade, a de multa.

    6. REGISTRO DE EMPRESAS MERCANTIS

    A Lei n 8.934/199419

    regulamento Decreto n 1.800/199620

    determinam o registro pblico de empresas

    mercantis e atividades afins, em todo o territrio nacional, de forma sistmica, por rgos federais e estaduais. O registro

    existe para suprir as seguintes finalidades dos atos jurdicos das empresas mercantis princpios registrais garantia,

    publicidade, autenticidade, segurana, eficcia (art. 1, Lei n 8.934/1994; art. 1, Decreto n 1.800/1996).

    O Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis (SINREM) composto pelo rgo federal

    denominado antes de 2013 o Departamento Nacional de Registro do Comrcio (DNRC) e bem assim pelos rgos locais,

    as Juntas Comerciais (art. 3 ao art. 6, Lei n 8.934/1994).

    (VUNESP/TJMS/Cartrio/2009) 72 O Sistema Nacional de Registro do Comrcio formado pelos seguintes

    rgos:

    (A) Junta Comercial e Registro Civil de Pessoa Jurdica.

    (B) Registro Civil de Pessoa Jurdica e Departamento Nacional de Registro do Comrcio.

    (C) SINREM e Departamento Nacional de Registro do Comrcio.

    (D) Junta Comercial e Departamento Nacional de Registro do Comrcio.

    (E) rgo oficial da Unio ou do Estado, conforme o local da sede do empresrio ou da sociedade.

    Gab. D

    O antigo Departamento Nacional de Registro do Comrcio (DNRC) rgo da estrutura bsica ministerial do

    Poder Executivo Federal. O DNRC no possui personalida de jurdica, pois se inclui entre os rgos da Administrao Pblica

    Direta.

    Ateno! O Decreto n 7.096/201021

    dispe sobre a estrutura regimental do Ministrio do Desenvolvimento,

    Indstria e Comrcio Exterior (MDIC). Ocorre que, em 2013, houve profunda modificao nesse regulamento. Na

    redao original o Decreto n 7.096/2010 regulava que a estrutura org nica do MDIC era formada por um rgo

    especfico singular denominado Secretaria de Comrcio e Servios, composta por trs departamentos entre os quais

    o Departamento Nacional de Registro do Comrcio (DNRC) (art. 2, II, c, 3, Decreto n 7.096/2010).

    19

    Dispe sobre o Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins e d outras providncias. 20

    Regulamenta a Lei n 8.934/1994. 21

    www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7096.htm; 28/02/2014.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7096.htm

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    Atualmente, referida estrutura est totalmente diferente, porque o Decreto n 8.001/201322

    revogou vrios

    dispositivos do Decreto n 7.096/2010, alterando a composio orgnica do MDIC, retirando do interior deste Ministrio o

    DNRC. Portanto, atualmente, o DNRC no faz parte dos rgos do MDIC. Houve uma reorganizao no mbito dos

    Ministrios da Presidncia da Repblica de maneira que hoje o DNRC encontra -se subordinado novssima Secretaria da

    Micro e Pequena Empresa da Presidncia da Repblica .

    A Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi criada pela Lei n 12.792/201323

    . Esta lei transferiu vrias

    competncias do MDIC para essa nova Secretaria da Presidnc ia da Repblica, alm disso, determinou que o Ministrio

    prestasse o apoio administrativo e jurdico necessrio para garantir a continuidade das atividades da Secretaria (art. 1, XIII,

    art. 24-E, Lei n 10.683; art. 2, Lei n 12.792/2013).

    Veio ento o Decreto n 8.001/2013 e alm de revogar alguns artigos do Decreto n 7.096/2010 regulou a

    estrutura orgnica da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidncia da Repblica. Dessa maneira, o antigo DNRC

    foi retirado do mbito da Secretaria de Comrcio e Servios do MDIC, alterando-se inclusive sua denominao para

    Departamento de Registro Empresarial e Integrao (DREI).

    Atualmente, portanto, o rgo federal DREI est integrado Secretaria de Racionalizao e Simplificao,

    rgo especfico singular da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidncia da Repblica.

    A funo do rgo DREI (antigo DNRC) dupla, ora no plano tcnico, ora no plano administrativo:

    PLANO TCNICO PLANO ADMINISTRATIVO

    funes supervisora, orientadora, coordenadora e normativa

    supervisionar e coordenar, no plano tcnico, os rgos incumbidos de

    execuo; estabelecer e consolidar, com exclusividade, as normas e

    diretrizes gerais de registro; solucionar dvidas ocorrentes na

    interpretao das normas de registro; orientao s consultas,

    colaborao tcnica e financeira s Juntas Comerciais;

    funo supletiva exercer ampla fiscalizao

    jurdica sobre os rgos de registro; organizar e

    manter atualizado o cadastro nacional das

    empresas mercantis em funcionamento.

    As Juntas Comerciais, por seu turno, igualmente no possuem personalidade jurdica , so rgos do Poder

    Executivo Estadual com funes executora e administradora dos servios de registro; em cada unidade federativa, com

    sede na capital e jurisdio na rea da circunscrio territorial subordinam-se administrativamente ao Governo do Estado

    e, tecnicamente, ao rgo DREI, antigo DNRC. Ateno! A Junta Comercial do DF exceo, pois, est subordinada

    administrativa e tecnicamente ao DREI, antigo DNRC. Eis a jurisprudncia do STJ:

    As juntas comerciais esto, administrativamente, subordinadas aos Estados, mas as funes por elas exercidas

    so de natureza federal... CC 43.225/PR, Rel. Min. Ari Pargendler, julgado em 26/10/2005.

    Os servios prestados pelas juntas comerciais, apesar de criadas e mantidas pelos estados so de natureza

    federal. Para julgamento de ato, que se compreenda nos servios do registro de comercio, a competncia da

    Justia Federal. CC 15.575/BA, Rel. Min. Cludio Santos, julgado em 14/02/1996.

    O ato de registro reservado ao Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins . errado dizer

    arquivamento de instrumentos de escriturao das empresas mercantis registradas e dos agentes auxiliares do

    comrcio. O correto tecnicamente o ato de registro da matrcula dos mesmos. Essa competncia de registro dos

    instrumentos de escriturao dos agentes auxiliares do comrcio atribuio das Juntas Comerciais.

    22

    www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D8001.htm#art11; 28/02/2014. 23

    www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12792.htm; 28/02/2014.

    http://www.livrariagrancursos.com.br/http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D8001.htm#art11http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12792.htm

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    Em linha gerais, o Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins compreende (art. 32, art. 39, I,

    Lei n 8.934/1994; art. 32, Decreto n 1.800/1996):

    a) a matrcula e seu cancelamento, de leiloeiros oficiais, tradutores pblicos, intrpretes comerciais, administradores

    de armazns-gerais, trapicheiros;

    b) o arquivamento dos atos de nomeao de trapicheiros, administradores e fiis de armazns -gerais

    c) a autenticao dos instrumentos de escriturao dos agentes auxiliares do comrcio, na forma da lei prpria.

    So algumas das competncias das Juntas Comerciais (art. 32, art. 39, Lei n 8.934/1994, art. 7, I, d, III, V,

    Decreto n 1.800/1996):

    a) a autenticao dos instrumentos de escriturao dos agentes auxiliares do comrcio, nos termos de lei prpria;

    b) processar, em relao aos agentes auxiliares do comrcio a habilitao, nomeao, matrcula e seu cancelamento dos tradutores pblicos e intrpretes comerciais; a matrcula e seu cancelamento de leiloeiros, trapicheiros e administradores de armazns-gerais;

    c) expedir carteiras de exerccio profissional para agentes auxiliares do comrcio, titular de firma mercantil

    individual e para administradores de sociedades mercantis e cooperativas, registradas no Registro Pblico de

    Empresas Mercantis e Atividades Afins, conforme instruo normativa do DNRC.

    As competncias das Juntas Comerciais referentes aos agentes auxiliares do comrcio, trapiches e

    armazns-gerais sero exercidas com a observncia do Regulamento Decreto n 1.800/1996, da legislao prpria e

    de instrues normativas do Departamento Nacional de Registro do Comrci o (DNRC) (art. 7, pargrafo nico,

    Decreto n 1.800/1996).

    Em tempo: a Lei Complementar n 123/2006, que dispe sobre o tratamento diferenciado e favorecido a ser

    dispensado s microempresas e empresas de pequeno porte no mbito dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito

    Federal e dos Municpios. Esta lei traz regra especial sobre os prepostos ou colaboradores da microempresa ou daquela de

    pequeno porte, qual seja: os rgos e entidades envolvidos na abertura e fechamento dessas empresas, nos trs mb itos

    de governo, no podero exigir comprovao de regularidade de prepostos dos empresrios ou pessoas jurdicas com

    seus rgos de classe, sob qualquer forma, como requisito para deferimento de ato de inscrio, alterao ou baixa de

    empresa, bem como para autenticao de instrumento de escriturao (art. 10, III, LC 123/2006).

    Seguem as questes de provas pblicas sobre o SINREM:

    (CESPE/TJPI/Cartrio remoo/2013) 50 A respeito do registro de empresas mercantis, assinale a opo

    correta.

    (A) O arquivamento de documentos relativos s atividades de leiloeiro, tradutores pblicos, intrpretes

    comerciais, trapicheiros e administradores de armazns gerais um dos atos do registro pblico de empresas

    mercantis.

    (B) O cancelamento de registro de empresa, por inatividade, verificvel aps cinco anos sem qualquer

    arquivamento por parte do empresrio, no acarreta a perda da proteo do nome empresarial.

    (C) A sociedade empresarial pode adotar o modelo das sociedades simples, caso em que o respectivo registro

    dever ser feito no registro civil das pessoas jurdicas.

    (D) desnecessrio o reconhecimento de firmas dos scios apostas no contrato social levado a registro no

    registro pblico de empresas mercantis.

    (E) Para a obteno de certides relativas aos assentamentos do registro pblico do registro de empresas,

    necessria a demonstrao, pelo requerente, de legtimo interesse.

    Gab. D

    http://www.livrariagrancursos.com.br/

  • Prof. Leonardo de Medeiros

    www.grancursosonline.com.br | www.livrariagrancursos.com.br | constitucional.perguntas@gmail.com | 48

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 50 (D) No que se refere ao registro pblico de empresas mercantis, o

    Departamento Nacional do Registro do Comrcio tem funo primordial de natureza administrativa relativa

    aos servios de registro pblico de empresas mercantis.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 50 (A) A junta comercial no pode negar arquivamento a documento mercantil

    que contrarie os bons costumes, visto que lhe cabe to somente o exame da regularidade e formalidade dos

    documentos.

    Gab. E

    (CESPE/TJPI/Cartrio/2013) 50 (E) As juntas comerciais tm funo coordenadora e normativa dos servios

    de registro pblico de empresas mercantis.

    Gab. E

    Sobre o assunto, propomos ao fim a seguinte questo para ser analisada:

    (GRANCURSOS/Cartrios/2014) Sobre o Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins, julgue os

    itens seguintes.

    1. No Brasil, o Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins compreende o Sistema Nacional de

    Registro de Empresas Mercantis (SINREM) composto pelo rgo federal Departamento de Registro

    Empresarial e Integrao (DREI) e pelos rgos locais Juntas Comerciais.

    2. O Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins competente para a autenticao dos

    instrumentos de escriturao dos agentes auxiliares do comrcio, na forma da lei prpria, cabendo essa

    competncia ao Departamento de Registro Empresarial e Integrao (DREI).

    3. Compete s Juntas Comerciais expedir carteiras de exerccio profissional para agentes auxiliares do

    comrcio, titular de firma mercantil individual e para administradores de sociedades mercantis e

    cooperativas, registradas no Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins, conforme instruo

    normativa do Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior (MDIC).

    4. Atualmente, portanto, o rgo federal Departamento de Registro Empresarial e Integrao (DREI) est

    integrado Secretaria de Racionalizao e Simplificao, rgo especfico singular da Secretaria da Micro e

    Pequena Empresa da Presidncia da Repblica.

    5. Unio compete privativamente legislar sobre registros pblicos e juntas comerciais.

    Gab. CEECE

    http://www.livrariagrancursos.com.br/

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