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  • DIREITO ADMINISTRATIVO

    GUSTAVO SENNA

    gustavojbmsenna@hotmail.com

  • Aps a Constituio de 1988, e a Emenda 19/98

    (Reforma do Estado), o Estado Brasileiro passou de

    Estado intervencionista para ESTADO REGULADOR

    SUBSIDIRIO (ADMINISTRAO GERENCIAL). Para

    entender o Estado Brasileiro, devemos entender os

    fenmenos da sua formao:

  • DESCENTRALIZAO POLTICA - entes federativos / pessoas

    polticas - UNIO, ESTADOS, DF, e MUNICPIOS. Dentro dos entes

    federativos acontece a DESCONCENTRAO ADMINISTRATIVA

    (DL 200/67, art. 4, I) - criao de RGOS para maior

    especializao das funes - os rgos no so pessoas jurdicas,

    no tem personalidade jurdica podemos divididos em Governo

    (chefe do Poder Executivo + Poder Legislativo), que so rgos

    independentes - determinam as diretrizes polticas bsicas da

    entidade federativa e a Administrao Pblica Direta (ministrios,

    secretarias) que so os rgos autnomos, superiores e subalternos - cumprem as diretrizes polticas escolhidas pelo

    Governo, de acordo com a lei. Entre os rgos superiores e

    inferiores h uma subordinao, exerce-se o poder hierrquico

    (controle hierrquico), que por vezes, para fins de incentivo, pode

    haver um contrato (acordo-programa ou contrato de gesto) estipulando metas de produtividade, mediante incentivos (aumento

    salarial e oramentrio) CF, art. 37 8.

  • DESCENTRALIZAO ADMINISTRATIVA (DL 200/67, ART. 4, II) cada ente federativo tem a seu dever constitucional, e para a consecuo destes deveres,

    para especializaes de alta complexidade, para maior independncia

    administrativa, para fugir do rigor hierrquico que as entidades federativas

    promovem a descentralizao administrativa e neste momento, o Poder Pblico:

    1) cria novas pessoas jurdicas da Administrao Pblica Indireta - a

    chamada descentralizao por outorga ou descentralizao institucional legal -

    DL 200/67, art. 4, I a IV; CF, art. 37, XIX; CERJ, art. 77, 2; CC, art. 41, IV - autarquias, empresas pblicas, sociedade de economia mista e fundaes

    pblicas. Embora a regra seja cada ente federativo criar as suas pessoas

    jurdicas para a consecuo de suas responsabilidades, a Lei de CONSRCIO

    PBLICO - Lei 11.107/2005 contrato (convnio ou consrcio) entre Unio/Estados/Municpios objetivando gesto associada de servios pblicos com criao de pessoa jurdica comum aos entes federativos: associaes

    pblicas (autarquia) ou pessoas jurdica de direito privado (empresas

    pblicas) ver Lei 11.107/2005, art. 1, 1 e CC, art. 41, IV - com transferncia total ou parcial de encargos, servios, pessoal e bens das entidades federativas

    para a nova pessoa jurdica - CF, art. 241. Se no quiserem criar pessoa jurdica

    comum, podem simplesmente celebrar convnio ou consrcio de cooperao.

    Lei 11.445/07 incentiva a criao de consrcio na rea de saneamento bsico

    (gua, esgoto e lixo).

  • 2) contrata pessoas jurdicas privadas, as concessionrias e permissionrias

    de servio pblico - a chamada descentralizao por delegao ou

    descentralizao institucional negocial (contratual) - Lei 8666/93, Lei 8987/95 e

    Lei 11079/04 h divergncia se fazem parte ou no da Administrao Pblica;

    3) cria Servio Social Autnomo (sistema S SENAI, SENAC, SESI, SESC) e faz contrato de gesto e termo de parceria com as organizaes sociais (OS) e

    organizaes da sociedade de interesse pblico (OSCIP) o fenmeno da descentralizao institucional social ou descentralizao por reconhecimento so entes de cooperao ou colaborao, entidades paraestatais no fazem parte da Administrao Pblica.

  • PRIMEIRO SETOR (SETOR PBLICO) - ADMINISTRAO

    PBLICA DIRETA e INDIRETA;

    SEGUNDO SETOR (SETOR PRIVADO) - CONCESSIONRIAS E

    PERMISSIONRIAS DE SERVIO PBLICO;

    TERCEIRO SETOR (SETOR SOCIAL) - SERVIO SOCIAL

    AUTONOMO OS e OSCIPs (ONGs).

  • ADMINISTRAO PBLICA E SEUS RGOS A Administrao Pblica que so os pessoas jurdicas, rgos e agentes pblicos (elemento subjetivo) que exercem a funo administrativa (elemento objetivo) visando satisfao das necessidades coletivas (interesse pblico). a funo administrativa a atividade concreta e imediata exercida pela administrao pblica (pessoas jurdicas, rgos e agentes pblicos) para a consecuo das atividades tpicas do estado (servios pblicos, interveno do estado na propriedade, interveno do estado na ordem econmica, interveno do estado na ordem social e fomento pblico). legislativo executivo judicirio praticam funo administrativa

  • rgo pblico a subdiviso das pessoas jurdicas das entidades federativas e da administrao pblica, o centro de poder (de deciso) integrado por agentes pblicos que compe a estrutura da administrao pblica (administrao pblica direta e administrao pblica indireta) para tornar efetiva a vontade do estado. como explicar a vontade das pessoas jurdicas se elas no tem existncia fsica? a teoria do rgo (teoria da imputao volitiva) diz que a vontade do agente deve ser atribuda (imputada) pessoa jurdica de direito pblico qual pertena o rgo. quem tem personalidade jurdica a pessoa jurdica a qual pertence o rgo (unio, estado federado, distrito federal, municpio, autarquia, empresa publica, sociedade de economia mista, fundao, etc.) Os rgos no tm personalidade jurdica, e por isto, em geral, no tm capacidade processual, no figurando como parte nos processos judiciais. H excees ausncia de capacidade processual: nos conflitos de competncia do rgos de alto escalo constitucional da mesma pessoa jurdica, na mesma pessoa jurdica, quando defendem suas prerrogativas funcionais (Ex. Prefeitura X Cmara Municipal), o Ministrio Pblico, os rgos previstos no CDC, art. 82, III, que prev a possibilidade de rgos pblicos ingressarem com aes civis coletivas para a defesa de interesses nele estabelecidos (defesa do consumidor)

  • Criao e a extino do rgo pblico A CF exige lei para a, com iniciativa do chefe do poder (Executivo, Legislativo, Judicirio) onde o rgo vai ser criado, no havendo necessidade de lei para reestrutur-lo. Ver art. 48, XI; art. 61, 1, II e art. 96, I e II. Os rgos podem ser independentes (constitucionais, representativos dos poderes, sem qualquer subordinao hierrquica ou funcional - Presidncia, Governadorias, prefeituras, Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Cmaras Municipais, STF, Tribunais de Justia), autnomos (sujeitos hierarquicamente aos independentes com autonomia tcnica, administrativa e financeira Ministrios e Secretarias), superiores (sujeitos hierarquicamente aos autnomos para decises tcnico-administrativas - rgos dos Ministrios e Secretarias). rgos subalternos (hierarquicamente a todos, com atribuio de execuo, nenhum poder de deciso - , almoxarifados, reparties em geral). Os rgos tambm podem ser simples ou unitrios (indivisveis) ou compostos ou coletivos (conjunto de rgos). Ex.: Juzo de direito, Cmara de um Tribunal, Promotoria de Justia. Podem ser de representao unitria ou singular (a vontade do dirigente a vontade do rgo - Presidncia da Repblica, Juiz de Direito, Promotor de Justia); ou rgos de representao plrima colegiado (vontade majoritria de seus titulares - Congresso Nacional, rgo Especial do TJRJ, Conselho de Contribuintes).

  • PODERES DA ADMINISTRAO PBLICA

  • Poder hierrquico (princpio da hierarquia) - o poder de, na forma da lei, distribuir e escalonar suas funes (competncia), ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas, dando ordens e fiscalizando o seu cumprimento, delegando e avocando atribuies, revendo os atos dos agentes inferiores (princpio da autotutela). tpico da funo executiva (administrativa) de todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judicirio). No h hierarquia na funo legislativa e jurisdicional.

  • Poder disciplinar - o poder-dever de, na forma da lei, apurar e punir as infraes administrativas e as violaes de deveres funcionais dos servidores pblicos e demais pessoas sujeitas disciplina administrativa (como as concessionrias de servio pblico). Em regra, h discricionariedade no seu exerccio (escolha da pena entre duas ou mais), sendo de resto vinculado (exemplo: o superior hierrquico, diante da infrao cometida por subalterno, obrigado a punir principio da indisponibilidade do interesse pblico).

  • Poder regulamentar (poder normativo) - o poder de, na forma da lei, editar atos normativos, de carter geral e abstrato (regulamentos, decretos, portarias, instrues, circulares, ordens de servio e resolues, editais, etc.) complementares lei, para sua correta execuo, ou de expedir decretos autnomos sobre matria de sua competncia no disciplinada na lei.

  • Poder de polcia (poder de imprio) - a poder de, na forma da lei, atravs de atos normativos ou atos concretos, preventivamente ou repressivamente, interferir no patrimnio jurdico de particulares, fiscalizando, condicionando e restringindo as liberdades e propriedades, impondo obrigaes de fazer, no fazer ou deixar fazer, tudo em benefcio do interesse pblico, das necessidades coletivas, do bem comum, do bem-estar social. Polcia administrativa CTN, art. 78 - busca o bem-estar social polcia na rea de segurana, salubridade, moralidades pblicas, construo, alimentos, medicamentos, guas, florestas, minas, etc. A polcia ostensiva (Polcia Militar e Federal) e a polcia patrimonial (guarda municipal) faz funo administrativa quando faz segurana pblica e protege o patrimnio pblico; mas a polcia judiciria (Polcia Civil e Federal) apura os ilcitos penais para posterior aplicao da lei penal, que no funo administrativa. A polcia administrativa ser dividida entre Unio, Estado, DF e Municpio de acordo com a predominncia (prevalncia) de interesses nacional, regional ou local. Municpio fica co