Matria Prima - 23 edio

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Dezembro de 2011

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    ndi

    ce

    O Diretor da Metalrgica San Martin, Vanir San Martin, fala sobre os valores que diferenciam o trabalho da empresa, especializada em usinagem pesada, e como a administrao familiar est dando certo. Hoje a San Martin est localizada em uma rea de 8 mil m2 no Distrito Industrial de Cachoeirinha.

    Excelncia em usinagem pesada

    8 e 9

    Dezembro - 2011 - Ano IV - 23a EdioCirculao: 5000 Exemplares

    Jornalista Responsvel: Roselaine Vinciprova (MTB 11043)

    Verso online: www.revistamateriaprima.com.br

    Fontes: Fiergs, Fecomrcio, Federasul, Sebrae RS, Portal da Qualidade, Setcergs, Zero Hora, Receita Federal do Brasil, Valor Econmico, Jornal do Comrcio, O Estado de So Paulo, Gazeta Mercantil, InfoMoney e Administradores.

    * Os artigos assinados no refletem, necessariamente, a opinio da revista Matria Prima e so de inteira responsabilidade dos autores.

    Contatos:Coordenao: - Roselaine Vinciprova - roselaine@trcomunicacao.com- Tadeu Battezini - tadeu@trcomunicacao.com

    Geral: 51 3041.2333 | redacao@revistamateriaprima.com.br

    Comercial: Tadeu Battezini - tadeu@trcomunicacao.com

    Colaborao: Camila Schfer (MTB 15120) - camila@trcomunicacao.comKamyla Jardim - redacao@trcomunicacao.comFernando Junges - criacao@trcomunicacao.comFelipe Dias - criacao2@trcomunicacao.com

    Av. Flores da Cunha, 1050 / 604Centro - Cachoeirinha / RS51 3041.2333 Matria Prima uma publicao bimestral da TRCOM. Todos os direitos reservados.

    EXPEDIENTE

    Livro aborda Planejamento Estratgico Pessoal ...................... 05

    Seminrio fala de inovao em Cachoeirinha ................................ 07

    Esporte considerado timo aliado do rendimento no trabalho ......... 13

    SESC inaugura unidade em Cachoeirinha ................................ 16

    Um balano do ano de 2011 .................................................................. 17

    Banco de Alimentos de Cachoeirinha j est em funcionamento ............. 26

    Como evitar erros nas finanas? ............................................................ 27

    A necessidade de uma ideia nova .......................................................... 28

    A improvvel extenso de nossos impactos ...................................... 30

    Site: a imagem da empresa no mundo virtual .............................. 34

    MATRIA DE CAPA

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    Em outubro, o Centro das Indstrias de Cachoeirinha (CIC) lanou seu catlogo de empresas associadas. Reunindo dados de 99 companhias do municpio e regio, o material um verdadeiro guia, com empresas de diver-sos segmentos, como metalmecnico, recur-sos humanos, qumico, transportes e outros.

    O catlogo foi produzido pela agncia de comunicao TRCOM., tambm de Cachoei-rinha e produtora das revistas Matria Prima e Matria de Sade, e distribudo durante a Mercopar e entre os associados do CIC.

    Este catlogo uma obra-prima em de-sign e clareza de informaes. Coloca o CIC e o municpio num patamar superior no contex-to das entidades empresariais. Esta iniciativa prova que com capacidade e bom senso no necessrio investir fortunas para realizar uma comunicao eficaz, afirma o Diretor Geral da Metalrgica Mahler, Vitor Hugo Mahler.

    Para participar do catlogo de 2012, basta entrar em contato com o Centro das Inds-trias de Cachoeirinha, pelo fone 3471.3388.

    CIC lana catlogo com dados das empresas associadas

    Reproduo

    Publicao rene dados de 99 empresas

    A Magnum Investimentos realiza nos dias 24 e 26 de novembro, em Porto Alegre, o curso Anlise Funda-mentalista, destinado s pessoas que buscam entender as recomendaes dos analistas de investimentos e que querem concentrar baixo risco e bons retornos em suas prprias apli-caes.

    O objetivo do curso mostrar os conceitos e tcnicas de anlise financeira de empresas, abordando anlise vertical e horizontal, fluxo de caixa e indicadores financeiros como ferramentas de tomada de deciso. O contedo prev ainda a demons-trao de uma anlise quantitativa e qualitativa que visa indicar as vanta-gens e desvantagens competitivas de empresas e setores.

    Para inscries e maiores infor-maes os clientes podem acessar o site magnuminvestimentos.com/site/cursos.php ou ligar no telefone 3014.3700.

    ANLISE FUNDAMENTALISTA

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    edit

    oria

    l

    Envie sua sugesto ou mensagem para ns! redacao@revistamateriaprima.com.br

    O que planejamos para 2012Neste momento todo mundo est novamente

    com aquela sensao de que o ano passou muito r-pido. Muitos at se perguntam o que fizeram com os 365 dias que tinham a sua dis-posio. Alguns se do conta de que as metas planejadas no foram cumpridas. O novo ritmo imposto s nossas vidas, em funo da tec-nologia e da internet, faz com que s vezes tenhamos a impresso de que a vida foge do nosso controle.

    Por outro lado, nunca as nos-sas relaes exigiram tanto. O trabalho, a famlia, os relaciona-mentos. preciso dedicao para viver. No h mais tempo para perder tempo. Todos os dias escrevemos um pouquinho do livro da nossa vida. Resta saber se este livro ser um best seller, ou ainda, se ns mesmos gostaramos de ler a nossa histria.

    Nesta edio da Revista Matria Prima selecio-namos vrios temas para ajudar a tornar mais bonita muitas histrias. Comeamos pela bela entrevista com

    o empresrio Vanir San Martin, que conta um pouco dos valores que norteiam a empresa para que ela seja hoje referncia em metalurgia. Outras matrias importantes fazem parte do Balano 2011, que con-ta um pouco do que aconteceu de positivo em diversos setores. Alm disso, matrias sobre como usar e melhorar ideias que j existem, por-que ter um site e como lidar com

    o marketing moderno so destaques. Essa edio foi especialmente preparada para ajudar voc a construir uma grande histria em 2012.

    Boa leitura e at fevereiro de 2012!

    Todos os dias escrevemos um pouquinho do livro da nossa vida. Resta saber

    se este livro ser um best seller, ou ainda, se ns

    mesmos gostaramos de ler a nossa histria.

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 5

    O Colunista da Revista Matria Pri-ma, Saul Sastre, lanou seu mais novo livro com sesso de autgrafos em Ca-choeirinha e na Feira do Livro de Porto Alegre. A obra, intitulada Planejamento Estratgico Pessoal com o uso do Balan-ced Scorecard, faz um contraponto com o planejamento de uma empresa e aquele que devemos ter para a nossa vida.

    O primeiro captulo dedicado para situar os novos mercados e quais so os profissionais do futuro no mundo globa-lizado. Aps, Saul faz uma anlise sobre porque importante o planejamento e o que a falta dele pode acarretar na vida. comum acumularmos sentimentos de perda de tempo, como por exemplo: Eu j tenho 30 anos e no fiz nada at ago-ra..., referencia.

    Com uma leitura bem explicativa, o autor ensina a construir um plano estratgico pessoal com questes a serem preenchidas, anlise dos cenrios,

    diagnstico pessoal e finaliza com a pro-posta de valor que cada um deve ter. O Balanced Scorecard referenciado para pla-nejamento de aes e estratgias para que seja construdo um projeto e modelo de gesto pessoal. O livro conta ainda a his-tria do Joo Incio e como ele est pla-nejando a sua vida, aos 23 anos. Saul afir-ma que para que os sonhos aconteam preciso planejar e estabelecer datas, pois o verdadeiro objetivo um sonho com data para acontecer. Uma pessoa pode mudar muito em dez anos, esquea o su-cesso em curto prazo, legalmente ele no existe, revela.

    Saul doutorando em Administra-o, Mestre em Gesto de Negcios, Ps Graduado em Marketing, professor universitrio e Diretor de Transportes Rodovirios do DAER-RS. Mais infor-maes sobre a obra pelo site saulsastre.com.br ou pelo email saul@saulsastre.com.br.

    Livro aborda Planejamento Estratgico PessoalArquivo pessoal

    Saul afirma que para que os sonhos aconteam preciso planejar e estabelecer datas

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    esta

    do

    Para expandir sua atuao e tratar ex-clusivamente dos problemas da micro e pe-quena empresa, a Federasul criou uma nova diviso temtica, que vai auxiliar a diretoria na tomada de decises especialmente nas proposies necessrias ao desenvolvimen-to deste setor, que representa mais de 90% das empresas formais do Brasil.

    Trata-se da Diviso da Micro e Pequena Empresa, que ser coordenada por Fbio Lembi, de Caxias do Sul. A nova diviso ganha espao na Federasul pelo seu di-versificado universo e pela necessidade de ampliar sua representatividade. Com ela, a entidade e a Associao Comercial de Porto Alegre contam com 15 reas te-mticas representativas, que vo desde o agribusiness, passam pelo comrcio exte-rior e varejista, economia e desenvolvimen-to, educao, infraestrutura (dividida em trs segmentos), jurdica, segurana, novas lideranas, sustentabilidade, tecnologia e relacionamento com filiadas.

    Federasul cria diviso para micro e pequenas empresas

    O Programa Gacho da Qualidade e Produtividade (PGQP) completou, em outubro, 19 anos de atividades. Consoli-dado e reconhecido como um patrim-nio dos gachos, o Programa promove a competitividade do Rio Grande do Sul para melhoria da qualidade de vida das pessoas, atravs da busca da excelncia em gesto, com foco na sustentabilida-de. Lideradas por nomes consagrados na rea da Gesto, como Jorge Gerdau Jo-hannpeter (Presidente do Conselho Su-perior) e Ricardo Felizzola (Presidente do Conselho Diretor), as aes do PGQP envolvem mais de 9,5 mil organiza-es, entre representantes da iniciativa privada, de rgos pblicos e do terceiro setor, e cerca de 1,3 milho de pessoas. Durante esse perodo, a entidade cons-truiu uma rede de 80 comits setoriais e regionais, que juntos so responsveis pelas avaliaes tcnicas e trabalham vo-luntariamente para aprimorar a qualidade na administrao das empresas gachas. Mais de 250 mil pessoas j foram capaci-tadas nos fundamentos da qualidade.

    No seu 19 aniversrio, o PGQP am-pliou a estrutura de ferramentas de ava-liao para atender qualquer empresa ou organizao que queira um diagnstico de seus processos, independente do es-tgio da gesto. Para as organizaes que ainda esto na fase inicial na busca pela excelncia, existe o Sistema de Avalia-o da Gesto Simplificado (SAGS); as empresas que precisam verificar oportu-nidades de melhoria e crescimento po-dem participar do Sistema de Avaliao da Gesto (SAG); e as empresas que j esto em um nvel de maturidade avan-ado e gostariam de avaliar o andamento de processos de inovao da gesto tm disposio o Sistema de Avaliao da Gesto e Resultados da Inovao (SA-GRI). Todas as ferramentas fazem parte do Ciclo de Avaliao anual do PGQP. Atravs destes instrumentos, j foram re-alizadas 8.895 avaliaes e treinados mais de 27 mil avaliadores.

    O PGQP tambm responsvel por organizar o maior evento do mundo na rea da qualidade: o Congresso Internacio-

    nal de Gesto. Tambm promove o Pr-mio Qualidade RS, considerado o Oscar da Qualidade. Alm de indicar as campes na rea da Gesto da Qualidade, instituiu, ainda, o Prmio Inovao PGQP.

    Recentemente, o PGQP renovou com o Governo do Estado do Rio Gran-de do Sul, o Convnio pela Moderniza-o da Gesto Pblica, chegando a mais de 600 adeses na rea pblica. So de-senvolvidos projetos para otimizar recur-sos, aumentar receitas, reduzir despesas e capacitar servidores nos instrumentos de excelncia da gesto.

    PGQP completa 19 anos

    No seu 19 aniversrio, o PGQP ampliou a estrutura de ferramentas de avaliao

    Divulgao

    Cada vez mais as empresas unem foras em redes e centrais de negcios para ganhar competiti-vidade, enfrentar a concorrncia e se manter no mercado. O total de associaes no Pas deve aumentar mais de 45% em 2011. A previso do Sebrae que o total de associa-es passe de 840 para mais de 1,2 mil em 70 segmentos da economia.

    Os dados fazem parte do ma-peamento das redes e centrais de negcios do Pas, realizado pelo Sebrae, e foram apresentados pelo gerente de Acesso a Mercados e Servios Financeiros do Sebrae Na-cional, Paulo Alvim, no II Encon-tro Nacional de Redes e Centrais de Negcios. O evento aconteceu no incio de novembro, no Praiamar Hotel, em Natal (RN), e reuniu em-presrios, fornecedores, represen-tantes de Centrais de Negcios e do

    Sebrae de vrias partes do Brasil. Durante o evento foi revelado

    que o comrcio o segmento em que o modelo de centrais de ne-gcios mais forte no Brasil. O mapeamento feito pelo Sebrae revela que, das 778 redes ativas, 458 esto ligadas ao setor comercial, sobretudo nos ramos supermercadista, farma-cutico e de materiais de construo.

    No Pas, existem 1.129 redes e centrais de negcios. No ranking por Estado, o Rio Grande do Sul concentra o maior nmero, com 168 redes formadas, seguido de So Paulo (91), Minas Gerais (89), Pa-ran e Cear, ambos com 59 redes. Cada rede possui de 10 a 20 empre-sas associadas e leva de 18 a 24 me-ses para ser consolidada. Os setores de servios (130 redes), agroneg-cios (97) e indstria (93) so outros destaques da lista.

    Rio Grande do Sul concentra o maior nmero de redes e centrais de negcios

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    Pensar a inovao e a tecnologia para o desenvolvimento de Cachoeiri-nha. Foi com esse objetivo que as se-cretarias municipais de Planejamento e Gesto (SEPLAN) e Desenvolvimento Econmico e Turismo (SMDET) reali-zaram o II Seminrio de Cincia, Tecno-logia e Inovao de Cachoeirinha. Mais de 30 pessoas estiveram presentes no evento, que contou com palestras de trs importantes especialistas.

    A mesa de abertura do seminrio foi composta pelo vice-prefeito Gilso Nu-nes, os secretrios Charlante Stuart (SE-PLAN) e Luiz Carlos Mller (SMDET), e o diretor de Transportes Rodovirios do DAER, Saul Sastre. Mller iniciou sua fala afirmando a importncia de discutir as novas tecnologias como forma de oportu-nizar avano e progresso. Stuart discursou em seguida agradecendo o empenho da organizao do evento e a participao de todos. Saul Sastre foi o prximo, afirman-do que seu sonho ver um parque tecno-lgico em Cachoeirinha e internet wireless gratuita para todos. O diretor de Trans-portes Rodovirios do DAER tambm elogiou a parceria entre as secretarias para a realizao do evento. Gilso Nunes fina-lizou a abertura dizendo que dever do executivo estimular a inovao e pensar em polticas pblicas para tal.

    Dando incio rodada de palestras,

    Por Camila Schfer Jornalista (MTB 15120)camila@trcomunicacao.com

    Seminrio fala de inovao em Cachoeirinha

    a consultora do Sebrae, Mirian Cristina Amaro, falou sobre inovao como es-tratgia competitiva da micro e pequena empresa (MPE). Em sua apresentao, a especialista afirmou que no preciso investir em alta tecnologia para ser ino-vador. Criar um po sem farinha, novos sabores, por exemplo, so mudanas ino-vadoras que no exigem alta tecnologia, disse. De acordo com Mirian, muitas empresas se acomodam por pensarem que seu produto nico. No entanto, essa tranquilidade dura pouco tempo, pois a concorrncia rapidamente pode melhorar esse produto ou copi-lo. As empresas no devem simplesmente criar algo inovador e parar por a. A inovao precisa estar presente no dia-a-dia. Ela no para nunca. Apresentar o produto de maneira diferente e oferecer o que o cliente quer so os primeiros passos, ex-plicou Mirian.

    Dando sequncia ao evento, o Ge-rente Regional do Segmento Pessoa Jurdica da Caixa Econmica Federal, Celiomar Raimondi, falou sobre as opor-tunidades e recursos para investimento s micro, pequenas, mdias e grandes empresas. De acordo com o palestrante, 94% das empresas tm crdito aprova-do pelo banco, que j oferece um leque variado de opes de financiamento e investimento. Raimondi detalhou cada um dos produtos e servios oferecidos s empresas pela Caixa, explicando qual se encaixa melhor para cada tipo de or-ganizao.

    Para finalizar, a diretora do Centro de Empreendimentos em Inform-tica da UFRGS, Ingrid Jansch Prto, palestrou sobre a cooperao entre universidade e empresas como oportu-nidade para vencer desafios da inova-o. Segundo a professora, a troca de conhecimentos entre academia e ramo produtivo importante e essencial no dia-a-dia tanto da universidade quanto das empresas. Como professores, ns buscamos sempre exemplos para levar para a sala de aula. Da mesma forma, os alunos tambm gostam de estar em contato com desafios e cases reais, dis-se. Ingrid trouxe exemplos de inovao e afirmou que os empresrios, para se-rem inovadores, precisam se desapegar do tradicional, estar atentos s novida-des e buscar conhecimentos. Na UFR-GS, as empresas podem contar com o apoio da Secretaria de Desenvolvimen-to Tecnolgico (SEDETEC), que tem como objetivo fornecer sociedade as condies necessrias valorizao e transferncia do conhecimento cient-fico e tecnolgico gerado pela univer-sidade. H 20 anos era quase pecado a interao entre academia e empresas. Atualmente isso no acontece e ambas podem ser parceiras na criao de pro-jetos e melhorias. Os resultados podem ser incertos, porque inovao e certeza no andam de mos dadas, mas pos-svel fazer um bom planejamento e um bom estudo para garantir uma ao mais estruturada, finalizou Ingrid.

    Camila Schfer

    Ingrid falou sobre a importncia da troca de conhecimentos entre universidade e empresas

    Os resultados podem ser incertos, porque inovao e certeza no andam de mos dadas, mas possvel fazer um bom planejamento e um bom estudo para garantir uma ao mais estruturada.Ingrid Jansch PrtoDiretora do Centro de Empreendimentos em Informtica da UFRGS

    regio

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    Excelncia em USINAGEM PESADAentrevista | Vanir San Martin

    Frederico Mombach

    Como iniciou a empresa?Toda minha vida profissional sem-

    pre foi trabalhando no cho de fbrica. Quando assumi funes de gerncia, conquistei muita credibilidade porque sempre tive palavra e responsabilidade. Nesta poca, muitos clientes comearam a pedir para que eu abrisse minha prpria empresa. Alguns chegaram a me forne-

    O Diretor da Metalrgica San Martin, Vanir San Martin, fala sobre os valores que diferenciam o trabalho da empresa, especializada em usinagem pesada, e como a administrao familiar est dando certo. Hoje a San Martin est localizada em uma rea de 8 mil m2 no Distrito Industrial de Cachoeirinha.

    cer o maquinrio para que eu pagasse em servio. Quando algum diz primeiro tu vai crescer e depois tu vai me pagar porque acredita no teu trabalho. Vrias pessoas me ajudaram neste sentido, por-que sempre fui uma pessoa sria. Abri-mos a empresa h 12 anos em Alvorada, depois nos mudamos para um espao maior em Porto Alegre. Desde 2004 es-

    tamos localizados no Distrito Industrial de Cachoeirinha, em uma rea prpria de 8 mil m2.

    Hoje a San Martin referncia em usinagem pesada. Como aconteceu essa conquista?

    Nosso crescimento foi com muito suor, tanto da minha parte como dos meus filhos. Construmos nosso nome baseado num trabalho srio. Hoje os clientes sabem que podem confiar na gente. O mais importante trabalhar com os ps no cho. Temos um histrico de credibilidade e seriedade. Por isso, es-tamos colhendo coisas boas.

    Quais os diferenciais da empresa?Hoje a San Martin possui como prin-

    cipal diferencial o seu maquinrio. So todas mquinas novas que utilizam a mais alta tecnologia na produo de usi-nagem pesada. Temos uma mandriladora CNC, por exemplo, que referncia na regio. Fornecemos para empresas gran-des. Aliado a isso, o meu nome sinni-mo de trabalho srio. Eu fao aquilo que

    Vanir contou que diversas pessoas o ajudaram porque sempre foi srio e honesto

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 99entrevistasou especialista. Estamos sempre nos atualizan-do, inclusive j fomos para o exterior em busca de tecnologia.

    Como a organizao dentro de uma em-presa familiar?

    Nossa sistemtica de empresa familiar tem dado certo. Trabalho com meus trs filhos: Mar-celo, Rodrigo e Diego. Eu ainda argumento com eles nas decises, sempre tentando demonstrar a humildade. No final, vai prevalecer a melhor ideia. Acho que tem funcionado porque cada um faz a sua parte tambm. Eles tm o conhe-cimento tcnico, alm de saberem quais so os verdadeiros valores, os quais eu sempre procurei passar. Temos que ser o mais honesto possvel e termos humildade. Quando chegamos a qual-quer lugar, ns somos as mesmas pessoas.

    Como est o mercado para o futuro?O cliente est cada vez mais exigente. J

    estamos em negociao para a compra de no-vas mquinas para ampliao da fbrica. In-felizmente, o Pas ainda instvel. Hoje falta mo-de-obra qualificada, por isso j estamos formando pessoas aqui dentro. Temos funcio-nrios que nos acompanham h muitos anos. Sabemos valorizar os esforos e dedicao de cada um.

    Frederico Mombach

    Frederico Mombach

    Todas as mquinas so novas e utilizam a mais alta tecnologia na produo de usinagem pesada

    Vanir com os trs filhos: Marcelo, Rodrigo e Diego

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br10

    Prof. Saul SastreDiretor de Transportes Rodovirios - DAER/RSwww.saulsastre.com.brsaulsastre@terra.com.br

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    regi

    o DESENVOLVIMENTO

    Estamos fechando o ano de 2011 sem muitas novidades em tema de gesto das empresas. O primeiro ano da dcada da inovao referendou que a gesto de pes-soas est cada vez mais em alta. Ningum mais duvida que investir em gente empreen-dedora com remunerao varivel a gran-de chave para o crescimento de qualquer organizao. A liderana aparece como tema fundamental na execuo estratgica, o que permite que as empresas desenvolvam programas de sustentabilidade, deixando suas marcas na sobrevivncia e no desen-volvimento sustentvel, na sade do plane-ta e no bem-estar social. Tudo conectado e linkado.

    Googar virou verbo do dia-a-dia e mudou tambm os hbitos de quem precisa de informaes rpidas, nem que seja para verificar se o professor est mesmo falando a verdade. A internet mudou a vida de todo mundo e as redes sociais esto mudando a preferncia de mdia. Em 2011 a TV ainda foi a maior fbrica de sonhos de consumo das pessoas, mas no se sabe ao certo seu futuro. muito provvel que Twitter, Face-book, LinkedIn ou outras tantas ferramentas mgicas da rede, que crescem no gosto mundial, acabem para sempre com nossos arraigados hbitos de muito tempo. Os blo-gueiros de hoje, com maior agilidade, fazem mais sucesso que muita mdia impressa e para onde vai a mdia impressa? A mdia de rdio vem melhorando, mas tambm, com tanto engarrafamento, o que mais nos resta?

    O design ganha espao, todos querem melhorar seus resultados e aprimorar produ-tos parece o caminho mais tangvel. Fiquei impressionado quando Steve Jobs afirmou que sua meta era acabar com o netbook criando o tablet. No viveu para ver, mas ns j estamos quase convencidos disso.

    E as boas notcias vm da economia, no com o empobrecimento dos tradicio-nais pases da Unio Europeia, mas com os claros sinais de enriquecimento do Brasil. Os carros sendo vendidos cada vez mais com-pletos, novas empresas chegando e muita gente ganhando dinheiro. O que andam fa-lando por a? Que os novos ricos do mundo sero os brasileiros. Acredite se quiser, quem se desenvolver, ver.

    O que andam falando por a?

    A Sesso Solene do dia 17 de no-vembro da Cmara de Vereadores de Gravata homenageou a indstria de Massas Romena pelo aniversrio de 25 anos de atividades no munic-pio. A organizao iniciou sua pro-duo no ano de 1981, em Cacho-eirinha, onde permaneceu at 1986, instalando-se depois em Gravata. Atualmente tem sua sede industrial no Parque Florido, onde ocupa uma rea de 12 mil metros quadrados e emprega 204 colaboradores.

    Alm da direo e colaboradores da indstria, o Legislativo recebeu a presena de convidados que conhe-ceram um pouco mais desta organi-zao.

    Uma placa em homenagem aos 25 anos das Massas Romena foi en-tregue pelo vereador Levi Melo ao diretor comercial da indstria, Andr Alves da Rosa, que agradeceu a dis-tino e lembrou de toda sua equipe. Gostaria de fazer uma meno es-pecial aos nossos colegas e amigos que auxiliaram no incio da empresa e que temos orgulho de pod-los cha-mar at hoje de amigos e os demais, que foram se juntando a ns e que continuam fazendo parte da nossa histria, disse. Resumidamente, An-dr definiu o sucesso de sua empresa: nosso crescimento baseado nos seguintes valores: integridade, quali-dade, empenho e esprito de equipe.

    Massas Romena recebe homenagem na Cmara

    Na noite de domingo, 27 de no-vembro, o esprito de natal tomou conta da Igreja Matriz So Vicente de Paulo e da cidade de Cachoeirinha. Em meio a uma missa que falava so-bre a importncia de viver o natal em famlia, chegou o bom velhinho.

    Presente na 19 edio do Natal Luz, Vida e Paz, promovido pela As-sociao Comercial de Cachoeirinha com o apoio da Prefeitura Municipal, o prefeito Vicente Pires destacou o es-prito de solidariedade e parceria entre poder pblico e comrcio local.

    Ele reforou ainda que esse o verdadeiro significado do natal, ami-zade e compreenso no s nas horas boas, como tambm nos momentos

    de enfrentamento e dificuldades. Ma-nifestaram-se ainda o presidente da ACC, Paulo Gafforelli, e o proco da Igreja Matriz, Jos Brandt.

    O ponto alto da festa foi sem dvida a chegada do Papai Noel. Conduzido pelos bombeiros at o cenrio de natal montado em frente praa da Matriz, ele recebeu a chave da cidade e declarou abertas as festivida-des de natal. Aps, Papai Noel distri-buiu balas e chocolates para os peque-nos. Para encerrar a festa, o tradicional espetculo pirotcnico encantou os olhos e emocionou os presentes.

    O Natal Luz tem como objetivo incentivar o comrcio local e embele-zar a cidade.

    Arlise Cardoso/Secom

    Comea o Natal Luz em Cachoeirinha

    Prefeito destacou o esprito de solidariedade

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 11

    A Feira eCarTec, dirigida aos carros eltricos que aconteceu em Munique/Alemanha em outubro, apresentou um nmero de visitantes superior a 13 mil, considerando que haviam 503 exposito-res de 24 pases (em 2010 foram 388 ex-positores de 24 diferentes pases). A feira apresentou as ltimas novidades em tec-nologia, design, economia de energia, in-fraestrutura e financiamento ligado a este setor. At carros eltricos foram dispo-nibilizados para os visitantes darem um passeio dentro do recinto, num espao de 27,5 mil m2, no sentido de comearem a acreditar nesta nova realidade.

    A Alemanha est com o olho bri-lhando para os carros eltricos e mobili-za polticos, empresrios privados e pro-fessores universitrios para que troquem informaes que resultem em novidades efetivas para melhorar o desempenho destes carros.

    A gasolina foi trocada pelas baterias e o carro da Citren, o Berlingo, bateu o recorde rodando 925 quilmetros em 17 horas. Sem paradas e sem trfego, e andando a 60 quilmetros por hora, com certeza a natureza agradeceria e os hos-pitais diminuiriam o atendimento aos acidentados em estradas e as pessoas poderiam usar celulares enquanto diri-gem. Ningum pode dizer que a ps-modernidade no vem acompanhada de uma dose de tranquilidade na vida coti-diana. O ritmo acelerado est perdendo seu posto. Resta saber se a humanidade

    Automveis EltricosRosani Erhart Schlabitz - jornalistaCorrespondente Revista Matria PrimaMunique - Alemanha

    Divulgao

    Citren Berlingo bateu o recorde em distncia percorrida

    conseguir se adaptar a viver sem estres-se. Mas o automvel eltrico veio para ficar.

    A feira conquistou tambm muitos adeptos que buscam inovaes em todas as reas que mobilizam a produo des-te carro. A empresa NoAe oferece uma network inovadora, onde qualquer um pode se matricular e se tornar conheci-do internacionalmente, podendo vir at a participar de eventos internacionais apenas registrando seu nome na network. Isso justifica a grande procura de empre-sas pela Boeing, que tem projetos de am-pliar sua produo de avies e busca em networks deste estilo novos fornecedores para levar a cabo sua produo. A feira foi organizada de uma forma onde todas as necessidades especficas pudessem ser cobertas, tanto pelo cliente como pelo

    expositor.A Alemanha investe cada vez mais na

    qualidade de seus servios. Em 2011 se completa 130 anos desde a descoberta da real efetividade dos motores eltricos. Os estudos fazem uma estimativa de que at 2020, de cada dez carros vendidos, um ser hbrido. At l, sero 9 milhes de carros eltricos nas estradas europeias e na Alemanha cerca de 1,5 milho. Os investimentos na Alemanha, para este setor, ficaro entre 20 e 70 bilhes de Euros. A indstria automobilstica, junta-mente com a indstria eltrica, est unin-do foras para concretizar este projeto, e a Baviera j iniciou esta nova construo com investimentos generosos em capaci-tao profissional e tecnologia inovadora.

    Bem-vindos era ps-moderna e vida longa bateria.

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br12

    Claiton ManfroSecretrio da Cultura de CachoeirinhaDiretor do Cisco Teatroclaiton.manfro@terra.com.br

    12

    regi

    o UNIVERSO CULTURA

    Os avanos da medicina, as experincias com clulas-tronco, tratamentos alternativos, remdios mais potentes e eficientes. A facilidade com que conseguimos informaes sobre tudo e todos, a internet, as redes so-ciais, a mdia. A agilidade com que percorremos longas distncias, a indstria area e naval mais sofisticada e segura. A rapidez com que nos comunicamos por tele-fone, e-mail e pelas redes sociais e mdia, geraram em ns uma maior sensao de liberdade e poder. Mas isto que buscamos?

    Segundo Zygmunt Bauman, no sculo XX migra-mos de uma sociedade de produo, para uma socie-dade de consumo e essa migrao gerou um paradoxo e nos fragmentou. O paradoxo que a partir das novas formas de comunicao foi possvel ampliar a democra-cia, especialmente com a possibilidade de constituio de redes sociais, locais virtuais com milhares de indiv-duos, que conversam diariamente sobre questes pes-soais, mas que em geral no se comunicam no mundo real. Esta falta de comunicao real gerou a perda das identidades coletivas e abriu espao para que as identidades individuais se sobressassem. As causas so-ciais, as necessidades coletivas passaram a no ter mais importncia, j o consumo, a acumulao de bens e o status se potencializaram e o Estado, por no conseguir se adequar e atender a esta nova formatao social, perdeu seu papel na sociedade.

    No h dvida que a ampliao da democracia algo positivo e que os avanos tecnolgicos foram e so fundamentais para o desenvolvimento social. Quanto mais democracia, mais as sociedades totalitrias per-dero espao, basta ver o que ocorre no mundo rabe. Talvez a terceirizao das funes do Estado seja uma boa sada para sua inevitvel ineficincia. Mas que pre-o se pagar por tudo isto?

    Para tentar responder estas questes recorro nova-mente a Bauman que nos diz: 1. As redes sociais nos criaram o dilema da beno e da maldio. A beno por termos milhares de amigos em diversas partes do mundo e podermos conversar com eles quando qui-sermos. A maldio porque a qualquer momento po-demos ser deletados. 2. O que de fato queremos resolver a equao entre segurana e liberdade. Que passaremos a vida procurando a soluo para esta equao e nunca a encontraremos. 3. No podemos esquecer que para atingir a felicidade dependemos do destino coisas que acontecem sem nossa interfern-cia e do nosso carter que podemos mudar e melho-rar a cada dia.

    Depois das divagaes acima, concluo com uma pequena reflexo: assim como nenhum ser humano igual ao outro, tambm o mundo nico para cada um de ns e para atingirmos a felicidade devemos cons-truir laos humanos verdadeiros, respeitar as demais vises sobre nosso - mesmo mundo, e realizarmos as transformaes de nosso carter baseados na tica e na solidariedade.

    Para onde caminhamos?Com um crescimento superior

    ltima edio, a 20 Mercopar - Feira de Subcontratao e Inovao In-dustrial, que ocorreu de 18 a 21 de outubro, em Caxias do Sul, obteve um aumento de 24% no crescimen-to, arrecadando um total de R$ 124,7 milhes em transaes comerciais.

    A Mercopar a maior feira do setor no Brasil, promovida desde 1992 pelo Servio de Apoio s Mi-cro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) e pela Hannover Fairs Sulamerica, empre-sa do grupo Deutsche Messe AG.

    Apenas no Projeto Comprador Nacional e Internacional houve uma movimentao de mais de R$ 13 milhes. A ao, realizada nos dois primeiros dias do evento, promoveu o encontro de micro e pequenas em-presas com compradores de grandes empreendimentos. O resultado re-presentou um aumento de 8,3% em relao ao valor registrado em 2010.

    O estande coletivo do Centro das Indstrias de Cachoeirinha (CIC) contou com o dobro de partici-paes neste ano e pode integrar diversas empresas da regio, como a Sidersul, CBM Qumica, Mult Stamp, Tecnistamp, Hipermetal, Astro Tec-nologia, Industintas, Schein Gesto Empresarial e Renova.

    A iniciativa do CIC, que tem o apoio da Prefeitura, atravs da Se-cretaria de Desenvolvimento Eco-nmico, objetiva divulgar o trabalho

    realizado pelas empresas de Cacho-eirinha. Neste ano, alm da promo-o e organizao, o CIC apoiou financeiramente o estande, para que os valores para os participantes fos-sem mais atrativos.

    CIC tem balano positivo na Mercopar

    A Renova Lavanderia esteve pela 15 vez presente na Mercopar, a mais importante Feira de Subcontratao e Inovao Industrial da Amrica Latina. Este ano inovamos e estive-mos presentes no estande coletivo do CIC e nas Rodadas de Negcios e Projeto Comprador, realizados pelo Sebrae. Para a Renova Lavan-deria, o balano no poderia ter sido melhor, recebemos um grande n-mero de clientes e visitantes nesses quatro dias de evento, oportunizan-do a gerao de novos negcios e novos clientes, e divulgando a marca.Joarez Veno - Renova

    Expomos nossos servios na Mer-copar, alm de recepcionar os clien-tes e prospectar novos negcios. Tivemos tambm a oportunidade de buscar/acompanhar novas tec-nologias de mercado para assim es-tarmos preparados para atender as solicitaes de clientes.Jairo Vaz - Mult Stamp

    A participao na Mercopar foi uma oportunidade de apresentar os ser-vios da Schein Gesto Empresarial, receber clientes e dar incio a novos negcios. A empresa foi muito bem recebida pelos visitantes. Cerca de 600 empresas se inscreveram para concorrer ao sorteio de uma pales-tra in company, disponibilizada pela Schein. Madeleine Schein - Schein Ges-to Empresarial

    Divulgao

    O estande coletivo do CIC contou com o dobro de participaes neste ano

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 13

    A 26 edio da Olimpada Estadu-al do SESI encerrou com a participao de mais de 1,2 mil atletas, representando cerca de 100 empresas do Estado, no in-cio de novembro, em Iju. notrio que a prtica esportiva ajuda na qualidade de vida, diminuio do estresse, retarda o en-velhecimento, espanta a depresso e torna as pessoas mais felizes. Por isso, o esporte considerado um timo aliado na melho-ra dos ndices de rendimento no trabalho. Durante as Olimpadas do SESI, o funcio-nrio incentivado a desenvolver alguma modalidade e recebe como aliado o incen-tivo dos colegas de trabalho.

    O Diretor Geral da Bleistahl, Srgio Carravieri Lisboa, foi incentivado pelos seus colegas a participar da etapa regional da competio na modalidade natao. O pessoal sabia que eu j havia sido atleta an-tes de enfrentar um tumor, mas j estava fora das competies h mais de seis anos. Decidi me inscrever principalmente pela grande injeo de nimo deles, lembrou Srgio. A partir disso, o empresrio teve muitas surpresas. Tirou o primeiro lugar na categoria e foi classificado para a etapa estadual em Iju. S com este resultado, a comemorao foi grande. Mas Srgio ain-da garantiu o segundo lugar na etapa esta-dual e representou a delegao do RS nos Jogos Sul Brasileiros do SESI em Maring (PR) que aconteceram entre os dias 2 e 4 de dezembro.

    Toda essa alegria veio junto com a no-tcia de que ele tambm era o nico repre-sentante de Cachoeirinha na competi-

    o. Fiquei feliz pelo resultado, mas triste em saber que as empresas locais no esta-vam presentes, revelou. Srgio ento deci-diu demonstrar, atravs do prprio exem-plo da Bleistahl, que as empresas podem e devem romper alguns paradigmas. Muitos empresrios ficam reclamando da crise e esquecem de abraar projetos como esse, onde todos tm a ganhar, afirma.

    Srgio no poupa elogios sobre a im-portncia de o esporte ser incentivado dentro do ambiente de trabalho. Hoje a nossa empresa tem timos resultados, fornecemos para quase 100% das mon-tadoras e participamos de todos os pro-jetos de lanamento de novos motores, comemora. Ele garante que esse cenrio fruto de uma viso diferenciada, que

    busca a valorizao dos funcionrios.O esporte te ensina a trabalhar em

    equipe, trata todo mundo de forma igual, j que ali na competio no importa se tu o diretor ou o operrio, exige dis-ciplina para chegar ao resultado. Tudo isso s melhora o ambiente de trabalho, quando conseguimos ter funcionrios mais motivados, com menos problemas de sade e principalmente mais felizes, salienta. Nos ltimos dez anos, a Bleis-tahl conseguiu diminuir em dez vezes o nmero de acidentes de trabalho graas valorizao das pessoas.

    Depoimentos que exemplificam esse diferencial no faltaram durante as olim-padas. gratificante trabalhar numa corporao que promove a qualidade de vida. Os atletas-funcionrios quase no faltam ao trabalho por motivos de sade e esto sempre motivados, revelou o atleta da Marcopolo, Clvis Leonardo Soares da Silva, de 38 anos, primeiro lugar na corrida de 100 metros rasos que alm de competir, treina 20 colegas na modalidade atletismo.

    Durante o encerramento das olimpa-das, Jos Montanaro, ex-jogador de vlei da seleo brasileira, medalha de prata nas olimpadas de Los Angeles, em 1984, e atual dirigente da equipe do SESI-SP, ressaltou: O esporte transformador e as indstrias que incentivam seus funcio-nrios a pratic-lo so visionrias. Elas esto investindo em valores como tica, disciplina e esprito de equipe, funda-mentais tanto para o esporte quanto para o trabalho.

    Esporte j considerado timo aliado na melhora do rendimento no trabalho

    Roselaine Vinciprova

    Srgio afirma que o esporte deve ser incentivado dentro do ambiente de trabalho

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br14

    Bardusch: 34 anos de sucesso no PasKLInTeX desenVoLVe soLues Para MInIMIZar a Gerao de eFLuenTes

    InoVao consTanTe eM ProduTos de LIMPeZaBanrIsuL Lana Fundos de

    InVesTIMenTo da duPLa Gre-naL

    Fundada na Alemanha, em 1871, a Bardusch conta hoje com cerca de 4 mil colaborado-res distribudos em 40 unidades localizadas na Alemanha, Sua, Espanha, Frana, Polnia, Hun-gria, frica do Sul e Brasil, entre outros pases. So 140 anos de experincia em lavanderia in-dustrial tendo, em seu portflio, clientes que requisitam solues completas para a terceirizao da higienizao, locao e geren-ciamento de artigos txteis para todos os grupos profissionais, satisfazendo os mais diferentes nveis de exigncia.

    Preocupadas com a higieni-zao e proteo no ambiente de trabalho, as empresas brasileiras tambm primam pela qualidade e produtividade. Foi pensando nisso que a Bardusch criou um conceito de lavanderia industrial

    atual, moderno e eficiente para atender estas organizaes, uti-lizando frmulas inteligentes e eficazes, com base em sua ex-perincia internacional. Hoje, a empresa oferece solues per-sonalizadas para cada clien-te, como uniformizao, panos industriais, equipamentos de proteo individual, toalheiros, tapetes e saboneteiras.

    Com as constantes mu-danas no cenrio empresarial e a demanda cada vez maior, a multinacional alem j cresceu no Brasil. Atualmente, a em-presa conta com unidades em Curitiba (PR), Blumenau (SC), Cachoeirinha (RS) e So Cae-tano do Sul (SP), alm de con-cessionrios em Joinville (SC), Londrina (PR) e Ponta Grossa (PR). Mais informaes no site: www.bardusch.com.br.

    Localizada no Distrito Industrial de Cachoeirinha, a Klintex Insumos Indus-triais tem larga experincia em tratamento de superfcies metlicas, atuando h mais de trs dcadas neste merca-do, sendo reconhecida pela excelncia de seus produtos e servios.

    Com a crescente ateno dada preservao ambiental e conscientizao das em-presas quanto sua respon-sabilidade com o meio am-biente, a Klintex desenvolveu solues para minimizar a gerao de efluentes e trat-los adequadamente.

    Completando sua atu-

    ao na busca de solues qumicas para seus clientes, a empresa desenvolve uma completa linha de produtos para metalworking destinados ao trabalho e proteo de metais.

    Para maiores informa-es sobre a empresa, acesse o site: www.klintex.com.br.

    O Banrisul lanou dois novos produtos com a marca da Dupla Gre-Nal destina-dos especialmente para os torcedores dos clubes ga-chos. So dois fundos de investimento de renda fixa identificados com o Grmio e o Internacional, que tero participao nas receitas dos produtos. O anncio ocorreu na sede do Banco, em Porto Alegre, com a presena dos dirigentes das trs instituies.

    O cliente interessado em investir nessa modalida-de de aplicao financeira, pode procurar a agncia na qual correntista ou acessar o Home ou Office Banking no site www.banrisul.com.br.

    O investimento mnimo de R$ 100, com liquidez diria. Para aqueles que ainda no so correntistas do banco e querem participar em um dos fundos, s ir a uma agncia e fazer o cadastro de cliente.

    A iniciativa marca os dez anos de parceria do Banri-sul com a Dupla Gre-Nal.

    Com investimen-tos constantes em pesquisa, rigoroso controle de qualidade e cuidado na produ-o, a til Qumica vem se tornando uma referncia de empresa bem sucedida, com produtos que so con-sumidos em vrios Es-tados do Pas.

    Os investimentos em mtodos e tec-nologia de ponta, utilizados na industrializao de produtos, so compatveis com o que a empresa investe em matrias-primas biodegradveis e emba-lagens ecologicamente corretas. Desde 2003 a til Qumica im-

    plantou a ISO 9001, o que refora os objeti-vos de qualidade e de-senvolvimento.

    Outra grande preocupao da em-presa com a sus-tentabilidade. As cai-xas de embarque so feitas de papelo reci-clado e algumas emba-lagens so produzidas com plstico reciclvel.

    As linhas de pro-dutos da til se dividem em va-rejo e institucional.

    Para conhecer mais sobre o trabalho da til Qumica e os produtos oferecidos pela em-presa, acesse o site: www.utilqui-mica.com.br.

    Presidente do Banrisul, Tlio Zamin, anunciou o lanamento de dois fundos de investimento

    Lane Pfeiffer

    A empresa desenvolve uma completa linha de produtos para metalworking

    Divulgao

    Sero lanados em breve os amaciantes concentrados

    Divulgao

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 15

    Aurea Regina Pedrozo da Silva OAB/RS 78.366Elisete Feij Advogados Associados

    O transporte terrestre, em especial o de cargas, no perde fora e a cada tempo se mostra mais capacitado e inserido no co-tidiano, seja pela tecnologia que atinge a principal ferramenta de trabalho, que so os caminhes, seja pela demanda de integra-lizao entre os mercados de importao, exportao e, claro, pela comercializao interestadual. No entanto, todo progresso, toda expanso tecnolgica e a transforma-o decorrente destas, colocam empresas e empregados (diretos e indiretos) em situ-aes inovadoras, as quais, por vezes, so detectadas e at mesmo enfrentadas apenas quando da existncia de demanda judicial.

    Assim, de acordo com a realidade dos fatos que, inevitavelmente, geram prece-dentes (ainda que na esfera administrativa), tambm o legislativo e judicirio precisam se adequar e tratar tais situaes em parce-ria, buscando a justia e o bom senso, ma-trias estas que nem sempre se coadunam com facilidade.

    Alis, talvez seja essa a forma de invocar o estado democrtico de direito, quando h necessidade de os operadores da poltica, do direito e da sociedade como um todo, organizarem-se em prol da defesa dos direi-tos constitucionais e humanos, em especial do trabalhador, porm sem descuidar dos mesmos direitos do empregador.

    Deste modo, o Brasil sobre rodas nos aponta a celeuma, por assim dizer, no que diz respeito aos motoristas profissionais, es-tes das mais diversas categorias (transportes escolares e coletivos, transporte de cargas, etc.). Neste, vamos nos ater aos motoristas chamados de linha, quais sejam, aqueles que transportam cargas por todo o nosso territrio brasileiro, do Oiapoque ao Chu.

    A maior dificuldade, diga-se de passa-gem, das empresas transportadoras, est calcada nos principais temas tratados em Projeto de Lei em trmite, em audincias p-blicas e debates, os quais vm sugerir, entre outras mudanas, a jornada de trabalho do motorista e tempo de direo.

    De qualquer sorte, a questo se esten-de e se completa a cada dia, com o mes-mo questionamento e cunho judicial, por conta da jornada de trabalho, o tempo de direo, o tempo disposio, direitos e obrigaes destes profissionais e vice-versa,

    com relao ao empregador.O trabalho realizado pelo motorista de

    linha externo, logo, sob a gide do dispo-sitivo legal previsto no artigo 62 da CLT, no h controle de horrio. Assim, por ser ser-vio externo, sem controle de horrio, no h como referir o tempo de direo, tempo disposio ou qualquer outro nesse senti-do, por ser impossvel medir essas situaes, dada a condio real de deslocamento e afastamento da sede contratual.

    Essa atividade est essencialmente inse-rida no mundo atual, em que o crescimento, a globalizao e o tempo no do espao para demora e lentido. Como adequar esse tempo, sugerido pelo legislador e o atendimento ao mercado, que a cada dia est mais clere e exigente?

    O que ora se discute, trata de impor-tante e relevante situao de uma das mais antigas profisses e de suas emergentes necessidades. No entanto, defronta com o rpido desenvolvimento social, que est diretamente relacionado eficcia desse nicho profissional.

    Observa-se nos constantes debates, que alguns desses pontos deveriam ser tratados em legislaes especficas, a exemplo, do estabelecimento de normas sobre o tempo de direo, que estariam melhores conduzi-das no Cdigo de Trnsito Brasileiro. Sendo estas observadas por todo e qualquer mo-torista, seja ele autnomo ou empregado.

    O tempo de direo desses profissionais decorre de inevitveis paradas obrigatrias nas estradas, para as quais precisariam de infraestrutura de apoio para os motoristas, com segurana para o condutor e a carga transportada. Estas paradas vo alm da-quelas utilizadas pelo sistema de rastreamen-to, em que o motorista se obriga a parar em pontos pr-determinados, os quais lhe pro-porcionam as condies necessrias.

    Esta situao decorre da adequao legislativa, que viabilizaria programas de preparao e instalaes, que envolvero concesses de rodovias e parcerias pblico-privadas como forma de criar postos de atendimento ao profissional em trnsito, ao veculo e ao bem transportado.

    De contrapartida, no se pode apenas considerar a realidade e a profisso em tela, num vis pr trabalhador, de vez que o em-

    pregador tambm se encontra em situao desfavorvel frente legislao e o exigente mercado. Aspecto esse que exige uma viso jurdica preventiva a fim de evitar demandas judiciais e/ou minimizar custos do emprega-dor.

    Cabe referendar que as empresas trans-portadoras, alm de suportar altos custos com impostos e encargos sociais, ainda exercem atividades que colocam em risco patrimnio seu e de terceiros (caminhes e cargas).

    A Lei n 11.442/2007, que regra a ati-vidade denominada TAC Transportador Autnomo de Cargas, desonerou a folha de pagamento das transportadoras e opor-tunizou ao trabalhador autnomo gerir suas atividades como melhor lhe convier.

    De qualquer sorte, a contratao do TAC no substituiu a necessidade das transporta-doras em manter os empregados diretos. Ao contrrio, as transportadoras, quando no orientadas, continuam sujeitas s demandas trabalhistas propostas por esses profissionais, os quais requerem o vnculo empregatcio, como se fosse funcionrio direto.

    Observa-se que o assunto amplo e muito propcio a um longo e interessante debate, o que ocorre e ainda ocorrer com os movimentos sociais, polticos e empresa-riais (empregadores e empregados), com intuito de consolidar direitos e obrigaes de ambos, sem ferir os preceitos constitucionais.

    Sem dvida estes, como outros profis-sionais, merecem ateno especial no de-sempenho de suas funes, principalmente pela importncia destas para o Pas. Porm, importante frisar as condies especficas da atividade e a realidade em que ela ocorre, de modo a ajustar as condies de sobrevi-vncia das transportadoras, de seus clientes e de seus transportadores diretos e indiretos.

    Se, por um lado, todos concordam que preciso regulamentar a jornada de traba-lho, por outro h que se observar a dificul-dade de chegar a um consenso que atenda a todos os envolvidos e, principalmente, a demanda do mercado e suas peculiari-dades. Por isso, necessrio unir esforos atravs da preveno jurdica, onde empre-gadores e empregados busquem excelncia na prestao de servios, sem descuidar dos direitos e deveres.

    do oiapoque ao chu - em que tempo?

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br1616

    SESC inaugura unidade em CachoeirinhaEm outubro, Cachoeirinha ganhou uma

    Unidade Operacional do Sesc/RS. O espa-o, que j est em funcionamento, oferece Escola de Educao Infantil (Sesquinho), assistncia odontolgica, pacotes tursticos, competies e torneios esportivos, recre-ao, Clube SESC Maturidade Ativa e bi-blioteca. Est a 40 unidade do servio, que est em processo de expanso. Para 2012, outros projetos j esto previstos para Cachoeirinha, como a Biblioteca Itinerante e locao de brinquedos inflveis. De acordo com a gerente da unidade, Roberta Consul Machado, agora o momento de divulgar as atividades e servios do espao e plane-jar as novidades para 2012. Queremos que todos os interessados venham at a unidade para receberem maiores informaes, alm de conhecerem nossas instalaes, que esto muito bonitas, conta.

    Sesquinho - o Sesquinho conta com cinco salas de aula, sala do soninho, refei-trio e praa aberta de recreao. A escola destinada a crianas com idade entre 2 anos e 6 meses e 5 anos e 11 meses e contar com 100 vagas gratuitas que sero atendi-das em turno integral (8h s 18h30min). Podem se candidatar s vagas crianas que sejam preferencialmente filhos de traba-lhadores do comrcio de bens, servios e turismo, com renda familiar de at trs sa-lrios mnimos. As crianas atendidas pela

    escola recebem uniforme, alimentao (caf da manh, almoo e lanche da tarde) e material escolar. A alimentao das crianas tambm prioridade, por isso acompa-nhada por nutricionista e os alimentos pas-sam por controles rgidos. Alm da tima estrutura fsica, os alunos contam com uma equipe altamente qualificada. Os profes-sores passam por diversos treinamentos e as salas so todas envidraadas, para que os pais possam acompanhar seus filhos, afirma a gerente da unidade Cachoeirinha. Cada turma da escola infantil composta por 20 alunos e cada sala conta com uma equipe formada por uma professora e at duas estagirias.

    Odontologia - na rea da sade, a uni-dade oferece assistncia odontolgica. Ela voltada a crianas e adultos e proporciona tratamento clnico, endodontia e clareamen-to dental.

    Recreao - j na rea de recreao, o SESC oferece parque de brinquedos infl-veis, gincanas recreativas e empresariais, jo-gos cooperativos e o projeto Brincando nas Frias, destinado a crianas com idade de 3 a 12 anos, que participam de atividades como oficinas artsticas, jogos recreativos, passeios, gincanas, concursos, piqueniques, noite do pijama, entre outras. De acordo com Rober-ta, um projeto previsto para 2012 a locao de brinquedos inflveis pelas empresas.

    Maturidade Ativa - as pessoas com mais de 50 anos tambm tm atividades voltadas sua qualidade de vida. Atravs do Clube SESC Maturidade Ativa, elas podem participar de encontros, oficinas, palestras e aes sociais. Os encontros so semanais e, de acordo com a gerente da unidade de Ca-choeirinha, quase 15 pessoas j participaram das primeiras reunies.

    Biblioteca - com cerca de 3 mil exem-plares, a biblioteca do SESC oferece locao de obras da literatura brasileira, estrangeira, didticos, infantis e juvenis, local para pes-quisas, hora do conto e acesso internet. Para a hora do conto feito um agenda-mento com as escolas interessadas. As tur-mas, alm de participarem desta atividade, tambm participam do Cine SESC, com direito pipoca e tudo, comenta Roberta. Segundo a gerente, a partir de 2012 estar disponvel o projeto Sacola Itinerante, em que as empresas podem solicitar livros da biblioteca (at 50) e disponibiliz-los a seus funcionrios por 30 dias.

    No entanto, para poder usufruir das atividades e servios oferecidos pelo SESC, o interessado deve ter a carteirinha da enti-dade, que pode ser feita na unidade de Ca-choeirinha. O novo empreendimento est localizado na Avenida Joo Pessoa, n 27, esquina com a Rua Teodorino Porto, na Vila Eunice Velha.

    Para fazer a carteirinha do SESC:

    Comercirios - CPF e carteira de identidade, car-teira de trabalho e comprovante de residncia. Empresrios do comrcio - CPF e carteira de identidade, comprovante de residncia e cpia do contrato social ou declarao de firma individual. Comunidade em geral - CPF, carteira de identida-de e comprovante de residncia.

    Camila Schfer

    Camila Schfer

    O novo empreendimento est localizado na Avenida Joo Pessoa, n 27, esquina com a Rua Teodorino Porto, na Vila Eunice Velha

    Sala de aula do Sesquinho

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 17balano 201117

    Um balano do ano de 2011O ano de 2011 foi muito positivo

    para a regio do Vale do Gravata, espe-cialmente no ramo empresarial. No setor pblico, melhorias em infraestrutura, transporte pblico, alm de outras reas, tambm j podem ser percebidas.

    A Data Cempro, por exemplo, ga-nhou uma nova sede, maior e mais mo-derna, planejada por muito tempo. Mes-mo com a possibilidade de se instalar na capital, a empresa escolheu Cachoeiri-nha. Seguindo o mesmo caminho, a Feij Advogados tambm inaugurou sede pr-pria, mais ampla, confortvel e moderna. J em Gravata, a Perto/Digicon anun-ciou ampliao da sua fbrica. A empre-sa avaliou outros locais, como o Norte e Nordeste, mas escolheu a cidade das bromlias para receber seu investimento.

    O Centro das Indstrias de Cacho-eirinha (CIC), alm de contar com uma maior participao de empresas em seu estande coletivo na Mercopar, tambm realizou a formatura da primeira turma do Projeto Pescar, mostrando que a en-

    tidade est atenta e preocupada com sua responsabilidade perante a sociedade.

    A til Qumica renovou as embala-gens e rtulos de 70% dos seus produ-tos e ainda faturou o prmio de produto do ano, promovido pela Associao de Consumidores e IBOPE. Quem tambm recebeu prmio em 2011 foi o Sindilojas Gravata, que, alm de ser reconhecido pelo projeto Amigos do Planeta, ainda faturou o Grande Prmio de Arquitetura Corporativa com o projeto de sua nova sede.

    Vale lembrar ainda as empresas que receberam o Prmio Qualidade RS, en-tregue pelo PGQP para aquelas que se destacaram em excelncia em gesto, como o Comercial de Gs San Izidoro, SESC Vale do Gravata, SESI Cachoei-rinha, SESI Gravata e Sindilojas Grava-ta. J a Renova Lavanderia Industrial foi uma das empresas reconhecidas pelo 1 Prmio Inovao PGQP, na Dimenso Liderana.

    A cidade de Cachoeirinha ganhou

    a sede de duas importantes entidades em outubro: o Banco de Alimentos e o SESC. O Banco de Alimentos conta com o apoio de 17 mantenedoras e o SESC j est oferecendo seus servios comuni-dade e comercirios.

    O ano ainda no terminou, mas j existem muitos motivos para comemo-rar. Outros exemplos podem ser confe-ridos nas pginas que seguem, no Balan-o 2011 que a Revista Matria Prima preparou.

    Arquivo Arquivo

    Formandos da primeira turma do Projeto Pescar do CIC Prmio Inovao recebido pela Renova

    Arquivo

    Reconhecimento recebido pelo Sindilojas Gravata pelo projeto Amigos do Planeta

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br18

    bala

    no

    2011

    18

    cidade inicia 2012 com obras finalizadas

    O Programa de Ampliao e Melho-ria da Infraestrutura de Cachoeirinha, realizado em parceria com o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), entrega para a populao a duplicao da Ave-nida Frederico Ritter, a repavimentao completa da Avenida Flores da Cunha e o alargamento da Rua Papa Joo XXIII. O investimento nas melhorias pas-sou dos R$ 40 milhes. Neste valor

    tambm est inclusa a finalizao do conduto forado. Para o engenheiro da Prefeitura, Ero Fernandes, as obras re-presentam mais qualidade de vida para o cidado. Vamos ter mais trafegabili-dade e menos investimento em reparos. Acredito que s ser preciso se preo-cupar com a manuteno da Flores da Cunha daqui h uns 10 anos. Ser preci-so apenas fazer o trabalho correto quan-do surgirem os buracos, lembrou.

    estamos mexendo em feridas muito profundas

    da cidade com a ousadia de trazer as

    melhorias necessrias e to aguardadas pela

    populao. Vicente Pires

    Prefeito de cachoeirinha

    Avenida General Flores da CunhaInvestimento: R$ 9.372.574,71Melhorias: Repavimentao completa com escavao de at 50cm em alguns pontos para compactao do solo, sinalizao com pintura eletrosttica (maior durabilidade).

    eXeMPLo de TransParncIaO Portal da Transparncia do municpio de Cacho-eirinha tem sido exemplo no Estado. O cidado pode acompanhar informaes sobre receitas, des-pesas, compras e contratao de obras e servios realizados pela Prefeitura Municipal. O Portal da Transparncia pode ser acessado em www.cachoei-rinha.rs.gov.br.

    KITs escoLares e unIForMesEm 2012 todos os alunos da rede fundamental de ensino do municpio recebero um kit de material escolar e uniformes. At 2010 recebiam os materiais apenas os alunos at a quinta srie, mas neste ano a entrega foi estendida para os alunos de todas as nove sries. Neste ano o investimento foi de mais de R$ 600 mil e entregues 10 mil kits e uniformes.

    Blog Cachoeirinha Comunica

    Rua Papa Joo XXIII Investimento: R$ 2.397.152,32Melhorias: Alargamento da via, pavimenta-o e implanta-o de canteiros

    Avenida Frederico Au-gusto RitterInvesti-mento: R$ 11.283.351,28Melhorias: Drenagem, duplicao das faixas e rtula

    anTes

    dePoIs

    Roselaine Vinciprova

    Roselaine Vinciprova

    Roselaine Vinciprova

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 1919balano 2011

    Uma agenda de reunies e eventos foi montada para que a cidade possa ser sub sede da Copa do Mundo. Isso daria a possibilidade de o Esporte Clube Cruzeiro ser um campo de treinamento para as selees. A cidade j foi includa no se-gundo diagnstico realizado pelo Comit Organizador da Fifa que selecionou 19 municpios. O Cruzeiro est investindo R$ 7 milhes na construo do estdio para 15 mil pessoas e o Centro de Treinamentos. As obras devem ficar prontas em 2012.

    Os moradores de Cachoeirinha po-dem, finalmente, colher o resultado do processo de melhoria do transporte p-blico que iniciou em 2008 com a aber-tura de licitao para inscrio de novas empresas. Depois de trmites na justia, a empresa Stadtbus saiu vencedora e chega cidade colocando em circulao 44 nibus zero quilmetro, 30 lotaes novas e um investimento de mais de R$ 20 milhes. Tudo isso para garantir a um nmero ainda maior de pessoas um ser-vio de qualidade, onde o detalhe que faz a diferena o respeito a cada usurio. Em toda a linha municipal de transporte coletivo haver um aumento de 30% nos horrios das linhas, alm da implantao de novas paradas de nibus nas rotas in-ternas do municpio.

    O prefeito Vicente Pires lembrou que essa era uma melhoria esperada du-rante muitos anos pelos moradores. Estamos mexendo em feridas muito profundas da cidade com a ousadia de fa-zer as mudanas necessrias e to aguar-dadas pela populao, revelou Vicente durante a assinatura do contrato.

    A Stadtbus pioneira em muitas me-lhorias no servio de transporte urbano, como o oferecimento de suporte para bi-

    cachoeirinha tem novo servio de transporte pblico

    cachoeirinha quer ser sub sede da copa do Mundo

    O fornecimento do Licenciamento Ambiental pelo municpio completou dois anos em julho. No primeiro ano, o municpio ex-pediu 763 licenas, chegando a 931 documentos no segundo ano. O processo para conquistar o alvar de licenciamento ambiental junto Fepam, que levava de dois a trs anos, foi reduzido para uma mdia de 75 dias depois que passou a ser fornecido por Ca-choeirinha. Atualmente, quatro tcnicos, entre eles, gelogo, en-genheiro agrnomo, engenheiro qumico e tcnico agrcola, com-pem a equipe responsvel pelo licenciamento em Cachoeirinha.

    Cidade agiliza processo de licenciamento ambiental

    aLVar 24 horasCachoeirinha foi a pioneira na Regio Metropo-litana a lanar o Alvar 24 horas, buscando fo-mentar o desenvolvimento econmico. A medida visa incentivar a instalao de novas empresas na cidade.

    MeLhorIas no dIsTrIToO Distrito Industrial ganhou diversas melhorias como a nova iluminao, construo da rtula, operao tapa buracos, limpeza e urbanizao. Aes impor-tantes para as atividades da indstria e prestadores de servio.

    Secom

    cicletas, veculos plenamente adaptados a pessoas com deficincia, motores ecol-gicos e mais eficientes, nibus rosa para valorizar as mulheres e apoiar campanhas pela sade, acesso internet, bilhetagem eletrnica, mquina de lavagem da frota que recicla e economiza gua, aes so-ciais, entre outras iniciativas para promo-ver a qualidade de vida nos municpios em que se faz presente.

    No conheo, em todo o Pas, uma cidade que possua uma frota de trans-porte pblico municipal 100% adapta-da. Seremos pioneiros mais uma vez, declarou o scio-administrador da Sta-

    dtbus, Geferson Tolotti, na ocasio da assinatura do contrato. Ele destacou que o processo licitatrio envolvendo Cachoeirinha foi transparente e ganhou notoriedade nacional, tornando ainda maior a responsabilidade da empresa em nome de servios bem prestados. So-mos uma empresa humilde e gentil e tra-tamos nossos colaboradores e clientes com gentileza e coerncia. Nossa vinda para somar e investir na cidade, afir-mou Tolotti sobre a parceria com Ca-choeirinha, ressaltando que a Stadtbus, em todos os lugares onde atua, pratica a cultura do servir bem.

    Chegada dos nibus cidade

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br20

    bala

    no

    2011

    20

    no ano de 2011 focamos na entrega efetiva de solues

    plenamente aplicveis e necessrias no dia-a-dia das organizaes

    empresariais. Volnei Borba

    Consultor/Empreendedor

    Consultoria consolida seu modelo de negcio Em 2011, a WCI Consultoria am-pliou sua capacidade de produo de so-lues voltadas ao segmento das micro-pequenas e mdias empresas. Atravs da multidisciplinariedade, representada em verticais de negcios que contemplam: Assessoria Contbil, Fiscal, RH e Pla-nejamento Tributrio, Software de Ges-to Empresarial (ERP), solues para o cumprimento da exigncia da Nota Fiscal Eletrnica (NFe), SPED Fiscal Sistema Pblico de Escriturao Digi-tal, PAF-ECF Programao de Auto-mao Fiscal e Emissor Cupom Fiscal, a empresa oferece solues de software que atendem plenamente todos os seg-mentos empresariais. O eixo Consulto-ria Orientada aos Negcios contempla desde a implantao do conceito de Inteligncia Financeira, Plano de Neg-cios, Projeto de Captao de Recursos, tanto no curto, mdio ou longo prazo, Melhoria de Processos e Planejamento Estratgico.

    De acordo com o Consultor/Em-preendedor da WCI, Volnei Borba, nes-te ano a empresa investiu com recursos prprios exatos R$ 318.657,00 na rea de pesquisa e desenvolvimento de so-lues em software/ERP, alm de novas metodologias e ferramentas em consul-toria com foco em inteligncia estrat-

    gica. Isso permitiu ampliar para sete as verses especficas do software, podendo desse modo atender desde o pequeno comerciante at o mdio atacadista, hi-permercado, lojas magazine, indstrias e servios, com ferramentas plenamente automatizveis entre todas as reas de processos.

    A consultoria trabalha com foco em Gesto de Conhecimento de forma Cola-borativa, conceitos que os trabalhadores do conhecimento aplicam no seu dia-a-dia e introduzidos por Peter Drucker no final do sculo passado com o advento da Era do Conhecimento. No ano de 2011 focamos na entrega efetiva de solu-es plenamente aplicveis e necessrias no dia-a-dia das organizaes empre-sariais. Essa interface entre inteligncia contbil, fiscal, RH, gesto de pessoas e conhecimento, tecnologia e consultoria orientada de modo estratgico, permitiu agregar valor de modo significativamente positivo junto aos nossos clientes, expli-ca Borba.

    A WCI Consultoria tem 14 anos de experincia neste mercado e mais de 700 projetos realizados (at o final de outubro). Ao todo so 25 profissionais atuando direta-indiretamente, alm da parceria com escritrios nos Estados do Rio de Janeiro e Barreiras (BA).

    A WCI Consultoria tem apresentado crescimento muito acima da mdia do mercado em que atua. A tabela esquerda mostra a receita lquida anual totalmente provinda de servios. O portflio est assim dividido ( direita):

    MERCADO EM 2011As empresas-alvo esto entre aquelas

    que geram 90% dos empregos no Brasil, ou seja, as micro-pequenas e mdias empre-sas. Diferentemente de outras empresas de consultoria tradicionais, os projetos da WCI visam atuar de forma assertiva dentro das re-ais e principais necessidades do cliente, seja ele com um ou 300 funcionrios. A experi-ncia nos mostrou que jamais devemos su-bestimar um cliente ou um empreendedor, pois h casos de negcios constitudos no fundo de um quintal que em menos de 18 meses atingem crescimento surpreendente, disse Borba. cada vez mais comum essas pequenas empresas investirem num projeto de consultoria mais estratgica e orientada aos resultados, pois so projetos que cabem dentro de seus oramentos.

    EQUIPEO capital intelectual o motor de uma

    empresa. Na WCI, as pessoas trabalham num ambiente diferenciado onde a colabo-rao e o foco em resultados so os pontos principais. A rotatividade muito baixa, e at hoje no existe qualquer tipo de ao trabalhista. Em 2011, com o empenho e a dedicao de todos, a empresa conseguiu al-canar resultados satisfatrios em termos de crescimento e expanso das atividades, clien-tes, ticket mdio por cliente, nmero de horas executadas em projetos e, principalmente, a consolidao do modelo de negcio.

    Frederico Mombach

    serVIos e IndIcadores FInanceIros

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 2121balano 2011

    O Stio Laranjal, durante o ano de 2011, consolidou-se como uma em-presa dos segmentos de lazer, educa-o ambiental e eventos. Localizado na RS-020, parada 75, em Gravata o espao conta com sales para eventos, parque aqutico completo, 60 mil m de rea ver-de, alm de toda infraestrutura para rea-lizao de eventos sociais e empresariais, com capacidade para 50 a 250 pessoas.

    O Stio Laranjal tambm desenvol-ve projetos pedaggicos para escolas, especialmente elaborados para oportu-nizar aos jovens e adultos de todas as idades vivenciarem a natureza, pratican-do a preservao ambiental, atravs de programas sob medida para Educao Infantil, Ensinos Fundamental e Mdio, executados por uma equipe capacitada a complementar e ampliar os contedos tericos.

    Com o tema aqui a natureza sua sala de aula, os alunos tm uma verda-deira aula ao ar livre. Atravs de oficinas dirigidas, os estudantes fazem um circuito ambiental e visitam a minifazendinha e conhecem animais diversos, participam da ordenha, fazem montaria acompanhada, interagem na casa do colono e curtem a imensa rea verde. As crianas se divertem e aprendem com a horta orgnica, pomar, composteira, minhocrio, lao ao boi de brinquedo, estufa e passeio de carroo.

    O Stio Laranjal realiza eventos so-

    Stio Laranjal a opo certa para lazer, educao ambiental e evento

    Divulgao

    notamos que a regio estava carente de opes

    qualificadas de lazer. sempre buscamos

    oferecer mais. Hoje, o stio referncia no desenvolvimento de

    trabalhos pedaggicos junto s escolas

    Paulo Azevedo Empreendedor e scio

    ciais casamentos, aniversrios, for-maturas, alm de eventos empresariais, workshops, treinamentos e confraterniza-es de final de ano. No departamento de eventos do Stio Laranjal todos os acontecimentos so previamente plane-jados, organizados e coordenados por profissionais qualificados. O Stio traba-lha com pacotes de servios, onde cada um deles elaborado sob medida para oferecer o melhor custo x benefcio para o cliente. HISTRICO

    O Stio Laranjal foi uma ideia de dois irmos, Antnio e Paulo Azevedo. Os empresrios vislumbraram a possibilida-de de oferecer um espao de lazer, per-to da cidade, com opes diferenciadas. Notamos que a regio estava carente de opes qualificadas de lazer. Sempre buscamos oferecer mais. Hoje, o Stio referncia no desenvolvimento de tra-balhos pedaggicos junto s escolas, revela Paulo. Fundado em 2006, o Stio est localizado numa rea de 60 mil m2 de preservao. Quem vai ao Stio pode conferir as dezenas de espcies da fauna e da flora que mantm seu habitat natu-ral. Alm disso, as aves e os animais con-vivem em harmonia no espao.NOVIDADES

    O Stio Laranjal inaugurou mais um espao visando atender um pedido dos seus clientes. Numa rea de 80 mil m2,

    na parada 120, em Taquara, construiu um alojamento para acomodar 152 pessoas com todo o conforto. O espao pode ser utilizado para acantonamentos, reti-ros, encontros escolares e todo o tipo de atividade para quem quer um excelente contato com a natureza.PARQUE AQUTICO

    O Parque Aqutico do Stio Laranjal funciona por temporada, entre os meses de novembro a maro, sempre nos finais de semana, ou durante a semana para grupos fechados, como escolas e empre-sas. Alm disso, o espao de lazer conta com equipe de monitores especializada para atender a todos com segurana com piscinas adulto, espelho dgua, beb, infantil com sapo, escorregador, tobo-guito, brinquedos e chafariz, tobo-gua, rampa molhada e bar molhado. Maiores informaes pelos fones: 3431.9733 (ge-ral), 9359.9532 ou 8412.8044 (eventos), 9331.4716 (educacional) ou pelo site www.sitiolaranjal.com.br.

    Divulgao Divulgao

    Crianas podem participar dos acantonamentos Empresas podem realizar suas confraternizaes

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br22

    bala

    no

    2011 Projeto Luz, Cmara, Ao j proporcionou

    atividades para mais de 500 pessoasO Projeto Luz, Cmara, Ao nasceu

    em 2007 com a proposta de abrir as portas do Poder Legislativo para exibio de filmes para a melhor idade. A meta era proporcio-nar mais atividades ldicas para este pblico to carente de aes. O projeto foi to bem aceito que hoje so muitas atividades ofere-cidas, alm da procura crescer a cada nova ao. At hoje j foram beneficiadas mais de 500 pessoas por alguma das atividades, den-tre elas, exibio de filme, aulas de artesanato, palestras e viagens culturais.

    O ano de 2011 foi bem expressivo para o projeto, j que antes acontecia uma atividade por semana e neste ano passaram a aconte-cer trs vezes, nas teras, quartas e quintas. A gratificao do trabalho grande. As oficinas de artesanato, por exemplo, proporcionaram que muitas senhoras desenvolvessem uma profisso. A aposentada Snia Luz, 66 anos, um exemplo desta conquista. No sabia nem pegar em uma agulha, pensei que no

    poderia fazer nada, mas a Bia teve pacincia de me ensinar os primeiros passos. Hoje no dou conta das encomendas e ganho cerca de um salrio por ms, trabalhando nas horas vagas.

    O projeto tambm contempla atividades solidrias como confeco de gorros, cache-cis e enxovais para doao, arrecadao de roupas e calados para destinar a pessoas carentes e tambm o brech solidrio, com renda destinada festa das crianas, que acontece no final do ano com distribuio de cachorros quentes, refrigerante e brinquedos, alm de recreao.

    Conforme a coordenadora do Projeto, Beatriz Andrade, a expectativa para o pr-ximo ano aumentar o nmero de par-ticipantes, alm da implementao de um bazar solidrio, com venda dos produtos fei-tos pelos participantes. Conhea mais sobre o Projeto Luz, Cmara, Ao pelo Facebook: www.facebook.com/projeto.luzcamaraacao.

    no sabia nem pegar em uma agulha, pensei que no poderia fazer nada,

    mas a Bia teve pacincia de me ensinar os primeiros

    passos. Hoje no dou conta das encomendas e

    ganho cerca de um salrio por ms, trabalhando nas

    horas vagasSnia Luz

    Participante do projeto

    Divulgao

    CMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRINHA

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 2323sade

    A Carlos Chagas Medicina e Seguran-a do Trabalho conta com uma estrutura especializada em Medicina Ocupacional, tendo como objetivo assessorar as em-presas na realizao da promoo e pre-veno da sade e do bem-estar fsico e mental do trabalhador, preveno de doenas relacionadas ao trabalho e aten-der as obrigaes legais. Conta com uma equipe qualificada, com profissionais ex-perientes e atualizados. A empresa possui os seguintes valores: Excelncia no atendimento; Comprometimento social; Preceitos ticos e morais na prestao de servios de sade; Satisfao total do cliente; Valorizao do capital humano da em-presa; Relacionamento com tica e respeito com parceiros.

    A Carlos Chagas oferece aos seus clien-tes o cumprimento da NR-7, prestando servios atravs do Contrato de Coorde-nao Mdica que abrange: elaborao, im-plantao, acompanhamento e renovao do Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO); coordenao m-dica e operacional; realizao das consultas mdicas ocupacionais; emisso dos atesta-dos de sade ocupacional ASO (Admis-sional, Demissional, Retorno ao Trabalho, Troca de Funo e Peridico); exames por funo/exposio; exames especficos para espao confinado e trabalho em altura; ge-renciamento dos peridicos - convocao de funcionrios para exame peridico; cro-nograma de realizao de exames; relatrio anual - Quadro III; Programa de Conserva-o Auditiva PCA; Programa de Conser-vao Respiratria PCR.

    O que diferencia a Carlos Chagas sua

    preocupao com a qualidade, agilidade, eficincia e eficcia na prestao de servi-os aos seus clientes. Para realizar a presta-o de servios de medicina ocupacional, a Carlos Chagas disponibiliza: Atendimento nas dependncias da em-presa; Afastamento nico para realizar todos os exames em um s local; 4 unidades completas de atendimento; Exames Complementares dentro das unidades; Agilidade na liberao de exames; Facilidade de contato direto com a equi-pe do PCMSO; Agilidade no retorno s solicitaes da empresa; Alta responsabilidade do Grupo Funcio-nal; Quadro mdico capacitado; Grande rede credenciada.

    A Carlos Chagas Medicina e Segu-rana do Trabalho, com o intuito de auxiliar seus clientes, oferece o servio de atendimento in loco para realizao dos exames obrigatrios da NR-7, principalmente os peridicos. O dife-rencial deste servio o custo x be-nefcio que proporciona aos clientes, diminuindo a ausncia dos colabora-dores em seus postos de trabalho e

    eliminando o deslocamento at uma unidade de atendimento. Outro be-nefcio a agilidade na realizao e liberao dos exames peridicos, reduzindo o tempo da concluso dos Atestados de Sade Ocupacional.

    A Carlos Chagas oferece aos clientes uma equipe que desenvolve e operacionaliza a logstica dos exames peridicos com maior agilidade e efi-

    cincia. Disponibiliza na sede das em-presas Avaliao Mdica, Acuidade Vi-sual, Audiometria, Eletrocardiograma, Eletroencefalograma, Espirometria e Exames Laboratoriais. Os atestados de sade ocupacional ASO peri-dicos so operacionalizados por uma equipe qualificada, com profissionais experientes para atender as necessida-des especficas de cada cliente.

    Agilidade e diminuio de custos

    Preocupao com qualidade diferencial da Central Mdica Carlos Chagas

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br24

    As empresas e personalidades de maior destaque no fornecimento de produtos, equipamentos e servios para o setor su-permercadista gacho foram premiadas no dia 28 de novembro, com o trofu Carrinho Agas 2011. A premiao, entregue anual-mente desde 1984 pela Associao Gacha de Supermercados (Agas), chegou 28 edi-o distinguindo 30 vencedores, que se dife-renciaram em suas reas de atuao.

    Na primeira etapa da seleo dos agra-ciados, o instituto de pesquisas Nielsen Brasil, em parceria com a Agas, destacou as cinco maiores empresas do setor em cada categoria, atravs do critrio de participao no mercado nacional. Aps esta fase, os 327 maiores supermercadistas do Rio Grande do Sul (integrantes do Ranking Agas 2010) elegeram uma companhia dentre as cinco, onde itens como o atendimento, a qualidade dos produtos, o prazo de entrega dos pe-didos, o ndice de ruptura e as promoes

    realizadas foram levados em conta, privile-giando a melhor relao comercial entre o supermercado e o fornecedor.

    A participao de gachos entre os 30 agraciados de 60% - maior que em 2010, quando metade dos premiados era origin-ria do Estado. Os principais diferenciais do Carrinho Agas 2011 so os trofus destina-dos aos lanamentos de produtos do ano, nas sees de perecveis, bazar e mercearia, e o retorno da categoria Mulher Supermer-cadista, que premia a atuao feminina nas empresas do setor.

    Lanamentos do ano divididas em trs sees, as novas categorias de lana-mento de Produto do Ano so um incen-tivo criatividade da indstria. No setor de mercearia, a novidade premiada o achocolatado Alpino, da Nestl, primeiro desenvolvido para o pblico adulto. Entre os perecveis, o iogurte probitico Essence, lanamento da gacha Cooperativa Pi, o

    destaque apontado pelos supermercadistas. Na seo de bazar, o novo balde com ro-das e acessrios da Sanremo foi escolhido o lanamento do ano, por sua inovao e praticidade.

    Atingindo um crescimento em suas operaes no varejo, as cooperativas ga-chas tambm mostraram sua fora na atu-ao industrial. Vencedora desta edio na categoria Melhor Fornecedor de Balas e Doces, est a Ritter, empresa de grande reconhecimento, situada em Cachoeirinha. Entre outras representantes do Rio Gran-de do Sul, duas companhias destacadas por seu histrico de conquistas so a Girando Sol, com 14 trofus, e a Oniz Distribuidora, com 11 premiaes 10 delas consecuti-vas. Outra gacha em evidncia a CBS Alimentos, que, aps ter ficado 20 anos sem faturar o Carrinho Agas, receber nes-ta edio seu quinto trofu consecutivo na categoria de sucos prontos.

    supermercadistas anunciam os ganhadores do carrinho agas 2011

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 25

    Com o incio da explorao do petrleo do pr-sal, a expectativa de que o Brasil passe de 17 para 5 maior produtor mundial. Para atender a esta demanda, apenas a Petrobrs prev um investimento de mais de US$ 200 bilhes em todo o Pas at 2014 e passar a ter 255 mil fornece-dores, diretos e indiretos. A expecta-tiva que, at 2020, o setor de petr-leo, gs e energia seja responsvel por 20% do PIB brasileiro.

    Para algumas entidades, como o Sebrae, este cenrio extremamente favorvel s micro e pequenas empre-sas, mas necessrio orientao e in-

    formao para que elas aproveitem as oportunidades. Em Canoas, uma em-presa que j est atenta a este mercado a HP Parafusos e Abrasivos. Graas ao bom atendimento e relao de confiana com a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), a companhia foi convidada a participar do Projeto de Adensamento da Cadeia Produtiva do Petrleo, Gs e Energia da Regio Metropolitana de Porto Alegre. Neste projeto, a empresa recebeu o Certi-ficado de Reconhecimento Empresa Top Ten por sua destacada atuao, classificando-se entre as dez melhores participantes.

    De acordo com a gerente adminis-trativa da HP Parafusos, Maiara Pinto, com a ampliao da REFAP em 2004, a tendncia era de que a empresa, pela proximidade com a refinaria, aumen-tasse sua participao no forneci-mento, mas no foi o que aconteceu. Tivemos uma pequena participao devido falta de conhecimento tc-nico. A maior parte dos materiais da nossa linha, utilizados na refinaria, vinha de So Paulo ou do Rio de Ja-neiro. Isso nos motivou a buscar co-nhecimento tcnico necessrio para este setor em ascendncia e, a partir da, passamos a fornecer para obras, manuteno e paradas na REFAP,

    BRASKEM, INNOVA, P-53, CSA e LabOceano, conta.

    Na rea de responsabilidade so-cial, a empresa faz parte do Grupo Gachos do Bem, que tem como objetivo dar assistncia social a dez famlias carentes que trabalham na plantao de accias, em Nova San-ta Rita. Alm disso, a HP Parafusos oferece a seus funcionrios cursos de aperfeioamento profissional junto ao Sebrae, para que haja uma atualizao contnua de conhecimentos.

    Fundada em 1999, a empresa ini-ciou suas atividades em uma sede de 38m2. Com apenas um ano, o espao se tornou pequeno e a empresa se mudou para um novo prdio, desta vez com 400m2. Em 2005 foi realiza-da a adeso ao Programa Gacho de Qualidade e Produtividade (PGQP). No ano de 2009, a empresa passou por outra reestruturao, mas desta vez do seu mix de produtos. Fize-mos uma parceria com a Klingspor, uma companhia alem de abrasivos, reconhecida mundialmente e com mais de 130 anos no mercado, afir-ma Maiara. Hoje, a HP Parafusos tem sua gesto da qualidade adequada a ISO 9001:2008 e seus principais clien-tes so do setor petrleo, gs e energia em todo territrio nacional.

    HP Parafusos se qualifica para atender setor de petrleo e gs

    a maior parte dos materiais da nossa linha, utilizados na refinaria, vinha de So Paulo ou do Rio de Janeiro. Isso nos motivou a buscar conhecimento tcnico necessrio para este setor em ascendncia.Maiara PintoGerente administrativa

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br26

    Cachoeirinha ganhou ofi-cialmente seu Banco de Ali-mentos, que passa a atuar como gerenciador de desperdcios, ad-ministrando a coleta, armazena-mento e distribuio qualificada de alimentos. A entidade, que foi fundada oficialmente no dia 31 de outubro, inaugurou sua sede localizada no Bairro Mon-te Carlo, no final de novembro. Numa grande unio do setor empresarial e de todas as enti-dades, a iniciativa j nasce com 17 mantenedoras. No dia da inaugurao, a Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul - entidade responsvel pela criao, padronizao e alinhamento dos Bancos de Ali-mentos - doou 10 toneladas de gneros alimentcios para

    dar incio ao trabalho. O Banco de Alimentos est aumentan-do seu cadastro das entidades que sero beneficiadas pelas doaes. Os alimentos doados por empresas, pessoas fsi-cas, ou atravs de campanhas so armazenados na central de arrecadaes, um depsito prprio do Banco de Alimen-tos. As entidades beneficentes (entidades assistenciais como creches, escolas, asilos, lares de excepcionais, associaes de bairros, entre outras) tam-bm recebem treinamentos de segurana alimentar, higiene e aproveitamento adequado dos alimentos. Rede Banco de Alimentos

    A Rede de Bancos de Ali-mentos conta com 18 Bancos

    de Alimentos no Rio Grande do Sul, e um no Rio de Janeiro, alm de 87 Ncleos Bancos de Alimentos. Atualmente, os Bancos doam alimentos para pessoas atendidas em 803 en-tidades carentes, distribuindo por ms 400 toneladas de g-

    neros alimentcios. Para 2012, est prevista a inaugurao de Bancos de Alimentos em Alvorada/RS, Montenegro/RS, Bag/RS, So Gabriel/RS, Bento Gonalves/RS, Joinvil-le/SC, Cotia e Bragana Pau-lista/SP.

    Banco de Alimentos de Cachoeirinha j est em funcionamento

    Divulgao

    A iniciativa j nasce com 17 mantenedoras

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 2727

    Como evitar erros nas finanas?Os principais erros dos empresrios geralmente

    esto ligados ao setor financeiro. Quando uma situ-ao financeira empresarial se declara problemtica, o empresrio dificilmente sabe resolver e reverter o quadro alarmante. Normalmente, essa situao se faz por erros comuns, que poderiam ser evitados com algumas dicas bsicas, confira abaixo:

    1. Contar vitria antes do tempo. Existem em-preendedores que, depois de assinar alguns contra-tos, agem como se o dinheiro j estivesse na conta. Otimistas, contratam funcionrios, compram equi-pamento, investem em melhorias. Basta um cliente voltar atrs para que as finanas virem um desastre.

    2. Pedir dinheiro emprestado sem necessida-de. Emprstimos so um motivo a mais de preocu-pao especialmente quando a empresa no tem condies de pag-los.

    3. Atrasar o pagamento de impostos. Muitos empresrios cometem esse erro, acreditando que ser mais fcil saldar a dvida mais tarde. Acredite: juros e multas fazem com que o pagamento se torne ainda mais complicado.

    4. Colocar preos baixos nas mercadorias. Baixar os preos para lucrar mais uma estratgia que s funciona para as grandes redes varejistas.

    5. Permitir compras a prazo. Quando um em-presrio concede crdito ao cliente, ele est criando um risco desnecessrio.

    6. Colocar todos os ovos em uma cesta s. Nunca dependa de uma nica fonte de receita. Ter um cliente s, que paga todas as contas, parece c-modo at que o cliente desaparece, levando junto todo o lucro da empresa.

    7. Contratar pessoas sem critrio. Nos primei-ros anos, reduzir custos com pessoal fundamen-tal. Verifique se seus funcionrios colaboram para as vendas, criam produtos ou prestam algum tipo de servio. Se algum deles no faz nada disso, h algo errado com a empresa.

    AS SOLUES:

    Analisando o grande nmero de empresas que se encontram com dvidas em bancos, impos-tos atrasados, falta de capital de giro e dificuldade em conseguir dinheiro para expandir a empresa, a Revista Matria Prima conver-sou com o consultor de empresas, Geraldo Fontanari Spilimbergo, que deu importantes dicas para os empresrios na rea de finanas e que devem ser seguidas para o empreendimento obter sucesso.

    $ Ter uma metodologia corre-ta para calcular o preo de vendas;

    $ Saber qual o percentual dos impostos sobre as vendas;

    $ Compreender que os custos variveis s passam pela empre-sa. Eles pertencem a outros par-ceiros, tais como o governo, os bancos (descontos de ttulos), ou despesas com cartes de dbito e crdito, comisses para os vende-dores e representantes, frete para os transportadores, e o custo dos produtos vendidos que foi pago ou ser para aos fornecedores;

    $ Conhecer os Custos Fixos da empresa aqueles que no variam em funo das vendas e sim em funo de decises do empresrio;

    $ Conhecer o ponto de equil-brio. O ponto do faturamento que o lucro zero - ou seja - quanto a empresa tem que vender para no ter prejuzo;

    $ Conhecer qual o lucro mni-mo para poder atender seus com-promissos com investimentos e com a necessidade de expanso do negcio;

    $ Ter uma eficiente gesto dos estoques;

    $ Controlar o caixa e bancos diariamente;

    $ Ter um fluxo de caixa reali-zado e comparar ms a ms para conhecer as discrepncias;

    $ Ter um fluxo de caixa pro-jetado para os prximos 30 dias sempre atualizado;

    $ Ter a Demonstrao de Re-sultados Projetados para saber o que deve ser feito para que a em-presa tenha lucro;

    $ Ter a Demonstrao de Re-sultados Realizados para conhecer o que a empresa conseguiu reali-zar em comparao ao que tinha realizado;

    $ Controlar a inadimplncia dos clientes;

    $ Evitar pegar dinheiro em-prestado para atender necessidade de capital de giro;

    $ Sempre financiar os investi-mentos pelo maior prazo possvel desde que os juros sejam vantajo-sos. Hoje existem financiamentos em at oito anos com taxas fixas de 6,5% a.a.;

    $ Cortar sempre custos desne-cessrios.

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br28

    mar

    keti

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    A maioria das pessoas acredita que para abrir um negcio de sucesso, pre-ciso ter uma sacada, uma ideia genial, algo capaz de revolucionar o mercado. S as-sim possvel conseguir a ateno dos in-vestidores, conquistar os consumidores e bater a concorrncia. Ser mesmo?!

    Especialistas alertam: muitas vezes, mais vantajoso trabalhar em cima de uma ideia j existente no mercado, do que ten-tar criar algo totalmente novo. Exemplos de empresas que faturaram alto em cima de propostas j existentes no faltam. O Facebook no inventou o conceito de re-des sociais; o Google no foi o primeiro site de busca da internet; o Buscap no foi o primeiro site a comparar preos de produtos. Os trs negcios partiram do mesmo princpio: usar uma ideia que j existe e aperfeio-la, tomando como base erros e acertos cometidos por concorren-tes no passado.

    Confira abaixo porque vale a pena apostar em ideias j existentes na hora de abrir um negcio:

    Aperfeioar uma ideia mais f-

    cil do que criar algo do zero. Inventar um modelo de negcio ou um produto so aes que demandam energia e tem-po. Esses recursos podem ser mais bem gastos estudando um modelo existente e descobrindo o que funciona ou no.

    mais fcil trabalhar com padres estabelecidos. Analisando o que foi feito antes na mesma rea, fica mais evidente se voc est ou no no caminho certo.

    No ser preciso educar o pblico. Quem lana um produto inovador precisa gastar dinheiro com publicidade e marke-ting para convencer o mercado de que a novidade vale a pena. Se voc o segundo a apostar no invento, o pblico j vai estar predisposto a comprar sua ideia.

    Voc pode aprender com os erros dos outros. Lanar um produto um tiro no escuro: ele no foi testado, e no h como saber se vai cair nas graas do pbli-co. Observando os erros cometidos pelo concorrente, fica mais fcil aperfeioar o produto ou servio oferecido.

    Sua flexibilidade maior. Caso o precursor da ideia tenha feito sucesso,

    possvel que no se sinta vontade para inovar ou dar retoques na ideia inicial. Como sua empresa est comeando, voc livre para adicionar novidades ideia an-tiga.

    Suas pesquisas de mercado sero mais eficientes. Como o pblico j est familiarizado com o produto, ser mais f-cil testar as reaes s mudanas que voc pretende implantar.

    Voc pode criar um produto ou servio melhor. O pblico gosta de en-contrar um produto ao qual j est habi-tuado, mas com algumas diferenas que o tornam mais interessante. Essa a sua chance de lucrar com isso.

    D para aprender truques de marke-ting. possvel fazer isso de duas maneiras: observando o material promocional do pre-cursor, ou pesquisando reportagens e co-mentrios em redes sociais sobre a empresa concorrente.

    mais fcil conseguir investimen-tos. Os investidores estaro mais pro-pensos a colocar aportes em uma ideia j aprovada pelo mercado.

    A necessidade de ter uma ideia nova

    Divulgao

    Especialistas alertam: muitas vezes, mais vantajoso trabalhar em cima de uma ideia j existente no mercado, do que tentar criar algo totalmente novo

    Uma vantagem de aperfeioar uma ideia j existente a aceitao do pblico

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 29negciosMadeleine Schein Consultora Empresarial - Mestre em Administrao e Negcios

    A projeo dos analistas do mercado fi-nanceiro para o desempenho da economia brasileira em 2011 foi mantida. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Ban-co Central (BC), a estimativa para o cresci-mento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 permaneceu em 4,00%. J para 2012, a previso de expanso recuou de 4,20% para 4,10%. Alguns economistas assegu-ram que o PIB no ser superior a 3,5%. Por sua vez, a estimativa de inflao (IPCA) para 2012, elevou-se de 5,00% para 5,10%.

    Em 2011 convivemos com um peque-no desaquecimento da economia brasilei-ra e com a ameaa da inflao. Apesar de continuarmos tendo um mercado interno forte, 2012 ser um ano difcil em que, de alguma forma, deveremos ser afetados pelo cenrio internacional.

    O mercado est mudando continua-mente. Os dados aqui apresentados iro afetar as estratgias das empresas brasilei-ras em 2012. Contudo, no definem seus resultados para o prximo ano.

    Como reverter este quadro e assegurar um crescimento sustentvel?

    Para competir neste novo contexto preciso analisar o mercado, estudar a con-corrncia e entender as necessidades dos clientes, criando produtos e servios dire-cionados s suas expectativas.

    A utilizao da Inteligncia Competiti-va se tornou uma necessidade para as em-presas que pretendem ter alta performan-ce. Esta tcnica proporciona a elaborao de um processo contnuo de monitora-mento e anlise estratgica dos cenrios e conjunturas mercadolgicas em que sua

    Inteligncia Competitiva x Planejamento 2012vao de cada departamento da organiza-o. Todas as reas da empresa so envolvi-das e motivadas a reagir de forma proativa s tendncias de mercado. Seu objetivo dar forma aos negcios e produtos, possi-bilitando o lucro e o crescimento almejado.

    Resultados superiores - Ao analisar os passos de seus concorrentes, estas ferra-mentas de gesto permitem que empresas antecipem futuras direes e tendncias do mercado, ao invs de meramente reagir a elas. Sua empresa passa a adotar estratgias inovadoras e alcana resultados superiores aos dos concorrentes, assim como posicio-na sua marca de forma diferenciada.

    Embora as previses para 2012 no sejam as melhores, as empresas aprende-ram com a crise financeira de 2008 que podem aprimorar seus produtos, simplifi-car os processos produtivos, aperfeioar a gesto de suas empresas e diminuir custos.

    Estamos vivendo uma nova onda de oportunidades. Para quem souber sur-far com agilidade, os ganhos podero ser promissores.

    empresa est inserida. Inteligncia Competitiva pode ser defi-

    nida como a atividade de gesto estratgi-ca que tem como objetivo permitir que os tomadores de deciso se antecipem s ten-dncias de mercado e evoluo da con-corrncia, avaliem ameaas e oportunida-des que se apresentem em seu ambiente de negcio para definirem as aes ofensivas e defensivas mais adaptadas s estratgias de desenvolvimento da organizao. Inteli-gncia Competitiva o processo pelo qual as organizaes obtm informaes sobre concorrentes e o ambiente competitivo e as aplicam em seu planejamento estratgico, de forma a obter um desempenho superior.

    No entanto, a Inteligncia Competiti-va precisa ser utilizada juntamente com o Planejamento Estratgico. O Planejamento Estratgico um processo gerencial para desenvolver e manter um ajuste vivel entre objetivos, habilidades e recursos de uma or-ganizao e as oportunidades de um mer-cado em constante mudana. Trata-se de uma ferramenta de gesto que possibilita analisar todas as informa-es obtidas e organiz-las no formato de estratgias e aes que devero ser aplicadas e monitoradas ao longo do ano. Atravs do monitoramento, avalia-se o desempenho das aes e, sempre que necessrio, de-vem ser elaboradas aes corretivas, visando alcanar os objetivos esperados.

    Nas organizaes mo-dernas, esta atividade desenvolvida por equipes, com a contribuio e apro-

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br3030

    Andr Senger Diretor | Reverse Gerenciamento de Resduos Tecnolgicos

    Voc alguma vez j se perguntou por quantas mos e lugares podero circu-lar o seu produto? Procurei agora, antes de escrever esse texto, em meu computa-dor as etiquetas de identificao e li Made in India. Por curiosidade, peguei tambm meu celular e (sem surpresa!) encontro um aviso Made in China. Ambos os produtos so comuns em nossas vidas, mas tiveram que andar mais de meio mundo para esta-rem ao nosso alcance.

    Os equipamentos foram produzidos por empresas conhecidas, mas de quais lu-gares vieram todos os materiais? Europa? Das Amricas? frica? Quantas pessoas foram necessrias para transformar o celu-lar em produto? Quem eram essas pessoas?

    A improvvel extenso de nossos impactos

    Que condies de trabalho estas pessoas tinham?

    Essas dvidas, poucas vezes sem res-postas, devem ser feitas tambm ao descar-tarmos estes equipamentos como resduo. Quais so as empresas que iro manuse-los? Quantas e quais pessoas iro lidar com este tipo de resduo? E, no caso de resdu-os tecnolgicos (computadores obsoletos, celulares), este caminho, em direo reci-clagem, extenso tambm! Uma boa par-te dos equipamentos arruma suas malas e toma rumo a sua segunda/terceira volta ao mundo!

    Foi por esse motivo que no ms de setembro fui at Singapura, na sia, pre-senciar e conhecer a reciclagem de placas

    Da esquerda para a direita: Andr Spohr Senger, Mark Ng Eng Sin, Srgio Reinaldo Senger e Mike Chia Lee Hong

    de circuito impresso e celulares em um dos pases mais desenvolvidos e limpos do mundo. A tecnologia para reciclagem destes materiais ainda est restrita a poucas empresas na Europa ou sia, sendo ne-cessrio este deslocamento para conhecer que pessoas lidam com o material, quais as condies de trabalho proporcionadas aos empregados, para que a dvida fosse dizi-mada.

    difcil mensurarmos a dimenso dos impactos ambientais e sociais que resultam da gerao dos nossos resduos. Termos a cincia e o comprometimento de que nos-so lixo no afeta de forma negativa outras pessoas e comunidades essencial para atingirmos um crescimento sustentvel.

    difcil mensurarmos a dimenso dos impactos ambientais e sociais que resultam da gerao dos nossos resduos.Andr Senger

    Divulgao

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 3131

    Na edio passada vimos a im-portncia das cores na embalagem. Agora veremos como a forma con-tribui para o processo de criao.

    A forma o principal elemen-to de diferenciao da embalagem. O formato de um novo frasco tem um efeito marcante na identifica-o de um produto. A aparncia faz com que o produto adquira vrias personalidades, tornando-se propositalmente mais leve, volumoso, moderno, prti-co, etc.

    Assim como a forma da emba-lagem importante para a persona-lizao do produto, as diversas for-mas grficas que sua embalagem adota tambm servem para o mes-mo propsito. Todos os elemen-tos grficos que uma embalagem dispe so cuidadosamente plane-jados. Cada um deles possui um significado, que pode ser a melhor

    maneira de representar a caracters-tica do produto.

    A forma representa a figura ou imagem visvel do contedo. Ela nos informa sobre a natureza da aparncia do objeto. Este tambm o papel das formas e objetos inse-ridos na embalagem. Os objetos ou as formas representadas na emba-lagem so uma manifestao visual passvel de ser lida, em termos de imagens bidimensionais e tridimen-sionais.

    Estudos aprofundados sobre a forma, como os da Gestalt, que foi uma escola de psicologia expe-rimental do incio do sculo XX, permitem-nos analisar com pre-ciso os fundamentos da forma. Com base nestes estudos, dispo-mos de 11 leis que nos apresentam as diferentes formas e os diferentes efeitos que cada forma ou conjunto podem nos transmitir.

    Anlise da formaRicardo SastreR3 Embalagensricardo@r3embalagens.com.br

    ALGUMAS LeiS e definieS:Lei do contraste: em um conjunto de elementos, se salientar aquele que for diferente dos demais. Lei da boa forma: a tendncia de enquadrar, mentalmente, uma forma completa, em uma incompleta. Lei da proximidade: pontos e objetos prximos tendem a ser vistos como um grupo, isto , constituindo uma unidade. Lei do fechamento: uma variante da lei da boa forma e desig-na a tendncia de completarmos ou fecharmos formas abertas a fim de que adquira maior estabilidade.Lei da semelhana: a igualdade de forma e cor de elementos desperta a tendncia de se constiturem em unidades. Lei da rea: quanto menor for uma regio fechada, tanto mais ela tende a ser vista como figura.

    A Hipermetal Metais vem trabalhando de for-ma otimista no mercado de no-ferrosos, pois com muita dedicao e know-how de 15 anos, esta empresa gacha acredita no poten-cial do Estado, que vem apresentando um cresci-mento expressivo, a contar da crise de 2008.

    Este ano, alm de tra-balhar com afinco na linha de cobre, bronze, lato e plsticos industriais, a em-presa investiu forte na linha de alumnio, inclusive cha-pas que podem ser corta-

    das sob medida.Especializada na dis-

    tribuio da linha de no-ferrosos, a Hipermetal est preparada para atender tanto empresas de grande como de pequeno porte, cortando qualquer quanti-dade e entregando na porta do cliente, facilitando assim as necessidades das inds-trias.

    Agradecendo a con-fiana depositada, a Hiper-metal deseja boas festas e prspero ano novo para seus clientes, fornecedores, parceiros e funcionrios.

    Hipermetal: foco na distribuio de no-ferrosos

    INFORME COMERCIAL

  • mar

    keti

    ngDezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br32

    As necessidades e expectativas dos clientes e consumidores mudaram no mer-cado atual. Com a globalizao e principal-mente com a web, as pessoas tm acesso a lojas em qualquer lugar do mundo, bus-cam informaes de produtos, pesquisam o melhor preo e consultam a opinio de outros consumidores. Alm disso, trans-formaes como o aumento no nmero de pessoas consideradas da classe mdia e novas formas de comrcio (como o co-letivo) tambm esto em curso. Tudo isso pode determinar o fracasso ou sucesso de uma marca ou produto. Com a exploso de informaes e de maneiras de se relacionar com as empresas, como os executivos e responsveis pelo marketing esto se pre-parando para acompanhar esse cenrio?

    De acordo com uma pesquisa divulga-da recentemente pela IBM, realizada com mais de 1,7 mil executivos-chefe de marke-ting (em ingls, CMOs Chief Marketing Officers), a maioria deles no se sente prepa-rada para gerenciar as mudanas crticas e desafiadoras do setor. O levantamento, que contemplou 19 segmentos de mercado de 64 pases, incluindo o Brasil, mostrou que os executivos reconhecem essas mudan-as, especialmente em relao exploso de dados e utilizao das mdias sociais, mas ainda no sabem ao certo como lidar com isso.

    Segundo a pesquisa, 82% dos CMOs pretendem aumentar o uso de mdias sociais no relacionamento com clientes nos prximos trs a cinco anos e 26% j adotaram prticas como o rastreamento de blogs. No quesito acompanhamento da marca, 42% monitoram opinies de tercei-ros e 48% analisam os consumidores nas redes sociais, enquanto que mais da metade se consideram despreparados para geren-ciar as mdias sociais.

    Apesar de apresentar resultados pa-recidos com a amostra global, no Brasil a preocupao maior com a necessidade de investir em tecnologia. Enquanto que nos outros pases 73% dos executivos se pre-ocupam com essa questo, os brasileiros somam 91%. Os executivos locais tambm

    esto mais atentos ao feedback do atendi-mento ao cliente: 80% dos brasileiros con-tra 60% da amostra global.

    Mesmo identificando a importncia da intimidade com os clientes e da monitora-o de dados em tempo real, mais de 80% dos executivos entrevistados ainda utili-zam fontes tradicionais, como pesquisas de mercado e comparaes competitivas, e 68% se baseiam em anlises de campanhas de vendas para tomar decises estratgicas.

    No preciso ser grande para ser visvelSe o cenrio atual em relao ao ma-

    rketing uma questo que inquieta as gran-des empresas, mesmo aquelas com setores consolidados, para as pequenas e mdias o desafio ainda maior. Estar presente nas mdias sociais, por exemplo, um dos pri-meiros passos que algumas empresas esto dando.

    o caso da Bepec Metalrgica, de Gravata. A empresa possui perfil no Face-book e Twitter e, de acordo com a direto-ra da empresa, Claudia Oderich da Costa, pretende tambm se inserir no LinkedIn. A ideia de estar presente nas redes sociais surgiu em uma reunio com a agncia que fez o planejamento da metalrgica. Por ser uma companhia nova, com apenas um ano de atividades, Claudia explica que o objeti-vo, na web, de se aproximar dos clientes, divulgar a marca e mostrar que a empresa acompanha a mudana no comportamento do consumidor. Nossos planos so de in-tensificar a presena nas redes sociais, pois ela ainda muito tmida. Infelizmente no temos uma estrutura ainda que d conta de uma atualizao constante das informa-es, mas estamos trabalhando para isso, explica a diretora.

    Assim como muitas empresas, a Bepe-c se baseou no custo na hora de escolher as redes sociais como forma de divulgao da empresa. Claudia conta que existe um acompanhamento da marca nos sites em que a metalrgica tem perfis. Temos uma funcionria que retorna questionamentos e comentrios de consumidores com fre-quncia, disse.

    A Renova Lavanderia tambm um exemplo de empresa da regio que se pre-ocupa em estar presente nas redes sociais. Segundo Kelly Silva, do marketing da em-presa, a ideia surgiu no departamento e foi prontamente aceita pela diretoria. O setor de servios um dos mais ativos nas redes sociais. Alm disso, buscamos dados mais concisos dos clientes e queremos saber como a marca vista pelos consumidores e pelo mercado, explica Kelly.

    De acordo com a responsvel pelas redes sociais da Renova, um dos principais motivos para que a empresa criasse per-fis nas redes sociais, alm da tendncia de mercado, foi conhecer melhor os clientes e seu comportamento. Hoje a Renova possui perfil no Facebook, Twitter e um canal no Youtube.

    Profissionais tm dificuldade em lidar com os desafios do marketing contemporneo

    Segundo a pesquisa da IBM, o au-mento da complexidade na rea de marketing ser fruto da combina-o de quatro grandes mudanas em curso nos dias de hoje:

    Exploso de dados: 90% dos dados do mundo todo foram cria-dos nos ltimos dois anos;

    Ascenso das plataformas so-ciais: permitem a interao indi-vidual com o cliente, mas tambm que cada consumidor seja um pro-dutor de contedo e crtico;

    Aumento no nmero de ca-nais e dispositivos: o comrcio mvel deve crescer 39% nos pr-ximos cinco anos e alcanar os US$ 31 bilhes em 2016;

    Transformao nos dados de-mogrficos: em pases como o Brasil e mais especificamente a n-dia, onde, nas prximas duas dca-das, a classe mdia deve passar de 5% para mais de 40% populao.

    Por Camila Schfer Jornalista (MTB 15120)camila@trcomunicacao.com

  • www.revistamateriaprima.com.br | Dezembro de 2011 33

    Dois pesos, duas medidas

    Na ltima edio, abordei o que tenho chamado de clan-destinidade ambiental, expon-do que o descumprimento de normas ambientais tem sido utilizado por algumas empresas para operar preos menores que a concorrncia, cumpridora de suas obrigaes.

    Foi exposto que cabe coleti-vidade combater isso, mas a res-ponsabilidade principal da fiscalizao estatal, que possui o poder de polcia para coibir tal prtica.

    Assistimos a um dos piores acidentes ambientais do Brasil: o vazamento de petrleo na Bacia de Campos, sob responsabilidade da empresa Chevron (petrolfera americana que operava os postos Texaco antes de vend-los para o Grupo Ultra, detentora da marca Ipiranga. Atualmente opera na extrao e refino no Brasil).

    A dimenso da poluio conflitante, pois segundo a em-presa foram despejados 65 barris por dia (cerca de 10.300 litros). Segundo a Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocom-bustveis (ANP), foram entre 220 a 330 barris por dia. Mas a ONG SkyTruth, especialista em inter-pretao de fotos de satlite com fins ambientais, afirma terem sido despejados mais de 15 mil barris desde o dia 7 de novem-bro, data que a empresa consta-tou o vazamento, embora s te-nha comunicado s autoridades cinco dias depois.

    A empresa que opera a pla-taforma da Chevron no Brasil a Transocean, a mesma que

    operava, no Golfo do Mxico, a plataforma da britnica Bri-tish Petroleum, responsvel pelo pior desastre ambiental norte-americano, em que foram des-pejados 4,9 milhes de barris de petrleo, em 2010. Anlises preliminares constataram erro na operao e descumprimento dos protocolos ambientais apre-sentados ao rgo licenciador, ou seja, no foram cumpridas as autorizaes.

    O acidente da Chevron foi a 1.200 metros de profundidade e levou cerca de vinte dias para ser estancado. A mancha de leo chegou a 2.379km (Cachoeiri-nha tem 42km). No Golfo do Mxico, foram 108 dias. Esta demora decorre da dificuldade de corrigir problemas em poos profundos. No h tecnologia para estancar vazamentos a mais de 2 mil metros e o festejado pr-sal ter at 7 mil metros de pro-fundidade.

    Por fim, constata-se, pelos fatos, que nem o IBAMA, nem a ANP, nem a Polcia Federal possuem condies tcnicas para fiscalizar, identificar e corrigir fa-lhas neste singular ramo de ativi-dade. Toda a operao, controle e remediao so realizados pelas prprias empresas, pois no h estrutura nos rgos estatais ca-paz de sobrepor-se tecnicamen-te s privadas. Com isso, temos atividades de menor potencial contaminantes rigidamente fis-calizadas e outras, com extrema capacidade aniquiladora, cuidan-do de si mesmas. No so dois pesos e duas medidas?

    Maurcio Fernandes da SilvaScio do escritrio Stuart e Fernandes, advogado, professor e consultor em direito ambiental Muito em breve receberemos um dos maiores

    eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo de futebol. Neste sentido, cabe perguntar como est o ingls, espanhol ou qualquer outra lngua estrangeira do brasileiro? A comunicao uma das necessidades bsicas dos 500 mil turistas es-perados para visitar o Brasil e ser necessrio tanto para grandes empresrios como para o atendente de loja. Entretanto, grande parte da populao bra-sileira pouco conhece uma segunda lngua.

    De acordo com pesquisas, o tempo mdio para o aprendizado de um segundo idioma de quatro anos. Se voc ainda no comeou, est mais do que na hora de buscar uma nova lngua. Vale lembrar que dois dos idiomas mais falados sero o ingls, por ser a lngua estrangeira mais popular do pla-neta, e o espanhol, pela proximidade de pases do continente que tm essa lngua como materna.

    Cabe ressaltar que para cada situao preciso um nvel diferente de aprendizado. O atendente da padaria tem diferentes necessidades de um advoga-do, por exemplo. Para o primeiro, uma comunica-o bsica para atendimento adequada. Para o se-gundo, necessrio um conhecimento para redigir contratos, documentos, etc.

    Muito embora a Copa do Mundo seja um even-to que durar um ms, o conhecimento de uma nova lngua algo que permanecer na vida de quem aprendeu, seja para viagens, lazer ou mercado de trabalho. Apesar da demora para o aprendizado, melhor comear hoje do que deixar para amanh. Alis, amanh pode j ser tarde.

    Douglas Santos de ArrudaYzigi Cachoeirinha

    A Copa est chegando. como est sua segunda lngua?

  • Dezembro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br34

    Um site na internet no mais um luxo para poucos, e sim uma regra geral para em-presas que querem sobreviver em um mer-cado cada vez mais agressivo e um mundo globalizado.

    O Brasil o Pas que apresenta maior crescimento, atualmente, de usurios da in-ternet. Relativamente, este crescimento maior at mesmo que o dos Estados Uni-dos. Com o aumento da interatividade, se-gurana e velocidade, aliado reduo dos preos cobrados pelo acesso rede, a inter-net deixou de ser um mero instrumento de pesquisa para se tornar uma ferramenta de marketing e vendas muito poderosa.

    Ter uma pgina na internet possibili-ta comunicao junto ao seu cliente sobre os seus produtos e servios, apresentando seus diferenciais. Mas no basta ter um de-sign legal e esperar que os clientes caiam do cu. Pelo contrrio, ter um site apenas o primeiro passo para a empresa que est in-gressando no mundo virtual, o comeo de muito trabalho para que essa ferramenta seja utilizada de forma inteligente, que possa corresponder positivamente ao tempo e di-nheiro investidos.

    No mais possvel pedir a qualquer pessoa para fazer o site do seu negcio. Um site a imagem de sua empresa na internet e deve transmitir todos os valores, perfis e servios do empreendimento.

    Cerca de 95% das empresas que atual-mente esto na internet no obtm o suces-so esperado. Por qu? Simples: quem o pro-duziu no pensou no pblico-alvo do site, pensou apenas no design da pgina.

    Acreditando nisso, a agncia TRCOM. decidiu inovar a sua imagem no mundo vir-tual. Com o auxlio da Royal Design Estra-tgico, a agncia ir inaugurar seu novo site em dezembro. A nova pgina conta com um design mais moderno, que integra as redes sociais e tambm as notcias das duas revis-tas, Matria Prima e Matria de Sade.

    Entretanto, antes de comear a desen-volver um projeto web, necessrio saber o que seus clientes querem quando entram em seu site, necessrio satisfaz-los, cativ-los para que se sintam seguros em relao a sua empresa, e percebam os valores que a des-tacam no mercado. Para entender melhor sobre como criar um site e a importncia desta ferramenta no mundo dos negcios, a Revista Matria Prima conversou com

    Site: a imagem da empresa no mundo virtual

    Marcel Karling, da Royal Design Estratgi-co, que tirou algumas dvidas sobre o assun-to, confira abaixo:

    Qual a importncia e como manter um site ativo?

    Um site que esteja sendo constantemen-te atualizado demonstra que a empresa ou organizao est atuante e preocupada em mostrar suas novidades, acontecimentos, produtos e servios. A atualizao constante do site faz com que seus visitantes retornem a ele, podendo gerar mais interao e neg-cios.

    Uma boa maneira de manter o site em dia com a criao de uma pauta, onde consta o que pode ser dito, data, hora e a mdia envolvida (fotografia, vdeo ou som). Alm da pauta, o site deve ter um CMS, ou sistema de gerenciamento de contedo, com facilidades como data para publicao de contedo. Para o site da TRCOM., utiliza-mos a pauta citada, assim como o gerencia-dor de contedo que mais cresce no mundo, o Wordpress, tornando este trabalho mais fcil e simples.

    Como deixar o site visvel para ferra-mentas de busca?

    O mecanismo de busca lder no mundo hoje o Google, com cerca de 95% das pre-ferncias de busca. Ele trabalha de maneira bem assertiva, indicando os sites que mais se adequam ao termo da pesquisa. Tanto que existe a expresso: para o Google, o conte-do o rei, ou seja, se o seu site tem o con-

    tedo buscado, ele ser encontrado. Alm de ter uma atualizao de contedo constante (pois melhora seu ranking nas buscas), cada pgina deve conter descrio e palavras-chave (ou tags) sobre o assunto da pgina, para que os bots dos buscadores realizem a indexao do contedo. O nome do termo utilizado para melhor posicionar um site nas buscas otimizao de busca e existe uma vasta gama de dicas de como fazer isso, po-rm no acredite em milagres como seu site em primeiro lugar no Google. Para exem-plificarmos, no projeto do site da TRCOM. criamos o Blog da TRCOM. que ter atu-alizaes constantes, de todos os assuntos envolvendo a agncia e at mesmo curio-sidades, pois, tratando-se de blog, pode-se abrir muitas possibilidades.

    Outra maneira de fazer o site estar pre-sente nas primeiras posies buscadas so campanhas publicitrias digitais do progra-ma Google Adwords, onde podem ser cria-dos anncios de acordo com os termos de pesquisa, pagando-se um valor por palavra-chave clicada.

    Qual a importncia das redes sociais? Como integr-las ao site?

    As pessoas usavam a internet antes das redes sociais para buscar produtos, servios e contedo em geral. Hoje o foco est em buscar pessoas, social e profissionalmente. Facebook e Twitter crescem tanto nas bus-cas que disputam lugar com o Google, por isso ignorar as redes sociais hoje, seja qual for o ramo de sua empresa ou organizao, um erro de comunicao, pois limita sua abrangncia na web, ainda mais se tratando de Brasil, que um dos lderes de permann-cia em redes sociais. Cada rede social dispe de uma documentao prpria para realizar a integrao, mas o principal prestar ser-vio aos visitantes do site, no sendo mera-mente ilustrativa ou por que tem que ser. Dependendo do caso, um boto curtir mais prejudica do que ajuda. Utilizar o bom senso o melhor caminho sempre.

    No projeto da TRCOM., alm do site ser acessvel de qualquer dispositivo (como smartphones ou tablets) ele ter uma grande integrao com o Facebook e Twitter, prin-cipalmente no blog, tornando-se fcil espa-lhar o contedo publicado.

    O site da TRCOM. o www.trcomuni-cacao.com.

    Divulgao

    A internet hoje uma ferramenta de marketing poderosa

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