Matria Prima - 22 edio

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Outubro de 2011

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  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 1

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br22

    ndi

    ce

    A Ulbra Gravata completa 20 anos reafirmando seu papel de destaque na formao educacional de milhares de pessoas, aumentando sua insero comunitria e com garra para continuar fomentando a educao. Confira a entrevista com o Diretor Geral da Ulbra Gravata, Orlando Mrio Konrad, sobre esta histria e o novo momento da instituio.

    20 anos formando pessoas

    8 e 9

    Outubro - 2011 - Ano IV - 22a EdioCirculao: 5000 Exemplares

    Jornalista Responsvel: Roselaine Vinciprova (MTB 11043)

    Verso online: www.revistamateriaprima.com.br

    Fontes: Fiergs, Fecomrcio, Federasul, Sebrae RS, Portal da Qualidade, Setcergs, Zero Hora, Receita Federal do Brasil, Valor Econmico, Jornal do Comrcio, O Estado de So Paulo, Gazeta Mercantil, InfoMoney e Administradores.

    * Os artigos assinados no refletem, necessariamente, a opinio da revista Matria Prima e so de inteira responsabilidade dos autores.

    Contatos:Coordenao: - Roselaine Vinciprova - roselaine@trcomunicacao.com- Tadeu Battezini - tadeu@trcomunicacao.com

    Geral: 51 3041.2333 | redacao@revistamateriaprima.com.br

    Comercial: Tadeu Battezini - tadeu@trcomunicacao.com

    Colaborao: Camila Schfer (MTB 15120) - camila@trcomunicacao.comKamyla Jardim - redacao@trcomunicacao.comFernando Junges - criacao@trcomunicacao.comFelipe Dias - criacao2@trcomunicacao.com

    Av. Flores da Cunha, 1050 / 604Centro - Cachoeirinha / RS51 3041.2333 Matria Prima uma publicao bimestral da TRCOM. Todos os direitos reservados.

    EXPEDIENTE

    Idosos: o novo pblico consumidor ......................................................... 05

    Cachoeirinha funda no dia 31 seu Banco de Alimentos ..................... 07

    Marcas & Lderes 2011 premia os mais lembrados de Gravata ........ 12

    As vantagens e desvantagens do home office ................................... 16

    Mercopar completa 20 anos .................................................................. 18

    Amor e negcios: uma unio que pode dar certo .............................. 21

    Darwinismo empresarial: adaptao para o desenvolvimento .............. 24

    Quando abrir uma nova unidade? ......................................................... 26

    Estresse no ambiente de trabalho: como evitar? ................................ 27

    A importncia de agregar valor marca ........................................... 34

    MATRIA DE CAPA

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 3

    O Programa Esfera Azul, da Univer-sidade Luterana do Brasil (Ulbra), realiza-r nos dias 22 e 23 de outubro o 5 En-contro de Educao e Gesto Ambiental (5 EEGA). O evento voltado aos pro-fissionais da educao, pesquisadores, es-tudantes de graduao e ps-graduao, ambientalistas, secretrios municipais de Meio Ambiente e gestores em Meio Am-biente e acontecer no Espao Cultural Cine Casa de Pedra (Centro) em Canela.

    As discusses sero em torno do tema Os instrumentos em Educao e Gesto Ambiental nos desafios do desen-volvimento urbano socioambiental sus-tentvel. O evento, ao longo dos anos, tem aproximado os docentes e alunos do ensino superior, de ps-graduao e da educao bsica, bem como represen-tantes dos demais setores da sociedade, oportunizando um frum permanente de discusses e relatos de experincia

    entre os participantes. Com essa articu-lao, busca aprimorar a formao inicial e continuada dos estudantes e dos pro-fissionais preocupados com as questes socioambientais.

    A novidade deste ano o envio de trabalhos tcnicos, cientficos e outras modalidades em pster. Maiores infor-maes nos sites www.ulbra.br/esferaa-zul ou www.wix.com/meioambienteea/eega.

    5 Encontro de Educao e

    Gesto AmbientalEvento acontece no

    Espao Cultural Cine Casa de Pedra, em Canela

    Divulgao Vou Pra Serra

    www.wciconsultoria.com.brFone: (51) 3470.6000

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br44

    edit

    oria

    l / m

    ensa

    gens

    Envie sua sugesto ou mensagem para ns! redacao@revistamateriaprima.com.br

    Conheci a revista Matria Prima pela minha filha, de 11 anos, que achou uma matria muito interessante enquanto me aguardava no consultrio: 8 segredos - venda e encante seus clientes. Aps ler a ma-tria no acreditei que a revis-ta pertence a uma empresa de publicidade e propaganda de Cachoeirinha. A revista tem matrias excelentes, de tima qualidade e de primeiro mun-do. Sou proprietria da loja Sempre Modas e estou mui-to orgulhosa por estarem em Cachoeirinha. Denise SandraMorschbacher

    MENSAGEMA palavra da vez MuDANASe tivssemos que eleger uma pala-

    vra para sintetizar os novos tempos tal-vez ela fosse mudana. Nunca fomos to colocados prova sobre tantas coisas. Temos que rever a forma como planejamos as aes, os conceitos mu-dam, passamos meses trabalhando para criar uma viso e uma misso, mas hoje elas j no so to importantes.

    Acreditvamos que para manter clientes era importante manter um re-lacionamento direto, pessoalmente ou por telefone, mas hoje todos pedem apenas para enviar um e-mail ou se eles forem antenados, podem pedir para voc curtir uma pgina no Fa-cebook. Implantamos sistemas que se tornam obsoletos em pouco tempo.

    Uma empresa pode levar 5 ou 10 anos para conquistar sua hegemonia de

    mercado, mas por outro lado, jovens esto conquistando riqueza em poucos dias com ideias geniais na internet.

    A mudana faz parte do dia a dia. Talvez a diferena entre aquelas em-presas que continuam e as que param esteja em no brigar com o novo. Aceitar que hoje no mais possvel comprar uma mquina para durar 10 anos. A tecnologia evolui. Quan-do voc, empreendedor, ler notcias sobre as mudanas do mercado, no pense que elas no chegaro at aqui. Pense no que voc pode se beneficiar com elas. Nesta edio da revista Matria Prima selecionamos vrios temas sobre como voc pode trans-formar a sua empresa.

    Boa leitura e at dezembro!

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 5

    Segundo estimativas das Naes Unidas, o nmero de pessoas com 65 anos ou mais dever triplicar em todo o mundo, de 523 milhes no ano passado para cerca de 1,5 bilho at 2050. Isso re-presenta que, em breve, as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos vo superar pela primeira vez o nmero de crianas com menos de cinco anos.

    No Brasil, de acordo com uma pes-quisa divulgada pelo Instituto de Pesqui-sa Econmica Aplicada (Ipea), o nmero de pessoas com mais de 50 anos promete superar os indivduos de at 30 anos, em 2040.

    Um estudo feito pela Enfoque Pes-quisa apontou a existncia de um mer-cado consumidor muito pouco explo-rado pelo marketing: o dos idosos. Isso ocorre porque as empresas esto com os olhos voltados para os jovens, criando produtos e se comunicando prioritaria-mente com essa populao.

    De acordo com o estudo, existe um tipo de pessoa da terceira idade classifi-cado como celebrator. Ao invs de vi-verem o cansao de uma longa vida ou de no aceitarem a idade que possuem, as pessoas desse grupo descobriram que ainda tm muito o que viver. Alguns h-bitos que os pesquisados com mais de 55 anos valorizam, por exemplo, so a prtica de exerccios fsicos, a busca por uma alimentao saudvel e equilibrada, e ainda o uso constante de cosmticos e perfumes.

    Diante desses dados, fundamental que as empresas se preparem para lidar com os novos consumidores, o que neste caso no similar a novas geraes. Entre-tanto, como desenvolver uma relao pr-xima e fiel com os clientes mais velhos?

    Antes de tudo, importante que as empresas respeitem o pblico idoso, entendam e, sobretudo, compreendam as necessidades das pessoas da terceira

    idade para, assim, desenvolver produtos e servios que atendam a essa demanda especfica.

    Campanhas direcionadas e servios que vo ao encontro direto deste consu-midor tendem a ser eficazes. Mas antes de colocar no mercado um servio que voc e sua equipe acreditam ser eficazes com os clientes idosos, pesquise de for-ma aprofundada os vrios perfis de con-sumidores dessa faixa etria e inove no atendimento.

    Para as empresas que querem trilhar o caminho do sucesso, imprescindvel no fechar os olhos para os chamados pblicos segmentados, sejam eles jovens ou idosos. Por isso elas precisam desen-volver aes direcionadas, novos produ-tos e servios de acordo com as neces-sidades dos distintos consumidores que esto no mercado. Alm disso, as empre-sas tm que criar estratgias e inovar no atendimento personalizado.

    Idosos: o novo pblico consumidor

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br66

    esta

    do

    O 21 Seminrio Nacional de Parques Tecnolgicos e Incubadoras de Empre-sas, em conjunto com o 19 Workshop Anprotec, ser realizado de 24 a 28 de outubro no Centro de Eventos da PUC-RS. Promovido pelo Sebrae e pela Asso-ciao Nacional das Entidades Promo-toras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Tecnopuc e a Rede Gacha de Incubadoras de Em-presas e Parques Tecnolgicos (Reginp), o evento tem como tema a Nova Compe-

    titividade dos Territrios. O tema para este ano foi escolhido

    em funo da oportunidade de alinhar as expectativas das empresas s demandas do desenvolvimento nacional e mundial. O seminrio trar assuntos importantes na pauta de debates, entre eles, os empre-endimentos localizados em habitats de inovao, que podem ser um diferencial competitivo para o pas. A expectativa dos organizadores reunir mais de mil pessoas durante os cinco dias do evento.

    Nova Competitividade dos Territrios tema de seminrio

    Porto Alegre vai informatizar o seu sistema de arrecadao com a Nota Fiscal Eletrnica. O documento fiscal digital vai substituir todos os papis antes utilizados. O Imposto Sobre Servio de Qualquer Natureza (ISSQN) ser totalmente auto-matizado. A nota ser gerada e armazenada eletronicamente atravs de soluo dispo-nibilizada pela prefeitura. A cidade de Belo Horizonte (MG) emprestar seu know-how a Porto Alegre para a implantao do sistema da NF-e, alm da Declarao Eletrnica de Servios de Instituies Financeiras (DES- IF).

    O programa mineiro referncia no Brasil por estar de acordo com o padro homologado pela Associao Brasileira das Secretarias de Finanas das Capitais (Abrasfe). A previso que a nova nota fis-cal entre em funcionamento no prazo de seis a oito meses.

    Alm disso, j foram realizadas atua-

    lizaes da base tecnolgica da Secretaria Municipal da Fazenda, que se iniciaram com a contratao do Sistema Integrado de Administrao Tributria (SIAT), evo-luindo para o aerolevantamento (mtodo de produo de mapas digitais a partir de fotos areas obtidas com avio) que ser finalizada com a NF-e.

    A contratao do Sistema Integrado de Administrao Tributria (SIAT) integrar os 15 sistemas hoje utilizados para acessar os dados referentes aos impostos munici-pais.

    A prefeitura de Porto Alegre vai inves-tir de R$ 4 milhes a R$ 5 milhes para informatizar a base tecnolgica da nova nota fiscal. Em contrapartida, o incremen-to na arrecadao pode aumentar em torno de 15% a 20%. O oramento municipal determina que 25% sejam investidos com despesas na educao, 15% com sade e o saldo vai para as despesas correntes.

    Sistema de arrecadao ser informatizado em Porto Alegre

    As organizaes gachas tm disposio uma ferramenta estrat-gica que qualifica a gesto de ativi-dades e negcios. Para isso, basta se inscrever na 18 edio do Sistema de Avaliao da Gesto (SAG) do Programa Gacho da Qualidade e Produtividade (PGQP). J esto abertas as inscries para o ciclo da autoavaliao. O cadastro pode ser feito at 4 de novembro atravs do site www.portalqualidade.com/pgqp.

    O SAG, formulado com base nos critrios de excelncia da Funda-o Nacional da Qualidade (FNQ), fundamental para que se tenha um diagnstico preciso sobre os mto-dos de gesto, alm de proporcionar a otimizao de processos. A anli-se sistmica pode ser realizada por qualquer tipo de organizao, entre todos os portes e segmentos, sen-do necessrio apenas ter adeso ao PGQP.

    Entre os benefcios est a ob-teno de uma avaliao do siste-ma gerencial e do desempenho em relao s prticas adotadas por entidades ou empresas reconhe-cidas pelas melhores performan-ces nestes quesitos. Alm disso, o diagnstico fornece bases para que os participantes possam pla-nejar aes de melhoria contnua, com a utilizao do Modelo de Excelncia em Gesto (MEG) em seus oito critrios.

    ORGANIZAES PODEM FORTALECER SEu PROCESSO DE GESTO

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 7

    Ser fundado oficialmente no dia 31 de outubro o Banco de Alimentos de Cachoeirinha. Lideranas de todos os segmentos esto envolvidas direta-mente neste projeto para destinar ali-mentos para instituies carentes da cidade. A iniciativa segue os moldes do Banco de Alimentos de Porto Alegre, fundado em 2000, sendo uma Organiza-o da Sociedade Civil de Interesse Pbli-co (OSCIP) sem fins lucrativos. A fome e o desperdcio de alimentos so uma grave realidade. O Banco de Alimentos inte-rage como um gerenciador de arreca-dao, recepo e distribuio de doaes para entidades assistenciais cadastradas.

    Todos os Bancos utilizam a mesma metodologia oferecida pela Rede de Ban-cos de Alimentos e funcionam de forma padronizada. Os alimentos doados so coletados nos locais e dias indicados pelos doadores. Em seguida, as doaes so ar-

    mazenadas na central de arrecadaes, um depsito prprio do Banco de Alimentos. Neste local, as nutricionistas analisam e determinam quais os tipos de alimentos necessrios para as instituies, conforme as quantidades e valores nutricionais ideais para suprir suas necessidades. Posterior-mente ocorre a distribuio qualificada dos alimentos, entregues gratuitamente s instituies assistenciais previamente cadastradas no Banco de Gesto e Susten-tabilidade.

    Em Cachoeirinha, a iniciativa j conta com o apoio de diversas empresas e enti-

    dades que vo possibilitar o incio do trabalho. O lanamento acontece no dia 31 de outubro, s 18h30min, no Centro das Indstrias de Cachoeirinha.

    O que um Banco de AlimentosA iniciativa do Banco de Alimentos

    representa o combate desnutrio e obesidade, gerando mais sade, bem-estar, menor evaso e melhor assimilao na escola, diminuio da violncia, maior incluso social, mais respeito, mais digni-dade, mais cidadania para o povo. Ao cola-borar com o Banco de Alimentos, voc ou sua empresa ganha o mais importante: a certeza de estar ajudando quem realmen-te precisa. Atravs desta demonstrao de responsabilidade social e de cidadania empresarial, ganha tambm o reconheci-mento dos fornecedores, da comunidade, dos funcionrios, dos clientes e de toda a sociedade.

    Cachoeirinha funda no dia 31 seu Banco de Alimentos

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br88

    entr

    evis

    ta

    20 anos formando pessoas

    A histria da Ulbra essencialmente comunitria. Como isso se caracteriza neste aniversrio de 20 anos do campus na cidade?

    A presena da Ulbra Gravata surgiu na dcada de 80, depois de uma mobilizao comunitria para que a cidade pudesse ter ensino superior. A universidade foi insta-lada oficialmente em maro de 1991 com 60 alunos no curso de administrao. Este vis comunitrio sempre foi muito presen-te. Estamos muito prximos da comunida-de, seja pelo nosso papel ou pela presena dos alunos e egressos, que levam o nome da universidade onde quer que estejam. Hoje contamos com 4 mil estudantes e 15 cursos de graduao, alm dos cursos na modalidade distncia. Nesses 20 anos, a Ulbra Gravata se tornou referncia na obteno de resultados atravs da infor-mao, pesquisa e tecnologia. Conquistou diversos prmios ao longo dos anos, dentre

    os quais Top Cidadania, Top Ser Humano e Certificao da Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O campus vem alicerando esses valores para o desenvolvimento do Vale do Gravata e regio metropolitana, voltando-se para o crescimento da cidada-nia, a solidariedade crist e a histria socio-cultural do pas.

    Como a universidade consegue convi-ver com as mudanas tecnolgicas e ser atrativa num cenrio to globaliza-do?

    O tempo das pessoas est cada vez mais curto. Temos que estar atentos s mudanas tecnolgicas sem perder as pe-culiaridades de um centro acadmico. A Ulbra foi uma das pioneiras em propor-cionar aulas virtuais. Esse um caminho sem volta, mas nem por isso as coisas se tornam mais fceis. Muitos alunos desistem

    porque acham que fcil. A pessoa precisa gerir seu prprio tempo e ter disciplina. De uma forma geral, os alunos que encaram o curso distancia tm melhor desempenho em concursos, porque eles precisam ter uma rotina de estudos. Por outro lado, a universidade proporciona um ambiente de convivncia nico. O ensino superior cres-ceu muito nos ltimos 15 anos. Hoje temos pessoas de todas as idades. a oxigenao da vida. No existe tecnologia que substitua isso. O papel da universidade conciliar as diferenas. Lidar com pessoas diferente do que lidar com uma mquina. So pes-soas de 20 anos convivendo e trabalhando em equipe com uma de 70. O mundo vir-tual no consegue captar essa realidade dos ensinamentos da vida.

    A Ulbra enfrentou nos ltimos tempos uma crise financeira que surpreendeu toda a sociedade e mobilizou muitas

    entrevista | Orlando Mrio Konrad

    A Ulbra Gravata completa 20 anos reafirmando seu papel de destaque na formao educacional de milhares de pessoas, aumentando sua insero comunitria e com garra para continuar fomentando a educao. Confira a entrevista com o Diretor Geral da Ulbra Gravata, Orlando Mrio Konrad, sobre esta histria e o novo momento da instituio.

    Ateli FM

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 99entrevistaforas. Como a universidade est dan-do a volta por cima?

    Vivemos hoje uma fase de reestrutu-rao. H dois anos estvamos navegando sem saber para onde, mas agora j conse-guimos saber o nosso rumo. Nos ltimos tempos muitos problemas vieram tona. O grande foco hoje colocar a universida-de nos trilhos. Nos ltimos dois anos, com muito arrocho, vontade e uma gesto sria, j conseguimos entrar no azul. O grande segredo dessa retomada foi focar na educa-o. nisso que vamos trabalhar e colocar nossas energias.

    J est na mesa do governo uma pro-posta para a universidade deixar de ser filantrpica e se tornar uma Sociedade Annima (SA). A filosofia da instituio continua a mesma, mas vamos nos base-ar numa viso empresarial onde preciso buscar recursos e ser saudvel financeira-mente, alm de termos uma gesto pro-fissionalizada. A proposta est pronta e aguarda a assinatura final. Ela totalmen-te vivel. Nesta caminhada conquistamos apoio da sociedade e do meio poltico. Esse talvez tenha sido um dos pontos positivos neste cenrio, porque notamos uma grande fora nos nossos colaborado-res, funcionrios e comunidade. No Brasil, somos mais de 130 mil alunos. Uma m-quina gigantesca.

    Qual o impacto social de uma univer-sidade?

    Se formos contabilizar todas as pesso-as que passaram por aqui, mesmo as que no concluram seu curso, o impacto social disso muito profundo. Porque so pesso-as que aprenderam e deixaram, de alguma forma, sua marca por aqui. Temos alunos de todo o entorno da regio metropolitana. Muitas pessoas que tm um papel de des-taque, hoje, na sociedade, so oriundos da Ulbra. Isso cria um vnculo muito grande. A mudana de um aluno quando ele entra e sai graduado enorme. O investimento na educao ningum tira. So como novos links. A educao capaz de transformar o ser humano e a sua comunidade. Alm disso, temos uma mudana no entorno do campus. A cidade ao nosso redor mudou e possibilitamos uma transformao social. uma grande cadeia.

    Quais os projetos futuros do campus Gravata?

    Nos prximos anos vamos implantar quatro cursos novos, resultado de uma pesquisa de mercado onde estudamos a

    vocao do municpio e da regio. Vamos oferecer o que o mercado precisa para ca-pacitao de mo-de-obra. Os cursos so Gesto da Produo Industrial, Gesto de Tecnologia da Informao, Gesto da Qua-lidade e Biologia (Bacharelado). O nosso desafio continuar mantendo a qualidade e sendo reconhecidos como universidade. Somos uma instituio jovem ainda, mes-mo assim ficamos entre as seis melhores universidades privadas do pas, segundo avaliao do MEC.

    Existem vrios projetos de responsa-bilidade socioambiental desenvolvidos pela universidade. Fale um pouco de-les.

    A Ulbra tem bem presente a questo da responsabilidade junto sociedade. Cada unidade responsvel por desenvol-ver as suas atividades. Aqui em Gravata temos belos exemplos de projetos exten-sionistas. o caso do Programa Esfera Azul, que nasceu aqui e hoje levado para todo o mundo. Ele prope transforma-es sociais, conservao ambiental e o desenvolvimento sustentvel a partir de princpios ticos e comunitrios que em-basam as aes no campo cientfico e tec-nolgico. Outro projeto muito interessan-te o Reciclo leo, sobre a importncia do reaproveitamento do leo de cozinha, que pode ser transformado em novos pro-dutos, como detergente lquido e sabo em barra. O Bandeira Verde outro pro-grama que est ensinando natao para jovens carentes com o objetivo de evitar os afogamentos. So diversos exemplos que levam at a comunidade um servio diferenciado e qualificado.

    Ateli FM

    PROJETOS EXTENSIONISTAS:

    BIOlOGIA: Laboratrio de Identificao Humana Servio de Investigao de Pater-nidade Reciclo leoDIREITO: Sol Nascente Criana Cidad Servio Jurdico de Assistncia s Vtimas de Violncia NAVIV Programa Direito Cidadania Amor Compartilhado Mediao Projeto Albergado Projeto Pensare (Observatrio Jurdico)lETRAS: A Comunidade dentro da Univer-sidadelETRAS ESPANHOl: Espanhol para todosMATEMTICA: Projeto Esfera Azul Laboratrio de Psicopedagogia e InclusoPEDAGOGIA: Brinquedoteca: Espao Ldico / CientficoEDUCAO NAS ORGANI-ZAES: Incluso nas Organizaes: uma questo de educao e aprendiza-gem para todosSERVIO SOCIAl: Universidade AbertaENFERMAGEM: Projeto Florescer Projeto Teraputico Individualizado Capacitao de Profissionais da Ateno Bsica Preveno ao Suicdio Ncleo Multidisciplinar de Aten-o s Pessoas Idosas no Processo de EnvelhecimentoEDUCAO FSICA: Bandeira Verde Salvando Vidas Escolinhas Esportivas Grupo de Recreao Equipes Universitrias Recreio Ativo Treeking EscolarADMINISTRAO: Formao Pessoal e Profissional

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br10

    Prof. Saul SastreDiretor de Transportes Rodovirios - DAER/RSwww.saulsastre.com.brsaulsastre@terra.com.br

    10

    regi

    o DESENVOLVIMENTO

    Ainda lembro das crises de vale a pena. Fundei e administrei uma in-dstria grfica durante 11 anos. Era de pequeno porte, sempre torcendo para ser micro. Logo de incio cheguei concluso que com a poltica econ-mica brasileira no valia a pena crescer muito. Alis, hoje ainda, para ganhar dinheiro devemos ser pequenos ou en-to gigantes. No sobra espao para o meio termo. Quando cresci um pouco, me desesperei e descobri que era muito pequeno para concorrer com as gran-des e muito grande para concorrer com as grficas pequenas. Triste concluso: ser que vale a pena?.

    O ser que vale a pena acompa-nha a vida toda de um empreendedor, principalmente quando o mercado co-mea a dar sinais de desestabilidade e mais desesperador ainda quando en-frentamos crises de inadimplncia, com pessoal, de falta de matria-prima, de venda e todas as crises que nos reme-tem ao chavo que um empreendedor mata um leo por dia. Se pensarmos no mercado financeiro como parmetro de rentabilidade, ento o vale a pena fica mais estarrecedor, pois muitas vezes chegamos concluso que se aplicsse-mos o dinheiro que temos investido em imobilizado, ganharamos muito mais nossos pr-labores.

    Mas enquanto um empreendedor estiver pensando no ser que vale a pena e continuar insistindo, tudo anda bem. O problema quando perde a vontade e no v mais perspectivas de sucesso e a busca em outros negcios novas oportunidades. Tudo prova que o ser que vale a pena sempre existir. Talvez sejamos seres eternamente insatis-feitos, pois quando se est de um lado, pensa-se que est perdendo tempo e quando se est do outro, o sentimento o mesmo. Ser que vale a pena?.

    A concluso que se chega que en-quanto a empresa estiver atendendo as expectativas propostas pelo gestor, vale a pena, caso contrrio, est na hora de repensar novos caminhos. Ser que vale a pena?

    Ser quevale a pena?

    Em setembro, a Cmara de Vere-adores de Gravata fez uma homena-gem pelas duas dcadas da Universi-dade Luterana do Brasil em Gravata. Atividades dedicadas ao ensino e educao que j formaram mais de cinco mil alunos e continuam enri-quecendo o conhecimento de outros tantos. Professores, estudantes, dire-tores e demais colaboradores partici-param da celebrao no Plenrio do Legislativo.

    O vereador Levi Melo ressaltou a importncia da instituio para o mu-nicpio de Gravata e que a maioria dos profissionais que compem o seu gabinete so oriundos ou fazem parte do corpo docente da universidade.

    Em seguida, o diretor geral da Ul-bra Gravata, Orlando Mario Konrad, recebeu das mos do vereador Levi uma placa em acrlico alusiva aos 20 anos da universidade no municpio.

    As homenagens se sucederam na fala de Rose Freitas, da 28 Coordena-doria de Educao e da Secretria da Educao, rsula Jaeger, que esteve representando a prefeita Rita Sanco. Ambas destacaram o papel da Ulbra para a educao e o desenvolvimento da comunidade gravataiense. Opinio que tambm fez eco na voz do pre-sidente Nadir Rocha, ao comentar a importncia da Universidade Lutera-na do Brasil para a regio do Vale do Gravata.

    ulbra de Gravata homenageada pela Cmara de Vereadores

    Aps 31 anos de atuao no grupo British American Tobacco (BAT), dos quais 13 em empresas do Grupo BAT no exterior, Dante Letti anunciou recentemente sua aposentadoria, a partir de 1 de janeiro de 2012, quando comple-tar quatro anos na presidncia da Souza Cruz. Segundo Letti, a deci-so foi bem pensada e estritamente pessoal.

    Executivo importante da multi-nacional inglesa, pautado pela atua-o forte e pragmtica, Dante Letti passou por vrias unidades do grupo BAT ao redor do mundo, entre elas Inglaterra, Ucrnia, Nova Zelndia, Argentina, Austrlia e Brasil.

    Andrea Martini, atual General Manager da BAT Mxico, assumir a presidncia da Souza Cruz a partir de 1 de janeiro de 2012. O primeiro cargo de Andrea no Grupo BAT foi como General Manager na Colmbia. Em 2007, tornou-se General Manager na BAT Mxico, onde liderou a recu-perao da companhia, aps um lon-

    go perodo de perda de participao de mercado.

    Compromisso com o meio am-biente

    Recentemente, a Souza Cruz, a Afubra e o SindiTabaco assinaram acordos de cooperao com o Ibama e o Ministrio do Meio Ambiente. O foco do compromisso, que indito, a preservao ambiental da Mata Atlntica, incluindo responsabilida-des quanto ao envolvimento, cons-cientizao e construo de parcerias com instituies, visando a erradica-o total do desmatamento em todas as etapas da cadeia produtiva do ta-baco.

    As aes previstas buscam con-tribuir para o desenvolvimento sus-tentvel do setor de tabaco e a pre-servao da Mata Atlntica por meio do monitoramento remoto de reas, orientao aos produtores para uso de lenha legal, realizao de semin-rios sobre reflorestamento e distri-buio de material informativo.

    Presidente da Souza Cruz anuncia aposentadoria

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 11

    Oniz conquista Selo de Qualidade da Nissin

    regio

    A Oniz Distribuidora foi reconhecida com o selo Dis-tribuidor Qualificado pela multinacional Nissin-Ajinomo-to. O anncio veio durante a XIX Conveno Nacional da Nissin, realizada em Curitiba no ms de agosto.

    O selo reconhece o traba-lho realizado nos ltimos anos nas unidades de Passo Fundo e Cachoeirinha, responsveis pela distribuio dos produ-tos da Nissin no Rio Grande do Sul. Jorcen Simon de Sou-za, farmacutico responsvel pelo setor de Qualidade da empresa, destaca o papel fundamental de todos os fun-cionrios da empresa. Apesar de nosso costume em ganhar premiaes comerciais, este foi um dos primeiros prmios voltado rea da qualidade da empresa. Demonstra que o departamento em si e as aes que a companhia vem desenvolvendo nesta rea esto sendo eficazes e reco-nhecidas pelos fornecedores,

    disse. Para adquirir o selo Dis-

    tribuidor Qualificado pela Nissin-Ajinomoto, a empresa pretendente deve conseguir os cinco selos de qualidade assegurada exigidos pelo programa. So eles: Manejo integrado de pragas, Siste-ma de qualidade, Organiza-o, higiene e limpeza, Boas prticas de armazenagem e Edificaes/instalaes.

    H dois anos a Oniz par-ticipa das auditorias de qua-lidade da Nissin. Em 2010, o primeiro ano em que con-correu aos selos, chegou a levar trs, ficando para 2011 a conquista definitiva do tro-fu e do selo master de qua-lidade.

    A Nissin tem seu processo de produo certificado no Sistema de Gesto de Qua-lidade (NBR ISO 9001), Sis-tema de Gesto Ambiental (NBR ISO 14001) e Sistema de Segurana dos Alimentos (HACCP).

    As empresas buscam cada vez mais solues inovadoras para minimizar seu impacto ambiental e reduzir seus gastos com fontes de energia. Pensando nisso, chega ao mercado do Vale do Gravata o filtro de energia Powerboss, distribudo pela Dypower, com foco na melhoria da qualidade de energia e na proteo dos equipamentos conectados a uma plan-ta eltrica. O filtro proporciona ganhos diretos como reduo de consumo, e indiretos, como diminuio dos custos em manuteno de motores. Ele pode ser instalado em equipamentos eltricos monofsicos, bifsicos ou trifsico. Ou-

    tra vantagem a proteo de sistemas e equipamentos eletroeletrnicos aumen-tando sua vida til e evitando queima de placas de computadores. A instala-o feita paralelamente rede eltrica, desviando para o solo as interferncias indesejveis, chamadas de rudos, que causam enormes prejuzos rede e aos equipamentos, isto tendo em vista que todos os equipamentos foram projetados para trabalhar com energia pura e com frequncia estabilizada. Maiores infor-maes pelo telefone 8479.7802 com Edison ou pelo email edisonfreitas@dy-powerboss.com.br.

    filtro garante bom funcionamento e menor gasto com energia eltrica

    Vantagens do Powerboss: diminuio da queima de lmpa-das e motores; reduo no consumo de energia de, no mnimo, 6% no valor da conta mensal; reduo na parada hora-mquina;

    melhoria na proteo de equipa-mentos eletrnicos (computadores, sistemas de controle, placas de cir-cuito); o equipamento est de acordo com as normas da Aneel.

    SENAC GRAVATA OFERECE CuRSO TCNICO EM SEGuRANA DO TRABALhO

    O Senac Gravata ofere-ce uma nova turma do curso Tcnico em Segurana do Trabalho. Os interessados podem realizar as inscries no perodo de 17 de outu-bro a 27 de fevereiro de 2012, diretamente na Unida-de (Rua Cel Vicente, 45). Se-ro duas turmas, com incio em 15 maro de 2012, pela manh e noite.

    O curso, com carga ho-rria total de 1,2 mil horas, prepara o participante para implementar aes preven-

    tivas de riscos segurana e sade do trabalhador. Essa atuao interfere di-retamente na melhoria das condies do ambiente de trabalho. O profissional de Segurana no Trabalho atua no comrcio e na indstria, em fbricas, construo civil, hospitais, empresas estatais, agroindstrias e mineradoras, entre outros. Mais informaes pelo te-lefone (51) 3488.8860, ou pelo site www.senacrs.com.br/gravatai.

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br12

    Claiton ManfroSecretrio da Cultura de CachoeirinhaDiretor do Cisco Teatroclaiton.manfro@terra.com.br

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    regi

    o uNIVERSO CuLTuRA

    A produo cultural de Cachoeirinha enorme e de alta qualidade. Nossos artistas so srios e de-dicados. Temos polticas pblicas na rea da cultura que atendem esta produo: o FUCCA Fundo da Cultura de Cachoeirinha, o Programa de Descentrali-zao, as Oficinas Populares e Permanentes, o Raps-dia - Festival de Msica Livre, o Concurso Nacional de Literatura Jorge Ribeiro, o Vero Cultural, o Carnaval, Ronda Crioula, a Feira do Livro e o Moto Tch entre outras aes, programas e projetos e, em termos de espaos para expresso artstica, temos a Casa do Lei-te, o Parco, a Biblioteca Pblica Monteiro Lobato e a prpria sede da Secretaria da Cultura. Porm, sempre sentimos falta de uma Casa da Cultura com estrutura adequada para atender os artistas de forma mais dig-na e adequada.

    No ano passado, o Prefeito Vicente Pires adquiriu o prdio histrico do antigo armazm dos Wilkens para transformar na Casa da Cultura de Cachoeirinha e este ano o Deputado Federal Jos Stdile anuncia a libe-rao dos recursos, atravs de emenda parlamentar, para iniciarmos em 2012 as obras no prdio. A Secre-taria da Cultura, junto com uma equipe de arquitetos e engenheiros, j elaborou uma proposta inicial para utilizao do espao. Este pr-projeto ser apresenta-do aos artistas e, a partir das discusses, poder sofrer alterao. Est previsto para o espao: a construo de um teatro, um foyer com cafeteria e livraria, salas para oficinas, para OCA Orquestra de Cachoeirinha, para o Coral Municipal, para a Biblioteca Pblica, alm do administrativo da Secretaria. Em frente Casa, junto ao Rio Gravata, pretende-se construir um largo com pal-co ao ar livre para shows e apresentaes, ou seja, a Casa, alm de ser o espao para mostra da produo artstica da cidade, tambm ser um local de encontro da comunidade e nosso carto postal, pois ser o pri-meiro prdio a ser visto na entrada da cidade.

    De fato a Casa da Cultura j existe, pois o prdio j foi disponibilizado para a Secretaria da Cultura que, dentro da concepo que o determinante para a cul-tura a expresso, no o prdio em si, vem desde o incio do ano realizando atividades naquele espao. L j aconteceu a Conferncia da Cultura, onde foram eleitas as diretrizes da cultura para os prximos dois anos, o II Encontro de Artes Cnicas com apresenta-es, sesses de vdeos, debates e oficinas e est pre-visto para acontecer at o final deste ano o Concerto de Primavera e as apresentaes dos vencedores do FUCCA e das Oficinas Populares. Mas obviamente que a reforma do prdio e a construo de todos os espaos j citados ser uma grande conquista para todos ns, artistas e moradores de Cachoeirinha.

    Por isso, comemoremos e nos preparemos para a grande transformao que nossa cidade ir sofrer nos prximos anos.

    Casa da Cultura de Cachoeirinha

    Representantes das 167 empre-sas indicadas nas 56 categorias do prmio Marcas & Lderes 2011 par-ticiparam do evento de premiao que reuniu 360 pessoas no Salo Adriane Kronhardt Festas & Even-tos. Como ocorre desde a primeira edio, os indicados ao prmio so convidados a participar da premia-o e conhecem as marcas mais lembradas somente no evento.

    A noite foi conduzida pelo cantor e apresentador Neto Fa-gundes que comandou a entrega dos prmios e cantou algumas msicas de seu repertrio.

    O presidente da Acigra e CDL Gravata, Jos Luis Silveira, agra-

    deceu a participao dos empre-srios na premiao e ressaltou a parceria com a Ulbra, que vem desde 2007.

    O vice-Reitor da Ulbra, Val-ter Kuchenbecker e o diretor da Ulbra Gravata, Orlando Konrad, tambm falaram da importncia da pesquisa para a cidade e para as empresas indicadas.

    A pesquisa Marcas & Lderes realizada pelos alunos do curso de Administrao da Ulbra, sob a coordenao da professora Adi Kaercher. Em 2011 foram reali-zadas 1200 entrevistas com a po-pulao de Gravata. Conhea os vencedores:

    Marcas & Lderes 2011 premia os mais lembrados de Gravata

    Academia: Academia Perfil Cafeteria: Mount Caf Corretora de Segu-ros: Schmitz Ferragem: Vila Branca Joalheria, tica e Relojoaria: Fialho loja de Calados: Gaston loja de Mveis e Decorao: Markati Pizzaria: RodapizzaAg. de Turismo: CVC Casas de Madeira Pr-Fabricadas: Pampa Danceteria: W Hall Financeira: BV Jornal: Correio de Gravata loja de Eletro e Ele-trnicos: Colombo loja de Mveis Pla-nejados: Todeschini Plano de Sade: UnimedAlarme, Monitora-mento e Segurana: Alerta Alarmes Clnica Mdica: Solaris Empresa de Trans-porte: Sogil

    Floricultura e Paisa-gismo: Flor de Liz laboratrio de An-lises Clnicas: Faillace loja de Materiais de Construo: Tumelero loja de Perfumes e Cosmticos: O Boticrio Restaurante: RodapizzaAuto Escola: CFC Rumo CertoClinca Odontolgi-ca: Girardi e YmaiEscola de Ens. Fund. e Mdio: Dom FelicianoHotel: InterCitylanchonete,Fastfood e Pastela-ria: Mc Donaldsloja de Moda Femi-nina: Gatus & Gatasloja de Tintas: Caio TintasRevenda de Auto-mveis: Roms CarAuto Peas: MagroClube Social: Paladino Escola de Idiomas: YzigiImobiliria: Pessatolivraria e Papelaria:

    Ivoneloja de Moda Infan-til: PicorruchoMotel: FarolSalo de Beleza: TerezinhaBanco: BradescoConcessionria de Automveis: GravelEscola Tc. e Profis-sionalizante: QIIndstria: GMloja de Art. de Cama, Mesa e Banho: Rainha das Noivasloja de Moda Jo-vem: The SurfOperadora Carto de Crdito: VisaSom Automotivo: CacildoBoliche: ArenaConcessionria de Motos: Grava MotosFarmcia: PanvelInstituio de Ensi-no Superior: Ulbraloja de Artigos Es-portivos: Paquetloja de Moda Mas-culina: TevahPadaria e Confeita-ria: Bia & CiaSupermercado: BIG

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 13

    o planeta cresceu!Rosani Erhart Schlabitz - jornalistaCorrespondente Revista Matria PrimaMunique - Alemanha

    Se na era da modernidade, com a globalizao, internet e os progressos tecnolgicos, j havia uma sensao de que no se acompanhava a evolu-o do mundo, imaginem ago-ra que vivemos em um pero-do considerado ps-moderno. Parece que no existe mais espao pra quem quer iniciar algo. Voc deve partir do princpio que, com 20 anos de idade, voc j deve ter 25 de experincia no ramo de traba-lho que escolheu. Isso, claro, se voc j tiver um nesta idade.

    Caso voc no se inclua neste perfil, o melhor mon-tar sua prpria empresa, o que indicam os especialistas no mercado mundial de tra-balho. Como toda a regra tem sua exceo, o nico ser que est com as portas abertas e conta com grandes investi-mentos no setor industrial a mulher profissional. No setor automotivo europeu foram criadas novas diretri-zes internas que possibilitam colocar em postos diretivos as mulheres. Os empresrios, depois de uma grande pesqui-sa com apoio de consultorias,

    entenderam que as mulheres suavizam o pensamento ver-ticalizado que dominou du-rante muito tempo o sucesso empresarial mundial e que na atualidade no est oferecen-do os mesmos resultados.

    A forma com que os in-dustriais esto olhando para o seu prprio desenvolvimento permite a introduo de no-vidades em seus projetos. Os ndices devedores da Europa esto favorecendo uma rea-valiao na sistematizao do sistema capitalista. As especu-laes em torno dos devedo-res como Grcia, Itlia e Es-panha, que ainda lutam para se manterem na superfcie, acaba influenciado o mercado de aes, anunciando instabi-lidade. Dessa forma, a inquie-tude se instala, abrindo portas para novas decises. Mas de acordo com Markus Wallner, responsvel pela estratgia do Banco do Comrcio, o fato de as aes estarem mais altas ou mais baixas no interfere na tranquilidade que os em-presrio devem ter, pois no esperada nenhuma recesso para a Europa. Alm disso, ele

    finaliza dizendo que a China e o Brasil oferecem uma eco-nomia muito atrativa para os investidores mundiais.

    A sociologia sempre nos ensinou que os movimentos migratrios existem onde se detectam sinais de escolhas entre vida ou morte. Na economia, esta simbologia se encaixa, pois os movimentos financeiros acabam mostran-do sempre novos destinos em nosso Planeta Terra.

    Mas o mundo tambm est crescendo em outras di-rees, pois a companhia a-rea Airbus tem um progns-tico de crescimento at 2030 avaliada em 8% e para este

    projeto est sendo previsto um investimento de US$ 3,5 trilhes. Apesar de a Airbus tambm ser uma vtima da crise atual, ela est sendo sal-va pela sia, que est com-pensando o dficit europeu e da Amrica do Norte. O Oceano Pacfico assumiu uma cota de 34%, enquanto que os europeus e americanos ficaram com apenas 22% da procura deste servio. Outra inovao feita pela Airbus ser a de oferecer uma sala es-pecial para passageiros dentro das aerenonaves de design como a A320 e/ou a B737. O dinheiro no mundo tambm cresceu.

    Os movimentos financeiros acabam mostrando sempre novos destinos em nosso planeta Terra

    Divulgao/MP

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br14

    Torjel reconhecida pela qualidade Schein apoSTa na eSTraTgiae na capaciTao de peSSoaS

    refrijet comemora 20 anosMeTaLrgica SeViK BUSca inoVao

    A Tornearia Torjel foi fun-dada em 1978 por Jos Carlos Schultz e Norberto Roberto Schultz, produzindo peas usinadas para a Metalrgica So Jorge. Esteve inicialmen-te localizada em Porto Alegre, porm, em 1989, j com dois funcionrios, transferiu-se para a atual sede em Cachoeirinha. Em 1997, a Torjel ganhou o prmio de Fornecedor Des-taque da Empresa Dana. Em 2001, foi reestruturado o qua-dro social com a entrada de Marcos Vinicius Posselt Cor-deiro. Aps oito anos, a Torjel foi novamente homenageada como fornecedor destaque no Encontro de Fornecedores Parker. J em 2010, a empre-

    sa foi certificada com o selo de qualidade ISO 9001:2008 pela DQS do Brasil. Atual-mente a Torjel especializada em usinagem CNC de peas pequenas, fornecendo para importantes clientes na rea de movimentao hidrulica. Para maiores informaes acesse o site: www.torjel.com.br.

    A Schein Gesto Em-presarial promove o cresci-mento sustentvel de em-preendimentos atravs da implantao de ferramen-tas estratgicas de Gesto Empresarial, como: Plane-jamento Estratgico, Plano de Negcios, Elaborao de Projetos Inovadores para Captao de Recursos Financeiros, Planejamento de Comunicao, Marke-ting Digital, Treinamento e Capacitao de Pessoas.

    A eficincia garantida por uma equipe de con-sultores com slida for-mao acadmica e perfil marcado pela criatividade,

    viso global e elevado de-sempenho. So profissio-nais comprometidos com a excelncia e focados nas necessidades dos clientes, atentos diversidade dos segmentos de mercado.

    A Schein estar pre-sente na Mercopar 2011, a mais importante Feira de Subcontratao e Inovao Industrial da Amrica Lati-na, que vai ocorrer entre os dias 18 e 21 de outubro, em Caxias do Sul. Os interes-sados em maiores informa-es sobre os servios da Schein podem encontrar o estande da empresa na Rua I N 224D, na Mercopar.

    Criada em 2004 para preencher as lacunas presen-tes do setor metalmecnico, a Metalrgica Sevik, locali-zada em Cachoeirinha, pro-duz uma linha completa de mveis metlicos e suportes para condensadoras e eva-poradoras, buscando sempre a soluo para a necessidade de seus clientes.

    Focada em qualidade, bom atendimento e preos competitivos, a Metalrgica Sevik busca disponibiliza uma linha completa de produtos em materiais de ao, zinca-dos e em inox, sendo todos os produtos confeccionados com chapa perfilada de alto padro, solda MIG ou TIG e pintura eletrosttica a p em polister, produzindo timo acabamento e alta resistncia intemprie.

    Pioneiros na fabricao

    de suportes para conden-sadoras e evaporadoras, a Metalrgica Sevik pretende continuar inovando na rea de refrigerao industrial e domstica, visando sempre o aprimoramento dos produtos para satisfazer cada fez mais seus clientes. Para maiores informaes sobre a empresa acesse o site: www.projetnet.com.br/sevik

    A Refrijet est completan-do 20 anos de atividades no prximo ms de novembro consolidada como uma das maiores empresas do seu seg-mento. Hoje a Refrijet j possui unidades em Porto Alegre/RS, So Paulo/SP e Recife/PE, e ir inaugurar uma nova loja em Fortaleza/CE.

    Especializada na dis-tribuio de peas para ar condicionado automotivo e refrigerao de transportes, a empresa conta com uma linha completa de peas de reposio para veculos na-cionais e importados, equi-pamentos completos da linha de veculos comerciais e de refrigerao de transportes, bem como o fornecimento

    de aparelhos originais de ar condicionado para a linha de tratores da AGCO, tendo como principais alicerces de seu crescimento a inovao constante em seu portf-lio de produtos e novas tecnologias, sempre dispo-nibilizando aos seus clientes o que h de melhor em aten-dimento, qualidade e preos competitivos.

    Divulgao/MP

    Empresa ganhou prmios de melhor fornecedor

    Divulgao/MP

    A empresa pretende continuar inovando na rea de refrigerao

    Divulgao/MP

    Empresa inaugura uma nova loja em Fortaleza/CE

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 15

    Karine Zanardi Faviero OAB/RS 81.074Elisete Feij Advogados Associados

    A prpria diversidade entre esses dois profissionais os une em prol do consumidor final de seus servios o cliente. Nesta senda, mister se faz destacar as respectivas importncias, atribuies e, certamente, diferenas entre esses profissionais. Afinal, at onde vai o trabalho de um e quando entra o trabalho do outro?

    Essa dificuldade se apresenta no apenas para os clientes, mas tambm para os prprios profissionais, que muitas vezes precisam administrar as suas limitaes.

    No entanto, observa-se pelo co-tidiano empresarial que as atividades no so conflitantes, ao contrrio, se complementam. Assim, o advogado no faz o trabalho do contador, em-bora tenha que conhecer um pouco deste e este ltimo precise detectar a necessidade da assessoria jurdica em prol do cliente.

    As empresas, principalmente as mdias e pequenas, atribuem as ati-vidades pertinentes ao setor pessoal exclusivamente aos desvelos do con-tador, acreditando assim que os cui-dados quanto aos aspectos trabalhis-tas esto sendo tomados. Isto ocorre porque os empresrios entendem que no precisam do apoio de profis-sional jurdico, repassando esse nus ao contador.

    Situao em que aflora a limi-tao desses profissionais, cada um com a sua formao. Em outras pala-vras, a especialidade de um delimita a atuao do outro.

    O trabalho em conjunto tem se mostrado o maior desafio de conven-cimento do empresariado, em razo da cultura criada pelos mesmos, de vez que acreditam que o conta-dor poder solucionar as dvidas e problemas encontrados na rotina em-presarial. Enquanto que o advogado somente ser necessrio quando vier a enfrentar uma demanda judicial.

    Enganam-se, ao acreditar que

    somente um desses profissionais ir atender suas necessidades. A viso jurdica deve estar presente a todo tempo dentro de uma empresa, mo-tivo pelo qual necessrio agregar os conhecimentos entre as reas de atuao.

    A contabilidade servio essen-cial nas empresas. No h empresa de sucesso sem que haja um bom contador. Entretanto, esquecem-se, os empresrios, da importncia de um preventivo jurdico agregado ao trabalho prestado por este.

    As possveis perdas decorrentes da no proviso de um passivo judi-cial podem comprometer as finanas da organizao, gerando um contin-genciamento de despesas e afetando negativamente a sade da empresa, fato que pode ser facilmente evitado se a empresa estiver bem assessorada de um setor contbil e jurdico.

    A carga tributria e o contencioso trabalhista vm sendo de grande pre-ocupao dos empresrios, em razo das graves consequncias que decor-rem destas, o que se faz necessrio as cautelas preventivas, jurdicas e cont-beis cabveis, ou seja, ntida situao de extrema relevncia da atuao con-junta entre advogado e contador.

    Assim sendo, o risco de contencio-so judicial e o preventivo no podem ser temidos, mas enfrentados, moni-torados e controlados, configurando-se como uma importante ferramenta de gesto, sendo, pois, o alicerce do trabalho conjunto entre o contador e o advogado.

    Nesse aspecto, deve haver a atu-ao do advogado, como forma de agregar conhecimento a essa consul-toria preventiva, a qual tem sido limi-tadamente realizada pelo contador. Assim, a aliana entre o advogado e contador certamente encontrar uma satisfao plena e uma prestao de servios com segurana e qualidade aos clientes.

    atuao conjunta do advogado e contador

    O municpio de Cachoeirinha est na lista das 19 cidades do Estado pr-selecionadas para receberem equipes durante a Copa de 2014. A informao foi dada pelo Comit Organizador da Copa do Mundo da FIFA.

    Na lista esto os potenciais candidatos a ser-virem como Centro de Treinamento de Selees (CTS) na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Aps anlise sero feitos novos cortes para se chegar primeira lista de potenciais CTS.

    O local selecionado para servir de treinamento para as equipes esportivas o Esporte Clube Cruzei-ro, localizado no Distrito Industrial de Cachoeirinha.

    Vale lembrar que a presena de um local nesta lista no quer dizer que este tenha sido aprovado de-finitivamente pelo Comit Organizador e muito me-nos seja uma garantia de que ser utilizado na Copa do Mundo da FIFA. Estes so os locais que atendem apenas aos requisitos bsicos, como distncia para o aeroporto, capacidade de pouso para grandes aero-naves no aeroporto indicado, distncia para possveis hotis oficiais, entre outros.

    O Comit Organizador tem a obrigao de ofere-cer um nmero mnimo de 64 CTS, mas busca atingir a marca de 90 locais.

    Os representantes das selees nacionais podero conhecer os locais aprovados pelo Comit Organiza-dor nos prximos anos. A escolha definitiva das se-lees s ocorrer aps o sorteio final, previsto para dezembro de 2013. O Comit Organizador e a FIFA no tm nenhuma ingerncia sobre a escolha das federaes nacionais. A FIFA responsvel apenas pelo envio de uma circular para as federaes e con-federaes nacionais informando os detalhes para o processo de seleo e inspees de possveis CTS no Brasil.

    cachoeirinha est inclusa na 2 etapa do diagnstico copa 2014

    Divulgao/MP

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br1616

    recu

    rsos

    hum

    anos

    O home office (ou, no portugus, escri-trio em casa) um sonho acalentado por muitos futuros e atuais empreendedores. Pode ser considerada uma opo atrativa especialmente no incio de uma micro e pequena empresa, pois representa signifi-cativa reduo de custos. Para se ter uma ideia, se todos os estadunidenses com potencial para trabalhar em casa adotas-sem o home office, o governo dos Estados Unidos economizaria cerca de US$ 14 bilhes e as empresas mais de US$ 260 bilhes. Os dados so da pesquisa Un-dress for Success The Naked Truth about Working From Home, que revelou ainda que apenas seis milhes de cidados dos EUA adotam essa modalidade de traba-lho atualmente, mesmo que 33 milhes tenham interesse em trabalhar em casa. Diversos estudos realizados em empresas norte-americanas e europeias, que j im-plementaram o home office, indicaram um aumento da produtividade em valores percentuais significativos.

    Com a globalizao da economia e a terceirizao de servios, a expanso do home office vem se tornando algo notvel, principalmente em reas como publici-dade, computao grfica e consultorias em geral. As micro e pequenas empresas tambm so responsveis por esse cres-cimento. Muitos negcios comeam em casa e o nmero de empresas novas au-menta a cada dia. No entanto, so poucas as que chegam a completar cinco anos, por isso importante esforo, planeja-mento, definio de metas, objetivos e lucros.

    Alm de poderem contar com fun-cionrios, muitas vezes mais criativos e produtivos, as empresas ainda tm como benefcios do home office a econo-mia de infraestrutura e despesas com a locomoo do colaborador. No entanto, essa possibilidade tambm traz riscos, como a perda do contato direto com o trabalhador e menor controle sobre sua produo, alm da perda das relaes hu-manas. Para o profissional, os benefcios incluem a flexibilidade de horrio, maior conforto e maior proximidade com a fa-mlia. Tambm h reduo de tempo de deslocamento e do estresse provocado pelo trnsito. Porm, a disperso provo-cada pelo fato de estar em casa pode ser um dos riscos.

    A sociedade tambm beneficiada com a adoo do home office. A reduo no nmero de viagens realizadas diaria-mente pelos trabalhadores convencionais contribui para a diminuio da poluio e dos congestionamentos nas grandes ci-dades. O home office facilita ainda a descen-tralizao do trabalho e, assim, profissio-nais que residem em reas mais afastadas tm mais oportunidades. A desvantagem, no entanto, que, com a reduo do es-pao das empresas, so prejudicados os setores de construo e aluguel de im-veis, por exemplo. Da mesma forma, o mercado de trabalho se torna mais ins-tvel e vulnervel, uma vez que h pos-sibilidade de recrutar mo-de-obra de diversos locais e mais barata.

    Apesar das vantagens, importante estar atento tambm s questes legais.

    A legislao trabalhista brasileira no detalhada em relao ao home office, apesar de constar em seu texto. Muitos contra-tos de trabalho atuais no citam aspectos relacionados com este regime. Por isso importante procurar um profissional an-tes de implantar o home office.

    DICaS para O TrabalhaDOr: Escolha um espao exclusivo para o trabalho, preferencialmente um cmodo separado do restante da casa; Tenha disponvel um computador, te-lefone e impressora e utilize recursos de comunicao, como mensagens instant-neas e redes sociais; Procure adequar a rotina para o hor-rio comercial e respeite os horrios de alimentao; Nunca esquea os momentos de lazer e reserve o horrio de trabalho e o horrio de descanso; Trabalhar em uma cadeira desconfort-vel ou outro equipamento e moblia que lhe d desconforto pode ser prejudicial para a sade. Procure sempre trabalhar da maneira mais confortvel e funcional possvel.

    DICaS para aS empreSaS: Analisar se a atividade aderente ao modelo home office; Determinar regras e polticas a serem seguidas pela equipe; Preparar o ambiente e garantir a segu-rana das informaes; Utilizar gerenciamento baseado em re-sultados.

    as vantagens e desvantagens do hoMe officeCom a globalizao da economia, a expanso do home office vem se tornando algo notvel, principalmente em reas como publicidade, computao grfica e consultorias em geral

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 17recursos humanos

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    Todos os empresrios desejam que seus funcionrios sejam motivados, pois um profissional com vontade de trabalhar produz melhor e acaba am-pliando os lucros da empresa. Entre-tanto, para o funcionrio se motivar, obrigatrio que a empresa em que ele trabalha o ajude nisso. Vale lembrar que ser um funcionrio motivado no vestir a camiseta no escritrio e no final do expediente ir embora sem dese-jar o retorno no prximo dia.

    Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Fellipelli, dar liberda-de aos funcionrios a chave para ter uma equipe produtiva. O levan-tamento, realizado com 300 profissio-nais, revelou que 58% dos brasileiros necessitam de autonomia no ambiente de trabalho e se sentiriam mais von-tade para trabalhar de maneira inde-pendente.

    Entre os entrevistados, 75% de-monstraram atuar em prol dos inte-resses coletivos e apresentaram facili-dade para trabalhar em equipe. S que quando o assunto so as suas reais ne-cessidades motivacionais, as respostas

    dos funcionrios levam a outros resul-tados. Ao todo, 44% dos profissionais tm necessidade de obter vantagens e reconhecimentos individuais.

    O estudo mostrou tambm que grande parte dos funcionrios pode perder a motivao se estiverem en-volvidos com uma demanda muito intensa de trabalho e sem tempo para planejamento, sentindo-se pressio-nados diante de decises complexas. Os indicadores revelam que, quando os profissionais possuem algum con-trole sobre as demandas e prazos que permitam reflexes e anlises, eles se sentem estimulados e podem gerar re-sultados melhores.

    Outro fator que pode gerar uma produtividade maior no trabalho a flexibilidade das atividades. De acordo com o levantamento, 70% dos pro-fissionais so adaptveis a ambientes mais regrados, pois geralmente so or-ganizados e atuam dentro dos padres estabelecidos. Quando suas necessida-des motivacionais foram observadas, porm, apenas 28% necessitam desse tipo de ambiente.

    10 DICaS para mOTIvar SeuS funCIOnrIOS:

    ambiente de trabalho positivo: estimule a criatividade, as novas ideias e a iniciativa participao nas decises: permita que os empregados sugiram decises e respeite-as Informao dos resultados: faa o empregado saber como seu trabalho pode afetar os resultados da companhia Sentido de pertinncia ao grupo: faa com que o empregado se identifique com a identidade corporativa ajude a crescer: proporcione formao. Potencialize habilidades feedback: proporcione retorno de desempenho indicando os pontos de pro-gresso e os que podem ser melhorados reunies: procure se reunir com eles para falar de assuntos importantes agradecimento: agradea sinceramente os esforos. Uma simples nota, com um obrigado! j faz diferena premie: reconhea e premie aqueles que apresentarem um desempenho extraordinrio Comemore os sucessos: a comemora-o faz justia aos esforos desempenhados

    MotivAo: a frmula para o

    sucesso

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  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br18

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    18

    Consolidada como a mais importante Feira de Subcontratao e Inovao In-dustrial da Amrica Latina, a Mercopar estar comemorando neste ano a sua 20 edio. O evento, que reunir mais de 500 expositores, acontece de 18 a 21 de ou-tubro, no Centro de Feiras e Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul.

    Promovida pelo Servio de Apoio s Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) e pela Han-nover Fairs Sulamerica, empresa do Gru-po Deutsche Messe AG, a feira tem como objetivo proporcionar o cenrio ideal para a efetivao de negcios nos setores de automao industrial, borracha, eletroele-trnico, energia e meio ambiente, metal-mecnico, movimentao e armazenagem de materiais, plstico e servios industriais. A organizao do evento prev um cresci-

    mento de aproximadamente 5% para este ano no volume de negcios com relao a 2010. No ano passado, o volume total de negcios superou os R$ 100 milhes e a feira contou com 558 expositores.

    Experimentando um forte momento de expanso, inclusive na Regio Sul do Brasil, o setor de Petrleo e Gs estar em evidncia na 20 Mercopar. O Sebrae/RS tambm promover as tradicionais Roda-das de Negcios. O objetivo atrair em-presas nacionais e estrangeiras que pos-sam buscar alternativas comerciais com os expositores da Mercopar, atravs da formao de joint-ventures, parcerias e ou-tros tipos de associaes, visando futuros negcios.

    Alm dos expositores brasileiros, j esto confirmadas as presenas de empre-sas da frica do Sul, Argentina, Colmbia

    MErCopAr completa 20 anosdesde a sua primeira edio,

    em 1992, a Mercopar vem facilitando a promoo de

    negcios e a parceria entre empresas do Brasil e do

    exterior, independentemente da sua dimenso, com o

    objetivo de promover a competitividade e a integrao

    Divulgao Mercopar

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 1919reportagem especial

    e China. Os paulistas tambm participaro ativa-mente da feira este ano. Nesta 20 edio eles re-presentam aproximadamente 25% dos expositores. A Mercopar conta ainda com a presena de repre-sentantes da Bahia, Paran, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

    Para as empresas da regio de Cachoeirinha e Gravata, a feira uma das principais e mais impor-tantes para prospectar clientes e divulgar a marca. De acordo com a Gerente de Marketing da Auto-masafety, de Gravata, Fernanda Kuse, a empresa conta com uma equipe dedicada somente ao plane-jamento e organizao de feiras e eventos. A preo-cupao para que tudo saia perfeito exige muita de-dicao e empenho de todos os envolvidos, desde os projetistas, vendedores, diretoria, at o pessoal de logstica que, por exemplo, transporta o mate-rial para a feira. Tudo minuciosamente planeja-do, visando sempre o sucesso do evento, conta. Fernanda explica que o planejamento total, desde a contratao de espao, reunies com montadoras de estandes, criao de material promocional e ou-tras providncias, at a data do evento, dura cerca de sete a oito meses. Nas semanas que antecedem a feira, a dedicao exclusiva ao evento, para acertar

    os detalhes finais.

    encadeamento produtivo Outra ao a ser desenvolvida pelo Servio

    de Apoio s Micro e Pequenas Empresas durante a Mercopar envolver o chamado Encadeamento Produtivo. Sero eventos com foco no desenvol-vimento de fornecedores para grandes empresas, melhorando a performance para que toda a ca-deia possa crescer de forma estruturada. A feira tambm ser marcada por iniciativas nas reas de empreendedorismo, inovao e sustentabilidade.

    Desde a sua primeira edio, em 1992, a Mer-copar vem facilitando a promoo de negcios e a parceria entre empresas do Brasil e do exterior, independentemente da sua dimenso, com o ob-jetivo de promover a competitividade e a inte-grao. De carter profissional, a feira tem como pblico-alvo empresrios, compradores, forne-cedores, vendedores, representantes e distribui-dores ligados aos setores envolvidos no evento. O horrio de funcionamento da Mercopar 2011 ser das 14h s 21h. Informaes adicionais so-bre o evento esto disponveis no site www.mer-copar.com.br.

    Divulgao MercoparRoselaine Vinciprova/MP

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br20

    repo

    rtag

    em e

    spec

    ial

    20

    18/10 - tera-feira14h s 20h - Projeto Comprador Na-cional e Internacional.17h30 Palestra com Ricardo Amorim - Economista e consultor financeiro e de investimentos. Brasil condenado a crescer: consequncias, oportunidades e desafios da crise econmica mundial para as empresas brasileiras20h - abertura oficial

    19/10 - quarta-feira14h s 20h - Projeto Comprador Na-cional e Internacional

    20/10 - quinta-feira14 s 20h - Rodada de Negcios do Petrleo, Gs e Energia14h s 20h - Rodada de Negcios de Software e Servios17h - Mesa Redonda Panorama Geral

    Sobre Responsabilidades na Gerao, Gesto e Gerenciamento de Resduos. Realizao: PROAMB. Apoio: Mer-copar - Hannover Fairs Sulamrica e Sebrae/RS

    21/10 - sexta-feira14h s 20h - Rodada de Negcios do Petrleo, Gs e Energia

    depoiMenToSSempre visitamos a feira, em todas as edies. Este ser o segundo ano que participamos como expositores, mas o primeiro ano com estande exclusivo da empresa. Para ns, a Mercopar uma das mais importantes feiras do ramo no Brasil e mais especificamente no Estado. For-talecemos a marca da empresa e sempre bom encontrar e receber em nosso estande amigos e clientes. Como no vendemos um produto especfico e sim prestao de servios, nossa participao na feira mais institucional, para fortalecimento de marca e prospeco de no-vos clientes e parceiros. Os negcios acontecem ao longo do tempo, a partir dos contatos feitos na feira, que geram consultas e visitas e a sim oportunidades de negcios efetivos.fernanda Kuse - Gerente de marketing da automasafety

    J participamos da Mer-copar quatro vezes como expositor e seis vezes como visitante. Para ns, a feira uma oportunidade de di-vulgao da empresa, pros-peco de clientes, opor-tunidades de negcios e de conhecimento. Atravs de entidades como o Setorial Metalmecnico de Gravata (Semmegra) e o Centro das Indstrias de Cachoeirinha (CIC), podemos ampliar nossa participao na Mer-copar.Osvaldo Costa machado - Diretor da Industintas

    prograMao

    O Centro das Indstrias de Cachoeirinha contar mais uma vez com um estande coletivo. A iniciati-va visa oportunizar que todas as empresas possam participar da Mercopar, a maior feira de subcon-tratao e inovao do Estado. O estande coletivo contar com a participao da Sidersul, CBM Qu-mica, Mult Stamp, Tecnistamp, Hipermetal, Astro Tecnologia, Industintas e Schein Gesto Empre-sarial.

    centro das indstrias ter mais uma vez estande coletivo

    Roselaine Vinciprova/MP

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 2121negciosMuitas pessoas afirmam que para ca-

    sar preciso ter pacincia, companhei-rismo e muito amor, pois a convivncia no fcil. Mas e se essa convivncia ultrapassar a rotina familiar e se tornar uma relao profissional durante algu-mas horas do dia? Muitos casais no s vivem juntos, como tambm trabalham e dividem o dinheiro, o tempo, os es-tresses, as angstias e tambm as vit-rias profissionais. Pode parecer impos-svel, mas muitos obtm sucesso da unio do amor com o trabalho.

    Um exemplo de que a sociedade en-tre casais pode dar certo a K Magne-tos, fundada por Nara Regina e Eduardo da Silva. O casal se conheceu em 1991 e, segundo eles, a paixo foi arrebatadora. Eduardo, na poca, empreendia a Griff Kollor Serigrafia e Nara era assistente fi-nanceira do presidente do Grupo Sibisa. No pouco tempo que sobrava ainda se dedicava Kannash Confeces. Pela sintonia e semelhana de ideais no houve um plano ou ideia pr-concebida, as coisas simplesmente foram aconte-cendo, revela Nara.

    A vontade de estarem juntos o tem-po todo fez com que Nara se afastasse do emprego de assistente para se dedicar vida de empresria. A partir de ento, a Kannash e a Griff Kollor passaram a operar juntas. De um lado a confeco, de outro a personalizao serigrfica, es-tamparias e brindes.

    Os anos foram passando e o casal foi evoluindo tanto na profisso como na relao familiar. Em 1997, foram presenteados com, o que eles denomi-naram de melhor resultado da unio, o nascimento do filho Rafael. O empreen-

    dimento de ambos tambm estava per-mitindo grandes realizaes, entre elas a compra da casa prpria.

    Entretanto, como em toda socieda-de, as fases difceis surgiram. Come-amos a focar o trabalho em uniformes escolares, mas a situao comeou a ficar complicada, percebemos que est-vamos fazendo tudo errado e que era a hora de dar uma virada na profisso, conta Eduardo.

    Da necessidade de fazer uma grande mudana no empreendimento, em 2002, o casal inaugurou a K Magnetos. A em-presa confecciona um nico produto: ims de geladeira.

    No incio, o capital da empresa no permitiu muitas contrataes, ento o casal teve que prospectar os clientes, criar, finalizar e aprovar os trabalhos. Porm, isso foi fundamental para for-talecer a unio da famlia e da socieda-de. Com o passar dos anos e com o crescimento da empresa descobrimos nossa melhor forma de trabalho, seto-rizando e deixando cada um com suas aptides naturais sobreporem qualquer linha organizacional pensada, afirma o empreendedor Eduardo. Em relao a esta fase inovadora na vida do casal, Nara faz questo de ressaltar que respei-tar uma atitude desafiadora, uma toma-da de deciso que pode mudar as coisas, acreditar no potencial um do outro, e que sem isso nada evolui.

    Quando indagados se assuntos fami-liares j interferiram no trabalho, o casal afirma que seria hipocrisia dizer que um no interfere no outro, afinal tratam-se das mesmas duas pessoas, nestes dois ambientes. Os problemas surgem, mas

    o segredo est em respeitar o profis-sionalismo um do outro, enxergar que em cada situao preciso se postar de forma diferente e adequada, e acima de tudo ter muita vontade que a sociedade d certo, revela Nara Regina.

    Segundo o casal de scios no h mistrio algum nesta unio bem suce-dida. Ainda revelam acreditar que, na medida em que vo aprendendo a lidar com as adversidades, a tendncia tirar de letra qualquer problema que surgir, tanto na vida pessoal, quanto no traba-lho. Nara garante que com a rotina, o casal se torna mais maduro e hbil para resolver as questes pendentes. No verdade que tudo aquilo que praticamos, ficamos melhores?!, brinca.

    Atualmente, a K Magnetos leva para todo o pas e inclusive para o exterior, o nome de Cachoeirinha. A empresa se tornou referncia de qualidade no setor de ms de geladeira, sendo a prova de que com carinho, dedicao e perseve-rana possvel atingir xito em mbito profissional e pessoal, solidificando ain-da mais a relao que j ultrapassou 20 anos de convivncia durante as 24 horas do dia.

    AMor E nEgCios: uma unio que pode dar certocom o passar dos anos e com o crescimento da empresa desco-

    brimos nossa melhor forma de trabalho, setorizando e deixando

    cada um com suas aptides na-turais sobreporem qualquer linha

    organizacional pensadaeduardo da Silva

    K Magnetos

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br22

    Arquivo/MPCom o objetivo de debater temas de interesse dos setores pblico e pri-vado, no que tange s condies em-presariais da logstica, o Frum Nacio-nal de Logstica acontece entre os dias 9 e 10 de novembro no Expominas, em Belo Horizonte (MG). O evento trar debates com todos os agentes da Supply Chain sobre os aspectos impor-tantes, os fatores prioritrios, os gar-galos, as oportunidades e novas tecno-logias para o estabelecimento de uma logstica eficaz e para a promoo de um projeto para o setor. Alm disso, o intercmbio de experincias e tecno-

    logias outra caracterstica importante do frum. Entre o pblico-alvo esto empresrios, pesquisadores, profissio-nais do setor, dirigentes de entidades de classe, gestores pblicos, professo-res e estudantes dos cursos ligados logstica.

    As palestras magnas trataro de temas como logstica para a Copa do Mundo, infraestrutura logstica, mo-bilidade urbana e transportes, eficcia e eficincia em logstica empresarial e logstica reversa.

    Mais informaes em www.fo-rumlogistico.com.br.

    paleSTraS TCnICaS:Tema 1: Supply chain management e estratgia logstica.Tema 2: Gesto de operaes, estocagem, armazenagem e embalagens.Tema 3: RFD aplicado logstica.Tema 4: Gesto de transportes e distribuio.Tema 5: Logstica e comrcio internacional.Tema 6: Custos logsticos aplicados ao gerenciamento.Tema 7: Consultoria em logstica.Tema 8: E-commerce e logstica.Tema 9: Transporte pblico e novas tendncias.Tema 10: Terceirizao operacional.

    frum nacional de Logstica acontece em novembro

    Evento debater diversos temas do setor

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 2323saderenovao e aperfeioamento

    Aps a inaugurao de uma unidade conceito no corao de Porto Alegre, o Gru-po Carlos Chagas reestrutura sua unidade de Canoas. O objetivo oferecer mais agi-lidade e conforto para dar continuidade ao planejamento de expanso e constante aper-feioamento no atendimento, objetivando mais eficcia e menos custo para seus clien-

    tes. Localizada na Avenida Getlio Vargas, a unidade realiza todos os atendimentos de Exame Clnico, Coleta de Exame Labora-torial, Audiometria, Eletroencefalograma, Eletrocardiograma, Espirometria e Radiolo-gia na prpria unidade. Alm de ser dotada de modernas instalaes e equipe rigorosa-mente treinada. Esta unidade conta tambm

    com a infraestrutura da outra empresa do grupo, a Central Mdica Carlos Chagas, em-presa que atende com mdicos especialistas para os mais diversos tipos de investigaes. Alm da Unidade de Canoas, a Carlos Cha-gas Medicina do Trabalho possui mais trs locais de atendimento (Centro, Zona Norte de Porto Alegre e Cachoeirinha).

    Realizar os Exames Peridicos cor-retos para cada funo (levando em considerao os riscos ocupacionais do ambiente de trabalho), respeitando os prazos, uma das formas mais eficazes de prevenir doenas e contribui com a segurana e bem-estar dos funcionrios. Alm disso, atende as Normas Regula-mentadoras de Segurana e Sade, edi-tadas pelo Ministrio do Trabalho, de cumprimento obrigatrio pelas empre-sas, evitando assim multas, notificaes

    e at interdies. Devido crescente quantidade de aes trabalhistas no l-timo ano, as fiscalizaes tm se in-tensificado, aumentando assim as aes fiscais pelo no cumprimento das NRs.

    A Carlos Chagas realiza, atravs de seu setor de Programa de Controle M-dico de Sade Ocupacional (PCMSO), a gesto e controle dos Exames Peridicos de seus colaboradores, informando com antecedncia empresa, quais colabora-dores necessitam renovar o exame. Desta

    forma, a empresa s ter a preocupao de encaminhar o colaborador quando o mesmo for convocado. Tambm faz parte integrante da gesto do PCMSO outros dois Programas com o objetivo de monitorar a sade do colaborador, so eles: Programa de Controle Auditi-vo PCA, que indica se h perda audi-tiva induzida por rudos ocupacionais e o Programa de Controle Respiratrio PCR, que evita a diminuio da funo respiratria, entre outros servios.

    Evite notificaes e multas para sua empresa

    Divulgao/MP

    instalaes da unidade Canoas

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br24

    H mais de um sculo, Charles Darwin, o naturalista ingls, revelou a teoria da evolu-o das espcies, no qual sobrevivem aquelas que mais rpido se adaptarem s mudanas e as mais fortes. O darwinismo empresarial se baseia nisso: s sobrevivem s crises econmicas, s mudanas de governos e polticas e s mudanas de comporta-mento dos consumidores, aquelas empre-sas que de alguma forma se adaptarem, criando e utilizando mecanismos de sobrevivncia.

    Diante deste cenrio, assim como na teoria de Darwin, as espcies que sobrevi-veram tiveram que se adaptar ao ambiente e sofreram mutaes ao longo do tempo. Da mesma forma, as organizaes tam-bm precisam se adaptar s mudanas e passar por um processo de mutabilidade, exigida pelo novo contexto econmico mundial.

    O novo perfil de cliente, exigente e consciente dos seus direitos e da sua im-portncia nesta cadeia de relacionamento, faz com que as empresas busquem dife-renciais a todo instante. A maior novida-de do momento a intensa utilizao da internet. J se tornou indispensvel que

    as novas, antigas, pequenas ou grandes empresas estejam engajadas em tudo que envolve essa ferramenta para se relaciona-rem com o novo perfil de cliente.

    De modo geral, demoramos a perce-ber o desaparecimento de grandes em-presas, mas esse um fenmeno cada vez mais comum. O fato de que algumas marcas persistem no cenrio empresarial transmite a falsa impresso de que, no mundo corporativo, pouca coisa muda. Porm, fato que muitas marcas que per-sistem esto em outras mos e j no re-presentam as empresas e a viso de quem as fez nascer.

    Segundo um estudo realizado em 2010 nos Estados Unidos, a totalidade dos empregos gerados nos ltimos cinco anos se deu por obra de empresas criadas nesse mesmo perodo, ou seja, so exatamente as novas empresas, muitas vezes criadas por empreendedores recm-sados de universidades, as que responderam pelo aumento lquido de empregos no pas. E qual a marca destas jovens empresas? A colaborao.

    A colaborao tem sido o fator cru-cial para o nascimento e a consolidao de

    muitos empreendimentos, enquanto que a ausncia de colaborao parece estar preju-dicando as grandes empresas, que declinam e caminham para o desaparecimento. Em-presas que se consideram autossuficientes e que buscam a inovao por meio de caros e isolados processos de criatividade termi-nam percebendo, tardiamente, que alguns jovens empreendedores, articulados na in-ternet, criaram do nada, a custo literalmen-te zero, negcios que hoje esto situados na casa dos bilhes de dlares.

    Isso se torna cada vez mais verdadeiro quando percebemos que os caros proces-sos de inovao do passado, baseados na contratao de consultorias e sustentados pelo sigilo, perdem terreno rapidamen-te para o uso colaborativo da internet, especialmente aquele que se articula nas redes sociais. Para comprovar esta realida-de, basta examinar a base de sustentao de empresas 2.0 e de muitas outras que usam as redes sociais para alavancar seus negcios. Portanto, o futuro pertence s empresas que esto em sintonia com o contexto poltico, social, econmico e cul-tural dos locais onde atuam, ou seja, que se adaptam.

    DArwinisMo EMprEsAriAl: adaptao para o desenvolvimento

    demoramos a perceber o desaparecimento de

    grandes empresas, mas esse um fenmeno

    cada vez mais comum. Sobrevivem aquelas que

    melhor se adaptam

    Divulgao/MP

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 25

    Esto abertas at o dia 5 de dezembro as inscries para o Prmio Sebrae Mulher de Negcios. A iniciativa reconhece o ta-lento de mulheres bem-sucedidas no empreendedorismo nacional. O objetivo usar as experincias vencedoras para mo-tivar outras pessoas.

    A ltima edio do prmio contou com mais de 3,5 mil participantes. Para se inscrever, as empreendedoras devem ter mais de 18 anos e estar frente de empre-sas classificadas como de micro ou peque-no porte ou grupos de produo formal. O prmio se divide em duas etapas: uma estadual e outra nacional. As candidatas apresentam relatos de sua trajetria pro-fissional e pessoal. Na construo dos textos, podem enfatizar trs momentos da gesto do negcio: criao, desenvolvi-mento e resultados obtidos.

    As histrias devem ser redigidas

    mo e ter entre 40 e 100 linhas. O pr-mio concedido em duas categorias: Pe-quenos Negcios e Negcios Coletivos. A primeira contempla proprietrias de micro e pequenas empresas - incluindo produ-toras rurais - estabelecidas formalmente h, no mnimo, um ano. Para concorrer em Negcios Coletivos, necessrio fa-zer parte de grupos de produo formal, como cooperativas e associaes de pe-quenos negcios, com gerao de traba-lho e renda. Tambm pr-requisito que estas cooperativas estejam formalizadas h pelo menos um ano. Organizaes No Governamentais (ONG), franquias, sindicatos, associaes filantrpicas e em-presas vinculadas s entidades promotoras do prmio no podem entrar na disputa.

    prmioSero selecionados at 54 relatos no

    mximo dois em cada unidade da Federa-o na fase estadual. As autoras recebem certificado, trofu, selo de vencedora e um curso de capacitao. Nacionalmente, dez mulheres sero premiadas com trofu de bronze, oito com trofu de prata e as duas melhores narrativas uma em cada ca-tegoria - vencem o Mulher de Negcios. Quem recebe os trofus ouro e prata con-quista uma viagem nacional com direito a um curso de capacitao. As duas vence-doras nacionais tambm ganham uma via-gem ao exterior para conhecer centros de referncia em empreendedorismo. Todas as candidatas recebem um diagnstico do seu perfil empreendedor.

    Para o julgamento dos relatos, so le-vados em conta critrios como inovao, perseverana, estratgia de fidelizao de clientes, superao da discriminao femi-nina e sustentabilidade.

    prmio para as mulheres empreendedoras

    Sero selecionados at 54 relatos no

    mximo dois em cada unidade da federao

    na fase estadual

    Stock images

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br26

    Muitos se questionam sobre como e onde montar mais uma unidade da empresa e conquistar novos pblicos e perfis de consumidores. Entretanto, essas aes devem ser feitas com calma e planejamento. Afinal, no apenas o sucesso da primeira loja que vai ga-rantir a rentabilidade da segunda uni-dade. Para ajudar os empreendedores, a revista matria prima preparou uma lista com importantes tpicos que devem ser levados em conta antes da deciso de expandir o ponto comercial ou de servio.

    1. O negcio atual deve funcionar per-feitamente

    Antes de iniciar os planos de inaugu-rar um novo ponto comercial preciso se certificar de que a loja atual est em per-feita ordem e obtendo o sucesso alme-jado. Do contrrio, ser um erro inves-tir em uma nova unidade. O projeto de expanso da rede deve conter um novo plano de negcio. Isso porque os fatores como pblico-alvo, funcionrios e loca-lizao so diferentes. Mas importante fazer tambm o cruzamento de dados para descobrir aqueles que so comuns aos dois espaos. Isso ir economizar tempo e investimento.

    2. O fluxo de caixa deve ser capaz de conter todos os gastos

    Evitar emprstimos bancrios e o aporte de investidores anjo importante para que o empreendedor tenha o con-trole dos gastos da expanso do negcio. Isso far com que ele tenha certeza da real necessidade de uma nova unidade. O ideal que o fluxo de caixa do negcio seja capaz de cobrir todos os gastos e in-vestimentos da prxima unidade.

    3. O ramo de mercado do negcio

    deve estar crescendoPara evitar erros preciso ter certeza

    se h ou no uma tendncia de merca-do capaz de estimular o sucesso de uma nova unidade. Isso pode ser analisado por meio de pesquisas de mercado, da-dos de venda de concorrentes e perfil de consumo do pblico-alvo.

    4. preciso ter algum de confiana para administrar o segundo ponto co-mercial

    A abertura de uma nova unidade deve ser compreendida pelo empreen-dedor como a inaugurao de um novo negcio. Ter a oportunidade de estar frente desse novo projeto essencial para que problemas sejam resolvidos com rapidez e para que o espao fun-cione corretamente. Mas, como im-possvel estar presente a todo instante nos dois locais, uma alternativa colo-car pessoas de confiana para realizar o

    gerenciamento de novos projetos. Essas pessoas devem ter o desejo de sucesso e compartilhar os mesmos sonhos que o empreendedor.

    5. a escolha do local deve priorizar a necessidade da populao

    Abrir uma segunda unidade em um espao onde j existam lojas da empre-sa concorrente ser um grande desafio para o comeo dos trabalhos. Caso o empreendedor opte por essa forma de expanso, aconselhvel que ele busque atrair novos clientes localizados ao redor do estabelecimento e tambm que traga consumidores antigos e fiis para conhe-cerem o novo ponto comercial. Mas, para evitar a briga por espao, o empreende-dor deve optar por fazer a expanso por reas ainda no descobertas pela con-corrncia. Isso far com que a loja tenha espao para crescer e cative novos e dife-rentes fregueses.

    Quando abrir uma nova unidade?depois de alguns anos estveis de funcionamento, comum que os empreendedores planejem estratgias de expanso do negcio, como, por exemplo, abrir uma filial

    ilker/stock.xchng

    neg

    cios

    o projeto de expanso da rede deve conter um novo plano de negcio, mais focado na nova unidade

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 2727

    Num passado recente, a exigncia do mercado e dos profissionais era muito menor. Hoje, os jovens precisam ter no mnimo um curso superior, dominar a tecnologia da informao, duas ou mais lnguas e estarem permanentemente atu-alizados para garantir uma carreira de sucesso.

    O uso da internet passou a ser um requisito indispensvel e quando mal administrado ocupa muito nosso tempo. Somos aproximadamente 45,4 milhes de usurios que acessam regularmente a internet no trabalho ou em casa.

    No mercado a realidade no di-ferente. Concorrncia acirrada, clien-tes exigentes e a necessidade de inovar para se diferenciar. Alm disto, em muitos casos h poucas pessoas nas organizaes, mas as tarefas continuam as mesmas.

    Convivemos diariamente com um nmero expressivo de desafios, seja no mbito profissional ou pessoal. Toda esta presso exercida pelo mercado, ambiente de trabalho e tambm pelas obrigaes familiares e com a educao tem reduzi-do nosso tempo de lazer, convvio social e sono. muito comum pessoas que tra-balham e estudam diariamente dormirem menos de 6 horas por dia. E a chega o estresse!

    Uma pessoa estressada geralmente encontra dificuldades em se concentrar, seu grau de irritabilidade aumenta e con-sequentemente baixa sua produtividade.

    Problemas causados pelo estresse, como depresso, alcoolismo, hipertenso, dor de cabea e outros, levaram 1,3 milho de brasileiros a se afastarem do trabalho e receberem auxlio-doena, segundo uma pesquisa recente da UnB - Universidade de Braslia.

    Entre as maiores causas do estresse est a maneira como lidamos com os desafios dirios. E estes desafios nos levam a trs principais causadores do es-tresse: alto padro de exigncia pessoal, medo e frustrao.

    Quando nosso grau de exigncia muito alto, consequentemente convive-mos com a frustrao. Esta ocorre geral-mente quando algo impede a realizao de um objetivo.

    Afirma-se que o medo o maior ini-migo do homem. O medo est por trs do fracasso, da doena e das relaes hu-manas desagradveis. Milhes de pessoas tm medo do passado, do futuro, do de-semprego, dos assaltos e da morte.

    Com base nestes dados fica evidente que precisamos atacar as causas antes de ficarmos doentes.

    As empresas podem contribuir dis-ponibilizando para seus colaboradores ambientes de trabalho agradveis e con-fortveis, tecnologia e sistemas da infor-mao geis, locais de convivncia, prti-cas laborais e benefcios relativos a lazer e cuidados com o corpo e a mente.

    Preserve sua sade, pois este seu maior patrimnio!

    Madeleine Schein Consultora Empresarial - Mestre em Administrao e Negcios

    estresse no ambiente de trabalho: como evitar?Como minimizar o estresse di-rio atravs de uma mudana de atitude?

    Ser realista em relao ao tempo e s tarefas que precisa executar. Ao perceber que no consegue dar conta de determinada carga de tra-balho, temos trs alternativas: pedir ajuda, delegar, ou simplesmente dizer no e recusar mais aquela solicitao. Organizar as tarefas por ordem de importncia, estabelecendo priori-dades. Trabalhar em blocos de tempo e permitir-se fazer pequenas pausas entre as atividades. Adotar uma atitude positiva, to-lerante e confiante perante a vida, buscando afastar a ameaa do es-tresse e evitando desequilbrios no organismo. Dormir entre 7 e 8 horas diariamen-te, manter uma alimentao adequada e praticar exerccios fsicos. Manter uma vida equilibrada entre atividades profissionais, educacio-nais, sociais, afetivas e espirituais. Elaborar um plano de vida e or-ganizar seus objetivos de acordo com suas possibilidades. Voc no aprendeu a caminhar em um dia, a vida um processo, trace o cami-nho, as estratgias e alcance seus objetivos com qualidade de vida.

    Com o tema Fortalecimento da Competitividade da Indstria Brasileira, a Confederao Nacional da Indstria (CNI) espera reu-nir, pelo sexto ano consecutivo, cerca de 2 mil lderes empresariais de todo o pas no 6 Encontro Nacional da Indstria (ENAI).

    O evento deste ano ser realizado em So Paulo, no Transa-mrica Expo Center, nos dias 26 e 27 de outubro, com a presena de empresrios de destaque no cenrio nacional, autoridades p-blicas e especialistas em economia, sociedade e poltica e temas que influenciam a competitividade da indstria e a insero do Brasil no mercado globalizado.

    cerca de 2 mil empresriosso esperados no 6 enai

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br28

    mei

    o am

    bien

    te28

    rico Pedro Scherer Neto Publicitrio | Reverse Gerenciamento de Resduos Tecnolgicos

    Temos no Rio Grande do Sul o Decre-to Estadual 38.356/98 que impe ao gera-dor de resduos slidos a responsabilidade pela destinao final dos mesmos. Um fato que merece ateno que os terceiros contratados (transporte, armazenamento temporrio, etc) para esta destinao tam-bm se tornam responsveis solidrios at que estes resduos sejam utilizados como matria-prima em outros ciclos produti-vos. Em outras palavras, se o resduo sli-do gerado pela sua empresa for passvel de reciclagem, recicle-o, pois somente assim possvel se isentar da responsabilidade ambiental imposta pelo Decreto vigente no Estado.

    A Poltica Nacional de Resduos S-lidos (PNRS) sancionada em agosto de 2010, traz o mesmo discurso, porm inclui

    no pacote o fabricante, um possvel importador, o distribuidor e o comer-ciante, alm do consumidor final. A intenso fazer com que os resduos gerados no ps-consumo retornem ao fabricante, porm so poucos os resduos que atualmente fazem este caminho atravs da PNRS. No caso dos resduos tecnolgicos, enquanto no for apresentado um sistema que co-loque em prtica esta logstica reversa, o resduo continua de responsabilidade do consumidor final, pessoa fsica ou jurdica.

    O equipamento de informtica, aps o trmino de sua vida til, passa a ser um passivo ambiental, por sua vez, res-duo tecnolgico passvel de reciclagem. A soluo mais segura para este resduo e a nica a isentar sua empresa da responsa-

    bilidade ambiental a reciclagem. Porm, fique atento. Solicite sempre, no s no caso dos resduos tecnolgicos, toda do-cumentao (licena de operao e cer-tificado de destinao no bastam!) que possibilite sua empresa comprovar que de fato o seu resduo teve como destino fi-nal a reciclagem. Sendo assim, recicle seus resduos atravs de meios que ofeream a rastreabilidade dos mesmos at o destino final. Recicle, mas com segurana.

    Divulgao/MP

    Resduos slidos:se for passvel de reciclagem, recicle!

    o equipamento de informtica, aps o trmino de sua vida til, passa a ser um passivo ambiental

  • As normas ambientais tambm po-dem gerar desigualdades, fruto via de regra da ineficincia do Estado. Com efeito, a empresa que no cumpre as ne-cessrias medidas protetivas do meio ambiente concorre deslealmente com as demais. Para piorar, ao no internalizar as despesas e investimentos em qualidade ambiental, divide com toda a sociedade os prejuzos ecolgicos.

    Cabe o exemplo da modesta lavagem de veculos, com um ou dois funcionrios, mais o proprietrio. Tal empreendimento dificilmente investir em piso imperme-vel e caixa separadora para que os leos, graxas e demais resduos contaminantes sejam separados e tratados antes de inte-grarem-se rede pluvial, causando danos ao ambiente. Esta atividade, que certa-mente descumpre a legislao trabalhista e tributria, concorre deslealmente com o posto de combustvel, que, periodica-mente fiscalizado, no consegue competir, pois seu custo operacional maior, para-doxalmente, por cumprir a lei. Tal situa-o, infelizmente, pode ser encontrada em quaisquer ramos de atividades.

    O poder pblico deve agir com rigor no combate ao uso dos recursos ambien-

    tais como instrumento de concorrncia desleal, pois a clandestinidade ambien-tal fruto da inoperncia do Estado. Ao mesmo tempo em que a legislao rgida com a atividade regular, tambm o em relao s no regulares, mas, neste caso, a

    fiscalizao medida que se impe.Oportuno lembrar que todos tm ple-

    nas condies para cobrar o cumprimento da legislao ambiental, inclusive aquele empreendedor diretamente lesado por fa-zer o certo.

    www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 29sustentabilidadeMaurcio Fernandes da SilvaScio do escritrio Stuart e Fernandes, advogado, professor e consultor em direito ambiental

    Clandestinidade Ambiental

    Todos tm plenas condies para cobrar o cumprimento da legislao ambiental

    Divulgao/MP

    Os monitores e televisores de tubo possuem mercrio que, ao ser descarta-do na natureza, contamina o solo. Assim, pode ser absorvido pelo ser humano atra-vs da pirmide alimentar. Acumulando-se em demasia no organismo, afeta vrios

    rgos, podendo causar danos ao crebro e ao fgado.

    Os celulares, quando despejados nos locais errados, liberam arsnio, substncia que, se acumulada no organismo, pode causar doenas de pele, danos ao sistema

    nervoso e at mesmo cncer de pulmo.J os teclados possuem o berlio. Uti-

    lizado na fabricao de dispositivos eletr-nicos, esse componente e seus sais podem causar cncer, principalmente o cncer de pulmo.

    VOC SABIA?

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br3030

    O Imposto Sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) o tri-buto que mais afeta a competitividade das empresas brasileiras. o que mos-trou uma pesquisa divulgada recente-mente pela Confederao Nacional da Indstria (CNI). Segundo 70% dos em-presrios brasileiros, esse o imposto que mais causa impacto negativo.

    Para 72% dos entrevistados, a uni-ficao dos impostos deve ser uma das prioridades da reforma tribu-tria brasileira, principalmente em relao ao ICMS. Outros 91% veem a atual estrutura tributria brasileira como ruim e muito ruim. J 96% deles criticaram o alto nmero de im-postos existentes no pas. O estudo

    revelou ainda que 90% dos entrevis-tados desaprovam o sistema tributrio pela falta de simplicidade. Outros 86% avaliam que falta transparncia na co-brana dos tributos.

    A pesquisa da CNI foi realizada em julho, com 1.692 empresas de todo o pas. Desse total, 915 so pequenas, 535 mdias e 242 grandes.

    Pesquisa revela que ICMS afeta a competitividade

    Segundo um levantamento da e-Bit, empresa de inteligncia e comrcio eletrnico, as vendas online no Brasil devem somar R$ 18,7 bilhes at o final de 2011. Caso confirmada, a estimativa representar um crescimento de 36% em comparao com 2010, ano em que o faturamento foi de R$ 14,8 bilhes.

    Nos seis primeiros meses deste ano, eletrodoms-ticos e artigos de informtica lideraram as vendas pela internet. Itens de sade, beleza, medicamentos, li-vros e assinaturas de peridicos aparecem em seguida.

    Comrcio eletrnico deve crescer 36% neste ano

    Divulgao/MP

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 3131

    Ricardo SastreR3 Embalagensricardo@r3embalagens.com.br

    Quando falamos em design de embalagens, dividimos em trs os critrios de avaliao para que possamos analisar e desen-volver a sua criao de forma mais sistemtica e eficaz. So eles: cor, forma e tipologia, que sero abordados separadamente nas prximas edies. Iniciare-mos falando sobre cores:

    Anlise das coresA cor, embora no seja ex-

    clusiva, constitui-se no principal elemento da comunicao, provocando muitos estmulos visuais. A cor evoca um estado de esprito. Ela cria contrastes e destaca a beleza da imagem de um produto. As cores certas podem transformar uma emba-lagem apagada e sem brilho em um fascinante e atraente convite para a compra do produto.

    As cores so importantes na identificao do mundo fsi-co para o ser humano, e princi-palmente, para o universo das embalagens. Alm dos aspectos formais, dos movimentos, das configuraes e das texturas, a cor pode atribuir contrastes, iden-tidades e personalidade s emba-lagens.

    A cor no tem existncia material: apenas sensao pro-duzida por certas organizaes nervosas sob a ao da luz mais

    precisamente, a sensao pro-vocada pela ao da luz sobre o rgo da viso.

    Na percepo, distinguem-se trs caractersticas principais que correspondem aos parmetros bsicos da cor: matiz (compri-mento de onda), valor (luminosi-dade ou brilho) e croma (satura-o ou pureza da cor).

    Quando o olho do consu-midor se detm em uma emba-lagem, esta, apesar de articulada pelos vrios elementos que a compem, percebida como um todo, que mais que a soma de seus elementos. E a corres-pondncia e as relaes que se estabelecem entre os elementos desde todo algo distinto deste mesmo elemento em outro todo. Ou seja, o elemento ou objeto isolado sempre percebido em relao situao global.

    A cor um aspecto muito expressivo em marketing. Seu significado varia conforme as di-ferenas culturais internacionais. A primeira coisa a qual as pesso-as reagem ao avaliar um objeto a sua cor. Podemos ser ensina-dos a esperar que determinadas categorias de produtos tenham sua embalagem com cores deter-minadas. A aceitao cromtica tambm recebe influncias da posio social do indivduo, h-bitos de consumo e perfil.

    Critrios para conceituao de embalagens

    As cores certas podem transformar uma embalagem apagada e sem brilho

    Vangelis Thomaidis/stock.xchng

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br32

    O Brasil, que em 2010 j havia perdido trs colocaes no ranking global de competitividade do Frum Econmico Mundial pela lentido em tirar importantes projetos do papel, neste ano despencou 20 po-sies pela qualidade inferior de in-fraestrutura com relao ao resto do mundo.

    Antes na 84 posio, em 2011 o Brasil j ocupa o 104 lugar e a ten-dncia no animadora. Na avalia-o de especialistas, com a paralisia verificada em algumas reas este ano, a situao tende a piorar. o caso da malha rodoviria. No ranking mun-dial, elaborado com base na opinio de cerca de 200 empresrios nacio-nais e estrangeiros, a qualidade das estradas brasileiras caiu 13 posies e est entre as 25 piores estruturas dos 142 pases analisados.

    A preocupao que, depois dos escndalos de corrupo no Minis-

    trio dos Transportes, muitas obras esto paralisadas. Segundo dados do Departamento Nacional de Infraes-trutura de Transportes (Dnit), foram suspensos 41 editais, que esto sen-do liberados de acordo com a priori-dade do ministrio. O rgo destaca, entretanto, que esses processos esta-vam em diferentes estgios, alguns na fase anterior abertura das pro-postas.

    Um dos pontos que visto como o mais crtico o sistema porturio, que recebeu nota de 2,7 pontos. Com isso, a qualidade dos portos brasileiros caiu sete posies e est entre os 13 piores sistemas avaliados pelo Frum Econmico Mundial. Entre todas as reas, os portos ocu-pam a pior posio, 130.

    Brasil despenca 20 posies no ranking global do Frum Econmico Mundial

    A qualidade das estradas brasileiras caiu 13 posies e est entre as 25 piores estruturas

    dos 142 pases analisados

    Divulgao/MP

  • www.revistamateriaprima.com.br | Outubro de 2011 33

    No h como negar que o planeta sofre mudanas irreversveis. De nada adianta, porm, apontarmos, tardia-mente, os culpados ou os fatores que ocasionaram tamanho desequilbrio.

    urgente que a mudana de atitu-de, em relao nossa viso de mundo, acontea. Substituir hbitos arraigados por aes sustentveis nosso dever como cidados. No podemos esque-cer, no entanto, que jamais o social pode estar desvinculado das aes pr meio ambiente. urgente que pense-mos em sadas para minimizar o dese-quilbrio social, que esto intrnsecas nas aes para a sustentabilidade am-

    biental.No adianta pensar que a reduo

    de consumo seria a sada para a mini-mizao dos impactos ambientais, mas sim a busca pela conscientizao, que os resduos gerados pelos produ-tos que consumimos podero retornar cadeia de produo, reduzindo a uti-lizao de recursos naturais e gerando novas oportunidades de renda familiar.

    As cooperativas de reciclagem no podem mais ser vistas apenas como depsitos de lixo. Elas so um im-portante elo na corrente da sustentabi-lidade. As condies de trabalho neste processo de produo so degradantes.

    As cooperativas de reciclagem de-vem ser ponto de referncia no pro-cesso de preservao ambiental, criar condies para beneficiar as comunida-des carentes e toda a sociedade, no so-mente na coleta seletiva, mas tambm na educao ambiental.

    Precisamos reciclar nossas atitudes. Precisamos nos inserir na sociedade como parte ativa no que diz respeito s mudanas socioambientais.

    Participe de ONGs, projetos de vo-luntariado, doe seus conhecimentos, ajude!

    No apenas passe pela Terra, faa a diferena!

    Rose MariahConsultora Ambiental

    Aterro sanitrio santa Tecla - Gravata/Rs

    Adaptar-se

    Rosi Ribeiro

    Depois de oito meses de queda, a confiana do industrial gacho ficou estvel de agosto para setembro. O ndice de Con-fiana do Empresrio Industrial (ICEI/RS), medido pela Federao das Indstrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), passou de 52,1 pontos para 52,7 pontos. O resultado, no entanto, est abaixo da mdia nacional (56,4 pontos) e continua longe da mdia his-trica no Estado (57,3 pontos).

    Para 34,7% dos empresrios, o cenrio econmico nacional apresentou uma piora. Somente 5,8% avaliaram o contrrio, enquanto os demais disseram que permanece desfavorvel. Da mesma forma, as condies das empresas seguem difceis, com o indicador registrando 48,6 pontos.

    ICEI/RS FICA ESTVEL

  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br34

    mar

    keti

    ng

    Agregar valor ao produto, aos ser-vios e marca, tornou-se fundamental para a sobrevivncia do produto e da em-presa. Ter uma marca forte e reconhecida pelos clientes crucial. O valor percebi-do da marca ultrapassa at mesmo o va-lor de determinados produtos. A marca virou um diferencial.

    As empresas, principalmente as que produzem bens de consumo, acordaram para um cenrio que at ento era quase desconhecido: a necessidade de oferecer servios como diferencial ao produto e ter um valor ainda maior para a marca.

    Entretanto, como ter um posiciona-mento de imagem que produza alta lu-cratividade?

    O posicionamento de imagem deve moldar as caractersticas visveis da mar-ca: o produto com atributos fsicos ade-quados imagem, o design passando caractersticas de personalidade corres-pondentes ao posicionamento de ima-gem e, acima de tudo, uma publicidade que transmita a alma do negcio.

    O mundo industrializado tem assisti-do a uma exploso de produtos e servios e ela foi exacerbada pela internet, onde diversas empresas esto fazendo negcios de forma completamente nova. Essa gran-de concorrncia acaba fazendo com que as prprias empresas tenham dificuldade em se diferenciar, no apenas perante os clientes, mas tambm junto aos potenciais investidores e empregados.

    Uma estratgia de marca lder que

    esteja completamente integrada no mo-delo de negcio da empresa pode fazer a diferena para que se ultrapassem estes desafios. Obviamente, uma marca forte pode se sobrepor ao rudo vigente no mercado, projetando notoriedade a um produto ou servio e fazendo com que seja gerada procura a seu favor. Porm, uma marca forte pode fazer muito mais do que simplesmente ajudar as empresas a se sobressarem no meio da multido: pode ajud-las a levantar voo e a se afir-marem de uma vez por todas.

    A construo da marcaNos dias de hoje, em que a econo-

    mia orientada para os servios, a pu-blicidade foi substituda por algo que se apresenta como a chave de construo da marca: a experincia dos consumidores.

    Uma experincia positiva por parte do consumidor, to crucial para a sade das marcas nas indstrias de servios, tambm fundamental nos negcios de produtos. A compra de um produto, que costumava ser a interao final entre a companhia e o consumidor, muitas ve-zes s o incio de uma relao que inclui servios ps-venda ou a criao de solu-es para os clientes.

    Com a experincia do cliente centra-da muitas vezes nos esforos de constru-o da marca, so muitas aquelas que tm sido construdas com pouca ou quase nenhuma publicidade.

    Usando ferramentas sofisticadas de

    marketing, os construtores de marcas po-dem determinar os segmentos de consumi-dores mais valiosos, identificar as priorida-des e determinar os verdadeiros momentos que se assumem como fundamentais para responder a essas prioridades.

    A principal proposta da publicidade, que foi eleita como grande ferramenta de construo de uma marca, criar reco-nhecimento e sentimentos positivos acerca de uma empresa, produto ou servio. Apesar disto ainda continuar a ser importante na construo de uma marca, h algo ainda mais relevante: con-seguir passar a promessa da marca.

    Numa economia de crescimento in-tensivo de servios, os empregados, e no apenas os produtos, determinam o sucesso de uma companhia ao fazerem passar a promessa da marca. Ao dotar os empregados de ferramentas que satisfa-am os clientes em todas as suas experi-ncias, pode-se proteger ou aumentar a fora de uma marca.

    A marca implica uma personalidade no produto e capaz de transmitir ou evocar de alguma forma a imagem criada para ele. A marca busca a diferenciao do produto e, sobretudo, a lealdade do consumidor. Pode-se dizer tambm que ela consequncia de uma correta ou incorreta formulao mercadolgica da estratgia do produto. Por isso, comum que as marcas adquiram vida prpria, tornando-se um patrimnio fabuloso para algumas empresas.

    A importncia deAGReGAR vAloR mARCA

    Divulgao/MP

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  • Outubro de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br36

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