Matria Prima - 21 edio

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Agosto de 2011

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  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 1

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br22

    ndi

    ce

    O consultor da WCI, Volnei Borba, analisa as causas de as empresas entrarem em crise e garante que o momento muito bom para quem est organizado. Borba ainda fala sobre parceria com o mercado chins e a mudana na forma de pensar os negcios.

    O mercado est excelente para quem sabe identificar boas oportunidades

    8 e 9

    Agosto - 2011 - Ano IV - 21a EdioCirculao: 5000 Exemplares

    Jornalista Responsvel: Roselaine Vinciprova (MTB 11043)

    Verso online: www.revistamateriaprima.com.br

    Fontes: Fiergs, Fecomrcio, Federasul, Sebrae RS, Portal da Qualidade, Setcergs, Zero Hora, Receita Federal do Brasil, Valor Econmico, Jornal do Comrcio, O Estado de So Paulo, Mundo do Marketing, Gazeta Mercantil, InfoMoney e Administradores.

    * Os artigos assinados no refletem, necessariamente, a opinio da revista Matria Prima e so de inteira responsabilidade dos autores.

    Contatos:Coordenao: - Roselaine Vinciprova - roselaine@trcomunicacao.com- Tadeu Battezini - tadeu@trcomunicacao.com

    Geral: 51 3041.2333 | redacao@revistamateriaprima.com.br

    Comercial: Tadeu Battezini - tadeu@trcomunicacao.com

    Colaborao: Camila Schfer (MTB 15120) - camila@trcomunicacao.comKamyla Jardim - redacao@trcomunicacao.comFernando Junges - criacao@trcomunicacao.comMateus Delazeri - criacao2@trcomunicacao.com

    Av. Flores da Cunha, 1050 / 604Centro - Cachoeirinha / RS51 3041.2333 Matria Prima uma publicao bimestral da TRCOM. Todos os direitos reservados.

    EXPEDIENTE

    A lngua do mundo dos negcios ........................................................... 11

    Voc j ouviu falar em Marketing Miopia? ......................................... 16

    Prmio Qualidade RS premia mais de 150 empresas ......................... 17

    Por que to difcil incluir Pessoas com Deficincia? .......................... 18

    Lanada a Pedra Fundamental do Ginsio de Esportes do Sesi ........ 24

    Empresas utilizam redes sociaispara avaliar perfil de candidatos .. 27

    Os modernos tablets conquistam as empresas ..................................... 28

    8 Segredos: venda e encante clientes ......................................... 29

    Normas para uma publicidade sustentvel ................................... 30

    Os reflexos da evoluo nas artes grficas ......................................... 33

    MATRIA DE CAPA

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 3

    O Grupo Perto/Digicon anunciou um investimento de R$ 38 milhes para a ampliao de sua fbrica de caixas de autoatendimento bancrio (ATM) instala-da em Gravata. Do total investido, R$ 26 milhes sero destinados para compra de equipamentos de altssima preciso com foco na automao dos processos. Os outros R$ 12 milhes sero aplicados na ampliao da rea construda de 33 para 41 mil metros quadrados.

    Esse investimento complementa a estratgia da empresa de crescimento no setor bancrio, responsvel por 60% da receita bruta, alm de atuar de forma mais agressiva no mercado de varejo, que hoje representa 10% do faturamento, e de servios, que respondem pelos 30% restantes. Com a expanso, a capacidade

    de produo de terminais de autoatendi-mento vai passar de 800 mil por ms para cerca de 1,6 milho.

    Avaliamos diversos locais, principal-mente no Norte e Nordeste, mas opta-mos por manter o projeto no Rio Grande do Sul, afirma o presidente da Perto, Thomas Elbling. O objetivo da empresa gerar 180 novos empregos (90% de mo-de-obra local) nas reas de manufa-tura, usinagem, fbrica de cofres, pintura, montagem, testes, engenharia e suporte. A previso de incio da obra setembro de 2011 e deve estar concluda em oito meses. A estimativa de que sejam ge-rados 60 empregos temporrios diretos e indiretos neste perodo.

    A ampliao da fbrica de ATMs est sendo desenhada com layout prevendo um

    fluxo contnuo e inteligente dos materiais e produtos ao longo dos diversos processos. A meta da Perto crescer cerca de 20% em 2011 e encerrar o ano com faturamen-to de R$ 320 milhes. Na rea bancria, a empresa aposta em diversas novidades como ATM com painel solar, desenvolvi-do para o mercado indiano e com grande potencial para ser implantado no Brasil.

    A Perto uma empresa com tecno-logia 100% brasileira, que atua h 22 anos no mercado de solues de har-dware e software para os segmentos de automao bancria e comercial. Possui cerca de 1,5 mil colaboradores, filial em Alphaville (SP), escritrios em 16 ci-dades e rede de suporte e servios em todo o Brasil. Seus produtos so expor-tados para 25 pases.

    Grupo Perto/Digicon anuncia ampliao da fbrica em Gravata

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br44

    edit

    oria

    l / m

    ensa

    gens

    Envie sua sugesto ou mensagem para ns! redacao@revistamateriaprima.com.br

    Sou ambientalista e gestora ambiental do Projeto Amigos do Planeta, programa de-senvolvido pelo Sindi-lojas Gravata e quero agradecer a veiculao do processo de reco-lhimento de lmpadas, desenvolvido pelo pro-jeto, na ltima edio da Revista Matria Pri-ma. Recebi muitas li-gaes de empresas de Cachoeirinha, mais do que aqui de Gravata, onde o projeto nasceu! Rose Mariah Sindilojas de Gravata

    MENSAGEMAnalisando desafios para transform-los em oportunidades

    Desde que nascem, as empresas enfrentam desafios: otimizar a produo, gerar lucro, obter resultados. Porm, o atual cenrio tem parecido cada vez mais desafiador para empresrios e em-preendedores. A globalizao, o surgimento de novas tecnologias digitais e as novas formas de consumo e distribuio de produtos tem muda-do a viso de muitos negcios, que agora preci-sam se adaptar a esses novos paradigmas.

    Nesta edio da revista Matria Prima, o empreendedor poder conferir diversos assuntos que fazem parte da atual pauta empresarial e que tm chamado a ateno de muitos administra-dores. Por exemplo, a incluso de Pessoas com Deficincia (PCD) no quadro de colaboradores, que, at pouco tempo, parecia um grande desa-fio, mas que hoje se mostra uma opo muito interessante para diversas empresas.

    Outro exemplo a globalizao e a chegada

    de produtos estrangeiros no mercado nacional, que tambm tm sido considerados obstculos para muitas empresas locais. No entanto, o con-sultor Volnei Borba, em entrevista, explica que o mercado est excelente para aquelas empresas que esto organizadas, afirmando que a China, por exemplo, pode ser um possvel parceiro co-mercial, desde que o empresrio saiba o que quer desse Pas.

    Alm disso, temos a internet e as redes sociais mostrando que existem novas formas de relacio-namento com clientes, colaboradores e fornece-dores. Ou seja, os desafios esto a, batendo na porta das empresas, por isso essa a hora de o em-presrio analis-los, buscar parcerias e consulto-rias para que esses desafios no sejam mais vistos como obstculos, mas sim como oportunidades.

    Boa leitura e at outubro!

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 5

    Zero infrao, zero acidente, esse foi o tema da palestra que ocorreu no incio do ms de julho na Oniz Distri-buidora. Os agentes da Coordenadoria de Educao para o Trnsito da Secreta-ria Municipal de Trnsito e Transportes (SMTT) de Cachoeirinha ensinaram e alertaram os funcionrios sobre a impor-tncia de manter um comportamento seguro no trnsito. A base da palestra partiu da ideia de que as tragdias nas es-tradas so consequncia de infraes em locais onde no visvel a fiscalizao, conforme dados dos ltimos trs anos do Detran.

    Segundo a funcionria da empresa, Alessandra Alderette, que faz parte da Comisso Interna de Preveno de Aci-dentes (CIPA), este o terceiro ano que os funcionrios da companhia pedem que a equipe da SMTT comparea duran-

    te a Semana de Preveno de Acidentes de Trabalho. A comisso reconhece a importncia do assunto e a qualidade dos trabalhos realizados pelos palestrantes, afirma.

    Para o Secretrio de Trnsito e Trans-portes, Renato Sparremberger, bom sen-so e respeito so essenciais para uma boa convivncia no trnsito. O trabalho da equipe de agentes da Educao para o Trnsito tem a misso de prevenir aci-dentes, conscientizando as pessoas de que a convivncia no trnsito tem que se dar atravs do bom senso e do respeito, declara.

    Para marcar palestras, os interessa-dos devero entrar em contato com o Coordenador de Educao para o Trn-sito, Joo Paulo Bezerra, pelo nmero 3041.6215 ou pelo e-mail transito@ca-choeirinha.rs.gov.br.

    Segurana no trnsito tema de palestra As inscries para o Programa

    Parceiras em Ao esto abertas at 12 de agosto. O programa es-timula a implementao de proje-tos de empreendedorismo e grupos produtivos comunitrios criados e liderados por mulheres de regies de baixa renda.

    Desenvolvido pelo Santander em parceria com a ONG Alian-a Empreendedora e destinado a entidades jurdicas - organizaes e instituies sociais sem fins lu-crativos o Programa Parceiras em Ao propicia capacitao de profissionais, com ensino sobre como gerar renda e sobre consu-mo responsvel, alm de construir uma parceria que ajuda no desen-volvimento de projetos empreende-dores. As cinco melhores iniciativas selecionadas recebero apoio tc-nico e investimento de at R$ 40 mil por 12 meses, com possibilidade de renovao por mais um ano.

    Programa abre inscries at dia 12

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br6

    De 23 a 25 de agos-to acontece na Fiergs a Expoagas e a Conveno Gacha de Supermerca-dos, que comemora seus 30 anos em 2011 consa-grada como uma grande e qualificada Feira de Ne-gcios. No ano passado, o evento contou com grande estrutura a fim de gerar mais negcios e fo-mentar grandes parcerias.

    Alm da feira de ne-gcios, o destaque da programao so as pa-lestras com Paulo Ra-bello de Castro (Pers-pectivas e entraves para a economia brasileira); Prof. Gretz (O cliente em primeiro lugar); M-

    rio Cortella (Da oportu-nidade ao xito: mudar complicado? Acomodar perecer) e Augusto Cury (Mentes brilhantes, mentes treinadas). Alm disso, a Famlia Lima tambm estar presente com sua palestra show. No espao Agas Mulher, o tema ser Mulheres que tornam o mercado gacho super. J no espao Agas Jovem, o destaque a participao do publicitrio Washing-ton Olivetto. As demais palestras e seminrios trataro ainda de temas como segurana no tra-balho, comunicao e inovao.

    6

    esta

    doAs exportaes da indstria gacha

    avanaram 26% em junho, em compara-o com o mesmo ms do ano passado, atingindo US$ 1,48 bilho. A balana comercial dos produtos industrializados gachos fechou o ms passado com saldo positivo de US$ 198 milhes. As impor-taes subiram 12,7% e somaram US$ 1,28 bilho. Para a Federao das Inds-trias do Rio Grande do Sul (Fiergs), um bom resultado para o setor no perodo, tendo em vista que a taxa de cmbio est muito valorizada e h elevado grau de in-

    certeza nos mercados internacionais.O primeiro semestre do ano tambm

    foi positivo para as exportaes gachas, que registraram um aumento de 21% em relao ao mesmo perodo do ano passa-do. As transaes internacionais cresce-ram em 18 setores e caram em sete. Os setores de veculos automotores, rebo-ques e carrocerias tiveram o maior avan-o, com 57% de elevao, puxado pelos embarques de carrocerias de nibus para o Chile e Peru. Por outro lado, o saldo no foi positivo para o refino de petrleo,

    com retrao de 23% nas vendas. A China continuou sendo o princi-

    pal destino das exportaes gachas no primeiro semestre, com 15,5% de parti-cipao na pauta do Estado, comprando principalmente gros e leos de soja. Em segundo lugar est a Argentina, com 9,8%, recebendo tratores, colheitadeiras, automveis de passeio e polmeros.

    Entre os Estados exportadores, o Rio Grande do Sul ocupou a quarta posio, com 7,8% de participao na pauta brasileira do semestre, depois de SP, MG e RJ.

    Exportaes gachas avanam no ms de junho

    Expoagas contar com grandes nomes Em julho tomou posse o

    novo presidente da Federao das Indstrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indstrias do Rio Grande do Sul (Ciergs), Heitor Jos Mller. A cerimnia de posse contou com a presena da presidenta Dilma Rousseff.

    Mller afirmou que far uma gesto voltada conti-nuidade do dilogo entre os setores empresarial e pblico e entende que a livre iniciativa e o empreendedorismo so as melhores formas de desenvol-ver uma sociedade mais justa. O novo presidente enfatizou que os industriais gachos no desejam benefcios, apenas igualdade de condies para manter a competitividade e que sua gesto ser praticamen-

    te uma continuidade do traba-lho de seis anos do presidente Paulo Tigre, seu antecessor.

    A vida industrial de Hei-tor Jos Mller comeou pela avicultura, atravs do Grupo Frangosul, do qual foi um dos scios-fundadores na dcada de 70. Integra o Conselho de Administrao da Agrogen S.A. e fundou a Novagro Gran-ja Avcola S.A. scio-funda-dor da Deltapar Investimentos S.A. e diretor-presidente da Fundimisa Fundio e Usi-nagem Ltda.

    Integrante das Diretorias do Sistema Fiergs/Ciergs desde 1989, tcnico em Contabilidade e bacharel em Direito, Heitor Jos Mller ocupou, no ltimo mandato de Paulo Tigre, a vice-presidncia da Fiergs.

    Heitor Mller assume a Fiergs

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 7

    Cachoeirinha um dos 18 muni-cpios do Estado selecionados para receber recursos para melhorias da mobilidade urbana do Programa de Infraestrutura do Ministrio das Cida-des. O projeto, que vinha sendo dis-cutido com a comunidade h cerca de dois anos, prev um investimento de R$ 46 milhes para remodelar toda a avenida central da cidade, bem como construo de viadutos, ciclo-vias e corredores de nibus. O projeto o segundo maior do Estado. O pre-feito Luiz Vicente da Cunha Pires sa-lientou que esta aprovao no muda o cronograma de outras obras que esto acontecendo na cidade como a repavimentao da Flores da Cunha e a construo de novas caladas. Com mais esses R$ 46 milhes poderemos investir na construo e melhoria das caladas e em elevadas que vo contri-buir na travessia de pedestres e no fluxo de veculos. Sonhamos alto e estamos trabalhando para realizar este sonho,

    revela Vicente. A secretria da pasta de Captao de Recursos e Relaes Inter-nacionais, Mrcia Saraiva, lembra que existe toda uma tramitao ainda para que a verba seja liberada, com apresenta-o de novos documentos e mais o pra-zo para licitao. A expectativa que as obras iniciem em pelo menos dois anos.

    Cachoeirinha selecionada para receberR$ 46 milhes para obras na Flores da Cunha

    Cachoeirinha obteve vitria no de-bate da RS-010, a Rodovia do Progresso, que ser construda pelo Governo do Es-tado. O prefeito Vicente Pires pediu e a nova proposta da rodovia exclui o ped-gio que estava previsto dentro do Distrito Industrial do municpio. Com isso, o polo industrial de Cachoeirinha ser aliviado das tarifas para usar a nova rodovia, que se seguir o cronograma estipulado pela Associao dos Municpios da Grande Porto Alegre (Granpal), ter o trecho entre a Freeway e a RS-118 pronto em 2014.

    Outra boa notcia que alm de uma alternativa s avenidas Frederico Rit-ter e Flores da Cunha, para acesso Fre-eway, as empresas do Distrito ganharo uma nova rota at a BR-116, tambm sem custos, atravs de uma nova rodo-via que ligar Cachoeirinha s BRs 116, 386 (Taba-Canoas) e 448 (a Rodovia do Parque, que j est em obras), atravs da rua Antnio Jos do Nascimento. Assim, o Distrito fica com duas novas opes para seus principais pontos de escoa-mento.

    Cidade consegue excluso de pedgio na RS 010

    Reproduo

    A expectativa que as obras iniciem em pelo menos dois anos

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br88

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    Como voc iniciou sua carreira?Comecei a trabalhar com 11 anos e aos

    12 j estava com a carteira assinada, reali-zando escrita fiscal num escritrio contbil. Desde cedo aprendi a gostar do trabalho e dos resultados gerados atravs dele. Iniciei como office boy, em seguida fui promovido a auxiliar de escritrio. Uma das etapas de-cisivas na minha carreira, anos mais tarde, foi trabalhar no Grupo Accor. Comecei a ter uma viso global lidando e interagindo com executivos de vrias partes do mundo com uma cultura organizacional voltada excelncia. Minha formao acadmica per-mitiu o acesso a uma infinita variedade de desafios acadmicos, pessoais e culturais, e com mestres que esto altura do que exis-te de melhor em qualquer escola de neg-cios espalhadas pelo mundo. Peter Drucker afirmava que uma empresa no mecnica nem biologia, ela humana e social. E isso eu aprendi com meus mestres.

    Como surgiu a opo de trabalhar como consultor?

    Escolhi a consultoria como uma opo de carreira. Estudando e buscando o maior nmero de experincias possveis na rea empresarial. A grande maioria entra neste mercado j no final de carreira, mas eu co-mecei a olhar as oportunidades advindas com o momento econmico que o Brasil vem passando, tanto na rea privada como pblica. O desafio da WCI Consultoria, constituda em 1997, era disponibilizar o ferramental de gesto e inteligncia para os negcios junto s pequenas e mdias empre-sas. Pensamos em um conceito que deveria democratizar o acesso ao conhecimento e assim desenvolvemos um software prprio de gesto empresarial que, dentro de uma mdia/grande empresa, custa de R$ 80 mil a R$ 300 mil. Conseguimos implementar li-cenas com custos altamente competitivos e com alto valor agregado. Por exemplo, te-mos clientes que adotaram essa ferramenta e, com menos de R$ 600 mensais, tm uma gama de solues e tecnologia altamente geradora de valor dentro de seus negcios. Inovamos na forma de ofertar solues acessveis ao pequeno e mdio empresrio,

    que por vezes no tem caixa suficiente para investir em licenas de software.

    Qual a essncia de uma consultoria?Um trabalho de consultoria no est li-

    mitado em somente alocar um profissional dentro da empresa e ditar regras e novos conceitos a serem implementados, mas sim, pensar a organizao de forma holstica, e permitir desse modo imprimir um ritmo de crescimento orgnico, seguro e rentvel. As atividades de consultoria demandam uma rara combinao de habilidades que provm dos mais diversos campos do conhecimen-to, tais como cincia, filosofia, psicologia, economia, administrao, espiritualidade, arte, intuio, domnio das cincias exatas, dependendo da rea. So esses elementos que compem a essncia bsica de um bom consultor. Nosso desafio dirio selecionar bons projetos de atuao e para isso temos que ter empresas dispostas a se estruturarem dentro de um modelo contbil/administrati-vo mais eficiente e eficaz, permitindo desse modo a obteno de recursos financeiros (BNDES, BRDE, Badesul, FINEPE, CEF

    e Banco do Brasil). Hoje a grande maioria no consegue acessar recursos do FINEPE, por exemplo, que em alguns casos plena-mente subsidiado, porque o empreendedor precisa estar muito bem organizado do pon-to de vista contbil-econmico-financeiro-administrativo, inclusive na apresentao do prprio projeto. A informalidade nos negcios um fator que por vezes impede a empresa de acessar recursos financeiros e expandir de forma mais acelerada os seus negcios. O diferencial na obteno de qual-quer recurso financeiro a transparncia.

    possvel dizer que o mercado est mais favorvel consultoria?

    O mercado de consultoria, seja na prosperidade ou na crise, est sempre em evidncia. Hoje trabalhamos num determi-nado projeto, exercemos um impacto nele, s que na maioria dos casos o mrito desse resultado no do consultor, mas credita-do sempre ao empresrio. Peter Drucker cunhou em 1969, nos Estados Unidos, o termo trabalhadores do conhecimento, que vem a ser, tambm, o papel de um consultor den-tro de uma organizao. Imagine o prprio empresrio, com o atual nvel de exigncia e competitividade no mercado, centralizar e assumir isoladamente temas como atuao global, gesto contbil, tecnologia, comer-cial, finanas, proatividade e com resultados positivos na ltima linha? Humanamente impossvel, as atribuies da consultoria no se resumem nica e exclusivamente gesto de crise, mas tambm em pensar inteligente-mente o futuro da empresa.

    Os mercados hoje so globais, as empre-sas virtuais, a relao empresa/cliente/concorrentes mudou. Tudo isso fruto de uma nova forma de pensar os negcios?

    A capacidade colaborativa no meio empresarial, em algumas reas, ainda ex-tremamente restrita. Como criar um clima de cooperatividade entre empresas que no conceito tradicional se mostram con-correntes? Esse um desafio central em nossos tempos. Mas necessrio e impe-rativo pensar em alianas estratgicas at entre concorrentes diretos ou indiretos do

    O consultor da WCI Consultoria, Volnei Borba, analisa as causas de as empresas entrarem em crise e garante que o momento muito bom para quem est organizado. Borba ainda fala sobre parceria com o mercado chins e a mudana na forma de pensar os negcios

    O mercado est excelente para quem sabe identificar boas oportunidades

    Volnei graduado em Administrao de Empresas pela Ulbra Gravata, formado em contabilidade e com curso de Extenso em Valuation Avaliao de Empresas, Fuses & Aquisies pela equipe de professores da USP e com MBA pela Fundao Getlio Vargas em Finanas, Controladoria e Auditoria

    Frederico Mombach

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 99entrevista | Volnei Borba

    mesmo setor, no falo em oligoplio, mas como forma de ganhar mais escala e com-petitividade nessa arena, chamada mercado, quer por vezes, exige do pequeno e mdio empresrio o prprio sucesso do projeto, imagine um pequeno, mdio empresrio negociando isoladamente com uma grande rede varejista? Qual o possvel resultado dis-so? Ou negociando compras unificadas com um grande fornecedor? O conceito de Re-des vem crescendo em algumas reas, mas ainda tem muito por conquistar em outros segmentos. O prprio nvel de exigncia dos consumidores, que so diferentes de clientes, pois cliente aquele no qual conseguimos fi-delizar, dado o impacto gerado por uma nova tribo de cidados multiconectados e com am-plo leque de mobilidade na aquisio de pro-dutos e servios, torna-se um desafio junto s empresas. E, nesse quesito, abrem-se oportu-nidades para empresas de pequeno e mdio porte, pois elas tm a capacidade de tomada de decises mais rpidas e precisas em relao aos negcios e que impactam diretamente seus clientes e consumidores. A grande tem uma desvantagem, seu tempo de resposta mais tardio, e a o desafio otimizar essa capa-cidade da pequena e mdia empresa, usando esse diferencial como um trunfo competitivo.

    Quando as empresas te chamam, como voc nota que existe um sinal de alerta?

    No caso de crise, o empresrio s pro-cura ajuda quando a dor chegou ao extremo. Um sinal de alerta quando ele comea a atrasar pagamento de impostos, fornecedo-res, bancos, funcionrios. Num momento de crise, temos que comear a olhar a capacidade de uma empresa em diminuir de tamanho. Aqueles que possuem efeito sanfona, ou seja, conseguem se organizar rapidamen-te para serem pequenos e sustentveis, tem maiores condies de se sustentarem. Mas sem sombra de dvidas, o melhor indicativo sempre um trabalho preventivo e o papel do consultor o de conselheiro. O prprio Rei Salomo, considerado o Rei mais sbio de sua poca, sempre tinha prximos trs consultores (conselheiros). O empresrio, s vezes, carrega tudo com ele, parece meio su-per-homem. Quando a gente comea a olhar a empresa de fora para dentro, identificamos vrias oportunidades de melhoria que podem impactar positivamente em seus resultados.

    Hoje se fala muito em desindustrializa-o. Voc acredita nisto? E de que for-ma o empresrio pode se beneficiar do mercado chins?

    Se olharmos o sistema de forma global,

    no existe desindustrializao s no Brasil. Possvel desindustrializao diferente de desindustrializao. Estamos vivendo um perodo no Brasil que aquelas empresas que estavam mais organizadas, menos endi-vidadas, menos tomadas de recursos, esto aproveitando o momento para atualizarem seus parques industriais por exemplo. O acesso s linhas de financiamento possvel. No vejo esse momento como crtico de de-sindustrializao. Evidente que as empresas que no estavam preparadas para esse mo-mento esto pagando um preo alto, porm, o empresrio precisa olhar mais o mundo o mundo. A China sabe muito bem o que quer do Brasil, mas o Brasil no sabe o que quer da China. Devemos olhar a China como um possvel parceiro comercial nesse mo-mento de tenso e restrio?

    Em quais bases de apoio deve se alicer-ar um projeto de expanso empresarial, gesto de crise ou a manuteno da em-presa no mercado?

    As competncias centrais de uma em-presa devem sempre ser mantidas, porm, aspectos ligados inteligncia financeira, com o objetivo de provar e vender a ideia junto aos parceiros e investidores da viabilidade econmico-financeiro, papel preponderan-te dessa sinergia entre o empresrio e a WCI Consultoria. Quase na maioria dos casos, os empreendedores no conseguem saber tudo o que se passa no negcio e em sua contabi-lidade, finanas e formao de preos. Algu-mas poucas organizaes investem energia e dinheiro num projeto preventivo, de con-sultoria focada na melhoria de processos e inteligncia em negcio, mesmo aquelas que j tenham essa cultura interna de melhoria contnua. Muitas vezes a empresa tem a in-teno de resolver, mas no tem a vontade de implementar as mudanas. Uma regra bsica que as empresas estabelecem a seguinte: Ns queremos vrias, profundas e radicais mudanas, desde que voc respeite uma con-dio: de que nada seja mudado. Temos por prtica no entrar numa empresa na qual no acreditamos que as mudanas sero imple-mentadas. No caso de haver necessidade de uma virada, os donos no tm alternativa, eles esto com srios problemas financeiros, os bancos no lhes do mais crdito. Eles tm de aceitar as mudanas. J aquelas empresas que ainda esto se sustentando, no admitem que algum de fora possa fazer a diferena. Nunca ouvi um empresrio que no dissesse: Nos-so negcio diferente, tem caractersticas to-talmente distintas das do mercado. Isso at pode ser verdade, mas o grande objetivo

    um s: gerar lucro, isso comum a todas as organizaes. Se a empresa no est gerando lucro, seja no caixa, seja mais embaixo, alguma coisa est errada.

    Por que vocs utilizam a fnix como referncia durante a reorganizao de uma empresa?

    A fnix referendada numa histria do antigo testamento. Uma ave que vivia cerca de 400 anos, morria e ressurgia das cinzas. Num projeto de recuperao empresarial te-mos que olhar a fnix como uma metfora. Temos que ter uma inspirao muito maior para sair de uma crise. A grande maioria se retrai. As empresas tm que ter a capacidade de reduzir de tamanho, mudar um pouco o padro de vida para recuperar depois. Hoje a lei de recuperao judicial permite que a empresa at acesse recursos atravs de em-prstimos bancrios, se demonstrar que o processo de recuperao srio. Importante salientar que nesse estgio de recuperao, a participao e o empenho de todos os cola-boradores, funcionrios, e inclusive os par-ceiros (fornecedores e bancos), primordial. Vender a ideia da virada de jogo para os colaboradores internos ponto central para o sucesso da empreitada. Desfazer-se de al-gumas coisas que por vezes so necessrias a principal caracterstica que diferencia um trabalho de sucesso. Em mdia, de cada qua-tro empresas em situaes de insolvncia total, pelo menos em uma o processo no positivo. O mundo no acaba depois de uma crise, inclusive, os aprendizados gerados em momentos como esse podem ser alicerces para uma virada que construa musculatura suficiente at mesmo para uma vinda mais promissora.

    Volnei Borba Diretor na WCI Consultoria, com participao acionria em empresas do setor de co-mrcio, servios, indstria e tecnologia. mandatrio exclusivo, no Rio Grande do Sul, de um Fundo de Investimentos e Capital de Risco em negcios emer-gentes. Tem solues focadas na pequena e mdia empresa, desde consultoria, assessoria contbil, fiscal, RH, tributria, ERP Software de Gesto Em-presarial e Consultoria em China.

    Equipe da WCI Consultoria

    Frederico MombachFrederico Mombach

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br10

    Prof. Saul SastreDiretor de Transportes Rodovirios - DAER/RSwww.saulsastre.com.brsaulsastre@terra.com.br

    10

    regi

    o DESENVOLVIMENTO

    H pouco tempo, uma rdio popular muito gacha ligava s 8h30min para as empresas a fim de saber quais executivos j estavam nos postos de trabalho. Por acaso, naquela manh eu havia chegado cedo, mas somente o meu corpo es-tava no escritrio, pois meu compu-tador e meu crebro estavam respon-dendo e-mails de alunos, coisa que fao habitualmente no incio de cada manh. Pensei em ligar e dizer para este locutor que funcionrio bunda larga, que chega cedo ao trabalho, cumpre religiosamente seu horrio, mas que passa o dia enrolando, tem pouca valia para uma empresa. De-pois achei melhor deixar assim, afinal ele estava mesmo em busca de um motivo para debater.

    Tenho alguma saudade do tempo que no existia celular e internet, e isso fazem menos de dez anos. Atu-almente, com o auxlio da tecnologia, possvel estar em vrios lugares ao mesmo tempo. So as novas formas de trabalho que desafiam gestores tradicionais, que ainda pensam que a presena fsica significa alguma coisa no mundo corporativo.

    Dependendo da funo que se exerce, a presena no trabalho um dos fatores que menos conta. Lgico que se falarmos de um cargo onde a presena fator crtico de suces-so, estar na data e no horrio certo questo de sobrevivncia do ne-gcio. A tudo bem, mas em outros casos, principalmente em funes de comando, estar presente mero de-talhe.

    Os gestores de hoje utilizam toda a mobilidade disponvel e no raro, noite, esto em casa cumprindo uma parte do expediente que no foi possvel fazer durante o dia porque muitas vezes, durante o dia, esto atendendo outros interesses que no conseguiram fazer no dia anterior. Na verdade, para um gestor, o tempo que ele cumpre de expediente em uma or-ganizao pouco importa, o que mais vale o resultado que ele trs para a empresa no final do ms.

    Unipresena

    Fazer com que seus hspedes soltem a gravata ao final de um dia intenso de negcios o desafio do portal da InterCity hotis. Ao reno-var seu canal de comunicao na web, a rede apresenta um guia multimdia completo dos seus 17 hotis espalha-dos pelo Brasil e lana o blog Sol-tando a Gravata, espao interativo com contedo personalizado e divertido do universo do hspede corporativo.

    O objetivo do portal e do blog facilitar a vida dos hspedes, sele-cionando o que cada destino tem de melhor (como roteiros, baladas, res-taurantes e eventos), disponibilizan-do esse contedo na web. Os destinos selecionados so aqueles em que a In-terCity opera. Alm disso, o novo site tem espao qualificado para comen-trios sobre os seus servios. Para sa-ber mais, acesse www.intercityhoteis.com.br.

    Portal InterCity convida para soltar a gravata

    A Souza Cruz foi premiada, pelo segundo ano consecutivo, na 38 edio do prmio Melhores e Maio-res da Revista Exame, como a 1 co-locada entre as Melhores Empresas do setor de Bens de Consumo.

    Durante a anlise, mais de 30 indicadores foram avaliados, tais como resultados financeiros, market share, produtividade e relaciona-mento com consumidores, entre ou-tros. Este prmio e o seu evento so considerados um dos mais repre-sentativos no mundo empresarial.

    A Souza Cruz tambm foi a 4 colocada entre as Maiores do setor de Bens de Consumo; a 3 entre as 400 Maiores do relevante setor do

    Agronegcio e, nesta categoria, a Maior do segmento (fumo), alm de 29 colocada entre as 500 Maiores empresas do Pas.

    Souza Cruz entre as melhores do setor de bens de consumo

    Divulgao

    O prmio considerado um dos mais representativos no mundo empresarial

    Reproduo

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 11

    Em uma pesquisa rea-lizada pela Global English Corporation, especializada no ensino do idioma via web, foi revelado que profissionais que no dominam a lngua inglesa acabam sendo pre-judicados no mercado de trabalho.

    A amostra total da pes-quisa foi de aproximadamen-te 25 mil funcionrios, desde administrativos a executivos, de 300 corporaes globais, em 125 pases. Apesar de 91% dos entrevistados afirmarem que o ingls importante para seu trabalho, apenas 9% declararam ter conhecimento suficiente para realizar suas funes.

    Dos entrevistados, 89% afirmaram que tero mais

    chances de subir na empresa se puderem se comunicar em ingls. Afinal, 76% dos funcio-nrios de corporaes globais usam o ingls diariamente em suas funes. Ainda segundo o estudo, se os profissionais passassem por treinamentos em ingls, as empresas iriam lucrar milhes com ganhos de produtividade.

    Em Cachoeirinha, diversas empresas tm negcios no ex-terior, algumas so controla-das por companhias de outros pases e muitas ainda desejam expandir suas fronteiras em busca de novas oportunidades de negcio. Todas, indepen-dentemente do status atual, vo necessitar de profissionais fluentes em ingls, a lngua do mundo dos negcios.

    No Yzigi, as solues para os profissionais e as empresas que buscam o dife-rencial da lngua estrangeira so tratadas individualmen-te. Os programas do curso so montados para suprir as

    necessidades especficas do profissional ou negcio, alm dos horrios das aulas serem escolhidos pelo prprio aluno. Acesse o site www.yazigi.com e saiba mais sobre os cursos oferecidos.

    A lngua do mundo dos negcios

    Dos entrevistados, 89% afirmaram que tero mais chances de subir na empresa se puderem se comunicar em ingls, uma vez que trabalham em empresas globais

    Divulgao

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br12

    Claiton ManfroSecretrio da Cultura de CachoeirinhaDiretor do Cisco Teatroclaiton.manfro@terra.com.br

    12

    regi

    o UNIVERSO CULTURA

    A Lei Rouanet Lei Federal de Incentivo Cul-tura estabelece que todas as empresas que operam com lucro real (no presumido) e que investirem em projetos culturais podero usar ou abater parte do seu imposto de renda nestes investimentos.

    Quais as vantagens que os empresrios inteli-gentes tm em investir em cultura? Os investimen-tos sero revertidos em marketing para a prpria empresa, ou seja: o nome da empresa ser vei-culado nas peas publicitrias do projeto cultural e constar nos cartazes, folders e outros materiais de divulgao; Os empresrios sabero onde seus recursos sero investidos; Investimento em cultura significa reduzir a violncia; afastar os jovens da dependncia qumica; ampliar o nvel de conheci-mento e de qualidade de vida da populao onde sua empresa est inserida e possibilitar aos colabo-radores acessar a produo e o consumo cultural.Alguns exemplos interessantes

    Em Cachoeirinha so realizados eventos que envolvem um pblico imenso e que podem receber investimentos atravs da Lei Rouanet, como: Vero Cultural; Carnaval; Aniversrio de Cachoeirinha; Ronda Crioula (considerado o 2 maior evento tra-dicionalista do Estado); Feira do Livro; Moto Tch e Fustch (encontro de Fuscas).

    Alm dos eventos, so desenvolvidas aes permanentes que tambm podem receber recursos da iniciativa privada atravs da Lei Rouanet: Programa de Descentralizao da Cultura: so atividades culturais realizadas em diversas regies da cidade. Ressalta-se principalmente o projeto Sopa da Filosofia (encontros que acontecem nos bairros e vilas para debater filosofia); Oficinas Populares e Permanentes; FUCCA Fundo da Cultura de Cachoeirinha: qualquer artista da cidade pode ter seu projeto fi-nanciado pela Secretaria da Cultura; OCA Orquestra de Cachoeirinha; Coral Municipal: tem mais de 25 anos e um dos mais reconhecidos da regio metropolitana; Biblioteca Pblica Monteiro Lobato: tem um dos acervos mais interessantes e atualizados da regio, disponvel comunidade; Casa do Leite Memorial e Espao Cultural: re-cebe muitas exposies e atividades culturais du-rante o ano; Parco Municipal; Casa da Cultura: espao para demonstrao da produo cultural de Cachoeirinha.

    Viu como fcil! Assim, de forma inteligente, os empresrios estaro ao mesmo tempo fazendo suas empresas crescerem e melhorando a qualida-de de vida da comunidade onde esto inseridos.

    Empresrio inteligente investe em cultura

    As obras da nova sede do Sin-dilojas Gravata esto apenas nas fundaes, mas o projeto j me-receu distino em nvel nacional. No ms de julho, em So Paulo, o Sindicato recebeu o Grande Pr-mio de Arquitetura Corporati-va, justamente pelo projeto de sua nova sede. Este o maior prmio do gnero na Amrica Latina, en-tregue aos profissionais da arquite-tura e a seus clientes, depois de um processo de seleo dos melhores projetos. O Sindilojas foi vencedor como o Melhor Projeto Corporati-vo do Ano, na categoria Criativida-de e Inovao.

    Nesta 8 edio, o Sindilojas foi um dos 1.523 projetos inscritos e concorreu com o projeto da nova

    sede, assinado pelos arquitetos Al-berto Torres e Audrey Bello, da Tor-res & Bello. Para se ter uma ideia da dimenso do prmio, o projeto do Sindilojas e da Torres & Bello ga-nhou o mesmo destaque de projetos como o Estdio do Corinthians.

    O presidente do Sindilojas, Jos Rosa, foi pessoalmente a So Pau-lo receber a premiao, juntamente com os arquitetos Alberto Torres e Audrey Bello.

    Projeto da nova sede do Sindilojas Gravata premiado em So Paulo

    Divulgao Sindilojas

    Equipe do Sindilojas Gravata com trofu do Projeto, PGQP e Sustentabilidade Ambiental

    Projeto vencedor

    Divulgao Sindilojas

    Entre os dias 8 e 20 de agos-to acontece em Gravata a Mostra Lar aGosto. O evento surgiu no ano passado a partir de um convite da Loja Todeschini, feito para um gru-po de parceiros comerciais da rea da construo e decorao, para se reunirem e juntos apresentarem seus produtos.

    A Mostra Lar aGosto 2010 foi um sucesso e em 2011 as lojas Di Casa, Jardins da Aldeia, Luzes da

    Aldeia, Metzler Construtora, Peruzzo Tintas, Portobello Shop, Regis Mar-tins Forros e Divisrias, SOS Tornei-ras, Todeschini e Zenker Cortinas e Persianas estaro novamente reuni-das num grande showroom que ser montado na Todeschini Gravata.

    Na 2 edio da Mostra Lar aGosto, as empresas participan-tes apresentaro seus produtos em ambientes projetados por arquitetos locais.

    2 edio da Mostra Lar aGosto

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 13

    Sem crise

    A Alemanha est vivendo um dos seus melhores momentos econmicos depois de 2008. Muito trabalho e muito dinheiro so as duas caractersticas que definem o momento do mercado alemo. Devido rpida atuao do governo e injeo de di-nheiro no mercado, a crise alem no che-gou a balanar nem economicamente, nem socialmente. Pelo contrrio, apresenta um crescimento de 3,4%, o que surpreendeu os especialistas mais otimistas.

    Naturalmente que esta conquista no algo que se possa avaliar como consequ-ncia de um momento, pois por sua din-mica econmica, algo que vem crescen-do e tomando forma desde a instalao do Euro no mercado. Os alemes, como geradores desta ideia, j saram dois pas-sos frente em relao a todos os demais pases, inicialmente convidados, que hoje compem a Comunidade Europeia. Isso se pode observar quando comparamos os 20% que a Alemanha exporta para a China, em relao aos 11% da Frana. O mercado de exportao e importao, que antes era um elo muito forte entre os pases da Comunidade Europeia, vem sendo enfraquecido pelo dficit apresen-tado pelas naes do Sul da Europa, o que faz com que lentamente exista uma migrao de exportao para o estrangei-ro. A Alemanha j percebeu isto h al-guns anos, quando abriu as portas para as negociaes com a China, que um Pas que cresce 8% ao ano. No existe outra nao que esteja mais alto no pdio. O resultado disso so relaes bilaterais

    fortalecidas e em franco desenvolvimen-to. O que no significa que o Governo alemo no far tudo que estiver ao seu alcance para salvar os pases da comuni-dade que estejam em apuros, mesmo que isso venha a gerar algum comprometi-mento financeiro e at econmico.

    Recentemente, os germnicos se de-ram conta da necessidade de parcerias na rea de desenvolvimento de matrias no setor industrial de gs e leo, encontrando na Rssia seu parceiro ideal. Mesmo aps intensas negociaes, muitos especialistas apontam que este acordo render frutos para a economia anglo-sax. Muito se espe-cula sobre o progresso da Alemanha, mas

    independente de opinies especulativas, o que se observa que o Pas tem uma se-riedade muito grande no que se refere s questes tributrias, tanto na sua cobrana quanto na sua utilizao para bens e servi-os. indiscutvel a preponderncia deste Pas em desenvolvimento na rea de pes-quisa e tecnologia. um Pas que exporta conhecimento. Sendo assim, tornou-se um expoente que muitos tentam imitar. Esta caracterstica j conquistada facilita muito a abertura de novas frentes, pois sua cre-dibilidade respeitada por todos. Neste momento a crise no anda rondando estas terras e tudo indica que os ventos uivantes no passaro por aqui.

    Rosani Erhart Schlabitz - jornalistaCorrespondente Revista Matria PrimaMunique - Alemanha

    europarl.europa.eu

    Dos pases que formam a Unio Europeia, a Alemanha um dos que mais exporta para a China

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br14

    Primeiramente dedicada produo de verniz poliure-tnico para pisos de madeira, a Nokxeller Microdispersions surgiu da ideia de trs ami-gos, que decidiram ampliar o negcio para o ramo de es-pecialidades qumicas de uma matria-prima at ento pouco explorada por sua complexida-de tecnolgica: as disperses aquosas de poliuretano.

    Esse material, utilizado em sistemas de tintas espe-ciais, principalmente no ramo de acabamento de couro, substitui as tintas tradicionais base de solventes para siste-mas aquosos no-poluentes, onde o solvente da tinta a prpria gua. Esta matria-

    prima a soluo para tintas de alto desempenho com total adequao s novas polticas de meio ambiente.

    Aps a unio com a Noko Qumica, maior empresa de produtos para acabamento de couro do Brasil, situada em Porto, a Nokxeller se esta-beleceu, em 2005, como uma empresa independente que atua no sistema B2B, ou seja, seus clientes so outras em-presas formuladoras de tintas para segmentos do mercado txtil, metalmecnico, plsti-cos, madeira, tintas industriais, entre outros. Para saber mais sobre os servios da Nokxel-ler, acesse o site: www.nokxel-ler.com.br.

    Nokxeller aposta na inovaoA Indrofer iniciou suas

    atividades em outubro de 2009 e em fevereiro deste ano foi incorporada Cha-pasul Indstria e Comrcio de Equipamentos Ltda, que tem 35 anos de experincia na prestao de servios de corte e dobra de chapas. A alterao do quadro social e administrativo revigorou a estrutura operacional e am-pliou a capacidade de produ-o das empresas.

    Complementando os servios de corte e dobra de chapas, a Indrofer atua na fabricao e reforma de caambas para resduos e

    entulhos, caambas Roll on, montagem industrial, caldei-raria e execuo de projetos em geral, conforme a neces-sidade de cada cliente.

    Entre os servios e pro-dutos prestados, vale desta-car a fabricao e reforma de caixas metlicas para trans-porte e armazenagem de peas. Alm de contar com uma linha padro, possvel desenvolver projetos sob medida.

    Conhea mais a Indro-fer acessando www.indrofer.com.br ou mande um e-mail para atendimento@indro-fer.com.br.

    Indrofer revigora estrutura

    Integrante do Grupo MBN, a BR QUIM atua h mais de trs dcadas na distri-buio de produtos qumicos, ingredientes e aditivos alimen-tares. A empresa possui seis unidades, distribudas em qua-tro Estados, e atende diversos segmentos do mercado, levan-do solues com qualidade e agilidade a seus clientes. Atu-almente, a BR QUIM vive um momento de pleno crescimen-to, com a implementao de diversos projetos.

    Um deles, que se encontra em andamento, a ampliao da unidade de Cachoeirinha. Prevista para ser concluda at junho de 2012, a unidade pas-sar a ter uma estrutura de 15 mil metros quadrados de rea coberta e uma bacia de 26 tanques ultramodernos, com

    capacidade para armazenar 1,5 milho de litros de cargas lqui-das. Laboratrios, armazns e escritrios faro parte das no-vas instalaes.

    Junto com a MBN Trading Qumica, a BR QUIM realizar o projeto de um centro de dis-tribuio s margens da BR 101, em Barra Velha/SC, com previ-so de concluso em dezembro de 2013. Por meio da execuo dos seus projetos, a BR QUIM pretende se posicionar como uma das marcas mais lembra-das no mercado de distribuio de produtos qumicos at 2018, data em que completar 40 anos.

    BR QUIM amplia instalaesA Construtora Enge-

    mold, atenta s evolues do mercado da construo, adquiriu novos equipamen-tos para ampliar e moder-nizar sua capacidade de produo e investiu na im-plantao de novas tecnolo-gias, objetivando melhorar e lanar novos produtos.

    Alm disso, a empresa finalizou junto s principais gerncias seu planejamen-to estratgico, que prev o foco das aes at 2016. Conceituada como uma das lderes de mercado da regio, a Engemold espe-cializada em pr-moldados para grandes vos livres para a indstria e comrcio. Conforme o Diretor, Jones

    Zaniratti de Oliveira, a em-presa lanar, at o final do ano, novos produtos basea-dos nas tendncias mundiais da construo, buscando oferecer mais um diferencial para seus clientes.

    Em 2012 a Engemold completa 20 anos e pla-neja a inaugurao de uma moderna sede localizada no Distrito Industrial de Cachoeirinha, baseada em conceitos de sustentabilida-de, convivncia e funciona-lidade.

    Engemold amplia sua capacidade

    Divulgao

    Divulgao

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 15

    Aurea Regina Pedrozo da Silva OAB/RS 78.366Elisete Feij Advogados Associados

    Resistindo fortemente em fomen-tar o projeto de sociedade inscrito no modelo de Estado Democrtico de Direito, por conservadorismo e igno-rncia, operadores do direito, cidados e cidads dos nossos dias impossibi-litam a eficcia normativa do texto constitucional. Ora, uma constituio que declara princpios e apresenta ob-jetivos est nitidamente a denunciar o projeto de sociedade escolhido, com-prometendo cada um de seus inte-grantes com sua realizao.

    Neste sentido, destaca-se a evi-dente necessidade de agregar meca-nismos de acesso ou outros meios que garantam a permanncia e o exerccio eficaz de cidadania dos indivduos margem da sociedade como um todo.

    O exerccio das liberdades pr-prias aos direitos individuais, civis e polticos garantidos constitucional-mente, por si s no so suficientes para integrao vida social daqueles que, historicamente, so privados de oportunidades gozadas e exercidas pelos indivduos socialmente privile-giados.

    Desse modo, observa-se que a discriminao, nos diversos nichos da vida em sociedade, est no dia-a-dia e o que acontece na prtica que no estamos dispensando a ateno ne-cessria para essa realidade - atos dis-criminatrios esto disfarados numa rotina que supe a possibilidade de acesso a todas as pessoas.

    Nesta senda, buscando a efeti-vao do direito fundamental, que reserva o tratamento igual para todas as pessoas, que com foco na elimi-nao das desigualdades se impe o estabelecimento de diferenciaes especficas como forma de dar efeti-vidade ao preceito constitucional e a igualdade para os desiguais.

    Portanto, para atingirmos os ob-

    jetivos expressamente estabelecidos na Constituio Federal, de constru-o de uma sociedade mais justa e solidria, reduzindo as desigualdades sociais, precisamos ousar e enfrentar o desafio da criao e sustentao de novas formas legais de interveno na realidade brasileira. A igualdade a que a lei refere no pode ser tratada como absoluta, ao contrrio, porque justamente para que prevalea a igual-dade precisamos prever o tratamento necessrio e diferenciado que possa alcanar e equiparar os diferentes.

    O paradoxo est no fato de que para promover a igualdade como ao afirmativa, mister promoo da de-sigualdade. Portanto, o combate s diversas formas de discriminao no se opera de forma eficaz, por meio de normas meramente proibitivas. Mas, sim pela eliminao da discriminao e dos seus efeitos, requerendo, pois, o uso de medidas positivas aptas a (in-ter)romper a dinmica do processo discriminatrio, promovendo de ime-diato, atravs do seu efeito persuasivo e pedaggico, a correo das injustias por ele provocado.

    Contudo, nesta busca requer-se uma reflexo que conduz, inevitavel-mente, ao princpio fundador do Es-tado brasileiro: a dignidade humana. Este deve nortear a consolidao e prtica de polticas, num vis de afir-mao, em que o foco seja os grupos de indivduos que esto margem dessa relao: Estado populao.

    Em outras palavras, vlida e ne-cessria a discriminao, chamada po-sitiva, como forma de compensar de-sigualdade de oportunidades, em prol da igualdade, da garantia do respeito aos direitos humanos e do combate a todo tipo de discriminao, clusulas ptreas contidas na Constituio Fe-deral.

    Igualdade e capacidade na incluso social

    A idade mdia das empresas ativas no Brasil de 10 anos, isso sem contar a grande quantidade de empreendimentos que fecham as portas com menos de cinco anos. Contrariando essas estatsti-cas, a Metalrgica SanMartin est no mercado h 12 anos, apostando no ramo de usinagem pe-sada leve e caldeiraria.

    Instalada no Distrito Industrial de Cachoeiri-nha, a empresa tem estrutura familiar e foi funda-da por Vanir SanMartin, um grande conhecedor do ramo e do mercado. Com o tempo, a meta-lrgica foi investindo em maquinrio e tecnologia, adquirindo ainda outra empresa e mais espao para sua sede. De acordo com o diretor Marce-lo SanMartin, investimentos pesados foram feitos nos ltimos quatro anos, como a aquisio de uma Mandriladora CNC da marca Hyundai, a primei-ra a ser vendida no Brasil. Alm disso, a estrutura fsica tambm foi ampliada e hoje a Metalrgica SanMartin conta com 3,5 mil metros quadrados de rea construda e mais de 8 mil metros quadrados de terra no Distrito Industrial.

    Trabalhando para grandes empresas multina-cionais e nacionais, a metalrgica tem como ob-jetivo a seriedade e parceria com seus clientes. A qualidade tambm est presente em seu modelo de gesto, que certificado desde 2009 pela ISO 9001, visando atender as exigncias de excelncia tcnica de seus clientes.

    SanMartin aposta na experincia e em inovao tecnolgicaMetalrgica est h 12 anos no mercado e investe em infraestrutura e equipamentos

    Divulgao

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br1616

    mar

    keti

    ngMarketing Miopia foi de-

    finido em um artigo de Theo-dore Levitt, na dcada de 60, como a viso curta de mui-tas empresas, em relao ao prprio negcio, que as impe-de de definir adequadamente suas possibilidades de mercado.

    Quando uma empresa pos-sui uma viso limitada, no consegue definir um planeja-mento adequado ao mercado e no alcana retorno positivo. H casos em que a economia est em crise e o mercado est saturado, mas quando os fato-res do ambiente externo so favorveis e a empresa perma-nece em nveis estagnados, isso um sinal de falha administra-tiva e curta viso no planeja-mento estratgico da empresa.

    Basicamente, a organiza-o necessita conhecer bem o seu ramo de atividade e de-senvolver uma relao posi-tiva entre cliente e produto. Toda empresa de sucesso de-senvolve produtos e servios de alta qualidade e fideliza os seus clientes, pesquisando e analisando constantemente as necessidades e desejos de seu pblico-alvo.

    As empresas que lanam novas linhas de produtos e servios adequados s novas tendncias de consumo, alm de enxergarem as constantes mudanas de mercado, no correm o risco de serem mo-

    pes. Dessa forma, as empresas mantm sua expanso, mesmo com a entrada de concorren-tes diretos no mercado. Alm de estarem sempre atentas s novas tendncias de consumo, torna-se necessria a preocu-pao com as inovaes tecno-lgicas, mantendo a marca de qualidade sempre atualizada.

    Muitas empresas pecam por acreditar que seu cresci-mento ser incentivado natu-ralmente pelo aumento po-pulacional da regio em que atuam, que nunca ter um concorrente altura e a que-da do custo de produo ser somente pelo processo de es-cala.

    Segundo estudos sobre as atividades econmicas e co-merciais, o marketing movi-do por variveis controlveis e incontrolveis. A venda o interesse do vendedor em passar o seu produto e obter o retorno financeiro, por outro lado, o marketing se preocupa em satisfazer as necessidades e desejos do cliente, se poss-vel prev-las.

    As empresas buscam mais mercado, mais clientes e parcerias e, sobretudo, ter a capacidade de manter essas conquistas. Entretanto, s al-canam esses objetivos aque-les gestores que possurem viso ampla inclusive de seu negcio.

    Voc j ouviu falar em Marketing Miopia?Divulgao

    Muitas empresas pecam por acreditar que seu crescimento ser incentivado naturalmente pelo aumento populacional da regio em que atuam

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 17qualidade17

    No incio de julho, mais de 150 or-ganizaes gachas foram vencedoras na 16 edio do Prmio Qualidade RS e 1 Prmio Inovao, promovidos pelo Pro-grama Gacho da Qualidade e Produti-vidade (PGQP). O evento, junto com o Congresso Internacional da Gesto, reu-niu aproximadamente 9 mil pessoas du-rante dois dias. Tambm foram homena-geados os voluntrios que participaram da avaliao das empresas, os juzes e relatores do Prmio, os comits regionais e setoriais que mais se destacaram junto ao Programa e os comunicadores e lide-ranas de veculos difusores da qualidade na mdia.

    Este ano, trs empresas foram agra-ciadas com o Trofu Diamante: AES Sul Distribuidora de Energia, Randon S/A Implementos e Participaes e Suspensys Sistemas Automotivos. O Trofu Ouro foi conquistado pela Bebidas Fruki S/A. Receberam Trofu Prata 30 organiza-

    es, Trofu Bronze 47 empresas e Me-dalha de Bronze, 66. Entre as vencedo-ras, 128 so da rea de servios, duas so da administrao pblica, 11 da indstria e seis do comrcio. Entre os destaques da regio esto: Comercial de gs San Izidoro e SESC Vale do Gravata (Tro-fu Bronze), Servio Social da Indstria Cachoeirinha, Servio Social da Indstria Gravata e Sindicato do Comrcio Vare-jista de Gravata (Medalha).

    O Prmio Qualidade RS abrange a avaliao da gesto das organizaes em oito critrios: Liderana, Estratgias e Planos, Clientes, Sociedade, Informaes e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados. Para concorrer ao Prmio, as interessadas precisam ter adeso ao PGQP e recomendado participar das trs etapas do Sistema de Avaliao: trei-namento, autoavaliao e avaliao exter-na, alm de elaborar o relatrio da gesto e receber a visita de uma dupla de exami-

    nadores e julgamento de uma comisso de juzes. Participaram da avaliao 997 examinadores e 32 juzes e relatores, num processo que durou cerca de um ano.

    Nesta edio do Prmio Qualidade RS foram 207 participantes de pequeno, mdio e grande porte, dos diversos seg-mentos da economia gacha, nas catego-rias Medalha de Bronze e Trofus Bron-ze, Prata, Ouro e Diamante.

    O Prmio, criado em 1996 pelo PGQP, viabiliza s vencedoras um re-conhecimento e visibilidade nacional quanto a seu sistema de gesto alinhado aos princpios da qualidade, reconhe-cimento da fora de trabalho e maior autoestima dos colaboradores, alm do reconhecimento da comunidade, com in-formaes sobre prticas bem sucedidas de gesto, preconizadas no modelo de Excelncia da Gesto.

    Renova reconhecida no 1 Prmio Inovao PGQP

    A Renova Lavanderia Industrial foi uma das empresas reconhecidas pelo 1 Prmio Inovao PGQP, na Dimenso Liderana. O reconhecimento resultado no s da atuao dos lderes da empresa, mas de todos os clientes, fornecedores e colaboradores. Atualmente, as unidades Renova esto distribudas nos Estados do Rio Grande do Sul, Paran, Bahia e Pernambuco, atendendo mais de 4 mil clientes e higienizando aproximadamen-te 400 mil peas de uniformes por ms, alm de mais de 2 milhes de peas/ms oriundas das locaes de toalhas indus-triais, toalhas contnuas, EPIs, tapetes, MOPs, toalhas de banho e higienizao de txteis para aeronaves.

    Prmio Qualidade RS contempla mais de 150 empresas

    Diretor da Renova Lavanderia, Joarez Veno, recebeu o Prmio Inovao PGQP na Dimenso Liderana

    Roque Lopes/Tribuna de Cachoeirinha

  • repo

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    Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br18

    Por que to difcil incluirAs empresas precisam entender que as pesso-

    as com deficincia (PCD) so capazes de fazer o que quiserem, basta que exista um ambiente adaptado a elas. Com essa fala, a consultora de incluso e admi-nistradora da Desenvolver Incluso de PCDs, Marcia Gonalves, sintetiza como o mercado de trabalho ainda v com preconceito as pessoas com deficincia. Em entrevista realizada para a revista Matria Prima, a consultora, juntamente com as colegas Miriam Duarte (consultora), Carlena Weber (assistente social), Aneliz Silva (estudante de psicologia) e Sandra Cardoso (intr-prete LIBRAS), conta como as empresas podem incluir PCDs em seu quadro de colaboradores e os maiores desafios para colocar essas pes-soas no mercado. Mesmo com a Lei de Cotas (1991), que obriga as empresas com 100 ou mais funcionrios a destinarem at 5% de suas vagas s pessoas com deficincia, ainda h muito a ser trabalhado na questo ati-tudinal. A prpria Desenvolver um exemplo de que incluir PCDs d certo. A empresa emprega hoje uma cadeiran-te (a assistente social Carlena) e uma colaboradora com Sndrome de Grebe (a estudante de psicologia Aneliz).

    Um dos maiores problemas fazer com que as pes-soas sem deficincia entendam a realidade das PCDs. Mais de um bilho de indivduos tm algum tipo de de-ficincia no mundo, de acordo com relatrio divulgado pela Organizao Mundial de Sade e Banco Mundial. O estudo mostra que milhes de pessoas tm a vida dificultada por falta de condies que incluem, alm das barreiras fsicas, a discriminao, a falta de cuida-dos na sade e a inexistncia de servios de reabilitao adequados. Com isso, as pessoas com deficincia tm pior sade, baixo nvel educacional, menos oportunida-des e maiores taxas de pobreza do que as pessoas sem qualquer tipo de deficincia. Devido a esse histrico de excluso, difcil para as empresas aceitarem uma pessoa que, alm de ter uma deficincia, vive essa reali-dade. Os recrutadores esto preparados para escolher entre os melhores, os mais bonitos, os mais eficientes, os mais rpidos, e o cenrio que a gente tem das PCDs no Brasil muitas vezes o oposto, ento o preconceito acaba se tornando maior ainda, explica Marcia. Para amenizar essa situao, dar maiores chances s pessoas com deficincia e poder oferecer profissionais qualifi-cados s empresas, a Desenvolver, alm de fazer o re-crutamento, tambm oferece cursos e treinamento para as PCDs, que depois so encaminhadas para o mercado de trabalho. Um acompanhamento junto famlia da

    pessoa com deficincia tambm importante para co-nhecer a sua realidade. Isso fundamental para que os pais, muitas vezes super protetores, entendam que o mercado de trabalho pode ser bom para o desenvolvi-mento do seu filho, conta a consultora Miriam Duarte.

    De acordo com Marcia, a principal barreira para incluir pessoas com deficincia no mercado de traba-lho a atitude das demais pessoas. Muitas pensam que os cegos devem trabalhar como telefonistas, os surdos no estoque e os deficientes fsicos em call centers, por exemplo. Segundo a consultora, esse modelo muito disseminado, mas acaba limitando ainda mais as PCDs. Para ela, as pessoas podem trabalhar no que quiserem,

    desde que o ambiente seja adap-tado s suas limitaes. Ela cita como exemplo um rapaz que cego e que possui uma deficin-cia auditiva de 85%. O desafio era coloc-lo em uma linha de produo. Para isso, adaptamos a linha colocando uma bancada, uma cadeira e um gabarito para o encaixe das peas. Ele j est

    h um ano nessa empresa e suas peas seguem para a exportao sem defeito algum. A empresa inclusive est pensando em fazer essa adaptao para os demais fun-cionrios porque o processo est to bem fechado que evita defeitos. Foi uma mudana simples e barata que no fim se tornou vantajosa para toda a empresa, expli-ca Marcia. A consultora tambm cita o exemplo de um surdo que trabalha no setor de marketing de um site de msica. No incio parecia impossvel a adaptao, mas graas a um mecanismo de acessibilidade criado na in-formtica foi possvel fazer com que ele trabalhasse no que realmente queria.

    Mudar o esteretipo que se criou das pessoas com deficincia ainda muito difcil no Brasil, mas com aes simples possvel alterar esse cenrio. As aes inclusivas so exemplos disso. Atravs de palestras e vivncias, os demais funcionrios podem aprender a conviver com o colega deficiente e a empresa a acolher essa pessoa. Na Desenvolver, quem trabalha com essas aes Carlena Weber, que h 11 anos cadeirante. Eu j fui uma pessoa andante e sei como difcil imaginar a vida de uma pessoa com deficincia. Por isso a gente trabalha com a vivncia ldica nas empresas, para que os funcionrios se imaginem como PCDs. Simulamos que um cego, outro surdo, outro cadeirante e eles precisam saber trabalhar em equipe. Os resultados so bem positivos e as pessoas comeam a pensar diferente, aprendem que existem limites e possibilidades. Ento nossa funo mostrar para as empresas que no se

    Por Camila SchferJornalista (MTB 15120)

    Mais de um bilho de indivduos tm algum tipo de deficincia no mundo, de acordo com relatrio divulgado pela Organizao Mundial de Sade e Banco Mundial.

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 19reportagem especial

    PESSOAS COM DEFICINCIA?trata apenas do cumprimento de uma lei, mas de uma mudana de atitude, conta. Mesmo que o Brasil possua uma das me-lhores legislaes do mundo para a pes-soa com deficincia, mudar a cultura e a atitude das pessoas ainda um obstculo porque a PCD vista como algum que no vive, no trabalha, nem estuda. Gos-taria que no existisse a Lei de Cotas, mas como no Brasil ainda difcil mudar essa viso das pessoas com deficincia, acho que um mal necessrio, afirma Carlena.

    Outra dificuldade relatada pelas fun-cionrias da Desenvolver a exigncia das empresas quanto ao perfil do candidato. Segundo elas, as companhias querem pes-soas com deficincias leves, o que, na teoria, no existe. Tivemos, inclusive, de recusar algumas ofertas porque sabamos que no conseguiramos atingir o objetivo daquela empregadora. So muitas as exi-gncias e s vezes nem a deficincia o problema, mas a condio social, a apa-rncia ou a etnia do candidato. Ento o preconceito est em todas as esferas e no inclui apenas a deficincia, afirma Mar-cia. A consultora explica que, ao contrrio do que muitas vezes divulgado na mdia, existem pessoas com deficincia suficien-tes para preencher as vagas disponveis. O cadastro da Desenvolver, por exemplo, conta com 1080 pessoas, todas aptas para trabalhar. O problema que as empresas fazem exigncias que no esto de acordo com a realidade dos deficientes brasileiros. As empresas anunciam vagas de empre-go interessantes para PCDs. Eu entro em contato com elas, mas elas no querem as pessoas com deficincia que eu tenho.

    Elas querem pessoas sem a pontinha do dedo, por exemplo, explica Marcia.

    Nos cinco anos de atuao da De-senvolver j foram includas 553 pessoas no mercado de trabalho. A rotatividade no ltimo ano foi de 15% e o ndice de afastamento de apenas 2% (sendo que esse ndice, na maioria das empresas, de 10%). Os dados mostram que as pessoas com deficincia s mudam de empresa quando conseguem um emprego melhor, quando passam em um concurso pblico ou quando mudam de cidade e raramente porque adoeceram ou devido sua defici-ncia. A fora de vontade dessas pessoas tambm encoraja e motiva os demais fun-cionrios. Temos exemplos de empresas em que o absentesmo dos outros colabo-radores diminuiu porque eles se sentem motivados vendo os colegas deficientes se esforarem, conta Marcia. Mas assim como h exemplos positivos, a consultora afirma que tambm h aquelas pesso-as que se utilizam da Lei de Cotas para tirar vantagens. Da mesma forma que pessoas sem deficincia so preguiosas, faltam e no gostam de trabalhar, tam-bm h pessoas com deficincia com esse perfil e se usando da lei para obter vantagens. Mas importante lembrar que carter no tem a ver com ter ou no ter deficincia e sim com a personalidade da pessoa. Ento bem importante que as empresas estejam atentas para isso, explica.

    Os atestados e faltas por moti-vo de sade tambm so temores do empresariado, mas preciso lembrar que pessoas com deficincia adoecem

    como qualquer outra pessoa e o acom-panhamento com seu mdico essencial para que o funcionrio desempenhe bem suas atividades. Estudos mostram que, justamente por receberem um acompa-nhamento sistemtico e preventivo, os deficientes adoecem menos. Porm, se o empregador quiser apenas cumprir a Lei de Cotas, sem se preocupar em como aquela pessoa est sendo acompanhada, provavelmente ter problemas no futuro. Por exemplo, se uma pessoa com apenas um dos braos for alocada para trabalhar na montagem de peas, muito provavel-mente ela sobrecarregar o brao e ado-ecer porque no teve acompanhamento mdico e o ambiente no foi adaptado para sua limitao. Ou seja, o que adoece no a deficincia, mas a falta de adapta-o no ambiente de trabalho e nas fun-es que a PCD desempenha. Gripe e cansao qualquer pessoa sente. O vrus no escolhe se a pessoa tem deficincia ou no, brinca Marcia. Alm disso, os

    mdicos do trabalho precisam enten-der que a pessoa com

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    Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br20

    deficincia quer trabalhar como qualquer outra pessoa e no passar o resto da vida aposentada, completa.

    Incluir a PCD tambm traz lucro empresa Marcia Gonalves

    Todo empresrio sonha em ter um negcio de sucesso e rentvel. Para isso, muitos investem no aumento da produti-vidade para que o lucro, principal objeti-vo de uma empresa privada, seja atingido. Quando algum recomenda uma pessoa com deficincia para esse empresrio, logo ele pensa que sua produtividade e retor-no financeiro estaro comprometidos ou que se trata apenas de uma ao solidria, de responsabilidade social. No entanto, assim como qualquer pessoa, uma PCD pode trazer resultados e lucro empresa. Mrcia cita o exemplo de uma deficiente visual que participou do projeto Sentir com as Mos, em que cegos so contra-tados como massoterapeutas. O objetivo de uma rede de farmcias era aumentar as vendas, mas tambm havia o desejo de incluir pessoas com deficincia na empre-sa. Ento se pensou, em conjunto com a empresa, que a cada R$ 30 em compras, o cliente ganharia uma massagem. O su-cesso foi tanto que hoje a massoterapeuta dessa loja est com a agenda lotada e j h compradores que viraram pacientes dela, ou seja, a loja fidelizou muitos clien-tes com essa ao e o investimento trouxe resultados, conta.

    Assim como h alguns anos as em-presas perceberam que os idosos eram um nicho de mercado, tambm as pessoas com deficincia podem trazer lucro para os micro e pequenos empresrios. Elas vo para restaurantes, lojas e mercados, mas nesses locais ainda sofrem com a falta de acessibilidade arquitetnica. Colocar uma rampa ou uma etiqueta em braile no apenas responsabilidade social, volun-tariado, mas uma ao que poder trazer muitos clientes e lucratividade para aquele negcio, conta Marcia. Segundo a con-sultora, preciso investir mais na incluso dessas pessoas.

    Deficincia intelectual e psicossocialAlm de deficientes fsicos, a Desen-

    volver trabalha tambm com a incluso das pessoas com deficincia intelectual (reduo da capacidade intelectual) e psi-cossocial (Autismo, Esquizofrenia, Sn-drome do Pnico). Muitos empregadores pensam que essas pessoas so ainda mais

    difceis de incluir, pelo seu tipo de defi-cincia. No entanto, Marcia explica que com o acompanhamento psicolgico e psiquitrico correto, elas podem trabalhar normalmente. Uma psicloga da Desen-volver quem faz o acompanhamento mensal ou semanal. Conhecemos um ra-paz esquizofrnico que era muito fechado, no abraava ningum e inclusive tinha um amigo imaginrio. Mesmo que alguns profissionais defendam que no deve-mos estimular a limitao, a gente fazia de conta que enxergava esse amigo para que esse rapaz se sentisse acolhido. Isso uma caracterstica comum nas pessoas esquizofrnicas que esto sem tratamen-to e acompanhamento mdico (a famlia estava em total vulnerabilidade social). A partir do momento em que ele se sente acolhido, ele expressa o que est sentindo e a muitos sentem coragem de procurar ajuda mdica e perdem esses sintomas da doena. Tanto que, quando esse rapaz foi fazer a aprendizagem, ele j no tinha mais o amigo imaginrio, conta Marcia. Miriam Duarte complementa dizendo que foi realizado um trabalho de acompa-nhamento e que hoje esse mesmo rapaz est trabalhando em uma grande empresa. Certo dia, a me dele entrou em contato conosco para nos agradecer porque fazia 10 anos que ela no ganhava um abrao do filho. Isso foi muito gratificante para ns, lembra Miriam.

    LIBRASAs Lnguas de Sinais (LS) so as ln-

    guas naturais das comunidades surdas. Ao contrrio do que muitos imaginam, elas no so simplesmente mmicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para faci-litar a comunicao. So lnguas com es-truturas gramaticais prprias. Atribui-se s LS o status de lngua porque elas tambm so compostas pelos nveis lingusticos: o fonolgico, o morfolgico, o sinttico e o semntico.

    A LIBRAS (Lngua Brasileira de Si-nais) tem sua origem na Lngua de Sinais Francesa. Cada pas possui a sua prpria LS, que sofre as influncias da cultura na-cional. Como qualquer outra lngua, ela tambm possui expresses que diferem de regio para regio (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como lngua.

    Para a intrprete de LIBRAS da De-senvolver e estudante de Letras LIBRAS, Sandra Cardoso, todos os brasileiros de-veriam conhecer pelo menos o bsico de

    Equipe da Desenvolver

    Camila Schfer/MP

    LIBRAS, j que esta a segunda lngua oficial do Pas. O trabalho de Sandra in-clui, alm das interpretaes, cursos nas empresas para que os funcionrios con-sigam se comunicar com os colegas sur-dos. O curso tem durao de trs a seis meses. Comecei a ter contato com sur-dos com 14 anos, em uma congregao. Eu interpretava congressos, assembleias, reunies. Apaixonei-me e trabalho com isso h 17 anos. Para mim, trabalhar com a comunidade surda muito gratificante. So muitas experincias que a gente pre-sencia e aprende, conta Sandra.

    AcessibilidadeA acessibilidade arquitetni-

    ca e a segurana no trabalho so muito importantes para as pes-soas com deficincia. Por isso, a Desenvolver tem em seu quadro de colaboradores um tcnico em segurana do trabalho que cuida dessa rea. As pessoas pensam que a PCD, ao fazer um trabalho repetitivo, no vai adquirir doen-a porque ela j deficiente. Por exemplo, uma empresa coloca um cego para trabalhar como te-lefonista e ningum se preocupa com a audio ou ergonomia dele porque ele j cego. Acham que no precisa, que no tem impor-tncia, explica Marcia. Segundo a consultora, h anos a empresa in-siste na questo da acessibilidade, pois acredita que ela universal. Ou seja, uma rampa serve, alm do cadeirante, para um idoso ou uma gestante.

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 21reportagem especial

    Marcia Gonalves administra-dora e consultora de inclusoA gente no determina que cego tem que ser telefonista e cadeirante tem que ser call center. A pessoa pode ser o que ela quiser. A gente que precisa ter o entendimento, conheci-mento e tecnologia para que ela pos-sa fazer o que quiser e a acessibilida-de serve pra isso.

    SoBRE A DESEnvoLvER:A Desenvolver uma empresa pri-vada, de consultoria para incluso de pessoas com deficincia no mercado de trabalho. A empresa desenvolve seu trabalho em trs linhas:

    1 - Elaborao de projetos: projetos para o cumprimento da Lei de Cotas pelas empresas; aprendizagem inclusiva para PCDs (qualificao durante um ano); Sentir com as Mos: projeto voltado s pessoas com baixa viso e ceguei-ra, que oferece emprego como mas-soterapeuta. Essas pessoas podem trabalhar no ambulatrio das empre-sas com o objetivo de prevenir Le-ses por Esforo Repetitivo (L.E.R), Distrbios Osteo-musculares Rela-cionados ao Trabalho (D.O.R.T) e lombalgia, por exemplo. Em algumas empresas, os funcionrios j tm ho-rrios fixos com o massoterapeuta a fim de prevenir essas leses.

    2 Aes Inclusivas: voltadas s em-presas que no querem desenvolver projetos de incluso, mas aes para sensibilizar os funcionrios sobre a questo do convvio com a pessoa com deficincia, para que entendam quais so os tipos de deficincia, o que a Lei de Cotas e outros as-suntos. So trabalhados 3 nichos de acessibilidade: atitudinal (sensi-bilizao das pessoas), arquitetnica (adaptao do ambiente) e de comu-nicao (oficina de LIBRAS). 3 Incluso de Pessoas Com Defi-cincia: recrutamento e seleo de PCDs; treinamento para recrutadores; treinamento de suporte legislao; qualificao de PCDs.

    MITOS E VERDADESSurdo-mudo:

    De acordo com a Desenvolver, a ex-presso surdo-mudo incorreta. Os sur-dos s no falam porque no escutam e normalmente se comunicam em Libras, a Lngua Brasileira de Sinais.

    A expresso correta Pessoa Com De-ficincia (PCD):

    As expresses portador, necessida-

    des especiais e excepcional so nomen-claturas incorretas. Por que: 1 - A pessoa no porta a deficincia; 2 as gestantes e obesos, por exemplo, tambm tm ne-cessidades especiais e, no entanto, no so deficientes; 3 o termo excepcional era usado para pessoas com deficincia intelec-tual (baixo Q.I). No entanto, provou-se que o termo no poderia se referir exclusiva-mente aos que tinham deficincia mental, pois as pessoas com superdotao tambm so excepcionais por estarem na outra pon-

    ta da curva da inteligncia humana e muitas vezes entendida como uma expresso pe-jorativa. Portanto, a pessoa possui ou no possui a deficincia e o termo correto Pessoa Com Deficincia (PCD).

    Deficincia auditiva diferente de sur-do:

    Pessoa com deficincia auditiva ouve e utiliza, em muitos casos, prteses auditivas, alm de desenvolver a capacidade de arti-culao da fala.

    Carlena Weber assistente social, 32 anos cadeirante h 11 anosCom a deficincia minha vida mu-dou de uma hora pra outra. Eu pen-sava que toda a minha vida seria vol-tada para o tratamento, fisioterapia e cuidar do corpo. Mas com o trabalho comecei a descobrir aos poucos que tinha potencial. Eu deslanchei para namorar, pra voltar a beijar na boca e me sentir gente depois que voltei a trabalhar. Se as pessoas ditas nor-mais j se sentem muito mal quando esto desempregadas, imagina quan-do isso acontece com deficientes. A gente se sente incapaz ao cubo. Mas quando tu descobres que pode trabalhar, a j no quer parar mais. Sei que cada caso um caso, mas como tetraplgica, eu entendo bem como o mercado de trabalho v a pessoa com deficincia. A faculda-de tambm me fez entender melhor esse contexto da sociedade e perce-ber porque existe essa excluso das PCDs. Meu trabalho com foco nas empresas e muito gratificante, ain-da mais porque eu gosto e vivo isso no dia-a-dia.

    Aneliz Silva estudante de psico-logia, 22 anos tem Sndrome de Grebe (encurtamento extremo dos membros e ausncia de falanges mdias e proximais)Em algumas entrevistas de emprego que fiz, notei que as pessoas ficam im-pressionadas quando recebem algum com deficincia. Inclusive fiz uma onde a entrevistadora no parava de me olhar. Percebi que aquela empresa no teria condies de receber algum como eu. Essas situaes s vezes in-comodam porque as pessoas ficam olhando pra gente, tocando, pergun-tando. Mas por sorte j estamos acos-tumadas e lidamos bem com isso.

    DEPOIMENTOS

    Camila Schfer/MP

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br22

    Estudantes de todo o Estado vo expor 68 trabalhos cientficos elabo-rados com a temtica Meio Ambien-te. Entre as escolas participantes est o Senac Gravata, que apresen-tar os trabalhos Atendimento ro-dovirio de acidentes com produtos perigosos e Um centro de treina-mento de combate a incndios sob a perspectiva da sustentabilidade.

    A Feira de Projetos Senac-RS muito importante para empresrios que buscam novas solues, novas ideias e novos projetos, uma vez que o evento rene a produo tcnica de estudantes. A atividade tem entra-da gratuita e acontece no Centro de Eventos da Fenac, em Novo Ham-burgo.

    Os trs primeiros colocados dos cursos tcnicos e dos cursos de for-mao inicial e continuada sero pre-miados. Alm disso, dez trabalhos sero selecionados para participar da Feira Estadual de Cincia e Tec-nologia da Educao Profissional (FECITEP), que acontece em outu-bro. Escolas interessadas em visitar a Feira de Projetos Senac-RS podem se inscrever atravs do e-mail nsanjos@senacrs.com.br.

    Feira de Projetos Senac rene trabalhos de estudantesDurante os dias 11 e 12 de agosto ser realizada a 2 Feira de Projetos Senac-RS, com o objetivo de aprimorar e divulgar a produo cientfica e tecnolgica desenvolvida por alunos da entidade

    O Brasil subiu 21 posies no ranking de inovao com 125 pases, elaborado pela Confederao da Indstria da ndia, em par-ceria com o Instituto de Administrao Euro-peu Insead e com a World Intellectual Property Organization (Wipo), agncia especializada das Naes Unidas. De 2010 para 2011, o Pas passou da 68 posio para a 47.

    O ndice calculado com base na anlise de ambientes propcios para a inovao e de realizaes na rea. A primeira parte ampa-rada em cinco pilares: instituies, capital hu-mano e pesquisa, infraestrutura, sofisticao de mercados e sofisticao de negcios. J a segunda avalia os projetos cientficos e criati-vos desenvolvidos para alavancar a inovao.

    De acordo com o The Global Innovation Index, o GII 2011, os dez pases mais inova-dores do mundo so: Sua, Sucia, Cingapu-ra, Hong Kong, Finlndia, Dinamarca, Esta-dos Unidos, Canad, Holanda e Reino Unido.

    Na Amrica Latina e no Caribe, o Chile aparece em primeiro lugar (38 no ranking), seguido por Costa Rica (45) e Brasil (47).

    BRaSIl OcUPa a 47 POSIO NO RaNkINg glOBal DE INOvaO

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 2323sadeModernidade e acessibilidade

    Perto de completar 45 anos, o Gru-po Carlos Chagas inaugurou, no cora-o da cidade de Porto Alegre, sua mais nova e moderna unidade da Carlos Cha-gas Medicina do Trabalho. Localizada na Av. Alberto Bins, esta uma das partes mais importantes do planejamento de expanso e constante aperfeioamento da empresa que, com este feito, objetiva um atendimento mais prximo de seus clientes e com acesso facilitado.

    Todos os atendimentos de Exames Clnicos, Coleta de Material para Exa-mes Laboratoriais, Audiometria, Ele-trocardiograma, Eletroencefalograma, Raio X e Espirometria passam a ser realizados na nova unidade, dotada de modernas instalaes e gil atendimen-to, atravs de um novo sistema infor-matizado.

    Com esta inaugurao, a Unidade Day Hospital, da Av. Protsio Alves,

    far atendimentos principalmente da Assistncia Mdica da empresa, sua Co-Irm Central Mdica Carlos Cha-gas, e ter tambm atendimentos de in-vestigao, com mdicos especialistas para a Medicina do Trabalho e o Cen-tro Administrativo da Carlos Chagas Medicina do Trabalho. Nas demais uni-dades (Cachoeirinha, Canoas e Zona Norte) os atendimentos permanecero da mesma forma.

    O rudo sem dvidas o agente nocivo mais presente no ambiente de trabalho. Funcionrios que permane-cem expostos a ndices elevados de rudo, durante suas atividades laborais, podem acabar apresentando Perda Auditiva Induzida por Rudo, tambm conhecida como PAIRO. Segundo a Norma Regulamentadora N15, da Portaria 3.214/18978, o limite de to-

    lerncia para uma exposio diria de 8 horas a rudos contnuos ou intermi-tentes de 85dB.

    A Perda Auditiva ocupacional irreversvel, tem uma progresso len-ta e muito difcil de ser detectada em seu estgio inicial, pois atinge frequn-cias diferentes da utilizada na comuni-cao oral.

    Para minimizar este tipo de perda,

    alm do uso de Equipamentos de Pro-teo Auditiva, necessrio tambm que sejam estabelecidas algumas aes preventivas, por meio de Programas de Conservao Auditivas.

    A PAIRO responsvel por apro-ximadamente 15% das Doenas Ocu-pacionais adquiridas em empresas onde os trabalhadores esto expostos a rudos elevados.

    PaIRO - Perda auditiva Induzida por Rudo Ocupacional

    Fotos: divulgao

    Equipamentos modernos Amplas instalaes Recepo

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br24

    At janeiro de 2012, o Sesi Cachoeirinha inaugura o Gi-nsio de Esportes com capa-cidade para mil pessoas, num investimento de mais de R$ 5 milhes. O espao ter 2800 metros quadrados, o que tri-plicar o nmero de crianas atendidas pelos programas Atleta do Futuro, Novos Ho-rizontes e Rede Empreender Mirim. O ginsio ter quadra de esportes, quatro vestirios para atletas, vestirio para os juzes e um camarim, alm de rea para espetculos artsticos e espao para bar, depsito ou

    churrasqueira. Embaixo das arquibancadas haver quatro sanitrios para o pblico mas-culino e feminino, dois reserva-dos a Pessoas com Deficincia (PCD) e uma sala para guardar material esportivo. Ainda no acesso interno do ginsio est prevista a construo de quatro ambientes multiuso.

    O lanamento da Pedra Fundamental, em junho, con-tou com a presena do ento presidente da Fiergs, Paulo Tigre, do Prefeito Municipal de Cachoeirinha, Luis Vicente Pires, da presidente do Centro

    das Indstrias, Neiva Bilhar e do Presidente do Conselho Consultivo do Sesi, Mauro Ca-liendo. Paulo Tigre salientou que a ao objetiva desenvol-ver a cidadania nos jovens e faz parte de uma sequncia de tra-balho da Fiergs para contribuir

    com o reforo educacional. O prefeito de Cachoeirinha lembrou que o municpio o quarto em gerao de impos-tos e que, no entanto, tinha um nico ginsio, com capacidade para 300 pessoas, construdo h mais de 20 anos.

    lanada a Pedra Fundamental do ginsio de Esportes do SesiO espao ter 2800 metros quadrados e vai permitir triplicar o nmero de crianas atendidas

    Roselaine Vinciprova/MP

    O prefeito de Cachoeirinha lembrou que o municpio o quarto em gerao de impostos e que, no entanto, tinha um nico ginsio, construdo h mais de 20 anos

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 25

    Um total de 41 empres-rios gachos, representando cerca de 20 empresas de di-versos segmentos, membros do governo estadual e da Federao das Indstrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), visitou o Complexo Indus-trial Porturio de Suape, no incio de julho.

    A visita pode despertar mais investimentos para Per-nambuco e selar parcerias para troca de informaes sobre o setor, ainda princi-piante, nos dois Estados: o de petrleo e gs. Aps o passeio, a delegao ga-cha participou de uma roda-da de negcios com empre-srios pernambucanos.

    Uma das empresas ga-chas que j investem em

    Pernambuco a lavanderia industrial Renova, com sede em Jaboato desde janeiro e atendendo grandes em-presas como Petrobras e Gerdau. Ainda neste ano, segundo a Renova, a expec-tativa de que a unidade cresa 50% acima das pri-meiras projees, inclusive por causa da transferncia das atividades de Macei para a filial pernambucana.

    Segundo a Fiergs, a in-teno dos dois Estados no a concorrncia, mas uma relao de simbiose, pois h espao para todo mundo neste ciclo e este o momento de explorar poten-ciais, antes que os espaos sejam ocupados por estran-geiros.

    Delegao de empresrios gachos visita a Suape

    A falta de qualificao uma das principais ca-rncias da maioria das em-presas na hora de recrutar candidatos. No entanto, algumas preferem inves-tir nos prprios colabo-radores como forma de qualificar a organizao e as pessoas. o caso da Mi-cromec, de Cachoeirinha, que est oferecendo cursos para seus funcionrios, ob-jetivando seu crescimento pessoal e profissional.

    Segundo a administra-dora da empresa, Naima Longoni Barbisan, alm de cursos especficos do setor, so oferecidos tambm os cursos de informtica e inovao, alm de palestras (de preveno de drogas e alcoolismo e de relaciona-mento interpessoal) e ses-ses de filme, que servem como forma de acolher o colaborador e de motiv-lo. A primeira turma do curso de informtica composta de 12 colaboradores e tem aula duas vezes por sema-na. De acordo com Naima, o objetivo da empresa incluir as pessoas no mun-do digital para que possam buscar novas oportunida-des e, por isso, ela incen-

    tiva todos a participarem. Como o curso no na sede da empresa, eu ofere-o carona para aqueles que no tm como chegar no local do treinamento por-que no gostaria que desis-tissem, conta.

    Para a auxiliar de lim-peza, Analice Zarpelon, o curso surgiu no momen-to certo. Eu sempre quis aprender a utilizar o com-putador, mas achava que era coisa de jovens e me sentia envergonhada por no ter conhecimento al-gum, alm de nunca ter tempo para frequentar um curso. Como j estou com 51 anos, pensava que no precisava de qualificao, mas hoje, quando vejo que posso digitar as palavras no computador, como as ou-tras pessoas, me sinto mui-to realizada, disse. Sobre a Micromec

    Fundada em 1991, a empresa presta servios nas reas de usinagem e injeo de plsticos, alm de possuir produtos pr-prios no setor automotivo. Tem diversas parceiras na regio e desde o ano passa-do certificada com a ISO 9001:2008.

    Micromec investe na qualificao

    Eudes Santana

    Delegao de empresrios conheceu o Complexo Industrial Porturio de Suape

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br26

    Estima-se que, no Brasil, a produo anual de computadores gire em torno de 15 milhes de unidades e mais de 200 milhes de celulares. Esse volume torna-se resduo eletrnico devido obsolescncia e ao rpido avano da tecno-logia. Os componentes desses equipamentos contm metais pesados que so considerados altamente prejudiciais sade e ao meio am-biente. Para minimizar esses impactos, o Sistema Fecomrcio-RS est lanando a Campanha de Recolhimento de Equipamentos de Informtica e Telefonia Ps-consumo, que busca dar o destino adequado a esses materiais. O Coordenador do Conselho de Sustentabilidade da Fecomrcio, Joarez Veno, lembra que todo o Rio Grande do Sul estar envolvido na campanha, que vai de 4 de agosto a 30 de setembro de 2011. Este descarte no ter custo nenhum para a comu-nidade, porm o resduo descartado dever ser somente o eletrnico de informtica e de telefo-nia. Outras informaes pelo site fecomercio-rs.org.br/campanhasustentabilidade/.

    FEcOMRcIO laNa caMPaNha DE REcOlhIMENTO DE EQUIPaMENTOS DE INFORMTIca E TElEFONIa

    A segunda edio do Selo de Compromisso Ambiental, promovida pela Cmara de Vereadores de Gra-vata, premiou no ms de julho nove projetos de empresas e instituies do municpio engajadas na preservao do meio ambiente.

    O primeiro momento da Sesso Solene destacou as seis organizaes que receberam o Certificado de Par-ticipao. Na modalidade Empresa, a distino foi entregue Carlos Becker Metalrgica. Na categoria Socieda-de Civil e Organizada, o certificado foi entregue Onda Socioambiental. Na Categoria Estabelecimento Co-mercial e de Servios, o certificado ficou com o Centro de Formao de Condutores Rumo Certo. Na moda-lidade Instituies de Ensino, o selo de participao foi conferido ao Col-gio Fundao Bradesco Gravata. Na modalidade Empresa, o Certificado de Participao foi para a Concessio-nria Brozauto. Na categoria Socieda-

    de Civil e Organizada, quem tambm recebeu o certificado foi a Organiza-o Internacional Nova Acrpole.

    Em seguida foram premiadas, com um trofu e o Selo, as trs orga-nizaes que alcanaram todos os ob-jetivos para conquistar o Certificado de Compromisso Ambiental. A pri-meira foi a Escola Dora Dimer, com o projeto Dora Ecologia, na cate-goria Instituies de Ensino. Logo depois, foi a vez da ACOBAN - As-sociao Comunitria do Bairro Ne-polis, que, juntamente com o Centro Infanto-Juvenil Nepolis, apresentou o projeto preciso reciclar para no terminar na categoria Sociedade Civil e Organizada. A terceira a rece-ber o selo foi a ptica Vilente, que apresentou o projeto Racionamento sustentvel de gua, na categoria Co-mrcio e Servios. Ao final, a Cmara de Vereadores entregou mudas de tempero verde a todos os presen-tes.

    Cmara de Gravata entrega Selo de Compromisso Ambiental

  • recursos humanos

    www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 27

    As redes sociais esto cada vez mais inseridas no cotidiano das pessoas e empresas. No universo empresarial, elas servem como meio de divulgao e reforo da marca, complementando as aes de marketing. Porm, muitas empresas esto fazendo outros usos das redes sociais. Um exemplo a an-lise de candidatos a vagas de emprego. No entanto, ainda resta a dvida: o que os recrutadores devem avaliar nos per-fis?

    Uma pesquisa realizada pela em-presa de RH Robert Half, com execu-tivos de diversos pases, mostrou que apenas 17% no se deixa influenciar pelas redes sociais, enquanto que 39% disseram que fariam uma entrevis-ta antes de tomar uma deciso final. Entre os brasileiros, o site LinkedIn um dos mais utilizados pelos executi-

    vos. Na pesquisa, 43% afirmaram que fazem a verificao, nas redes sociais, das referncias apresentadas nos cur-rculos apenas com candidatos que j foram entrevistados. O estudo mos-trou ainda que o Brasil o Pas que d mais importncia s redes so-ciais dos seus profissionais. Para 44% dos brasileiros entrevistados, aspectos negativos nestes sites seriam motivos suficientes para desclassificar um can-didato no processo de seleo.

    Grande parte das empresas (36%) que consultam as redes sociais dos candidatos analisa a experincia pro-fissional, 29% delas buscam as qua-lificaes profissionais, que seriam adquiridas em trabalhos anteriores, e 13% conferem primeiro a formao do candidato. Especialistas recomen-dam que o empregador verifique a

    coerncia entre os perfis de candi-datos em diversas redes sociais. Por exemplo, uma pessoa pode parecer responsvel e proativa no LinkedIn e ao mesmo tempo preconceituosa e irresponsvel no Twitter. Por isso, a anlise completa importante. No caso dos recrutadores, os principais fatores que podem ser avaliados so: o relacionamento interpessoal dos candidatos, o grau de influncia que tem na rede, as comunidades e em-presas que acompanha e o conheci-mento especfico que ele expe na rede.

    J para quem est procurando em-prego, a recomendao que comece a citar os links das redes sociais no currculo, como forma de comple-mentar e facilitar o processo seletivo. Essa integrao entre currculos e mdias sociais vai ajudar tambm os selecionadores, que podero conhecer melhor o candidato. Seguir empresas e seus recrutadores, colaborar nos grupos de discusso da rea de traba-lho e ter um blog onde possa expor os trabalhos j realizados so algumas das dicas para os candidatos.

    Mesmo tendo nmeros to repre-sentativos no Brasil, o uso das redes sociais como fator determinante em um processo de seleo no uma unanimidade. Por isso, muitos recru-tadores as utilizam apenas como com-plemento do processo tradicional.

    Empresas utilizam as redes sociais para avaliar perfil de candidatos

    No caso dos recrutadores, os principais fatores que podem ser avaliados so: o relacionamento interpessoal dos candidatos, o grau de influncia que tem na rede, as comunidades e empresas que acompanha e o conhecimento especfico que ele expe na rede, como em fruns e comunidades da rea

  • tecn

    olog

    iaAgosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br28

    Nas vitrines, na televiso e nas lojas virtuais: eles esto em toda parte e j vira-ram moda entre os brasileiros. Os tablets, que apareceram h aproximadamente duas dcadas em setores como sade e fi-nanas, esto invadindo tambm o mun-do dos negcios. De acordo com proje-es do instituto de pesquisas Gartner, as vendas desses equipamentos em todo o mundo devem saltar de 18 milhes (regis-trado no ano passado) para 108 milhes em 2012. Outra pesquisa, realizada pela Frost & Sullivan, revelou tambm que o uso de tablets aumentou nas empre-sas brasileiras. Segundo o estudo, de 70 companhias de grande porte no Pas, 21% compraram o aparelho para equipar a fora de venda e equipes que precisam acessar informaes em qualquer lugar.

    As entrevistadas justificaram que in-vestiram em tablets para dar mais mobi-lidade aos profissionais, principalmente os de vendas, que agora podem consul-tar e-mail em qualquer lugar e visualizar campanhas de marketing. Entre os usu-

    rios da nova ferramenta, nas companhias abordadas, 77% mostraram-se muito sa-tisfeitos com os tablets.Entretanto, quando as empresas de-vem adotar essa tecnologia?

    Leves e simples, os tablets do mais liberdade de movimento que notebooks, por exemplo. A grande mobilidade per-mite maior agilidade nos processos e quem usa garante que h slidos ganhos de produtividade.

    A rea de vendas, pioneira no uso da ferramenta, pode substituir os impres-sos por uma apresentao customizada para o cliente, transmitindo uma imagem de modernidade e tecnologia. O cliente pode interagir de forma prtica com o equipamento e envolver-se com o con-tedo apresentado em uma experincia agradvel. Alm disso, tambm possvel transferir os ramais de cada funcionrio para o tablet e fechar negcios por meio de videoconferncias, acessar o compu-tador da empresa distncia e usar re-cursos de geolocalizao, entre outras

    facilidades.As vantagens so inmeras, mas,

    antes de adotar o equipamento, as or-ganizaes devem avaliar alguns fatores. A empresa deve estar preparada para promover a integrao do tablet com os sistemas j existentes, fator fundamental para o total aproveitamento da ferramen-ta. Tambm necessrio levar em conta a segurana da informao e a proteo do acesso remoto, alm de criar solues para perda ou roubo do dispositivo. Re-comenda-se ainda reforar a capacidade das redes wireless e traar o perfil dos fun-cionrios que tero acesso ao tablet.

    O custo do equipamento outro im-portante fator a ser considerado. Estudos revelaram que o alto preo dos tablets a principal barreira para a adeso dessa tecnologia. Os modelos vendidos hoje no Brasil custam entre R$ 1.200 e R$ 1.500, mas, com os incentivos e a pers-pectiva da fabricao dos equipamentos no Pas, esse preo poder ser reduzido em at 40%.

    Os modernos tablets conquistam as empresasLeves e simples, os tablets do mais liberdade de movimento que notebooks, por exemplo. A grande mobilidade permite maior agilidade nos processos e quem usa garante que h slidos ganhos de produtividade

    Divulgao

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 29

    Fazemos parte de um mundo onde estamos constantemente envolvidos em vendas de produtos, servios ou ideias. Enfrentamos uma concorrncia acirrada e clientes cada vez mais exigentes. Muitos profissionais possuem excelente formao e recursos para atuarem no mercado, mas em diversas situaes encaram dificulda-des por falta de conhecimento, habilidades e atitudes. Talvez hoje voc tenha o desejo de transformar sua atividade comercial, aumentar radicalmente seus resultados fi-nanceiros e fortalecer sua marca. Comece agora, praticando estes 8 segredos:

    1. Posicionamento e diferencial com-petitivo: o mercado precisa entender o que voc vende, para quem vende e qual seu diferencial. Muitas empresas, pensando em encantar clientes, atendem a todos mais ou menos e nunca so reconhecidas. preciso conhecer a concorrncia e suas propostas de soluo. preciso entender que soluo um conjunto que engloba o produto e/ou servio, sua qualidade e tambm sua dispo-nibilidade, prazo de entrega, transporte, trei-namento, assistncia tcnica, preo e con-dies de pagamento. Lembre-se: clientes compram soluo. Sua soluo resolve o problema do seu cliente ou simplesmente mais uma opo? Sua empresa est especia-lizada em resolver que tipo de problemas? Qual seu pblico alvo?

    2. Gente, foco principal do processo: o cliente e sempre ser o foco nas vendas. Entenda de pessoas, escute e saiba mais sobre seus problemas. Quanto mais voc conhecer seus prospects, mais compreender seus problemas. Clientes compram soluo. Entenda dos problemas de seus clientes e

    voc ser o melhor vendedor do mundo.3. Uso adequado das ferramentas de

    comunicao: as pessoas possuem menos tempo e se comunicam de forma diferente no sculo XXI. Com a expanso dos celula-res de terceira gerao (3G) no mercado bra-sileiro, houve crescimento nos usurios de internet de alta velocidade no pas. O cres-cimento registrado nos ltimos 12 meses foi de 49%, e chegou a 43,7 milhes de clientes ao fim do primeiro semestre de 2011. De acordo com levantamento da Associao Brasileira de Telecomunicaes (Telebrasil), 8,5 milhes de novas conexes de banda larga foram ativadas entre janeiro e junho, o que significa um novo cliente a cada dois segundos. Estes dados mostram que existe um crescimento enorme de comunicao virtual atravs de sites, blogs, redes sociais, e-mails, etc... Seu cliente, assim como voc, tem menos tempo e se comunica de vrias formas com o mercado. Que tal conhecer tudo sobre marketing digital e atualizar sua forma de comunicao?

    4. Valorize os momentos da verdade: toda vez que o cliente entra em contato com voc ou com sua empresa, ele vive um mo-mento da verdade, ou seja, ele sai satisfeito ou no. No desperdice estes momentos! Se o cliente liga e reclama, aplauda. Voc ainda tem a chance de resolver o problema. Quando um cliente entra em contato com sua empresa porque ele necessita resolver um problema e isto uma grande oportuni-dade para encantar seu cliente e preparar a prxima venda.

    5. Tcnicas inovadoras para pros-peco de mercado: voc precisa criar oportunidades para expor seus produtos e

    ser valorizado pelo cliente. Enquanto voc aguarda o telefone tocar, seus concorren-tes esto prospectando.

    6. A conduo da negociao eficaz: muitos vendedores fazem uma abordagem excelente, mas, quando precisam conduzir uma negociao, se perdem por desco-nhecer o produto, sua aplicao e os pro-blemas do cliente. A nova realidade ser consultor de vendas, tirar pedido coisa do passado. Para propor uma soluo para seu cliente, preciso conhecer as aplicaes que seus produtos proporcionam e como elas resolvem os problemas de seu cliente.

    7. Fidelizao e ps-venda andam juntos: preciso fazer o ps-venda, veri-ficar se sua soluo atendeu as necessida-des do cliente, valorizar seu atendimento e deixar iniciada a prxima venda. Ateno ao cliente gera fidelizao.

    8. Sua atitude determina os resul-tados: muitas vezes me perguntam o que eu considero mais importante para que um profissional se torne um vendedor de sucesso. O que diferencia o vendedor co-mum, do vendedor campeo? Quais so as caractersticas que cada um possui para ter resultados to diferentes?

    preciso muita determinao, persis-tncia, e principalmente ter uma atitude entusistica. A busca constante de conheci-mento, educao, cordialidade, comprome-timento, empreendedorismo e transparncia so fundamentais para vendedores de suces-so. O vendedor campeo possui atitude im-pecvel e est sempre se perguntando como pode resolver os problemas de seus clientes.

    Mude sua atitude e seus resultados se-ro surpreendentes!

    Madeleine Schein Consultora Empresarial - Mestre em Administrao e Negcios

    8 Segredos: venda e encante clientes

    A Formplast Laminados Ecolgicos, junto com o setor move-leiro gacho, est na luta pela reduo da alquota do IPI que incide sobre os laminados produzidos a partir de PET reciclado. A reivindicao de que o imposto seja reduzido de 15% para 5%. Alm da Formplast, outros representantes do setor moveleiro gacho pediram, em julho, a interveno do Executivo junto ao Governo Federal para as reivindicaes da categoria, como a suspenso de ICMS na compra de insumos e matrias-primas de fornecedores gachos destinada produo de bens para a exportao.

    Formplast e setor moveleiro gacho pleiteiam a reduo da alquota do IPI

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br30

    No dia 7 de junho deste ano, o Con-selho Nacional de Autorregulamentao Publicitria (CONAR) divulgou normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade. Alm da inteno de impedir a banalizao do tema, deixa claro que a questo deve ser levada a srio, fato que torna evidente a impor-tncia da comunicao para a divulgao de prticas sustentveis.

    As empresas se deram conta de que a sustentabilidade pode ser fonte para alcanar uma boa imagem. Porm, no basta elaborar projetos de sustentabili-dade, preciso divulg-los e, principal-mente, coloc-los em prtica.

    De acordo com o CONAR (2011), levando-se em conta o aumento da uti-lizao de indicativos ambientais na pu-blicidade, sero atendidos os seguintes

    princpios:1. Veracidade as informaes

    ambientais devem ser verdadeiras e passveis de verificao e comprova-o;

    2. Exatido as informaes ambientais devem ser exatas e precisas, no cabendo informaes genricas e vagas;

    3. Pertinncia as informaes am-bientais veiculadas devem ter relao com os processos de produo e co-mercializao dos produtos e servios anunciados;

    4. Relevncia o benefcio ambien-tal salientado dever ser significativo em termos do impacto total do produto e do servio sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produo, uso e descarte.

    Vale lembrar que uma organizao no se tornar sustentvel somente por ter lanado um produto ou servio sus-tentvel. A sustentabilidade deve estar intrnseca na gesto estratgica, sendo aplicada na atividade da empresa de for-ma geral.

    No basta ter um belo site e uma linguagem visual voltada para a susten-tabilidade e o meio ambiente. preciso levar o tema para dentro da empresa, colocar projetos e aes em prtica e dar condies ao seu pblico-alvo de fiscali-zar aquilo que voc anuncia.

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    Normas para uma publicidade sustentvelrico Pedro Scherer Neto Publicitrio | Reverse Gerenciamento de Resduos Tecnolgicos

    Divulgao

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 3131sustentabilidade

    A Lei 12.305/2010, que institui a Po-ltica Nacional de Resduos Slidos, exige das empresas alteraes operacionais e na conduta empresarial, como o com-partilhamento de responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos. A lei no se restringe a responsabilizar apenas os fa-bricantes. H responsabilidade tambm dos importadores, distribuidores, comer-ciantes e at os consumidores e titulares dos servios de limpeza urbana ou ma-nejo.

    Outra questo importante trazida por esta legislao a logstica reversa, como no caso dos fabricantes de pilhas e pneus, onde atribudo a estes o reco-lhimento ou o retorno dos resduos ou partes inservveis do produto, visando a destinao ambientalmente indicada.

    A adequao das empresas ao geren-ciamento de seus resduos slidos garan-te a sustentabilidade do prprio negcio, evitando o desgaste da imagem institu-cional, multas, recuperao de reas, res-trio contratao por rgos pblicos e financiamentos. A poltica de resduos d acesso a benefcios e linhas de crdito para projetos que visem a implantao da Poltica Nacional de Resduos Slidos.

    s empresas ficam as regras claras, respondendo por seus resduos na fa-bricao e comercializao de seus pro-dutos, mas tambm existem incentivos fiscais, financeiros e crditos para execu-tarem suas responsabilidades.

    Um dos instrumentos da Poltica de Resduos Slidos o Plano de Resduos Slidos, enquadrando-se neste o Plano de Gerenciamento de Resduos Slidos, que algumas empresas precisam elaborar, como estabelecimentos comerciais de prestao de servios.

    A Secretaria Municipal do Meio Am-biente de Cachoeirinha responsvel pelo licenciamento ambiental de ativida-des de impacto local. J est includa na licena ambiental (Licena de Operao) a apresentao por parte do licenciado do Plano de Gerenciamento de Resduos Slidos, sendo-lhe fixado um prazo (em mdia 90 dias) para a entrega deste, com posterior anlise e acompanhamento da implementao pelo rgo ambiental fis-calizador.

    O Plano de Gerenciamento de Re-sduos Slidos para a empresa gera eco-nomia de matrias-primas e energia, por exemplo, cacos de vidro so usados na fabricao de novos vidros, o que per-mite economia de energia. O reaprovei-tamento do plstico ajuda a poupar pe-trleo e, portanto dinheiro.

    A Poltica Nacional de Resduos Sli-dos para as empresas deve ser vista como uma forma de reduzir o desperdcio e aumentar a eficincia de suas atividades, fortalecendo as empresas e setores em-presariais que assumirem suas responsa-bilidades com o futuro sustentvel para as prximas geraes.

    Karem Scheid CararaAdvogada OAB/RS 40.930 / Especialista em Direito Ambiental

    Poltica Nacional de Resduos Slidos: benefcios para sua empresa e para o meio ambiente

    Outra questo importante trazida por esta legislao a logstica reversa, como no caso dos fabricantes de pilhas e pneus, onde atribudo a estes o recolhimento ou o retorno dos resduos ou partes inservveis do produto, visando a destinao ambientalmente indicada.

    Divulgao

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br32

    Em julho foi sancionada a Lei 12.441, que cria a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Ei-reli). Ela permite que uma empresa seja constituda por uma nica pessoa, sem necessidade de scio. De acordo com a nova lei, a empresa individual de res-ponsabilidade limitada ser constituda por uma nica pessoa titular da totali-dade do capital social, devidamente in-tegralizado, que no ser inferior a 100 vezes o maior salrio mnimo vigente no pas. A legislao diz ainda que o patrimnio social da empresa respon-de pelas dvidas do negcio, ficando de fora os bens dos scios. Embora tenha sido publicada no Dirio Oficial em ju-

    lho, as novas regras s entram em vi-gncia no prazo de 180 dias.

    A lei ainda possibilita que uma pes-soa que j scia em outro negcio se torne uma empresa individual, ao permitir a concentrao das quotas de outra modalidade societria numa nica pessoa. No entanto, o empres-rio s pode ter um nico empreendi-mento nesta categoria.

    Para especialistas do Sebrae, a lei significa mais simplificao e estmulo ao empreendedorismo, uma vez que o empresrio no precisa procurar um scio e seu patrimnio no fica mais exposto aos riscos do negcio. Tam-bm estimula a transparncia porque

    os empresrios sem scios acabavam buscando laranjas para cumprir a determinao na hora de abrir uma empresa de responsabilidade limita-da. A legislao da Eireli tambm vai beneficiar as sociedades (porque elas sero feitas por quem realmente vai contribuir com o negcio) e as pesso-as que no desejam abrir um negcio em sociedade.

    Mesmo que a modalidade empre-srio individual seja semelhante Ei-reli, a primeira opo no permite a segregao do patrimnio do empre-srio de seu patrimnio pessoal. Essa a principal vantagem da empresa in-dividual de responsabilidade limitada.

    A partir de 2012 todos os emprega-dores, inclusive produtores rurais, se-ro obrigados a ter certificado digital. Isso significa que a partir dessa data os arquivos da SEFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informa-es Previdncia Social) e da Guia de Recolhimento Rescisrio do FGTS - GRRF sero transmitidas pelo apli-cativo Conectividade Social. Este novo ambiente eletrnico foi criado para empresas e escritrios de contabilidade que desejam cumprir com suas obriga-es relacionadas ao FGTS.

    Para utilizar o Conectividade Social, as empresas, escritrios de contabilida-de e empregadores rurais precisaro ter,

    obrigatoriamente, o certificado digital. Caso o empregador queira outorgar uma procurao eletrnica para um contador, este tambm ter que possuir um certi-ficado digital vlido para a transmisso dos arquivos. A Caixa recomenda que o empregador jamais entregue seu cer-tificado e sua respectiva senha para seu colaborador ou escritrio contbil que utiliza o Conectividade Social.

    Para adquirir o certificado digital, o interessado dever procurar a Caixa Econmica Federal ou qualquer outra Autoridade Certificadora existente no Brasil. Hoje, o aplicativo Conectividade Social utilizado mediante um certifi-cado prprio da Caixa. Esse certifica-

    do e o aplicativo Conectividade Social so de uso obrigatrio para recolher o FGTS e para o envio da Guia de In-formaes do FGTS e Previdncia Social (GFIP). Ele tambm serve para receber comunicados genricos da Cai-xa com relao ao FGTS.

    Com a Certificao Digital ICP substituindo a certificao prpria, a Caixa pretende dar mais segurana no envio das informaes e tambm permitir novas funcionalidades. Os certificados atuais tm validade at 31 de dezembro e o novo certificado di-gital, para acesso ao Conectividade So-cial, ser obrigatrio a partir de janeiro de 2012.

    Certificado digital ser obrigatrio para empregadores

    Sancionada lei que cria a Eireli

    A 13 edio da Transpo-Sul foi con-siderada um sucesso pelos organizadores do evento. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transpor-te de Cargas e Logstica no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Jos Carlos Silvano, todas as expectativas foram su-peradas e o Centro de Eventos da Fiergs j est se tornando pequeno pela propor-o que o evento vem ganhando.

    Silvano estima que entre os dias 13 e

    15 de julho foram gerados cerca de R$ 100 milhes em negcios e que mais de 12 mil pessoas visitaram o evento. O va-lor negociado o dobro do estimado pela entidade no incio da feira. O presidente destacou que, alm dos negcios fecha-dos na feira, o relacionamento entre for-necedores e empreendedores um dos maiores ganhos que o evento oferece.

    Ainda durante a programao do evento, uma audincia pblica, com a

    participao do senador Paulo Paim, discutiu o Estatuto do Motorista, legis-lao que pretende regular a atuao da categoria no mercado de trabalho. O se-nador destacou cinco pontos necessrios para a construo do Estatuto: combate aos altos ndices de acidentes, respeito ao trabalhador, ao empreendedor, responsa-bilidade do Estado e os direitos e deveres de todos que atuam no transporte terres-tre, buscando segurana jurdica.

    Transpo-Sul gera cerca de R$ 100 milhes em negcios

  • www.revistamateriaprima.com.br | Agosto de 2011 33

    Ricardo SastreR3 Embalagensricardo@r3embalagens.com.br

    A multiplicao das empresas no mercado e o aumento da concorrncia possibilitaram ao consumidor exigir um atendimento diferenciado e uma quali-dade superior, pelo mesmo preo ou at mais baixo, provocando uma corrida de-senfreada em busca de uma gesto em-presarial profissional e com resultados positivos e reais.

    Hoje, quando vamos desenvolver um produto, primeiro buscamos os preos praticados no mercado e depois tenta-mos adequar a nossa produo para que possamos ter a margem de lucro mais elevada possvel. Na maioria das vezes, os valores praticados so inferiores aos custos para produzi-los.

    A impresso off-set tem um custo inicial relativamente caro para produ-zir poucas peas de um impresso, pois temos que confeccionar as chapas de impresso e perdemos algum tempo fa-zendo acerto de mquina (setup). Essa deficincia produtiva abriu precedentes

    para que outro processo de impresso ocupasse espao: a impresso digital.

    Grandes empresas multinacionais, com os seus vastos departamentos de desenvolvimento de novos produtos, esto atuando agressivamente na auto-mao industrial e pessoas extremamen-te qualificadas so muito bem remunera-das para encontrar novas possibilidades de atuao no mercado, ocupando os espaos nas deficincias de processos produtivos.

    A informatizao est tirando muitos produtos das grficas comerciais e edito-riais. A circulao de papel est sendo re-duzida gradativamente no por conscien-tizao ambiental (at porque 100% dos papis produzidos no mundo so oriun-dos de madeira de reflorestamento), mas pelas informaes serem trocadas por e-mail ou em sites de relacionamento, re-duzindo o consumo de papel timbrado, envelopes, cartes de visitas, catlogos e folders. Hoje podemos baixar da internet

    cpias de livros e acompanhar revistas e jornais pela rede, na maioria das vezes, tendo informaes antecipadas do que vai ser impresso no dia seguinte.

    Hoje podemos contar com um apa-rato produtivo de ltima gerao. Mqui-nas e softwares de produo grfica esto disposio para quem quiser adquirir esses equipamentos, mas h preos al-tssimos e impossveis para a realida-de de pequenas e mdias empresas. Grandes empresas que adquiriram essas mquinas esto praticamente trabalhan-do para pagar esses investimentos e os seus clientes, alm de exigirem agilidade, qualidade e preo baixo, aproveitam-se dessa situao de fragilidade para exigir o mximo, sabendo que existem vrios concorrentes na mesma situao e dis-postos a aceitarem propostas absurdas de preos abaixo do custo, em troca de grande volume de impressos, ocasionan-do uma verdadeira bola de neve sem so-luo aparente.

    Os reflexos da evoluo nas artes grficas

    H exatamente 10 anos, a regio do Vale do Gravata se surpreendia com a inaugurao de um novo espa-o de gastronomia, pautado pelo bom gosto e requinte, alm de um delicio-so cardpio baseado no que existia de mais moderno em culinria. O Merca-to Restaurante focou seu cardpio na culinria mediterrnea e foi agregando novas opes com o passar do tempo.

    A sintonia entre os clientes e as novas tendncias do mercado foram alguns diferenciais que permitiram que a fa-mlia crescesse com o passar do tem-po. Hoje, o Grupo Mercato conta com dois restaurantes e uma cafeteria, todos localizados na rea central de Cacho-eirinha. Neste tempo de caminhada, o Mercato se mesclou com a cultura da cidade, sendo um ponto de encontro

    para eventos sociais, culturais e polti-cos. O empresrio Volmir Carboni v com orgulho o Mercato fazer parte da vida de centenas de pessoas. Duran-te todo este tempo nosso desafio foi mostrar que aqui as pessoas podem se sentir em casa, revela. Carboni fez escolhas decisivas neste tempo sempre primando em oferecer o melhor para cada um dos seus clientes.

    Famlia Mercato: no corao de Cachoeirinha

  • Agosto de 2011 | www.revistamateriaprima.com.br34

    H dois anos Cachoeirinha conquistava o direito de emitir licenciamento ambiental atravs da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMAm). O aniversrio desta vitria foi comemorado em julho, em um caf promovido pelo Centro das Indstrias de Cachoeirinha (CIC).

    A presidente do CIC, Neiva Bilhar, afirmou que esse foi um grande avano em Cachoeirinha, pois alm da demora de mais de dois anos para se obter o licen-ciamento, havia situaes na qual o pedido no era aceito. O secretrio de Meio Ambiente, David Cafru-ni, ressaltou o desenvolvimento urbano que o licencia-mento trouxe para Cachoeirinha, como a agilizao da duplicao da Av. Frederico Ritter, a repavimentao da Av. Flores da Cunha, e tambm a recuperao do talude do Arroio Passinhos, junto Cristovo Colombo. De acordo com o gelogo Clcio Chaves, da SMMAm, no primeiro ano de licenciamento ambiental, o munic-pio expediu 763 licenas, chegando a 931 documentos expedidos no segundo ano. O processo, segundo ele, que levava de dois a trs anos junto Fepam, foi redu-zido para uma mdia de 75 dias depois que passou a ser fornecido por Cachoeirinha.

    A Fecomrcio est incenti-vando seus associados do setor de logstica a participarem do 14 Congresso de Logstica e Semana Europeia de Logstica, onde o Brasil o pas convi-dado. A ideia foi preparar uma misso para o evento, que ter como tema os Novos Paradig-mas Logsticos. O congresso e a Semana Europeia de Logs-tica acontecem no Centro de Congressos de Lisboa nos dias 12 e 13 de outubro. As visitas tcnicas acontecem nos dias 10 e 11 de outubro.

    Entre as vantagens para o empresrio brasileiro esto a possibilidade de analisar a performance logstica de Por-tugal e Brasil de forma global e segmentada, tendo como base de trabalho o relatrio

    de benchmarking do LPI (Logis-tics Performance Index) editado pelo Banco Mundial; analisar e debater de que forma a fun-o logstica pode incremen-tar e desenvolver as relaes bilaterais; identificar de am-bos os lados quais as barreiras existentes na gesto da cadeia de abastecimento; estabele-cer, de uma forma estrutu-rada e organizada, contatos bilaterais, utilizando para tal, o servio e o espao dedicado Meeting Room.

    A misso parte do Brasil no dia 8 de outubro e retorna no dia 15 do mesmo ms. Para maiores informaes o e-mail misses@genesisinternacio-nal.com ou roliveira@feco-mercio-rs.org.br e o telefone 9666.0726.

    Cachoeirinha completa dois anos de licenciamento ambiental

    Gachos no 14 Congresso de Logstica

    A ExpoCachoeirinha acontece de 7 a 11 de setembro no Parco Municipal com a presena de expositores de diver-sos setores e uma programao variada para todos os pblicos. O principal ob-jetivo do evento divulgar o que Cacho-eirinha tem de bom, tanto no setor de comrcio, servios e indstria. O Centro das Indstrias de Cachoeirinha vai estar com um estande coletivo com a partici-pao das empresas Tecnistamp, Vidro-box, til Qumica, Industintas, Metalr-gica Mahler, Renova e Jimo.

    PROGRAMAO:

    07/09 - quarta-feira14h Recepo Pernas de Pau (Sininho e Capito Gancho) 14h30 - Pintura de Rosto e Escultura de Balo15h - Show de Magia 18h - Concurso Rainha da ExpoCachoei-rinha 2011

    20h - Abertura Oficial 20h30 - Show Osvaldir e Carlos Magro21h30 - Show Pirotcnico

    08/09 - quinta-feira14h - Recepo Pernas de Pau (Sininho e Capito Gancho) 14h30 - Pintura de Rosto e Escultura de Balo15h - Apresentao de teatro SMTT 15h45 - Maria do Riso 18h30 - 3 Encontro de Desenvolvimento Econmico e Turismo de Cachoeirinha20h30 - Show Jonathan e Mateus

    09/09 - sexta-feira14h - Recepo Pernas de Pau (Sininho e Capito Gancho) 14h30 - Pintura de Rosto e Escultura de Balo15h - Apresentao de teatro SMTT15h45 - Maria do Riso 18h30 - Prmio Marcas de Cachoeirinha20h30 - Show Cia 4

    10/09 - sbado10h - Recepo Pernas de Pau (Sininho e Capito Gancho) 10h30 - Pintura de Rosto e Escultura de Balo14h - Projeto Pescar (CIC)15h - Banda Reik (MPB)16h - Salada de Contos com Gelatina 19h - Show Cleiton Amorim - Tributo a Raul 20h30 - Show Lokomotion

    11/09 - domingo10h - Recepo Pernas de Pau (Sininho e Capito Gancho) 10h30 - Pintura de Rosto e Escultura de Balo14h - Dr. Druzio Vareta15h - Salada de Contos com Gelatina 16h - Desfile Looks 201217h - Msica em Movimento: Show Fa-mlia Lima20h - Encerramento da ExpoCachoeiri-nha 201121h Show Pirotcnico

    ExpoCachoeirinha acontece de 7 a 11 de setembro

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