Matéria de aula Civil III

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Formao e celebrao dos contratos 1 Etapa: Oferta Oferta, proposta ou policitao. Na medida que um formula a outro aquilo que pode a vir a ser um contrato, ele se obriga a este. Vincular o policitante se a proposta for precisa (se contiver os elementos essenciais, sem necessidade dos pormenores), se tiver o mnimo de preciso ela obrigar, e este mnimo para esta preciso estar no caso concreto dever ter os mnimos elementos essenciais. Toda proposta feita a grande pblico se obriga, mas tem que ter elementos essenciais. No se confunde com as negociaes preliminares (fase de pontuao), aquela fase em que as pessoas fazem entre si sondagens, tudo que antecede proposta. No h vnculo jurdico aqui, embora se admita que a frustrao resulte em responsabilidade (quebra de boa f Art. 422 do CC), no foi formulada uma proposta que possa gerar a quebra do vnculo. Extra contratual define de modo preciso aquele que tem de responsabilidade civil. Descumprimento ter o oblato (aquele que recebe a proposta do policitante) direito a perdas e danos. Pr-contratual aquilo que vem antes de um contrato. A proposta declarao unilateral receptcia de vontade: Art. 422 Os contratantes so obrigados a guardar, assim na concluso do contrato, como em sua execuo, os princpios de probidade e boa-f. Art. 427 A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrrio no resultar nos termos dela, da natureza do negcio ou da circunstncia do caso. A proposta no obriga, conforme a segunda parte do caput do Art. 427 do CC/02: a) Se isso resultar da prpria proposta (o policitante se reserva), ex: clusula de no obrigatoriedade. Os prprios termos da proposta, se o contrrio no resultar em termos diversos dela. b) Se isso resultar da natureza do negcio, oferta para um indeterminado nmero de pessoas, limitando-se pelo estoque. Podemos dizer ser, tambm as condies, caractersticas do negcio jurdico, informar das caractersticas da contratao. So limitaes da prpria condio que colocado a pblico. c) Se isso resultar de circunstncias do caso Art. 427 e Art. 428 CC/02. A proposta obriga o proponente, salvo se o contrrio resultar, das circunstncias do caso, significa que diferentemente dos termos da proposta ou do contedo da mesma, completar-se- com os incisos do Art. 428 (que so as circunstncias do caso), ou seja: Art. 428 do CC deixa de ser obrigatria a proposta: I se feita sem prazo, a pessoa presente, no foi imediatamente aceita, considera-se tambm presente, a pessoa que contrata por telefone ou meio semelhante (critrio = imediatamente). A proposta feita sem prazo, pessoa presente, obriga o aceite imediato. O imediato vai variar de acordo com o caso. O requisito previsto na lei, a presena, no uma presena espacial e sim temporal, observe que a contratao por telefone, um contato presencial e imediato, e a obrigao se d pelo imediato.

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II se feita sem prazo, a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. razovel um tempo que leva a proposta chegar ao oblato e ele responder, com tempo razovel da proposta chegar ao proponente, variando conforme o caso. Se h a razoabilidade, aconteceu dentro da razoabilidade, a proposta obriga sim. As variaes temporais esto ligadas ao meio a que foi utilizado. Esta razoabilidade, a doutrina chama de prazo moral, varivel conforme o caso. III se feita a pessoa ausente, no tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. A proposta foi feita entre ausentes e foi dado um prazo, a resposta deve ser expedida dentro do prazo, pois a mesma foi aceita, deu a conhecer, que contivesse o prazo na proposta. IV se antes dela ou simultaneamente chegar ao conhecimento da outra parte a retratao do proponente. No vai obrigar se antes da proposta, ou simultaneamente, chegar ao oblato, a retratao. A proposta no obriga se dela o proponente se retratar a tempo (simultaneamente ou antes de que a proposta chegue), deve ser antes da aceitao do oblato. Art. 429 A oferta ao pblico equivale a proposta quando encerra aos requisitos essenciais ao contrato (proposta precisa, oferta precisa) salvo se o contrrio resultar das circunstncias ou dos usos. A oferta pblica (que o termo correto de proposta, ao pblico) obriga ao proponente de igual forma. Porm, especificamente na oferta pblica,no Art. 30 do CDC, o que foi proposto, proposta pblica, exemplo, um panfleto, indiferente se constar ao contrato, proposta, se soma ao contrato que foi feito. Esta oferta precisa, pode ser considerada como qualquer meio que se chegue ao pblico, desde que se possa provar, esta oferta obriga o fornecedor que a fizer veicular ou se dela utilizar, integra ao contrato que vier a ser celebrado. O Art. 35 do CDC estabelece que o fornecedor de produtos ou servios recusar cumprimento da oferta, se nega a prestar aquilo que foi ofertado, o consumidor poder, a sua escolha, escolher entre: rescindir o contrato com direito a restituio de quantia j paga, atualizada e ainda direitos a perdas e danos; ou aceitar outro produto ou prestao de servio equivalente (tpica regra de defesa do consumidor); ou ainda, exigir o cumprimento forado da obrigao nos termos da oferta, veiculao ou publicidade ou executar o contrato, obrigao de fazer, no fazer ou entregar coisa. 2 Etapa: Aceitao Aps o proponente fazer a proposta, deve-se aguardar a manifestao do oblato. Estamos na fase da aceitao. Em uma linha temporal, temos: negociaes preliminares >> proposta que obriga salvo Art. 427 e Art. 428 do CC >> aceitao. Dever ser opportuno tempore, ou seja, tempestiva e incondicional, pois se a proposta aceita com restries aos dados da proposta, h a perca das caractersticas de proponente e oblato, e iremos passar a ter uma nova proposta, ou seja, a primeira proposta deixa de obrigar. Podemos considerar como uma nova proposta, invertendo-se os papis (Art. 431), o proponente passa a ser oblato e vice versa. Ento, h uma nova proposta, e esta obriga o antigo oblato, agora proponente ( o que comumente chamamos de contra proposta). O ato de aceitao condicional passa-se a ser chamado de proposta e o antigo oblato, agora proponente, se obriga.

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Art. 431 A aceitao fora do prazo, com adies, restries, ou modificaes, importar em nova proposta. Contrato celebrado do momento de expedio da aceitao (Art. 434), o nascimento do contrato, se entre presente e no foi dado prazo, o contrato surge no ato da aceitao. Em casos que no h a simplicidade de responder a proposta, o CC redigiu o Art. 434 o contrato entre ausentes (ausncia temporal e no espacial lembrar da conversa de telefone, que considera presente) tornam-se perfeitos (sem vcio, particpio passado do verbo perfazer perfazido) desde que a aceitao expedida (a exceo dos 03 incisos). Este artigo encerra com a palavra exceto, a saber: Art. 433 Considera-se inexistente a aceitao, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratao do aceitante. Art. 434 Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitao expedita, exceto: I no caso do artigo antecedente: ou seja, o Art. 433 considera-se inexistente a aceitao se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratao do aceitante; ou seja,o oblante fez uma retratao ao proponente, antes da aceitao chegar ao proponente. Imaginar que o contrato tem incio no momento da aceitao. Inexistncia o pior dos vcios que um ato pode ter, pois a inexistncia quer dizer que no existiu aquele ato, e o que inexistente no pode operar efeitos. Na situao da retratao e aceitao, adota-se a teoria da recepo, pois se a retratao for recepcionada antes da aceitao, significar que a aceitao nunca existir. A aceitao estar condicionada a no existncia de uma retratao, ou seja, se a aceitao chegar na mo do proponente, antes de uma retratao, o contrato estar vigente. Isto uma exceo. II se o proponente se houver comprometido a esperar resposta: se o proponente comprometeu a esperar uma resposta, ou se ela no chegar em um prazo convencionado (veja inciso III abaixo), nestas situaes a aceitao vai gerar uma exceo ao Artigo 434. III se ela no chegar no prazo convencionado: se no chegar no prazo combinado.

Art. 430 - Se a aceitao, por circunstncia imprevista, chegar tarde ao conhecimento do proponente, este comunic-lo- imediatamente ao aceitante, sob pena de responder por perdas e danos. Neste caso, o proponente dever avisar imediatamente o oblato, ao receber exporaneamente, a proposta, que no existe contrato, por intempestividade. Se no houver o aviso, o proponente responder pelas perdas e danos. Existe uma situao que o proponente no recebeu a proposta e o oblato no sabe que a proposta no foi recebida (por erros de terceiro), ento cria-se um problema. O lugar da proposta valer o local onde a proposta foi feita, conforme o Art. 435 ou seja, valer o local da proposta do proponente. Pgina 3 de 10

Art. 435 Reputar-se- celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. CLASSIFICAO DOS CONTRATOS Dar critrios de classificao, mas no so critrios necessariamente legais, e sim doutrinrias, para auxiliar na aplicao prtica aos casos concretos. Classificao quanto nmero de plos: como se desenha uma relao. a) Bilaterais (dois plos): b) Plurilaterais no pelo nmero de pessoas, mas de plos plurilaterais (mas cada um com seu objetivo), situaes especficas; Classificao quanto aos efeitos (reciprocidade de prestaes): a) Sinalagmticos (contratual): a lgica ter prestaes recprocas, onde os plos tem prestaes especficas. Contratos em que existe a assuno de prestaes especficas, existem a correspondncia de prestaes. Os contratos sinalagmticos so bilaterais conforme a quantidade de plos. Algumas doutrinas chamam os contratos sinalagmticos de bilateral, mas analisando outro tipo de bilateridade, onde os dois plos tem obrigaes a cumprirem. Ainda, um contrato bilateral (pelo nmero de plos) pode ser bilateral (pelo nmero de prestaes). Art. 476 do CC/02, nos contratos bilaterais (no critrio de classificao quanto aos efeitos s