marqês de pombal e as reformas pombalinas

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  • 1. Marqus de Pombal e as Reformas Pombalinas

2. Marqus de Pombal Em 1750, D. Jos I (1714-1777) assumia o trono de Portugal como seu novo regente. E para o cargo de primeiro-ministro, ele escolhera, Sebastio Jos de Carvalho e Melo (1699-1782), conde de Oeiras, conhecido mais na histria pelo seu titulo nobilirquico de Marqus de Pombal. Pombal assumiu a frente do governo do Estado portugus e de suas colnias, durante 1750-1777, quando o rei D. Jos I morre, e assume sua filha D. Maria I, a qual destituiu Pombal de seu cargo. 3. Marqus de Pombal 4. Mudanas na Administrao Portuguesa A partir de 1750, a poltica e a administrao portuguesa conheceram grandes mudanas. Por vinte e sete anos, o poder foi exercido por Sebastio Jos de Carvalho e MeIo, o marqus de Pombal. Fortemente influenciado pelo Iluminismo, Pombal se insere no quadro do despotismo esclarecido, Da, uma srie de medidas e reformas que acabaram por torn-lo uma figura polmica na Histria portuguesa. 5. Portugal e as Reformas Pombalinas Em 1750 ocorrera em 13 de janeiro, a assinatura do Tratado de Madrid, onde Portugal e Espanha revogavam os antigos limites determinados pelo Tratado de Tordesilhas (1494). Com este novo tratado, o Brasil perdia a colnia de Sacramento no Uruguai, mas ganhava o que equivale hoje aos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, alm de uma parte do Mato Grosso, e da Amaznia, a qual se chamava de Estado do Gro-Par e Maranho na poca. 6. As reformas de Pombal visavam modernizar a administrao da Coroa Portuguesa. 7. As Reformas Pombalinas na Colnia A atuao de Pombal eivada das prticas e enunciados iluministas revestiu-se, de certa forma, de um carter liberal, e isso, no caso especfico do Reino, centro do imprio portugus. No que se refere colnia, a poltica pombalina caracterizou-se pela excessiva centralizao e pelo fiscalismo. 8. Os Conflitos com a Igreja A escalada de Pombal, marcada pelo anti- clericalismo, tpico do Iluminismo, teve incio com a expulso dos jesutas de Portugal e seus domnios, onde se inclui o Brasil, em 1759. Para justificar seu ato, o ministro acusou a ordem de participar de uma tentativa de regicdio (contra o rei D. Jos I) e de tentar fundar no Brasil um Imprio Teocrtico. Em 1768, para garantir a volta dos capitais da burguesia de origem judaica, ordenou a destruio da lista de rus feita pelos padres inquisidores. Com a proibio dos autos-de- f - a morte nas fogueiras em praa pblica dos condenados pena capital -, a Inquisio era praticamente desmantelada em Portugal. 9. Sociedade A respeito da sociedade, Pombal ps fim ao preconceito contra os cristos-velhos e cristo novos (isso no significa que no houvesse mais preconceito) em 25 de maio de 1773. A abolio da escravido indgena j mencionada, por outro lado a principal tentativa que ele procurou exercer fora a criao de uma nobreza-burguesa. Por outro lado, ele tambm visava criao de uma nobreza e burguesia culta, por isso de se incentivar os filhos dos nobres a estudarem filosofia, medicina, direito, engenharia, cincias, et c. 10. Fim do governo Mesmo pretendendo trazer diversas melhorias para a Coroa, Pombal no conseguiu manter-se no cargo aps a morte de Dom Jos I, em 1777. Seus opositores o acusaram de autoritarismo e de trair os interesses do governo portugus. Com a sada de Pombal do governo, as transformaes sugeridas pelo ministro esclarecido encerraram um perodo de mudanas que poderiam amenizar o atraso econmico dos portugueses. 11. A "Viradeira" Com a morte de D. Jos I, em 1777, Portugal passou a ser governado por D. Maria I, sua filha.D. Maria procurou anular gradativamente a poltica de Pombal, que, demitido, passou a ser perseguido pela rainha e seus adeptos, at sua morte alguns anos depois. A essa poltica de D. Maria I, d-se o nome de "Vira-deira", sempre associada ao Brasil colonial pelo Alvar de Proibio de Indstrias e Manufaturas, de 1785, e pela extino das companhias de comrcio, evidenciando a retomada da dominao inglesa em Portugal. Contudo, algumas medidas da administrao pombalina na foram mantidas, como, por exemplo, a participao de membros da burguesia nos negcios do Estado e os estmulos educao e cincia, com a criao de vrios rgos e instituies voltados para a pesquisa cientfica. 12. D. Maria I 13. Fatos sobre Marqus de Pombal NOTA 1: Pombal ficou conhecido por ter empregado alguns dos seus familiares e amigos em altos cargos pblicos, como exemplo o cargo de governador do Estado de Gro-Par e Maranho ocupado de 1751-1759 pelo seu irmo Mendona Furtado. NOTA 2: Pombal fora membro da Ordem de Cristo e da Maonaria. 14. Fatos sobre Marqus de Pombal NOTA 3: No estado da Paraba, Brasil, existe hoje uma municpio chamado de Pombal, nome que herdara aps se tornar vila em 1766, em homenagem ao marqus. NOTA 4: Joaquim Jos da Silva Xavier (Tiradentes) nasceu em 12 de novembro de 1746 na Fazenda do Pombal.