Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso

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A reviso do texto da Norma Regulamentadora (NR-13) Caldeiras e Vasos de Presso , em 1994, um marco histrico no Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) em seu processo de elaborao e reviso nas Normas Regulamentadoras (NR). A composio tripatite na reviso da NR-13, por meio de representantes de governo, trabalhadores e empregadores, foi uns dos pontos de partida para a instituio, em 1996, da Comisso Tripartite Paritria Permanente (CTPP), hoje, instncia de participao da sociedade na elaborao e reviso de NR. A publicao desta edio do Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso, comemorativa de 10 anos da Norma Regulamentadora n 13, elaborado tambm de maneira tripartite (1 edio 1996), representa simbolicamente o reconhecimento para com todos que participaram do processo de sua reviso, na sua implementao e aperfeioamento durante estes 10 anos e desejando que este Manual continue a ser sendo um instrumento estratgico de informao e esclarecimento para ser utilizado por aqueles profissionais de inspeo, manuteno, operao, projeto, segurana e sade, treinamento, cipeiros, sindicalistas, auditores fiscais do trabalho, dentre outros que laboram para a preveno de acidentes com caldeiras e vasos de presso e para a melhoria das condies de trabalho.

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  • 1. NR-13Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Edio Comemorativa 10 anos da NR-13 (da Portaria n 23/94) Braslia 2006
  • 2. 1996 Ministrio do Trabalho permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde quecitada a fonte.1a edio: 5.000 exemplares 1996Edio Comemorativa 10 anos da NR-13:3.000 exemplares 20041 Reimpresso: 2.000 exemplares Maio/2006Edio e Distribuio:Secretaria de Inspeo do Trabalho (SIT)Departamento de Segurana e Sade no Trabalho (DSST)Esplanada dos Ministrios Bloco F, Anexo, Ala B, 1 Andar,Gabinete CEP: 70059-900 Braslia/DFTels.: (061) 3317-6767/6689/6625 Fax: 3317-8261/8262Impresso no Brasil / Printed in Brazil Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) Biblioteca. Seo de Processos Tcnicos MTE N851 NR-13 : Manual tcnico de caldeiras e vasos de presso. Edio comemorativa 10 anos da NR-13. 1. reimpresso. Braslia : MTE, SIT, DSST, 2006. 124 p. Contm Anexos. 1. Norma regulamentadora, Brasil. 2. Caldeiras a vapor, instalao, Brasil. 3. Caldeiras a vapor, inspeo de segurana, Brasil. 4. Vasos de presso, instalao, Brasil. 5. Vasos de presso, inspeo de segurana, Brasil. I. Brasil. Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE). II. Brasil. Secretaria de Inspeo do Trabalho (SIT). III. Brasil. Depar- tamento de Segurana e Sade no Trabalho (DSST). CDD 341.617
  • 3. SumrioApresentao ............................................................... 513.1. Caldeiras a vapor disposies gerais......... 713.2. Instalao de caldeiras a vapor ...................2713.3. Segurana na Operao de Caldeiras .........3513.4. Segurana na Manuteno de Caldeiras ....4313.5. Inspeo de Segurana de Caldeiras ..........4913.6. Vasos de Presso Disposies Gerais .....6713.7. Instalao de Vasos de Presso ..................7913.8. Segurana na Operao de Vasos de Presso ..........................................................8513.9. Segurana na Manuteno de Vasos de Presso ..........................................................9313.10. Inspeo de Segurana de Vasos de Presso ..........................................................99
  • 4. Elaborao O Manual Tcnico sobre a Norma Regulamentadora n 13 (NR13) Caldeiras e Vasos de Presso, aprovada pela Portaria n 23, de 27 de dezembro de 1994, foi elaboradopelo Grupo Tcnico Tripartite, em 1996, composto pelos tcni-cos abaixo nominados, a convite da Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho (SSST), do Ministrio do Trabalho (MTb). Aldo Cordeiro Dutra CEPEI/IBP Almir Augusto Chaves SSST/MTb Ftima Leone Martins DINPQ/INMETRO Jos Augusto da Silva Filho FORA SINDICAL Luiz A. Moschini de Souza ABIQUIM/IBP/PETROQUMICA UNIO Marcelo Salles IBP/PETROBRAS REDUC Nilton B. B. Freitas DIESAT/SINDIC. QUMICOS/SP Roberto Odilon Horta SINDIPETRO RJ/CUT Rui de Oliveira Magrini DRT/SP (Coordenador Tcnico) Wlcio Cracel do Rego Monteiro SENAI/CNI
  • 5. Apresentao A reviso do texto da Norma Regulamentadora (NR-13) Caldeiras e Vasos de Presso , em 1994, um marcohistrico no Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) em seuprocesso de elaborao e reviso nas Normas Regulamen-tadoras (NR). A composio tripatite na reviso da NR-13,por meio de representantes de governo, trabalhadores eempregadores, foi uns dos pontos de partida para a institui-o, em 1996, da Comisso Tripartite Paritria Permanente(CTPP), hoje, instncia de participao da sociedade na ela-borao e reviso de NR. A publicao desta edio do Manual Tcnico deCaldeiras e Vasos de Presso, comemorativa de 10 anos daNorma Regulamentadora n 13, elaborado tambm de manei-ra tripartite (1 edio 1996), representa simbolicamente oreconhecimento para com todos que participaram do proces-so de sua reviso, na sua implementao e aperfeioamentedurante estes 10 anos e desejando que este Manual continuea ser sendo um instrumento estratgico de informao e es-
  • 6. clarecimento para ser utilizado por aqueles profissionaisde inspeo, manuteno, operao, projeto, segurana esade, treinamento, cipeiros, sindicalistas, auditores fiscaisdo trabalho, dentre outros que laboram para a prevenode acidentes com caldeiras e vasos de presso e para a me-lhoria das condies de trabalho.DEPARTAMENTO DE SEGURANA E SADE NO TRABALHO SECRETARIA DE INSPEO DO TRABALHO
  • 7. 13.1. Caldeiras a vapor disposies gerais13.1.1. Caldeiras a vapor so equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob presso superior atmosfrica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. O vapor pode ser usado em diversas condies taiscomo: baixa presso, alta presso, saturado, superaqueci-do, etc. Ele pode ser produzido tambm por diferentes ti-pos de equipamentos nos quais esto includas as caldeirascom diversas fontes de energia. Para efeito da NR-13, sero considerados, comocaldeiras todos os equipamentos que simultaneamentegeram e acumulam vapor de gua ou outro fluido. Unidadesinstaladas em veculos como caminhes e navios deverorespeitar a esta Norma Regulamentadora nos itens que fo-rem aplicveis e para os quais no exista normalizao ouregulamentao mais especfica.
  • 8. NR-13 No devero ser entendidos como caldeiras os se-guintes equipamentos: 1. Trocadores de calor do tipo Reboiler, Kettle, Refervedores, TLE, etc., cujo projeto de cons- truo governado por critrios referentes a vasos de presso. 2. Equipamentos com serpentina sujeita a chama direta ou gases aquecidos e que geram, porm no acumulam vapor, tais como: fornos, gera- dores de circulao forada e outros. 3. Serpentinas de fornos ou de vasos de presso que aproveitam o calor residual para gerar ou superaquecer vapor. 4. Caldeiras que utilizam fluido trmico, e no o vaporizam.13.1.2. Para efeito desta NR, considera-se Profissional Habi- litado (PH) aquele que tem competncia legal para o exerccio da profisso de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construo, acompanhamento de operao e manuteno, inspeo e superviso de inspeo de caldeiras e vasos de presso, em conformidade com a regulamentao profissional vigente no Pas. Com relao aos itens da NR-13, em que se fazmeno ao profissional habilitado, na data de elaboraodeste documento, tem-se que:8
  • 9. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso1. Conselhos federais, tais como o Conselho Fe- deral de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho Federal de Qumica (CFQ) so responsveis pela definio, nas suas respectivas reas, da competncia e es- clarecimento de dvidas referentes regula- mentao profissional.2. A Resoluo n 218, de 29 de junho de 1973, do CONFEA, a deciso Normativa n 29/88 do CONFEA e a deciso Normativa n 45/92 do CONFEA estabelecem como habilitados os profissionais da rea de Engenharia Me- cnica e de Engenharia Naval bem como os engenheiros civis com atribuies do art. 28 do Decreto Federal n 23.569/33 que tenham cursado as disciplinas de Termodinmica e suas Aplicaes e Transferncia de Calor ou equivalentes com denominaes distin- tas, independentemente do nmero de anos transcorridos desde sua formatura.3. O registro nos conselhos regionais de profis- sionais a nica comprovao necessria a ser exigida do PH.4. Os comprovantes de inscrio emitidos ante- riormente para esse fim pelas DRT/MTE, no possuem mais validade.5. Engenheiros de outras modalidades no ci- tadas anteriormente devem requerer ao res- pectivo conselho regional, caso haja interesse pessoal, que estude suas habilidades para 9
  • 10. NR-13 inspeo de caldeiras e vasos de presso, em funo de seu currculo escolar. 6. Laudos, relatrios e pareceres somente tero valor legal quando assinados por PH. 7. Conforme estabelecido pelo CONFEA/CREA, s empresas prestadoras de servio que se propem a executar as atividades prescritas neste subitem so obrigadas a se registrar no respectivo conselho regional, indicando res- ponsvel tcnico legalmente habilitado. 8. O PH pode ser consultor autnomo, empre- gado de empresa prestadora de servio ou empregado da empresa proprietria do equi- pamento. 9. O art. 188 da CLT foi escrito quando os con- selhos profissionais faziam parte da estrutu- ra do MTE. Atualmente, so entidades inde- pendentes. 10. Na elaborao da NR-13, previa-se que o PH atuasse como a referncia tcnica para o proprietrio da caldeira. Quase sempre o proprietrio carece de conhecimentos tcni- cos necessrios para as tomadas de deciso necessrias segurana da caldeira. O PH tomar essas decises, responsabilizando-se por elas. Por Exemplo: O proprietrio necessita forne- cer o curso de segurana para os operadores, mas no sabe quais cursos esto disponveis10
  • 11. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso na praa e quais so adequados e de boa qua- lidade. O PH poder avaliar a qualidade dos cursos oferecidos com muito mais facilidade que o proprietrio da caldeira. 11. A Habilitao referenciada nos 2, 4 e 5 a requerida ao PH para os servios de inspeo. De acordo com o item 13.1.2, as atividades de projeto de construo, e acompanhamento de operao e manuteno devem de ser exerci- das por engenheiros dotados das respectivas atribuies (em construo civil, eletrnica, qumica, e assim por diante). 12. O PH, no exerccio das atividades descritas no item 13.1.2, em algumas situaes, pode dele- gar a execuo de uma determinada atividade para um preposto, tcnico especializado. Entre- tanto, a responsabilidade e a assinatura pelos servios especializados ser sempre do PH.13.1.3. Presso Mxima de Trabalho Permitida (PMTP), ou Presso Mxima de Trabalho Admissvel (PMTA), o maior valor de presso compatvel com o cdigo de projeto, a resistncia dos materiais utilizados, as dimenses do equipamento e seus parmetros operacionais. Esta NR no inclui regras para projeto e pressupeque os equipamentos so construdos de acordo com nor-mas e cdigos de reconhecimento internacional. 11
  • 12. NR-13 A PMTA calculada ou determinada utilizando-sefrmulas e tabelas disponveis no cdigo de projeto da cal-deira. Essas fontes levam em considerao: 1. As dimenses e geometria de cada parte es- pecfica da caldeira (por exemplo: dimetro, espessura, etc.). 2. Resistncia dos materiais (valores de tenso mxima admissvel dependentes da tempera- tura). 3. Outros fatores especficos para cada situa- o. importante destacar que o valor da PMTA pode al-terar-se ao longo da vida da caldeira em funo da reduo daresistncia mecnica dos materiais, reduo de espessurasdos diferentes componentes, etc. A atualizao dos valoresda PMTA deve ser feita, em conformidade com procedimentosescritos existentes no pronturio da caldeira. O procedimento escrito deve conter: 1. Roteiro de clculo da PMTA, ou 2. Cdigo de projeto aplicvel, ou 3. Indicao de programa computacional para di- mensionamento da caldeira. Quando ocorrer alterao no valor da PMTA da cal-deira devero ser executados os ajustes necessrios naspresses de abertura das vlvulas de segurana, na placade identificao e outros elementos de controle dependen-tes deste valor.12
  • 13. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.1.4. Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) Vlvula de segurana com presso de aber- tura ajustada em valor igual ou inferior PMTA. b) Instrumento que indique a presso do vapor acumulado. c) Injetor ou outro meio de alimentao de gua, independentemente do sistema principal, em caldeiras a combustvel slido. d) Sistema de drenagem rpida de gua, em caldeiras de recuperao de lcalis. e) Sistema de indicao para controle do nvel de gua ou outro sistema que evite o supera- quecimento por alimentao deficiente. As vlvulas de segurana, mesmo que ajustadaspara abertura na PMTA, devero: 1. Ser adequadamente projetada. 2. Ser adequadamente instaladas. 3. Ser adequadamente mantidas. Para casos onde estas premissas no forem aten-didas, a vlvula de segurana ser considerada como ine-xistente. A quantidade e o local de Instalao das vlvulasde segurana devero atender aos cdigos ou normas tc-nicas aplicveis. 13
  • 14. NR-13 O acrscimo de presso, permitido durante a des-carga da vlvula de segurana, deve ser no mximo o reco-mendado no cdigo de projeto do equipamento. No caso especfico do cdigo ASME, Seo I, caldei-ras com superfcie de aquecimento superior a 47m2 devempossuir duas vlvulas de segurana. Nesse caso, permiti-do acrscimo de presso durante a descarga, com as duasvlvulas abertas de no mximo 6% da PMTA. A existncia de pelo menos um instrumento queindique a presso do vapor acumulado pressupe que esteesteja corretamente especificado, instalado e mantido. O mostrador do instrumento indicador de pressopode ser analgico ou digital e poder ser instalado na pr-pria caldeira ou na sala de controle. Entende-se por sistema de indicao de nvel degua qualquer dispositivo com funo equivalente aos viso-res de coluna de gua. Caso a coluna de gua no consigaser lida corretamente por problemas de vazamento ou blo-queio, dever ser imediatamente acionado o procedimentode paralisao da caldeira.13.1.5. Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de fcil acesso e bem visvel, a placa de iden- tificao indelvel com, no mnimo, as seguintes informaes: a) Fabricante.14
  • 15. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso b) Nmero de ordem dado pelo fabricante da caldeira. c) Ano de fabricao. d) Presso Mxima de Trabalho Admissvel. e) Presso de teste hidrosttico. f) Capacidade de produo de vapor. g) rea da superfcie de aquecimento. h) Cdigo de projeto e ano de edio. Alm das informaes mencionadas no item13.1.5, a placa poder conter outras informaes a critriodo estabelecimento. A placa de identificao deve ser fabricada de ma-terial resistente s intempries tais como: alumnio, bronze,ao inoxidvel, etc., possuir caracteres gravados de formaindelvel, em lngua portuguesa, devendo ser fixada ao cor-po da caldeira por meio de rebites, parafusos ou soldas. A placa de identificao dever ser afixada em lo-cal de fcil acesso e visualizao. Deve-se tomar cuidadopara que a placa no seja fixada em partes que possam serremovidas da caldeira tais como: bocas de visita, chapas deisolamento trmico, etc. De acordo com o Decreto Lei n 81.621, de 3 demaio de 1978, o Brasil signatrio do Sistema Internacio-nal de Unidades. A tabela a seguir apresenta os fatores deconverso a serem utilizados para converso das unidadesde presso. 15
  • 16. NR-13 Tabela para converso de unidades de presso psi kPa bar kgf/cm2 mmHg mH20 (lbf/pol2) kN/m2 1 1,019716 14,503 750,062 10,19716 100 0,980665 1 14,2233 735,560 10,00 98,0665 0,068947 0,070307 1 51,715 0,70307 6,89475 1,33322 1,3595 19,368 1000 13,59 133,322 0,09806 0,1000 1,42233 73,556 1 9,80665 0,0100 0,01019 0,14503 7,50062 0,10197 1Em conformidade com o Sistema Internacional de Unidades, a uni-dade oficial para presso no Sistema Internacional de Unidades(SI) o Pascal (Pa).13.1.5.1. Alm da placa de identificao, devem constar, em local visvel, a categoria da caldeira, conforme de- finida no subitem 13.1.9 desta NR, e seu nmero ou cdigo de identificao. Alm da placa de identificao, toda caldeira deve-r apresentar seu nmero ou cdigo de identificao e suarespectiva categoria. Essas informaes podero ser pintadas em localde fcil visualizao, com dimenses tais que possam serfacilmente identificadas.16
  • 17. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Opcionalmente pintura direta, informaes pode-ro fazer parte de uma placa com visualizao equivalente.13.1.6. Toda Caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a seguinte documentao, devidamente atualizada: a) Pronturio da Caldeira, que contenha as seguintes informaes: cdigo de projeto e ano de edio; especificao dos materiais; procedimentos utilizados na fabricao, montagem, inspeo final e determinao da PMTA; conjunto de desenhos e demais dados ne- cessrios para o monitoramento da vida til da caldeira; caractersticas funcionais; dados dos dispositivos de segurana; ano de fabricao; categoria da caldeira. b) Registro de Segurana, em conformidade com o item 13.1.7. c) Projeto de Instalao, em conformidade com o item 13.2. d) Projetos de Alterao ou Reparo, em confor- midade com os subitens 13.4.2 e 13.4.3. e) Relatrios de Inspeo, em conformidade com os subitens 13.5.11, 13.5.12 e 13.5.13. 17
  • 18. NR-13 Caso o estabelecimento, onde estiver instalada acaldeira, possua diversas unidades fabris, distantes umasdas outras, os documentos devero estar disponveis na uni-dade onde a caldeira estiver instalada para que possam serfacilmente consultados. Em funo das peculiaridades de cada estabe-lecimento, no necessrio que toda documentao sejaarquivada num mesmo local. recomendvel porm que to-dos os documentos que compem o pronturio da caldeiraestejam agrupados. O procedimento para determinao da PMTA, deve-r explicar o roteiro para seu estabelecimento, passo a pas-so, incluindo tabelas, bacos, etc., que por ventura devamser consultados. Poder ser substitudo pela seo corres-pondente do cdigo de projeto. Entende-se por vida til da caldeira o perodo detempo entre a data de fabricao e a data na qual tenhasido considerada inadequada para uso. A documentao deve ser mantida durante toda avida til do equipamento.13.1.6.1. Quando inexistente ou extraviado, o Pronturio da Caldeira deve ser reconstitudo pelo proprietrio, com responsabilidade tcnica do fabricante ou de PH, citado no subitem 13.1.2, sendo imprescindvel a reconsti- tuio das caractersticas funcionais, dos dados dos dispositivos de segurana e dos procedimentos para determinao da PMTA.18
  • 19. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso A maior parte da documentao exigida, particular-mente aquela englobada no Pronturio da Caldeira, deve serfornecida o mais detalhadamente possvel, pelo fabricanteda caldeira. Se o estabelecimento no possuir essa documenta-o, parte dela dever ser reconstituda. Quando no for poss-vel reconstituir alguns itens, tais como: procedimentos utiliza-dos na fabricao e montagem, especificaes de materiais,etc., devero ser reconstitudos pelo menos as caractersticasfuncionais da caldeira, os dados de seus dispositivos de segu-rana e o procedimento para determinao da PMTA. A reconstituio dos documentos ser sempre deresponsabilidade do proprietrio da caldeira. Para tanto, estepoder utilizar-se dos servios do fabricante da caldeira oucaso este seja indeterminado ou j no exista, de um PH ouempresa especializada. A reconstituio de toda a documentao da cal-deira importante no s para determinao de seus pa-rmetros operacionais como tambm de fundamentalimportncia na preparao e execuo das atividades deinspeo e manuteno destes equipamentos. Portanto, nocaso da inexistncia da documentao citada, Pronturio daCaldeira, ou parte deste, todos os esforos devero ser fei-tos para reconstituio do pronturio.13.1.6.2. Quando a caldeira for vendida ou transferida de estabelecimento, os documentos mencionados nas alneas a, d e e do subitem 13.1.6 devem acompanh-la. 19
  • 20. NR-13 O Registro de Segurana tambm poder acompa-nhar a caldeira a critrio do estabelecimento onde ela este-ve instalada. O Projeto de Instalao no acompanha a caldeiraporque dever ser elaborado novo projeto, caracterstico dasnovas instalaes.13.1.6.3. O proprietrio da caldeira dever apresentar, quan- do exigido pela autoridade competente do rgo Regional do Ministrio do Trabalho e Emprego, a documentao mencionada no subitem 13.1.6. A autoridade competente do rgo Regional do Mi-nistrio do Trabalho e Emprego (MTE) Delegacia Regionaldo Trabalho (DRT) o Delegado Regional do Trabalho na suajurisdio.13.1.7. O Registro de Segurana deve ser constitudo de livro prprio, com pginas numeradas, ou outro sistema equivalente onde sero registradas: a) Todas as ocorrncias importantes capazes de influir nas condies de segurana da cal- deira. b) As ocorrncias de inspees de segurana peridicas e extraordinrias, devendo constar o nome legvel e assinatura de PH, citado no subitem 13.1.2, e de operador de caldeira presente na ocasio da inspeo.20
  • 21. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso O Registro de Segurana deve ser constitudo porlivro com pginas numeradas, exclusivo para cada caldeira. possvel que a empresa utilize outro sistema (porexemplo: informatizado) desde que, de fato, apresente amesma segurana contra burla e permita assinatura nasocasies indicadas e que seja de fcil consulta. importante que sejam registrados neste livro so-mente as ocorrncias relacionadas caldeira que possamafetar, positiva ou negativamente, a integridade fsica do serhumano. prtica nas unidades industriais o preenchimentodo Livro de Turno ou Livro de Passagem de servio, ou similar,que poder ser aceito como Registro de Segurana desde queatenda o disposto no item 13.1.7. So exemplos tpicos de ocorrncias importantes:as exploses, incndios, vazamentos, ruptura de componen-tes da caldeira, operao em condies fora daquelas pre-vistas pelo projeto, paradas de emergncia, realizao detestes na caldeira e dispositivos de segurana, etc. Por ocasio da inspeo da caldeira, o PH, contra-tado pelo estabelecimento para fazer a inspeo da caldeiraou o PH existente no servio prprio de inspeo, deveranotar no Registro de Segurana a data e tipo da inspeode segurana da caldeira que est sendo realizada. O PH dever solicitar a assinatura do operador dacaldeira ou, na sua ausncia, de outro operador, no referidoRegistro de Segurana. 21
  • 22. NR-13 A assinatura tem por objetivo comprovar que acaldeira est sendo inspecionada e no implica qualquerresponsabilidade por parte do operador na atividade de ins-peo. O preenchimento do livro e respectiva assinatura,por ocasio das inspees, dever ser feito durante o pero-do em que a caldeira estiver sendo inspecionada.13.1.7.1. Caso a caldeira venha a ser considerada inadequada para uso, o Registro de Segurana deve conter tal informao e receber encerramento formal. Caso a caldeira venha ser considerada inadequadapara uso futuro, o respectivo Registro de Segurana deverapresentar claramente os motivos pelos quais est sendoadotada tal deciso. O encerramento formal do Registro deSegurana dever ser feito por um PH e comunicado pormeio de Relatrio de Inspeo de Segurana Extraordinria Representao Sindical da Categoria Profissional Predo-minante no Estabelecimento conforme estabelecido no item13.5.12 e ao rgo regional do MTE caso este tenha exigidoa apresentao dos documentos da caldeira anteriormente,conforme previsto no subitem 13.1.6.3. Recomenda-se para estes casos que a caldeira sejainutilizada, antes do descarte, para evitar uso posterior.22
  • 23. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.1.8. A documentao referida no subitem 13.1.6 deve estar sempre disposio para consulta dos opera- dores, do pessoal de manuteno, de inspeo e das representaes dos trabalhadores e do empregador na Comisso Interna de Preveno de Acidentes (CIPA), devendo o proprietrio assegurar pleno acesso a essa documentao. A documentao referida no subitem 13.1.6 deverestar sempre disponvel dentro do estabelecimento. Nos casos em que for necessria a retirada da do-cumentao do estabelecimento, dever ser providenciadaa sua duplicao.13.1.9. Para os propsitos desta NR, as caldeiras so clas- sificadas em trs categorias conforme segue: a) Caldeiras da categoria A so aquelas cuja presso de operao igual ou superior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm2). b) Caldeiras categoria C so aquelas cuja presso de operao igual ou inferior a 588 kPa (5,99 kgf/cm2) e o volume igual ou inferior a 100 litros. c) Caldeiras categoria B so todas aquelas que no se enquadram nas categorias ante- riores. 23
  • 24. NR-13 O critrio adotado por esta NR, para classificaode caldeiras, leva em conta a presso de operao e o vo-lume interno da caldeira. Esse conceito, tambm adotadopor outras normas internacionais, representa a energiadisponvel em uma caldeira. Dessa forma, quanto maior aenergia, maiores sero os riscos envolvidos. A capacidadede produo de vapor da caldeira (t/h, kg/h) no indicativodo risco, j que no considera a presso do vapor produzidoou o volume de vapor armazenado. A subdiviso em trs categorias distintas facilita aadoo de critrios diferenciados compatveis com o riscoapresentado por cada caldeira. O grfico a seguir representa os campos que foramadotados para cada categoria de caldeiras.24
  • 25. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de PressoPresso (kPa) Categoria A 1960 Categoria B 588 Categoria C 100 Volume (litros) 25
  • 26. 13.2. Instalao de caldeiras a vapor13.2.1. O Projeto de Instalao de Caldeiras a Vapor, no que concerne ao atendimento desta NR, de res- ponsabilidade de PH, conforme citado no subitem 13.1.2, e deve obedecer aos aspectos de segu- rana, sade e meio ambiente previstos nas NRs, convenes e disposies legais aplicveis. A autoria de Projeto de Instalao de Caldeiras deresponsabilidade de PH. Sempre que, na elaborao do projeto, o PH solicitara participao de profissionais especializados e legalmentehabilitados, estes sero tidos como responsveis na parteque lhes diga respeito, devendo ser explicitamente menciona-dos como autores das partes que tiverem executado. O Projeto de Instalao dever conter todos os do-cumentos, plantas, desenhos, clculos, pareceres, relat-rios, anlises, normas, especificaes, relativos ao projeto,devidamente assinados pelos profissionais legalmente ha-bilitados.
  • 27. NR-1313.2.2. As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em Casa de Caldeiras ou em local especfico para tal fim, denominado rea de Cal- deiras. Dever ser entendido como casa de caldeiras umlocal reservado do estabelecimento, delimitado por paredesou divisrias e devidamente coberto onde estejam instala-das as caldeiras. Dever ser entendido como rea de caldeiras umlocal onde a caldeira no esteja confinada, exposto ou no ao do tempo, destinado instalao das caldeiras. A sim-ples existncia de cobertura no caracteriza o local comosendo casa de caldeira. A opo pela instalao das caldeiras em rea oucasa de caldeiras ser definida na fase de projeto e inde-pendente das dimenses da caldeira ou de seus parmetrosoperacionais.13.2.3. Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a rea de Caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos: a) Estar afastada no mnimo trs metros de: outras instalaes do estabelecimento; de depsitos de combustveis, executan- do-se reservatrios para partida com at 2.000 litros de capacidade; do limite de propriedade de terceiros; do limite com as vias pblicas.28
  • 28. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso b) Dispor de pelo menos duas sadas amplas, permanentemente desobstrudas e dispos- tas em direes distintas. c) Dispor de acesso fcil e seguro, necessrio operao e manuteno da caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vos devem ter dimenses que impeam a queda de pessoas. d) Ter sistema de captao e lanamento dos gases e material particulado, provenientes da combusto, para fora da rea de opera- o, atendendo s normas ambientais vigen- tes. e) Dispor de iluminao conforme normas ofi- ciais vigentes. f) Ter sistema de iluminao de emergncia caso operar noite. At a data de reviso deste manual tcnico, a nor-ma regulamentadora NR-17 subitem 17.5.3.3 determinaque os nveis mnimos de iluminamento a serem observa-dos nos locais de trabalho so os valores de iluminncia es-tabelecidos na NBR-5413. Deve ser entendido como sistema de iluminao deemergncia todo sistema que, em caso de falha no forneci-mento de energia eltrica, consiga manter adequadamenteiluminados os pontos estratgicos operao da caldeira.So exemplos destes sistemas lmpadas ligadas a bateriasque se autocarregam nos perodos de fornecimento normal,geradores movidos a vapor ou motores a combusto, etc. 29
  • 29. NR-1313.2.4. Quando a caldeira estiver instalada em ambiente confinado, a Casa de Caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos: a) Constituir prdio separado, construdo de material resistente ao fogo, podendo ter ape- nas parede adjacente a outras instalaes do estabelecimento, porm com as outras paredes afastadas de, no mnimo, trs me- tros de outras instalaes, do limite de pro- priedade de terceiros, do limite com as vias pblicas e de depsitos de combustveis, ex- cetuando-se reservatrios para partida com at 2.000 litros de capacidade. b) Dispor de pelo menos duas sadas amplas, permanentemente desobstrudas e dispos- tas em direes distintas. c) Dispor de ventilao permanente com entra- das de ar que no possam ser bloqueadas. e) Dispor de sensor para deteco de vazamen- to de gs quando se tratar de caldeira a com- bustvel gasoso. d) No ser utilizada para qualquer outra finali- dade. f) Dispor de acesso fcil e seguro, necessrio operao e manuteno da caldeira, sen- do que, para guarda-corpos vazados, os vos devem ter dimenses que impeam a queda de pessoas. g) Ter sistema de captao e lanamento dos gases e material particulado, provenientes da30
  • 30. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso combusto, para fora da rea de operao, atendendo s normas ambientais vigentes. h) Dispor de iluminao conforme normas ofi- ciais vigentes e ter sistema de iluminao de emergncia. Os dispositivos que garantam a ventilao perma-nente so instalados quando forem indispensveis para ga-rantir a ventilao adequada na rea em volta da caldeira.Ventilao permanente no significa necessariamente venti-lao com sopradores ou ventiladores (ventilao local exaus-tora ou geral diluidora).13.2.5. Constitui risco grave e iminente o no-atendimento aos seguintes requisitos: a) Para todas as caldeiras instaladas em am- biente aberto, os itens b, d e f do subi- tem 13.2.3 desta NR. b) Para as caldeiras da Categoria A instaladas em ambientes confinados, os itens a, b, c, d, e, g, e h do subitem 13.2.4 desta NR. c) Para caldeiras das Categorias B e C instala- das em ambientes confinados, os itens b, c, d, e, g e h do subitem 13.2.4 tam- bm desta NR.13.2.6. Quando o estabelecimento no puder atender ao disposto nos subitens 13.2.3 ou 13.2.4, dever ser elaborado Projeto Alternativo de Instalao, com medidas complementares de segurana que permitam a atenuao dos riscos. 31
  • 31. NR-13 Caso o estabelecimento no possa atender s exi-gncias estabelecidas nos subitens 13.2.3 ou 13.2.4 ouobedecer a aspectos de segurana, sade e meio ambienteprevistos nas NRs, nas convenes ou nas disposies le-gais dever elaborar um Projeto Alternativo que contenhamedidas concretas para atenuar os riscos. Esse requisito se aplica tanto s instalaes exis-tentes como para novas instalaes. As medidas complementares citadas neste item re-ferem-se preveno, e no conseqncia de eventuaisexploses. Dessa forma, o projeto alternativo deve priorizara implantao de medidas que melhorem a confiabilidadeoperacional da caldeira. So exemplos de medidas concre-tas que permitam a atenuao dos riscos: 1. Realizao de inspees com maior freqn- cia e maior rigor quanto aplicao de exa- mes no-destrutivos. 2. Aperfeioamento dos sistemas de controle. 3. Independentemente da presso, atender a requisitos mais apurados de qualidade e tra- tamento de gua. 4. Reduzir a presso de operao quando poss- vel. 5. Empregar combustveis de melhor qualidade. 6. Outras.32
  • 32. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.2.6.1. O Projeto Alternativo de Instalao deve ser apresen- tado pelo proprietrio da caldeira para obteno de acordo com a representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento.13.2.6.2. Quando no houver acordo, conforme previsto no subitem 13.2.6.1, a intermediao do rgo regional do MTE poder ser solicitada por qualquer uma das partes e, persistindo o impasse, a deciso caber a esse rgo.13.2.7. As caldeiras classificadas na Categoria A devero possuir painel de instrumentos instalados em sala de controle, construda segundo o que estabelecem as NRs aplicveis. Toda caldeira classificada como Categoria A devepossuir painel de instrumentos ou console de sistema di-gital instalado em sala de controle. No caso de estabeleci-mentos com mais de uma caldeira, permitida a instalaodos instrumentos de todas as caldeiras na mesma sala decontrole. O projeto e a construo da sala de controle devematender aos requisitos estabelecidos pelas NRs. As portas devem abrir para fora e para o lado opos-to das caldeiras. 33
  • 33. 13.3. Segurana na Operao de Caldeiras13.3.1. Toda caldeira deve possuir Manual de Operao atualizado, em lngua portuguesa, em local de fcil acesso aos operadores, contendo no mnimo: a) Procedimentos de partidas e paradas. b) Procedimentos e parmetros operacionais de rotina. c) Procedimentos para situaes de emrgn- cia. d) Procedimentos gerais de segurana, sade e de preservao do meio ambiente. O Manual de Operao da caldeira (ou das caldeiras)deve estar sempre disponvel para consulta dos operadores,em local prximo ao posto de trabalho. Os manuais devem sermantidos atualizados, sendo que todas as alteraes ocorri-das nos procedimentos operacionais ou nas caractersticasdas caldeiras devero ser de pleno conhecimento de seusoperadores e prontamente incorporados aos respectivos ma-nuais.
  • 34. NR-1313.3.2. Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos calibrados e em boas condies ope- racionais, constituindo condio de risco grave e iminente o emprego de artifcios que neutralizem sistemas de controle e segurana da caldeira. Todos os instrumentos e controles que interfiramcom a segurana da caldeira devero ser calibrados periodi-camente e serem adequadamente mantidos. A utilizao de artifcios como, por exemplo, jumpsque neutralizem os sistemas de controle e segurana, serconsiderada como risco grave e iminente e pode levar in-terdio da caldeira. Utilizar jumps transitrios em situaes nas quaisexista redundncia ou onde est sendo feita manuteno pre-ventiva no ser considerado como artifcio que neutralizesistema de controle e segurana da caldeira. Para esses casos, necessrio fazer estudo dosriscos envolvidos e acompanhamento dessa operao, en-volvendo todos os setores que possam por esta ser afeta-dos. A periodicidade de manuteno e a definio dosinstrumentos e controles necessrios segurana da cal-deira devero ser definidos pelos profissionais legalmentehabilitados para cada especialidade.36
  • 35. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.3.3. A qualidade da gua deve ser controlada e tra- tamentos devem ser implementados, quando ne- cessrios, para compatibilizar suas propriedades fsico-qumicas com os parmetros de operao da caldeira. A qualidade da gua fator determinante da vidada caldeira. Estabelecer parmetros de qualidade de guano faz parte do escopo desta NR, uma vez que ela se apli-ca a variados tipos de caldeiras com diferentes presses etemperaturas, instaladas em locais distintos. Sempre que anlises fsico-qumicas e resultadosdas inspees indicarem problemas de depsitos excessi-vos, corroso e outras deterioraes no lado gua, atenoespecial dever ser dada a sua qualidade, em particular,verificando se suas caractersticas esto de acordo com asrequeridas pela caldeira. De modo geral, quanto maior apresso de operao mais apurados devero ser os requisi-tos de tratamento de gua.13.3.4. Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operao e controle de operador de caldeira, sendo que o no-atendimento dessa exigncia caracteriza condio de risco grave e iminente. A responsabilidade pela existncia de operadoresde caldeiras adequadamente treinados do dono do esta-belecimento. 37
  • 36. NR-13 Uma caldeira pode estar sob controle simultneode vrios operadores e um operador poder estar controlan-do simultaneamente mais de uma caldeira. No faz parte do objetivo desta NR estabelecer limi-tes numricos para essa questo, entretanto, entende-se quecaldeiras sob controle de operador aquela em que, existe,pelo menos um operador em condies de atuar prontamen-te para corrigir situaes anormais que se apresentem.13.3.5. Para efeito desta NR, ser considerado operador de caldeira aquele que satisfizer pelo menos uma das seguintes condies: a) Possuir Certificado de Treinamento de Segu- rana na Operao de Caldeiras e compro- vao de estgio prtico conforme subitem 13.3.9. b) Possuir certificado de Treinamento de Segu- rana para operao de caldeiras previsto na NR-13, aprovada pela Portaria n 02, de 8 de maio de 1984. c) Possuir comprovao de, pelo menos, trs anos de experincia nessa atividade, at 8 de maio de 1984. Para casos em que for necessria a comprovao deexperincia na operao de caldeira, deve-se considerar: 1. Anotao na Carteira de Trabalho. 2. Pronturio ou atribuies fornecidos pelo es- tabelecimento, ou 3. Testemunho de pessoas.38
  • 37. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Para clculo dos trs anos de experincia, deveroser descontados os tempos de interrupo. A habilitao dos operadores de caldeira enquadra-dos nos itens b e c fica limitada ao tipo de caldeira quehabitualmente vinham operando. Caso tenham necessidadede operar outros tipos de caldeira, torna-se obrigatria a fre-qncia aos estgios prticos definidos no subitem 13.3.9.13.3.6. O pr-requisito mnimo para participao, como aluno, no Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras o 1 grau.13.3.7. O Treinamento de Segurana na Operao de Cal- deiras deve obrigatoriamente: a) Ser supervisionado tecnicamente por PH cita- do no subitem 13.1.2. b) Ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim. c) Obedecer, no mnimo, ao currculo proposto no Anexo I-A desta NR. Podero ser includas no treinamento outras mat-rias tericas ou prticas que forem julgadas relevantes pelosupervisor tcnico do treinamento.13.3.8. Os responsveis pela promoo do Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras estaro sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras sanes legais cabveis, no caso de inobservncia do disposto no subitem 13.3.7. 39
  • 38. NR-1313.3.9. Todo operador de caldeira deve cumprir um estgio prtico na operao da prpria caldeira que ir operar, o qual dever ser supervisionado, docu- mentado e ter durao mnima de: a) Caldeiras Categoria A: 80 horas. b) Caldeiras Categoria B: 60 horas. c) Caldeiras Categoria C: 40 horas. A empresa ou estabelecimento dever arquivar oureunir os documentos e emitir os certificados que compro-vem a participao de seus operadores no referido estgio. Os estgios prticos de qualificao dos operado-res devem prepar-los para executar os procedimentos departida, parada de rotina, emergncia e segurana. Caso um operador, treinado de acordo com estaNR, necessite operar outra caldeira, dever freqentar est-gio prtico na nova caldeira que ir operar, mesmo que estaseja da mesma categoria que a anterior. No caso de instalaes em que o operador deveoperar caldeiras diferentes, exigido estgio prtico paracada uma delas. Exemplo: uma instalao com uma caldeiraa leo CategoriaA e uma caldeira eltrica Categoria C, se-ro necessrias 80 horas de estgio para a primeira e mais40 horas de estgio para a segunda, totalizando 120 horas. O supervisor do estgio poder ser, por exemplo: 1. Chefe da operao. 2 Operadores-chefe.40
  • 39. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso 3. Engenheiro responsvel pela planta. 4. Um operador mais experiente. 5. Profissional habilitado.13.3.10. O estabelecimento onde for realizado o Estgio Prtico Supervisionado deve informar previamente representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento: a) Perodo de realizao do estgio. b) Entidade, empresa ou profissional respons- vel pelo treinamento de segurana na opera- o de caldeiras. c) Relao dos participantes do estgio. Nota: Ver observaes do subitem 13.3.5.13.3.11. A reciclagem de operadores deve ser permanente por meio de constantes informaes das condies fsicas e operacionais dos equipamentos, atualizao tcnica, informaes de segurana, participao em cursos, palestras e eventos pertinentes. A necessidade e ocasio da reciclagem so de res-ponsabilidade do empregador. Para efeito de comprovao, devero ser anexados, pasta funcional de cada operador, o tipo de atividade, adata de realizao, a durao, etc. 41
  • 40. NR-1313.3.12. Constitui condio de risco grave e iminente a operao de qualquer caldeira em condies di- ferentes das previstas no projeto original, sem que: a) Seja reprojetada, considerando todas as va- riveis envolvidas na nova condio de ope- rao. b) Sejam adotados todos os procedimentos de segurana decorrentes de sua nova classifi- cao no que se refere a instalao, opera- o, manuteno e inspeo. A operao de caldeiras em condies operacio-nais diferentes das previstas em seu projeto pode ser extre-mamente perigosa. So exemplos de condies objeto deste item: 1. Presses superiores s de operao. 2. Temperaturas de superaquecimento acima das de projeto. 3. Utilizao de gua ou outro fluido diferentes dos considerados no projeto. 4. Alterao do combustvel ou dos queimadores. Sempre que forem feitas modificaes no projeto dacaldeira ou de suas condies operacionais, devero ser ado-tados todos os procedimentos de segurana necessrios. As modificaes efetuadas devero sempre fazerparte da documentao da caldeira.42
  • 41. 13.4. Segurana na Manuteno de Caldeiras13.4.1. Todos os reparos ou alteraes em caldeiras de- vem respeitar ao respectivo cdigo de projeto de construo e s prescries do fabricante no que se refere a: a) Materiais. b) Procedimentos de execuo. c) Procedimentos de controle de qualidade. d) Qualificao e certificao de pessoal. Os reparos e alteraes citados neste item soextensivos aos perifricos da caldeira, tais como: chamin,ventiladores, instrumentao, etc. No caso de tubulaes, a abrangncia deste subi-tem limita-se ao trecho existente entre a caldeira e a soldaou flange mais prximo. Deve ser considerado como reparo qualquer in-terveno que vise corrigir no-conformidades com relaoao projeto original. Por exemplo: reparos com soldas pararecompor reas danificadas, reparos em refratrios e isolan-tes trmicos, substituio de conexes corrodas, etc.
  • 42. NR-13 Deve ser considerada como alterao qualquerinterveno que resulte em alteraes no projeto original, in-clusive nos parmetros operacionais da caldeira. Por exem-plo: alteraes na especificao de materiais, mudanas decombustvel, mudanas na configurao nos tubos de trocatrmica, incluso de conexes, etc. So exemplos de qualificao e certificao de pes-soal os procedimentos previstos pelo cdigo ASME Seo IX(Qualificao de Soldagem e Brasagem) e Seo V (EnsaiosNo-Destrutivos).13.4.1.1. Quando no for conhecido o cdigo de projeto de construo, deve ser respeitada a concepo origi- nal da caldeira, com procedimento de controle do maior rigor prescrito nos cdigos pertinentes. Caso a documentao da caldeira tenha se extra-viado e no seja possvel localizar o fabricante, os reparose alteraes devero respeitar a concepo original. Nessasocasies o PH dever propor testes e ensaios e usar os maisrigorosos critrios de aceitao compatveis com o cdigo deprojeto adotado.13.4.1.2. Nas caldeiras de categorias A e B, a critrio do PH, citado no subitem 13.1.2, podem ser uti- lizadas tecnologias de clculo ou procedimentos mais avanados, em substituio aos previstos pelo cdigo de projeto.44
  • 43. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Para caldeiras de categoria A e B, em casosespeciais, a critrio do PH, podero ser utilizados procedi-mentos de clculo e tecnologia no previstas pelo cdigode projeto. So exemplos desses procedimentos: tcnicasde mecnica da fratura que permitam a convivncia comdescontinuidades subcrticas, tcnicas alternativas de sol-dagem que dispensem o alvio de tenso, etc.13.4.2. Projetos de Alterao ou Reparo devem ser con- cebidos previamente nas seguintes situaes: a) Sempre que as condies de projeto forem modificadas. b) Sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurana. Antes da execuo de qualquer reparo ou alteraoque possam comprometer a segurana da caldeira ou dostrabalhadores, dever ser elaborado o respectivo Projeto deAlterao ou Reparo que passar a fazer parte da documen-tao da caldeira. Os reparos que exigem projeto so aqueles que fo-gem aos procedimentos usuais de maunuteno. Por exemplo:no se far projeto para a substituio de tubo furado. Em con-trapartida, faz-se necessrio o Projeto de Alterao ou Reparo,quando for necessrio executar solda no tubulo de vapor. So exemplos de Projetos de Alterao ou Reparo:alterao de materiais, disposio de tubos, configuraode maaricos, incluso de conexes, reparos com solda emtubules, etc. 45
  • 44. NR-13 No necessrio enviar este documento paraapreciao de rgos externos empresa, tais como: DRT,sindicato, etc.13.4.3. O Projeto de Alterao ou Reparo deve: a) Ser concebido ou aprovado por PH, citado no subitem 13.1.2. b) Determinar materiais, procedimentos de execuo, controle de qualidade e qualifica- o de pessoal. O Projeto de Alterao ou Reparo pode ser conce-bido por firma especializada, desde que a mesma estejaregistrada no CREA e disponha de responsvel tcnico le-galmente habilitado. Reparos ou alteraes que envolvam as especia-lidades de eletricidade, eletrnica ou qumica devero serconcebidos e assinados por profissionais habilitados paracada campo especfico. Independentemente dessa neces-sidade, todo Projeto de Alterao ou Reparo dever ser as-sinado por PH.13.4.4. Todas as intervenes que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que operem sob presso devem ser seguidas de teste hidrosttico, com ca- ractersticas definidas pelo PH, citado no subitem 13.1.2. Quando no definidos em normas ou cdigos,caber ao PH, em funo de sua experincia e conhecimento,46
  • 45. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Pressodefinir os parmetros envolvidos no teste hidrosttico.Nesses parmetros devero constar: 1. Medidas de segurana necessrias para pro- teo do pessoal envolvido na realizao do teste. 2. Fluido a ser utilizado para pressurizao. 3. Taxa de subida da presso e patamares quan- do necessrio. 4. Presso final de teste hidrosttico. 5. Tempo em que o equipamento ficar pressuri- zado. As caractersticas e resultados do teste hidrostticodevero constar do Relatrio de Inspeo de Segurana queengloba o teste, seja ele inicial, peridica ou extraordinria. Usualmente, intervenes dessa natureza so casostpicos que justificam a concepo de Projeto de Alterao ouReparo conforme definido no subitem 13.4.2, item 2.13.4.5. Os sistemas de controle e segurana da caldeira devem ser submetidos Manuteno Preventiva ou Preditiva. A definio dos instrumentos e sistemas de contro-le a serem includos no Plano de Manuteno Preditiva/Pre-ventiva, bem como a respectiva periodicidade, dever seratribuda a profissionais com competncia legal para execu-tar este tipo de atividade. 47
  • 46. NR-13 A Manuteno Preventiva consiste na realizao detarefas de assistncia que tiverem sido pr-planejadas paraexecuo em pontos especficos, a tempo de manter as ca-pacidades funcionais de sistema de controle e seguranade caldeira. Quando a manuteno tiver suas datas de interven-o baseadas no acompanhamento da evoluo de parme-tros ligados ao sistema (por exemplo temperatura, vibrao,viscosidade de leo) passa a ser denominada de Preditiva. Quando a manuteno tiver suas datas de inter-veno baseadas no histrico de vida til dos componentesligados ao sistema recebe a denominao de Preventiva.48
  • 47. 13.5. Inspeo de Segurana de Caldeiras13.5.1. As caldeiras devem ser submetidas a Inspees de Segurana Inicial, peridica e extraordinria, sendo considerado, condio de risco grave e iminente o no-atendimento dos prazos estabelecidos nesta NR.13.5.2. A Inspeo de Segurana Inicial deve ser feita em caldeiras novas, antes da entrada em funcio- namento, no local de operao, devendo conter exame interno e externo, teste hidrosttico e de acumulao. Exames internos, externos e teste hidrosttico,efetuados nas dependncias do fabricante da caldeira soimportantes e necessrios, porm no constituem a Inspe-o de Segurana Inicial, uma vez que os componentes dacaldeira podem sofrer avarias durante seu transporte, ar-mazenamento e montagem no local definitivo. A inspeode segurana s poder, portanto, ser realizada quando acaldeira j estiver instalada em seu local definitivo.
  • 48. NR-13 O teste de acumulao deve ser executado em con-formidade com normas tcnicas vigentes, recomendaesdos fabricantes da caldeira e dos fabricantes de vlvulas desegurana ou ainda em conformidade com procedimentosestabelecidos por PH.13.5.3. A Inspeo de Segurana Peridica, constituda por exame interno e externo, deve ser executada nos seguintes prazos mximos: a) Doze meses para caldeiras das categorias A, B e C. b) Doze meses para caldeiras de recuperao de lcalis de qualquer categoria. c) Vinte e quatro meses para caldeiras da cate- goria A, desde que, aos 12 meses, sejam testadas as presses de abertura das vlvu- las de segurana. d) Quarenta meses para caldeiras especiais conforme definido no item 13.5.5. A abrangncia da Inspeo de Segurana Peridicabem como as tcnicas a serem utilizadas devero ser de-finidas pelo PH em funo do histrico da caldeira e dasnormas tcnicas vigentes. Os prazos definidos nesse item devem ser consi-derados como mximos. O prazo real dever ser estabele-cido pelo PH em funo da experincia anterior disponvel,devendo ser contados a partir da ltima inspeo completaexecutada na caldeira.50
  • 49. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso No faz parte do escopo desta NR detalhar mto-dos ou procedimentos de inspeo. Essa ao dever serfeita pelo PH com base em cdigos e normas internacional-mente reconhecidos. Os prazos estabelecidos nos subitens a, b e cso aplicveis a empresas que no possuam Servio Prpriode Inspeo de Equipamentos13.5.4. Estabelecimentos que possuam Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos, conforme estabelecido no Anexo II, podem estender os perodos entre inspees de segurana respeitando os seguintes prazos mximos: a) Dezoito meses para caldeiras das categorias B e C. b) Trinta meses para caldeiras da categoria A. O teste para determinao da presso da abertu-ra das vlvulas de segurana poder ser executado com acaldeira em operao valendo-se de dispositivos hidrulicosapropriados. O procedimento escrito adotado no teste, os re-sultados obtidos e os certificados de aferio do dispositivodevero ser anexados documentao da caldeira. A extenso do prazo de inspeo das caldeiras dacategoria A para 30 meses no dispensa a execuo dostestes para determinao da presso de abertura das vlvu-las de segurana a cada 12 meses. 51
  • 50. NR-13 Este item tambm aplicvel a caldeiras de recupe-rao de lcalis instaladas em estabelecimentos que possuamServio Prprio de Inspeo de Equipamentos. Sob o ponto de vista tcnico, a execuo dos testespara determinao da presso de abertura das vlvulas desegurana a cada 12 meses deve ser preservada, mesmocom a extenso do prazo de inspeo das caldeiras da cate-goria A para 30 meses. O quadro a seguir resume os prazos mximos esta-belecidos para inspeo de caldeiras. CATEGO- TIPO DE CATEGORIA A RIAS ESPECIAL ESTABELECIMENTOS B E C 12 meses ou 24 meses com testes Sem Servio Prprio de vlvulas de Inspeo de de segurana 12 meses Equipamentos a cada 12 meses (exceto caldeira de recuperao de lcalis) Com Servio Prprio de Inspeo de 30 meses 18 meses 40 meses Equipamentos certificado52
  • 51. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.5.5. As caldeiras que operam de forma contnua e que utilizam gases ou resduos das unidades de processo, como combustvel principal para aproveitamento de calor ou para fins de controle ambiental, po- dem ser consideradas especiais quando todas as condies seguintes forem satisfeitas: a) Estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos citado no Anexo II. b) Tenham, a cada 12 meses, testado o sistema de intertravamento e a presso de abertura de cada vlvula de segurana. c) No apresentem variaes inesperadas na temperatura de sada dos gases e do vapor, durante a operao. d) Exista anlise e controle peridicos da quali- dade da gua. e) Exista controle de deteriorao dos materiais que compem as principais partes da caldeira. f) Seja homologada como classe especial me- diante: acordo entre a representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento e o empregador; intermediao do rgo regional do MTE, solicitada por qualquer uma das partes, quando no houver acordo; deciso do rgo regional do MTE quan- do, persistir o impasse. 53
  • 52. NR-1313.5.6. Ao completar 25 anos de uso, na sua inspeo subseqente, as caldeiras devem ser submetidas rigorosa Avaliao de Integridade para determinar a sua vida remanescente e novos prazos mximos para inspeo, caso ainda estejam em condies de uso. A avaliao de vida residual presume que sejaanalisada a integridade de cada componente fundamentalda caldeira (ex.: tubulo, tubos de troca trmica, espelhos,etc.). A Avaliao de Integridade e vida residual pode serexecutada por PH ou por empresa especializada, inscrita noCREA, e que disponha de pelo menos um PH. As caldeiras que, na data da publicao desta NR,j tiverem mais de 25 anos, e no tiverem sido submetidas Avaliao de Integridade devem ser submetidas a esta ava-liao na prxima inspeo de segurana peridica. Caso a caldeira j tenha sido submetida a testes,exames e anlises para estabelecimento da vida residual eAvaliao de Integridade antes de completar 25 anos, estesdados podero ser considerados, a critrio do PH, para aten-der parcial ou integralmente as exigncias deste subitem. importante ressaltar que caldeiras inoperantespodem sofrer significativos desgastes por corroso. Portan-to, dos 25 anos considerados neste subitem, no devem serdispensados sem profunda anlise tcnica os perodos emque a caldeira permanecer fora de operao.54
  • 53. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.5.6.1. Nos estabelecimentos que possuam Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos citado no Anexo II, o limite de 25 anos pode ser alterado em funo do acompanhamento das condies da caldeira, efetuado pelo referido rgo.13.5.7. As vlvulas de segurana instaladas em caldeiras devem ser inspecionadas periodicamente conforme segue: a) Pelo menos uma vez por ms, mediante acio- namento manual da alavanca, em operao, para caldeiras das categorias B e C. b) Desmontando, inspecionando e testando, em bancada, as vlvulas flangeadas e, no cam- po, as vlvulas soldadas, recalibrando-as numa freqncia compatvel com a experi- ncia operacional da mesma, porm respei- tando-se como limite mximo o perodo de inspeo estabelecido no subitem 13.5.3 ou 13.5.4, se aplicvel, para caldeiras de cate- gorias A e B. O item a deste subitem determina o acionamentomanual da alavanca e, portanto, torna obrigatria a existn-cia de alavanca em vlvulas de segurana instaladas emcaldeiras de categorias B e C. As exigncias deste subitem tem fundamentaotcnica no cdigo ASME, Seo I (Caldeiras) e na NormaANSI/NB-23, National Board Inspection Code, reconhecidosinternacionalmente. 55
  • 54. NR-1313.5.8. Adicionalmente aos testes prescritos no subitem 13.5.7, as vlvulas de segurana instaladas em caldeiras devero ser submetidas a Testes de Acu- mulao, nas seguintes oportunidades: a) Na inspeo inicial da caldeira. b) Quando forem modificadas ou tiverem sofri- do reformas significativas. c) Quando houver modificao nos parme- tros operacionais da caldeira ou variao na PMTA. d) Quando houver modificao na sua tubula- o de admisso ou descarga. Em funo dos riscos envolvidos com a execuodos Testes de Acumulao, o estabelecimento dever imple-mentar todas as medidas de segurana e preservao domeio ambiente necessrias. O item b refere-se a modificaes ou reparos efe-tuados nas vlvulas de segurana da caldeira.Teste de Acumulao O Teste de Acumulao feito para verificar se avlvula (ou vlvulas) de segurana instaladas em caldeirastem capacidade de descarregar todo o vapor gerado, na m-xima taxa de queima, sem permitir que a presso internasuba para valores acima dos valores considerados no proje-to (no caso de caldeiras projetadas pelo ASME, Seo I, estevalor corresponde a 6% acima da PMTA).56
  • 55. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Este teste deve ser executado com base em proce-dimentos estabelecidos pelo fabricante da caldeira e/ou dofabricante das vlvulas de segurana. Como este teste executado com todas as sadasde vapor bloqueadas, a falta de circulao poder provocardanos em caldeiras providas de superaquecedores ou em cal-deiras para aquecimento de gua, no sendo, portanto, reco-mendvel sua execuo em caldeiras dessa configurao.13.5.9. A Inspeo de Segurana Extraordinria deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) Sempre que a caldeira for danificada por aci- dente ou outra ocorrncia capaz de compro- meter sua segurana. b) Quando a caldeira for submetida a alterao ou reparo importante capaz de alterar suas condies de segurana. c) Antes de a caldeira ser recolocada em fun- cionamento, quando permanecer inativa por mais de seis meses. d) Quando houver mudana de local de instala- o da caldeira. A Inspeo de Segurana Extraordinria podeabranger toda a caldeira ou parte da mesma, conforme anecessidade e a critrio do PH. Quando a Inspeo Extraordinria contiver toda acaldeira, o prazo para prxima inspeo de segurana peri-dica poder ser definido a partir da data de concluso dainspeo extraordinria. 57
  • 56. NR-13 No caso de uma caldeira permanecer fora de ope-rao por um perodo longo (superior a seis meses), a Inspe-o Extraordinria mencionada no item c deve ser realiza-da antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, eno a cada seis meses.13.5.10. A Inspeo de Segurana deve ser realizada por PH, citado no subitem 13.1.2, ou por Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos, citado no Anexo II. O subitem refere-se a todos os tipos de Inspeo deSegurana, Inicial, Peridica ou Extraordinria. O PH pode contar com a participao de inspetorese/ou tcnicos de inspeo nas Inspees de Segurana. Firmas especializadas podem ser utilizadas desdeque sejam inscritas no CREA e possuam PH.13.5.11. Inspecionada a caldeira, deve ser emitido Relat- rio de Inspeo, que passa a fazer a parte da sua documentao.13.5.12. Uma cpia do Relatrio de Inspeo deve ser enca- minhada pelo PH, citado no subitem 13.1.2, num prazo mximo de 30 dias a contar do trmino da inspeo, representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. Este subitem obriga o envio de Relatrio de Ins-peo somente representao sindical da categoria profis-sional predominante no estabelecimento.58
  • 57. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Entende-se que o trmino da inspeo a data emque a caldeira foi liberada para retornar operao. A datade concluso do relatrio tcnico no considerada comodata de trmino da inspeo.13.5.13. O Relatrio de Inspeo, mencionado no subitem 13.5.11, deve conter no mnimo: a) Dados constantes na placa de identificao da caldeira. b) Categoria da caldeira. c) Tipo da caldeira. d) Tipo de inspeo executada. e) Data de incio e trmino da inspeo. f) Descrio das inspees e testes executados. g) Resultado das inspees e providncias. h) Relao dos itens desta NR ou de outras exigncias legais que no esto sendo aten- didas. i) Concluses. j) Recomendaes e providncias necessrias. k) Data prevista para a nova inspeo da cal- deira. l) Nome legvel, assinatura e nmero do re- gistro no conselho do PH, citado no subitem 13.1.2, e nome legvel e assinatura de tcni- cos que participaram da inspeo. Entende-se por tipo de caldeira a informao se acaldeira aquotubular, flamotubular, eltrica, etc. 59
  • 58. NR-13 So exemplos de subitens do item h: a) ausncia de manmetros; b) ausncia de vlvulas de segurana; c) distanciamento incorreto entre a caldeira e reservatrio de partida. Um exemplo de concluso do item i seria: Em face das inspees executadas, a caldeira poder ser recolocada em operao, respeitando- se os parmetros operacionais estabelecidos pelo projeto, devendo ser submetida nova inspeo de segurana peridica em ___/___/___. O item j dever listar as recomendaes a seremseguidas a partir da inspeo executada, como por exemplo: a) melhorar o tratamento de gua; b) testar a vlvula de segurana no prazo de trs meses.13.5.14. Sempre que os resultados da inspeo determinarem alteraes dos dados da placa de identificao, a mesma deve ser atualizada.60
  • 59. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso ANEXO I-A Currculo Mnimo para Treinamento de Segurana na Operao de Caldeiras1. Noes de Grandezas Fsicas e UnidadesCarga horria: 4 horas 1.1. Presso 1.1.1. Presso atmosfrica 1.1.2. Presso interna de um vaso 1.1.3. Presso manomtrica, presso relativa e presso absoluta 1.1.4. Unidades de presso 1.2. Calor e temperatura 1.2.1. Noes gerais: o que calor, o que tem- peratura 1.2.2. Modos de transferncia de calor 1.2.3. Calor especfico e calor sensvel 1.2.4. Transferncia de calor a temperatura cons- tante 1.2.5. Vapor saturado e vapor superaquecido 1.2.6. Tabela de vapor saturado2. Caldeiras Condies GeraisCarga horria: 8 horas 2.1. Tipos de caldeiras e suas utilizaes 2.2. Partes de uma caldeira 61
  • 60. NR-13 2.2.1. Caldeiras flamotubulares 2.2.2. Caldeiras aquotubulares 2.2.3. Caldeiras eltricas 2.2.4. Caldeiras a combustveis slidos 2.2.5. Caldeiras a combustveis lquidos 2.2.6. Caldeiras a gs 2.2.7. Queimadores 2.3. Instrumentos e dispositivos de controle de caldeira 2.3.1. Dispositivo de alimentao 2.3.2. Visor de nvel 2.3.3. Sistema de controle de nvel 2.3.4. Indicadores de presso 2.3.5. Dispositivos de segurana 2.3.6. Dispositivos auxiliares 2.3.7. Vlvulas e tubulaes 2.3.8. Tiragem de fumaa3. Operao de CaldeirasCarga horria: 12 horas 3.1. Partida e parada 3.2. Regulagem e controle 3.2.1. De temperatura 3.2.2. De presso 3.2.3. De fornecimento de energia 3.2.4. Do nvel de gua 3.2.5. De poluentes62
  • 61. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso 3.3. Falhas de operao, causas e providncias 3.4. Roteiro de vistoria diria 3.5. Operao de um sistema de vrias caldeiras 3.6. Procedimentos em situaes de emergncia4. Tratamento de gua e Manuteno de CaldeirasCarga horria: 8 horas 4.1. Impurezas da gua e suas conseqncias 4.2. Tratamento de gua 4.3. Manuteno de caldeiras5. Preveno contra Exploses e outros RiscosCarga horria: 4 horas 5.1. Riscos gerais de acidentes e riscos sade 5.2. Riscos de exploso6. Legislao e NormalizaoCarga horria: 4 horas 6.1. Normas Regulamentadoras 6.2. Norma Regulamentadora 13 (NR-13) O currculo apresentado mnimo, podendo ser acresci- do de outras disciplinas, ou ter a carga horria das dis- ciplinas estendidas em funo das particularidades de cada estabelecimento. 63
  • 62. NR-13 O currculo proposto aplicvel ao treinamento deoperadores a partir do ano de 1995. Considera-se que os cursos de formao de opera-dores existentes nas empresas, que contemplem totalmenteas disciplinas e carga horria previstas neste anexo, podemser equivalentes ao Treinamento de Segurana na Operaode Caldeiras, desde que seja emitido o certificado previstono subitem 13.3.5 no item a. ANEXO II Requisitos para Certificao de Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos Antes de colocar em prtica os perodos espe-ciais entre inspees, estabelecidos nos subitens 13.5.4e 13.10.3 desta NR, os Servios Prprios de Inspeo deEquipamentos da empresa, organizados na forma de se-tor, seo, departamento, diviso ou equivalente, devemser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Nor-malizao e Qualidade Industrial (Inmetro) diretamente oumediante Organismo de Certificao por ele credencia-dos, que verificaro o atendimento aos seguintes requisitosmnimos expressos nos itens de a a g. Essa certificaopode ser cancelada sempre que for constatado o no- aten-dimento a qualquer dos seguintes requisitos: a) Existncia de pessoal prprio da empresa onde esto instalados caldeira ou vaso de presso, com dedicao exclusiva a atividades de inspe- o, avaliao de integridade e vida residual,64
  • 63. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso com formao, qualificao e treinamento com- patveis com a atividade proposta de preserva- o da segurana. c) Mo-de-obra contratada para ensaios no-des- trutivos, certificada segundo regulamentao vi- gente e para outros servios de carter eventual, selecionada e avaliada segundo critrios seme- lhantes ao utilizado para a mo-de-obra prpria. d) Servio de inspeo de equipamentos proposto possuir um responsvel pelo seu gerenciamen- to formalmente designado para esta funo. e) Existncia de pelo menos um PH, conforme de- finido no subitem 13.1.2. f) Existncia de condies para manuteno de arquivo tcnico atualizado, necessrio ao aten- dimento desta NR, assim como mecanismos para distribuio de informaes, quando re- queridas. g) Existncia dos procedimentos escritos para as principais atividades executadas. h) Existncia de aparelhagem condizente com a execuo das atividades propostas. O assunto objeto de documentao complemen-tar expedida pelo INMETRO sob designao de Portaria IN-METRO n 16/2001. Para o caso especfico de plataformas de produoe explorao de petrleo e navios, o Servio Prprio de Ins-peo de Equipamentos poder ser instalado em terra. 65
  • 64. 13.6. Vasos de Presso Disposies Gerais13.6.1. Vasos de presso so equipamentos que contm fluidos sob presso interna ou externa. Vasos de presso esto sempre submetidos simul-taneamente presso interna e presso externa. Mesmovasos que operam com vcuo esto submetidos a essaspresses, pois no existe vcuo absoluto. O que usualmentedenomina-se vcuo qualquer presso inferior atmosfri-ca. O vaso dimensionado, considerando-se a presso di-ferencial resultante que atua sobre as paredes, que poderser maior interna ou externamente. H casos em que o vaso de presso deve ser di-mensionado pela condio de presso mais severa, a exem-plo de quando no exista atuao simultnea das pressesinterna e externa. Vasos de presso podem ser construdos de mate-riais e formatos geomtricos variados em funo do tipo deutilizao a que se destinam. Dessa forma existem vasos depresso esfricos, cilndricos, cnicos, etc., construdos emao carbono, alumnio, ao inoxidvel, fibra de vidro e outrosmateriais.
  • 65. NR-13 Os vasos de presso podem conter lquidos, gasesou misturas destes. Algumas aplicaes so: armazenamentofinal ou intermedirio, amortecimento de pulsao, troca decalor, conteno de reaes, filtrao, destilao, separaode fluidos, criogenia, etc. A NR-13 aplica-se a vasos de presso instalados emunidades industriais, e outros estabelecimentos pblicos ouprivados, tais como: hotis, hospitais, restaurantes, etc. Sendo regulamentadora da Lei n 6.514, 23 dedezembro de 1977, da CLT, esta norma tambm aplic-vel a equipamentos instalados em navios, plataformas deexplorao e produo de petrleo, desde que no existalegislao em contrrio.13.6.1.1. O campo de aplicao desta NR, no que se refere a vasos de presso, est definido no Anexo III. Ver comentrios no Anexo III.13.6.1.2. Os vasos de presso abrangidos por esta NR esto classificados em categorias de acordo com o Anexo IV. Ver comentrios no Anexo IV.13.6.2. Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) Vlvula ou outro dispositivo de segurana com presso de abertura ajustada em va- lor igual ou inferior a PMTA, instalada dire-68
  • 66. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso tamente no vaso ou no sistema que o inclui. b) Dispositivo de segurana contra bloqueio inadvertido da vlvula quando esta no esti- ver instalada diretamente no vaso. c) Instrumento que indique a presso de opera- o. Entende-se por outro dispositivo de segurana dis-positivos que tm por objetivo impedir que a presso inter-na do vaso atinja valores que comprometam sua integridadeestrutural. So exemplos de outros dispositivos: discos deruptura, vlvulas quebra-vcuo, plugues fusveis, etc. Vlvulas de segurana-piloto operadas podem serconsideradas como outro dispositivo, desde que mante-nha a capacidade de funcionamento em qualquer condiode anormalidade operacional. As vlvulas de segurana devem abrir em pressoestabelecida pelo cdigo de projeto. No caso do CdigoASME VIII, este valor igual ou inferior PMTA. Aps a aber-tura, a presso da caldeira poder elevar-se pouco acima daPMTA, at a atuao plena da vlvula. Essa sobrepresso definida pelo cdigo de projeto, e no deve ser ultrapas-sada. O dispositivo de segurana um componente quevisa aliviar automaticamente e sem o concurso do opera-dor presso do vaso, independentemente das causas queprovocaram a sobrepresso. Dessa forma, pressostatos,reguladores de presso, malhas de controle de instrumen-tao, etc., no devem ser considerados como dispositivosde segurana. 69
  • 67. NR-13 O dispositivo de segurana contra bloqueio inad-vertido aplicvel : 1. Vasos de presso com dois ou mais dispositi- vos de segurana. 2. Conjunto de vasos interligados e protegidos por nica vlvula de segurana. Vasos com duas ou mais vlvulas de segurana,com bloqueios independentes, so utilizados quando se de-seja facilidade de manuteno: pode-se remover uma dasvlvulas de segurana para reparo ou inspeo, mantendo-se as demais em operao. Nesse caso, as vlvulas de se-gurana remanescentes em conjunto, ou isoladamente, de-vero ser projetadas com suficiente capacidade para aliviara presso do vaso. No deve ser esquecido que bloqueiosinadvertidos podem estar instalados a montante ou a ju-sante das vlvulas de segurana. O dispositivo que evite o bloqueio inadvertido dodispositivo de segurana aplicvel a vasos de presso comdois ou mais dispositivos de segurana. So exemplos des-ses dispositivos vlvulas de duas ou mais vias, vlvulas-ga-veta sem volante ou com volante travado por cadeado, etc. Quando o vaso de presso possuir apenas umavlvula de segurana, no recomendvel a existncia debloqueio entre a vlvula de segurana e o vaso de presso. Os instrumentos para indicao de presso, porexemplo manmetros, podero ter mostrador analgico oudigital, e a instalao dos mesmos poder ser feita no prpriovaso ou em sala de controle apropriada.70
  • 68. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.6.3. Todo vaso de presso deve ter afixado em seu corpo, em local de fcil acesso e bem visvel, placa de identificao indelvel com, no mnimo, as seguintes informaes: a) Fabricante. b) Nmero de identificao. c) Ano de fabricao. d) Presso mxima de trabalho admissvel. e) Presso de teste hidrosttico. f) Cdigo de projeto e ano de edio. A adeso pelo Brasil ao Sistema Internacional deUnidades foi formalizada por meio do Decreto Legislativo n57, de 27 de julho de 1953, e ratificada a partir de ento. Atabela da pg. 16 apresenta os fatores de converso a se-rem utilizados para converso das unidades de presso. Nmero de identificao a identificao alfanum-rica, conhecida como tag, item, nmero de ordem, etc., atribu-do pelo projetista ou estabelecimento ao vaso de presso. Para efeito do atendimento ao item f, caso noseja conhecido o ano de edio do cdigo, o PH dever ve-rificar se o equipamento sob anlise se enquadra nos re-quisitos da ltima edio publicada que precedeu o ano defabricao do vaso. No sendo conhecido o cdigo de projeto originalou o ano de fabricao, o vaso dever ser verificado de acor-do com um dos cdigos existentes para vasos de presso,que seja aceito internacionalmente, tais como: American 71
  • 69. NR-13Society of Mechanical Engineers (ASME), Deutsches InstitutFr Normung (DIN), Japonese Industrial Standard (JIS), etc. As placas de identificao j instaladas deveroser adequadas aos requisitos dessa NR.13.6.3.1. Alm da placa de identificao, devero constar, em local visvel, a categoria do vaso, conforme Anexo IV, e seu nmero ou cdigo de identificao. As informaes referentes identificao do vaso esua respectiva categoria devero ser pintadas em local ondepossam ser facilmente identificadas. Opcionalmente pintura, as informaes poderoser inseridas numa placa com visualizao equivalente. A pintura deve permitir a rpida identificao doequipamento na unidade em situao de emergncia. Ocorrendo vazamentos, incndio e outros eventosque produzam fumaa, vapores ou nvoa, a viso dos opera-dores ser prejudicada. Nesses casos, equipes externas queentrem na unidade para auxiliar em emergncias tambmso auxiliadas pela boa pintura de identificao.13.6.4. Todo vaso de presso deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalado, a seguinte documentao devidamente atualizada: a) Pronturio do Vaso de Presso, a ser forneci- do pelo fabricante, que contenha as seguin- tes informaes:72
  • 70. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso cdigo de projeto e ano de edio; especificao dos materiais; procedimentos utilizados na fabricao, montagem e inspeo final e determina- o da PMTA; conjunto de desenhos e demais dados ne- cessrios para o monitoramento da sua vida til; caractersticas funcionais; dados dos dispositivos de segurana; ano de fabricao; categoria do vaso. b) Registro de Segurana, em conformidade com o subitem 13.6.5. c) Projeto de Instalao, em conformidade com o item 13.7. d) Projetos de Alterao ou Reparo, em confor- midade com os subitens 13.9.2 e 13.9.3. e) Relatrios de Inspeo, em conformidade com o subitem 13.10.8. Se o estabelecimento onde estiverem instalados osvasos de presso possuir diversas unidades, os documentosdevero estar disponveis na unidade em que estiverem ins-talados para que possam ser prontamente consultados. Se os operadores e responsveis pelos equipa-mentos no permanecerem no local de instalao do vasode presso, os documentos devem ficar prximos ao opera-dor responsvel. 73
  • 71. NR-13 Esta exigncia tambm se aplica aos navios e splataformas de explorao e produo de petrleo. No necessrio que toda a documentao este-ja arquivada num nico local da unidade. recomendvel,porm, que todos os documentos do pronturio estejamagrupados. O procedimento para determinao da PMTA de-ver explicar o roteiro para seu estabelecimento, passo apasso, incluindo tabelas, bacos, etc. que por ventura sejamconsultados. Caso haja interesse por parte do estabelecimen-to, poder ser adotada como PMTA a presso de projeto dovaso. Entende-se por vida til do vaso o perodo de tem-po entre a data de fabricao e a data na qual o vaso tenhasido considerado inadequado para uso. A documentao deve ser mantida durante toda avida til do vaso de presso.13.6.4.1. Quando inexistente ou extraviado, o Pronturio do Vaso de Presso deve ser reconstitudo pelo proprietrio, com responsabilidade tcnica do fabricante ou de PH, citado no subitem 13.1.2, sendo imprescindvel a reconstituio das caractersticas funcionais, dos dados dos dispositivos de segurana e dos procedi- mentos para determinao da PMTA.74
  • 72. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso A maior parte da documentao exigida, particu-larmente aquela englobada no pronturio do vaso, deve serfornecida de maneira detalhada pelo fabricante do vaso depresso. Se o estabelecimento no possuir essa documen-tao, parte da mesma dever ser reconstituda conformedeterminado neste subitem. A reconstituio dos documentos sempre de res-ponsabilidade do proprietrio do vaso de presso. Para tan-to, ele poder se utilizar dos servios do fabricante do vaso.Caso este seja indeterminado ou j no exista PH, precisarde um PH ou empresa especializada. Normas tcnicas internacionalmente reconhecidasindicam que o clculo da PMTA deve considerar, alm dapresso, outros esforos solicitantes, devendo englobar to-das as partes do equipamento, tais como: conexes, flan-ges, pescoos de conexes, suportes, selas, etc.13.6.4.2. O proprietrio de vaso de presso dever apresentar, quando exigido pela autoridade competente do rgo Regional do Ministrio do Trabalho e Emprego, a documentao mencionada no subitem 13.6.4. A autoridade competente do rgo Regional do Mi-nistrio do Trabalho (Delegacia Regional do Trabalho DRT) o Delegado Regional do Trabalho na sua jurisdio. 75
  • 73. NR-1313.6.5. O Registro de Segurana deve ser constitudo por livro de pginas numeradas, pastas ou sistema informatizado ou no, com confiabilidade equi- valente, onde sero registradas: a) Todas as ocorrncias importantes capazes de influir nas condies de segurana dos vasos. b) As ocorrncias de inspeo de segurana. O Registro de Segurana pode ser constitudo porum livro de pginas numeradas para cada vaso de pressoou de um livro de pginas numeradas para diversos vasosde presso. possvel que a empresa utilize outro sistema (porexemplo: informatizado) desde que, de fato, apresente a mes-ma segurana contra burla e permita assinatura eletrnica. importante que sejam registradas neste livro so-mente as ocorrncias que possam afetar a integridade fsicado ser humano. So exemplos tpicos dessas ocorrncias:exploses, incndios, vazamentos, ruptura de componen-tes, operao fora dos valores previstos, funcionamento ir-regular das vlvulas de segurana, servios de manutenoefetuados, etc. prtica nas unidades industriais, o preenchimentodo Livro de Turno ou Livro de Passagem de Servio ou similarque podero ser aceitos como Registro de Segurana, desdeque atenda o disposto no item 13.6.5.76
  • 74. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso O Registro de Segurana pode ser preenchido porqualquer profissional que disponha de informao relevantesobre a segurana do equipamento.13.6.6. A documentao referida no subitem 13.6.4 deve estar sempre disposio para consulta dos ope- radores, do pessoal de manuteno, de inspeo e das representaes dos trabalhadores e do em- pregador na Comisso Interna de Preveno de Acidentes (CIPA), devendo o proprietrio assegurar pleno acesso a essa documentao, inclusive representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento, quando for- malmente solicitado. A documentao referida neste item dever estarsempre disponvel para consulta e fiscalizao dentro doestabelecimento. Quando for necessrio retirar a documentao doestabelecimento, dever ser providenciada a sua duplicao. 77
  • 75. 13.7. Instalao de Vasos de Presso13.7.1. Todo vaso de presso deve ser instalado de modo que todos os drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nvel, presso e temperatura, quando existentes, sejam facilmente acessveis. Os acessrios descritos nesse subitem, que pos-sam exigir a presena do trabalhador para operao, ma-nuteno ou inspeo, devem permitir acesso fcil e seguropor meio de escadas, plataformas e outros em conformida-de com as NRs.13.7.2. Quando os vasos de presso forem instalados em ambientes confinados, a instalao deve satisfazer os seguintes requisitos: a) Dispor de pelo menos duas sadas amplas, permanentemente desobstrudas e dispos- tas em direes distintas. b) Dispor de fcil acesso e seguro para as ativida- des de manuteno, operao e inspeo, sen- do que, para guarda-corpos vazados, os vos devem ter dimenses que impeam a queda de pessoas.
  • 76. NR-13 c) Dispor de ventilao permanente com entra- das de ar que no possam ser bloqueadas. d) Dispor de iluminao conforme normas ofi- ciais vigentes. e) Possuir sistema de iluminao de emergn- cia. Os itens deste subitem referem-se ao local ondeest instalado o vaso de presso. Dessa maneira, o itema prescreve que a rea de processo ou ambiente onde es-teja instalado o vaso de presso deva possuir duas sadasem direes distintas. Objetiva-se, dessa forma, evitar que,ocorrendo um vazamento, incndio ou qualquer outra possi-bilidade de risco aos operadores, estes no fiquem cercadospelo fogo ou vazamento, dispondo sempre de uma rota defuga alternativa. Dever ser entendido como sistema de ilumina-o de emergncia, todo sistema que, em caso de falha nofornecimento de energia eltrica, consiga manter adequa-damente iluminado os pontos estratgicos operao dovaso de presso. So exemplos desses sistemas: lmpadasligadas a baterias que se autocarregam nos perodos de for-necimento normal, geradores movidos a vapor ou motores acombusto, etc.13.7.3. Quando o vaso de presso for instalado em ambiente aberto, a instalao deve satisfazer s alneas a, b, d e e do subitem 13.7.2.80
  • 77. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.7.4. Constitui risco grave e iminente o no-atendimento s seguintes alneas do subitem 13.7.2: a) a, c e e para vasos instalados em am- bientes confinados; b) a para vasos instalados em ambientes abertos; c) e para vasos instalados em ambientes abertos e que operem noite.13.7.5. Quando o estabelecimento no puder atender o disposto no subitem 13.7.2, deve ser elaborado Projeto Alternativo de Instalao com medidas complementares de segurana que permitam a atenuao dos riscos. Caso o estabelecimento no possa atender sexigncias estabelecidas no subitem 13.7.2 ou obedecer aaspectos de segurana, sade e meio ambiente previstosnas NRs, nas convenes ou mais disposies legais, deve-r elaborar Projeto Alternativo de Instalao que contenhamedidas concretas para atenuao dos riscos. Esse requisito se aplica tanto s instalaes j exis-tentes como para as novas instalaes.13.7.5.1. O Projeto Alternativo de Instalao deve ser apre- sentado pelo proprietrio do vaso de presso para obteno de acordo com a representao sindical da categoria profissional predominante no esta- belecimento. 81
  • 78. NR-1313.7.5.2. Quando no houver acordo, conforme previsto no subitem 13.7.5.1, a intermediao do rgo regional MTE poder ser solicitada por qualquer uma das partes e, persistindo o impasse, a deciso caber a esse rgo.13.7.6. A autoria do Projeto de Instalao de vasos de presso enquadrados nas categorias I, II e III, conforme Anexo IV, no que concerne ao atendimento desta NR, de responsabilidade de PH, conforme citado no subitem 13.1.2, e deve obedecer aos aspectos de segurana, sade e meio ambiente previstos nas NRs, convenes e disposies legais aplicveis. A autoria do Projeto de Instalao de vasos de Pres-so de responsabilidade de PH. Sempre que, na elaborao do projeto, o PH solicitara participao de profissionais especializados e legalmentehabilitados, estes sero tidos como responsveis pela parteque lhes diga respeito, devendo ser explicitamente mencio-nados como autores das partes que tiverem executado.13.7.7. O Projeto de Instalao deve conter pelo menos a planta baixa do estabelecimento, com o posiciona- mento e a categoria de cada vaso e das instalaes de segurana.82
  • 79. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso O Projeto de Instalao dever conter pelo menos aplanta baixa do estabelecimento, com o posicionamento e acategoria de cada vaso de presso existente na instalao.A planta dever tambm posicionar instalaes de seguran-a tais como: extintores, sistemas de sprinklers, canhes degua, cmaras de espuma, hidrantes, etc. Todos os documentos que compem o Projeto deInstalao devero ser devidamente assinados pelos profis-sionais legalmente habilitados. Quando uma instalao j existente no possuiros desenhos ou documentos citados, ou quando a identifi-cao dos profissionais legalmente habilitados no estiverclara, o Projeto de Instalao dever ser reconstitudo sobautoria de um PH.
  • 80. 13.8. Segurana na Operao de Vasos de Presso13.8.1. Todo vaso de presso enquadrado nas categorias I ou II deve possuir Manual de Operao prprio ou instrues de operao contidas no Manual de Operao da unidade onde estiver instalado, em lngua portuguesa e de fcil acesso aos operadores, que contenha no mnimo: a) Procedimentos de partidas e paradas. b) Procedimentos e parmetros operacionais e rotina. c) Procedimentos para situaes de emergncia. d) Procedimentos gerais de segurana, sade e de preservao do meio ambiente. O Manual de Operao das unidades que con-tenham vasos de presso de categorias I ou II deverestar sempre disponvel para consulta dos operadores, emlocal prximo ao seu posto de trabalho. O Manual dever sermantido atualizado, sendo que todas as alteraes ocorri-das nos procedimentos operacionais ou nas caractersticasdos equipamentos, devero ser de pleno conhecimento dos
  • 81. NR-13operadores e serem prontamente incorporadas nos respec-tivos manuais. Este requisito tambm aplicvel a navios e a plata-formas de explorao e produo de petrleo.13.8.2. Os instrumentos e controles de vasos de presso devem ser mantidos calibrados e em boas condies operacionais. Todos os instrumentos e controles que interfiramcom a segurana do vaso de presso devero ser periodica-mente calibrados e serem adequadamente mantidos. A utilizao de artifcios como por exemplo jumpsque neutralizem instrumentos ou sistemas de controle esegurana ser considerada como risco grave e iminente epode acarretar a interdio do equipamento. A periodicidade de manuteno e a definio dequais instrumentos e controles dos vasos de presso deve-ro ser englobados neste subitem so de responsabilidadede profissionais legalmente habilitados para cada especia-lidade.13.8.2.1. Constitui condio de risco grave e iminente o em- prego de artifcios que neutralizem seus sistemas de controle e segurana. A utilizao de jumps transitrios em situaesonde exista redundncia ou onde esteja sendo feita subs-86
  • 82. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Pressotituio ou reparos de componentes no ser consideradacomo artifcio que neutralize sistemas de controle ou ins-trumentos. Para esses casos, necessrio fazer estudo dosriscos envolvidos e acompanhamento dessa operao, en-volvendo todos os setores que possam por esta ser afeta-dos.13.8.3. A operao de unidades que possuam vasos de presso de categorias I ou II deve ser efetuada por profissional com Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo, sendo que o no-atendimento a essa exigncia caracteriza condio de risco grave e iminente. O responsvel pela existncia de operadores de uni-dades de processo treinados adequadamente o dono doestabelecimento ou seu representante legal. Deve ser entendido que em funo da complexida-de da unidade, um operador poder operar simultaneamen-te diversos vasos de presso ou um nico vaso de pressopoder estar sob controle de diversos operadores. impor-tante que os operadores responsveis pela operao daunidade estejam em condies de atuar prontamente paracorrigir situaes anormais que se apresentem. Por ocasio da implantao de Sistemas Digitaliza-dos de Controle a Distncia (SDCD) considerar a existnciade um efetivo capaz de atuar em situaes de emergncia. 87
  • 83. NR-1313.8.4. Para efeito desta NR, ser considerado profissional com Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo aquele que satisfazer uma das seguintes condies: a) Possuir Certificados de Treinamento de Segu- rana na Operao de Unidades de Processo expedido por instituio competente para o treinamento. b) Possuir experincia comprovada na opera- o de vasos de presso das categorias I ou II de pelo menos dois anos antes da vi- gncia desta NR. Para casos onde for necessria a comprovao deexperincia na operao de unidades de processo, deve-seconsiderar: 1. Anotaes na Carteira de Trabalho, ou 2. Pronturio ou atribuies fornecidos pelo esta- belecimento, ou 3. Testemunho de pessoas. Para clculo dos dois anos de experincia, deveroser descontados os tempos de interrupo.13.8.5. O pr-requisito mnimo para participao, como aluno, no Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo o atestado de concluso do 1 grau.88
  • 84. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.8.6. O Treinamento de Segurana na Operao de Uni- dades de Processo deve obrigatoriamente: a) Ser supervisionado tecnicamente por PH ci- tado no subitem 13.1.2. b) Ser ministrada por profissionais capacitados para esse fim. C) Obedecer, no mnimo, ao currculo no Anexo I-B desta NR. Devero ser includas no treinamento outras mat-rias tericas ou prticas que forem julgadas relevantes pelosupervisor tcnico do treinamento.13.8.7. Os responsveis pela promoo do Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo estaro sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como as outras sanes legais cab- veis no caso de inobservncia do disposto subitem 13.8.6.13.8.8. Todo profissional com Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo deve cum- prir estgio prtico, supervisionado, na operao de vasos de presso com as seguintes duraes mnimas: a) Trezentas horas para vasos de categorias I ou II. b) Cem horas para vasos de categorias III, IV ou V. 89
  • 85. NR-13 A empresa ou estabelecimento dever arquivar osdocumentos que comprovem a participao de seus opera-dores no referido estgio. No caso de unidades que no possuam vasos depresso de categorias I ou II, no h necessidade deexistirem profissionais com Treinamento de Segurana naOperao de Unidades de Processo. Faz-se necessrio, noentanto, o cumprimento de estgio prtico supervisionadode 100 horas. O supervisor de estgio poder ser por exemplo: 1. O chefe da operao. 2. Um operador chefe. 3. Um engenheiro responsvel pelo processo. 4. Profissional Habilitado. 5. Operador mais experiente.13.8.9. O estabelecimento onde for realizado o Estgio Prtico Supervisionado deve informar previamente representao sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento: a) Perodo de realizao do estgio. b) Entidade, empresa ou profissional respons- vel pelo Treinamento de Segurana na Ope- rao de Unidades de Processo. c) Relao dos participantes do estgio.90
  • 86. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.8.10. Atualizao dos operadores deve ser permanente por meio de constantes informaes das condies fsicas e operacionais dos equipamentos, atualizao tcnica, informaes de segurana, participao em cursos, palestras e eventos pertinentes. A necessidade e ocasio da reciclagem so de res-ponsabilidade do empregador. Para efeito de comprovao, dever ser anexado pasta funcional de cada operador o tipo de atividade, datade realizao, durao, etc.13.8.11. Constitui condio de risco grave e iminente a operao de qualquer vaso de presso em condi- es diferentes das previstas no projeto original, sem que: a) Seja reprojetado, levando em considerao todas as variveis envolvidas na nova condi- o de operao. b) Sejam adotados todos os procedimentos de segurana decorrentes de sua nova classifi- cao no que se refere a instalao, opera- o, manuteno e inspeo. A operao de vasos de presso em condies dife-rentes das previstas em seu projeto pode ser extremamenteperigosa. 91
  • 87. NR-13 So exemplos de condies objeto deste item: 1. Presses superiores s de operao. 2. Temperaturas superiores s consideradas no projeto. 3. Utilizao de fluidos diferentes dos previstos ori- ginalmente. 4. Alteraes de geometria, espessura, tipo de ma- terial, etc. Sempre que forem efetuadas modificaes noprojeto do vaso de presso ou nas suas condies opera-cionais, devero ser adotados todos os procedimentos desegurana necessrios. As modificaes efetuadas devero sempre fazerparte da documentao do vaso de presso.92
  • 88. 13.9. Segurana na Manuteno de Vasos de Presso13.9.1. Todos os reparos ou alteraes em vasos de presso devem respeitar ao respectivo cdigo de projeto de construo e s prescries do fabricante no que se refere a: a) Materiais. b) Procedimentos de execuo. c) Procedimentos de controle de qualidade. d) Qualificao e certificao de pessoal. No caso de tubulao, a abrangncia deste subi-tem limita-se ao trecho existente entre o corpo do vaso e asolda ou flange mais prximo, inclusive. Deve ser considerada como reparo qualquer in-terveno que vise corrigir no-conformidades com relaoao projeto original. Por exemplo, reparos com solda para re-compor reas danificadas, remoo de defeitos em juntassoldadas ou no metal-base, substituio de internos ou co-nexes corrodas, etc. Deve ser considerada como alterao qualquerinterveno que resulte em alteraes no projeto original, in-
  • 89. NR-13clusive nos parmetros operacionais do vaso. Por exemplo,alteraes nas especificaes dos materiais, mudanas deinternos ou conexes, mudanas de geometria, etc. So exemplos de qualificao e certificao de pes-soal os procedimentos previstos pelo cdigo ASME Seo IX(Qualificao de Soldagem e Brasagem) e Seo V (EnsaiosNo-Destrutivos).13.9.1.1. Quando no for conhecido o cdigo de projeto de construo, dever ser respeitada a concepo original do vaso, empregando-se procedimentos de controle do maior rigor, prescritos pelos cdigos pertinentes. Caso a documentao do vaso de presso tenha seextraviado e no seja possvel localizar o fabricante, os re-paros e alteraes devero respeitar a concepo adotadaoriginalmente. Nessas ocasies, quando forem necessriosreparos e alteraes, o PH dever propor testes e ensaios,bem como os mais rigorosos critrios de aceitao compat-veis com o cdigo de projeto adotado.13.9.1.2. A critrio do PH, citado no subitem 13.1.2, podem ser utilizadas tecnologias de clculo ou proce- dimentos mais avanados, em substituio aos previstos pelos cdigos de projeto. Em casos particulares e desde que embasado peloPH, podero ser utilizados procedimentos de clculo e tec-94
  • 90. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Pressonologias no previstas pelo cdigo de projeto. So exemplosdesses procedimentos: tcnicas de mecnica da fratura quepermitam a convivncia com descontinuidades subcrticas,tcnicas alternativas de soldagem que dispensem o alviode tenses, modelagem por elementos finitos, etc.13.9.2. Projetos de Alterao ou Reparo devem ser con- cebidos previamente nas seguintes situaes: a) Sempre que as condies de projeto forem modificadas. b) Sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurana. Antes da execuo de qualquer reparo ou alteraoque possam comprometer a segurana do vaso de pressoou dos trabalhadores, dever ser elaborado o respectivoProjeto de Alterao ou Reparo que passar a fazer parte dadocumentao do vaso de presso. No necessrio enviar o Projeto de Alterao ouReparo para apreciao de rgos externos empresa, taiscomo DRT, sindicato, etc. So exemplos de Projetos de Alterao ou Reparo:alterao de especificao de materiais do vaso ou acessrio,incluso ou excluso de conexes, reparos com solda, etc.13.9.3. O Projeto de Alterao ou Reparo deve: a) Ser concebido ou aprovado por PH, citado no subitem 13.1.2. 95
  • 91. NR-13 b) Determinar materiais, procedimentos de exe- cuo, controle de qualidade e qualificao de pessoal. c) Ser divulgado para funcionrios do estabele- cimento que possam estar envolvidos com o equipamento. O Projeto de Alterao e Reparo pode ser conce-bido por firma especializada, desde que a mesma estejaregistrada no CREA e disponha de responsvel tcnico le-galmente habilitado. Reparos ou alteraes que envolvam as especiali-dades de eletricidade, eletrnicas ou qumica devero serconcebidos e assinados por profissionais legalmente habi-litados para cada campo especfico. Independentementedessa necessidade, todo Projeto de Alterao e Reparo de-ver ser assinado por PH.13.9.4. Todas as intervenes que exijam soldagem em partes que operem sob presso devem ser seguidas de teste hidrosttico, com caractersticas definidas pelo PH, citado no subitem 13.1.2, levando em conta o disposto no item 13.10. Quando no definidos em normas ou cdigos, ca-ber ao PH em funo de sua experincia e conhecimento,definir os parmetros envolvidos no teste hidrosttico. Nes-ses parmetros devero constar: 1. Medidas de segurana necessrias para proteo das pessoas envolvidas na realizao do teste.96
  • 92. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso 2. Fluido a ser utilizado para pressurizao. 3. Taxa de subida da presso e patamares, quando necessrio. 4. Presso final do teste. 5. Tempo em que o equipamento ficar pressurizado. As caractersticas e resultados do teste hidrostticodevero constar do Relatrio de Inspeo de Segurana quecompreende o teste, seja ela (inspeo) inicial, peridica ouextraordinria.13.9.4.1. Pequenas intervenes superficiais podem ter o teste hidrosttico dispensado, a critrio do PH, citado no subitem 13.1.2. O PH poder dispensar o teste hidrosttico, sob suareponsabilidade tcnica, considerando os aspectos do tipode reparo efetuado, ensaios no-destrutivos executados,qualificao de pessoal envolvido, risco de falha do servioexecutado, etc.13.9.5. Os sistemas de controle e segurana dos vasos de presso devem ser submetidos Manuteno Preventiva ou Preditiva. A definio dos instrumentos e sistemas de contro-le a serem includos no plano de Manuteno Preditiva/Pre-ventiva, bem como a respectiva periodicidade, dever seratribuda a profissionais com competncia legal para execu-tar este tipo de atividade. 97
  • 93. 13.10. Inspeo de Segurana de Vasos de Presso13.10.1. Os vasos de presso devem ser submetidos a Inspees de Segurana Inicial, peridica e extraordinria.13.10.2. A Inspeo de Segurana Inicial deve ser feita em vasos novos, antes de sua entrada em funciona- mento, no local definitivo de instalao, devendo possuir exame externo, interno e teste hidrost- tico, considerando as limitaes mencionadas no subitem 13.10.3.5. No sero aceitos como Inspeo de Segurana Ini-cial exames internos, externos e teste hidrosttico efetuadosnas dependncias do fabricante do vaso de presso. Essesexames so importantes e necessrios, porm no consti-tuem a Inspeo de Segurana Inicial, uma vez que seuscomponentes podem sofrer avarias durante o transporte,armazenamento e montagem no local definitivo. A Inspeode Segurana Inicial s poder ser realizada quando o vasode presso j estiver instalado em seu local definitivo.
  • 94. NR-13 Valem para esse subitem as ressalvas feitas quan-to realizao do teste hidrosttico constantes dos subitens13.10.3.4 e 13.10.3.5.13.10.3. A Inspeo de Segurana Peridica, constituda por exame externo, interno e teste hidrosttico, deve obedecer aos seguintes prazos mximos es- tabelecidos a seguir: a) Para estabelecimentos que no possuam Servio Prprio de Inspeo de Equipamen- tos, conforme citado no Anexo II: Categoria Exame Exame Teste do Vaso Externo Interno Hidrosttico I 1 ano 3 anos 6 anos II 2 anos 4 anos 8 anos III 3 anos 6 anos 12 anos IV 4 anos 8 anos 16 anos V 5 anos 10 anos 20 anos b) Para estabelecimentos que possuam Ser- vio Prprio de Inspeo de Equipamentos, conforme citado no Anexo II: Categoria Exame Exame Teste do Vaso Externo Interno Hidrosttico I 3 anos 6 anos 12 anos II 4 anos 8 anos 16 anos III 5 anos 10 anos a critrio IV 6 anos 12 anos a critrio V 7 anos a critrio a critrio100
  • 95. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso A abrangncia da inspeo de segurana peridicabem como as tcnicas a serem utilizadas devero ser defini-das pelo PH com base no histrico do vaso de presso e nasnormas tcnicas vigentes. Os prazos definidos nesse item devem ser conside-rados como mximos. O prazo real dever ser estabelecidopelo PH em funo da experincia anterior disponvel, de-vendo ser contado a partir do ltimo exame executado novaso de presso. Os prazos estabelecidos no item b so aplicveisa empresas que possuam Servio Prprio de Inspeo deEquipamentos, certificado em conformidade com as prescri-es do Anexo II. No faz parte do escopo dessa NR detalhar mto-dos ou procedimentos de inspeo. Essa ao dever serfeita pelo PH com base em cdigos e normas internacional-mente reconhecidos e conhecimentos de engenharia. Uma vez que, mesmo fora de operao, alguns va-sos podero sofrer desgaste corrosivo acentuado, deverser considerada para contagem do prazo de inspeo a datada ltima inspeo de segurana completa, e no a data deincio ou retomada de operao.13.10.3.1. Vasos de presso que no permitam o exame interno ou externo por impossibilidade fsica devem ser alternativamente submetidos a Tes- te Hidrosttico, considerando-se as limitaes previstas no subitem 13.10.3.5. 101
  • 96. NR-13 So exemplos de vasos de presso que no permi-tem o exame interno: Aqueles que no possuem bocas de visita ou aberturas que permitam a passagem de uma pessoa. Aqueles cujo dimetro do casco no permite o acesso de uma pessoa. Trocadores de calor com espelho soldado ao casco, etc. Equipamentos enterrados so exemplos de equipa-mentos que no permitem acesso externo.13.10.3.2. Vasos com enchimento interno ou com catalisador podem ter a periodicidade de exame interno ou de Teste Hidrosttico ampliada, de forma a coincidir com a poca da substituio de enchimentos ou de catalisador, desde que esta ampliao no ultrapasse 20% do prazo estabelecido no subitem 13.10.3 desta NR. So exemplos de enchimento interno de vasos depresso: Argila. Carvo ativado. Aparas de ao. Anis de Rashig. Enchimentos orientados.102
  • 97. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso No devero ser considerados como enchimentointerno acessrios desmontveis, tais como: Bandejas. Demister. Distribuidores.13.10.3.3. Vasos com revestimento interno higroscpico devem ser testados hidrostaticamente antes da aplicao do mesmo, sendo os testes subseqentes substitudos por tcnicas alternativas. Um exemplo tpico de revestimento interno higros-cpico o revestimento refratrio.13.10.3.4. Quando for tecnicamente invivel e mediante anotao no Registro de Segurana pelo PH, citado no subitem 13.1.2, o Teste Hidrosttico pode ser substitudo por outra tcnica de ensaio no-destrutivo ou inspeo que permita obter segurana equivalente. O responsvel pela definio das tcnicas de ins-peo que proporcionem segurana equivalente ao TesteHidrosttico o PH. So exemplos dessas tcnicas: Ensaio ultra-snico. Ensaio radiogrfico. Ensaio com lquido penetrante. Ensaio com partculas magnticas. 103
  • 98. NR-13 Ensaio de estanqueidade. Apreciao do histrico de operao ou de ins- pees anteriores. Tcnicas de anlise leakage before breaking (vazamento ocorre sempre antes da ruptura). A deciso pela substituio do Teste Hidrostticopor outras tcnicas dever fazer parte do relatrio de inspe-o de segurana correspondente, devidamente assinadopelo PH.13.10.3.5. Considera-se como razes tcnicas que inviabi- lizam o Teste Hidrosttico: a) Resistncia estrutural da fundao ou da sustentao do vaso incompatvel com o peso da gua que seria usada no teste. b) Efeito prejudicial do fluido de teste a ele- mentos internos do vaso. c) Impossibilidade tcnica de purga e seca- gem do sistema. d) Existncia de revestimento interno. e) Influncia prejudicial do teste sobre defei- tos subcrticos. As razes tcnicas que inviabilizam o Teste Hidros-ttico citadas nesse item so as mais freqentes. Poderoexistir outras razes que inviabilizem este teste alm dascitadas. Razes meramente econmicas no devero serconsideradas como restries ao teste hidrosttico. Se exis-104
  • 99. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Pressotirem srias restries econmicas, devem ser buscadas so-lues alternativas de segurana equivalente. So exemplos de internos que usualmente inviabi-lizam o teste: Revestimentos vitrificados. Revestimentos higroscpicos (refratrios). Catalisadores que se danificam quando removi- dos. Em contrapartida, no so consideradas razes tc-nicas que inviabilizam o teste: a existncia de revestimentospintados, cladeados, linning, etc.13.10.3.6. Vasos com temperatura de operao inferior a 0C e que operem em condies nas quais a ex- perincia mostra que no ocorre deteriorao, ficam dispensados do Teste Hidrosttico peridico, sendo obrigatrio exame interno a cada 20 anos e exame externo a cada dois anos. Os vasos de presso que operam abaixo de 0C,vasos criognicos, raramente esto sujeitos a deterioraosevera. A inspeo interna freqente e o Teste Hidrostticopodero provocar fenmenos que comprometam sua vidatil. Dessa forma a NR-13 no prev a obrigatoriedadeda execuo do teste e estabelece prazos para inspeo in-terna de at 20 anos, valor este compatvel com o previstoem outras legislaes internacionais. 105
  • 100. NR-13 O detalhamento dos exames internos e externosdever respeitar normas de carter voluntrio internacional-mente reconhecidos. As demais disposies da NR-13 tambm se apli-cam aos vasos de presso criognicos.13.10.3.7. Quando no houver outra alternativa, o Teste Pneumtico pode ser executado, desde que su- pervisionado pelo PH, citado no subitem 13.1.2, e cercado de cuidados especiais, por tratar-se de atividade de alto risco.13.10.4. As vlvulas de segurana dos vasos de presso devem ser desmontadas, inspecionadas e recali- bradas por ocasio do exame interno peridico. Os servios previstos nesse item podero ser reali-zados pela remoo da vlvula e deslocamento para oficinaou no prprio local de instalao. Caso os detalhes construtivos da vlvula de segu-rana e da unidade permitam, poder ser verificada a pres-so de abertura, por meio de dispositivos hidrulicos, com ovaso de presso em operao. Os prazos estabelecidos nesse subitem para inspe-o e manuteno das vlvulas de segurana so mximos.Prazos menores devero ser estabelecidos quando o hist-rico operacional das mesmas revele problemas em prazosmenores do que os previstos para exame interno peridico106
  • 101. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Pressodo vaso. Dessa maneira, a inspeo das vlvulas de segu-rana poder ocorrer em datas defasadas do exame internoperidico. Da mesma forma, quando os prazos para exameinterno forem muito dilatados, como no caso de vasos crio-gnicos, prazos menores para inspeo das vlvulas de se-gurana devero ser estabelecidos.13.10.5. A Inspeo de Segurana Extraordinria deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) Sempre que o vaso for danificado por aci- dente ou outra ocorrncia que comprometa sua segurana. b) Quando o vaso for submetido a reparo ou alteraes importantes, capazes de alterar sua condio de segurana. c) Antes do vaso ser recolocado em funciona- mento, quando permanecer inativo por mais de 12 meses. d) Quando houver alterao de local de instala- o do vaso. A Inspeo de Segurana Extraordinria podeabranger todo o vaso de presso ou parte do mesmo, con-forme a necessidade e a critrio do PH.13.10.6. A inspeo de segurana deve ser realizada por PH, citado no subitem 13.1.2, ou por Servio Prprio de Inspeo de Equipamentos, conforme citado no Anexo II. 107
  • 102. NR-13 Esse subitem refere-se a todos os tipos de inspe-o de segurana, Inicial, Peridica ou Extraordinria. O PH pode contar com a participao de inspetorese de tcnicos de inspeo para inspees de segurana. Firmas especializadas podem ser utilizadas, desdeque sejam inscritas no CREA e possuam PH.13.10.7. Aps a inspeo do vaso, deve ser emitido Rela- trio de Inspeo, que passa a fazer parte da sua documentao. Entende-se que o trmino da inspeo ocorre quan-do o vaso de presso liberado para retornar operao. Adata de concluso do Relatrio Tcnico no deve ser consi-derada como data de trmino da inspeo.13.10.8. O Relatrio de Inspeo deve conter no mnimo: a) Identificao do vaso de presso. b) Fluidos de servios e categoria do vaso de presso. c) Tipo do vaso de presso. d) Data de incio e trmino da inspeo. e) Tipo de inspeo executada. f) Descrio dos exames e teste executados. g) Resultado das inspees e intervenes exe- cutadas. h) Concluses. i) Recomendaes e providncias necessrias. j) Data prevista para a prxima inspeo.108
  • 103. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso k) Nome legvel, assinatura e nmero do regis- tro no conselho profissional do PH, citado no subitem 13.1.2, e nome legvel e assinatura de tcnicos que participaram da inspeo. So exemplos de tipo de vaso de presso a infor-mao se o mesmo um reator, filtro, coluna de destilao,esfera de armazenamento, etc. Um exemplo do item h seria: Em funo das inspees e manutenes executa- das, o vaso de presso poder ser recolocado em operao, devendo ser submetido nova inspeo de segurana peridica na data ___/___/___. Um exemplo do item i seria: Durante a prxima campanha deste vaso de presso, devero ser tomadas as seguintes providncias: melhorar a fixao da placa de identificao; substituir a conexo do cabo de aterramento; adequar a pintura das linhas de ar comprimido a NR-26; alterar o valor da PMTA e fazer os ajustes ne- cessrios dos dispositivos de segurana.13.10.9. Sempre que os resultados da inspeo determinarem alteraes dos dados da placa de identificao, a mesma deve ser atualizada. 109
  • 104. NR-13 ANEXO I-B Currculo Mnimo para Treinamento de Segurana na Operao de Unidades de Processo1. Noes de Grandezas Fsicas e Unidades Carga horria: 4 horas 1.1. Presso 1.1.1. Presso atmosfrica 1.1.2. Presso interna de um vaso 1.1.3. Presso manomtrica, presso relativa e presso absoluta 1.1.4. Unidades de presso 1.2. Calor e temperatura 1.2.1. Noes gerais: o que calor, o que tem- peratura 1.2.2. Modos de transferncia de calor 1.2.3. Calor especfico e calor sensvel 1.2.4. Transferncia de calor temperatura cons- tante 1.2.5. Vapor saturado e vapor superaquecido2. Equipamentos de Processo Carga horria: estabelecida de acordo com a complexi- dade da unidade, mantendo um mnimo de quatro horas por item, onde aplicvel. 2.1. Trocadores de calor110
  • 105. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso 2.2. Tubulao, vlvulas e acessrio 2.3. Bombas 2.4. Turbinas e ejetores 2.5. Compressores 2.6. Torres, vasos, tanques e reatores 2.7. Fornos 2.8. Caldeiras3. Eletricidade Carga horria: 4 horas4. Instrumentao Carga horria: 8 horas5. Operao da Unidade Carga horria: estabelecida de acordo com a complexi- dade da unidade. 5.1. Descrio do processo 5.2. Partida e parada 5.3. Procedimentos de emergncia 5.4. Descarte de produtos qumicos e preservao do meio ambiente 5.5. Avaliao e controle de riscos inerentes ao processo 5.6. Preveno contra deteriorao, exploso e outros riscos. 111
  • 106. NR-136. Primeiros Socorros Carga horria: 8 horas7. Legislao e Normalizao Carga horria: 4 horas O currculo apresentado mnimo, podendo seracrescido de outras disciplinas, ou ter a carga horria dasdisciplinas estendidas em funo das particularidades decada estabelecimento. O currculo aplicvel ao treinamento de operado-res de unidades de processo que contenham vasos de pres-so de categorias I ou II. Considera-se que os cursos de formao de opera-dores existentes nas empresas, que contemplem totalmenteas disciplinas e carga horria previstas neste Anexo, podemser equivalentes ao Treinamento de Segurana na Operaode Unidades de Processo, desde que seja emitido o certifi-cado previsto no subitem 13.8.4, alnea a. ANEXO II Ver pginas 64 e 65 ANEXO III1. Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos a) Qualquer vaso cujo produto P.V seja superior a oito onde P a mxima presso de operao em112
  • 107. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso kPa, e V, o seu volume geomtrico interno em m3 incluindo: permutadores de calor, evaporadores e simila- res; vasos de presso ou partes sujeitas a chama direta que no estejam dentro do escopo de ou- tras NRs, nem do item 13.1. desta NR; vasos de presso encamisados, incluindo refer- vedores e reatores; autoclaves e caldeiras de fluido trmico que no o vaporizem. b) Vasos que contenham fluido da classe A, espe- cificados no Anexo IV, independentemente das di- menses e do produto P.V.2. Esta NR no se aplica aos seguintes equipamentos: a) Cilindros transportveis, vasos destinados ao trans- porte de produtos, reservatrios portteis de fluido comprimido e extintores de incndio. b) Os destinados ocupao humana. c) Cmara de combusto ou vasos que faam parte integrante de mquinas rotativas ou alternativas, tais como bombas, compressores, turbinas, gera- dores, motores, cilindros pneumticos e hidruli- cos e que no possam ser caracterizados como equipamentos independentes. 113
  • 108. NR-13 d) Dutos e tubulaes para conduo de fluido. e) Serpentinas para troca trmica. f) Tanques e recipientes para armazenamento e es- tocagem de fluidos no enquadrados em normas e cdigos de projeto relativos a vasos de presso. g) Vasos com dimetro interno inferior a 150mm para fluidos da classe B, C e D, conforme es- pecificado no Anexo IV. Coletores, por exemplo, header, manifold, etc. devapor ou outros fluidos, lanadores ou recebedores de PIGno devem ser considerados como vasos de presso. Trocadores de calor podero ter sua categoria esta-belecida de duas formas diferentes: 1 Considerando-se a categoria mais crtica entre o casco e o cabeote (carretel). 2 Considerando-se o casco como um vaso de pres- so e o cabeote como outro vaso de presso. Esta NR no se aplica a vasos intimamente ligadosa equipamentos rotativos ou alternativos, pois entende-seque, alm dos esforos de presso, estes equipamentosesto sujeitos a esforos dinmicos que podero provocarfadiga, corroso fadiga, etc. Entende-se que tais vasos se-jam cobertos por normas especficas mais rigorosas que aNR-13. So exemplos dessa situao: Crter de motores a combusto. Volutas de bombas. Cilindros hidrulicos.114
  • 109. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Carcaas de bombas e compressores. Vasos de presso instalados em pacotes com obje-tivo nico de reduo de espao fsico ou facilidade de insta-lao no so considerados como integrantes de mquinase, portanto, esto sujeitos aos requisitos da NR-13 quandoo P.V > 8. Exemplos dessa situao: pulmes de ar comprido que suportam peque- nos compressores alternativos; trocadores de calor para resfriamento de gua ou leo de mquinas rotativas; amortecedores de pulsao de compressores e de bombas; filtros; cilindros rotativos pressurizados. Recipientes criognicos para estocagem de gasesliqefeitos derivados do ar, tais como oxignio, nitrognio,dixido de carbono, etc., quando fabricados segundo nor-mas e cdigos de projeto especficos, no-relativos a vasosde presso, devero ser enquadrados no Anexo III, item 2,alnea f pela NR-13. ANEXO IV Classificao de Vasos de Presso1. Para efeito desta NR, os vasos de presso so classificados em categorias segundo o tipo de fluido e o potencial de risco. 115
  • 110. NR-13 1.1. Os fluidos contidos nos vasos de presso so clas- sificados conforme descrito a seguir: CLASSE A: fluidos inflamveis; combustvel com temperatura superior ou igual a 200C; fluidos txicos com limite de tolerncia igual ou inferior a 20ppm; hidrognio; acetileno. CLASSE B: fluidos combustveis com temperatura inferior a 200C; fluidos txicos com limite de tolerncia superior a 20ppm. CLASSE C: vapor de gua, gases asfixiantes simples ou ar comprimido. CLASSE D: gua ou outros fluidos no enquadrados nas classes A, B ou C, com temperatura supe- rior a 50C. 1.1.1. Quando se tratar de mistura, dever ser considerado para fins de classificao o fluido que apresentar maior risco aos tra- balhadores e instalaes, considerando-se116
  • 111. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso sua toxicidade, inflamabilidade e concen- trao.1.2. Os vasos de presso so classificados em grupos de potencial de risco em funo do produto P.V, onde P a presso mxima de operao em MPa, e V, o seu volume geomtrico interno em m3, conforme segue: GRUPO 1: P.V 100; GRUPO 2: P.V < 100 e P.V 30; GRUPO 3: P.V < 30 e P.V 2,5; GRUPO 4: P.V < 2,5 e P.V 1; GRUPO 5: P.V < 1. 1.2.1. Vasos de presso que operem sob a con- dio de vcuo devero enquadrar-se nas seguintes categorias: CATEGORIA I para fluidos inflamveis; CATEGORIA V para outros fluidos.1.3. A tabela a seguir classifica os vasos de presso em categorias de acordo com os grupos de potencial de risco e a classe de fluido contido. 117
  • 112. NR-13 GRUPO DE POTENCIAL DE RISCO 1 2 3 4 5 P.V P.V < P.V < 30 P.V < 2,5 P.V < 1CLASSE DE FLUIDO 100 100 P.V P.V 1 P.V 30 2,5 CATEGORIAS A Inflamveis Combustvel com temperatura igual ou superior a 200C I I II III III Txico com limite de tolerncia 20ppm Hidrognio Acetileno B Combustvel com temperatura menor que I II III IV IV 200C Txico com limite de tolerncia > 20ppm118
  • 113. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Continuao C Vapor de gua Gases I II III IV V asfixiantes simples Ar comprimido D gua ou outros fluidos no enquadrados II III IV V V nas classes A, B ou C, com temperatura superior a 50CNOTAS:a) considerar volume em m3 e Presso em MPa;b) considerar 1 MPa correspondendo a 10,197 kgf/cm2 . A classificao dos fluidos em inflamveis e com-bustveis deve atender s prescries da NR-20. Sempre dever ser considerada a condio maiscrtica. Por exemplo, se um gs for asfixiante simples (fluidoClasse C) e inflamvel (fluido Classe A) dever ser conside-rado como inflamvel. 119
  • 114. NR-13 A temperatura a ser utilizada para classificao ade operao do vaso de presso. A toxicidade dos fluidos deve atender ao previstonas NRs. Caso os limites de tolerncia para o fluido ou mis-tura no estejam contemplados, devero ser utilizados valo-res aceitos internacionalmente. Quando um vaso de presso contiver mistura defluido, dever ser considerado para fins de classificao ofluido que apresente maior risco aos trabalhadores, insta-laes e meio ambiente, desde que sua concentrao namistura seja significativa, a critrio do estabelecimento. Para efeito de classificao, os valores de pressomxima de operao podero ser obtidos a partir dos dadosde engenharia de processo, das recomendaes do fabri-cante do vaso de presso, ou das caractersticas funcionaisdo equipamento. Caso seja significativo, podero ser descontadosdo volume geomtrico interno do vaso de presso o volumeocupado por internos no-porosos. Todo vaso de presso cujo produto P.V seja maiorque oito enquadrado na NR-13. Os vasos cujo produtoP.V seja superior a oito, porm cujo fluido no se enquadrenas classes definidas no Anexo IV, devero ter sua catego-ria atribuda em funo do histrico operacional e do riscooferecido aos trabalhadores e instalaes, considerando-se:toxicidade, inflamabilidade e concentrao. Para clculo doproduto P.V a presso deve estar em kPa.120
  • 115. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Os valores de presso mxima de operao a se-rem utilizados para clculo do produto P.V na tabela doAnexo IV devero estar em Megapascal (Mpa). gua abaixo de 50C e outros fuidos que no seenquadrem nas classes listadas neste anexo devero serenquadrados como classe D. Exemplos de classificao de vasos de presso1 Caso: Equipamento: Fracionadora de etileno Temperatura de operao: -30C Volume geomtrico: 785m3 Presso de operao: 20,4kgf/cm2 Produto: Etileno a) Para verificar se o vaso se enquadra na NR-13: Mxima presso de operao = 20,4kgf/cm2 Para transformar para kPa: 20,4 0,010197 = 2000,58 kPa P.V = 2000,58 (kPa) x 785 (m3) P.V = 1.570.461,90 P.V >> 8, portanto o vaso se enquadra na NR-13 b) Para determinar a categoria do vaso: Produto Etileno = fluido inflamvel = fluido classe A P.V = 2,00058 MPa x 785m3 = 1.570,45 (portanto P.V > 100) Com P.V > 100 e fluido classe A, vamos tabela do Anexo IV e tiramos que o vaso Categoria I. 121
  • 116. NR-132 Caso: Equipamento: Filtro de leo lubrificante Temperatura de operao: 40C Volume geomtrico: 290 litros Presso mxima de operao: 5,0kgf/cm2 Produto: leo lubrificante a) Para verificar se o vaso se enquadra na NR-13: Mxima presso de operao: 5,0kgf/cm2 Para transformar para kPa: 5,0 0,01097 = 490,34 kPa Volume geomtrico: 2,90 = 0,290m3 Produto P.V = 490,34kPa x 0,290m3 = 142,19 P.V > 8, portanto se enquadra na NR-13 b) Para determinar a categoria do vaso: Produto = leo lubrificante = fluido classe B P.V = 0,49034 MPa x 0,290m3 = 0,142, portanto grupo de potencial de risco = 5 e fluido classe B Entrando na tabela do Anexo IV, determinamos que o vaso Categoria IV.122