Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão

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A reviso do texto da Norma Regulamentadora (NR-13) Caldeiras e Vasos de Presso , em 1994, um marco histrico no Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) em seu processo de elaborao e reviso nas Normas Regulamentadoras (NR). A composio tripatite na reviso da NR-13, por meio de representantes de governo, trabalhadores e empregadores, foi uns dos pontos de partida para a instituio, em 1996, da Comisso Tripartite Paritria Permanente (CTPP), hoje, instncia de participao da sociedade na elaborao e reviso de NR. A publicao desta edio do Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso, comemorativa de 10 anos da Norma Regulamentadora n 13, elaborado tambm de maneira tripartite (1 edio 1996), representa simbolicamente o reconhecimento para com todos que participaram do processo de sua reviso, na sua implementao e aperfeioamento durante estes 10 anos e desejando que este Manual continue a ser sendo um instrumento estratgico de informao e esclarecimento para ser utilizado por aqueles profissionais de inspeo, manuteno, operao, projeto, segurana e sade, treinamento, cipeiros, sindicalistas, auditores fiscais do trabalho, dentre outros que laboram para a preveno de acidentes com caldeiras e vasos de presso e para a melhoria das condies de trabalho.

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  • 1. NR-13Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso Edio Comemorativa 10 anos da NR-13 (da Portaria n 23/94) Braslia 2006
  • 2. 1996 Ministrio do Trabalho permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde quecitada a fonte.1a edio: 5.000 exemplares 1996Edio Comemorativa 10 anos da NR-13:3.000 exemplares 20041 Reimpresso: 2.000 exemplares Maio/2006Edio e Distribuio:Secretaria de Inspeo do Trabalho (SIT)Departamento de Segurana e Sade no Trabalho (DSST)Esplanada dos Ministrios Bloco F, Anexo, Ala B, 1 Andar,Gabinete CEP: 70059-900 Braslia/DFTels.: (061) 3317-6767/6689/6625 Fax: 3317-8261/8262Impresso no Brasil / Printed in Brazil Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) Biblioteca. Seo de Processos Tcnicos MTE N851 NR-13 : Manual tcnico de caldeiras e vasos de presso. Edio comemorativa 10 anos da NR-13. 1. reimpresso. Braslia : MTE, SIT, DSST, 2006. 124 p. Contm Anexos. 1. Norma regulamentadora, Brasil. 2. Caldeiras a vapor, instalao, Brasil. 3. Caldeiras a vapor, inspeo de segurana, Brasil. 4. Vasos de presso, instalao, Brasil. 5. Vasos de presso, inspeo de segurana, Brasil. I. Brasil. Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE). II. Brasil. Secretaria de Inspeo do Trabalho (SIT). III. Brasil. Depar- tamento de Segurana e Sade no Trabalho (DSST). CDD 341.617
  • 3. SumrioApresentao ............................................................... 513.1. Caldeiras a vapor disposies gerais......... 713.2. Instalao de caldeiras a vapor ...................2713.3. Segurana na Operao de Caldeiras .........3513.4. Segurana na Manuteno de Caldeiras ....4313.5. Inspeo de Segurana de Caldeiras ..........4913.6. Vasos de Presso Disposies Gerais .....6713.7. Instalao de Vasos de Presso ..................7913.8. Segurana na Operao de Vasos de Presso ..........................................................8513.9. Segurana na Manuteno de Vasos de Presso ..........................................................9313.10. Inspeo de Segurana de Vasos de Presso ..........................................................99
  • 4. Elaborao O Manual Tcnico sobre a Norma Regulamentadora n 13 (NR13) Caldeiras e Vasos de Presso, aprovada pela Portaria n 23, de 27 de dezembro de 1994, foi elaboradopelo Grupo Tcnico Tripartite, em 1996, composto pelos tcni-cos abaixo nominados, a convite da Secretaria de Segurana e Sade no Trabalho (SSST), do Ministrio do Trabalho (MTb). Aldo Cordeiro Dutra CEPEI/IBP Almir Augusto Chaves SSST/MTb Ftima Leone Martins DINPQ/INMETRO Jos Augusto da Silva Filho FORA SINDICAL Luiz A. Moschini de Souza ABIQUIM/IBP/PETROQUMICA UNIO Marcelo Salles IBP/PETROBRAS REDUC Nilton B. B. Freitas DIESAT/SINDIC. QUMICOS/SP Roberto Odilon Horta SINDIPETRO RJ/CUT Rui de Oliveira Magrini DRT/SP (Coordenador Tcnico) Wlcio Cracel do Rego Monteiro SENAI/CNI
  • 5. Apresentao A reviso do texto da Norma Regulamentadora (NR-13) Caldeiras e Vasos de Presso , em 1994, um marcohistrico no Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE) em seuprocesso de elaborao e reviso nas Normas Regulamen-tadoras (NR). A composio tripatite na reviso da NR-13,por meio de representantes de governo, trabalhadores eempregadores, foi uns dos pontos de partida para a institui-o, em 1996, da Comisso Tripartite Paritria Permanente(CTPP), hoje, instncia de participao da sociedade na ela-borao e reviso de NR. A publicao desta edio do Manual Tcnico deCaldeiras e Vasos de Presso, comemorativa de 10 anos daNorma Regulamentadora n 13, elaborado tambm de manei-ra tripartite (1 edio 1996), representa simbolicamente oreconhecimento para com todos que participaram do proces-so de sua reviso, na sua implementao e aperfeioamentedurante estes 10 anos e desejando que este Manual continuea ser sendo um instrumento estratgico de informao e es-
  • 6. clarecimento para ser utilizado por aqueles profissionaisde inspeo, manuteno, operao, projeto, segurana esade, treinamento, cipeiros, sindicalistas, auditores fiscaisdo trabalho, dentre outros que laboram para a prevenode acidentes com caldeiras e vasos de presso e para a me-lhoria das condies de trabalho.DEPARTAMENTO DE SEGURANA E SADE NO TRABALHO SECRETARIA DE INSPEO DO TRABALHO
  • 7. 13.1. Caldeiras a vapor disposies gerais13.1.1. Caldeiras a vapor so equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob presso superior atmosfrica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. O vapor pode ser usado em diversas condies taiscomo: baixa presso, alta presso, saturado, superaqueci-do, etc. Ele pode ser produzido tambm por diferentes ti-pos de equipamentos nos quais esto includas as caldeirascom diversas fontes de energia. Para efeito da NR-13, sero considerados, comocaldeiras todos os equipamentos que simultaneamentegeram e acumulam vapor de gua ou outro fluido. Unidadesinstaladas em veculos como caminhes e navios deverorespeitar a esta Norma Regulamentadora nos itens que fo-rem aplicveis e para os quais no exista normalizao ouregulamentao mais especfica.
  • 8. NR-13 No devero ser entendidos como caldeiras os se-guintes equipamentos: 1. Trocadores de calor do tipo Reboiler, Kettle, Refervedores, TLE, etc., cujo projeto de cons- truo governado por critrios referentes a vasos de presso. 2. Equipamentos com serpentina sujeita a chama direta ou gases aquecidos e que geram, porm no acumulam vapor, tais como: fornos, gera- dores de circulao forada e outros. 3. Serpentinas de fornos ou de vasos de presso que aproveitam o calor residual para gerar ou superaquecer vapor. 4. Caldeiras que utilizam fluido trmico, e no o vaporizam.13.1.2. Para efeito desta NR, considera-se Profissional Habi- litado (PH) aquele que tem competncia legal para o exerccio da profisso de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construo, acompanhamento de operao e manuteno, inspeo e superviso de inspeo de caldeiras e vasos de presso, em conformidade com a regulamentao profissional vigente no Pas. Com relao aos itens da NR-13, em que se fazmeno ao profissional habilitado, na data de elaboraodeste documento, tem-se que:8
  • 9. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso1. Conselhos federais, tais como o Conselho Fe- deral de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho Federal de Qumica (CFQ) so responsveis pela definio, nas suas respectivas reas, da competncia e es- clarecimento de dvidas referentes regula- mentao profissional.2. A Resoluo n 218, de 29 de junho de 1973, do CONFEA, a deciso Normativa n 29/88 do CONFEA e a deciso Normativa n 45/92 do CONFEA estabelecem como habilitados os profissionais da rea de Engenharia Me- cnica e de Engenharia Naval bem como os engenheiros civis com atribuies do art. 28 do Decreto Federal n 23.569/33 que tenham cursado as disciplinas de Termodinmica e suas Aplicaes e Transferncia de Calor ou equivalentes com denominaes distin- tas, independentemente do nmero de anos transcorridos desde sua formatura.3. O registro nos conselhos regionais de profis- sionais a nica comprovao necessria a ser exigida do PH.4. Os comprovantes de inscrio emitidos ante- riormente para esse fim pelas DRT/MTE, no possuem mais validade.5. Engenheiros de outras modalidades no ci- tadas anteriormente devem requerer ao res- pectivo conselho regional, caso haja interesse pessoal, que estude suas habilidades para 9
  • 10. NR-13 inspeo de caldeiras e vasos de presso, em funo de seu currculo escolar. 6. Laudos, relatrios e pareceres somente tero valor legal quando assinados por PH. 7. Conforme estabelecido pelo CONFEA/CREA, s empresas prestadoras de servio que se propem a executar as atividades prescritas neste subitem so obrigadas a se registrar no respectivo conselho regional, indicando res- ponsvel tcnico legalmente habilitado. 8. O PH pode ser consultor autnomo, empre- gado de empresa prestadora de servio ou empregado da empresa proprietria do equi- pamento. 9. O art. 188 da CLT foi escrito quando os con- selhos profissionais faziam parte da estrutu- ra do MTE. Atualmente, so entidades inde- pendentes. 10. Na elaborao da NR-13, previa-se que o PH atuasse como a referncia tcnica para o proprietrio da caldeira. Quase sempre o proprietrio carece de conhecimentos tcni- cos necessrios para as tomadas de deciso necessrias segurana da caldeira. O PH tomar essas decises, responsabilizando-se por elas. Por Exemplo: O proprietrio necessita forne- cer o curso de segurana para os operadores, mas no sabe quais cursos esto disponveis10
  • 11. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso na praa e quais so adequados e de boa qua- lidade. O PH poder avaliar a qualidade dos cursos oferecidos com muito mais facilidade que o proprietrio da caldeira. 11. A Habilitao referenciada nos 2, 4 e 5 a requerida ao PH para os servios de inspeo. De acordo com o item 13.1.2, as atividades de projeto de construo, e acompanhamento de operao e manuteno devem de ser exerci- das por engenheiros dotados das respectivas atribuies (em construo civil, eletrnica, qumica, e assim por diante). 12. O PH, no exerccio das atividades descritas no item 13.1.2, em algumas situaes, pode dele- gar a execuo de uma determinada atividade para um preposto, tcnico especializado. Entre- tanto, a responsabilidade e a assinatura pelos servios especializados ser sempre do PH.13.1.3. Presso Mxima de Trabalho Permitida (PMTP), ou Presso Mxima de Trabalho Admissvel (PMTA), o maior valor de presso compatvel com o cdigo de projeto, a resistncia dos materiais utilizados, as dimenses do equipamento e seus parmetros operacionais. Esta NR no inclui regras para projeto e pressupeque os equipamentos so construdos de acordo com nor-mas e cdigos de reconhecimento internacional. 11
  • 12. NR-13 A PMTA calculada ou determinada utilizando-sefrmulas e tabelas disponveis no cdigo de projeto da cal-deira. Essas fontes levam em considerao: 1. As dimenses e geometria de cada parte es- pecfica da caldeira (por exemplo: dimetro, espessura, etc.). 2. Resistncia dos materiais (valores de tenso mxima admissvel dependentes da tempera- tura). 3. Outros fatores especficos para cada situa- o. importante destacar que o valor da PMTA pode al-terar-se ao longo da vida da caldeira em funo da reduo daresistncia mecnica dos materiais, reduo de espessurasdos diferentes componentes, etc. A atualizao dos valoresda PMTA deve ser feita, em conformidade com procedimentosescritos existentes no pronturio da caldeira. O procedimento escrito deve conter: 1. Roteiro de clculo da PMTA, ou 2. Cdigo de projeto aplicvel, ou 3. Indicao de programa computacional para di- mensionamento da caldeira. Quando ocorrer alterao no valor da PMTA da cal-deira devero ser executados os ajustes necessrios naspresses de abertura das vlvulas de segurana, na placade identificao e outros elementos de controle dependen-tes deste valor.12
  • 13. Manual Tcnico de Caldeiras e Vasos de Presso13.1.4. Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) Vlvula de segurana com presso de aber- tura ajustada em valor igual ou inferior PMTA. b) Instrumento que indique a presso do vapor acumulado. c) Injetor ou outro meio de alimentao de gua, independentemente do sistema principal, em caldeiras a combustvel slido. d) Sistema de drenagem rpida de gua, em caldeiras de re...

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