manual tecnico de aterramento e curto circuitamento temporário

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Sucessora da RITZ-CHANCE

MANUAL TCNICO DE MANUAL TCNICO DE ATERRAMENTO E CURTO ATERRAMENTO E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORRIO CIRCUITAMENTO TEMPORRIO

NDICE- Apresentao - Introduo - Caractersticas gerais mnimas - Caractersticas construtivas e funcionais dos elementos do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio - Configurao do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio - Especificao do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio - Sequncia e critrios de instalao do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio - Posicionamento do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio no local de trabalho - Manuteno e conservao do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio - Por qu o Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio vital para a segurana do eletricista? 2 2 2 3 5 6 7 8 9 10

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1 - APRESENTAOO presente trabalho, tem por objetivo apresentar aos nosso clientes os preceitos mnimos necessrios especificao, utilizao e conservao do conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio, visando garantir a segurana do pessoal que executa trabalhos de manuteno e construo de instalaes eltricas desenergizadas, especialmente redes de distribuio. A contribuio que nos propomos a oferecer dentro de um estilo simples e objetivo caracteriza um resumo, fruto de uma experincia de mais de 30 anos de fabricao no Brasil de conjuntos de aterramento e curto circuitamento temporrio para redes de distribuio, transmisso e subestaes de extra alta tenso at 800 kV, acrescida pelo know-how, absorvido de nossa ex-associada americana A. B. Chance.

2 - INTRODUOA manuteno em redes areas desligadas, nos apresenta primeira vista como uma condio APARENTEMENTE segura para a execuo dos trabalhos. Entretanto, elas podem ser indevidamente energizadas, por diversos fatores entre os quais enumeramos os mais comuns: - Erros de manobra. - Contato acidental com outros circuitos energizados. - Tenses induzidas por linhas adjacentes. - Descargas atmosfricas, mesmo que distantes do local de trabalho. - Fontes de alimentao de terceiros. Infelizmente os fatores acima no se constituem em fatos tericos, ou mesmo impossveis de ocorrer, como muitas vezes o homem de manuteno tende a imaginar, pois a prtica tem nos mostrado a sua veracidade atravs dos inmeros acidentes que ocorrem anualmente na empresas de energia eltrica. O aterramento e curto circuitamento temporrio, como procuraremos observar a seguir, constitui-se na principal proteo do homem nos trabalhos em redes desenergizadas, devendo ser considerado portanto, como sua PRINCIPAL FERRAMENTA DE TRABALHO. Esta proteo oferecida pelo conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio ao homem de manuteno atravs de limitao de tenso no local de trabalho a valores seguros, pelo escoamento das correntes, em caso de uma energizao acidental que pode ocorrer por diversos fatores, conforme exemplificamos anteriormente. Entretanto, para que o conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio possa oferecer a mxima proteo, devem ser observados criteriosamente os seguintes requisitos que se constituem no objetivo principal do presente trabalho. - Caractersticas gerais mnimas. - Caractersticas construtivas e funcionais dos elementos que o compe. - Configurao. - Especificao adequada. - Sequncia e critrios para sua instalao. - Posicionamento adequado no local de trabalho. - Manuteno e conservao.

3 - CARACTERSTICAS GERAIS MNIMAS3.1 - Capacidade para conduzir a mxima corrente de curto-circuito pelo tempo necessrio atuao do sistema de proteo, por trs vezes consecutivas, alm de conduzir as correntes induzidas de estado permanente. 3.2 - Possuir grampos, conectores e cabos, dimensionados para suportar os esforos mecnicos gerados pelas correntes de curto circuito sem se desprenderem nas conexes ou se romperem. 3.3 - Manter por ocasio da corrente de curto-circuito terra uma queda de tenso, atravs do conjunto de aterramento, no prejudicial ao homem em paralelo com o mesmo. 3.4 - Ser prtico e funcional ao servio de manuteno, porm, observando-se antes de tudo, as caractersticas acima, pois seria uma incoerncia com os princpios de segurana, ter um conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio, que no oferea a proteo adequada.

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4 - CARACTERSTICAS CONSTRUTIVAS E FUNCIONAIS DOS ELEMENTOS DO CONJUNTO DE ATERRAMENTO E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORRIO.4.1. VARA OU BASTO DE MANOBRA

Destinado a garantir o isolamento necessrio s operaes de colocao e retirada do conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio na instalao eltrica. Deve ser construida em fiberglass epoxy, de alta resistncia mecnica, excelentes qualidades dieltricas e peso mnimo alm de ser provida de cabeote adequado perfeita instalao dos grampos. 4.2. GRAMPOS DE CONDUTORES Estabelece a conexo dos demais itens do conjunto com os pontos a serem aterrados. Deve ser de material bom condutor, alm de possuir alta resistncia mecnica, boa rea de contato, boa conexo ao cabo de aterramento e peso mnimo.

4.3. GRAMPOS DE TERRA Estabelece a conexo dos demais itens do conjunto com o ponto de terra, trado, estrutura metlica, malha de terra, etc. Deve possuir as mesmas caractersticas construtivas dos grampos de condutores.

4.4. TRAPZIO DE SUSPENSO Permite a elevao simultnea dos grampos linha a ser aterrada, e estabelece a conexo dos cabos de interligao das fases. Deve ser de material leve e bom condutor e ser dotado de conectores que possibilitem a perfeita conexo mecnica e eltrica dos cabos de interligao das fases e descida para terra.

4.5. CABOS DE ATERRAMENTO um elemento de suma importncia do conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio pois atravs dele que fluem as eventuais correntes que possam surgir acidentalmente no sistema. Por isso mesmo, ele deve ser dimensionado para conduzir e suportar a mxima corrente de curto circuito. O limite de sua resistncia hmica por demais importante, pois em funo de seu valor, poderemos ter maior ou menor queda de tenso no local de trabalho. Deve ser de cobre eletroltico, ultra-flexvel e possuir isolamento transparente, para 600 V.

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Exemplo para dimensionamento do cabo. Para dimensionarmos o cabo de aterramento e curto circuitamento devemos observar dois fatores bsicos. Condutividade e resistividade, cujos valores sero determinados em funo da corrente de curto circuito mxima do sistema onde ser utilizado o conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio. a) CONDUTIVIDADE Se a corrente de curto-circuito mxima em determinado sistema for de 10.000 A e se considerarmos um tempo seguro de 30 ciclos para atuao do equipamento de proteo, teremos de acordo com a tabela fornecida pelos fabricantes a indicao do cabo de 25mm, como suficientemente dimensionado para conduzir a corrente acima sem fundir. b) RESISTIVIDADE Considerando o valor altamente seguro de 500 ohms para a resistncia oferecida pelo corpo humano, medida da palma de uma das mos, palma da outra mo ou do p (excluidas as resistncias de contato) e a corrente de 100 mA como a mxima possvel de ser suportada pelo homem, num tempo mximo de 30 ciclos, teremos como limite de queda de tenso no local de trabalho 50 volts. Ex.: 0,1 A x 500 ohms = 50 V. Se temos conhecimento da queda da tenso mxima que pode ocorrer no local de trabalho, o seu valor nos permite estabelecer a resistncia mxima admissvel para o conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio, em funo da corrente de curto circuito do sistema onde ser utilizado. Assim, no exemplo considerado, com uma corrente de curto-circuito de 10.000 A a resistncia mxima admissvel para o conjunto de aterramento e curto circuitamento temporrio seria de 0,005 ohms. Ex.: R = 50 V 10.000 A = 0,005 ohms. 4.6. TRAPZIO TIPO SELA Permite a formao de um ponto intermedirio de terra na estrutura, possibilitando o jumpeamento da rea de trabalho e eliminando desta forma, quase que totalmente a diferena de potencial em que o homem estaria exposto. Deve ser construdo com material leve e bom condutor, ser provido de uma corrente de ao com dispositivo de aperto e travamento que oferea a sua perfeita conexo eltrica e mecnica com postes de madeira, concreto, ou duplo T. 4.7. TRADO DE ATERRAMENTO O trado de aterramento utilizado para estabelecer a ligao dos demais elementos do Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio com o solo, visando a obteno de uma baixa resistncia de terra. Deve ser construido em copperweld, com ponta rosquevel e punho desmontvel em lato, e ser dimensionado para oferecer uma boa rea de contato com o solo, devendo suas dimenses nunca serem inferiores a 16mm de dimetro e 1500mm de comprimento. 4.7. ESTOJO DE ACONDICIONAMENTO Para manter o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio em perfeitas condies, pronto para ser utilizado com segurana, quando for necessrio, exige-se um mnimo de cuidado com o seu manuseio e transporte. Desta forma, ele deve ser acondicionado em estojo adequado. O estojo de acondicionamento pode ser construido em fiberglass, madeira, metal ou lona, a critrio do usurio e de acordo com o tipo de Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio que ir acondicionar, devendo entretanto, possuir divises internas adequadas, para a perfeita acomodao das peas que compem o conjunto, principalmente a vara e basto de manobra, que no devem ser acondicionados em contato direto com os demais componentes.

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5 - CONFIGURAO DO CONJUNTO DE ATERRAMENTO E CURTO CIRCUITAMENTO TEMPORRIO.5.1. Ao longo de sua evoluo o Conjunto de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio sofreu uma srie de alteraes em sua configurao, visando logicamente o seu aperfeioamento e consequente melhoria no seu grau de segurana, no que se refere aos valores de fluxo de corrente. Ainda hoje so utilizados Conjuntos de Aterramento e Curto Circuitamento Temporrio de configuraes diferentes, as quais alm de