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  • Corregedoria Geral da PMMT

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    RHAYGINO SARLY RODRIGUES SETBAL MAJ PM

    MANUAL DE SINDICNCIA POLICIAL MILITAR:

    NORMAS TCNICAS DE ELABORAO DE SINDICNCIA PM

    Colaboradores: Adriana de Souza Metello Maj PM Jairo de Morais Pessoa Maj PM Jos Henrique Costa Soares Cap PM Jairo Fernandes Zilio Cap PM Josadack Valdevino Teixeira Cap PM Reginaldo Azizes Ferreira Cap PM Deniz Silva Valle Cap PM Fernanda Leonel Machado Cap PM Bruno Saturnino do Nascimento Cap PM Anderson Luiz do Prado Cap PM Murilo Franco de Miranda Cap PM Renato Carneiro Macedo Cap PM Dionys Almeida de Lavor Cap PM

    Cuiab-MT

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    2009 CAPTULO Sindicncia

    Seo I

    Da Definio, Competncias e dos Procedimentos

    Art. 1 A Sindicncia o instrumento pelo qual a administrao pblica militar utiliza

    para colher elementos de autoria e materialidade de irregularidades praticadas por militares estaduais, visando apurar o cometimento de transgresses disciplinares, as que se referem nos artigos 12 e 13, do Regulamento Disciplinar da PMMT, institudo pelo Decreto n 1.329, de 21 de abril de 1978.

    Pargrafo nico. A Sindicncia de carter demissrio observar os princpios do

    contraditrio e ampla defesa e as formalidades deste manual. Art. 2 So autoridades militares competentes para instaurar a Sindicncia: I - O Cmt Geral, aos que estiverem sob o seu comando; II - O Ch da Casa Militar, aos que estiverem sob a sua chefia; III - O Corregedor Geral da PMMT; IV - Diretores; V - O Ch do EM, SubCh do EM, Comandantes Regionais e Comandantes de

    Policiamento de rea e ou Comandantes de Batalhes; Pargrafo nico A Sindicncia de carter demissrio ser instaurada pelo

    Comandante Geral. Art. 3 A Sindicncia ser iniciada de ofcio ou por determinao de autoridade

    superior atravs de portaria ou ordem por escrito; 1 Sero observadas as normas regulamentares de circunscrio, hierarquia e

    comando na Polcia Militar do Estado de Mato Grosso; 2 Ser designado como sindicante um Oficial PM, Aspirante--oficial PM, Sub-

    Tenentes e ou Sargentos mais antigos ou de posto ou graduao superior ao sindicado. 3 No decorrer da Sindicncia, existindo indcio de participao de Oficial ou

    Graduado de posto ou graduao superior ao do Sindicante, este dever encerrar as atividades de apurao, confeccionando relatrio e motivando a solicitao autoridade delegante de sua imediata substituio;

    4 Em havendo duplicidade de portarias de Sindicncia que apurem o mesmo fato, prevalecer a Sindicncia primeiro instaurada.

    Art. 4 O encarregado da Sindicncia, to logo receba a portaria ou determinao para

    instaurar a Sindicncia, dever adotar as seguintes providncias: I- fazer a autuao dos documentos-origem, dentro do prazo de 48 (quarenta e oito)

    horas aps o recebimento da portaria;

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    II- ouvir o ofendido, sindicado, testemunhas e outras pessoas que possam esclarecer os fatos;

    III- proceder ao reconhecimento de pessoas e coisas; IV- fazer acareao; V- determinar que se proceda a exame de corpo de delito e a outros exames e percias; VI- determinar a avaliao e identificao da coisa subtrada, desviada, destruda,

    danificada ou da qual houve indbita apropriao; VII- proceder a buscas e apreenses em dependncias do quartel; VIII identificando indcios do cometimento de transgresso, citar o acusado e

    oportunizar o direito ao contraditrio e ampla defesa. VIII- analisar os fatos apurados e fazer seu relatrio conclusivo; IX- remeter os autos da Sindicncia autoridade delegante ou competente para

    solucion-la, por ofcio ou parte.

    Art. 5 Constituem documentos bsicos na elaborao de uma Sindicncia, de acordo com o carter apuratrio:

    I - Autuao (capa); II - Portaria e anexos da autoridade delegante; III - Termo de Abertura; IV - Termo de Perguntas ao Sindicado (s); V - Citao do Acusado(s), (quando houver indcios do cometimento de transgresso

    disciplinar), VI - Termo de Qualificao e Interrogatrio ao acusado; VII - Razes preliminares de defesa, (se houver); VIII - Termo de Perguntas ao Ofendido(s); IX - Termo de Inquirio de Testemunha(s); X - Termo de Informao (para quem fica dispensado de prestar compromisso, se for o

    caso), XI - Extrato de Alteraes do Acusado(s), XII - Termo de Vista dos Autos (se solicitado), XIII - Razes Finais de Defesa, XIV - Relatrio do Encarregado, XV - Soluo da Autoridade Delegante. XVI - Auto de Busca e Apreenso; XVII - Termo de Acareao; XVIII- Termo de Reconhecimento (de pessoa ou coisa); XIX - Termo de Juntada de documentos no produzidos pelo sindicante; Art. 6 Identificando indcio de transgresso disciplinar, o Sindicante dever citar o

    Sindicado, oportunizado-lhe o direito ao contraditrio e ampla defesa, devendo notific-lo das inquiries do ofendido e das testemunhas.

    1 Sero inquiridas inicialmente as testemunhas de acusao e posteriormente as

    testemunhas de defesa, abrindo a palavra ao acusado e ou seu defensor para formularem perguntas, exercendo o contraditrio, conforme prescrito na Portaria n 128/GCG/PMMT/09;

    2 Encerrado os trabalhos, o Sindicante dever abrir vista aos autos ao acusado e ou seu defensor, para que no prazo de 05 (cinco) dias corridos apresente as alegaes finais de defesa;

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    3 Ao acusado, que por qualquer meio, no tenha condies de constituir defensor, ou que no tenha condies de promover sua defesa, poder a autoridade delegante nomear um defensor dativo para proceder a sua defesa;

    4 O acusado que no tenha interesse em se defender dever informar por escrito; 5 Durante o curso do processo administrativo disciplinar, ao acusado que no

    promover sua defesa e ou considerado revel, a autoridade delegante nomear um defensor dativo para que proceda a defesa;

    Art. 7 Se no curso da Sindicncia ocorrer necessidade de ouvir testemunha que se

    encontre em local diverso daquele onde esto sendo realizados os trabalhos e o deslocamento seja invivel, o Encarregado poder expedir Carta Precatria Autoridade Militar Estadual da circunscrio onde se encontra a testemunha, solicitando a inquirio da mesma.

    Pargrafo nico. O sindicante dever oportunizar ao acusado e ou seu defensor para que elabore por escrito quesitos e ou perguntas a serem formuladas testemunha, e que devem se fazer constar na Carta Precatria.

    Art. 8 A autoridade delegante ou competente para decidir, far a soluo da

    Sindicncia publicando em boletim, determinando: I- arquivamento, se no constatar irregularidade; II- punio disciplinar, se ficar apurado que o acusado cometeu transgresso

    disciplinar; III- encaminhamento de cpia dos autos a outras autoridades civis ou militares, para

    conhecimento ou adoo de medidas administrativas, cveis e/ou criminais; IV- instaurao de inqurito policial-militar, com base na alnea f do art. 10 do

    Cdigo de Processo Penal Militar (CPPM), se o fato apurado constituir crime de natureza militar;

    V encaminhamento 11 Vara Especializada da Justia Militar da Capital, atravs da Corregedoria Geral, em se configurando indcios de crime de natureza militar e ou comum.

    Seo II Sindicncia (carter demissrio)

    Art. 9 A excluso ex-officio ser efetivada exclusivamente para as praas sem

    estabilidade, aps Sindicncia, observado o direito ao contraditrio e a ampla defesa, nos seguintes casos:

    I - por falta de compatibilidade, qualidade e desempenho profissional; II - a bem da disciplina. Art. 10. Ser submetida Sindicncia a praa sem estabilidade: I que em perodo probatrio no alcanar conceito favorvel para estabilidade; II - acusada oficialmente, ou por qualquer meio lcito de comunicao social, de ter: a) procedido incorretamente no desempenho do cargo ou funo; b) tido conduta irregular; c) praticado ato que afete a hierarquia, a disciplina, a tica, os valores e deveres dos

    militares estaduais, a honra pessoal, o pundonor policial-militar ou o decoro da classe; III - demonstrar incapacidade ao exerccio da atividade-militar estadual;

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    IV - condenado na justia comum e ou justia militar estadual, pena privativa de liberdade superior a 02 (dois) anos e ou a perda de cargo pblico, por sentena transitada em julgado; ou

    IV - pertencente a partido poltico ou associao, suspenso ou dissolvido por fora de disposio legal ou deciso judicial ou que exera atividades prejudiciais ou perigosas Segurana Nacional.

    Pargrafo nico. considerado, entre outros, para os efeitos desta lei, pertencentes a

    partidos ou associao a que se refere este artigo, a Praa que ostensiva ou clandestinamente: a) estiver inscrito como seu membro; b) prestar servios ou angariar valores em seu benefcio; c) realizar propaganda de suas doutrinas; d) colaborar, por qualquer forma, mas sempre de modo inequvoco ou doloso, em suas

    atividades. Art. 11. A praa sem estabilidade, ao ser submetida a Sindicncia, ser afastada do

    exerccio de suas funes e colocado disposio do encarregado; Art. 12. A submisso da praa sem estabilidade a Sindicncia, poder, por convenincia

    ou oportunidade da administrao pblica militar e para o cumprimento desta lei, incorrer diretamente sobre a concesso de direitos a estabilidade, frias, afastamentos temporrios do servio e licenas.

    1 Nos casos de licena para tratamento de sade, dever o acusado comprovar mediante atestado mdico, devidamente periciado, a sua incapacidade de participar das sesses da Sindicncia.

    2 Nos casos de concurso de agentes poder ser instaurada somente uma Sindicncia. Art. 13. Aplicam-se aos processos administrativos demissrios para

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