MANUAL PRTICO DE HIGIENE OCUPACIONAL E edio — 2006 2 edio, autor — 2006 3 edio — 2011 4 edio — 2013 5 edio — janeiro, 2014 6 edio — outubro, 2014

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MANUAL PRTICODE HIGIENE OCUPACIONAL E PPRAAvaliao e Controle dos Riscos Ambientais1 edio 20062 edio, autor 20063 edio 20114 edio 20135 edio janeiro, 20146 edio outubro, 2014TUFFI MESSIAS SALIBAEngenheiro Mecnico. Engenheiro de Segurana do Trabalho. Advogado.Mestre em Meio Ambiente. Ex-pesquisador da FUNDACENTRO. Professor dos cursos de Ps--Graduao de Engenharia de Segurana, Medicina do Trabalho e Higiene Ocupacional. Diretor Tcnico da ASTEC Assessoria e Consultoria em Segurana e Higiene do Trabalho Ltda.MANUAL PRTICODE HIGIENE OCUPACIONAL E PPRAAvaliao e Controle dos Riscos Ambientais6 edioAgradecimentosCOLABORADORA MARIA BEATRIZ DE FREITAS LANZAEngenheira Civil, Engenheira de Segurana do Trabalho, Ergonomista, Mestre em Administrao, MBA em Gesto de Negcios, Ps-graduada em Gesto Ambiental, professora de cursos de ps-graduao.REDITORA LTDA.Rua Jaguaribe, 571CEP 01224-001So Paulo, SP BrasilFone (11) 2167-1101www.ltr.com.brProjeto de capa: FBIO GIGLIO Impresso: PAYMOutubro, 2014 Todos os direitos reservadosndice para catlogo sistemtico:Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)Manual prtico de higiene ocupacional e PPRA : avaliao Beatriz de Freitas Lanza. 6. ed. So Paulo : LTr, 2014.1. Direito do trabalho 2. Higiene do trabalho 3. Programade Preveno de Riscos Ambientais I. Ttulo.14-09997 CDU-34:331.4711. Programa de Preveno de Riscos Ambientais :Higiene do trabalho : Direito do trabalho34:331.471Verso impressa - LTr 5131.0 - ISBN 978-85-361-3132-0Verso digital - LTr 8502.6 - ISBN 978-85-361-3183-25SUMRIOCAPTULO IINTRODUO AO ESTUDO DE HIGIENE OCUPACIONAL1 Definio ....................................................................................................... 92 Classificao dos agentes ambientais ......................................................... 102.1 Agentes fsicos ...................................................................................... 102.2 Agentes qumicos .................................................................................. 102.3 Agentes biolgicos ................................................................................ 113 Objetivo da Higiene Ocupacional................................................................. 113.1 Reconhecimento .................................................................................... 113.2 Avaliao ............................................................................................... 113.3 Controle ................................................................................................. 124 A Higiene Ocupacional e outros ramos de atividades afins ......................... 134.1 Medicina do Trabalho ............................................................................ 134.2 Meio ambiente ....................................................................................... 134.3 Direito .................................................................................................... 134.4 Ergonomia ............................................................................................. 144.5 Segurana do Trabalho ......................................................................... 145 O profissional de Higiene Ocupacional ........................................................ 156 Entidades de Higiene Ocupacional .............................................................. 16CAPTULO IIAGENTES FSICOS1 Rudo ........................................................................................................... 181.1 Conceitos e parmetros bsicos ........................................................... 181.2 Efeitos do rudo sobre o organismo ...................................................... 291.3 Instrumentos de medio ...................................................................... 311.4 Limite de Tolerncia .............................................................................. 331.5 Adio de nveis de rudo ...................................................................... 361.6 Subtrao de nveis de rudo rudo de fundo ................................... 3961.7 Avaliao do rudo ................................................................................. 401.8 Medidas de controle .............................................................................. 452 Ultrassom e infrassom ................................................................................. 562.1 Infrassom e sons de baixa frequncia................................................... 572.2 Ultrassom .............................................................................................. 573 Vibrao ....................................................................................................... 593.1 Parmetros utilizados na avaliao de vibrao ................................... 593.2 Critrio legal .......................................................................................... 643.3 Vibrao de corpo inteiro ...................................................................... 663.4 Vibrao localizada ou mo e brao ..................................................... 833.5 Instrumentos de medio ...................................................................... 913.6 Procedimentos de avaliao ................................................................. 933.7 Medidas de controle .............................................................................. 954 Calor ............................................................................................................ 974.1 Conceitos e parmetros bsicos ........................................................... 974.2 Efeitos do calor no organismo ............................................................... 1004.3 Instrumentos de medio ...................................................................... 1014.4 Limite de tolerncia ............................................................................... 1034.5 Avaliao ocupacional ao calor ............................................................. 1104.6 Outros ndices de avaliao ocupacional .............................................. 1144.7 Avaliao para fins de conforto trmico ................................................ 1144.8 Medidas de controle .............................................................................. 1155 Frio ............................................................................................................... 1195.1 Critrio legal .......................................................................................... 1195.2 Limite de exposio ocupacional ao frio ............................................... 1225.3 Avaliao da exposio ao frio .............................................................. 1245.4 Medidas de controle .............................................................................. 1256 Radiao ionizante ...................................................................................... 1276.1 Limites de tolerncia ............................................................................. 1286.2 Avaliao quantitativa ............................................................................ 1306.3 Medidas de controle .............................................................................. 13077 Radiaes no ionizantes ............................................................................ 1317.1 Radiaes ultravioletas ......................................................................... 1327.2 Radiao infravermelha ........................................................................ 1347.3 Radiao micro-ondas e radiofrequncia.............................................. 1357.4 Laser ..................................................................................................... 1377.5 Campos e radiaes eletromagnticos ................................................. 138CAPTULO III AGENTES QUMICOS1 Conceitos, definies e classificao .......................................................... 1412 Parmetros utilizados nas avaliaes de particulados e gases e vapores .. 1423 Poeira e outros particulados ........................................................................ 1493.1 Consideraes gerais............................................................................ 1493.2 Slica livre cristalizada ........................................................................... 1493.3 Poeira de asbesto ................................................................................. 1643.4 Poeira de algodo ................................................................................. 1663.5 Poeira metlica e fumos metlicos........................................................ 1703.6 Negro de fumo....................................................................................... 1753.7 Nvoa .................................................................................................... 1773.8 Partculas (insolveis ou de baixa solubilidade) no especificadas deoutra maneira PNOS ............................................................................. 1773.9 Outros particulados ............................................................................... 1784 Gases e vapores .......................................................................................... 1794.1 Limite de tolerncia Anexo 11, NR-15 .............................................. 1804.2 Limites recomendados pela ACGIH ...................................................... 1934.3 Avaliao quantitativa de gases e vapores ........................................... 1954.4 Aplicao prtica ................................................................................... 2024.5 Resumo dos mtodos de amostragem dos principais agentes qumicos ... 2035 Estratgia de avaliao de agentes qumicos anlise estatstica dos dados ............................................................................................................... 2065.1 Tipos de amostragem ............................................................................... 2105.2 Limites de confiabilidade ....................................................................... 2125.3 Testes de conformidade ........................................................................ 2145.4 Amostragens ao longo do tempo (vrias jornadas) ............................... 21685.5 Anlise estatstica Instruo Normativa 01/95 .................................. 2205.6 Avaliaes peridicas (monitoramento) ................................................ 2265.7 Consideraes finais ............................................................................. 2306 Medidas de controle..................................................................................... 231CAPTULO IVAGENTES BIOLGICOS1 Consideraes gerais .................................................................................. 2422 Limites de tolerncia .................................................................................... 2423 Mtodos de coleta de agentes biolgicos .................................................... 2454 Medidas de controle..................................................................................... 246CAPTULO VPROGRAMA DE PREVENO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA1 Definio ...................................................................................................... 2482 Estrutura e desenvolvimento do PPRA ........................................................ 2493 Desenvolvimento do PPRA .......................................................................... 2513.1 Antecipao dos riscos.......................................................................... 2523.2 Reconhecimento dos riscos ambientais ................................................ 2533.3 Avaliao dos riscos e da exposio dos trabalhadores ....................... 2563.4 Estabelecimento de prioridades e metas de controle ........................... 2603.5 Implantao das medidas de controle e avaliao de sua eficcia ...... 2603.6 Nvel de ao ....................................................................................... 2643.7 Monitoramento dos riscos ..................................................................... 2643.8 Registro e divulgao dos dados .......................................................... 2654 Responsabilidade / mbito do PPRA ........................................................... 2655 Informaes ................................................................................................. 2666 Responsabilidade tcnica do programa....................................................... 2677 Outros programas ........................................................................................ 268APNDICEPrincipais normas legais sobre Higiene Ocupacional ......................................... 273Bibliografia ........................................................................................................... 3739CAPTULO IINTRODUO AO ESTUDO DEHIGIENE OCUPACIONAL1 DEFINIOO termo Higiene Ocupacional foi preferido internacionalmente para definir o campo de atuao dessa cincia, aps as concluses extradas durante a Conferncia Internacional de Luxemburgo, ocorrida de 16 a 21 de junho de 1986, a qual contou com a participao de representantes da Comunidade Econmica Europeia CEE, da Organizao Mundial da Sade OMS, da Comisso Internacional de Sade Ocupacional ICOH e da American Conference of Governmental Industrial Hygienists ACGIH.(1)Entre as definies conhecidas e mais amplamente difundidas, podemos citar: A definio da American Industrial Hygiene Association AIHA: cincia que trata da antecipao, reconhecimento, avaliao e controle dos riscos originados nos locais de trabalho e que podem prejudicar a sade e o bem-estar dos trabalhadores, tendo em vista tambm o possvel impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente. O conceito preconizado por Olishifski: aquela cincia e arte devotada antecipao, reconhecimento, avaliao e controle dos fatores de risco ou estresses ambientais originados no, ou a partir do, local de trabalho, os quais podem causar doenas, prejudicar a sade e o bem-estar ou causar significante desconforto sobre os trabalhadores ou entre os cidados de uma comunidade. A definio da American Conference of Governmental Industrial Hygienists ACGIH: cincia e arte do reconhecimento, avaliao e controle de fatores ou tenses ambientais originados do, ou no, local de trabalho e que podem causar doenas, prejuzos para a sade e bem-estar, desconforto e ineficincia significativos entre os trabalhadores ou entre os cidados da comunidade.(1) FUNDACENTRO. Introduo Higiene Ocupacional. Ministrio do Trabalho e Emprego. So Paulo, 2001.10Pode-se observar pelas definies a tendncia da Higiene Ocupacional a reconhecer, avaliar e controlar no s os agentes ambientais capazes de produzir doena do trabalho, como tambm o bem-estar e o conforto nos ambientes de trabalho e na comunidade.Embora essas definies de Higiene Ocupacional citadas sejam mais amplas, levando-se em considerao os fatores ambientais, o bem-estar e o desconforto, a NR-09 da Portaria n. 3.214/78, que instituiu o PPRA (Programa de Preveno de Riscos Ambientais) mais restrita. Assim, no subitem 9.1.1, essa norma define que o PPRA visa a preservar a sade do trabalhador por meio da antecipao, do reconhecimento, da avaliao e do controle da ocorrncia dos riscos ambientais existentes no ambiente de trabalho, considerando a proteo do meio ambiente e dos recursos naturais. 2 CLASSIFICAO DOS AGENTES AMBIENTAISA NR-09 estabelece que, para efeito de PPRA, consideram-se riscos ambientais os agentes fsicos, qumicos e biolgicos existentes nos ambientes de trabalho, os quais, em funo do tempo de exposio, so capazes de causar danos sade dos trabalhadores. A norma classifica os agentes ambientais da seguinte forma:2.1 Agentes fsicosConsideram-se agentes fsicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: Rudo; Vibraes; Presses anormais; Temperaturas extremas (calor e frio); Radiaes (ionizantes e no ionizantes); Infrassom, ultrassom.2.2 Agentes qumicosTm-se como agentes qumicos as substncias, os compostos ou os produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratria ou que, pela natureza da atividade de exposio, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo atravs da pele ou por ingesto. Esses agentes so: 11 Poeiras; Fumos; Nvoas; Neblinas; Gases ou vapores.2.3 Agentes biolgicosOs agentes biolgicos so as bactrias, os fungos, os bacilos, os para-sitas, os protozorios, os vrus, entre outros.3 OBJETIVO DA HIGIENE OCUPACIONALA Higiene Ocupacional tem a finalidade de reconhecer, avaliar e controlar os fatores de riscos ambientais presentes no ambiente de trabalho, levando--se em conta o meio ambiente e os recursos naturais. Com a alterao da NR-09 em 1994 exigindo a implementao do PPRA, a Higiene Ocupacional tomou impulso nos programas de preveno das empresas. A nosso ver, houve avano nesse campo, embora a defasagem temporal das normas do MTE, em especial a NR-15, impea maior evoluo. 3.1 ReconhecimentoEsta etapa consiste no reconhecimento dos agentes ambientais que afetem a sade dos trabalhadores, o que implica o conhecimento profundo dos produtos envolvidos no processo, dos mtodos de trabalho, do fluxo do processo, do layout das instalaes, do nmero de trabalhadores expostos etc. Compreende tambm o planejamento da abordagem do ambiente a ser estudado, seleo dos mtodos de coleta, bem como dos equipamentos de avaliao.3.2 AvaliaoA avaliao quantitativa e/ou qualitativa investiga os agentes fsicos, qumicos, biolgicos existentes nos postos de trabalhos. Exigem-se conhecimentos de avaliao, que consistem basicamente na calibrao dos equipamentos, no tempo de coleta, no tipo de anlise qumica a ser feita. Essa etapa abrange dois ramos da Higiene Ocupacional:12 Higiene de campo: responsvel pela realizao do estudo da situao higinica no ambiente de trabalho, pela anlise de postos de trabalho, pela deteco de contaminantes, pelo estudo e pela recomendao de medidas de controle para reduzir a intensidade ou a concentrao dos agentes a nveis aceitveis, alm da coleta de amostras e medies dos agentes. Higiene analtica: realiza as anlises qumicas das amostras coletadas, bem como o clculo e as interpretaes dos dados levantados no campo. Assim, por exemplo, uma amostra de poeira coletada dever ser analisada no Laboratrio por difratometria de Raios X para determinao de slica livre cristalizada.3.3 ControleDe acordo com os dados obtidos nas fases anteriores, esta etapa consiste em propor e adotar medidas que visam eliminao ou minimizao do risco presente no ambiente.O controle dos agentes ambientais consiste na adoo de medidas relativas ao ambiente e ao homem:a) Medidas relativas ao ambiente ou medidas coletivas: so medidas aplicadas na fonte ou na trajetria, tais como substituio do produto txico, isolamento das partes poluentes, ventilao local exaustora, ventilao geral diluidora, limpeza dos locais de trabalho, entre outras. Essa medida prioritria.b) Medidas administrativas: compreendem, entre outras, a limitao do tempo de exposio, os equipamentos de proteo individual, a educao e o treinamento, os exames mdicos (pr-admissional, peridico e demissional).c) EPI: No sendo possvel o controle coletivo ou administrativo ou enquanto essas medidas estiverem sendo implantadas ou, ainda, como complemento de proteo adotada, deve-se utilizar o Equipamento de Proteo Individual, adequado aos riscos.d) Exames mdicos: os exames mdicos admissional, peridico, demissional, entre outros, avaliam a eficcia das medidas adotadas, alm de controlar a sade dos trabalhadores expostos aos agentes ambientais.No captulo IV, as etapas do programa de higiene sero analisadas com mais detalhes.

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