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Manual de orientações para Centros de Referência de Assistência Social

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  • Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate FomeSistema nico de Assistncia Social

    Proteo Social Bsica

    Braslia - 2009

    www.mds.gov.br/suas/protecaosocialbasicaprotecaosocialbasica@mds.gov.br

    0800- 7072003

    Orientaes TcnicasCentro de Referncia deAssistncia Social - CRAS

  • Luiz Incio Lula da Silva - Presidente da Repblica Federativa do Brasil

    Jos Alencar Gomes da Silva - Vice-Presidente da Repblica Federativa do Brasil

    Patrus Ananias de Sousa - Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

    Arlete Avelar Sampaio - Secretria Executiva

  • CADERNO DO CRAS_30-9-2009.indd 1 5/10/2009 10:37:01

  • ExpedienteEsta uma publicao tcnica da Secretaria Nacional de Assistncia Social

    Secretria Executiva AdjuntaRosilene Cristina Rocha

    Secretria Nacional de Assistncia SocialAna Lgia Gomes

    Diretor-Executivo do Fundo Nacional de Assistncia SocialFernando Antnio Brando

    Diretora do Departamento de Gesto do SUASSimone Aparecida Albuquerque

    Diretora do Departamento de Benefcios AssistenciaisMaria Jos de Freitas

    Diretora do Departamento de Proteo Social EspecialValria Maria Massarani Gonelli

    Diretora do Departamento de Proteo Social BsicaAid Canado Almeida

    Coordenadora-Geral de Acompanhamento das Aes de Proteo Social BsicaHelena Ferreira de LimaAssessora Tcnica do Departamento de Proteo Social BsicaPriscilla Maia de Andrade

    TextoPriscilla Maia de AndradeAid Canado AlmeidaHelena Ferreira de Lima

    Colaborao Edgar Pontes de MagalhesFlvio Jos Rodrigues de CastroRenata de Arajo Rios

    RevisoRicardo Dayan Lins Freitas

    Assessoria de Comunicao do MDSngela Carrato - Coordenadora da Assessoria de Comunicao SocialGilmar Santos - Coordenador de Publicidade Daniel Tavares - Projeto Grfico/Diagramao Carlos Arajo - Ilustraes

    Orientaes Tcnicas: Centro de Referncia de Assistncia Social CRAS/ Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. 1. ed. Braslia: Ministrio do Desen-volvimento Social e Combate Fome, 2009.72 p.

    ISBN 978-85-60700-29-5

    1. Centro de Referncia de Assistncia Social - CRAS. 2. Sistema nico de Assistncia Social. 3. Polticas Pblicas. I. Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. II.Ttulo.

    CADERNO DO CRAS_30-9-2009.indd 2 5/10/2009 10:37:02

  • Sumrio

    Apresentao ........................................................................................5

    Introduo .............................................................................................7

    Captulo 1O Centro de Referncia de Assistncia Social CRAS .............................9

    Captulo 2O CRAS no Plano Municipal de Assistncia Social .................................15

    Captulo 3As Funes do CRAS ............................................................................19

    3.1 Gesto Territorial da Proteo Social Bsica ........................................................................ 20

    3.1.1 Articulao da Rede Socioassistencial de PSB referenciada ao CRAS e dos servios nele ofertados ....213.1.2 Promoo da Articulao Intersetorial ....................................................................................263.1.3 Busca Ativa no Territrio do CRAS ...........................................................................................293.1.4. Produo de material socioeducativo ....................................................................................31

    3.2 Oferta do Programa de Ateno Integral Famlia (PAIF)e de outros servios socioassistenciais de proteo bsica ........................................................ 31

    Captulo 4Implantao e Organizao do Trabalho do CRAS.................................33

    4.1 Localizao, segundo as singularidades dos territrios ........................................................ 34

    4.2 Atividades necessrias Implantao ................................................................................. 37

    4.3 Planejamento, organizao do trabalho e registro de informaes ...................................... 39

    4.3.1 Planejamento e Organizao do Trabalho em Equipe .............................................................404.3.2 Registro de Informaes ..........................................................................................................42

    4.4 Monitoramento SUAS - Censo CRAS .................................................................................... 44

    Captulo 5Estrutura, Perodo de Funcionamento e Identificao do CRAS ............47

    5.1 Espao Fsico do CRAS ......................................................................................................... 48

    CADERNO DO CRAS_30-9-2009.indd 3 5/10/2009 10:37:02

  • 45.1.1 ndice de Desenvolvimento do CRAS e a dimenso estrutura fsica......................................57

    5.2 Identificao do CRAS ......................................................................................................... 58

    5.3 Perodo de Funcionamento do CRAS ................................................................................... 59

    5.3.1 ndice de Desenvolvimento do CRAS e a dimenso funcionamento do CRAS ..........................60

    Captulo 6Equipe de Referncia do CRAS .............................................................61

    6.2 O enfoque interdisciplinar e o trabalho em equipe.............................................................. 64

    6.3 ndice de Desenvolvimento do CRAS e a dimenso recursos humanos ............................... 65

    Referncias Bibliogrficas ....................................................................67

    CADERNO DO CRAS_30-9-2009.indd 4 5/10/2009 10:37:02

  • 5Apresentao

    com grande satisfao que apresentamos a publicao Orientaes Tcnicas da Prote-o Social Bsica do Sistema nico de Assistncia Social SUAS: Centro de Referncia de Assistncia Social CRAS. Essa publicao, destinada a gestores e trabalhadores do SUAS, subsidia o funcionamento do CRAS por todo o pas, representando mais um fio da extensa rede de proteo e promoo social que estamos construindo no Brasil. Proteo e promoo social que, desde o incio do governo Lula, foram ganhando espao como prioridade, a partir do reconhecimento de que s h desenvolvimento se o crescimento econmico for somado proteo social, ou seja, que as aes sociais de Estado so fundamentais para o processo de desenvolvimento de um pas.

    Foi acreditando nessa premissa que o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS), desde a sua criao em 2004, tem trabalhado para consolidar essa rede baseada na garantia de direitos, implementando de forma republicana por meio de polticas pblicas descentralizadas e articuladas.

    Com este esprito, o Ministrio ampliou e aprimorou o maior programa do mundo de transferncia de renda com condicionalidades o Bolsa Famlia, fortaleceu o Benefcio de Prestao Continuada - BPC, instituiu o Sistema de Segurana Alimentar e Nutricional SISAN, aprimorou aes voltadas gerao de trabalho e renda para famlias em situao de vulnerabilidade social e instituiu e con-solidou o Sistema nico de Assistncia Social o SUAS. Tambm implementou um sistema de moni-toramento e avaliao de suas aes.

    Na consolidao do SUAS destacam-se a reorganizao dos servios por nvel de proteo, a centralidade do Estado no acompanhamento s famlias, a territorializao das aes e a oferta de servios da Proteo Social Bsica, prioritariamente para famlias beneficirias de transferncia de renda. O aumento do cofinanciamento federal do Programa de Ateno Integral s Famlias (PAIF) ofertado nos CRAS tambm um avano inconteste do Sistema: samos de 454 CRAS co-financiados pelo MDS em 2003, para 3.920 CRAS em 2009 - o que possibilita referenciar mais de 14 milhes de famlias e promover o atendimento anual de 2,5 milhes de famlias. Se somarmos a esses CRAS os que so cofinanciados por Estados, DF e Municpios, chegamos a 5.128 CRAS, em 3.808 municpios. Diante desses nmeros inegvel a importncia dessa Unidade na consolidao de uma rede de proteo de assis-tncia social no Brasil.

    E a presente publicao tambm mais um elemento fortalecedor do SUAS: fruto de um proces-so de amadurecimento da Poltica Nacional de Assistncia Social e do aprimoramento do Sistema, possvel a partir de uma escuta atenta das muitas reflexes e questes apontadas pelos gestores, tcnicos e estudiosos da Poltica Nacional de Assistncia Social, durante reunies tcnicas, consul-torias, seminrios, processos de monitoramento e acompanhamento da implantao dos CRAS, ca-pacitaes tcnicas realizadas em Estados e Municpios e anlise dos resultados do Monitoramento SUAS - Censo CRAS, que ocorre desde o ano de 2007.

    Que esta publicao, que tem a pretenso de aprimorar a atuao preventiva, protetiva e proativa dessa Unidade, possa preparar e motivar cada vez mais os gestores e trabalhadores do SUAS, para que avancemos na direo de um padro societrio mais justo e solidrio, no qual cada criana,

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  • 6jovem, idoso, mulher, sejam elas de reas urbanas, rurais, de povos indgenas ou quilombolas e todos os demais segmentos sociais que engrandecem esse pas tenha melhores condies de vida, oportunidade de realizar seus potenciais e contribuir para a construo de um Brasil de todos.

    Boa leitura

    Um abrao fraterno

    Patrus AnaniasMinistro do Desenvolvimento Social e Combate Fome

    Patrus Ananias

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  • 7Introduo

    s Orientaes Tcnicas da Proteo Social Bsica do SUAS Centro de Referncia de Assis-tncia Social CRAS traz um conjunto de diretrizes e informaes para apoiar os munic-pios e o Distrito Federal no planejamento, implantao e funcionamento do CRAS. Apoia

    tambm os Es