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Assistncia e Homologao de Resciso de Contrato de Trabalho

2007 Ministrio do Trabalho e Emprego

permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. 1 Edio - 2002 - Tiragem: 15 mil exemplares. 2 Edio - 2007 - Tiragem: 10 mil exemplares.

Edio e Distribuio: Secretaria de Relaes do Trabalho SRT Esplanada dos Ministrios, Bloco F, Sala 449 Tels.: (61) 3317 6651 Fax: (61) 3317 8211 Impresso no Brasil/Printed in Brazil

Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) Biblioteca. Seo de Processos Tcnicos MTE

A848 Assistncia e homologao de resciso de contrato de trabalho. Braslia: MTE, SRT, 2007. 127 p. Inclui anexos. 1. Contrato de trabalho, Brasil. 2. Benefcio previdencirio,traba lhador, Brasil. 3. Relao de trabalho, Brasil. I. Brasil. Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE). II. Brasil. Secretaria de Relaes do Trabalho (SRT). CDD 341.65

SUMRIO APRESENTAO 2 EDIO CAPTULO I Consideraes Gerais 1. 2. 3. 3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 3.6. Evoluo Legislativa Assistncia e Homologao Princpios Informadores da Instruo Normativa n 3 Princpio da Uniformizao de Procedimentos Princpio da No-Interferncia Princpio da Preferncia Sindical Princpio da Quitao Restrita Princpio da Observncia dos Pagamentos Princpio da Autonomia Individual Pag. 08 Pag. 10 Pag. 11 Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. 12 13 14 16 18 19

CAPTULO II Noes Bsicas 1. 2. 3. Obrigatoriedade da Assistncia Gratuidade da Assistncia Autoridades Competentes Pag. 21 Pag. 22 Pag. 22

CAPTULO III Procedimentos da Assistncia Pblica 1. Procedimentos 2. Causas Obstativas da Resciso 2.1 Impedimentos Absolutos para o Ato Homologatrio 2.2. Impedimentos Relativos para o Ato Homologatrio 3. Documentos Essenciais 4. Verificao de Irregularidade e Saneamento 5. Anotaes Administrativas 6. Finalizao do Procedimento: Homologao 7. Condies Previstas em Instrumentos Coletivos de Trabalho Pag. 26 Pag. 26 Pag. 27 Pag. 32 Pag. 35 Pag. 45 Pag. 47 Pag. 48 Pag. 49

CAPTULO IV Verbas Rescisrias 1. 2. 3. 3.1. 3.2. 4. 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4.5. 4.6. 5. 6. 6.1. 6.2. 6.3. 6.4. 6.5 6.6 6.7. 6.8. 7. 7.1. 8. 8.1. 8.2. 8.3. 8.4. 8.5. 9. Verbas Rescisrias e Remunerao Descontos Prazos para Pagamento Cmputo dos Prazos Atraso nos Pagamentos Aviso-Prvio Comunicao Formal Modalidades, Anotaes em CTPS e Dispensa de Cumprimento Prazos e Contagem Irrenunciabilidade, Repercusso das Faltas e Pagamento Assistncia Termo de Resciso do Contrato de Trabalho Descanso Semanal Remunerado Frias Perodo Aquisitivo e Perodo Concessivo Frias Coletivas Abono Pecunirio Clculo do Valor Varivel das Frias Perodo de Gozo Perda do Direito s Frias Proporcionalidade Conveno OIT n 132 Dcimo Terceiro Salrio Valor de Pagamento e Proporcionalidade Fundo de Garantia do Tempo de Servio Identificao da Base de Incidncia Parcelas que no Integram a Base de Clculo do FGTS Recolhimentos na Vigncia do Contrato de Trabalho Recolhimentos na Extino do Contrato de Trabalho Prazos para os Recolhimentos Rescisrios Contribuio Social Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. 51 51 53 53 54 56 56

Pag. 56 Pag. 57 Pag. 58 Pag. 59 Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. Pag. 60 60 61 61 61 62 62 63 64 64 65 65 65 66 66

Pag. 68 Pag. 71 Pag. 71 Pag. 72 Pag. 73

10. Indenizaes Peculiares 10.1. Contrato por Prazo Determinado e Contrato de Safra 10.2. Contrato por Prazo Determinado Lei n 9.601, de 1998 10.3. Art. 9 da Lei n 7.238, de 29 de outubro de 1984 10.4. Suspenso do Contrato CLT, art. 476-A, 5

Pag. 74 Pag. 74 Pag. 74 Pag. 75 Pag. 76

CAPTULO V Tipos de Contrato de Trabalho e Causas Extintivas 1. Contratos por Prazo Indeterminado Pag. 1.1. Por Iniciativa do Empregador, sem Justa Causa Pag. 1.2. Por Iniciativa do Empregador, com Justa Causa Pag. 1.3. Por iniciativa do Empregado Pedido de Demisso Pag. 2. Contratos por Prazo Determinado Pag. 2.1. Trmino Normal do Contrato de Trabalho a Termo Pag. 2.2. Resciso Antecipada nos Contratos por Prazo Determinado sem Clusula Assecuratria do Direito Recproco de Resciso Antecipada Pag. 2.3. Resciso Antecipada dos Contratos por Prazo Determinado com Clusula Assecuratria de Resciso Antecipada pelas Partes Pag. 3. Aposentadoria Espontnea Pag. 4. Morte do Empregado Pag. 5. Encerramento das Atividades da Empresa Pag. 5.1. Encerramento das Atividades da Empresa e Garantias de Emprego Pag. 5.2. Encerramento das Atividades da Empresa e Aposentadoria por Invalidez Pag. 5.3. Morte do Empregador Pessoa Fsica Pag. 6. Plano de Demisso Voluntria (PDV) Pag. 77 77 78 78 79 79

79

81 81 82 83 84 85 85 86

ANEXOS ANEXO I ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO ANEXO Quadro-resumo das verbas rescisrias Pag. II Instruo Normativa SRT n 3, de 21 de junho de 2002 Pag. III Instruo Normativa SRT n 4, de 29 de novembro de 2002 Pag. IV Instruo Normativa SRT n 4, de 8 de dezembro de 2006 Pag. V Portaria n 1, de 25 de maio de 2006 Pag. VI Portaria n 3, de 9 de novembro de 2006. Pag. VII Portaria n 302, de 26 de junho de 2002 Pag. VIII Modelo de extrato para fins rescisrios Pag. 88 89 103 105 109 121 122 126

APRESENTAO No ano de 2002 foi publicada a primeira verso deste Manual, que logo se firmou como importante ferramenta de consulta e apoio aos agentes de assistncia e homologao. Isto significou um grande avano no sentido da padronizao dessa modalidade de atendimento e na melhoria na qualidade do servio prestado pelo MTE. Embora tenha sido mais direcionado ao pblico interno, tambm foi bastante difundido e utilizado pelas entidades sindicais. A presente edio, alm de consolidar as mudanas havidas na legislao e nos julgados dos tribunais superiores a respeito das homologaes, tambm fruto das profcuas discusses travadas nos Encontros com os chefes das Sees de Relaes do Trabalho (SERETs) das Delegacias Regionais e nas Oficinas de Trabalho realizadas com servidores de todas as unidades da Federao nos ltimos anos. Ela incorpora as valiosas contribuies dos chefes das SERETs e demais agentes que atuam nas Delegacias Regionais do Trabalho, nas Subdelegacias e nas Agncias de Atendimento ao Trabalhador. Alm de um esforo de aperfeioamento permanente da qualidade do servio prestado pelo MTE, o lanamento do novo manual tambm parte do compromisso mais geral do Governo Federal pela modernizao e democratizao das relaes de trabalho na sociedade brasileira. Apresentamos, nesta oportunidade, nossos agradecimentos especiais a todos os que direta ou indiretamente contriburam para o presente trabalho, bem como equipe que trabalhou para a sua consolidao, em especial os Auditores-Fiscais do Trabalho Roselaine Beatriz Wiedtheuper, Orival Junior dos Santos, Maria da Glria Bittencourt, Shakti Prates Borela e Isabele Jacob Morgado. LUIZ ANTONIO DE MEDEIROS Secretrio de Relaes do Trabalho

Assistncia e Homologao de Resciso de Contrato de Trabalho

8 CAPTULO I Consideraes Gerais 1. Evoluo Legislativa De um modo geral, a extino ou resciso do contrato de trabalho produz determinados efeitos financeiros, em decorrncia dos direitos que a legislao do trabalho garante ao trabalhador e aos seus dependentes. Em se tratando de extino de contrato firmado h mais de um ano, o ato de pagamento e recebimento das chamadas parcelas ou verbas rescisrias exige uma formalidade especial denominada assistncia, para que se confira validade jurdica aos pagamentos efetuados pelo empregador. Historicamente, de acordo com o art. 500 da Consolidao das Leis do Trabalho (CLT), o pedido de demisso do empregado estvel s era vlido quando feito com a assistncia do respectivo sindicato e, no havendo este, perante a autoridade local do Ministrio do Trabalho e Emprego ou da Justia do Trabalho. A assistncia, assim, s era devida para o trabalhador que contasse, no mnimo, com 10 anos de prestao de servios para o mesmo empregador, que era o requisito para se alcanar a estabilidade decenal, hoje admitida apenas em casos remanescentes do perodo, por fora da implantao do sistema unitrio do FGTS pela Constituio da Repblica de 1988. O legislador procurou garantir a autenticidade do pedido de demisso do trabalhador que gozava de estabilidade. O sistema jurdico trazia uma presuno relativa de que o empregado, ao renunciar ao direito de se manter no emprego, fora coagido ou obrigado pelas circunstncias a manifestar uma vontade no verdadeira. Assim, condicionava a validade do ato de demisso assistncia pelas entidades ou rgos mencionados. de se notar que o art. 500 obrigava a assistncia somente para os casos de pedido de demisso, sem se referir ao recibo de quitao e ao pagamento assistido. E definia a exclusividade do rgo sindical para a assistncia, cabendo ao Ministrio do Trabalho e Emprego e Justia do Trabalho a assistncia apenas diante da falta de representao sindical na localidade. Ao garantir a assistncia apenas ao empregado estvel que

Assistncia e Homologao de Resciso de Contrato de Trabalho

9 pedia demisso, o art. 500 da CLT deixava margem da proteo assistencial todos os trabalhadores com menos de 10 anos de servios prestados mesma empresa. Para estes, a extino do contrato de trabalho se fazia sem qualquer formalidade, aplicando-se a regra do Cdigo Civil, pela qual o distrato faz-se da mesma forma que o contrato, mas a quitao vale qualquer que seja a sua forma. A partir de 1962, iniciou-se um ciclo de produo legislativa, com o objetivo mediato de desafogar a Justia do Trabalho, que estava sobrecarregada pelo nmero excessivo de reclamaes judiciais. Em maio de 1962, a Lei n 4.066 condicionou a validade do pedido de demisso e a quitao da resciso do contrato de trabalho firmado por empregado com mais de um ano de servio prvia assistncia do sindicato, da autoridade do Ministrio do Trabalho ou da Justia do Trabalho. Na falta desses trs rgos, seria competente o Juiz de Paz e, no seu impedimento ou inexistncia, a autoridade policial. A grande novidade foi prever a assistncia no s ao pedido de demisso, mas ta