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  • MANUAL DO CONSUMIDOR

    BANCRIO

  • Comisso de Defesa do Consumidor

    MANUAL DO CONSUMIDOR

    BANCRIO

  • Proibida a reproduo parcial ou total deste livro, seja qual for o meio, eletrnico e mecnico, sem a permisso expressa da Comisso de Defesa do Consumidor da OAB/RJ

    Texto e RevisoComisso de Defesa do Consumidor da OAB/RJ

    Comisso de Defesa do Consumidor da OAB/RJAv. Marechal Cmara. 150 / 7 andar CasteloCEP: 20020-080 Rio de Janeiro RJTels.: 2272-2053 / 2272-2054E-mail: cdc@oabrj.org.brSite: www.oab-rj.org.br

  • OAB/RJ (Trinio 2010/2012)PresidenteWadih Damous

    Comisso de Defesa do Consumidor OAB/RJPresidente:Roberto MonteiroVice-Presidente:Eduardo Abreu BiondiSecretrio-Geral:Bruno Leite de AlmeidaSubsecretrio:Luis Roberto Malheiros JuniorSubsecretrio:Ricardo Luis Fontes AlvesMembros:Alexandre da Costa Pereira Alexssander Tavares de Mattoslvaro Jos Manuel Neto PerreiraBruno James Salvaterra DutraDouglas Resende MoreiraFernando BrittoGustavo Kloh Muller NevesGutemberg Souza da SilvaHelio Batista Bilheri FilhoJoo Alexandre Abdalla GouvaReynaldo Soares VellosoRodrigo Oliveira de MesquitaVinicius Deserto Nascimento

  • 6 - Manual do ConsuMidor BanCrio - oaB-rJ

    Comisso de Defesa do Consumidor OAB/Barra

    PresidenteDr. Eduardo Abreu BiondiVice-presidenteDr. Daniel Stolear Simes SecretrioDr. Hygino Ferreira MarquesMembrosDr. Samantha Abreu BiondiDr. Telma Maria Clare Pochmann da SilvaDr. Laerte de Paula Nistico CarvalhoDr. Rafael ViolaDr. Ricardo Bruno da SilvaDr. Marcus Antonio Silva SoaresDr. Marcos Andr de Almeida DuarteDr. Arthur Trabbold Carrasco (colaborador)Dr. Larissa PochmannDr. Luiz Carlos da Silva PintoDr. Tania Regina Rafael Caldas

  • OAB-RJ - Manual do ConsuMidor BanCrio - 7

    Palavra do Presidente

    Com grande satisfao e orgulho a OAB/RJ entrega ao pblico este Manual do Consumidor de Servios Bancrios.

    Trazendo informaes extremamente teis para o dia a dia das pessoas, ele sem dvida um importante instrumento para que se possa exigir o respeito a direitos bsicos do consumidor em sua relao com os bancos.

    Ao contrrio do que possa parecer a alguns, iniciativas como esta so assumidas pela OAB como parte essencial de suas tarefas. Embora sejamos uma entidade de advogados, nossa ao no se limita nem nunca se limitou aos aspectos corporativos.

    Assim, temos desempenhado um importante papel na defesa do Estado de Direito e da democracia ao longo de nossa existncia.

    notria tambm nossa atuao em prol dos direitos de cidadania de nosso povo.

    Assim, a edio deste Manual do Consumidor de Servios Bancrios enquadra-se nesse esforo que estou convencido valorizado no s pelos advogados, mas por toda a sociedade brasileira.

    Que cada cidado e cada cidad faa dele um bom uso. Wadih DamousPresidente da OAB/RJ

  • 8 - Manual do ConsuMidor BanCrio - oaB-rJ

    Sumrio

    Comisso de Defesa do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3Comisso de Defesa do Consumidor OAB/Barra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6Palavra do Presidente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7Apresentao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9Significado de alguns termos:. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11A prestao de servios: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12Atendimento prioritrio: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13Tarifas bancrias:. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13Cheques:. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15Carto de crdito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19Pagamento de contas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22Operaes casadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22Tabela price . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23Cobrana de dvidas: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24Encerramento da conta:. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24Cuidados com notas falsas retiradas de caixa eletrnico ou terminal de auto-atendimento (fonte Banco Central) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24Cuidados com o recebimento de notas manchadas por tinta . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25Utilizao do servio bancrio na internet . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25Travamento da porta giratria: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26Saque indevido de dinheiro da conta do consumidor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27Greve nos bancos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27Ateno aos golpes conhecidos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29Modelos de cartas para enviar aos bancos:. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31Dvidas frequentes (fonte: Banco Central):. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33Cheque sem fundos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40rgos de defesa do consumidor do estado do Rio de Janeiro . . . . . . . . . . . . . . . . 42

  • OAB-RJ - Manual do ConsuMidor BanCrio - 9

    Apresentao

    Editada pelo Conselho Monetrio Nacional - CMN - h onze anos, a Resoluo 2878/2001, chamada Cdigo de Defesa do Consumidor Bancrio, ao mesmo tempo em que estabeleceu responsabilidades aos agentes por servios financeiros considerados defeituosos, trouxe diversos benefcios na medida em que os bancos se viram obrigados a utilizar mecanismos de transparncia no relacionamento com clientes e usurios.

    De acordo com o CDC Bancrio, as instituies financeiras esto sujeitas regulao do Banco Central, que considera enganosa qualquer tipo de informao capaz de conduzir a erro o cliente.

    A criao pelo Banco Central de um ranking das instituies financeiras mais reclamadas contribuiu tambm fortemente para que os bancos viessem a criar, por si mesmos, instrumentos de proteo e informao ao cliente. A divulgao de uma lista com tal publicidade negativa traria graves consequncias s casas contempladas.

    Mesmo assim o conhecimento, por clientes e usurios dos servios bancrios, de seus prprios direitos, ainda muito inferior ao ideal preconizado pelo prprio CMN, rgo criador do Cdigo. E foi para minimizar essa desinformao que a Comisso de Defesa do Consumidor da OAB-RJ editou a presente Cartilha do Consumidor de Servios Bancrios que traz, em linguagem simples e clara, as informaes essenciais para que clientes e usurios possam, no apenas proteger-se de eventuais abusos, como utilizar os servios de forma mais desenvolta e vantajosa.

    Nunca se deve deixar para l um desrespeito. Sempre que isso acontece, equivale a informar ao infrator que lesar o consumidor vantajoso. Se apenas uma minoria protesta, o ganho por lesar a maioria compensa.

    S o cidado consciente, armado com as armas que a legislao lhe d, pode sepultar esse tipo de pensamento e fazer avanar a noo de cidadania baseada no princpio de que a lei vale para todos e a todos deve servir.

    Roberto Monteiro(Presidente da Comisso de Defesa do Consumidor da OAB/RJ)

  • 10 - Manual do ConsuMidor BanCrio - oaB-rJ

    A edio do Cdigo de Defesa do Consumidor foi um marco de cidada-nia em nosso pas. Desde ento, os cidados brasileiros contam com um poderoso instrumento que representa um caminho efetivo na busca da qualidade, da transparncia e da cidadania.O fato de vivermos em uma economia cada vez mais complexa, onde a informao e a conscincia dos seus direitos so os melhores mecanismos para proteger os consumidores de atitudes abusivas e desleais por parte dos fornecedores. Dessa forma, Estado e sociedade civil devem canalizar esforos para fazer com que cada consumidor tenha pleno conhecimento de seus direitos.A Ordem dos Advogados do Brasil, exerce relevante papel na manuteno do Estado Democrtico de Direito e pelo fiel cumprimento da Consti-tuio Federal. Assim, as funes da OAB extrapolam hoje as meramente corporativas e buscam o bem estar social da coletividade, principalmente no que tange a divulgao e consolidao da democracia econmica e no exerccio pleno do Estado Democrtico de Direito em nosso pas.Por fim, temos que o presente manual, certamente ser de grande utilida-de para o cidado comum, pois, a mesma pea importante para reforar os objetivos dos que lutam pela alterao dos rumos atuais da sociedade, moldando-a nos parmetros de um Estado Democrtico de Direito justo e igualitrio, podendo o cidado conhecer e exigir o que lhe de direito.

    Luciano Bandeira Arantes(Presidente da 57 Subseo da Ordem dos Advogados Seccional do Rio de Janeiro)

  • OAB-RJ - Manual do ConsuMidor BanCrio - 11

    Hoje em dia toda a sociedade acaba dependendo de um banco. Por este motivo a relao entre clientes e bancos est enquadrada no Cdigo de Defesa do Consumidor como relao de consumo (art.3. 2). Nos dias atuais, podemos fazer saques, efetuar pagamentos ou executar vrias modalidades de servios bancrios em caixas eletrni