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MANUAL DE PRAGAS DO ALGODOEIRO

Paulo Edimar Saran Walter Jorge dos Santos

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AGRADECIMENTOSaos familiares de Paulo E. Saran e Walter J. dos Santos: Alzira Catarina B. Saran (me de Paulo E. Saran) Joo Saran (pai de Paulo E. Saran) Joo Saran (filho de Paulo E. Saran) Mauro Edson Saran (irmo de Paulo E. Saran) Selma F. dos Santos Saran (esposa de Paulo E. Saran) Sueli Biachi dos Santos (esposa de Walter J. dos Santos)

SumrioIntroduo ........................................................................................................................ 4 Grfico de ocorrncia das pragas do algodoeiro ........................................................ 5 Percevejo-castanho ......................................................................................................... 6 Broca-da-raiz ................................................................................................................. 14 Broca-da-haste ............................................................................................................... 23 Lagarta-rosca ................................................................................................................ 30 Lagarta-elasmo ............................................................................................................. 39 Cigarrinha-parda .......................................................................................................... 47 Tripes .............................................................................................................................. 58 Mosca-branca ................................................................................................................ 64 Pulgo-do-algodoeiro .................................................................................................. 77 Curuquer ..................................................................................................................... 89 Falsa-medideira/largarta-mede-palmo .................................................................. 104 Lagarta-das-mas ..................................................................................................... 122 Spodoptera cosmioides .................................................................................................. 149 Spodoptera eridania ...................................................................................................... 157 Spodoptera frugiperda .................................................................................................. 166 Percevejo-manchador ................................................................................................ 184 Percevejo-rajado .......................................................................................................... 194 Percevejos migrantes da soja..................................................................................... 206 Percevejo-marrom....................................................................................................... 207 Percevejo-verde ........................................................................................................... 212 Percevejo-pequeno...................................................................................................... 215 Outros percevejos ....................................................................................................... 217 caro-branco .............................................................................................................. 232 caro-rajado ............................................................................................................... 237 Lagarta-rosada ........................................................................................................... 247 Bicudo ........................................................................................................................... 260 Bibliografia ................................................................................................................... 2793

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IntroduoA cultura do algodoeiro sem dvida alguma uma cultura empolgante pelos desafios impostos e pelos problemas que surgem a cada safra. Dentre tantas dificuldades, o complexo das pragas que atacam a cultura merece destaque pela sua diversidade. To difcil quanto entender a diversidade e as ocorrncias simultneas das pragas, assim como associar danos encontrados nas plantas com as pragas ocorrentes, so as identificaes, tanto das pragas, em seus mais variados estgios de crescimento, quanto dos danos causados em vrias partes das plantas, ocasionando prejuzos indiretos e diretos produo. A presena de adultos (mariposas) um indicativo claro de que infestaes de lagartas ocorrero. Com a profissionalizao dos vrios segmentos da cadeia algodoeira, quase uma obrigao que os tcnicos responsveis pelas amostragens de campo se antecipem aos danos na identificao das pragas em todos os seus estgios. Este Manual foi elaborado visando auxiliar os profissionais envolvidos com a cultura algodoeira a identificarem os agentes causadores de prejuzos antes que eles ataquem. Todos os registros fotogrficos so flagrantes encontrados no campo e procuram refletir, com clareza, as realidades encontradas pelos amostradores tcnicos de campo no seu cotidiano de trabalho.

Grfico de ocorrncia das pragas do algodoeiroLagarta-rosada Percevejos-migrantes Mosca-branca Percevejos rajado/manchador caro-branco caros rajado/vermelho Spodoptera spp. Lagarta-das-mas Bicudo Falsa-medideira/Mede-palmo Curuquer Pulgo-de-algodoeiro

Mosca-branca

Spodoptera spp.

Curuquer

Tripes Cigarrinha L.-rosca Elasmo Percevejo-castanho0 07 15 30

DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO45 65 80 (dias aps emergncia da cultura)

100

135

170

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Percevejo-castanhoScaptocoris castanea (Petry, 1830) (Hemiptera: Cycenidae)DESCRIO Ninfa Colorao branca (Fig. 001). Adulto Colorao castanha, medindo aproximadamente 8 mm de comprimento (Fig. 002). Biologia So insetos de hbitos subterrneos, reproduo sexuada, passando pelas fases de ovos, ninfas e adultos, geralmente encontrados entre 20 cm e 40 cm de profundidade no solo. Nos perodos de estiagem aprofundam-se no solo em busca de umidade. Nas pocas chuvosas os percevejos retornam superfcie. A emergncia do percevejo est relacionada disperso dos adultos por meio das revoadas (Fig. 003). O percevejo-castanho uma praga polfaga e pode ser encontrado nas razes de diferentes espcies de plantas silvestres, invasoras e cultivadas. Durante as operaes de preparo do solo, pode-se reconhecer a presena da praga pelo odor que a esta exala. Danos As plantas atacadas apresentam um crescimento retardado, tornando-se amarelo-avermelhadas. Nas razes atacadas podem surgir manchas escuras (Fig. 004, 005 e 006). Os maiores prejuzos so observados no perodo de estabelecimento da cultura, pela reduo do estande, em conseqncia da morte de plantas. A suco continuada de seiva debilita as plantas afetando a produo (Fig. 007).

Percevejo-castanho (Fig. 001)6 7

Percevejo-castanho (Fig. 002)8

Percevejo-castanho (Fig. 003)9

Percevejo-castanho (Fig. 004)10

Percevejo-castanho (Fig. 005)11

Percevejo-castanho (Fig. 006)12

Percevejo-castanho (Fig. 007)13

Broca-da-raizEutinobothrus brasiliensis (Hambleton, 1937) (Coleoptera: Curculionidae)DESCRIO Adulto O besouro mede cerca de 3,5 mm a 5,0 mm de comprimento e apresenta colorao escura (Fig. 001). Larva Cor branca e podas, podendo chegar a 7 mm de comprimento (Fig. 002). Pupa Cor branca, permanecendo em uma cavidade oval (Fig. 003). Biologia Os ovos so depositados em fendas na casca, na regio do colo das plantas (Fig. 004). No perodo de entressafra a broca-da-raiz se reproduz em socas de algodo ou em outras plantas hospedeiras, a seguir migra para as lavouras de algodo recm-emergidas, iniciando o ataque pelas bordaduras. Podem ocorrer at 4 geraes durante a safra. Danos Os prejuzos so maiores quando o ataque da praga ocorre at os 25 dias de idade das plantas, em razo da forte reduo no estande das lavouras. O ataque em plantas novas provoca a morte e nas mais desenvolvidas afeta a produo. A parte basal do caule da planta atacada apresenta um engrossamento no colo decorrente das galerias feitas pelas larvas (Fig. 005 e 006). As plantas fortemente atacadas caracterizam-se por apresentar primeiramente folhas bronzeadas e murcharem nas horas mais quentes do dia, posteriormente secam e at morrem (Fig. 007 e 008).

Broca-da-raiz (Fig. 001)14 15

Broca-da-raiz (Fig. 002)16

Broca-da-raiz (Fig. 003)17

Broca-da-raiz (Fig. 004)18

Broca-da-raiz (Fig. 005)19

Broca-da-raiz (Fig. 006)20

Broca-da-raiz (Fig. 007)21

Broca-da-hasteConotrachelus denieri (Hustach, 1939) (Coleoptera: Curculionidae)DESCRIO Adulto Besouro mede entre 3 mm e 5 mm de comprimento e apresenta uma colorao ocre (Fig. 001). Ovos Brancos e inseridos na casca da parte superior do caule e nas mas (Fig. 002). Larva Cor branca, cremosa, poda e medindo entre 5 mm e 7 mm (Fig. 003). Biologia As larvas penetram o interior do caule, percorrendo-o no sentido descendente. As duas ou trs primeiras geraes geralmente ocorrem no caule e as demais no interior das mas. No vero o ciclo de vida da espcie dura cerca de 30 dias. O adulto proveniente de outros hospedeiros ou soqueiras de algodo migra para as lavouras recm-emergidas, iniciando o ataque pelas bordaduras. Danos A praga ocasiona prejuzos produo por meio da reduo inicial do estande e da destruio de mas. As plantas atacadas e sobreviventes mostram-se com interndios curtos e ramificadas (Fig. 004, 005 e 006).

Broca-da-raiz (Fig. 008)22 23

Broca-da-haste (Fig. 001)24

Broca-da-haste (Fig. 002)25

Broca-da-haste (Fig. 003)26

Broca-da-