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  • MINISTRIO DA FAZENDA SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL

    MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PBLICO

    PARTE VI PERGUNTAS E RESPOSTAS

    Aplicado Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios

    Vlido para o exerccio de 2011

    Portaria STN n 664, de 30 de novembro de 2010

    3a edio

    Braslia 2010

  • 2

    Parte VI

    06.00.00 Perguntas e Respostas

    MINISTRO DA FAZENDA MINISTRO DA FAZENDA

    Guido Mantega SECRETRIO-EXECUTIVO Nelson Machado SECRETRIO DO TESOURO NACIONAL Arno Hugo Augustin Filho SECRETRIO-ADJUNTO DO TESOURO NACIONAL Andr Luiz Barreto de Paiva Filho SUBSECRETRIOS Lscio Fbio de Brasil Camargo Marcus Pereira Auclio Paulo Fontoura Valle Eduardo Coutinho Guerra Clber Ubiratan de Oliveira COORDENADOR-GERAL DE NORMAS DE CONTABILIDADE APLICADAS FEDERAO Paulo Henrique Feij da Silva GERENTE DE NORMAS E PROCEDIMENTOS CONTBEIS Heriberto Henrique Vilela do Nascimento EQUIPE TCNICA

    Aldemir Nunes da Cunha Antonio Firmino da Silva Neto Bento Rodrigo Pereira Monteiro Bruno Ramos Mangualde Flvia Ferreira de Moura Henrique Ferreira Souza Carneiro Renato Janyluce Rezende Gama Informaes STN: Fone: (61) 3412-3011 Fax: (61) 3412-1459 Correio Eletrnico: cconf.df.stn@fazenda.gov.br Pgina Eletrnica: www.tesouro.fazenda.gov.br

    mailto:cconf.df.stn@fazenda.gov.brhttp://www.tesouro.fazenda.gov.br/

  • 3

    ndice

    06.00.00 PARTE 6 PERGUNTAS E RESPOSTAS........................................2

  • 4

    1 Como distinguir a descentralizao de crditos oramentrios das despesas

    intra-oramentrias?

    As despesas intra-oramentrias ocorrem quando rgo, fundos, autarquias, fundaes,

    empresas estatais dependentes e outras entidades integrantes do oramento fiscal e da

    seguridade social efetuam aquisies de materiais, bens e servios, realizam pagamento

    de impostos, taxas e contribuies, alm de outras operaes, quando o recebedor dos

    recursos tambm for rgo, fundo, autarquia, fundao, empresa estatal dependente ou

    outra entidade constante desse oramento, no mbito da mesma esfera de governo.

    Ocorre despesa intra-oramentria, por exemplo, quando o Ministrio da Sade rgo

    integrante do Oramento Fiscal e da Seguridade Social da Unio, apropria uma

    obrigao com a Imprensa Oficial, que tambm pertence ao Oramento Fiscal e da

    Seguridade Social da Unio.

    Observa-se que no momento da apropriao da obrigao ocorre uma despesa intra-

    oramentria no Ministrio da Sade e no momento do recebimento, pela Imprensa

    Oficial, ocorre uma receita intra-oramentria. Portanto, ocorrendo uma despesa intra-

    oramentria, obrigatoriamente ocorrer uma receita intra-oramentria em rgo

    integrante do Oramento Fiscal e Seguridade Social, mas em virtude da despesa ser

    reconhecida no momento da apropriao e a receita no momento da arrecadao, os

    registros no ocorrero no mesmo momento.

    As despesas intra-oramentrias no se aplicam s descentralizaes de crditos para

    execuo de aes de responsabilidade do rgo, fundo ou entidade descentralizadora,

    efetuadas no mbito do respectivo Ente da Federao, assim como no implicam no

    restabelecimento das extintas transferncias intragovernamentais.

    As descentralizaes de crditos oramentrios ocorrem quando for efetuada

    movimentao de parte do oramento, mantidas as classificaes institucional,

    funcional, programtica e econmica, para que outras unidades administrativas possam

    executar a despesa oramentria.

    Quando a descentralizao envolver unidades gestoras de um mesmo rgo tem-se a

    descentralizao interna, tambm chamada de proviso. Se, porventura, a

    movimentao de crdito ocorrer entre unidades gestoras de rgos ou entidades de

    estrutura diferente, ter-se- uma descentralizao externa, tambm denominada de

    destaque.

    Na descentralizao, as dotaes sero empregadas obrigatria e integralmente na

    consecuo do objetivo previsto pelo programa de trabalho pertinente, respeitada

    fielmente a classificao funcional e por programas. Portanto, a nica diferena que a

    execuo da despesa oramentria ser realizada por outro rgo ou entidade.

    Na Unio a descentralizao externa de crdito entre rgos e entidades da

    administrao pblica federal, direta e indireta, para executar programa de governo,

    envolvendo projeto, atividade, aquisio de bens ou evento est disciplinada pelo

    Decreto n 6.170, de 25 de julho de 2007, e pela Portaria Interministerial

    MPOG/MF/CGU n 127, de 29 de maio de 2008, e deve ocorrer por meio de Termo de

    http://www.intra.tesouro/gerlegis/portarias/2008/Portaria127_08CONVENIO.htmhttp://www.intra.tesouro/gerlegis/portarias/2008/Portaria127_08CONVENIO.htm

  • 5

    Cooperao, mediante portaria ministerial, sem a necessidade de exigncia de

    contrapartida.

    Assim, supondo que na Unio exista um programa sob a responsabilidade do Ministrio

    do Meio-Ambiente e este no disponha de nenhuma unidade em um determinado

    municpio para executar o programa, mas que o Ministrio da Educao tenha uma

    Escola Agrotcnica nesta localidade, o Ministrio do Meio-Ambiente poder

    descentralizar o crdito oramentrio para que o Ministrio da Educao execute este

    programa por ele.

    Os lanamentos contbeis sero:

    Descentralizao Interna de Crditos Oramentrios (Transferidor Ministrio do

    Meio Ambiente)

    Cdigo da Conta Ttulo da Conta

    D 6.2.2.1.1.xx.xx Crdito disponvel

    C 6.2.2.2.1.xx.xx Descentralizao interna de crditos proviso

    Descentralizao Interna de Crditos Oramentrios (Recebedor Ministrio da

    Educao)

    Cdigo da Conta Ttulo da Conta

    D 5.2.2.2.1.xx.xx Descentralizao interna de crditos proviso

    C 6.2.2.1.1.xx.xx Crdito disponvel

    Em relao aos recursos recebidos pelas Cmaras Municipais para execuo financeira,

    ressalta-se que no se tratam de descentralizao oramentria, pois a Lei Oramentria

    Anual consigna dotaes prprias para as mesmas, ocorrendo, portanto, apenas repasses

    financeiros. O registro contbil desses repasses dever ser efetuado da seguinte maneira:

    Na Prefeitura

    Cdigo da Conta Ttulo da Conta

    D 3.5.1.x.x.xx.xx Transferncias intragovernamentais (concedida)

    C 1.1.1.1.x.xx.xx Caixa e equivalentes de caixa em moeda nacional

    Na Cmara

    Cdigo da Conta Ttulo da Conta

    D 1.1.1.1.x.xx.xx Caixa e equivalentes de caixa em moeda nacional

    C 4.5.1.x.x.xx.xx Transferncias intragovernamentais (recebida)

  • 6

    2 Em uma licitao para execuo de servios de reparo de instalaes

    hidrosanitrias com fornecimento de peas, a proposta vencedora apresentou uma

    planilha com preos para peas e materiais (R$ 2.000,00) e mo-de-obra (R$

    1.000,00). Como proceder classificao contbil nesse caso? S em material, em

    razo de sua predominncia ou registrar a despesa em razo da planilha

    apresentada?

    Sempre que for possvel, a administrao pblica deve registrar a despesa no elemento

    de despesa adequado, para possibilitar a identificao correta do objeto do gasto. No

    caso em questo, existem dois objetos de gastos distintos: a entidade dever registrar

    uma parte da despesa em material de consumo ((R$ 2.000,00) e outra parte como

    servio (R$ 1.000,00)).

    3 No caso de contrato continuado de servio de manuteno de aparelhos com o

    fornecimento de peas incluso no mesmo contrato, sem distino dos objetos de

    gasto, o empenho deve ser feito no elemento de despesa 3.3.90.39, pelo valor total

    ou devem ser feitos dois empenhos, um na natureza de despesa 3.3.90.39 e outro na

    3.3.90.30, para atender eventuais despesas com o fornecimento de peas?

    Conforme definio constante deste manual, o elemento de despesa tem por finalidade

    identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens fixas, juros, dirias,

    material de consumo, servios de terceiros prestados sob qualquer forma e outros de que

    a administrao pblica se serve para a consecuo de seus fins.

    Portanto, para emisso do empenho deve-se identificar o objeto do gasto que, no caso,

    a prestao de servios com base no contrato de manuteno de aparelhos, j que no

    possvel no contrato fazer a distino entre os objetos de gasto. Assim, torna-se

    desnecessria a emisso de dois empenhos, sendo emitido apenas um na ND 3.3.90.39,

    pois o fornecimento de peas est incluso e no altera o valor do contrato.

    4 Em que modalidade de aplicao dever ser classificada as transferncias

    financeiras efetuadas pelo estado a consrcios pblicos municipais, sabendo-se que

    o estado no faz parte do rol dos entes consorciados?

    A modalidade de aplicao 71 Transferncias a Consrcios Pblicos, utilizada em

    funo da participao do ente no respectivo consrcio, j a modalidade 72 - Execuo

    Oramentria Delegada a Consrcios Pblicos, decorre de delegao ou

    descentralizao a consrcios pblicos para execuo de aes de responsabilidade

    exclusiva do delegante.

    Ademais, a transferncia financeira realizada por ente no-consorciado a um consrcio

    pblico - que uma entidade multigovernamental, integrada por dois ou mais entes da

    federao - enquadra-se na situao descrita pela modalidade de aplicao 70

    Transferncias a Instituies Multigovernamentais, conforme definio constante neste

    manual.

  • 7

    5 Como proceder para identificar se a Despesa de MATERIAL DE CONSUMO

    OU SERVIOS DE TERCEIROS, deve ser classificada em Despesas

    CORRENTES ou de CAPITAL? Ex: 3.3.90.30.16 e 4.4.90.30.16 (material de

    expediente).

    A estrutura da natur

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