manual de biosseguranÇa medicina veterinÁria

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  • MANUAL DE BIOSSEGURANA

    MEDICINA VETERINRIA

  • CENTRO UNIVERSITRIO CESMAC

    Dr. Joo Rodrigues Sampaio Filho

    REITOR

    Prof. Dr. Douglas Apratto Tenrio

    VICE-REITOR

    Profa. Esp. Daniela Pereira do Nascimento

    SECRETRIA ACADMICA

    Profa. Ma. Alice Cristina Oliveira Azevedo

    COORDENADORA DO CURSO DE MEDICINA VETERINRIA

    COMISSO DE BIOSSEGURANA DO CENTRO UNIVERSITRIO CESMAC

    Prof. Me. Jos Andreey Almeida Teles

    PRESIDENTE

  • 2

    AUTORES:

    Profa. Ma. Beatriz Jatob Pimentel (Curso de Enfermagem Palmeira dos ndios)

    Profa. Dra. Carmen Silvia Tavares de Santana (Curso de Farmcia)

    Profa. Ma. Daniela Cristina de Souza Arajo (Curso de Nutrio)

    Profa. Ma. Edriane Teixeira da Silva (Curso de Farmcia)

    Profa. Ma. IzabelleQuintiliano Montenegro Bomfim (Curso de Fisioterapia)

    Prof. Esp. Jair Fa (Curso de Biomedicina)

    Prof. Me. Jos Andreey Almeida Teles (Curso de Medicina Veterinria)

    Profa. Esp. Maria Clia Albuquerque Torres (Curso de Enfermagem)

    Profa. Ma. Maria da Glria Freitas (Curso de Enfermagem)

    Profa. Dra. Sonia Maria Soares Ferreira (Curso de Odontologia)

    REVISO TCNICA:

    Profa. Ma. Daniela Cristina de Souza Arajo (Curso de Nutrio)

    Profa.Ma. IzabelleQuintiliano Montenegro Bomfim (Curso de Fisioterapia)

    Prof. Me. Jos Andreey Almeida Teles (Curso de Medicina Veterinria)

    Prof. Me. Marclio Otvio Brando Peixoto (Curso de Odontologia)

    Profa.Ma. Maria da Glria Freitas (Curso de Enfermagem)

    Profa. Me. Yskara Veruska Ribeiro Barros (Curso de Biomedicina)

    MACEI/AL 2015

  • 3

    APRESENTAO

    Biossegurana um conjunto de procedimentos, aes, tcnicas,

    metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos

    inerentes as atividades de pesquisa, produo, ensino, desenvolvimento tecnolgico

    e prestao de servios, que podem comprometer a sade do homem, dos animais,

    do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

    A responsabilidade do Mdico Veterinrio no diferente da responsabilidade

    de qualquer outro profissional de sade. A implantao de medidas de

    biossegurana na medicina veterinria visa realizar um diagnstico dos possveis

    riscos encontrados nos diferentes ambientes, apresentado as formas de reconhec-

    los e evit-los.

    Um programa de biossegurana torna-se eficiente, na prtica diria, quando

    est embasado em documentos cientficos, normativos e legislaes pertinentes,

    visando interdisciplinaridade, aes educativas e aplicao de conhecimentos que

    possam influenciar nos hbitos, comportamentos e sentimentos, no desenvolvimento

    das atividades.

    imprescindvel a todos que fazem parte do Curso de Medicina Veterinria,

    docentes, discentes, funcionrios e equipes tcnicas da Clnica e da Fazenda

    Escola, o conhecimento e a compreenso deste manual para que se possa seguir

    suas recomendaes e contribuir com a implantao e implementao de boas

    prticas de biossegurana.

    Prof. Ma. Alice Cristina Oliveira Azevedo

    Coordenadora do Curso de Medicina Veterinria

  • 4

    SUMRIO

    Introduo

    05

    Captulo 01 Funes da Comisso de Biossegurana

    07

    Captulo 02 Higienizao das mos

    09

    Captulo 03 Equipamento de segurana

    14

    Captulo 04 Imunizao

    24

    Captulo 05 Acidente com material biolgico

    27

    Captulo 06 Gerenciamento dos resduos slidos da FCBS

    34

    Captulo 07 Normas de Biossegurana em Medicina Veterinria

    40

    7.1 Ambiente Clnico Veterinrio 40

    7.2 Cuidados com o instrumental e equipamentos 43

    7.3 Classificaes dos artigos, segundo Spaulding 47

    7.4 Indicadores de esterilizao 51

    Captulo 08 Desinfeco

    52

    Captulo 09 Armazenamento

    53

    Captulo 10 Normas de preveno nas clnicas e laboratrios do curso de medicina

    veterinria

    54

    Referncias 57

  • FUNDAO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA FEJAL CENTRO UNIVERSITRIO CESMAC CAMPUS I PROFESSOR EDUARDO ALMEIDA

    6

    INTRODUO

    Os profissionais de sade, ao longo de sua histria tm enfrentado vrios

    desafios. Desde os primeiros relatos da Sndrome da Imunodeficincia adquirida,

    expondo a fragilidade e possibilidade de transmisso de doenas em nvel

    ocupacional, tm sido obrigados a repensar suas prticas de controle de contaminao

    cruzada. A partir de ento, os diversos tipos de hepatites virais e outras doenas

    passveis de transmisso no ambiente de trabalho passaram a merecer destaque e

    esta preocupao tem se traduzido em medidas de reduo de riscos. Isso trouxe a

    necessidade de se discutir e adotar mecanismos de proteo, tanto para os

    profissionais envolvidos no atendimento em sade, quanto para os usurios.

    As principais estratgias para a reduo das infeces adquiridas no ambiente

    de trabalho so a preveno da exposio a materiais biolgicos potencialmente

    infecciosos, bem como a proteo atravs da imunizao. A combinao de

    procedimentos padro, mudanas na prtica de trabalho, uso dos diversos recursos

    tecnolgicos e educao continuada so as melhores alternativas para reduzir

    exposies ocupacionais. Normas e procedimentos que facilitem pronta comunicao,

    avaliao, aconselhamento, tratamento e acompanhamento dos acidentes de trabalho

    com material biolgico deve estar disponvel para os profissionais de sade. Essas

    normas devem estar de acordo com as exigncias federais, estaduais e municipais.

    Diante do exposto, faz-se necessria uma rotina clara e objetiva, seguida por

    todos os profissionais envolvidos no atendimento em sade buscando manter a cadeia

    assptica, no intuito de minimizar a contaminao cruzada e os riscos de acidente.

  • FUNDAO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA FEJAL CENTRO UNIVERSITRIO CESMAC CAMPUS I PROFESSOR EDUARDO ALMEIDA

    7

    CAPTULO 01

    FUNES DA COMISSO DE BIOSSEGURANA (CBIOSS)

    A CBIOSS do Centro Universitrio Cesmac composta por professores dos

    cursos que compem o Ncleo da Sade. Esta comisso deve trabalhar para atingir

    o objetivo principal que preservar a segurana de toda comunidade pertencente

    instituio, principalmente na prestao de servios sociedade.

    FUNES

    Trabalhar em parceria com a Comisso Interna de Preveno de Acidentes (CIPA) e o Servio Especializado em Engenharia de Segurana e Medicina do Trabalho (SESMT) buscando condies seguras de trabalho para toda a equipe;

    Normatizar os cuidados de Biossegurana nas clnicas e laboratrios;

    Elaborar, implantar e avaliar periodicamente o Plano de Gerenciamento de Resduos de Servios de Sade (PGRSS);

    Elaborar e implantar um protocolo de reduo de acidentes com material qumico e biolgico;

    Elaborar um programa de controle de infeces visando proteger pacientes e a equipe de sade (professores, estudantes e funcionrios) do risco de transmisso de doenas infecciosas nas clnicas dos cursos da rea da sade do Centro Universitrio Cesmac;

    Implantar um protocolo de assistncia ao discente acidentado;

    Supervisionar os Laboratrios, Clnicas e a Central de Material Esterilizado, pertencentes ao Centro Universitrio Cesmac;

    Capacitar discentes, docentes e funcionrios, no tocante s atividades desenvolvidas pela CBIOSS;

  • FUNDAO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA FEJAL CENTRO UNIVERSITRIO CESMAC CAMPUS I PROFESSOR EDUARDO ALMEIDA

    8

    Sensibilizar e acompanhar os discentes no tocante a preveno de doenas atravs de vacinao;

    Implementar a coleta seletiva de lixo na instituio. O Programa de Controle de Infeces visa:

    Difundir entre todos os membros da

    equipe de sade o conceito de

    precaues padro, que assume que

    qualquer contato com fluidos corpreos

    infeccioso e requer que todo profissional

    sujeito ao contato direto com eles se

    proteja;

    Revisar anualmente os manuais de biossegurana;

    Reduzir o nmero de micro-organismos patognicos encontrados no ambiente

    de trabalho e, consequentemente, contaminao cruzada;

    Sensibilizar a equipe de sade quanto importncia de, consistentemente,

    aplicar as tcnicas adequadas de controle de infeco;

    Estabelecer estratgias de promoo sade dos pacientes e da equipe de

    sade;

    Promover a vacinao para alunos e colaboradores dos cursos do Ncleo da

    Sade;

    Atender s exigncias dos regulamentos governamentais locais, estaduais e

    federais.

  • FUNDAO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA FEJAL CENTRO UNIVERSITRIO CESMAC CAMPUS I PROFESSOR EDUARDO ALMEIDA

    9

    CAPTULO 02

    HIGIENIZAO DAS MOS

    Lavar as mos frequentemente , isoladamente, a ao mais importante para a

    preveno do risco de transmisso de micro-organismos para clientes, pacientes e

    profissionais de sade.

    O mtodo adequado para lavagem das mos depende do tipo de procedimento

    a ser realizado.

    As mos devem ser lavadas:

    - Antes e aps atividades que eventualmente possam contamin-las;

    - Ao incio e trmino do turno de trabalho entre o atendimento a cada paciente;

    - Antes de calar luvas e aps a remoo das mesmas;

    - Quando as mos forem contaminadas (manipulao de material biolgico

    e/ou qumico) em cas

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