manual da nova nr 5

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  • 1. MANUAL CIPANORMA REGULAMENTADORA n 05

2. INSTRUO NORMATIVA N.06 DE 22 DE SETEMBRO DE 2004.Dispe sobre a instituio de Comisso Interna de Preveno de Acidentes, no mbito da administraopblica estadual.O COORDENADOR DO PROGRAMA SADE NO SERVIO PBLICO, no uso das prerrogativasconferidas no Decreto n. 5.757, de 21 de maio de 2003, e considerando o disposto nos arts. 95, XV, e100, 9, da Constituio do Estado de Gois, RESOLVE expedir a seguinteINSTRUO NORMATIVA:Art. 1 Os rgos e entidades da administrao pblica estadual direta, autrquica e fundacional, nombito do Poder Executivo, devem constituir, por unidade administrativa, Comisso Interna dePreveno de Acidentes (CIPA), bem como mant-la em regular funcionamento.Art. 2 A CIPA tem por objetivo a preveno de acidentes e doenas decorrentes do trabalho, de modoa tornar permanentemente compatvel o trabalho com a preservao da vida e a promoo da sade doservidor.Art. 3 As atribuies, a composio e o funcionamento das CIPAs obedecero, no que couber, sinstrues expedidas pelo Ministrio do Trabalho e Emprego (MTE), que esto contidas na NormaRegulamentadora n. 5 (NR 5), aprovada pela Portaria n. 3.214, de 8 de junho de 1978.Art. 4 Para os efeitos de aplicao da NR 5, nesta Instruo, equipara-se a:I empresa, o rgo ou entidade pblica estadual de exerccio do servidor;II estabelecimento, as unidades da administrao pblica estadual direta, das autarquias e dasfundaes pblicas;III empregado, os servidores pblicos estaduais;IV empregador, a administrao pblica estadual direta, autrquica e fundacional.Art. 5 Cabe ao chefe da repartio designar os representantes do empregador, titulares ou suplentes,bem como proporcionar aos membros da CIPA os meios necessrios ao bom desempenho de suasatribuies, garantindo tempo suficiente para a realizao das tarefas constantes do plano de trabalho.Art. 6 Para os efeitos de estabilidade provisria, no se aplica o item 5.8 da NR 5 do MTE ao servidortitular de cargo em comisso declarado em lei de livre nomeao e exonerao ou de cargo efetivo emperodo de estgio probatrio.Art. 7 A participao em CIPAs considerada servio pblico relevante.Art. 8 Esta Instruo entra em vigor na data de sua publicao.GABINETE DA COORDENAO DO PROGRAMA SADE NO SERVIO PBLICO, emGoinia, 22 de setembro de 2004.________________________________________________________________________________________________2 3. IntroduoA NR 5, regulamentou o estabelecido no artigo 163 da CLT, estabelecendo novas regras para ofuncionamento das Comisses Internas de Preveno de Acidentes de Trabalho - CIPA.Esta Norma fruto de negociao tripartite, conforme estabelece os procedimentos da Portaria/MTbn. 393, de 09 de abril de 1996.A NR 5 somente considerou importante o processo de negociao, como fez dele um de seus pilares.O que se pretende que sejam estabelecidas comisses proativas, que tenham na negociao cotidianasua melhor estratgia. Alm da negociao na prpria comisso, foi estabelecida a possibilidade dosatores sociais, sindicatos representativos de trabalhadores e de empregadores, adequarem seusprincpios s caractersticas diferenciadas dos diversos setores econmicos, conforme ficou patente naPortaria/SSST n. 09, de 23 de fevereiro de 1999.Podemos verificar: uma melhor estruturao do processo eleitoral, inclusive, com a constituio deComisso Eleitoral; um rol de atribuies compatveis com uma CIPA eficiente; um curso que objetivea compreenso dos determinantes dos acidentes e das doenas do trabalho. Definiu-se, ainda, asrelaes das CIPA das empresas contratantes com as das contratadas, das CIPA de estabelecimentos deuma mesma empresa em um mesmo municpio e das CIPA dos shoppings ou de conglomerados deempresas. As novas conformaes empresariais exigiam essas alteraes.Ressaltamos, ainda, a reduo de burocracias, tanto para as empresas quanto para o Ministrio doTrabalho e Emprego. O que almejamos que a sociedade, atravs das representaes de trabalhadorese empregadores e as prprias CIPA, possam, efetivamente, desenvolver aes necessrias prevenode acidentes e doenas decorrentes do trabalho.________________________________________________________________________________________________ 3 4. Comentrios sobre os itens NR- 05DO OBJETIVO5.1 A Comisso Interna de Preveno de Acidentes CIPA - tem como objetivo a preveno deacidentes e doenas decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatvel permanentemente otrabalho com a preservao da vida e a promoo da sade do trabalhador.A CIPA dever abordar as relaes entre o homem e o trabalho, objetivando a constante melhoria dascondies de trabalho para preveno de acidentes e doenas decorrentes do trabalho.DA CONSTITUIO5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mant-la em regular funcionamento, asempresas privadas, pblicas, sociedades de economia mista, rgos da administrao direta eindireta, instituies beneficentes, associaes recreativas, cooperativas, bem como outrasinstituies que admitam trabalhadores como empregados.A CIPA obrigatria para as empresas que possuam empregados com vnculo de emprego. Aampliao das questes relativas CIPA para as categorias de trabalhadores que no esto enquadradosnas formataes dos vnculos de emprego - em especial servidores pblicos - no foi possvel face falta de regulamentao constitucional, que defina a quem cabe regulamentar as questes de seguranapara essa categoria de trabalhadores.Havendo rgo pblico, ou empresa pblica, onde hajam trabalhadores efetivamente com vnculos deemprego regidos pela CLT e outros com vnculos estabelecidos conforme o estatuto do servidorpblico, a CIPA deve ser constituda levando-se em considerao o nmero de empregadosefetivamente vinculados ao regime celetista. E, sendo assim, somente esses devem ser candidatos esomente esses devem votar. Entretanto, cabe ressaltar que na ao da CIPA para a melhoria dascondies de trabalho no pode haver, sob pena de infrao Constituio Federal, determinao demedidas discriminatrias, como por exemplo a solicitao de distribuio de determinado equipamentosomente para os celetistas.Caso exista interesse do rgo ou empresa pblica em englobar todos os trabalhadores, empregados efuncionrios pblicos, em sua CIPA, no h nada que o impea. Nessa situao, podero ser candidatostambm os trabalhadores servidores pblicos, mas deve ser garantido o nmero de vagas estabelecidaspara os empregados celetistas, naquele estabelecimento pblico. O dimensionamento da CIPA, no caso,dever considerar todos os trabalhadores naquele estabelecimento, celetistas e estatutrios. No deve________________________________________________________________________________________________4 5. englobar, entretanto, os prestadores de servios que estejam em atividades no estabelecimento e quesejam contratados por outra empresa.Devem constituir CIPA os empregadores, ou seus equiparados, que possuam empregados conforme asdeterminaes do Artigo 3 - da CLT - em nmero acima do mnimo estabelecido no Quadro I,dimensionamento, para sua categoria especfica. As empresas que possuam empregados em nmeroinferior devem indicar um designado conforme estabelece o item 5.6.4. importante verificar que a NR 5 fala algumas vezes de trabalhadores e algumas de empregados.Quando a norma diz empregados, refere-se queles com vnculo de emprego com a empresadeterminada, quando refere-se a trabalhadores engloba todos os que trabalham no estabelecimento dedeterminada empresa, ainda que sejam contratados por outras.Deve ser considerado empregado, para fins de constituio da CIPA, a pessoa fsica que preste serviode natureza no eventual a empregador, sob dependncia deste e mediante salrio.O Fiscal do Trabalho verificar o nmero real de trabalhadores com vnculo de emprego, portanto importante que a empresa faa adequadamente sua avaliao.O estabelecimento deve ser definido conforme o estabelecido na alnea d do item 1.6 da NR 1 daPortaria 3214/78: estabelecimento cada uma das unidades da empresa, funcionando em lugaresdiferentes, tais como: fbrica, refinaria, usina, escritrio, loja oficina, depsito, laboratrio.Ressalvados os setores com NR ou regra especfica estabelecida em portaria. Havendo dvidas nessadefinio, a empresa poder consultar o rgo regional do MTE.No caso de empresas prestadoras de servio ou empreiteiras deve ser considerado comoestabelecimento o local onde efetivamente os trabalhos so desenvolvidos, ou seja, os estabelecimentosestaro dentro de outras empresas ou em locais pblicos.5.3 As disposies contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos e sentidades que lhes tomem servios, observadas as disposies estabelecidas em NormasRegulamentadoras de setores econmicos especficos.Trabalhadores avulsos so aqueles geralmente ligados ao carregamento de mercadorias, a maioria emportos. Nesse caso considera-se como empresa o sindicato ou o rgo gestor de mo de obra. A CIPApara as atividades porturias deve observar o que estabelece a NR 29.5.4 A empresa que possuir em um mesmo municpio dois ou mais estabelecimentos, devergarantir a integrao das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizaras polticas de segurana e sade no trabalhoNo caso de uma empresa com estabelecimentos com atividades econmicas diferenciadas cadaestabelecimento deve ser abordado segundo sua classificao de atividade econmica.________________________________________________________________________________________________ 5 6. Quem estabelece os mecanismos de integrao entre CIPA e designados de empresas, que possuemvrios estabelecimentos em um mesmo municpio, a empresa, conforme estabelece o texto. Nadaimpede que a definio dos mecanismos seja objeto de negociao na CIPA ou atravs de acordo ouConveno Coletiva. necessrio, entretanto, que os mecanismos de integrao estejam formalmenteestabelecidos para caso de verificao do cumprimento do item pelos Fiscais do Trabalho.A empresa que possuir em um mesmo municpio dois ou mais estabelecimentos no precisanecessariamente realizar reunies peridicas dos membros das CIPA, no entanto deve ser definida aforma de comunica