manuais escolares: 40 anos de profunda transformação

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    A coleo ideal para trabalhar a Educao Literria

    2016 arranca com aesde formao

    Prmio Conto Infantil Ilustrado est de volta

    Porto Editora volta a percorrer o pas com inmeras aes de formao ministradas pelas suas equipas de autores. pg. 4

    So cerca de 70 as obras de referncia indicadas nas Metas Curriculares que a Porto Editora inclui na coleo Educao Literria. A oferta vai desde o 1. ao 12. ano e j esto previstos novos ttulos para os prximos meses. pg. 5

    Stima edio do concurso promove as competncias de escrita e desenho dos mais novos. pg. 6

    Manuais escolares: 40 anos de profunda transformao

    Do preto e branco utilizao da cor at ao aparecimento do digital, o livro escolar foi evoluindo e adaptando-se s necessi-dades de professores e alunos. O ORE publicou um estudo que revisita as ltimas quatro dcadas e apresenta as mudanas verificadas nestes importantes recursos didtico-pedaggicos.

    Pub

    JANEIRO 16

    Acompanhe o percurso do seu educando

    Receba conselhos de especialistas

    Esclarea as suas dvidas na altura certawww.portoeditora.pt/paisealunos

  • Em plena era do conhecimento, os alunos portugueses tm acesso a manuais escolares que so, na verdade, projetos que se ramificam em diversos recursos impressos e digitais, o que os coloca em p de igualdade, neste aspeto, com os alunos dos pases mais avanados da Europa. Uma realidade muito diferente de tempos anteriores, sobretudo de h 40 anos, quando Portugal dava os primeiros passos em democracia e o livro escolar se libertava do controlo censrio at ento vigente e que impunha o livro nico.

    O caminho percorrido nas ltimas quatro dcadas est bem retratado no estudo A evoluo do manual escolar entre 1975 e 2014, da responsabilidade de Adalberto Dias de Carvalho e Nuno Fadigas, investi-gadores do Observatrio dos Recursos Educativos (ORE).

    Para Adalberto Dias de Carvalho, a realizao deste estudo era fundamental para se analisar a evoluo do livro escolar, especialmente num perodo marcado pela

    democratizao da escola e a secunda-rizao do ensino seletivo, considerando tambm as prprias mudanas que se verificaram na sociedade ao longo do tempo. Afinal, segundo o coordenador do ORE, o livro escolar um instrumento de trabalho importantssimo para profes-sores e alunos.

    Os manuais escolares foram sempre acom-panhando a evoluo tecnolgica

    Como amostra, o ORE considerou os manuais escolares do 8. ano de escolari-dade para as disciplinas de Histria, Cincias Naturais e Portugus, tendo solicitado o acesso ao arquivo do Grupo Porto Editora que, pela sua longa e repre-sentativa experincia na rea da edio escolar, assegurava partida as condies essenciais para a realizao da investi-gao.

    Ao longo deste estudo so analisados aspetos quer de carcter tcnico quer pedaggico, desde o tipo de capa usada, o nmero de pginas e a organizao grfica at ao nmero de componentes do manual, o nmero e tipo de atividades e de testes, entre outros, identificando-se as principais etapas evolutivas do manual.

    Das concluses deste estudo, desta-cam-se as seguintes:

    a) Os manuais escolares foram sempre acompanhando a evoluo tecnolgica, no s no que se refere ao domnio das artes grficas, mas tambm das tecnologias da informao e da comuni-cao, designadamente atravs da progressiva incorporao destas novas linguagens nos projetos finais do VHS ao CD e DVD-ROM, at s mais recentes plataformas da Internet.

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    tema de capa | evoluo dos manuais

    Do preto e branco utilizao da cor at ao aparecimento do digital, o livro escolar foi evoluindo e adaptando-se s necessidades de professores e alunos. O ORE publicou um estudo que revisita as ltimas quatro dcadas e apresenta as mudanas verificadas nestes importantes recursos didtico-pedaggicos.

    Manuais escolares: 40 anos de profunda transformao

  • b) A transposio didtica uma realidade consolidada nos atuais manuais escolares que, progressivamente, foram abandonando a mera exposio com residual recurso exercitao e desco-berta, bem como o predomnio de uma linguagem vincadamente acadmica.

    c) O projeto (escolar) de hoje, ao contrrio do simples manual (escolar), constitui um recurso em condies de acompanhar sistematicamente a prtica letiva. A disponibilizao, por exemplo, de um teste de avaliao pedaggica faz retroagir a sua utilizao para um momento anterior exposio do programa; por seu turno, a oferta de testes globais, situados alm da avaliao sumativa com testes locais, permite a sua aproximao ao que habitualmente se afirma ser um exame. A estas extenses acresce ainda um intuito de coordenao: as planificaes globais e de aula, hoje universalmente disponibiliza-das com o manual, funcionam como esquemas organizadores e integradores dos vrios elementos que constituem o respetivo projeto.

    d) Ao longo dos anos os materiais desen-volvidos pelas editoras especificamente para os professores foram aumentando significativamente em termos de quanti-dade e de qualidade. Hoje em dia, os professores dispem de imensos materi-ais com garantia de qualidade, o que lhes permite poupar muito tempo na pesquisa, desenvolvimento ou organizao de materiais de apoio s suas aulas, propor-cionando-lhes a possibilidade de usar o tempo economizado numa maior dedicao gesto da aprendizagem dos seus alunos.

    e) A consulta direta efetuada junto dos editores, paralela anlise de manuais escolares, permite perceber que, curiosamente, os custos de produo dos materiais digitais so significativamente superiores aos dos livros impressos de que derivam.Consequentemente, a evoluo verificada nos projetos escolares considerando todos os materiais impressos e digitais resulta de um esforo elevado ao nvel de investigao e de produo de contedos, mas parece claro que, no perodo em anlise, este investimento resultou na

    possibilidade de diversificar e atualizar o processo de ensino-aprendizagem, tornando-o aparentemente mais motiva-dor e consentneo com o que a evoluo dos tempos parece determinar o que ser de se avaliar com maior pormenor em estudos futuros.

    f) O manual escolar no pode assim ser considerado, hoje, face a tudo o que neste estudo foi analisado, simplesmente como um livro ou um livro como outro qualquer. Sendo naturalmente um livro, tambm muito mais do que isso: o centro de um feixe de conexes com outros disposi-tivos (contedos multimdia, livros, locais para visitas de estudo, etc.) por ele pedagogicamente sugeridos e regulados, os quais completam, entre outros desgni-os, o da disponibilizao didaticamente organizada de um conjunto de contedos programticos.

    O resumo e a verso integral do estudo A evoluo do manual escolar entre 1975 e 2014 esto disponveis no site do ORE, respetivamente aqui e aqui.

    Ao longo dos anos os materiais desenvolvidos pelas editoras especifi-camente para os profes-sores foram aumentan-do significativamente em termos de quanti-dade e de qualidade. Hoje em dia, os profes-sores dispem de imensos materiais com garantia de qualidade, o que lhes permite poupar muito tempo na pesquisa, desenvolvi-mento ou organizao de materiais de apoio s suas aulas.

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    tema de capa | evoluo dos manuais

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    Sobre o Observatrio dos Recursos Educativos

    O Observatrio dos Recursos Educa-tivos (ORE) uma entidade que tem como objetivos assegurar a recolha, compilao, tratamento, produo e divulgao de informao, bem como promover estudos relativos aos recursos educativos utilizados em Portugal e no estrangeiro.

    O ORE apoia-se em trabalho de investi-gao desenvolvido pelo Doutor Adalberto Dias de Carvalho, professor catedrtico da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e pelo Dr. Nuno Fadigas, docente do Instituto Superior de Cincias Empresariais e do Turismo (ISCET).

    observatrio.org.pt

  • Pub

    A Porto Editora iniciou, no princpio de janeiro, um priplo pelo pas, convidando os professores a participarem em vrias aes de formao, organizadas pelas suas equipas de autores, em torno de temas atuais como os novos Programas e Metas Curriculares.

    Com um calendrio que ocupa os sbados de manh e alguns finais de tarde semana, e que se estende at meados de maro, esta oferta formativa abrange, no 2. ciclo, as disciplinas de Portugus, Matemtica, Histria e Geografia de Portugal, Cincias Naturais e Educao Musical; no secundrio, Portugus, Matemtica A e Fsica e Qumica A; e, no 1. ciclo, as reas de Portugus, Matemtica e Ingls.

    Procurando abordar temas atuais, que verdadeiramente interessem aos docentes, e fornecendo materiais de apoio teis no dia a dia, a Porto Editora pretende materializar, desta forma, uma das suas principais misses: apoiar os professores num trabalho de constante ateno e proximidade.

    A Porto Editora pretende materializar, desta forma, uma das suas principais misses: apoiar os professores num trabalho de constante ateno e proximidade.

    Esta misso est, alis, bem presente na campanha escolar deste ano, legendada pela assinatura Juntos, abrimos horizon-tes. Para alm das aes de formao, a Porto Editora voltou a assumir o compro-misso de envio de materiais de apoio por newsletter, ao longo de todo o ano letivo, e renovou a sua presena nas escolas, atravs da rede de consultores pedaggi-cos.

    Para os prximos meses esto j pensadas inmeras propostas que vo desde o 1. ciclo ao ensino secundrio e que passam, entre outras, por

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    artigo | aes de formao

    Porto Editora volta a percorrer o pas com inmeras aes de formao ministradas pelas suas equipas de autores.

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    2016 arranca com aes de formao

    Juntos, abrimos horizontes.

    uma renovao na comunicao e pela atualizao dos seus materiais de apoio.

    Consulte no Espao Professor as datas e locais onde estas aes vo decorrer e no perca as novidades que a Porto Editora vai apresentar nos prximos meses.

  • A coleo ideal para

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