MANGUEZAIS SOB UMA PERSPECTIVA SOCIAL E ECONÔ ?· iii manguezais sob uma perspectiva social e econÔmica:…

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<ul><li><p> MANGUEZAIS SOB UMA PERSPECTIVA SOCIAL E ECONMICA: </p><p>PERCEPO AMBIENTAL E VALORAO DO MANGUEZAL DO </p><p>ESTURIO DO RIO PARABA DO SUL, RIO DE JANEIRO </p><p>LAYRA DA SILVA PASSARELI </p><p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY </p><p>RIBEIRO - UENF </p><p>CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ </p><p>JUNHO-2013 </p></li><li><p>ii </p><p>MANGUEZAIS SOB UMA PERSPECTIVA SOCIAL E ECONMICA: </p><p>PERCEPO AMBIENTAL E VALORAO DO MANGUEZAL DO </p><p>ESTURIO DO RIO PARABA DO SUL, RIO DE JANEIRO </p><p>LAYRA DA SILVA PASSARELI </p><p>Dissertao apresentada ao Centro de </p><p>Biocincias e Biotecnologia da Universidade </p><p>Estadual do Norte Fluminense, como parte das </p><p>exigncias para a obteno do ttulo de Mestre </p><p>em Ecologia e Recursos Naturais. </p><p>Orientador: Prof. Carlos Eduardo de Rezende </p><p>Co-Orientador: Prof. James Randal Kahn </p><p>CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ </p><p>JUNHO - 2013 </p></li><li><p>iii </p><p>MANGUEZAIS SOB UMA PERSPECTIVA SOCIAL E ECONMICA: </p><p>PERCEPO AMBIENTAL E VALORAO DO MANGUEZAL DO </p><p>ESTURIO DO RIO PARABA DO SUL, RIO DE JANEIRO </p><p>LAYRA DA SILVA PASSARELI </p><p>Dissertao apresentada ao Centro de </p><p>Biocincias e Biotecnologia da Universidade </p><p>Estadual do Norte Fluminense, como parte das </p><p>exigncias para a obteno do ttulo de Mestre </p><p>em Ecologia e Recursos Naturais. </p><p>Aprovada em 26 de Junho de 2013. </p><p>Comisso Examinadora: </p><p>Prof. Dr. Alexandre Rivas UFAM </p><p>Prof. Dr. William F. Vasquez Mazariegos - Fairfield University </p><p>Prof. Dr. Marcos Pedlowski UENF </p><p>Prof. Dr. James Randal Kahn - Washington and Lee University (co-orientador) </p><p>Prof. Dr. Carlos Eduardo de Rezende UENF (orientador) </p></li><li><p>iv </p><p>Dedico este trabalho minha av, Jovana Passareli da Silva, por sua simplicidade e por nunca desistir. </p></li><li><p>v </p><p>AGRADECIMENTOS </p><p>Acima de tudo, agradeo a Deus, por sua fidelidade e misericrdia e por me conceder a graa de sonhar e realizar meus sonhos. </p><p>Agradeo ao meu orientador, professor e amigo Carlos Eduardo de Rezende, pelo exemplo de profissional, por todas as idias e direcionamentos, apoio e oportunidades concedidos ao longo de todo o meu caminho, desde a graduao. </p><p>Meu muito obrigado ao professor James Kahn por ter tornado possvel a realizao deste trabalho, pela parceria e contribuio, que resultou na execuo desta pesquisa multidisciplinar. </p><p>Pelo apoio financeiro, agradeo ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - CNPq (Proc. 304.615/2010-2), ao Instituto Nacional de Cincia e Tecnologia - TMCOcean sobre a Transferncia de Material na Interface Continente-Oceano (Proc. 573.601/2008-9), a Fundao de Amparo a Pesquisa Carlos Chagas Filho (E-26/102.945/2011) e a CAPES pela concesso da bolsa de mestrado. </p><p>Ao Laboratrio de Cincias Ambientais e a Ps Graduao em Ecologia e Recursos Naturais, professores, tcnicos, secretrias e alunos, por todos os recursos fornecidos que contriburam para a realizao deste estudo. </p><p>Ao Comit de Acompanhamento, professores Ana Paula Di Beneditto e Marcos Pedlowski, pela colaborao com comentrios e idias sempre pertinentes. </p><p>Ao Dr. William Vasquez, que esteve disposio para sanar dvidas e contribuir com preciosos comentrios. </p><p> Dra. Camilah Zappes pela reviso desta dissertao. Agradeo em especial aos tcnicos e amigos, Diogo Quitete e Brulio </p><p>Cherene, por toda a pacincia, amizade e apoio durante os longos meses de aplicao das entrevistas e incontveis idas a campo. Agradeo tambm ao MSc. Thiago Rangel pela confeco dos mapas e por todo suporte concedido. </p><p>A todas as pessoas que interromperam suas atividades para me escutar por alguns minutos. Agradeo pela ateno e prontido em participar desta pesquisa, obrigada! No tenho palavras para expressar minha gratido aos meus familiares. Meus pais, Jorge e Jane, e minha irm, Deise, minha base forte, que apesar de todas as dificuldades, estiveram sempre presentes durante minha caminhada. Obrigada pelo amor de vocs, que me alcana onde quer que eu esteja e me motiva, pelo simples fato de saber que tenho essa torcida e que vocs se realizam nas minhas conquistas. Obrigada Felipe Campanati, pelo carinho, compreenso, por ter escutado minhas incansveis queixas e por ter participado do meu sonho. Aos amigos que Deus colocou no meu caminho para me abenoar com os melhores momentos. Clara e Annaliza, obrigada pela companhia nas risadas, nas reclamaes e nos momentos de desespero. Independente do humor, eu amo vocs! </p><p>s amigas Juliana e Fernanda, que mesmo com todo distanciamento, por vezes se fizeram presentes. s eternas companheiras de repblica, Beatriz, Tatiana e Cristiane e em especial colega de quarto, Palloma. A vocs meu agradecimento por toda compreenso e pela boa convivncia, pela pacincia e amizade. </p><p>Agradeo as minhas amigas de sempre, Anna Clara, Anna Luiza, Adriana, Hayane e Palloma. Obrigada pela amizade, pelo respeito e pelo companheirismo, apesar da distncia. Quem tem vocs nunca est s. A gente no faz amigos, reconhece-os (Vincius de Moraes). </p></li><li><p>vi </p><p>SUMRIO </p><p> SUMRIO.................................................................................................................. vi LISTA DE FIGURAS ................................................................................................ vii LISTA DE TABELAS ................................................................................................viii LISTA DE QUADROS ............................................................................................... ix LISTA DE APNDICES.............................................................................................. x RESUMO.................................................................................................................. xii ABSTRACT ..............................................................................................................xiii 1. INTRODUO GERAL ..........................................................................................1 2. OBJETIVOS ...........................................................................................................3 3. REA DE ESTUDO................................................................................................4 </p><p>3.1. So Joo da Barra...........................................................................................5 3.2. So Francisco de Itabapoana..........................................................................6 </p><p>4. CAPTULO I: PERCEPO AMBIENTAL..............................................................7 4.1. Introduo........................................................................................................7 </p><p>4.1.1. Os manguezais e o bem-estar humano ....................................................7 4.1.2. O entendimento e a percepo ambiental como instrumento de pesquisa8 </p><p>4.2. Objetivo..........................................................................................................10 4.3. Metodologia ...................................................................................................10 4.4. Resultados.....................................................................................................11 </p><p>4.4.1. Descrio socioeconmica da amostra...................................................11 4.4.2. Entendimento e percepo ambiental da populao sobre a importncia e qualidade ambiental do ecossistema de manguezal.........................................16 </p><p>4.5. Discusso ......................................................................................................21 4.6. Consideraes finais......................................................................................26 4.7. Referncias (Captulo I) .................................................................................27 </p><p>5. CAPTULO II: VALORAO ECONMICA AMBIENTAL....................................29 5.1. Introduo......................................................................................................29 </p><p>5.1.1. O ambiente e a economia .......................................................................29 5.1.2. O pensamento econmico-ambiental......................................................30 5.1.3. A valorao e o conceito de valor ...........................................................33 5.1.4. Valorao econmica: mtodos e tcnicas .............................................35 5.1.5. Tcnicas de Preferncia Declarada: Valorao contingente e Modelagem de escolhas .......................................................................................................37 </p><p>5.2. Objetivo..........................................................................................................40 5.3. Metodologia ...................................................................................................40 </p><p>5.3.1. Experimento de Escolha .........................................................................40 5.3.2. Clculos ..................................................................................................44 </p><p>5.4. Resultados.....................................................................................................46 5.5. Discusso ......................................................................................................53 5.6. Consideraes finais......................................................................................63 5.7. Referncias (Captulo II) ................................................................................64 </p><p>6. CONCLUSO GERAL..........................................................................................67 7. REFERNCIAS....................................................................................................69 8. APNDICES.........................................................................................................71 </p></li><li><p>vii </p><p>LISTA DE FIGURAS </p><p>Figura 1. Esturio do rio Paraba do Sul e os municpios de So Joo da Barra e So Francisco de Itabapoana. O manguezal que ocorre na poro mais externa deste esturio est destacado em cinza escuro. ..................................................................4 Figura 2. Renda mensal dos respondentes residentes em cada localidade..............12 Figura 3. Distribuio dos respondentes residentes em So Joo da Barra em classes etrias, por nvel de escolaridade e tempo de residncia no municpio. ......13 Figura 4. Distribuio dos respondentes residentes em Atafona (municpio de So Joo da Barra) em classes etrias, por nvel de escolaridade e tempo de residncia na localidade. ............................................................................................................14 Figura 5. Distribuio dos respondentes residentes em So Franciso de Itabapoana em classes etrias, por nvel de escolaridade e tempo de residncia no municpio. 15 Figura 6. Distribuio dos respondentes residentes em Garga (municpio de So Francisco de Itabapoana) em classes etrias, por nvel de escolaridade e por tempo de residncia na localidade.......................................................................................15 Figura 7. Distribuio dos respondentes residentes fora dos municpios onde foram aplicadas as entrevistas em classes etrias, por nvel de escolaridade e por tempo de residncia no municpio de origem.......................................................................16 Figura 8. O valor econmico total de um recurso ambiental e seus componentes. Extrado de: Maia (2002). ..........................................................................................34 Figura 9. Cenrios da qualidade do manguezal do RPS. Topo: situao atual; coluna esquerda: restaurao do manguezal (10, 20, 40 anos); coluna direita: agravamento da situao atual (10, 20 e 40 anos). ........................................................................41 </p></li><li><p>viii </p><p>LISTA DE TABELAS </p><p> Tabela 1. Nmero de entrevistados pelo local de residncia. A categoria outro local inclui os entrevistados que residiam fora dos municpios onde as entrevistas foram realizadas. .................................................................................................................11 Tabela 2. Conhecimento e percepo ambiental da populao sobre os ecossistemas de manguezais (n=318). .....................................................................17 Tabela 3. O manguezal do esturio do rio Paraba do Sul e os tipos de uso empregados neste ecossistema. Freqncia relativa (%) de respostas em cada localidade e total (n=318; SJB= So Joo da Barra; SFI= So Francisco de Itabapoana). ..............................................................................................................18 Tabela 4. Entendimento e percepo ambiental dos entrevistados sobre os problemas ambientais encontrados no manguezal do esturio do rio Paraba do Sul. Freqncia relativa (%) de respostas em cada localidade e total (n=318; SJB= So Joo da Barra; SFI= So Francisco de Itabapoana). ................................................19 Tabela 5. Entendimento e percepo ambiental dos entrevistados sobre possveis medidas de recuperao e responsabilidades pela conservao do manguezal do esturio do rio Paraba do Sul. Freqncia de respostas (%) em cada localidade e total (n=318; SJB= So Joo da Barra; SFI= So Francisco de Itabapoana). ..........21 Tabela 6. Estimativas do modelo logit multinomial para a restaurao do manguezal do rio Paraba do Sul. (Nmero de Observaes: 1.858; Pseudo R2: 0,04800). ......47 Tabela 7. Estimativas do modelo logit multinomial para a restaurao do manguezal do rio Paraba do Sul. (Nmero de Observaes: 1.858; Pseudo R2: 0,04800). ......48 Tabela 8. Estimativas do modelo logit multinomial para a restaurao do manguezal do rio Paraba do Sul. (Nmero de Observaes: 1.858; Pseudo R2: 0,04800). ......49 Tabela 9. Valor da parte das variveis, calculado com base nos coeficientes apresentados na tabela 7, em reais/ms. .................................................................49 Tabela 10. Valor da parte das variveis, calculado com base nos coeficientes apresentados na tabela 8, em reais/ms. .................................................................50 Tabela 11. Clculo do pagamento corrigido para vinte anos, com base no valor da parte apresentado na tabela 9, em reais...................................................................51 Tabela 12. Clculo do pagamento corrigido para vinte anos, com base no valor da parte apresentado na tabela 10, em reais.................................................................52 Tabela 13. Clculo dos valores que seriam arrecadados para cada nvel de restaurao do manguezal. VPL para r=1%. Valores calculados com base na Tabela 11. .............................................................................................................................52 Tabela 14. Clculo dos valores que seriam arrecadados para cada nvel de restaurao do manguezal. VPL para r=1%. Valores calculados com base na Tabela 12. .............................................................................................................................53 Tabela 15. Clculo dos valores que seriam arrecadados para cada nvel de restaurao do manguezal. VPL para r=2%. Valores calculados com base na Tabela 11. .............................................................................................................................53 Tabela 16. Clculo dos valores que seriam arrecadados para cada nvel de restaurao do manguezal. VPL para r=2%. Valores calculados com base na Tabela 12. .............................................................................................................................53 Tabela 17. Valores econmicos de ecossistemas de manguezal obtidos por diferentes metodologias e com objetivos distintos. Os valores esto apresentados em dlar, mas as unidades variam............................................................................59 </p></li><li><p>ix </p><p>LISTA DE QUADROS </p><p>Quadro 1. Definio dos nveis de restaurao do manguezal. ................................42 Quadro 2. Atributos e nveis dos atributos dos jogos de escolha. .............................43 </p></li><li><p>x </p><p>LISTA DE APNDICES </p><p>APNDICE A. Modelo de questionrio aplicado. Ao todo, foram utilizados seis modelos de questionrio, diferentes entre si apenas pelos jogos de escolha do experimento...............................................................................................................71 APNDICE B. Jogos de escolha presentes no segundo modelo de questionrio. ...80 APNDICE C. Jogos de escolha presentes no terceiro modelo de questionrio. .....83 APNDICE D. Jogos de escolha presentes no quarto modelo de questionrio........86 APNDICE E. Jogos de escolha presentes no quinto modelo de questionrio. .......89 APNDICE F. Jogos de escolha presentes no sexto modelo de questionrio..........92 </p></li><li><p>xi </p><p>No sabendo que era impossvel, foi l e fez. (Jean Cocteau) </p></li><li><p>xii </p><p>RESUMO </p><p>A despeito de sua importncia ecolgica, social e econmica, o manguezal do rio Paraba do Sul tem sofrido reduo de sua cobertura e da qualidade de suas reas remanescentes, devido a impactos gerados por atividades antrpicas. Essa situao de mudana do ecossistema de manguezal pode alterar o fluxo de bens e servios fornecidos a populao local, estando o homem no centro desta problemtica. Neste sentido, o presente estudo investiga o entendimento e a percepo ambiental da populao sobre o ecossistema de manguezal, sua importncia e os problemas ambientais que o ameaam, bem como busca estimar a disposio a pagar (DAP) destes indivduos, com valores monetrios e/ou horas de trabalho voluntrio pela restaurao do manguezal em questo. Os dados foram coletados atravs da aplicao de questionrios estruturados e realizao de um Experimento de Escolha, tcnica de valorao econmica empregada. Ao todo 318 entrevistas foram conduzidas nos municpios no entorno do manguezal, So Joo da Barra e So Francisco de Itabapoana, entre Junho e Novembro de 2012. Os resultados demonstram que a populao conhece as funes sociais e ecolgicas do manguezal, reconhecendo sua importncia e percebe que problemas ambientais ameaam o bom funcionamento desse ecossistema. Alm disso, a populao apresenta preferncia pela restaurao do manguezal, tal que maiores nveis de qualidade promovem maior utilidade desses indivduos, comparativamente a nveis menores, com DAP variando entre R$ 1,85 e 9,41 mensais. Os resultados demonstram que a realizao de trabalho voluntrio e pagamento pela restaurao contribuem negativamente para a utilidade dos entrevistados. Ambas as atividades consistem em contribuies (custos) para os respondentes, de modo que foi encontrado um trade-off entre tais contribuies: a realizao de trabalho voluntrio adicionalmente ao pagamento resulta em DAP negativa (R$ - 5,39 a R$ - 5,17). A populao prefere uma restaurao completa no tempo de 11 a 20 anos para o manguezal, em comparao aos piores cenrios, de modo que o valor das contribuies por tal nvel de restaurao varia de R$ 85,65 a R$ 111,80 anuais, por pessoa, que corresponde a uma faixa de 56 a 74 milhes de reais (ao final de 20 anos), ou ainda 15 a 20 mil reais ao ano, por hectare de manguezal recuperado; tais valores encontram-se dentro da faixa descrita na literatura para o ecossistema de manguezal. Assim, este estudo contribuiu com informaes sobre os benefcios da restaurao do manguezal do rio Paraba do Sul, que comparados a uma anlise dos custos de implantao de programas de restaurao, podem orientar as partes interessadas sobre a viabilidade de se restaurar o ecossistema estudado. Alm disso, os valores encontrados podem servir como referncia para o estabelecimento de penalidades, como multas e compensaes financeiras, a se

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