manejo de bovino e de pastagem

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trabalho sobre manejo de bovinos e de pastagem

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  • Pimenta Bueno/RO 2015

    GOVERNO DO ESTADO DE RONDNIA

    SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO

    INSTITUTO ESTADUAL DE EDUCAO RURAL ABAITAR

    Confcio Aires Moura

    Eliane Cristina Farias

    Lucilene Gonalves

    Curso tcnico em Agroecologia

    2 ano A

    Manejo de Animais II

  • Pimenta Bueno/RO 2015

    Manejo de Bovino e de Pastagem

    Estudantes: Tiago Ribeiro Lagassi

  • Pimenta Bueno/RO 2015

    1.0 Desmame As desmamas dos bezerros de cortes geralmente acontecem entre seus 6 a 8 meses de vida, porem ele feito de forma incorreta pode trazer menor desempenho no perodo seguinte da recria e reduo da imunidade, tornando o bezerro mais susceptvel doenas. Por isso devemos manejar de forma correta o desmame; A primeira forma de desmama a separao, separa o bezerro da vaca, deixa o bezerro no local onde ele est acostumado a ficar, de forma que ele no escute sua me, sendo alimentado corretamente e tendo gua limpa em abundncia. A segunda forma a desmama com visualizao, pesquisas feitas pela Universidade da Califrnia-Davis mostram que os bezerros desmamados desta forma ganharam 30% de peso a mais que os animais desmamados tradicionalmente. Consiste em deixar o bezerro e a vaca juntos, separados apenas por uma cerca bem forte e apertada para que o bezerro no se junte com a vaca, o bezerro permanece visualizando sua me (/vice-versa), diminuindo o estresse de ambos. Fornecendo gua, rao e capim em abundncia. A terceira forma a separao em dois estgios, no primeiro se coloca no nariz do bezerro uma tabuleta, mas mantendo o bezerro junto a vaca com se no estivesse sendo desmamado, o bezerro no mama, apresenta o mesmo comportamento do que est sem a tabuleta. Depois de 4 a 7 dias feita a separao do bezerro com a vaca. Esta forma considerada a mais eficiente (que demonstrou melhores resultados) em comparao com as anteriores. Porm exige mo de obra para colocar e retirar as tabuletas e o custo para compra-las, se tornando difcil para grandes quantidades de animais. Observaes a serem tomadas durante a desmama: Evitar prticas como aplicao de vermfugos e vacinas e castrao durante a desmama. O ideal que tais prticas sejam feitas 4 semanas antes; Bezerros devem ser checados com frequncia e, os doentes, removidos imediatamente do piquete para uma rea de isolamento, ajudando a prevenir a disseminao de doenas, e devidamente tratados. Nos primeiros dias aps a separao, deve-se evitar distrbios aos recm desmamados. Transporte e comercializao devem ser evitados. Se viagens forem necessrias, devem ser o menos estressante possvel. Os piquetes devem ser protegidos contra ventos e providos de sombra, reduzindo-se os estresses climticos adicionais. O tratamento preventivo de doenas deve ser feito por meio de vacinaes, como tambm o controle de ecto e endoparasitos, seguindo um rgido manejo sanitrio.

    2.0 Reproduo Reproduo a multiplicao da espcie pelo acasalamento ou pela inseminao boa eficincia reprodutiva permite maior vida til dos animais e mais nascimentos de bezerros. As vacas leiteiras devem ser cobertas ou inseminadas, no primeiro cio, a partir de 45 dias aps a pario. Observa-se a vida til produtiva de uma fmea como se fosse uma grande reta, na qual so mostrados os eventos que ocorrem durante a vida do animal, representados por vrios momentos. O primeiro o nascimento, depois a desmama, a puberdade, o primeiro e os sucessivos parto, at o descarte ou sada do rebanho. Seguindo a linha da vida do animal, o primeiro momento o que acontece antes do primeiro parto e o primeiro evento importante o desmame da cria, pois bezerros bem desmamados mostram a capacidade da me em cri-los. Devem ser pesados e sadios. As diferenas esperadas na prognie, para peso

  • Pimenta Bueno/RO 2015

    desmama, quanto mais altas, mostram que a fmea boa criadeira. um dos parmetros mais importantes da pecuria, pois reflete a habilidade materna. Em gado de corte a desmama no deve ultrapassar os 8 meses de idade. No momento que vai desde o nascimento at o primeiro parto, a principal ocorrncia a puberdade, fase em que o sistema reprodutor se encontra em formao, culminando com o surgimento do primeiro cio. Aps puberdade, vem a primeira monta ou inseminao, seguindo-se a primeira fecundao, culminando com a primeira gestao da fmea. um conjunto de acontecimentos novos e vitais na vida do animal que devem ser observados, levando-se em conta, principalmente, a nutrio e a sanidade. Um bom manejo nessa fase prepara a fmea para uma vida reprodutiva normal e aspectos de manejo importantes devem ser observados, destacando-se o peso e idade primeira cobrio. Novilhas com baixo peso e sem desenvolvimento de ossatura, compatvel com a idade, no devem ser cobertas. A faixa de peso ideal para a primeira cobrio em bovinos de corte de 300 350 kg. Esse peso deve ocorrer, em condies de boa alimentao, por volta dos 18 meses de idade da fmea. Aps essa fase, vem o pr- parto, ou seja, os dois meses que antecedem o parto, devendo-se tomar algumas decises importantes de manejo, como: pr as fmeas em piquetes separados, com bom pasto, sombra, gua vontade e tranquilidade que requer toda fmea gestante. Observar, ainda, que os animais devem apresentar bom estado de carne antes do parto, a fim de parirem sem problemas e terem boa performance reprodutiva no ps-parto. O fecho desse primeiro momento para as fmeas primparas, ou seja, que esto parindo pela primeira vez, a idade primeira cria, a qual depende de tudo o que aconteceu nas fases de aleitamento, desmama e puberdade. Tem alta correlao com a vida til produtiva da fmea, significando que fmeas que apresentam o primeiro parto mais cedo, podem ser mais frteis e produzir mais durante a vida til reprodutiva. Significa precocidade reprodutiva e as novilhas devem ser manejadas com muita ateno, de modo a parirem pela primeira vez at os 27-28 meses. O segundo momento ocorre ao primeiro parto, todavia, todos os cuidados devem se estender aos outros partos. a fase em que a fmea deve ter assistncia, ostensiva, se for o caso, quando necessitar de ajuda, durante ou aps o parto, principalmente na assepsia da rea genital da me e nos cuidados que se deve ter com a cria. Um problema de parto pode inutilizar a fmea para reproduo, do mesmo modo que um corte de umbigo mal feito ou uma secreo que entope as vias respiratrias de um recm-nascido podem causar graves consequncias, com prejuzos para o criador. Nas reas de vrzea, isso muito complicado, em virtude das condies naturais em que os animais vivem: alagados, pntanos, lamaais, grandes distncias, seca forte, enchentes, etc. importante que a fmea tenha todas as condies no ps-parto, principalmente nutricionais. Isso, logo adiante, ir compensar a presena do bezerro, bem como a lactao, pois so fatores que podem interferir no cio e na prxima cobrio, ocasionando um perodo de servio e um intervalo de partos mais dilatados. O terceiro momento o perodo que antecede a prxima fecundao, o perodo de servio - PS, ou seja, o perodo que vai do parto prxima fecundao, dividindo-se em perodo puerperal, quando ocorre a involuo uterina, isto , a recomposio do sistema genital, principalmente o tero e o restabelecimento da atividade ovariana. As fmeas que apresentam infeco, retardam a involuo uterina e aumentam um perodo de anestro (ausncia de cio), dilatando o perodo de servio. O servio propriamente dito, o perodo no qual o touro est cobrindo a fmea, isto , est em servio. No caso de ser usada inseminao artificial (IA) o controle desse perodo muito mais seguro e o manejo reprodutivo fica mais simples. Na inseminao artificial no se usa fmea com infeco, enquanto que na monta natural o touro pode disseminar uma doena para as outras fmeas

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    do rebanho. Um problema ocorrido durante o parto, associado ou no a uma deficincia nutricional, pode alterar totalmente essa fase da criao. A sua importncia fundamental para a lucratividade da fazenda, pois quanto maior for o PS, maior ser, tambm, o intervalo de partos - IDP, e quanto maior for o IDP, menor ser a produtividade do rebanho, acarretando srios prejuzos. O quarto momento , tambm, um dos mais importantes para a produo animal, pois envolve o IDP - Intervalo de Partos, que depende de outros artifcios de manejo, seja nutricional, reprodutivo e/ou sanitrio. O raciocnio sobre o IDP bastante simples: toda fmea deve parir todos os anos, ou seja, dar uma cria a cada ano. O IDP o termmetro fisiolgico para todo o manejo reprodutivo, pois um problema ocorrido nessa fase da criao refletir na relao custo-benefcio do negcio pecuria. O quinto momento o PSE, ou seja, quando as fmeas iniciam preparao, visando o prximo parto e devem ser secas, ou seja, apartar os bezerros que ainda estiverem mamando. Aps isso vem o reincio de tudo, ou seja, os cuidados com as fmeas gestantes e assim por diante (voltar para o primeiro momento). Os cuidados com as fmeas gestantes, obrigatoriamente passam pela confirmao da gestao, aos 60 dias aps a monta ou a inseminao artificial, para que sejam providenciadas as devidas aes preventivas sanitrias, nutricionais e de controle reprodutivo com o final da gestao e incio do parto. O manejo sanitrio deve ser seguido e o controle de ecto e endoparasitas, principalmente, com as crias, deve ser bastante rigoroso.

    3. 0 Alimentao 3.1 arraoamento Dentre as ferramentas imprescindveis nos confinamentos de bovinos de corte, destaca-se o manejo de cocho. Esta tcnica de manejo alimentar, por meio do planejamento e do controle do fornecimento da dieta, objetiva reduzir variaes no consumo de rao por bovinos confinados (VASCONCELOS, 2005). No entanto, se utilizada erroneamente resulta na ineficincia alimentar destes animais (VASCONCELOS, 2011). Os principais mtodos de arraoamento adotados nos confinamentos so os seguintes: sistema com sobras, onde se permite sobras no cocho; e sistema de cocho limpo, on

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