Manejo das principais doenas do milho

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  • Manejo das Principais Doenas do Milho

    Sete Lagoas, MGDezembro, 2007

    92

    ISSN 1679-1150

    Autores

    Nicsio F. J. A. Pinto

    Eng.-Agr, D. S., Embrapa

    Milho e Sorgo. Caixa Postal

    151 CEP 35701-970 Sete

    Lagoas, MG

    e-mail:

    nicesio@cnpms.embrapa.br

    Elizabeth de Oliveira

    Eng- Agr., D. S., Embrapa

    Milho e Sorgo. Caixa Postal

    151 CEP 35701-970 Sete

    Lagoas, MG

    beth@cnpms.embrapa.br

    Fernando T. Fernandes

    Eng.-Agr., M.Sc.

    Introduo

    A cultura do milho, no Brasil, tem sido atacada por vrias doenas, que causam perdas

    na produo (Balmer, 1980; Pinto et al., 1997; Fernandes & Oliveira, 1997; Reis et al.,

    2004; Oliveira et al., 2004; Oliveira & Oliveira, 2004; Oliveira et al., 2005). A incidncia e

    a severidade dessas doenas tm sido atribudas, principalmente, realizao de

    plantios de milho na palhada, sem a rotao de culturas e, nas regies de clima quente,

    ao plantio do milho em vrios meses do ano, proporcionando sobreposies de ciclos

    da cultura. Contudo, existem vrias alternativas para o manejo e o controle das doenas

    na cultura do milho.

    A incidncia e a severidade dessas doenas dependem de fatores predisponentes da

    planta, da presena de inculo, da raa ou da agressividade do patgeno e de

    condies favorveis do ambiente, proporcionadas pelo clima, pelo solo, pelo sistema

    de cultivo ou pelo manejo da cultura. Sob condies favorveis, diferentes doenas

    podem ocorrer em alta severidade.

    Para o controle dessas doenas, podem ser adotadas medidas de manejo da cultura;

    alm do uso de cultivares resistentes e medidas de controle qumico.

    Para considerar a efetividade de medidas para o manejo das doenas do milho, e

    principalmente, para a realizao da rotao de culturas, essas doenas podem ser

    agrupadas em: doenas causadas por patgenos que sobrevivem nos restos de cultura

    ou no solo e doenas causadas por patgenos que sobrevivem apenas nas plantas

    vivas.

    Recomendaes para o Manejo de Doenas do Milho

    Os seguintes aspectos devem ser considerados no planejamento para evitar danos por

    doenas na cultura do milho:

    1) Anlise do histrico das doenas na regio

    Para adotar medidas de controle de doenas, necessrio, primeiro, conhecer as

    doenas que ocorrem comumente e que causam danos na produo de milho na regio

    em que se pretende instalar a lavoura. Essas doenas representam risco de ocorrer em

    alta severidade e, por isso, preciso adotar medidas especficas para minimizar

    possveis danos causados por elas. Essas medidas incluem desde a escolha das

    cultivares at a adoo de prticas como poca de plantio e a realizao de rotao de

    cultura, entre outras.

    2) Realizao de diagnsticos precisos

    A identificao correta das doenas que ocorrem no milho, seja na regio ou na lavoura

    instalada, essencial para buscar informaes sobre medidas especficas de controle

    para cada doena em questo.

  • 2 Manejo das Principais Doenas do Milho

    3) Conhecimento das condies que

    favorecem a severidade das doenas

    As doenas do milho so favorecidas, de forma

    diferenciada, pelas condies climticas,

    principalmente pela umidade e a temperatura, pela ao

    do vento, pela presena de inculo nos restos da

    cultura anterior ou pela presena de inculo em plantas

    de milho vivas, dentre outros. O conhecimento das

    condies que favorecem cada doena importante

    para escolher medidas de controle que possam reduzir

    sua severidade.

    4) Adoo de medidas preventivas

    Em geral, as medidas recomendadas para o controle

    das doenas do milho so preventivas. Deve-se utilizar

    cultivares resistentes e diversificar, plantando

    simultaneamente mais de uma cultivar na mesma rea.

    Deve-se rotacionar essas cultivares em cada plantio,

    realizar a rotao de culturas e conduzir a cultura de

    acordo com recomendaes tcnicas.

    5) Controle qumico

    Algumas doenas foliares podem ser controladas pela

    aplicao de fungicidas registrados no MAPA para esse

    fim. Contudo, a eficincia desse controle diretamente

    dependente da eficincia de aplicao do produto, que

    pode ser parcialmente limitada pela arquitetura da

    planta e pelo mtodo de aplicao.

    importante considerar o perodo de carncia do

    fungicida, quando se trata de milho para consumo in

    natura.

    6) Eficincia de medidas de controle para as

    principais doenas do milho

    Na Tabela 1, so relacionadas as medidas de controle

    para as principais doenas do milho, considerando-se o

    nvel de eficincia para cada doena.

    A efetividade dessas medidas foi definida considerando-

    se: doenas causadas por patgenos que sobrevivem

    nos restos de cultura ou no solo e doenas causadas

    por patgenos que sobrevivem apenas nas plantas

    vivas.

    Manejo da Cultura

    As prticas adotadas para o cultivo do milho, como

    realizao ou no de rotao de culturas, plantio em

    determinadas pocas do ano, irrigao e observao ou

    no de recomendaes para a densidade de plantio e a

    fertilizao, associadas qualidade das sementes

    utilizadas, podem contribuir tanto para reduzir como

    para aumentar a severidade de doenas. O manejo

    correto dessa cultura, com base em recomendaes

    tcnicas, imprescindvel para reduzir os riscos de

    prejuzos por doenas, mesmo quando so utilizadas

    cultivares de milho resistentes.

    Rotao de Culturas

    A rotao de culturas uma tcnica essencial para o

    controle das doenas do milho que so causadas por

    agentes que sobrevivem nos restos de cultura ou no

    solo (Reis et al., 2004). A realizao do plantio do milho

    sobre a palhada, sem a rotao de culturas, permite a

    sobrevivncia de agentes causais de doenas e, em

    funo do tempo, o acmulo de seu inculo, o que pode

    contribuir para a incidncia de doenas em alta

    severidade. A rotao de culturas reduz a incidncia e a

    severidade das doenas foliares: mancha por

    Cercospora, mancha por turcicum, mancha por

    Stenocarpella, mancha por Bipolaris, mancha por

    Phaeosphaeria. Reduz tambm a incidncia e a

    severidade das doenas da espiga e das podrides do

    colmo do milho. Porm, as estruturas de propagao

    dos patgenos que sobrevivem nos restos de cultura,

    somente so eliminadas totalmente aps a completa

    mineralizao da palhada. Assim, o tempo necessrio

    de rotao com outras culturas depende diretamente do

    tempo necessrio para a mineralizao dos restos

    culturais do milho. A efetividade do controle

    proporcionado pela rotao de culturas depende

    tambm das caractersticas dos propgulos dos

    agentes causais, das partes atacadas na planta (folhas,

    colmo, espigas) e da eficcia de mecanismos de

    disseminao desses patgenos. Por exemplo, o fungo

    Cercospora zea-maydis pode ser eficientemente

    disseminado pelo vento, junto com fragmentos de folhas

    secas, e no sobrevive por mais de um ano nos restos

    de cultura, porque as folhas so mais rapidamente

    mineralizadas do que outras partes da planta, desde

    que as condies para a mineralizao sejam

    favorveis. Por outro lado, para reduo significativa do

    inculo de Stenocarpella macrospora, h necessidade

  • 3Manejo das Principais Doenas do Milho

    Tabela 1 Eficincia das medidas para o controle das principais doenas do milho

    (+) medida de controle eficiente (nmero de + indica o nvel de eficincia); (-) no se aplica , (?) sem informaes

    de rotao de cultura por pelo menos dois anos, sob

    condies favorveis para a mineralizao, uma vez que

    esse fungo infecta, alm das folhas, o colmo, as palhas

    da espiga e os gros. O fungo Colletotrichum

    graminicola infecta os tecidos do colmo e, assim, o

    tempo de rotao de cultura necessrio para sua

    eliminao, na rea, o tempo necessrio para a

    mineralizao desses colmos.

    poca de Plantio

    A poca de plantio pode ser um fator determinante para

    a alta incidncia e a alta severidade de vrias doenas

    no milho. Por exemplo, plantios tardios e plantios de

    safrinha favorecem maior incidncia dos enfezamentos

    causados por molicutes e da virose mosaico comum

    (Sugarcane mosaic virus - SCMV) (Almeida et al., 2001;

    Oliveira et al., 2002; Oliveira et al., 2003). As condies

    climticas, nesses plantios tardios e plantios de

    safrinha, favorecem o aumento de populaes dos

    insetos-vetores dos agentes causais dessas doenas. A

    brotao de gramneas infectadas por SCMV tambm

    favorecida nas condies desses plantios.

    Em determinadas regies, plantios tardios (em

    novembro e dezembro) favorecem a alta severidade da

    mancha por Phaeosphaeria, por expor as plantas em

    fase de maior susceptibilidade (por ocasio do

    florescimento) s condies favorveis a essa doena,

    ou seja, umidade relativa acima de 60%, temperaturas

    noturnas entre 14 e 20 0C e ocorrncia de chuvas

    (Fernandes & Sans, 1994; Fernandes, 2004).

    Os plantios de safrinha, alm de exporem o milho a

    condies climticas que podem favorecer

    determinadas doenas, permitem a sobreposio de

    ciclos dessa cultura, contribuindo para a perpetuao,

    particularmente, daquelas doenas cujos agentes

    causais dependem de plantas vivas para sua

    sobrevivncia.

    Densidade de Plantio

    O plantio de uma cultivar de milho na densidade

    recomendada muito importante para garantir o

    desenvolvimento adequado das plantas, a sanidade e a

    alta produtividade. Aumentos na densidade de plantio

    alm daquela recomendada podem resultar em alta

    severidade de doenas foliares, de doenas da espiga e

    de podrides do colmo, por propiciarem condies de

    microclima favorveis proliferao dos agentes

    causais dessas doenas. Por exemplo, sob condies

    de altas temperaturas, plantios em alta densidade

    favorecem o aumento na incidncia e severidade da

  • 4 Manejo das Principais Doenas do Milho

    antracnose no colmo (Dod, 1980; Fernandes, 2006

    (comunicao pessoal). A alta densidade de plantio

    pode aumentar a umidade relativa entre as plantas,

    reduzir a circulao de ar e, em decorrncia da

    competio, prejudicar a nutrio das plantas, o que

    pode favorecer de forma diferenciada os vrios agentes

    causais de doenas.

    Irrigao

    A irrigao do milho, em excesso, pode favorecer,

    principalmente, as podrides das razes e do colmo,

    causadas por fungos e bactrias, a podrido do

    cartucho por Erwinia chrysantemi e as podrides da

    espiga (Shurtleff, 1986).

    Sementes

    A implantao de lavouras de milho com estande

    adequado e a garantia de bom desenvolvimento das

    plantas depende, essencialmente, do uso de sementes

    com boa qualidade fsica, fisiolgica e sanitria. O

    mercado de sementes de milho, no Brasil, em geral,

    oferece sementes fiscalizadas que atendem aos

    padres de qualidade estabelecidos pelo MAPA. Essas

    sementes so comercializadas tratadas com

    fungicidas, visando proteo contra patgenos

    presentes nas sementes e no solo.

    Adubao

    A realizao da correo e a adubao do solo, com

    base em anlises de fertilidade desse solo e nas

    recomendaes para o plantio do milho, contribui para

    garantir a boa qualidade sanitria da cultura. Plantas

    com desequilbrios nutricionais, por falta ou por excesso

    de nutrientes, esto sempre mais sujeitas alta

    severidade de doenas. Por exemplo, o excesso de

    nitrognio aumenta a severidade da mancha por

    Phaeosphaeria no milho.

    Eliminao de Hospedeiros

    As plantas de milho voluntrias no campo, que

    emergem de gros da colheita anterior (tigera), podem

    constituir fonte de inculo de agentes causais de

    doenas, principalmente daqueles que dependem da

    planta viva para sua sobrevivncia. Por isso, a

    dessecao dessa tigera, com herbicida, pode

    contribuir para reduzir a severidade de doenas na rea.

    Muitas espcies de gramneas selvagens e cultivadas

    so hospedeiras dos potyvirus que causam o mosaico

    comum no milho (Shukla, 1994; Almeida, 2001). No

    Brasil, o capim marmelada ou papu (Brachiaria

    plantaginea) destaca-se entre as espcies de plantas

    invasoras que freqentemente tm sido observadas

    apresentando sintomas da virose mosaico comum. Sob

    condies controladas, j foi confirmada a transmisso

    do vrus dessa gramnea para o milho (Almeida et al.,

    2001). Ressalta-se que, na safra 2005/2006, na regio

    oeste do Estado de Santa Catarina e em alguns locais

    ao norte do Estado do Rio Grande do Sul, foi observada

    alta incidncia do mosaico comum em lavouras de

    milho, causando danos, sempre associado presena,

    na rea, da B. plantaginea apresentado sintomas dessa

    virose (Oliveira, comunicao pessoal). A eliminao de

    gramneas infectadas (com sintomas de mosaico), que

    constituem fonte de inculo, em reas de plantio de

    milho, pode contribuir para o controle dessa virose.

    A eliminao do sorgo selvagem (Sorghum halepense;

    Sorghum verticiliflorum) ou mesmo de sorgo cultivado,

    com sintomas de mldio, em reas de plantio de milho,

    reduz a principal fonte de inculo do agente causal

    dessa doena.

    Resistncia Gentica

    A utilizao de cultivares resistentes uma medida de

    alta eficincia para o controle de doenas do milho.

    Contudo, em geral, difcil acumular em uma nica

    cultivar genes de resistncia para todas as doenas do

    milho. Assim, esto disponveis no mercado mais de

    200 cultivares de milho, com diferentes nveis de

    resistncia s principais doenas dessa cultura. A

    escolha de cultivares para plantio em determinada

    regio requer conhecimento sobre a ocorrncia, a

    severidade e a importncia relativa das doenas nessa

    regio e sobre o nvel de resistncia das cultivares

    disponveis no mercado.

    Para o desenvolvimento de cultivares de milho

    resistentes a doenas, necessrio o conhecimento

    bsico sobre aspectos da manifestao dessa

    resistncia, como a expresso de sintomas, o tipo de

  • 5Manejo das Principais Doenas do Milho

    resistncia, se vertical ou horizontal, e a variabilidade do

    patgeno. A caracterizao da resistncia de gentipos

    de milho pode ser feita sob condies controladas ou

    sob condies de campo (Fernandes, 1975; Correa,

    1978; Silva et al., 2001; Silva et al. 2002; Oliveira et al.,

    2005). Em anos recentes, tem sido grande a

    necessidade do desenvolvimento de cultivares de milho

    resistentes aos enfezamentos causados por molicutes,

    em face dos prejuzos que essas doenas podem

    causar e das limitaes encontradas para seu controle.

    A irregularidade da ocorrncia dessas doenas e as

    limitaes para a identificao precisa dos dois tipos de

    enfezamento, com base nos sintomas, em campo,

    dificultam a seleo para a resistncia. Experimentos

    conduzidos sob condies controladas tm evidenciado

    efeito aditivo e efeito da heterose na resistncia do

    milho ao espiroplasma (Silva et al., 2002; Castanheira

    et al., 2004) e, dependendo do gentipo, efeito de

    dominncia (Oliveira et al., 2005). Aparentemente, a

    variabilidade entre isolados geogrficos de espiroplasma

    no grande, porm grande a variabilidade dentro da

    populao de um mesmo isolado (Castanheira et al.,

    2006). A avaliao da incidncia de plantas com

    sintomas de enfezamentos, em campo, discrimina

    melhor os nveis de resistncia entre gentipos de milho

    do que a atribuio de notas para a severidade da

    doena (Silva et al., 2001).

    importante ressaltar que a exposio contnua de

    uma cultivar resistente a altas presses da doena

    exerce tambm alta presso de seleo sobre a

    populao do patgeno, podendo resultar na seleo de

    variantes genticas desse patgeno e, em

    conseqncia, na quebra da resistncia da cultivar. Por

    isso, importante associar o uso de cultivares

    resistentes a medidas de manejo cultural das doenas,

    para obter maior efetividade de controle e garantir a

    durabilidade da resistncia. Recomenda-se semear

    mais de uma cultivar na mesma rea. Essa uma

    prtica importante para reduzir a presso sobre a

    populao do patgeno e minimizar eventuais prejuzos

    causados pela doena. recomendvel tambm que,

    periodicamente, algumas dessas cultivares sejam

    substitudas por outras.

    Controle Qumico

    Controle de doenas do milho com fungicidas

    H vrios fungicidas registrados no Ministrio da

    Agricultura Pecuria e Abastecimento (MAPA) para

    controle de doenas foliares do milho (Tabela 2).

    Existem produtos registrados para o controle da

    ferrugem polissora, da ferrugem branca, da ferrugem

    comum, da mancha por Phaeosphaeria, da mancha

    por Cercospora e da mancha por Exserohilum

    turcicum, doenas que, em alta severidade, reduzem

    muito a rea foliar das plantas e, em conseqncia, a

    produo de gros. Ressalta-se que essas doenas

    causam prejuzos quando atingem as folhas superiores

    s espigas.

    importante considerar o aparecimento dos primeiros

    sintomas e as condies do clima, que podem favorecer

    ou restringir o progresso dessas doenas, para iniciar

    as pulverizaes com fungicidas (Pinto, 1999; Pinto,

    2004).

    A eficincia do controle de doenas foliares do milho

    mediante o uso de fungicidas depende tambm da

    eficcia da pulverizao, que muito dificultada pela

    arquitetura da planta, principalmente da planta adulta.

    Em geral, as doenas foliares manifestam-se com

    maior severidade por ocasio do florescimento.

    Ressalta-se que as folhas acima da espiga so

    importantes para o enchimento dos gros e, por isso,

    devem ser protegidas. O controle qumico deve impedir

    que a doena possa atingir essas folhas.

    Doenas da espiga e podrides das razes e do colmo

    dificilmente podero ser controladas com fungicidas,

    devido, principalmente, s limitaes para se aplicar

    fungicidas que possam atingir facilmente essas partes

    da planta.

    O uso de fungicidas na cultura do milho ainda restrito,

    devido ao custo elevado e s limitaes para a

    pulverizao eficiente.

    Tratamento fungicida de sementes

    Um dos meios mais eficientes de disseminao de

    patgenos a semente.

  • 6 Manejo das Principais Doenas do Milho

    Os principais fungos que infestam ou que infectam as

    sementes de milho, no Brasil, so Fusarium

    verticillioides (Fusarium moniliforme), F. subglutinans, F.

    graminearum (Gibberella zeae), Acremonium strictum

    (Cephalosporium acremonium), Stenocarpella maydis

    (Diplodia maydis) e Stenocarpella macrospora (D.

    macrospora), em condies de campo de produo de

    sementes; e Aspergillus spp. e Penicillium spp., em

    condies de armazenamento (Pinto, 2001).

    No campo, as contaminaes das sementes por fungos

    so favorecidas pela deficincia hdrica durante o estdio

    de enchimento, por excesso de chuvas aps a

    maturidade fisiolgica, por danos de lagartas nas

    espigas, por mal empalhamento da espiga, por

    temperaturas elevadas, por manejo inadequado da

    irrigao e de restos da cultura.

    No armazenamento, o alto teor de umidade das

    sementes na colheita (acima de 12 a 13%), associado a

    temperaturas acima de 250C, contribui para o rpido

    desenvolvimento dos fungos, principalmente os dos

    gneros Aspergillus e Penicillium.

    Os fungos veiculados pelas sementes podem prejudicar

    a germinao e causar morte das plntulas ou podem

    ser transmitidos para as plantas, causando doenas.

    Por outro lado, espcies dos genros Fusarium,

    Pythium e Rhizoctonia, habitantes do solo, so os

    principais fungos que podem causar danos s

    sementes e plntulas de milho.

    No solo, os fungos encontram condies ideais para

    atacar as sementes de milho, principalmente quando a

    semeadura realizada em condies de solo frio, mal

    drenado, compactado e com baixo nvel de oxignio;

    impedindo a germinao ou reduzindo a velocidade de

    emergncia.

    As sementes, quando tratadas com fungicida de

    comprovada eficincia, ficam protegidas contra os

    patgenos que esto associados a elas e contra os

    patgenos habitantes do solo. Isso propicia maior ndice

    de emergncia das plntulas, garantindo alto estande e

    sanidade da cultura.

    Em certas situaes, o tratamento fungicida realizado

    na indstria de sementes pode no ser eficiente no

    Tabela 2- Fungicidas registrados no MAPA para o controle de doenas foliares do milho. 2007.

    1 L.ha-1

    Fonte: http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons

  • 7Manejo das Principais Doenas do Milho

    controle do fungo predominante na rea de plantio. Isso

    pode tornar necessrio um novo tratamento das

    sementes no momento do plantio, selecionando-se o

    fungicida com base no histrico de cultivo da rea de

    semeadura.

    Os principais requisitos para os fungicidas destinados

    ao tratamento das sementes so: que seja txico aos

    patgenos e no fitotxico, no acumulvel no solo, que

    tenha alta persistncia nas sementes, grande

    capacidade de aderncia e cobertura das sementes,

    que seja compatvel com inseticidas, que seja efetivo

    sob diferentes condies agroclimticas e que seja

    seguro para os operadores durante o manuseio e a

    semeadura.

    Em cumprimento Lei dos Agrotxicos (7.802, de

    11.07.89) e na observncia das normas prescritas no

    Receiturio Agronmico, o mercado brasileiro dispe

    atualmente de fungicidas registrados para o tratamento

    das sementes de milho, apresentados na Tabela 3.

    Controle qumico de vetores de molicutes e

    de vrus

    So conhecidos vrios relatos de efetividade do

    tratamento inseticida de sementes de milho para

    controle da cigarrinha Dalbulus maidis, inseto-vetor dos

    agentes causais dos enfezamentos (Oliveira et al.,

    2001; Oliveira et al., 2002; Oliveira & Oliveira, 2004).

    Contudo, embora existam inseticidas registrados no

    MAPA para o controle dessa cigarrinha, no h

    evidncias conclusivas de controle dos enfezamentos

    do milho mediante o controle desse inseto-vetor.

    Tambm no h relatos sobre controle eficiente da

    virose mosaico comum por meio do controle do pulgo

    com inseticidas.

    Principais doenas do milho causadas por

    agentes que sobrevivem nos restos de

    cultura ou no solo

    Mancha por Cercospora (Cercospora zeae-maydis;

    C. sorghi var. maydis) (Figura 1).

    Sintomas tpicos: nas folhas, leses clorticas

    (amareladas) ou necrticas, de colorao palha ou

    cinza, limitadas pelas nervuras secundrias e com

    extremidades tipicamente retangulares. Condies

    favorveis: ocorrncia de dias nublados, com alta

    umidade relativa, presena de orvalho e de cerrao.

    Mancha por Phaeosphaeria (etiologia indefinida)

    (Figura 2)

    Sintomas tpicos: leses necrticas, de cor palha,

    circulares a elpticas (0,3 a 2,0 cm). Inicialmente, as

    leses so aquosas, de cor verde-clara. Condies

    Figura 1 - Mancha por Cercospora (Cercospora zeae-maydis; C. sorghi var. maydis)

    Fot

    o: Is

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    Foto: Nicsio F. J. A. Pinto

    Figura 2 - Mancha por Phaeosphaeria (etiologiaindefinida)

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  • 8 Manejo das Principais Doenas do Milho

    Tabela 3 - Fungicidas registrados no MAPA para tratamento de sementes de milho. 2007.

    Fonte: http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons

  • 9Manejo das Principais Doenas do Milho

    favorveis: Temperaturas noturnas entre 14 e 200 C,

    umidade relativa acima de 60% e ocorrncia de chuvas.

    Mancha por Stenocarpella macrospora (Diplodia

    macrospora) (Figura 3). Sintomas tpicos: nas folhas,

    leses necrticas grandes, contendo um ponto de

    infeco tpico, visvel contra a luz. Condies

    favorveis: incidncia de chuvas.

    Mancha por turcicum (Exserohilum turcicum)

    (Figura 4)

    Sintomas tpicos: leses foliares necrticas, de

    colorao palha, ou escuras, e bordas bem definidas,

    largas, alongadas e grandes (5 a 8 cm), que podem

    coalescer. Condies favorveis: temperaturas em torno

    de 200C e presena de orvalho.

    Mancha por Bipolaris maydis (Bipolaris maydis)

    (Figura 5).

    Sintomas tpicos: Raa O - leses foliares de cor palha

    limitadas pelas nervuras (2,5 x 0,5cm). Podem

    apresentar bordas avermelhadas. Condies favorveis:

    temperaturas em torno de 300C e presena de orvalho.

    Mancha por Dreschelera carbnica (Dreschelera

    carbonum ) (Figura 6).

    Sintomas tpicos: Raa 1 leses de cor palha, ovais

    a circulares, usualmente com zonas concntricas, (1,2

    a 2,5cm); Raa 2 leses ovaladas, necrticas (0,5 x

    2,5cm); Raa 3 leses lineares, estreitas, de cor

    palha (0,5 a 2mm x 15 a 20mm) circundadas por borda

    clara ou escura. Condies favorveis: alta umidade

    relativa e temperaturas amenas.

    Queima bacteriana da folha (Pseudomonas

    alboprecipitans) (Figura 7).

    Sintomas tpicos: leses lineares elpticas, que

    coalescem. Inicialmente, as leses so verde-oliva e

    encharcadas, tornam-se necrticas, de cor cinza-palha,

    e secam. Condies favorveis: longo perodo de

    umidade e temperatura elevada. Pode causar podrido

    na base da espiga ou no colmo.

    Figura 3 - Mancha por Stenocarpella macrospora(Diplodia macrospora)

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    Figura 4 - Mancha por turcicum (Exserohilum turcicum)

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    Figura 5 - Mancha por Bipolaris maydis (Bipolarismaydis)

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    Figura 6 - Mancha por Dreschelera carbnica(Dreschelera carbonum )

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  • 10 Manejo das Principais Doenas do Milho

    Podrido branca da espiga (Stenocarpella maydis;

    Stenocarpella macrospora) (Figura 8).

    Sintomas tpicos: espigas de baixo peso, com gros

    marrons e miclio branco crescendo entre as fileiras de

    gros. Condies favorveis: ocorrncia de altas

    precipitaes pluviomtricas a partir do florescimento

    at a colheita.

    Podrido rosada da espiga (Fusarium moniliforme)

    (Figura 9).

    Sintomas tpicos: gros com colorao rosa, isolados

    ou em grupos, recobertos por miclio cotonoso de cor

    rosa. Condies favorveis: temperatura elevada e baixa

    umidade.

    Podrido vermelha da espiga (Giberella zeae)

    (Figura 10).

    Sintomas tpicos: gros e palhas da espiga com

    colorao vermelha tpica; iniciando pela ponta da

    espiga. Condies favorveis: clima frio e alta umidade.

    Podrido do cartucho e do colmo por bactrias

    (Erwinia chrysanthemi) (Figura 11).

    Sintomas tpicos: leses aquosas na base do cartucho,

    murcha e seca do cartucho; odor desagradvel; o

    cartucho se desprende facilmente da planta. Condies

    favorveis: gua na superfcie da planta; solo

    encharcado e temperatura alta.

    Podrido do colmo por Stenocarpella

    (Stenocarpella maidis, S. macrospora) (Figura 12)

    Sintomas tpicos: leses marrons, quase negras;

    podrido tipo aquosa na medula, que se torna

    esponjosa e desintegra-se, permanecendo apenas os

    vasos lenhosos. Condies favorveis: tecidos em

    senescncia, temperaturas entre 28 e 30 0C, umidade

    elevada por chuvas duas a trs semanas aps o

    florescimento.

    Figura 7 - Queima bacteriana da folha (Pseudomonasalboprecipitans)

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    Figura 8 - Podrido branca da espiga (Stenocarpellamaydis; Stenocarpella macrospora)

    Figura 9 - Podrido rosada da espiga (Fusariummoniliforme)

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    Figura 10 - Podrido vermelha da espiga (Giberellazeae)

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  • 11Manejo das Principais Doenas do Milho

    Podrido do colmo por Fusarium (Fusarium spp.;

    Giberella spp.) (Figura 13)

    Sintomas tpicos: murcha das folhas, que se tornam

    acinzentadas; no colmo, leses marrom-escuras.

    Condies favorveis: tecidos em senescncia,

    temperaturas entre 28 e 30 0C, umidade elevada por

    chuvas duas a trs semanas aps o florescimento.

    Podrido do colmo por Pythium (Pythium

    aphanidermatum) (Figura 14)

    Sintomas tpicos: podrido mole, aquosa, localizada no

    primeiro entren do colmo, acima do solo. Condies

    favorveis: solos encharcados e temperaturas em torno

    de 32 0C.

    Antracnose do colmo (Colletotrichum graminicola)

    (Figura 15)

    Sintomas tpicos: leses escuras, negras, estreitas e

    alongadas em sentido longitudinal, no colmo.

    Condies favorveis: condies de alta umidade.

    Principais Doenas do Milho Causadas por

    Agentes que Sobrevivem Essencialmente em

    Plantas Vivas

    Ferrugem branca ou tropical (Physopella zeae)

    (Figura 16)

    Sintomas tpicos: pstulas brancas ou amarelo-claras,

    em ambas as superfcies da folha, em pequenos

    agrupamentos, paralelos s nervuras (0,3 a 1,0 mm). As

    pstulas, posteriormente, adquirem uma colorao

    prpura-escura, com o centro creme. Condies

    favorveis: condies quentes e midas e baixas

    altitudes.

    Figura 12 - Podrido do colmo por Stenocarpella(Stenocarpella maidis, S. macrospora)

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    Figura 11 - Podrido do cartucho e do colmo porbactrias (Erwinia chrysanthemi)

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  • 12 Manejo das Principais Doenas do Milho

    Figura 14 - Podrido do colmo por Pythium (Pythiumaphanidermatum)

    Ferrugem polissora (Puccinia polysora) (Figura 17)

    Sintomas tpicos: pstulas de formato circular a oval

    (0,2 a 2,0 mm), de colorao marrom-clara,

    predominantemente na face superior da folha.

    Condies favorveis: alta umidade relativa e

    temperaturas em torno de 260C.

    Ferrugem comum (Puccinia sorghi) (Figura 18)

    Sintomas tpicos: pstulas tipicamente alongadas, de

    colorao marrom-clara, em ambas as superfcies da

    folha, que se tornam marrom-escuras, em funo da

    produo de uredsporos. As pstulas se rompem

    longitudinalmente, assumindo aspecto de fendas.

    Condies favorveis: temperaturas entre 16 e 230C e

    umidade relativa alta; presena do hospedeiro

    intermedirio, trevo (Oxalis spp.).

    Mldio do sorgo em milho (Peronosclerospora

    sorghi) (Figura 19)

    Sintomas tpicos: plantas clorticas e atrofiadas,

    ocasionalmente, com estrias brancas nas folhas.

    Folhas estreitas e eretas e pendes com proliferao de

    estruturas filides. Condies favorveis: temperaturas

    entre 15 e 25 0C e presena de espcies selvagens do

    gnero Sorghum, que podem constituir fonte de inculo.

    Esse patgeno transmissvel por sementes.

    Enfezamentos

    O Enfezamento Plido (Corn Stunt Spiroplasma) (Figura

    20)e o Enfezamento Vermelho do milho (Maize Bushy

    Stunt Phytoplasma) (Figura 21) so doenas sistmicas

    associadas presena, no floema das plantas, de

    microorganismos procariontes, classe Mollicutes

    (respectivamente, Spiroplasma kunkelli e um

    fitoplasma), denominados pelo nome comum molicutes.

    Esses patgenos so transmitidos de forma

    persistente-propagativa pela cigarrinha Dalbulus maidis.

    Os sintomas dessas doenas manifestam-se por

    ocasio do enchimento de gros. difcil distinguir os

    dois tipos de enfezamentos com base apenas nos

    sintomas. Sintomas tpicos do Enfezamento plido:

    estrias esbranquiadas irregulares, nas folhas, a partir

    da base. Freqentemente, as plantas podem apresentar

    apenas amarelecimento generalizado e algum

    avermelhamento nas folhas apicais. As plantas podem

    Figura 13 - Podrido do colmo por Fusarium (Fusariumspp.; Giberella spp.)

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  • 13Manejo das Principais Doenas do Milho

    apresentar-se enfezadas e improdutivas, ou com

    espigas pequenas. Os gros podem ter enchimento

    incompleto. As plantas secam precocemente. Sintomas

    tpicos do Enfezamento Vermelho: avermelhamento

    generalizado da planta e proliferao de espigas.

    Perfilhamento na base da planta ou nas axilas foliares.

    Espigas pequenas; gros com enchimento incompleto;

    seca precoce das plantas. Condies favorveis para os

    enfezamentos: temperaturas acima de 30 0C e alta

    umidade relativa (acima de 60 0C).

    Risca (Maize Rayado fino virus) (Figura 22)

    Sintomas tpicos: pequenos pontos clorticos ao longo

    das nervuras das folhas, que se fundem, tomando

    aspecto de riscas curtas. Condies favorveis:

    presena da cigarrinha Dalbulus maidis, inseto-vetor

    desse vrus, e de plantas de milho infectadas, que

    podem ser proporcionadas por sobreposies do ciclo

    do milho; umidade relativa alta (acima de 60%); plantios

    tardios.

    Figura 18 - Ferrugem comum (Puccinia sorghi)

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    Figura 19 - Mldio do sorgo em milho(Peronosclerospora sorghi)

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    Figura 16 - Ferrugem branca ou tropical (Physopellazeae)

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    Figura 17- Ferrugem polissora (Puccinia polysora

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    Figura 15 - Antracnose do colmo (Colletotrichumgraminicola)

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  • 14 Manejo das Principais Doenas do Milho

    Mosaico comum (Sugarcane mosaic virus) (Figura

    23)

    Sintomas tpicos: nas folhas, manchas verdes

    entremeadas por manchas amareladas, em padro de

    mosaico. Esses sintomas so claramente visveis em

    plantas jovens e tendem a desaparecer aps o

    florescimento. Condies favorveis: presena de

    pulges, especialmente Rhopalosiphum maidis,

    insetos-vetores desse vrus; presena de gramneas

    infectadas, constituindo fonte de inculo; plantios

    tardios.

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    Figura 20 Enfezamento Plido (Corn StuntSpiroplasma)

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    Figura 21 - Enfezamento Vermelho do milho (MaizeBushy Stunt Phytoplasma)

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    Figura 22 - Risca (Maize Rayado fino virus)

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    Figura 23 - Mosaico comum (Sugarcane mosaic virus)

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    ra

  • 15Manejo das Principais Doenas do Milho

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  • 16 Manejo das Principais Doenas do Milho

    Exemplares desta edio podem ser adquiridos na:

    Embrapa Milho e Sorgo

    Endereo: MG 424 Km 45 Caixa Postal 151 CEP

    35701-970 Sete Lagoas, MG

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    1a edio

    1a impresso (2007): 200 exemplares

    Presidente: Antnio lvaro Corsetti Purcino

    Secretrio-Executivo: Paulo Csar Magalhes

    Membros: Carlos Roberto Casela, Flvia FranaTeixeira, Camilo de Llis Teixeira de Andrade, JosHamilton Ramalho, Jurandir Vieira Magalhes

    Reviso:Dilermando Lcio de Oliveira

    Editorao eletrnica: Dilermando Lcio de Oliveira

    Comit depublicaes

    Expediente

    CircularTcnica, 92

    OLIVEIRA, E.; OLIVEIRA, A. C. Incidncia de

    Enfezamento e de Maize Rayado Fino Virus em milho

    em diferentes pocas de plantio e relao entre a

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