madeira recuperável em portugal - estudo do fluxo embalagens de madeira

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A madeira é um importante recurso renovável e com uma enorme variedade de aplicações que vão desde a embalagem, à construção, ao mobiliário, entre outras aplicações diversas. Os produtos em madeira, após o seu primeiro ciclo de vida, continuam a ter valor e poderão ter fins diversos, tais como a reutilização, a reciclagem ou a produção de energia. A escolha do destino a dar a esta madeira recuperável deverá basear-se na qualidade do material em causa, existindo formas de classificação segundo o grau de contaminação do material. Tendo em consideração que a produção de madeira recuperável ocorre nas mais diversas actividades humanas, desde as individuais, e de forma bastante dispersa, àquelas desenvolvidas pela indústria, torna-se extremamente difícil conhecer as quantidades totais disponíveis deste material, e assim, definir modelos de gestão eficazes para este material. O objectivo deste trabalho...

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  • Universidade Nova de Lisboa

    Faculdade de Cincias e Tecnologia

    Departamento de Cincias e Engenharia do Ambiente

    Dissertao apresentada na Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova de

    Lisboa para obteno do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente

    Perfil Gesto e Sistemas Ambientais

    Orientadora: Prof. Doutora Alexandra de Jesus Branco Ribeiro

    MADEIRA RECUPERVEL EM PORTUGAL ESTUDO DO FLUXO EMBALAGENS DE MADEIRA

    Filipa Cardoso Morais de Almeida Pico

    Lisboa, 2008

  • AGRADECIMENTOS

    Para a realizao deste trabalho pude contar com a ajuda de vrias pessoas, a quem

    gostaria, nos pargrafos seguintes, de mostrar o meu agradecimento.

    Em primeiro lugar, quero agradecer minha orientadora, Prof. Doutora Alexandra de

    Jesus Branco Ribeiro, por me ter lanado este desafio, pela sua grande disponibilidade e

    ajuda nos momentos em que me senti mais perdida. Pelo profissionalismo com que

    sempre me tratou, sua aluna, e pela amizade demonstrada.

    Em segundo lugar, tenho a agradecer Direco da Embar Associao Nacional de

    Recuperao e Reciclagem de Resduos de Embalagens de Madeira, onde trabalho, e que

    apostou na minha formao enquanto profissional, tendo suportado na ntegra as

    propinas da minha inscrio. Tambm pela confiana que senti depositarem em mim, e

    interesse demonstrado nos resultados a que me propus chegar e de utilidade para a

    actividade da Associao.

    Tenho igualmente a agradecer minha famlia:

    minha Me, por me ter apoiado sempre, e ter cuidado de mim, como se fosse uma criana novamente. A sua compreenso do meu empenho nesta empreitada,

    libertou-me de algumas responsabilidades familiares e permitiu, sempre que

    necessrio, me pudesse concentrar apenas neste trabalho;

    minha Madrinha agradeo pela reviso do texto em Portugus; ao meu Av e Lynnea, pela ajuda na traduo de alguns termos do Ingls e

    reviso do sumrio em Ingls.

    No posso deixar de agradecer, a ajuda inestimvel do Eng. Jos Manuel Antunes

    Rodrigues e da Eng. Susana Maria da Silva Rodrigues ngelo, pela disponibilidade

    permanente no esclarecimento de dvidas e apoio.

    A todas as outras pessoas que responderam s minhas questes, algumas das quais me

    forneceram informao que faz parte da bibliografia deste trabalho, enriquecendo-o com

    os seus contributos, tais como:

    ao Prof. Doutor Andr Coelho e Prof. Doutor Jorge de Brito, do Instituto Superior Tcnico, pelos dados e informao prestada relativamente fraco madeira no

    fluxo de resduos da construo e demolio;

    Dra. Susana Antnia Ferreira Reis, que realizou um trabalho na Embar sobre os fluxos das embalagens de madeira;

    Dra. Paula Constantino e Dra. Luzia Estevens, do Instituto Nacional de Estatstica, pelo apoio obteno dos dados relevantes do site do Eurostat;

    Prof. Doutora Dalila Esprito-Santo, do Instituto Superior de Agronomia ao Prof. Doutor Antnio L. Cresp, Director do Jardim Botnico da UTAD, pela ajuda na

    traduo de um termo agronmico a partir do ingls.

    i

  • Aimmp pela disponibilizao de alguns dados que permitiram caracterizar o sector da Fileira da Madeira;

    ao Prof. Doutor Said Jalali, da Universidade do Minho pela bibliografia acerca do fluxo de resduos da construo e demolio;

    Por ltimo, agradeo aos meus amigos, mesmo que por vezes de longe, acompanharam

    as minhas angstias e dificuldades, e estiveram sempre presentes para uma palavra de

    apoio, de fora, ou simplesmente para me ouvir. Em particular, agradeo ao meu amigo

    Pedro Loureno pelo apoio e esclarecimento de dvidas relacionadas com o tratamento

    estatstico dos dados.

    ii

  • SUMRIO

    A madeira um importante recurso renovvel e com uma enorme variedade de

    aplicaes que vo desde a embalagem, construo, ao mobilirio, entre outras

    aplicaes diversas.

    Os produtos em madeira, aps o seu primeiro ciclo de vida, continuam a ter valor e

    podero ter fins diversos, tais como a reutilizao, a reciclagem ou a produo de

    energia. A escolha do destino a dar a esta madeira recupervel dever basear-se na

    qualidade do material em causa, existindo formas de classificao segundo o grau de

    contaminao do material.

    Tendo em considerao que a produo de madeira recupervel ocorre nas mais diversas

    actividades humanas, desde as individuais, e de forma bastante dispersa, quelas

    desenvolvidas pela indstria, torna-se extremamente difcil conhecer as quantidades

    totais disponveis deste material, e assim, definir modelos de gesto eficazes para este

    material.

    O objectivo deste trabalho tentar compilar a informao existente no que concerne

    disponibilidade de madeira recupervel em Portugal, acabando por se particularizar no

    fluxo de embalagens de madeira, aplicando uma metodologia de clculo para este

    material. Os resultados obtidos tero uma margem de erro associada utilizao de

    alguns pressupostos, de estudos anteriores, e no futuro dever ser verificada a sua

    concordncia com a realidade da gesto destes resduos em Portugal.

    iii

  • SUMMARY

    Wood is a very important natural resource and has a wide variety of uses, in packaging,

    in construction and in furniture production, amongst other uses.

    After use, products made of wood are still valuable and have different further uses, for

    example, reused, recycled or for energy production. The quality of this recovered wood is

    the key factor as to which application should be employed and there are several ways to

    classify it, according to its contamination levels.

    Considering recovered wood is produced by various human activities, the individual ones,

    in dispersed forms, to industrial ones, amounts and suitable management options are,

    therefore, difficult to define for such material.

    The purpose of this work is to compile existing information regarding recovered wood

    availability in Portugal, and in particular, focusing on the wooden packaging stream, by

    application of a calculation methodology for this material. The results obtained will have

    some margin of error associated with them, since the calculations were based on

    previous studies and in the future it should be verified that these results are in

    accordance with the reality of this waste management in Portugal.

    iv

  • SIMBOLOGIA E NOTAES

    AIMMP Associao dos Industriais de Madeira e Mobilirio de Portugal

    APA - Agncia Portuguesa do Ambiente

    C - Circulao

    CAA Contratos de Adaptao Ambiental

    CAE-Rev.2 Classificao Portuguesa das Actividades Econmicas Reviso 2

    CAE-Rev.3 Classificao Portuguesa das Actividades Econmicas Reviso 3

    CER Catlogo Europeu de Resduos

    COST European Cooperation in the Field of Scientific and Technical Research

    D Actividades Humanas no modelo DPSIR

    DPSIR Modelo Driving forces - Pressures - State - Impact - Responses

    DRA - Direco Regional do Ambiente

    DRAOT Direco Regional do Ambiente e Ordenamento do Territrio

    EEA - Agncia Europeia de Ambiente

    EMBAR - Associao Nacional de Recuperao e Reciclagem de Resduos de Embalagens

    de Madeira

    EPF - Federao Europeia de Painis

    EUROSTAT - Gabinete de Estatsticas da Unio Europeia

    EXP Exportao

    I Impactes no modelo DPSIR

    IMP Importao

    INE Instituto Nacional de Estatstica

    INPRI - Estudo de Inventariao de Resduos Industriais

    INR Instituto dos Resduos

    LER Lista Europeia de Resduos

    LVT Lisboa e Vale do Tejo

    MRRI - Mapa de registo de resduos industriais

    NC Classificao Nomenclatura Combinada

    NRA - Nmero mdio de rotaes por ano

    NUT Nomenclatura em Unidades Territoriais

    OCDE Organizao para a Cooperao e Desenvolvimento Econmico

    OGRNU - Operadores de Gesto de Resduos No Urbanos

    P Presses no modelo DPSIR

    PESGRI - Plano Estratgico de Gesto dos Resduos Industriais

    PNAPRI - Plano de Preveno de Resduos Industriais

    PR - Perdas na Reparao

    PROD Produo

    PRODCOM Classificao de produtos da Comunidade Europeia

    R Resposta no modelo DPSIR

    v

  • RARCO - Reutilizao aps reparao no circuito oficial

    RARCP - Reutilizao aps reparao no circuito paralelo

    RCD Resduos da construo e de demolio

    RCO - Reparao no circuito oficial

    RCOP - Reparao no circuito oficial e paralelo

    RCP - Reparao no circuito paralelo

    RI Resduos Industriais

    RIB Resduos Industriais Banais

    RIP Resduos Industriais Perigosos

    RSR - Reutilizao sem reparao

    RSRCP - Reutilizao sem reparao no circuito paralelo

    RSU Resduos Slidos Urbanos

    S Estado no modelo DPSIR

    SIGRE - Sistema Integrado de Gesto de Resduos de Embalagens

    SIRER - Sistema Integrado de Registo Electrnico de Resduos

    TJCE - Tribunal de Justia das Comunidades Europeias

    TPR - Taxa de perdas na reparao

    TREN - Taxa de renovao de embalagens

    TREP - Taxa de reutilizao paralela

    TRP - Taxa de reparao paralela

    TRR - Taxa de reparao por rotao

    TRRP - Fraco de TRR reparada no circuito paralelo

    UE - Unio Europeia

    vi

  • NDICE DE MATRIAS

    1 Introduo.......................................................................................................1 2 Madeira recupervel ........................................................................................3

    2.1 Definies ...........