Lusopress News - Edição 50

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Lusopress News - Unindo os Portugueses

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  • Grupo Pedra Alta

    Novo restauranteem Moissy-Cramayel

    Pg. 4

    EDITORIAL Pg. 2

    Feira de Nanterrevolta a receber autarquias do Norte Pg. 16

    transavia.comprepara regressso de portugueses a casaneste vero Pg. 20

    Festa de Cergy-Pontoisetraz cultura portuguesa a Frana Pg. 22

    Festivais de vero Pg. 28

    Fora conjunta que foi ao Haiti condecorada pelo Governo Pg. 34

    Sabores de Trs-os-Montes e Aores em Valenton Pg. 44

    Prmios Talento Pg. 56

    Passatempos Pg. 64

    Horscopo Pg. 68

    N. 50 | Abril 2010 | Ano 5 | Director: Ldia Sales

    EXPORTAO,TURISMO, COMUNIDADESLUSAS

    UNINDOOS PORTUGUESES

    Pg. 4

    veja pg. 10

    Distribuio gratuitaVenda no autorizada

    Pg. 33

    Grupo Pedra Alta

    Novo restauranteem Moissy-Cramayel

    Entrevista a Fernando Lopes Pg. 6

    Embaixador de Portugal fala sobre o 25 de Abrila alunos de liceu Pg. 12

    Estabelecimentos Cndido inauguram novo armazm Pg. 26

    Parceria BES/LCLcelebrada na agnciada pera Pg. 46

  • 2 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    Une publication de

    SIGE SOCIALRDACTION ET DPARTEMENT COMMERCIALE1. av. Vasco de Gama94460 VALENTONTl: 01.56.32.92.78

    DIRECTIONDirectrice de la publication:Ldia Sales

    DIRECTEUR-ADJOINTGuilherme Jos

    REDACTIONCatarina DelduqueCristina GomesDiana BernardoJos PassosMarco Martins

    REPORTAGEReporter/JournalisteGomes de S

    Ont collabor ce numroCarina Blanco

    Juridique: Antnio Grcio

    Gastronomie: Chef Ilidio

    3me Gnration: Philippe de Sousa, Joo Tiago

    Correspondants:Carlos Gaspar (France)Carlos Dias (Royaume Uni)Costa Alves (Suisse)

    REALISATIONMaquette: Joo Cazenave

    COMMERCIALDirection du marketing:Jos Gomes

    CONTACT COMMERCIAL06 18 44 74 55

    LusoPress News est gratuit et ne peut tre vendu

    IMPRESSIONEmpresa Grfica Funchalense, SAR. Nossa Senhora da Conceio, 50 - Morelena2715-029 PERO PINHEIROTel: +351 219 677 450Fax: +351 219 677 459geral@egf.com.pt

    I.N.P.I. n. 08 3 550 245

    I.S.S.N.: 1968-6382

    REGISTO N. 53083004

    Mail: lusopress@gmail.com

    Para quem viveu alguns anos debaixo do regime salazarista nunca demais comemorar o

    25 de Abril; essa madrugada vai longe, passaram 36 anos e a palavra liberdade ainda hoje

    faz sentido para quem dela foi privado. No era preciso ter qualquer actividade poltica para

    sentirmos na pele os mtodos do regime , comeando logo pela instruo primria; os

    professores eram formados ou melhor, mal formados para ridicularizar, o vexame e o insulto

    faziam parte do mtodo de ensino assim como as reguadas e castigos que de pedaggicos

    no tinham nada; de ento at agora muita coisa se passou e no fosse a corrupo, os al-

    tos salrios que os administradores pblicos auferem, os assaltos, o desemprego, a falta de

    habitao, a insegurana, poder-se-ia afirmar que bom viver em Portugal e que o 25 de

    Abril valeu a pena, claro que sim para o melhor e para o pior.

    De norte a sul de Portugal os programas da comemorao deste histrico dia so muitos,

    mas o essencial no nos esquecermos dos estrategas que to bem organizaram a revolu-

    o que de to pacifca foi chamada de Revoluo dos Cravos.

    O Embaixador Francisco Seixas da Costa foi um dos militares que participou nesse dia e

    conforme disse ao nosso reprter orgulha-se de ter colaborado e de, passados 36 anos

    falar a jovens luso descendentes para os quais o 25 de Abril no uma data desconhecida,

    e foi com conscincia da importncia de tal data que no Liceu Honor Balzac colocaram

    algumas questes acerca do dia ao Embaixador. Estes jovens que nasceram ps 25 de Abril

    conhecem o significado transmitido pelos pais alguns deles obrigados a abandonar o pas

    pelo regime opressivo.

    O 25 de Abril valeu a pena? Valeu sim!!

    editorialFiche Technique

    Ldia Saleslidiasales@gmail.com

    25 de Abril 36 anos

  • 3 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

    25 de Abril 36 anos

  • 4 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    reportagem

    Francisco Seixas da CostaEmbaixador de Portugal em Frana

    Antnio BragaSecretrio de Estado das Comunidades Portuguesas

    O grupo Pedra Alta abriu um novo restaurante na zona indus-trial de Moissy-Cramayel. O es-pao novo mas o conceito j bem conhecido do pblico, que pode esperar deste novo Pedra Alta um atendimento e qualida-de na linha que vem sendo se-guida pelo grupo.

    O interior decorado com motivos nuticos. O balco de atendimen-to tem a forma de um navio e, l dentro, h sempre um marinheiro que d as boas-vindas ao cliente.

    Grupo Pedra Alta

    Novo restauranteem Moissy-Cramayel

    A decorao no inocente e evoca aquela que a especiali-dade da casa o marisco. Como entrada ou prato principal, em forma de camaro, sapateira ou lagosta. Para alm disso, o restau-rante serve ainda diversos pratos de carne e peixe. As sobremesas completam a refeio, de forma sedutora ao olho e agradvel ao paladar.

    A cozinha portuguesa mas no atrai apenas clientes lu-sos. H tambm franceses a

    frequentar o espao e muita gente da comunidade chinesa, o que leva a sala a estar quase sempre cheia.

    O grupo Pedra Alta comeou em Portugal h 27 anos. O pri-meiro espao em Frana foi o de Pontault-Combault e jun-taram-se-lhe depois Orly, Bou-logne-Billancourt, Valenton e, agora, Moissy-Cramayel.

    Em breve, abriro mais dois novos espaos.

  • 5 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

    Antnio BragaSecretrio de Estado das Comunidades Portuguesas

  • 6 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    entrevista

    Fernando Lopes

    na primeira pessoa

    Em entrevista exclusiva, Fernando Lopes, o novo rosto da direco da Rdio Alfa, revelou Lusopress os pro-jectos e as ambies para o futuro.

    Fernando, neste momen-to est frente de vrios projectos, como consegue dobrar-se em vrios papis? Qual o Fernando Lopes que prefere, o que veste a pele de Director da rdio, ou o de Vi-ce-Presidente dos Lusitanos de Saint-Maur, ou o empre-srio da construo civil? A ideia do povo do portugus que vive em Frana muito sim-ples, detestamos estar em casa parados sem fazer nada, h sem-pre um objectivo. De levarmos a nossa cultura aos franceses, aos nossos amigos mesmo que no seja portugus, de uma outra etnia. Uma coisa certa o por-tugus que vive em Frana tem muito orgulho do seu pas. Por isso, concordo com a pergunta e acrescento que a vontade fa-zer muito mais do que um outro qualquer empregado aqui em Frana. Isto leva-nos, da minha parte a ter um papel adminis-trativo, a gesto da Rdio Alfa, como o disse e bem sou o Di-rector, trato da grelha e da parte musical da rdio. Depois tenho outro emprego, de ser tambm Director-Geral de uma empresa de beto a SFB, dentro da qual tenho a funo de gerir a infor-mtica, h ainda a parte despor-

    tiva. Sou o Vice-Presidente dos Lusitanos de Saint-Maur. uma empresa familiar. O meu pai, irm e tia tm funes diferentes na SFB.

    Encara os Lusitanos mais como uma paixo, do que trabalho? Tenho muito orgulho no clube. o primeiro e maior clube por-tugus em Frana. Foi fundado a

    10 de Junho de 1966, poucos me-ses depois de ter nascido. Eu co-mecei a ser jogador no clube com 10 anos. Desde esse tempo at hoje sou licenciado no clube, um pouco o meu clube de corao. mais do que um clube futebol, tem um papel de unir os portugueses e desenvolver a lngua portuguesa. O clube tem um papel educativo, desde sempre demos a oportuni-dade a midos que no tm meios de jogar no clube. Hoje temos jogadores na Equipa A que comearam nos infantis. muito bonito estar no papel e pai e vermos os nossos filhos a jogarem nos Lusitanos.

    A palavra unio continua bem presente na sua vida, at nos Lusitanos? A ideia essa. Temos a sorte de

    ter esta lngua que nos une. Hoje existem grandes clubes portu-gueses em toda a Frana, um deles os Lusitanos.

    Por falar na lngua, a Rdio Alfa tem um pouco esse pa-pel de educar as pessoas. A rdio permite ter um elo de ligao a Portugal, e isso mui-to importante, porque sabemos que quando uma comunidade perde a ligao ao pas de ori-gem, aos poucos a lngua vai de-saparecendo. Temos casos de ter um Sanchez ou um Pancho Vilas, que um nome espanhol, mas que no fala espanhol. E porqu? Porque os pais no tinham matria para dar aos filhos para continuarem a estudar a lngua e tornaram-se completamente franceses. Enquanto tivermos a Rdio Alfa com uma forte presena, ou mesmo as web tvs ou televises que vo sendo criadas e che-gam at c, isto vai-nos permitir nossa juventude ou s novas geraes a vontade de regres-sarem a Portugal, e isso vai per-mitir pr uma imagem sobre as palavras. claro que somos bairristas, no futebol, uns do Benfica, outros sportinguistas, mas uma coisa

    ...Eu tenho o papel de guardar esta Rdio Alfa viva, quero leva-l

    para fora de Paris, para poder ser escutada em toda a Frana, e para que isso acontea h

    a hiptese de ir buscar novos emissores.

  • 7 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 8 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    entrevistalinda vermos todos a torcer pela seleco.

    O Fernando apaixonado pelas coisas que faz? Fala de uma forma como se estives-se agora a viver todos esses momentos, As 24 horas do dia para si no chegam? Costumo dormir pouco, e mes-mo quando estou a dormir so-nho com o trabalho. S no dia desta entrevista fui descansar j passava da uma hora da manh e levantei-me s 6 horas. Nes-te momento estou a trabalhar num relatrio para entregar ao organismo francs que d as li-cenas de difuso a CSA. Eu te-nho o papel de guardar esta R-dio Alfa viva, quero leva-l para fora de Paris, para poder ser es-cutada em toda a Frana, e para que isso acontea h a hiptese de ir buscar novos emissores. E no estou bem a dormir, por-que estou nessa temtica que as 24 horas do dia no chegam. Mesmo a dormir estou a pensar em argumentao para que a CSA nos d o seu sim, para con-vencer o francs a dar novos emissores Rdio Alfa. Tudo o que fao com muita paixo, as 24 horas para mim no chegam, mas tenho a chance de ter pes-

    soas que me rodeiam em quem posso confiar e trabalham um pouco da mesma maneira que eu. claro que no posso s eu a ter as ideias e a escrev-las. Depois h factores que por ve-zes no nos levam a concretizar alguns projectos, como o fac-tor econmico, claro que gosta-va de ter uma televiso, de ter grandes estdios, fazer filmes com portugueses, e at ter um jornal.

    Quer dizer ento que a Rdio Alfa se prepara para novos rumos. O Fernando no teme a concorrncia ou o apareci-mento de novas rdios? Toda a gente sabe que o mer-cado aqui em Paris no suporta mais que uma rdio. Pode haver uma segunda rdio, claro que no posso impedir o apareci-mento de uma nova rdio. Mas, uma coisa posso afirmar o apa-recimento dessa segunda rdio originaria a morte de ambas as rdios. No h mercado finan-ceiro da nossa comunidade para termos duas rdios. sabido que a comunidade est a evoluir. A Rdio Alfa as primeiras geraes que chegaram a Frana vo ou-vindo a rdio, com ou sem crti-cas escutam a rdio, agora as no-

    vas geraes, os mais novos no esto para a virados.

    E isso deve-se ao qu? H muito trabalho a fazer para ir buscar ouvintes mais jo-vens? A Alfa tem que evoluir e mudar.

    Mas para fazer uma mudana radical, posso perder a primeira gerao e no conseguir cativar a terceira.

    E isso contorna-se como?Contorna-se em fazer pequenas mudanas, mas progressivas.

    Claro que depois temos os ou-vintes da primeira gerao que dizem, agora passam imensa msica de midos, vocs esto malucos, isto s barulho. Por outro lado, temos os netos que dizem, vocs no tm alternati-va musical do nosso gosto, por isso vamos escutar outras r-dios. Qual a nossa aposta, j que somos uma rdio portuguesa vamos levar mais informao sobre Portugal e passar a boa msica portuguesa nas nossas emisses. A pessoa que quer buscar msica portuguesa no tem mais alternativa se no escutar a Rdio Alfa. As rdios francesas s passam msica lo-cal ou inglesa que boa, mas ns tambm temos msica de grande qualidade e cantada em portugus. E tentar ter qualida-

    ...O que falta comunidade a unio, lutarmos juntos para no haver s um primeiro, mas sim vrios primeiros.

    Penso que isso vai mudar, porque os filhos dessas pessoas so mais literatos, tm cursos universitrios, tm posies de

    trabalho e na sociedade francesa que os permite adquirir as duas culturas a portuguesa e a francesa.

  • 9 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 10 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    entrevista

    de leva o jovem que hoje critica a Rdio Alfa de nos escutar daqui a uns anos. A r-dio um pouco como a imprensa no se pode mudar o formato de uma dia para o outro, mas sim aos poucos. A Rdio Alfa est hoje a tentar evoluir, e a no revolu-cionar, porque uma revoluo pode origi-nar o caos, e isso no queremos.

    Um dos projectos mais ambiciosos da Rdio Alfa a festa anual dos santos populares. Este ano quais vo ser as novidades?Gostaramos de ter mais artistas, mas mais uma vez temos condicionantes fi-nanceiros. Vamos ter uma grande artis-ta brasileira como cabea de cartaz, a Daniela Mercury, considerada por mui-tos como o furaco da Baa. Vamos ter tambm o Tito Paris, msica africana de qualidade. Isto porque um dos nossos slogans a lusofonia. A lngua portu-guesa no une s portugueses, mas sim angolanos, africanos, brasileiros. Gost-vamos de ser um espelho dos PALOPS.

    Ns estamos a dois mil quilmetros de Lisboa e isso impede-nos de ter acesso a todos os artistas. Claro que gostvamos de ter artistas, mas nas vsperas ou at no mesmo dia da festa tm concertos. Acho que o cartaz mais ou menos de qualidade, temos um grupo de artistas para todos os gostos. Depois h a parte financeira e at a prpria disponibilidade do artista. Depois temos os Adiafa, um grupo de cantares populares, a gata, uma das divas da cano portuguesa e os repetentes La Harissa, um grupo luso-descendente que tem feito sucesso em Frana.

    H pouco referiu que somos a maior comunidade em Frana, o que acha ento na sua opinio aos portugue-ses para se afirmarem neste pas, falta a ambio?Acho que no se trata de ambio. A mi-nha opinio que pode no ser a certa. Va-mos voltar aos anos 60, onde as pessoas chegaram aqui na misria, mas venceram

    e tm orgulho de dizer que venceram. E o que d, d uma imagem de um portu-gus que chegou a Frana e que venceu, que um lutador contnuo. E isso leva a tentar ser sempre o primeiro. O que falta comunidade a unio, lu-tarmos juntos para no haver s um pri-meiro, mas sim vrios primeiros. Penso que isso vai mudar, porque os filhos des-sas pessoas so mais literatos, tm cursos universitrios, tm posies de trabalho e na sociedade francesa que os permite adquirir as duas culturas a portuguesa e a francesa. Os nossos pais a ideia era vencer e leva-nos a ter uma imagem ne-gativa em Portugal dos emigrantes, que

    chegavam nas frias com carros novos, penso que o povo portugus no per-cebeu. No era a ideia de mostrar que temos mais que tu. Era ideia de que sa-mos de Portugal e vencemos na vida num pas estrangeiro. H de certeza um problema de comunicao, penso que os portugueses que esto em Portugal se vissem de perto o esforo e a fora de vontade do emigrante portugus em levar mais alto a nossa cultura, diria an-tes que o emigrante era um pouco um Embaixador da cultura portuguesa, na promoo no estrangeiro neste caso em Frana da nossa gastronomia, do futebol e da nossa msica.

    ...A lngua portuguesa no une s

    portugueses, mas sim angolanos, africanos,

    brasileiros. Gostvamos de ser um espelho

    dos PALOPS.

  • 11 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 12 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    reportagem

    Embaixador de Portugal fala sobre o 25 de Abril a alunos

    do Liceu Honor de BalzacO Liceu Honor de Balzac, em Paris recebeu

    a visita do Embaixador de Portugal em Frana. Na ordem do dia testemunhos e factos

    sobre o 25 de Abril. Alunos de vrias turmas, que frequentam o terminale, assistiram

    a uma conferncia-encontro onde o Embaixador falou na primeira pessoa e contou o que viveu nessa altura.

    Depois de meia hora de conversa, os alunos do liceu que estudam portugus puderam colocar algumas

    questes relacionadas com a experincia pessoal do Embaixador Franciso Seixas da Costa.

    Fiquei contente por perceber que o 25 de Abril ainda diz muito a estas novas geraes e que h uma curiosidade so-bre o dia da liberdade, sobre o efeito do 25 de Abril sobre a sociedade portuguesa. E a for-ma como as questes foram colocadas prova que as pes-soas esto atentas em relao a algo que muito identitrio minha gerao. Portanto fi-quei por ver que estas novas geraes vivem e tentam per-ceber questes sobre o 25 de Abril, que foi e um elemento

    fundamental na mudana das suas vidas e na vida dos seus pais, referiu. Francisco Seixas da Costa foi um dos militares de Abril, apesar de no ter partici-pado nas horas da revoluo, era um dos ofi-ciais milicianos. No 25 de Abril tive um papel modesto. Eu fiz parte dos ofi-

    ciais milicianos, e de pessoas que desenvolveram a revolu-

  • 13 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 14 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    reportagem

    temos uma viso mais realista. Descobrimos como as pessoas viveram essa poca. Uma coi-sa ler e termos as indicaes nos livros, outra coisa ter os testemunhos de quem viveu de perto o 25 de Abril, disse-nos Silvia Gonalves, uma das alu-nas do liceu.

    o antes do 25 de Abril. Ns tnhamos uma rede clandesti-na que se ligava aos oficiais do quadro, quer no 25 de Abril, quer aps essa data. Estive muito envolvido, fui adjunto da junta de salvao nacional que foi criada aps o 25 de Abril e presidida pelo General Spnola. Essa junta de salvao nacio-nal era constiuida por oficiais do exrcito das foras area e marinha. Enquanto adjunto das foras de salvao nacional estive duran-te um ano envolvido em vrias funes, naquilo que foram as estruturas revolucionrias da poca. Foi uma oportunidade magnifica que tive, de ter uma experincia se considerada poltica, ou mais romntica

    antes de ingressar na carreira diplomtica. Eu concorri ao Ministrio dos Negcios Es-trangeiros em 1974, portanto imediatamente a seguir revo-luo, fiz o curso durante o ano de 1975. A revoluo faz parte da minha vida. O 25 de Abril nas boas memrias que vo ficar para toda a minha existncia. A seguir aos testemunhos dos presentes, seguiu-se um pe-queno debate entre alunos foram pertinentes e quiseram saber o futuro de Portugal, a imagem e as relaes interna-cionais do pas. O mais impor-tante nesta conferncia foi ter a opinio na primeira pessoa de algum que viveu a revoluo, porque mais enriquecedor e

    Como tema da conferncia era os feitos e os testemunhos do 25 de Abril o que sabem ento os alunos sobre o 25 de Abril? Diria que foi uma revoluo, o 25 de Abril. Foi ento chefiada pelos militares e ps fim a um grande tempo de ditadura. Trouxe um novo alento a um

    pas que at ento no sabia o que era respirar liberdade. Fre-derico dos Santos foi tambm o aluno escolhido para agradecer a presena do Embaixador nesta conferncia. O dia em que um liceu francs foi por umas horas uma sala de aulas como se esti-vssemos em Portugal.

  • 15 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 16 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    feiras

    Feira de Nanterre volta a receber

    autarquias do Norte de Portugal

    Produtos portugueses foram os reis de mais

    uma edio

    Pelo stimo ano consecutivo, a ARCOP, uma associao portuguesa, organiza a tradicional Feira de Nanterre, em Frana, voltou e a contar com produtos de Montalegre. Esta feira que decorrer durante trs dias de Maro, na localidade de Nanterre, onde existem perto de 5 mil portugueses, um encontro de culturas, costumes e tradies minhotas, uma ponto de encontro para descobrir algumas localidades portuguesas, como Montalegre, Ponte de Lima.

    A diplomacia presente, o Mai-re de Nanterre, Patrick Jarry, e o representante da Embaixa-da de Portugal Vtor Gil deram as boas vindas ao certame. O Maire de Nanterre em decla-raes Lusopress referiu que Nanterre durante trs dias a capital de Portugal em Frana. Como Maire desta localidade da le de France, tenho a cer-teza que a organizao deste evento, que j vai no stimo ano e que trazem at ns di-

    versas zonas de Portugal, com os seus produtos de qualidade, promove no s a cultura e a gastronomia portuguesa, mas que ao mesmo tempo promove a cidade de Nanterre aos por-tugueses que vem de Portugal e que assim ficam a conhecer a nossa localidade.Do lado portugus, Vtor Gil, responsvel pelos Assuntos So-ciais da Embaixada de Portugal em Frana, salientou a impor-tncia das trocas culturais e

  • 17 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

    econmicas entre Portugal e o pas de acolhimento de mais 1 milho e 400 mil portugueses: Sabe que temos com a Frana mais de 200 geminaes e h um permanente intercmbio entre cidades portuguesas e francesas. E esta feira tam-bm uma forma de intercm-bio. No muito falado mercado da saudade, a dispor portuguesa presente que encheu por com-pleto a feira junta num clima

    de amigos e confraternizao os muitos barroses que vi-vem e perto de Nanterre.A merenda-convvio que a au-tarquia promove o pretexto para um dia diferente e para que todos se juntem e se sin-tam como na sua terra. A festa era portuguesa e o pa-vilho onde se realizou a feira encheu por completo. Muita animao, ranchos e rusgas portuguesas actuaram e fize-ram a festa.

    Cmaras portuguesas apostam na Feira de Nanterre para promoverem as suas regies A Cmara de Ponte da Barca est presente nesta feira h 5 anos, o seu Presidente, Vassalo Abreu, afirma que importante para o concelho estar aqui nesta feira. Corresponde exactamente aos anos em que sou Presidente da Cmara de Ponte da Barca. A pro-moo da nossa regio muito

    importante e ns fazemos parte de uma zona nica em Portugal e na Pennsula Ibrica, rica com a sua biosfera que o Parque Na-cional da Peneda Gers. A terra fria transmontana esteve presen-te nesta feira com os produtos de Vinhais, a capital do fumeiro, e Vimioso, onde o slogan tradi-o e qualidade de vida. Os seus respectivos presidentes Amrico Pereira, Presidente da Cmara de Vinhais e Jos Rodrigues, Presi-dente da Cmara do Vimioso, sa-

    lientaram ambos a importncia que tem para as suas regies e empresas pessoais estarem pre-sentes nesta feira. Como o caso da Corane que est nesta feira h j vrios anos, tendo sido uma das instituies pioneiras em Nanterre. O presidente da C-mara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, justifica a sua presena com o facto de ali estarem muitos muncipes. A obrigao do Presidente estar onde est a sua gente, disse.

  • 18 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    feiras

    Alm disso, durante o discurso que pro-feriu no local elogiou os emigrantes em geral e o sentido de portugalidade que se sente nas comunidades portuguesas es-palhadas pelo Mundo. No seu discurso, sempre aguardado com enorme expec-tativa, elogiou os emigrantes em geral e o sentido de portugalidade que se sente nas comunidades portuguesas espalha-das pelo Mundo. O autarca referiu que os portugueses so os melhores embai-xadores que Portugal tem no Mundo e que os emigrantes so hoje mais impor-tantes do que nunca: vivemos na Europa e no Mundo, e por isso em Portugal, uma grande crise que afecta muitas famlias e muitos jovens desempregados. Pois hoje muito importante o exemplo dos nossos emigrantes. Deve ser um exemplo para todos a sua coragem, a sua determina-o e o seu sucesso. Como eles venceram

    noutras pocas difceis, tambm hoje os nossos jovens podem vencer se seguirem o seu exemplo de luta e de trabalho, por-que s assim teremos um pas e um futuro melhor para todos.

  • 19 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 20 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    prepara regresso de portugueses a casa neste Vero

    Companhia area francesa inaugura voos entre Nantes/Porto e Nantes/Funchal Portugal tornou-se no destino mais importante para a francesa Transavia.com.Desde 2007 a companhia area francesa efectuou 3900 voos entre Paris - Porto - Funchal e transportou cerca de 500 mil passageiros.Isto equivale a uma fasquia de 25% de mercado no trfego en-tre o Aeroporto Internacional do Porto, Francisco S Carneiro e a cidade das luzes, Paris.Os nmeros foram divulgados numa conferncia de imprensa no aeroporto da invicta. A companhia area que faz parte do grupo Air France/KLM prepa-ra-se agora para inaugurar voos

    regulares entre Nantes-Porto,

    e Nantes-

    Funchal. Voos que vo servir no s os 40 mil portugueses que vivem naquela cidade francesa, mas que pretendem tambm promover o turismo em Portugal.Um investimento que na opinio do Presidente da Transavia.com, Lionel Gurin, vai contribuir para o desenvolvimento das ligaes comerciais e econmicas entre a Frana e Portugal.Os voos vo custar entre os 40 e os 90, depende das alturas do ano.

    A Transavia.com opera voos em lowcost, em 2009 efectuou um inqurito de satisfao junto dos portugueses que viajam nos seus voos e os resultados foram mui-to satisfatrios. No ano passado, a companhia area teve um au-mento de 11% de passageiros, em relao ao ano de 2008.A Transavia efectua voos entre Paris, Beauvais e agora Nantes apenas para o Norte de Portugal. Faro outro dos destinos que est a ser estudado. Para a capi-tal portuguesa para j est fora dos planos da companhia area, j que a Air France tem a exclu-sividade. Ns estamos confiantes dos bons resultados obtidos entre as ligaes areas entre Paris e Por-tugal. Estamos ainda optimistas para a linha que hoje inaugura-mos, muitos dos nossos clientes

    apreciam o nosso servio e no relatrio de qualidade/preo re-velou isso mesmo, mesmo sen-do que em Paris temos muita concorrncia, declarou Lionel Gurin, Presidente da Transavia.com durante a conferncia de imprensa. A reter tambm algumas pala-vras do Presidente da Cmara do Comrcio e Indstria de Nantes, Jean-Franois GendronA che-gada da Transavia.com um acontecimento que vai ser im-

    transavia.com

    portante para a res-truturao do Aeroporto Nantes Atlantique. Esta ligao vai-nos permitir completar ligaes de charter regulares. Estas linhas Nantes-Porto e Nantes-Funchal vai igualmente resultar num desenvolvimento rpido no turismo. A Transavia.com, do grupo Air France, uma promessa/alternativa de quali-dade para os nossos passageiros. Com uma mdia de 170 mil pas-sageiros anuais, esta companhia vem reforar ainda mais com es-tes voos, os 115 destinos directos

    que j existem nas nossas plata-formas. E abre ao mesmo tempo um descobrimento da nossa re-gio a clientes estrangeiros. Lionel Gurin, Presidente da Transavia

  • 21 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 22 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    festas

    Festa de Cergy-Pontoise traz cultura portuguesa a FranaA festa anual de Cergy-Pontoi-se aconteceu no fim-de-sema-na de 20 e 21 de Maro. Com forte tradio junto da comu-nidade portuguesa, a edio deste ano seguiu a linha do ano anterior.

    No primeiro dia do evento, houve uma feira durante o dia, com stands de vrias empresas, que aproveitaram para divul-gar os seus produtos de uma forma mais prxima do consu-midor. Somos o nico banco em que os prprios directores vm ao encontro dos emigran-tes. Ns no esperamos por eles, vimos c dar a cara, disse Srgio Ventura, director do bal-co do Santander-Totta de Vila Pouca de Aguiar.

  • 23 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 24 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    festas

    Na noite do primeiro dia houve espectculo musical com a actua o dos Kapa Negra (grupo de Orlans), Paula Soares, cantora luso-descendente nascida em Frana, e o conhecido Rui Bandeira. O cantor confessou que um motivo de grande orgulho ser convidado para actuar nesta festa. Vir comunidade por-tuguesa com a frequncia que estou a vir, principalmente neste ano, deixa-me muito orgulhoso.

    No dia 21 a animao ficou a cargo de grupos de ranchos. Houve tambm uma feira portuguesa com restaurao tpica do pas. Para o ano, a festa de Cergy-Pontoise estar de volta com uma programao que trar a Frana um pouco de Portugal.

  • 25 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 26 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    Fernando Cndido

    Miguel Ramosdos estabelecimentos Cndido

    Estabelecimentos

    Cndidoinauguram

    novo armazm

    Em 2006/2007 crescemos de uma tal maneira que era impossvel continuar em Champigny. So tnhamos duas coisas a fazer, ou fechar ou crescer. Escolhemos crescer, disse Fernando Cndido, proprie-trio do estabelecimento. Da a criao deste novo armazm, com uma rea de 5.000 m2.

    A inaugurao marca o arranque de uma nova fase da empresa que pretende, a partir de agora, tentar crescer no mer-cado, abrangendo outro tipo de clientes, nomeadamente grandes superfcies, se-gundo Miguel Ramos, scio de Fernando Cndido.

    A festa de abertura aconteceu nas novas instalaes. Entre clientes, fornecedores e amigos, o empresrio juntou cerca de 350 pessoas num jantar informal. Para alm de haver convvio com o senhor Cndido e os seus colaboradores, h todo um n-cleo de pessoas, desde os fornecedores aos clientes. Acho que muito importan-te este convvio, disse Filipe Fraga, dos

    Os Estabelecimentos Cndido abriram um novo armazm, na zona industrial de Chennevires, no Val-de-Marne. A inaugurao foi no dia 27 de Maro e contou com a presena de muitos amigos, clientes e fornecedores.

    Queijos Tavares, fornecedores dos Estabe-lecimentos Cndido.

    Os vrios fornecedores da empresa de Fernando Cndido presentes no evento consideraram-se satisfeitos com a par-ceria comercial que tm vindo a desen-volver. O senhor Cndido uma pessoa sria e enquanto for ele que estiver fren-te do negcio estar sempre a trabalhar connosco porque acho que de uma ge-rao de pessoas honestas, declarou Rui Costa, da empresa Rui Costa e Sousa & Irmo, S.A.

    Os Estabelecimentos Cndido so o mais antigo importador de produtos portugue-ses para Frana. A empresa iniciou a sua actividade em 1969 e, desde ento, tem

    crescido e continuado a servir a comuni-dade portuguesa residente em Frana.

    Miguel Ramosdos estabelecimentos Cndido

    Fernando Cndido

  • 27 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 28 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    festivais

    Festivais de Vero 2010

    Portugal volta a vibrarao ritmo da msicaneste VeroO Vero por excelncia uma poca de descontraco e alegria. E em Portugal tambm sinnimo de Festivais de Vero. Um pouco por todo o Pas, quase possvel passar, pelo menos, os meses de Julho e Agosto, literalmente a danar.Rock in Rio, Suddoeste TMN, SuperBock Super Rock, Delta Tejo, Optimus Alive, so alguns dos nomes que se foram tornando sinnimos de poca estival.

    o Rock in Rio, um dos nomes mais sonantes de todo o calen-drio, que marca o incio das fes-tas e quase celebra, este ano, a chegada do Vero, decorrendo nos ltimos dias de Maio.A j bem conhecida Cidade do Rock, situada no Parque da Bela Vista, em Lisboa, j est a prepa-rar-se para receber personalida-des da msica moderna mundial,

    como Elton John, Shakira, a revelao de 2009 Leona Lewis, e os portugueses Mariza, Xutos & Pontaps, Jorge Palma ou Rui Veloso.Novamente, a Cidade Rock, que este ano ter como tema a Aura, e que vai funcionar nos dias 21, 22, 27, 28 e 29 de Maio, vai disponibilizar o Palco Mundo, o Palco Sunset, e a Ten-da Electrnica, bem como o es-

    pao fashion, uma zona para os mais pequenos e outra para compras e a zona de restaurao.

    Os bilhetes para o evento j po-dem ser comprados, e apresen-tam preos de 58 euros (bilhetes dirios).Em Junho regressa o Sumol Summer Fest, que vai animar o Ericeira Camping nos dias 25 e 26 de Junho, com nomes de artistas como Mtisyahu, Gentle-man, Groundation ou Evolution.

  • 29 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

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    O Palco Sumol, onde se vo reali-zar os concertos e a Tenda Good Vibes, que vai levar a msica pela madrugada, tocada por vrios DJs, vo ter como pano de fundo as ondas da Ericeira e o surf.O preo dos bilhetes desta se-gunda edio de 30 euros (dia) ou 40 euros (passe de dois dias) com acesso gratuito ao Ericeira Camping nas noites do festival.Julho o ms mais animado, j que a maioria dos festivais ir de-correr nesta altura.E logo nos primeiros dias est j festa programada, com o Festival Delta Tejo, entre os dias 2 e 4, de-dicado aos sons de pases pro-dutores de caf, e com algum destaque para a msica dos pa-ses lusfonos.Este ano, no dia dedicado s

    mulheres, as portuguesas Ana Moura e Susana Flix, e a bra-sileira Ana Carolina vo marcar presena no evento, onde esto tambm j confirmados o brasi-leiro Carlinhos Brown, os portu-gueses Buraka Som Sistema e a nigeriana Nneka.O Alto da Ajuda, em Lisboa, novamente o local eleito para receber o evento, e o preo dos bilhetes de 25 euros por dia, e o passe de trs dias 40 euros.Se ficou com gua na boca por mais festivais, no vai ter que es-perar muito. que j na quinta-feira a seguir, mais propriamente, no dia 8 de Julho, ainda em Lisboa, mas jun-to beira-rio, o Passeio Martimo de Algs vai vibrar com msica.O Optimus Alive comea nesse

    dia e vai pulsar at ao sbado seguinte, dia 10, oferecendo dois palcos, o Palco Optimus e o Palco Super Bock, onde iro to-car Pearl Jam, Kasabian, Phoenix, Faith No More, Alice in Chains, Skunk Anansie, Manic Street Pre-achers, Gossip, ou os premiados The XX.Os bilhetes para o festival, que j esto venda, so de 50 euros

    festivais

  • 31 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 32 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    (bilhete dirio), e 90 euros o pas-se para os trs dias.Logo no dia 16 de Julho, e at dia 18, a Herdade Cabeo da Flauta, no Meco, (Sesimbra) vai ser palco do famoso Super Bock Super Rock.Com trs palcos e algumas novi-dades ainda em carteira, o festi-val tem j confirmadas presenas internacionais e portuguesas, como Pet Shop Boys, Temper Trap, Vampire Weekend, The Na-tional, John Butler Trio, Cut Copy, Palmas Gang, Rita Redshoes, Ri-

    cardo Villalobos & Zip.O preo do bilhete dirio de 40 euros, e o passe de trs dias (com campismo includo) de 70 euros.O Sudoeste TMN, outro nome forte dos festivais de Vero, vai marcar o incio de Agosto, de-correndo entre 4 a 8, na Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar.Com nomes confirmados como M.I.A., The Flaming Lips, Massive Attack, ou Kruder & Dorfmeister, a 14 edio do festival apresenta

    uma novidade, o Car Camping que permite aos campistas levar o carro para um espao especial dentro do campismo.Os bilhetes j esto venda e custam 40 euros (dirio), 80 eu-ros (passe de cinco dias) e 90 eu-ros (passe de cinco dias com Car Camping).O preo dos passes tem o cam-pismo includo e permite o aces-so ao recinto a partir de 31 de Julho.Mas para quem prefere outro tipo de msica, o tradicional

    Cool Jazz Fest, vai trazer regio de Cascais e Mafra, entre 5 e 25 de Julho uma programao va-riada de diferentes sonoridades.Norah Jones, Diana Krall, Chris Isaak, Deolinda, Omara Portuon-do so alguns dos nomes que vo poder ser vistos e ouvidos durante o ms de Julho.Os preos para os espectculos j se encontram venda e apre-sentam preos entre 20 e 60 eu-ros para Diana Krall e Norah Jo-nes, ou 30 euros para Chris Isaak.Mas, certamente, que muitas

    outras novidades surgiro entre-tanto. s preciso estar de ouvi-do atento.Mas no se pense que s de festivais musicais que o Vero em Portugal composto.Ao longo do Pas so vrios os municpios e regies que apro-veitam a poca de calor para realizar festividades e concertos diversos com nomes da msica portuguesa e estrangeira. s uma questo de estar aten-to e ver qual o evento mais prximo de si.

    festivais

  • 33 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 34 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    Fora conjunta que foi ao Haiti condecorada pelo Governo

    No incio do ano de 2010, ningum ficou indiferente

    tragdia que ocorreu no Haiti, em Port-Au-Prince.

    No dia 12 de Janeiro, um potente terramoto destruiu

    uma parte substancial da capital do mais pobre

    pas das Amricas, provocando uma onda de solidariedade nunca vista em termos internacionais.

    Tambm Portugal, imbudo desse esp-rito de entreajuda, caracterstica alis do povo lusitano, de imediato disponibilizou meios para ajudar aquele povo que tudo tinha perdido em fraces de segundos.Apesar de saberem as dificuldades que iriam passar, de imediato partiu para Port-Au-Price um C-130 com uma equipa da Proteco Civil, membros da ONG AMI - Assistncia Mdica Internacional, mdicos do INEM e de Medicina Legal, o Corpo Es-pecial de Bombeiros e alguns jornalistas a bordo. Todos eles com a convico de que iriam dar o seu melhor para ajudar aquela cidade e aquela populao a voltarem a ter uma vida normal o mais depressa pos-

    svel. No avio militar levava-se, para alm de uma grande esperana, todos os meios tcnicos, logsticos e mdicos para que fosse possvel montar um acampamento para o maior nmero possvel de haitianos que tinham ficado sem casa.Mas mesmo antes da partida de Portugal da ajuda humanitria, j estava no terreno o Conselheiro portugus da Embaixada em Havana, Mrio Gomes, que se des-locara para o local no dia em que o ter-ramoto atingiu Port-Au-Prince. Sara de Havana, (isto porque no Haiti no h Em-baixada portuguesa) com o objectivo de procurar os portugueses que se encon-travam na regio e proceder evacuao

    daqueles que assim o desejassem. Quem se recorda deste diplomata, que foi o l-timo Cnsul em Nogent-sur-Marne e, de-pois da reestruturao consular, ficou por c como Cnsul-Geral adjunto em Paris, sabe como este protege os interesses dos portugueses, conseguindo rapidamente identificar os que estavam desaparecidos e enviar para Portugal os que queriam ser evacuados.Mas de um objectivo inicial puramente consular, depressa a sua misso foi para alm da diplomacia. Avisado da chegada da ajuda portuguesa, de imediato se des-dobrou em contactos com um conjunto de intermedirios, das agncias das Na-es Unidas misso militar dos capace-tes azuis, da ajuda humanitria europeia s autoridades haitianas, para que a mis-so portuguesa fosse eficaz.Os obstculos que se colocavam eram bastantes. No havia uma coordenao coerente entre as diversas ajudas que chegavam de diferentes Pases. O objec-tivo principal da equipa portuguesa era conseguir montar um campo de des-locados, porm o que poderia parecia simples, no terreno revelou-se uma tare-fa bastante difcil, ao ponto dos prprios membros da misso chegarem a duvidar da possibilidade de levarem a bom porto a sua misso. As autoridades haitianas, cuja capacida-de de gesto corrente era, mesmo antes do terramoto, bastante limitada, foi gra-

    reportagem

  • 35 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 36 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    vemente afectada pelo sismo, quer pela perda de vidas humanas, nomeadamente quadros tcnicos, quer pelo prprio de-sabamento de um nmero significativo de edifcios governamentais, que trans-formaram em escombros uma parte im-portante da memria do Pas. No que se refere s Naes Unidas, cuja misso, quer a nvel civil quer ao nvel militar, se havia transformado no garante da estabilidade e da governabilidade do Haiti nos ltimos anos, o sismo de 12 de Janeiro provocou um trauma profundo nos funcionrios que conseguiram sobreviver, que resis-tiam, como podiam, a chorar a mais de uma centena de amigos, companheiros e colegas que viram perecer numa fraco de segundos, enquanto rua o quartel-general da Minustah. Foi neste cenrio de profunda desorgani-zao e desalento que a misso portugue-sa procurou materializar a sua ajuda. Para que isso se tornasse possvel a colabora-o com a Organizao Internacional das Migraes, a Agncia das Naes Unidas que coordenava a instalao de campos para deslocados, revelava-se essencial. Tambm a, o factor Portugal se revelou da mxima importncia, na medida em que o interlocutor daquela agncia com a nossa misso era igualmente um portu-gus, Nuno Nunes, o qual, apesar dos in-meros constrangimentos que sentia para fazer chegar a ajuda internacional a quem dela necessitava, sempre fez os possveis e muitas vezes o impossvel para que no mais curto espao de tempo possvel

    os milhares de pessoas que dormiam nas ruas pudessem ter um tecto nem que uma tenda fosse para os proteger das intempries da natureza.Mas a misso portuguesa no se resu-mia simples instalao de tendas para os deslocados, pois em conjunto com a equipa da proteco civil seguia igual-mente um grupo de mdicos do INEM as-sim como elementos da ONG da Assistn-cia Mdica Internacional (sem esquecer uma especialista do instituto Nacional de Medicina Legal para identificao de ca-dveres), que pretendiam operacionalizar um centro mdico avanado no seio do campo. Para que isso fosse possvel, era necessrio coordenar a sua aco com a Organizao Mundial da Sade, Agncia das Naes Unidas responsvel por esta rea, tarefa que, perante a anarquia insta-

    lada em todos os hospitais e no sistema de sade haitianos, se revelou de especial dificuldade. Da que, perante este cenrio e perante a impossibilidade de, no ime-diato, conseguir instalao do desejado campo para deslocados, a misso portu-guesa tenha optado por colocar a totalida-de das suas equipas mdicas, assim como os conceituados bombeiros Canarinhos (a maioria dos quais com experincia pa-ramdica) a trabalhar no hospital instalado na base operacional das Naes Unidas.A excelncia do trabalho desenvolvido pelas equipas portuguesas mereceu, de resto, amplos elogios da parte da Univer-sidade de medicina de Miami, entidade que se encarregava da gesto daquele improvisado e congestionado centro hos-pitalar. No obstante o seu nmero reduzi-do, o esforo das equipas portuguesas foi

    largamente apreciado e contribuiu, sem qualquer tipo de dvidas, para que muitas vidas humanas pudessem ser salvas. Apesar da ajuda portuguesa se fazer j sentir ao nvel dos cuidados mdicos, mantinha-se essencial o cumprimento do objectivo primrio, mas nem a diplo-macia da misso nacional parecia capaz de ultrapassar os entraves colocados por uma dupla burocracia, a da ineficiente ad-ministrao haitiana e a da incapacitada misso das Naes Unidas. Uma vez mais, foi uma portuguesa quem desamarrou o n grdio, dando conta de um projecto por si desenvolvido, ao longo dos ltimos dois anos, de reforo do poder local hai-tiano, atravs da criao de comits muni-cipais de crise nos Municpios de Port-Au Prince (curiosamente para fazer face aos furaces que frequentemente afectam aquele Pas). Foi depois de um contacto com esta responsvel das Naes Unidas, Clara dos Santos, que a misso portugue-sa decidiu avanar sozinha para o terreno e descobrir interlocutores locais que lhe permitissem, no s a instalao do seu campo de deslocados mas, sobretudo, garantir uma ajuda mais eficaz queles que mais dela necessitavam. O municpio de Delmas, na rea central da capital haitiana, aceitou de bom gra-do a ajuda portuguesa, identificando de imediato um terreno propcio e uma populao necessitada para usufruir dos meios colocados sua disposio pelo nosso Governo. Para a misso nacional, essa colaborao constituiu uma luz que

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    se acendia ao fundo do tnel, pois a partir de a foi-lhe possvel construir uma estrutura, em con-junto com as Naes Unidas e com outras ONG internacionais, para no s ser a primeira insti-tuio internacional a pr de p um campo organizado para des-locados como, igualmente, abrir caminho para que outras insti-tuies e organismos interna-cionais conhecessem o mtodo mais correcto para fazer chegar aos necessitados as suas dispo-nibilidades de ajuda. Finalmente, aps mais de uma semana de constrangimentos e angstias, a misso portuguesa conseguia finalmente instalar um campo para deslocados, cons-titudo por 44 tendas familiares de grandes dimenses, qual se agregava um centro mdico de urgncias, capaz de servir uma populao total acima das sete-centas pessoas. Para alm disso, conseguiram ainda que organi-zaes no governamentais de outros Pases instalassem latrinas e chuveiros portteis, essenciais para a higiene e para a conten-o de epidemias, assim como o fornecimento de gua potvel e alimentos, no s para as pesso-as instalados no campo mas, de igual forma, para cerca de um milhar de pessoas que se encon-

    travam em alojamentos prec-rios nas zonas envolventes.A improvisada cerimnia de inaugurao do campo, baptiza-do pelos locais Campo Azul da Amizade Portugal/Haiti, e que foi transmitida pelos diferentes rgos de comunicao social portugueses presentes no local, constituiu uma enorme festa de confraternizao, na qual deze-nas de jovens haitianos, na sua imensa maioria rfos, agrade-ceram aos cooperantes portu-gueses a sua solidariedade e es-prito humanista. Uma imagem bonita, a da bandeira do Haiti a elevar-se em conjunto com os smbolos nacionais portugueses,

    os Hinos cantados pelas vozes desembargadas pela emoo e, no final uma partida amig-vel de futebol, complementada pelo desejo sincero da misso portuguesa de que a sua ajuda possa contribuir para um futuro melhor para aquele povo marti-rizado.No regresso a Portugal, os mem-bros da misso congratulavam-se com os resultados obtidos, felicitando-se mutuamente no voo de regresso novamente em C-130, numa exaustiva via-gem de quase 24 horas. E, uma vez em Portugal, esses resulta-dos foram reconhecidos pelo Governo portugus, que decidiu

    condecorar os elementos que se deslocaram ao Haiti com a Medalha de Mrito de Protec-o e Segurana, condecorao atribuda pelo Ministro da Ad-ministrao Interna a quem se distingue pela realizao de ac-tos que impliquem risco notrio, solidariedade excepcional e coo-perao altrusta. A cerimnia de condecorao decorreu no dia 1 de Maro, no decurso das ceri-mnias de comemorao do Dia da Proteco Civil, altura em que o Ministro da Administrao In-terna, Rui Pereira, homenageou os integrantes da Fora Conjun-ta que se deslocou de Portugal ao Haiti.

    No final da cerimnia, o Coman-dante Elsio Oliveira da Proteco Civil, a quem competiu chefiar a misso, congratulava-se com os resultados alcanados, conside-rando que todos os elementos contriburam com o seu melhor, demonstrando elevado grau de profissionalismo e altrusmo. Tambm o diplomata Mrio Gomes se deslocou de Cuba a Portugal para ser felicitado pelo Ministro da Administrao Inter-na e receber a Medalha pela sua excepcional colaborao com a Fora Conjunta e pelo contribu-to imprescindvel ao sucesso da misso. Para o antigo Cnsul de Nogent e Paris, a possibilidade de ajudar pessoas em necessi-dade foi a principal recompensa que reteve desta misso, no es-condendo, no entanto, o orgulho que sentiu por ver os seus esfor-os reconhecidos e premiados. Apesar das dificuldades sentidas chegou a dormir no cho nos primeiros dias, antes da chega-da da equipa da Proteco Civil Mrio Gomes no hesitaria em voltar para o terreno, consideran-do que a entreajuda existente no grupo portugus e a solidarieda-de que se desenvolveu entre este e o povo haitiano transformaram esta misso no momento mais marcante da sua carreira.

    reportagem

  • 40 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

  • 42 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    As obras martimas do novo Ter-minal de Cruzeiros do Porto de Leixes, esto oradas em 19 milhes de euros. O projecto foi apresentado imprensa inter-nacional durante uma viagem cidade do Porto, patrocinada pela Transavia e o Turismo de Portugal para reforar as ligaes areas entre Frana e a cidade da invicta. O investimento nes-te terminal vai reforar o papel do Porto de Leixes no turismo de cruzeiros, para que no seja apenas um local de passagem e passe a ser um porto de escala. O turismo de cruzeiros hoje uma actividade em franco cres-cimento em todo o mundo. No ano passado, desembarcou em Leixes cerca de 50 navios de cruzeiro, com 26 mil passagei-ros. Estas obras de remodelao do porto tem como objectivo traado que em 2015, cheguem por mdia 108 navios, com mais de 110 mil passageiros. Trata-se para a Administrao do Porto de Leixes de uma ambio com

    Porto de Leixes Obras martimas do novo terminal de cruzeiros

    os ps assentes na terra, que pode ser atingida. As obras de-vem estar concludas em 2011. Este investimento integra-se na estratgia do Governo portu-gus, de promover investimen-to pblico til. um contributo muito importante para dinami-zar a economia e criar postos de trabalho, referiu o Ministro das Obras Pblicas, Transportes e Comunicaes num comunica-do imprensa. Mrio Lino referiu ainda o crescimento que o Porto de Leixes tem vindo a registar nos ltimos anos, recordando que ele resulta do investimen-to realizado pelo Governo, que totalizou 90 milhes de euros, entre 2005 e 2008. As obras mar-timas, cujo concurso foi hoje lan-ado, vo permitir construir um cais com 340 metros de com-primento, o que possibilitar a acostagem de navios de cruzeiro at 300 metros, mais 50 metros do que permite o actualmente utilizado. O projecto prev ain-da a construo de um porto de

    recreio para 170 embarcaes. Em Setembro, ser lanado o concurso para a construo do edifcio do Terminal de Passagei-ros. O calendrio hoje divulgado estima que as obras martimas estejam concludas em Maro de 2011 e o edifcio do terminal de passageiros em Dezembro do mesmo ano. Para Matos Fer-nandes, presidente da Adminis-trao dos Portos do Douro e Leixes (APDL), o novo Terminal de Cruzeiros um projecto que vai marcar o Porto de Leixes escala mundial. uma resposta ambiciosa a uma necessidade, j que a maioria dos actuais navios de cruzeiro no cabem em Lei-xes, frisou. O presidente da C-

    mara de Matosinhos, Guilherme Pinto, tambm elogiou a obra, salientando que dentro de trs

    anos, a regio ser servida por um terminal de cruzeiros que j um orgulho.

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    notcias

    7 Semana gastronmica dos sabores de Portugal

    Sabores de Trs-os-Montes e Aores em Valenton

    A 7 semana gastronmica de sabores de Portugal de-correu entre os dias 21 e 28 de Maro na sala Vasco da Gama, no edifcio da Rdio Alfa, em Valenton. O evento trouxe at Frana sabores portugueses das regies de Trs-os-Montes e dos Aores.

    Acho que uma belssima oportunidade para os por-tugueses que vivem aqui em Paris terem uma memria gustativa do seu pas, declarou Francisco Seixas da Cos-ta, embaixador de Portugal em Frana. O embaixador considerou ainda que todos os portugueses deveriam dar a conhecer um pouco de Portugal e da comida por-tuguesa aos franceses.

    Os restaurantes O Acadmico, de Bragana, e Mariser-ra, de So Miguel, foram os eleitos para cozinhar para a comunidade portuguesa este ano. Os restaurantes ser-viram pratos tpicos das zonas de onde de onde vm. O Acadmico tem como especialidade a posta miran-desa e o Mariserra apostou sobretudo no peixe e no marisco.

    Eu acredito que temos que por cada vez mais valor nos produtos regionais para os nossos filhos e netos, a nova gerao, saber da regio onde os pais ou avs nasceram e poderem conhecer a culinria regional, disse o comen-dador Armando Lopes em entrevista Lusopress.

    Antnio Machado, restaurante O Acadmico de Bragana

    Vitor Duarterestaurante Mariserra

  • 46 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    reportagem

    A agncia da pera do Banco Le Credite Lyonnais (LCL), em Paris, organizou um cocktail para os clientes portu-gueses do banco. A iniciativa serviu para celebrar um acordo entre o banco francs e o BES, existente desde Dezembro de 2008.

    O acordo tem como objectivo facilitar as trocas de ca-pital entre Portugal e Frana. Quem cliente do LCL e do BES pode fazer as suas transferncias gratuitamente para Portugal, em qualquer agncia do Le Crdit Lyon-nais, disse Madalena S da Bandeira, directora do depar-

    Parceria BES/LCL celebrada na agncia da pera

  • 47 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 48 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    tamento de particulares do BES. O acordo prev ainda uma srie de vantagens para quem for cliente dos dois bancos, nomeadamente bonificaes no crdito habitao e viagens mais baratas para Portugal.

    Os clientes que compareceram ao evento confessaram-se satisfeitos com o servio prestado e, nomeadamente, com a parceria LCL/BES. Eu acho que todas as iniciativas, protocolos, parcerias que facilitem, de algum modo, a vida do consumidor so louv-veis disse Marlene Pereira, cliente do BES.

    Os clientes podem tratar dos seus negcios em qualquer uma das 2000 agncias do Banco LCL em Frana. Mas a celebrao aconteceu na agncia da pera porque tem uma forte ligao com a comunidade portuguesa. Aqui h at um funcionrio em per-manncia, quatro dias por semana, dedicado apenas aos clientes portugueses.

    O Banco LCL e o BES, ambos pertencentes ao grupo Crdite Agricole, prometem con-tinuar com a parceria e estar atentos s necessidades dos clientes.

  • 52 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    Como tem sido habitual celebrou-se no passado Domingo, no Santurio de Nossa Sra. de Ftima, o Domingo de Ramos.A beno dos Ramos contou com a presena de muitos fiis e tambm com a participao de jovens do Santurio. Uma Tuna de jovens Catlicos vinda do Porto animou tambm esta tarde com a encenao da via sacra. Alfredo Lima

    Domingo de Ramos celebrado no Santurio de Nossa Sra. de Ftima

  • 53 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 54 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

  • 55 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 56 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    Prmios Talento 2009O Ministrio dos Negcios Es-trangeiros, atravs do Gabinete do Senhor Secretrio de Estado das Comunidades Portuguesas, est a organizar o concurso Pr-mios Talento, que visa reconhe-cer o mrito dos portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro, que se destaca-ram nos domnios das artes do espectculo ou visuais, associa-tivismo, cincia, comunicao social, desporto, divulgao da lngua portuguesa, empresarial, humanidades, literatura, poltica e profisses liberais.

    As candidaturas devem ser apresentadas pelos prprios ou por terceiros dirigidas ao Director Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Por-tuguesas, Largo do Rilvas, 1399-030 Lisboa ou para o email ta-lentos@dgaccp.pt e podero ser entregues na Embaixada de Portugal em Londres ou nos Consulados Gerais de Londres e

    Manchester. Sero apenas admi-tidas as candidaturas recebidas no MNE, em Lisboa, at ao dia 14 de Junho de 2010, inclusive.

    Os documentos a enviar so os seguintes: (i) fotocpia ou do Bilhete de Identidade ou do Carto do Cidado ou do Passa-porte; (ii) curriculum vitae em portugus; (iii) relatrio detalha-do e justificativo da candidatura, acompanhado de documentos comprovativos, devendo nele constar a categoria a que se candidata.

    Na primeira fase do concurso, um jri ir seleccionar trs can-didaturas em cada rea e torna-r pblica a sua deciso at ao dia 12 de Julho de 2010. Posterior-mente, os seleccionados de to-das as categorias deslocar-se-o a Portugal acompanhados de uma pessoa, por eles designa-da, para participar na Gala dos Prmios Talento, onde sero

    nomeados os vencedores e que ser transmitida em directo nos canais da RTP e RDP, em 23 de Julho de 2010.

    O regulamento pode ser con-sultado no Portal das Comuni-dades Portuguesas, na pgina dos destaques www.secomuni-dades.pt.

  • 58 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    NOVIDADE

    POSTA

    E COSTELETA

    MIRANDESA

  • 59 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

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  • 62 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

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  • 64 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    Para rir....

    Uma equipa da RTP entra pela Amaznia dentro e encontra uma tribo.O chefe vem receb-los, e o jornalista pergunta um pouco desconfiado:- Isto no uma tribo de canibais?- De canibais? No, no, estejam descansados que o ltimo canibal que havia nesta tribo foi comido pela minha famlia na semana passada!

    Na escola:- Que sabes tu dos qumicos do Sculo XVII, meu menino?- Bem ... Sei ... Sei ... Que esto todos mortos ?!?

    - Est bem , eu tomo nota ... O Luizinho no pode vir s aulas hoje porque est com gripe ... J agora, quem que est ao telefone ?- o meu paizinho Sra. Professora !

    - Se fosses um animal irracional, qual que gostavas de ser ?- Sei l !- Eu gostava de ser um ATUM ! que assim a minha mulher era ATUA !!

    A mulher: - Fernando! Ajuda-me a calar o beb! Ele tanto meu como teu!O marido (virando-se para o outro lado cheio de sono):- Cala a tua metade e deixa chorar a minha.

    BARCELONABERLIMBRUXELASBUDAPESTECOPENHAGADUBLINESTOCOLMOGENEBRALISBOALONDRES

    Neste quadro existem 20 nomes de cidades eu-ropeias. Acha que consegue descobri-los em me-nos de 3 minutos. Experimente e lembre-se que podem estar em todas as direces incluindo nas diagonais.

    passatempos

    MADRIDMARSELHAMILOMOSCOVOMUNIQUEOSLOPARISPORTOPRAGAROMA

    Calinadas no futebol...

    Joo Pinto (FC Porto)Esta frase saiu numa situao em que o JP estava lesionado ou castigado e nopodia jogar. Perguntaram-lhe se a sua ausncia no ia influenciar no rendimento da equipa (ou outra coisa do gnero):Comigo ou SEM-MIGO, o Porto vai ser campeo!

    No fim de um jogo que o Porto ganhou:Reprter: - Joo Pinto, felizes com mais esta vitoria?JP: - Sim, estamos felizes porque estamos contentes.

    Brilhante comentrio tcnico, de Gabriel Alves, acerca do golo, invalidado no jogo Euro96, Romnia-Bulgria(?), onde a bola bateu na trave e tocou no interior da baliza, junto linha de golo: De facto foi golo, com a bola a bater A MAIS DE 2 METROS para l da linha de golo

    Gabriel Alves, outro brilhante e tpico comentrio:Um passe para uma zona de ningum, onde realmente no estava ningum!

    Annimo (Vitria de Setbal)Um jogador no identificado do Vitria de Setbal, aquando da suspenso devrios jogadores por causa dos maus resultados, em entrevista rdio:No somos s ns que estamos a jogar mal... Querem fazer de ns bodesRESPIRATRIOS.

  • 65 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS

  • 66 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

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  • 68 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    seja intolerante. Saber vencer tambm fundamental!

    AmorNeste ms dia de Abril, os astros facilitam a convivncia junto a sua cara-metade. Demonstre amor e dedicao a quem ama e mantenha uma forma equilibrada de resolver as pendncias que surgirem.

    VIRGEM ( 23/8 a 22/9 )Vnus lhe proporciona-r a vontade de buscar coisas novas na sua vida. Que tal conhecer pes-soas novas e ir a lugares que voc sempre quis e no conseguiu ir? V em busca de lazer e de no-vas amizades. Aventure-se!

    AmorHoje voc tende a apresentar mais dispo-sio para o amor. Os astros sugerem que, para alcanar seus objetivos, necessrio perseverana. Mantenha o foco no futuro da relao.

    CARNEIRO (21/3 a 20/4)A ligao Vnus-Pluto indica que hora de pensar mais atentamen-te na sua vida profissional. Com a carreira estabilizada, voc vai poder projetar me-lhor o seu futuro e conquistar o que dese-ja mais facilmente. Nada de gastos exage-rados! Seja uma pessoa moderada!

    AmorDurante o ms de Abril, voc deve investir no seu relacionamento amoroso. Valorize seu amor estabelecendo novos projetos para o futuro de vocs.

    TOURO (21/4 a 20/5)Que tal dar uma re-paginada no visual e mostrar-se mais atraente aos olhos das outras pessoas? Invista na sua aparncia e no seu conv-vio com as pessoas. Esse o momento de demonstrar simpatia e carinho por quem est ao seu lado. Hora de esbanjar todo o seu charme por a!

    AmorAproveite este primeiro dia do ms de abril para se motivar e valorizar suas ami-zades e suas conquistas sociais. Este um perodo positivo para expressar seus sen-timentos. Que tal promover atividades de lazer com a pessoa amada?

    GMEOS (21/5 a 20/6)Com Jupiter em sua rea de crise, voc tende a sentir a ne-cessidade de ficar mais recluso. Mesmo no sendo um perodo aconselhvel para atividades sociais, voc pode se divertir no ambiente domstico. Relaxar importante!

    AmorOs astros no seu signo indicam instabili-dade emocional. Cuidado para no criar conflitos com a sua cara-metade em fun-o da sua postura exagerada frente aos problemas do relacionamento. Mantenha a calma!

    CARANGUEJO (21/6 a 20/7)A triangulao en-tre Vnus e Pluto sugere que deve evitar gastos de energia e dinheiro em excesso. Busque momentos mais nti-mos com aqueles que o cercam e nada de compras impulsivas. Tente estabelecer esse equilbrio nos prximos dias.

    AmorVoc est vivendo uma fase favorvel na vida afetiva. Aproveite o perodo e revele seus sentimentos pessoa amada. No deixe que influncias negativas estra-guem este bom momento na convivn-cia. Evite conflitos!

    LEO (21/7 a 22/8)Vnus, em quadratura com Marte, lhe acon-selha a exercitar o seu senso crtico no traba-lho. Esta nova postura lhe trar grandes ganhos profissionais, desde que voc no

    horscopo Abril 2010

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  • 70 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5

    questes pode piorar ainda mais esses la-os familiares. Procure a paz entre vocs!

    AmorSua relao precisa de renovao? Tente no se preocupar tanto com os proble-mas do dia-a-dia e parta procura de no-vas formas de demonstrar seu sentimen-to. Surpreenda seu amor!

    PEIXES (20/2 a 20/3)Mercrio sugere que voc observe mais atentamente o seu lado intelectual. Com sua sensibilidade mais aguada que de costume, voc vai perceber com quem deve se associar para levar seus projectos profissionais adiante. Avalie bem seus parceiros!

    AmorAltura indicada para demonstrar carinho pela pessoa amada. Programe momentos de lazer e intimidade com seu par. No deixe que inseguranas atrapalhem o seu relacionamento.

    CAPRICRNIO (22/12 a 20/1)Hora de estabelecer que o que importa no quesito afectivo qua-lidade e no quantida-de. Voc est mais atraente do que nunca, mas se facilitar vai acabar se envolvendo com pessoas erradas. No tenha pressa e busque o que melhor para voc, mes-mo que demore mais tempo.

    AmorHoje os astros lhe aconselham a demons-trar mais equilbrio emocional. Movido a rompantes e destemperos, voc pode tra-zer mais conflitos a sua relao. Manter a calma fundamental nesse momento.

    AQURIO (21/1 a 19/2)Tenha cuidado hoje na hora de estabe-lecer contato com as pessoas da sua famlia. Vnus lhe d a energia para reatar possveis relaciona-mentos perdidos, mas trazer tona certas

    BALANA(23/9 a 22/10)Enquanto Vnus esti-mula sua vida sexual e aconselha voc a intensificar seus rela-cionamentos pessoais, Marte sugere que pode haver certo des-controle da sua parte. Para que isso no ocorra, pise no freio e v com calma. Crie vnculos afetivos, mas com tranquilidade!

    AmorNesta data a convivncia amorosa est fa-vorecida. Procure manter o equilbrio das suas emoes, caso ocorra alguma situa-o que fuja ao seu controle. Mantenha a calma!

    ESCORPIO(23/10 a 21/11)Vnus est em sua rea de relacionamento, criando uma energia de afetuosi-dade, trazendo mais inti-midade para sua convivncia com as pes-soas. Aproveitando o trgono com Pluto,

    crie vnculos mais fortes com elas atravs de profundas e positivas conversas.

    AmorOs astros sugerem uma boa fase em sua vida quotidiana. Para fortalecer o relacio-namento, aproveite cada oportunidade de demonstrar seus sentimentos pelo seu par. Valorize a convivncia!

    SAGITRIO (22/11 a 21/12 )A energia de Vnus lhe convida a cuidar mais de voc e pen-sar no que pode ser feito para melhorar sua vida daqui por diante. Corra atrs da sua qualidade de vida. Deixe que o trgo-no de Pluto lhe encoraje a ser firme na hora de gastar dinheiro. Controle-se!

    AmorNos prximos tempos procure mostrar mais dedicao a quem voc ama. Os as-tros lhe aconselham a investir com mais afinco na sua vida afectiva.

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    horscopo Abril 2010

  • 71 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS