Lusopress News - Edição 50

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Lusopress News - Unindo os Portugueses

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<ul><li><p>Grupo Pedra Alta </p><p>Novo restauranteem Moissy-Cramayel</p><p>Pg. 4</p><p>EDITORIAL Pg. 2</p><p>Feira de Nanterrevolta a receber autarquias do Norte Pg. 16</p><p>transavia.comprepara regressso de portugueses a casaneste vero Pg. 20</p><p>Festa de Cergy-Pontoisetraz cultura portuguesa a Frana Pg. 22</p><p>Festivais de vero Pg. 28</p><p>Fora conjunta que foi ao Haiti condecorada pelo Governo Pg. 34</p><p>Sabores de Trs-os-Montes e Aores em Valenton Pg. 44</p><p>Prmios Talento Pg. 56</p><p>Passatempos Pg. 64</p><p>Horscopo Pg. 68</p><p>N. 50 | Abril 2010 | Ano 5 | Director: Ldia Sales </p><p>EXPORTAO,TURISMO, COMUNIDADESLUSAS</p><p>UNINDOOS PORTUGUESES</p><p>Pg. 4</p><p>veja pg. 10</p><p>Distribuio gratuitaVenda no autorizada</p><p>Pg. 33</p><p>Grupo Pedra Alta </p><p>Novo restauranteem Moissy-Cramayel</p><p>Entrevista a Fernando Lopes Pg. 6</p><p>Embaixador de Portugal fala sobre o 25 de Abrila alunos de liceu Pg. 12</p><p>Estabelecimentos Cndido inauguram novo armazm Pg. 26</p><p>Parceria BES/LCLcelebrada na agnciada pera Pg. 46</p></li><li><p>2 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5</p><p>Une publication de</p><p>SIGE SOCIALRDACTION ET DPARTEMENT COMMERCIALE1. av. Vasco de Gama94460 VALENTONTl: 01.56.32.92.78</p><p>DIRECTIONDirectrice de la publication:Ldia Sales</p><p>DIRECTEUR-ADJOINTGuilherme Jos</p><p>REDACTIONCatarina DelduqueCristina GomesDiana BernardoJos PassosMarco Martins</p><p>REPORTAGEReporter/JournalisteGomes de S</p><p>Ont collabor ce numroCarina Blanco </p><p>Juridique: Antnio Grcio</p><p>Gastronomie: Chef Ilidio</p><p>3me Gnration: Philippe de Sousa, Joo Tiago</p><p>Correspondants:Carlos Gaspar (France)Carlos Dias (Royaume Uni)Costa Alves (Suisse)</p><p>REALISATIONMaquette: Joo Cazenave</p><p>COMMERCIALDirection du marketing:Jos Gomes</p><p>CONTACT COMMERCIAL06 18 44 74 55</p><p>LusoPress News est gratuit et ne peut tre vendu</p><p>IMPRESSIONEmpresa Grfica Funchalense, SAR. Nossa Senhora da Conceio, 50 - Morelena2715-029 PERO PINHEIROTel: +351 219 677 450Fax: +351 219 677 459geral@egf.com.pt</p><p>I.N.P.I. n. 08 3 550 245</p><p>I.S.S.N.: 1968-6382</p><p>REGISTO N. 53083004</p><p>Mail: lusopress@gmail.com</p><p>Para quem viveu alguns anos debaixo do regime salazarista nunca demais comemorar o </p><p>25 de Abril; essa madrugada vai longe, passaram 36 anos e a palavra liberdade ainda hoje </p><p>faz sentido para quem dela foi privado. No era preciso ter qualquer actividade poltica para </p><p>sentirmos na pele os mtodos do regime , comeando logo pela instruo primria; os </p><p>professores eram formados ou melhor, mal formados para ridicularizar, o vexame e o insulto </p><p>faziam parte do mtodo de ensino assim como as reguadas e castigos que de pedaggicos </p><p>no tinham nada; de ento at agora muita coisa se passou e no fosse a corrupo, os al-</p><p>tos salrios que os administradores pblicos auferem, os assaltos, o desemprego, a falta de </p><p>habitao, a insegurana, poder-se-ia afirmar que bom viver em Portugal e que o 25 de </p><p>Abril valeu a pena, claro que sim para o melhor e para o pior.</p><p>De norte a sul de Portugal os programas da comemorao deste histrico dia so muitos, </p><p>mas o essencial no nos esquecermos dos estrategas que to bem organizaram a revolu-</p><p>o que de to pacifca foi chamada de Revoluo dos Cravos.</p><p>O Embaixador Francisco Seixas da Costa foi um dos militares que participou nesse dia e </p><p>conforme disse ao nosso reprter orgulha-se de ter colaborado e de, passados 36 anos </p><p>falar a jovens luso descendentes para os quais o 25 de Abril no uma data desconhecida, </p><p>e foi com conscincia da importncia de tal data que no Liceu Honor Balzac colocaram </p><p>algumas questes acerca do dia ao Embaixador. Estes jovens que nasceram ps 25 de Abril </p><p>conhecem o significado transmitido pelos pais alguns deles obrigados a abandonar o pas </p><p>pelo regime opressivo.</p><p>O 25 de Abril valeu a pena? Valeu sim!!</p><p>editorialFiche Technique</p><p>Ldia Saleslidiasales@gmail.com</p><p>25 de Abril 36 anos</p></li><li><p>3 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS</p><p>25 de Abril 36 anos</p></li><li><p>4 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5</p><p>reportagem</p><p>Francisco Seixas da CostaEmbaixador de Portugal em Frana </p><p>Antnio BragaSecretrio de Estado das Comunidades Portuguesas </p><p>O grupo Pedra Alta abriu um novo restaurante na zona indus-trial de Moissy-Cramayel. O es-pao novo mas o conceito j bem conhecido do pblico, que pode esperar deste novo Pedra Alta um atendimento e qualida-de na linha que vem sendo se-guida pelo grupo.</p><p>O interior decorado com motivos nuticos. O balco de atendimen-to tem a forma de um navio e, l dentro, h sempre um marinheiro que d as boas-vindas ao cliente. </p><p>Grupo Pedra Alta </p><p>Novo restauranteem Moissy-Cramayel</p><p>A decorao no inocente e evoca aquela que a especiali-dade da casa o marisco. Como entrada ou prato principal, em forma de camaro, sapateira ou lagosta. Para alm disso, o restau-rante serve ainda diversos pratos de carne e peixe. As sobremesas completam a refeio, de forma sedutora ao olho e agradvel ao paladar.</p><p>A cozinha portuguesa mas no atrai apenas clientes lu-sos. H tambm franceses a </p><p>frequentar o espao e muita gente da comunidade chinesa, o que leva a sala a estar quase sempre cheia.</p><p>O grupo Pedra Alta comeou em Portugal h 27 anos. O pri-meiro espao em Frana foi o de Pontault-Combault e jun-taram-se-lhe depois Orly, Bou-logne-Billancourt, Valenton e, agora, Moissy-Cramayel. </p><p>Em breve, abriro mais dois novos espaos. </p></li><li><p>5 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS</p><p>Antnio BragaSecretrio de Estado das Comunidades Portuguesas </p></li><li><p>6 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5</p><p>entrevista</p><p>Fernando Lopes </p><p>na primeira pessoa</p><p>Em entrevista exclusiva, Fernando Lopes, o novo rosto da direco da Rdio Alfa, revelou Lusopress os pro-jectos e as ambies para o futuro. </p><p>Fernando, neste momen-to est frente de vrios projectos, como consegue dobrar-se em vrios papis? Qual o Fernando Lopes que prefere, o que veste a pele de Director da rdio, ou o de Vi-ce-Presidente dos Lusitanos de Saint-Maur, ou o empre-srio da construo civil? A ideia do povo do portugus que vive em Frana muito sim-ples, detestamos estar em casa parados sem fazer nada, h sem-pre um objectivo. De levarmos a nossa cultura aos franceses, aos nossos amigos mesmo que no seja portugus, de uma outra etnia. Uma coisa certa o por-tugus que vive em Frana tem muito orgulho do seu pas. Por isso, concordo com a pergunta e acrescento que a vontade fa-zer muito mais do que um outro qualquer empregado aqui em Frana. Isto leva-nos, da minha parte a ter um papel adminis-trativo, a gesto da Rdio Alfa, como o disse e bem sou o Di-rector, trato da grelha e da parte musical da rdio. Depois tenho outro emprego, de ser tambm Director-Geral de uma empresa de beto a SFB, dentro da qual tenho a funo de gerir a infor-mtica, h ainda a parte despor-</p><p>tiva. Sou o Vice-Presidente dos Lusitanos de Saint-Maur. uma empresa familiar. O meu pai, irm e tia tm funes diferentes na SFB. </p><p>Encara os Lusitanos mais como uma paixo, do que trabalho? Tenho muito orgulho no clube. o primeiro e maior clube por-tugus em Frana. Foi fundado a </p><p>10 de Junho de 1966, poucos me-ses depois de ter nascido. Eu co-mecei a ser jogador no clube com 10 anos. Desde esse tempo at hoje sou licenciado no clube, um pouco o meu clube de corao. mais do que um clube futebol, tem um papel de unir os portugueses e desenvolver a lngua portuguesa. O clube tem um papel educativo, desde sempre demos a oportuni-dade a midos que no tm meios de jogar no clube. Hoje temos jogadores na Equipa A que comearam nos infantis. muito bonito estar no papel e pai e vermos os nossos filhos a jogarem nos Lusitanos. </p><p>A palavra unio continua bem presente na sua vida, at nos Lusitanos? A ideia essa. Temos a sorte de </p><p>ter esta lngua que nos une. Hoje existem grandes clubes portu-gueses em toda a Frana, um deles os Lusitanos. </p><p>Por falar na lngua, a Rdio Alfa tem um pouco esse pa-pel de educar as pessoas. A rdio permite ter um elo de ligao a Portugal, e isso mui-to importante, porque sabemos que quando uma comunidade perde a ligao ao pas de ori-gem, aos poucos a lngua vai de-saparecendo. Temos casos de ter um Sanchez ou um Pancho Vilas, que um nome espanhol, mas que no fala espanhol. E porqu? Porque os pais no tinham matria para dar aos filhos para continuarem a estudar a lngua e tornaram-se completamente franceses. Enquanto tivermos a Rdio Alfa com uma forte presena, ou mesmo as web tvs ou televises que vo sendo criadas e che-gam at c, isto vai-nos permitir nossa juventude ou s novas geraes a vontade de regres-sarem a Portugal, e isso vai per-mitir pr uma imagem sobre as palavras. claro que somos bairristas, no futebol, uns do Benfica, outros sportinguistas, mas uma coisa </p><p>...Eu tenho o papel de guardar esta Rdio Alfa viva, quero leva-l </p><p>para fora de Paris, para poder ser escutada em toda a Frana, e para que isso acontea h </p><p>a hiptese de ir buscar novos emissores.</p></li><li><p>7 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS</p></li><li><p>8 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5</p><p>entrevistalinda vermos todos a torcer pela seleco. </p><p>O Fernando apaixonado pelas coisas que faz? Fala de uma forma como se estives-se agora a viver todos esses momentos, As 24 horas do dia para si no chegam? Costumo dormir pouco, e mes-mo quando estou a dormir so-nho com o trabalho. S no dia desta entrevista fui descansar j passava da uma hora da manh e levantei-me s 6 horas. Nes-te momento estou a trabalhar num relatrio para entregar ao organismo francs que d as li-cenas de difuso a CSA. Eu te-nho o papel de guardar esta R-dio Alfa viva, quero leva-l para fora de Paris, para poder ser es-cutada em toda a Frana, e para que isso acontea h a hiptese de ir buscar novos emissores. E no estou bem a dormir, por-que estou nessa temtica que as 24 horas do dia no chegam. Mesmo a dormir estou a pensar em argumentao para que a CSA nos d o seu sim, para con-vencer o francs a dar novos emissores Rdio Alfa. Tudo o que fao com muita paixo, as 24 horas para mim no chegam, mas tenho a chance de ter pes-</p><p>soas que me rodeiam em quem posso confiar e trabalham um pouco da mesma maneira que eu. claro que no posso s eu a ter as ideias e a escrev-las. Depois h factores que por ve-zes no nos levam a concretizar alguns projectos, como o fac-tor econmico, claro que gosta-va de ter uma televiso, de ter grandes estdios, fazer filmes com portugueses, e at ter um jornal. </p><p>Quer dizer ento que a Rdio Alfa se prepara para novos rumos. O Fernando no teme a concorrncia ou o apareci-mento de novas rdios? Toda a gente sabe que o mer-cado aqui em Paris no suporta mais que uma rdio. Pode haver uma segunda rdio, claro que no posso impedir o apareci-mento de uma nova rdio. Mas, uma coisa posso afirmar o apa-recimento dessa segunda rdio originaria a morte de ambas as rdios. No h mercado finan-ceiro da nossa comunidade para termos duas rdios. sabido que a comunidade est a evoluir. A Rdio Alfa as primeiras geraes que chegaram a Frana vo ou-vindo a rdio, com ou sem crti-cas escutam a rdio, agora as no-</p><p>vas geraes, os mais novos no esto para a virados. </p><p>E isso deve-se ao qu? H muito trabalho a fazer para ir buscar ouvintes mais jo-vens? A Alfa tem que evoluir e mudar. </p><p>Mas para fazer uma mudana radical, posso perder a primeira gerao e no conseguir cativar a terceira. </p><p>E isso contorna-se como?Contorna-se em fazer pequenas mudanas, mas progressivas. </p><p>Claro que depois temos os ou-vintes da primeira gerao que dizem, agora passam imensa msica de midos, vocs esto malucos, isto s barulho. Por outro lado, temos os netos que dizem, vocs no tm alternati-va musical do nosso gosto, por isso vamos escutar outras r-dios. Qual a nossa aposta, j que somos uma rdio portuguesa vamos levar mais informao sobre Portugal e passar a boa msica portuguesa nas nossas emisses. A pessoa que quer buscar msica portuguesa no tem mais alternativa se no escutar a Rdio Alfa. As rdios francesas s passam msica lo-cal ou inglesa que boa, mas ns tambm temos msica de grande qualidade e cantada em portugus. E tentar ter qualida-</p><p>...O que falta comunidade a unio, lutarmos juntos para no haver s um primeiro, mas sim vrios primeiros. </p><p>Penso que isso vai mudar, porque os filhos dessas pessoas so mais literatos, tm cursos universitrios, tm posies de </p><p>trabalho e na sociedade francesa que os permite adquirir as duas culturas a portuguesa e a francesa.</p></li><li><p>9 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5EXPORTAO | TURISMO | COMUNIDADES LUSAS</p></li><li><p>10 N. 50 | Abril 2010 | Ano 5</p><p>entrevista</p><p>de leva o jovem que hoje critica a Rdio Alfa de nos escutar daqui a uns anos. A r-dio um pouco como a imprensa no se pode mudar o formato de uma dia para o outro, mas sim aos poucos. A Rdio Alfa est hoje a tentar evoluir, e a no revolu-cionar, porque uma revoluo pode origi-nar o caos, e isso no queremos. </p><p>Um dos projectos mais ambiciosos da Rdio Alfa a festa anual dos santos populares. Este ano quais vo ser as novidades?Gostaramos de ter mais artistas, mas mais uma vez temos condicionantes fi-nanceiros. Vamos ter uma grande artis-ta brasileira como cabea de cartaz, a Daniela Mercury, considerada por mui-tos como o furaco da Baa. Vamos ter tambm o Tito Paris, msica africana de qualidade. Isto porque um dos nossos slogans a lusofonia. A lngua portu-guesa no une s portugueses, mas sim angolanos, africanos, brasileiros. Gost-vamos de ser um espelho dos PALOPS. </p><p>Ns estamos a dois mil quilmetros de Lisboa e isso impede-nos de ter acesso a todos os artistas. Claro que gostvamos de ter artistas, mas nas vsperas ou at no mesmo dia da festa tm concertos. Acho que o cartaz mais ou menos de qualidade, temos um grupo de artistas para todos os gostos. Depois h a parte financeira e at a prpria disponibilidade do artista. Depois temos os Adiafa, um grupo de cantares populares, a gata, uma das divas da cano portuguesa e os repetentes La Harissa, um grupo luso-descendente que tem feito sucesso em Frana. </p><p>H pouco referiu que somos a maior comunidade em Frana, o que acha ento na sua opinio aos portugue-ses para se afirmarem neste pas, falta a ambio?Acho que no se trata de ambio. A mi-nha opinio que pode no ser a certa. Va-mos voltar aos anos 60, onde as pessoas chegaram aqui na misria, mas venceram </p><p>e tm orgulho de dizer que venceram. E o que d, d uma imagem de um portu-gus que chegou a Frana e que venceu, que um lutador contnuo. E isso leva a tentar ser sempre o primeiro. O que falta comunidade a unio, lu-tarmos juntos para no haver s um pri-meiro, mas sim vrios primeiros. Penso que isso vai mudar, porque os filhos des-sas pessoas so mais literatos, tm cursos universitrios, tm posies de trabalho e na sociedade francesa que os permite adquirir as duas culturas a portuguesa e a francesa. Os nossos pais a ideia era vencer e leva-nos a ter uma imagem ne-gativa em Portugal dos emigrantes, que </p><p>chegavam nas frias com carros novos, penso que o povo portugus no per-cebeu. No era a ideia de mostrar que temos mais que tu. Era ideia de que sa-mos de Portugal e vencemos na vida num pas estrangeiro. H de certeza um problema de comunicao, penso que os portugueses que esto em Portugal se vissem de perto o esforo e a fora de vontade do emigrante portugus em levar mais alto a nossa cultura, diria an-tes que o emigrante era um pouco um Embaixador da cultura portuguesa, na promoo no estrangeiro neste caso em Frana da nossa gastronomia, do futebol e da nossa msica...</p></li></ul>