lport caa 8s vol1 2010reduzido

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  • Caro(a) aluno(a),

    Para viver no mundo atual com qualidade de vida preciso ter cada vez mais conhecimentos, respeitar valores e desenvolver atitudes positivas em relao a si e aos outros.

    Os conhecimentos produzidos pela humanidade ao longo da histria so um valioso tesouro que nos permite compreender o mundo que nos cerca, interagir com as pessoas, tomar decises... Ler, observar, registrar, analisar, comparar, refletir e expressar-se so algumas formas de compartilhar esse tesouro.

    Este material foi preparado especialmente para ajudar voc a entender esses co-nhecimentos e utiliz-los com competncia nas diferentes linguagens: oral, escrita, imagtica, sonora e corporal, como forma de conhecer a si mesmo, a sua cultura e o mundo em que vive.

    Familiarizar-se com as diferentes linguagens e saber us-las adequadamente dar sentido s relaes que estabelecemos com o outro e com o mundo. Quando nos expressamos, construmos cultura e nos apropriamos das manifestaes culturais, alm de atuarmos como sujeitos produtivos na sociedade contempornea.

    Com este Caderno, voc poder ampliar suas possibilidades de reflexo sobre a vida e as relaes humanas, que se expressam de diferentes maneiras no cotidiano e nas obras literrias e artsticas, o que lhe permitir apreciar e aproveitar os bene-fcios do conhecimento.

    Aprender exige esforo e dedicao, mas tambm envolve curiosidade e criati-vidade, que estimulam a troca de ideias e conhecimentos. Por isso, sugerimos que voc participe das aulas, fique atento s explicaes do professor, faa anotaes, exponha suas dvidas, no tenha vergonha de fazer perguntas, procure respostas e d sua opinio.

    Caso precise, pea ajuda ao professor. Ele pode orient-lo sobre o que estudar e pesquisar, como organizar os estudos e onde buscar mais informaes sobre um assunto. Reserve todos os dias um horrio para fazer as tarefas e rever os contedos; assim voc evita que eles se acumulem. E, principalmente, ajude e pea ajuda aos colegas. A troca de ideias fundamental para a construo do conhecimento.

    Aprender pode ser muito prazeroso. Temos certeza de que voc vai descobrir isso.

    Coordenadoria de Estudos e Normas Pedaggicas CENPSecretaria da Educao do Estado de So Paulo

    Equipe Tcnica de Linguagens e Cdigos

  • Lngua Portuguesa - 8a srie/9o ano - Volume 1

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    !?

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 1 TRAOS CARACTERSTICOS DA TIPOLOGIA expor

    Leitura e Anlise de Texto

    1. Leia individualmente os textos a seguir.

    Texto 1: Verbete da Enciclopdia dos Povos Indgenas no Brasil

    Grupo Indgena Deni

    Os Deni esto entre os grupos indgenas da regio dos rios Juru e Purus que, na d-cada de 40, sofreram os impactos do segundo ciclo da borracha, que atraiu milhares de migrantes. Com estes, vieram doenas, violentas disputas territoriais e explorao da mo de obra indgena. Desde ento, os Deni tiveram que esperar dcadas at terem seus direi-tos territoriais assegurados, sendo preciso iniciar uma campanha de autodemarcao das terras, com apoio de ONGs, para ento conseguirem a demarcao oficial, que foi con-cluda em agosto de 2003. Ainda enfrentam, contudo, problemas advindos de invases recorrentes de atividades clandestinas como pesca e extrao de madeira.

    Enciclopdia dos povos indgenas no Brasil. Instituto Socioambiental. Disponvel em: . Acesso em 23 out. 2009.

    Texto 2: Trecho de uma entrevista com Roger Chartier

    Muitos dizem que o gosto dos jovens pela leitura um desafio

    Mulher lendo um livro impresso.

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    agesChartier: Certamente. Mas papel da es-

    cola incentivar a relao dos alunos com um patrimnio cultural cujos textos servem de ba-se para pensar a relao consigo mesmo, com os outros e o mundo. preciso tirar proveito das novas possibilidades do mundo eletrnico e ao mesmo tempo entender a lgica de outro tipo de produo escrita que traz ao leitor ins-trumentos para pensar e viver melhor.

    O senhor quer dizer que a internet pode ajudar os jovens a conhecer a riqueza do mun-do literrio?

    Chartier: Sim. O essencial da leitura hoje passa pela tela do computador. Mas muita gen-te diz que o livro acabou, que ningum mais l, que o texto est ameaado. Eu no concordo.

  • Lngua Portuguesa - 8a srie/9o ano - Volume 1

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    Entrevista feita por Cristina Zahar com Roger Chartier, especialista em histria da leitura. Os livros resistiro s tecnologias digitais. revista Nova escola, ano XXII, n. 204, ago. 2007.

    Texto 3: Artigo de divulgao cientfica escrito especialmente para o Caderno Mais!, da Folha de S.Paulo

    Como o beija-flor maximiza o ganho de energia

    Os beija-flores so os menores vertebrados endotrmicos, isto , cuja temperatura mantida constante por processos regulatrios internos. Por isso, natural que sua taxa meta-blica especfica, ou por unidade de massa, seja muito elevada. Esse um princpio geral que relaciona a energia metablica com a massa do animal. Mas h um outro motivo para esse alto metabolismo: o seu modo de se alimentar, librando diante das fontes de nctar.

    Homem lendo um texto no computador.

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    es O que h nas telas dos computadores? Tex-to e tambm imagens e jogos. A questo que a leitura atualmente se d de forma fragmentada, num mundo em que cada texto pensado como uma unidade separa-da de informao. Essa forma de leitura se reflete na relao com as obras, j que o li-vro impresso d ao leitor a percepo da totalidade, coerncia e identidade; o que no ocorre na tela. muito difcil manter um contato profundo com um romance de Machado de Assis no computador.

    Beija-flor extraindo nctar de uma flor.

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    agesJ. M. Diamond e colaboradores (Nature,

    320, 62) determinaram a queima de energia por duas espcies de colibris, o Calypte anna e o Selasphorus rufus, com resultados pratica-mente iguais. Uma avezinha de 4,3 g tem ta-xa metablica especfica de 58 quilocalorias por quilograma-hora, cerca de 30 vezes a de um homem. Um musaranho de peso similar (Sorex sp.) tem taxa de 57.

    Com to elevado metabolismo, o colibri deve passar a maior parte de seu dia ativo ali-mentando-se, para se manter vivo. John Gibb determinou que uma ave insetvora de 9 g, o parus ater, tem de comer um inseto do tama-nho de um afdeo de 2,5 em 2,5 segundos, ou um do tamanho de uma lagarta de 2,5 cm 25 segundos o dia todo, para sobreviver.

    O beija-flor vive basicamente de nctar. Um Hylocharis de 3 g, controlado por Scheihauer em viveiro, sugou durante um dia de 16 horas 22 g de gua aucarada contendo 2,2 g de acar, isto , 73% de seu peso. Alm disso, capturou 677 drosfilas num total de 0,8 g,

  • Lngua Portuguesa - 8a srie/9o ano - Volume 1

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    portanto 27% do seu peso. O consumo dirio de alimento era de 25 g, mais de oito vezes a massa de seu corpo. O Calypte ingere cerca de 180 refeies por dia, totalizando trs vezes o seu peso corporal.

    Os estudos comportamentais da sequncia com que os colibris visitam as flores numa planta, o nmero de flores que eles defendem e o volume de seu alimento tm mostrado de maneira consistente, segundo J. R. Krebs e F. H. Harvey (mesma revista, 18), que essas aves adotam estratgias alimentares que maximizam a taxa lquida de ganho de energia.

    Diamond revela que o colibri tambm possui um sistema digestivo eficientssimo para ex-trao do nctar e do acar contido nele. A colheita faz-se, conforme H. Sick, por um mecanis-mo capilar constitudo pelo bico e pela lngua, que funciona como bomba de puxar gua.

    O alimento passa muito depressa pelo tubo digestivo: 15 minutos aps a ingesto j aparecem nas fezes sinais de seu processamento, sendo de 49 minutos o tempo mdio de reteno. Apesar dessa velocidade a ave consegue extrair 97% da glicose ingerida numa refeio. O intestino do colibri tem a mais alta taxa de transporte ativo de glicose e ao mesmo tempo a mais baixa permeabilidade passiva a esse acar j vista em vertebrados.

    O mais curioso que, apesar de toda essa atividade, o colibri fica 75% de seu tempo acordado empoleirado e parecendo nada fazer. Diamond sugere que o que limita a veloci-dade da digesto o tempo que o papo leva para esvaziar, quatro minutos para ficar pela metade aps refeio de 100 microlitros. Durante esses quatro minutos de espera para abrir espao no papo para nova refeio, o beija-flor fica pousado e minimiza seu gasto de energia. A pausa entre as refeies costuma ser de quatro minutos.

    Em suma, os colibris so por necessidade uns terrveis glutes que sabem como nin-gum aproveitar a comida que ingerem e s repousam enquanto aguardam espao para nova refeio e enquanto dormem. Nessa espera gastam 75% de seu tempo acordado.

    REIS, Jos. Como o beija-flor maximiza o ganho de energia. Folha de S.paulo. Seo Cincia, 9 set. 2001.

    2. Em pequenos grupos, conversem sobre o que compreenderam dos textos lidos, comparando-os. Em seguida, respondam s questes a seguir:

    a) O que h em comum entre os textos?

    b) Em que veculo cada um desses gneros de textos costuma circular?

    Texto 1

    Texto 2

    Texto 3

  • Lngua Portuguesa - 8a srie/9o ano - Volume 1

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    Situao de comunicao/gnero textual

    Que tipo depessoa escreve?

    Para qual veculo escreve?

    Que tipo de leitor o autor imagina que

    ler seu texto?

    A linguagem apresenta

    termos cientficos?

    EntrevistaJornalista +especialista no assunto

    Educadores interessados em ensino de leitura e de literatura

    Verbete Enciclopdia

    Artigo de divulgao cientfica

    Leitores interessados em comportamento animal que j tenham algum conhecimento do assunto.

    Provavelmente associa termos cientficos a palavras usadas no dia a dia.

    Ttulo do text