LOGISTICA REVERSA APLICADA A RESÍDUOS ?· LOGISTICA REVERSA APLICADA A RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS:…

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  • VIII Convibra Administrao Congresso Virtual Brasileiro de Administrao www.convibra.com.br

    LOGISTICA REVERSA APLICADA A RESDUOS ELETROELETRNICOS:

    ESTUDO DE CASO

    Anderson Spolavori Pereira

    Universidade Luterana do Brasil ULBRA

    Graduando da Engenharia Ambiental

    Albert Welzel

    Universidade Luterana do Brasil ULBRA

    Professor do curso de Engenharia Ambiental

    Dalva Vernica Mendona Santana

    Universidade Luterana do Brasil ULBRA

    Professora do curso de Tecnlogo em Logstica

    RESUMO:

    O presente artigo busca identificar como a logstica reversa, seja de ps-venda como de ps-

    consumo, poderia recuperar o valor dos produtos tecnolgicos aps o fim de sua vida til.

    Tomando como principio bsico as consideraes apresentadas na Poltica Nacional de

    Resduos Slidos - Lei N. 12.305 de 02 de agosto de 2010, regulamentada pelo Decreto N.

    7.404 de 23 de dezembro de 2010, que define e refora a prtica da logstica reversa como

    uma alternativa eficaz para o gerenciamento destes resduos, de maneira que contemple todos

    os aspectos do trip da sustentabilidade (econmico, social e ambiental). Identificando,

    atravs de um estudo de caso em uma empresa que recebe e segrega resduos

    eletroeletrnicos, seu sistema de logstica reversa, e propondo a utilizao de Ecopontos como

    uma alternativa para expandir seu sistema logstico.

    Palavras-chaves: Resduo Eletroeletrnico. Logstica Reversa. Ps-venda. Ps-consumo.

    ABSTRACT:

    The present study attempts to identify how the reverse logistics, after-sales or post-consumer,

    can recover the value of technology products after end of his life. Taking as basic principle

    the considerations presented in National Solid Waste Politics Law n 12.305/2010 of august

    2, 2010, regulated by the Proclamation n 7.404/2010 of december 23, 2010, that defines and

    reinforces the practice of reverse logistics as an effective alternative for managing theses

    wastes, so that covers all aspects of sustainability tripod (economic, social and

    environmental). Identifying, through a case study in a company that receives and segregates

    waste electronics, their reverse logistics system, and proposing the use of Ecopoints as

    alternative to expand their system logistics.

    Keywords: Electronics Waste. Reverse Logistics. After-sales. Post-consumer.

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    1. INTRODUO

    Com o avano cada vez mais acelerado da tecnologia, todos os anos, milhes e

    milhes de computadores, celulares, televisores, monitores e os mais diversos equipamentos

    eletroeletrnicos se tornam obsoletos e so descartados como resduo. Junto com estes

    resduos encontram-se metais e substncias altamente nocivas para o meio ambiente e para a

    sade humana. Esse descarte gera um tipo especfico de resduo slido urbano, os

    denominados resduos eletroeletrnicos, conhecidos tambm como resduos tecnolgicos ou

    e-lixo.

    A segregao deste tipo de resduo, bem como recuperao de seus componentes,

    no traz benefcios apenas ao meio ambiente, pois no cenrio de escassez de recursos naturais

    que poderemos presenciar, a gesto destes resduos passa a ser uma importante fonte de

    matria-prima para a indstria.

    Seguindo essa linha, cabe s empresas produtoras, levar em conta a questo

    ambiental na seleo dos materiais usados em sua fabricao, formas e processos de produo

    menos poluentes e design do produto, visando facilitar o futuro reaproveitamento destes, e

    tambm planejar e estruturar um mtodo para que estes equipamentos, ps-venda ou ps-

    consumo, retornem a empresa de origem, para que ocorra seu reaproveitamento ou a

    disposio ambientalmente adequada deste equipamento. Concomitante a estas aes por

    parte das indstrias, fica tambm imprescindvel o abandono dos velhos hbitos e formas de

    disposio tomada pelos consumidores, uma vez que no h mais como ignorar o perigo que

    estes equipamentos obsoletos representam ao meio ambiente e seres vivos.

    A necessidade de um destino apropriado para o resduo eletrnico, bem como sua

    reutilizao como matria-prima para novos produtos; a crescente conscientizao dos

    consumidores frente sustentabilidade e a exigncia da logstica reversa, determinada na Lei

    N. 12.305 de 02 de agosto de 2010, que Institui a Poltica Nacional de Resduos Slidos,

    regulamentada pelo Decreto N. 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que Regulamenta a Lei

    N12.305, de 02 de agosto de 2010, que institui a Poltica Nacional de Resduos Slidos

    (PNRS), cria o comit interministerial da Poltica Nacional de Resduos Slidos e o Comit

    Orientador para a Implantao do Sistema de Logstica Reversa (LR), e da outras

    providncias. - esto levando muitas organizaes brasileiras a buscarem solues para a sua

    sucata tecnolgica.

    Logo, a premissa deste trabalho conciliar a sustentabilidade empresarial

    necessidade das empresas em se adequar legislao, mostrando, atravs de um estudo de

    caso, um exemplo de logstica reversa de uma empresa que trabalha com a coleta e

    segregao de resduos tecnolgicos, identificando assim, seus Canais de Distribuio

    Reversos e a caracterstica de sua logstica reversa, propondo posteriormente um projeto que

    possa auxili-la na coleta e expanso de seus negcios.

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    2. FUNDAMENTAO TERICA

    2.1. Logstica Reversa

    A Logstica pode ser entendida como um dos fatores responsveis pelo sucesso ou

    insucesso de uma organizao, pois o conceito da mesma estende-se a juno de quatro

    atividades bsicas: aquisio, movimentao, armazenagem e entrega de produtos.

    A Associao Brasileira de Logstica (ABL) define logstica como o processo de

    planejamento, implementao e controle de fluxo e armazenagem, bem como os servios e

    informaes associados, desde o ponto de origem at o ponto de consumo, com o objetivo de

    atender aos requisitos do cliente (DAHER, SILVA, FOSECA, [20--]).

    Resumidamente, a logstica estuda como a administrao de uma organizao deve

    encarar melhores nveis de rentabilidade nos servios de distribuio aos clientes e

    consumidores, atravs do planejamento, organizao e controles efetivos para as atividades de

    movimentao e armazenagem de produtos. Ou seja, consiste em comprar, receber,

    armazenar, separar, expedir, transportar, e entregar o produto ou servio certo, na hora e local

    certo, ao menor custo possvel.

    Na logstica reversa tm-se todos os processos descritos anteriormente, porm de

    modo inverso, pois engloba as informaes desde o ponto de consumo at seu ponto de

    origem, com o propsito de recuperao de valor ou descarte apropriado para coleta e

    tratamento do resduo. Portanto, Dahe, Silva, Foseca, [20--] resumem o termo logstica

    reversa como as atividades logsticas de coletar, desmontar e processar produtos, materiais e

    peas usados a fim de assegurar seu reaproveitamento ou estabelecer outra destinao final

    ambientalmente adequada.

    Logo, toda a rea da logstica empresarial que planeja, opera e controla o fluxo, e as

    informaes logsticas correspondentes, do retorno dos bens de ps-venda e de ps-consumo

    ao ciclo de negcios ou ao ciclo produtivo, atravs dos canais de distribuio reversos (CDR),

    agregando-lhes valor de diversos tipos, tais como econmico, ecolgico, legal, logstico e de

    imagem corporativa, caracterizado como logstica reversa (Leite, 2008).

    Segundo Rogers & Tibben-Lembke (1998), as atividades da logstica reversa

    consistem basicamente em coleta de materiais usados, danificados ou rejeitados, produtos fora

    de validade e a embalagem e transporte do ponto do consumidor final at o revendedor.

    Em outras palavras, a logstica reversa trata de mover o produto da destinao final

    para o retorno ao ciclo de negcios, ou para disposio final adequada (SANTANA, 2008).

    Ainda nessa direo, Miguez (2010) aponta sobre a importncia do retorno como

    forma de agregao de valor ao resduo bem como uma disposio correta.

    2.2. Logstica Reversa de Ps-consumo e Ps-venda

    A logstica reversa dos bens de ps-venda e/ou ps-consumo e seus Canais de

    Distribuio Reversos (CDR) devem ser estruturadas levando em conta as trs divises de

    categorias de bens produzidos: os bens descartveis, os bens semidurveis e os bens durveis.

    Leite (2008) adota as seguintes caractersticas gerais desses bens:

    Bens descartveis: So bens que apresentam vida til de algumas semanas, raramente meses. Tais bens podem ser exemplificados por embalagens,

    brinquedos, pilhas e equipamentos eletrnicos, fraldas e jornais.

    Bens durveis: So bens que apresentam vida til de alguns anos ou dcadas. Pode ser entendido como bens produzidos para satisfazer as necessidades da

    vida social. Como exemplo de bens durveis, pode-se citar os automveis,

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    eletrodomsticos/eletroeletrnicos, mquinas, equipamentos industriais, avies e

    navios.

    Bens semidurveis: So bens que apresentam vida til de alguns meses, raramente superiores a dois anos. Sob o enfoque de CDR dos materiais,

    apresentam caractersticas tanto de bens durveis como descartveis. Tratam-se

    de bens tais como baterias de veculos, leos lubrificantes, computadores e seus

    perifricos e baterias de celulares.

    Assim, conceituadas as trs caractersticas de bens produzidos, a logstica reversa de

    bens de ps-venda e ps-consumo podem ser definidas a seguir, conforme Liva et al. (2003)

    apud Nhan et al. (2003, p.2):

    Logstica reversa de bens ps-venda: Constitui-se como a especfica rea que se

    encarrega do fluxo logstico de produtos de ps-venda, sem uso ou com pouco uso, que por

    diferentes motivos retornam cadeia de distribuio direta. Seu objetivo agregar valor a um

    produto devolvido por razes comerciais, onde nesta categoria incluem-se erros nos

    processamentos de pedidos, garantia dada pelo fabricante, defeitos ou falhas do produto,

    pontas de estoques (LEITE, 2008).

    Estes produtos ps-venda podem ser de natureza durvel, semidurvel ou

    descartvel, que, devido a sua tendncia a descartabilidade e rpida obsolescncia, acabam

    gerando um grande aumento nos volumes operacionalizados pela logstica reversa.

    O fluxo de uma logstica reversa de ps-venda funciona de tal maneira que o produto

    coletado e selecionado, para ento ser destinado a mercados secundrios e varejos para ser

    reutilizado, ou ento ser reenviado ao desmanche e reciclagem para que este possa entrar na

    cadeia de logstica reversa de ps-consumo, como pode ser visualizado na Figura 1.

    Figura 1 - Fluxo Reverso de Ps-Venda

    Fonte: LEITE 2003 apud SANTOS et al., 2010, p. 43.

    Logstica reversa de bens de ps-consumo: Resume-se como bens de ps-

    consumo, todo aquele produto descartado pela sociedade, que no possui nenhuma utilidade.

    Logo, logstica reversa de bens de ps-consumo entendida como fluxo fsico e as

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    informaes correspondentes de produtos descartados pela sociedade ao fim de sua vida til

    ou usados com possibilidade de recuperao, e os resduos industriais que retornam ao ciclo

    de negcios ou ao ciclo produtivo pelos canais de distribuio reversos especficos (LEITE,

    2008). Estes produtos de ps-consumo podero originar-se de bens durveis ou

    descartveis que podero sofrer reuso normalmente em mercado de segunda mo at

    atingir o fim da vida til (desmanche). Aps o produto ser desmontado, os seus

    componentes podero ser aproveitados ou remanufaturados, onde os materiais

    constituintes so reaproveitados e se constituiro em matrias-primas secundrias

    retornando ao ciclo produtivo (LIVA et al., 2003 apud NHAN et al., 2003, p.02).

    Para a logstica reversa ps-consumo, o fluxo logstico realiza a ao de transformar

    um produto considerado obsoleto em matria-prima secundria para produo de outro

    material, atravs das etapas mostradas na Figura 2.

    Figura 2 - Fluxo Logstico de Ps-consumo

    Fonte: LEITE 2003 apud SANTOS et al., 2010, p. 45.

    Resumidamente, os dois tipos de logstica reversa descritos acima demandam uma

    srie de atividades tpicas do processo logstico reverso que encontram-se representados na

    Figura 3.

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    Figura 3 - Atividades tpicas do processo de logstica reversa

    Fonte: LACERDA 2002 apud NHAN et al., 2003, p. 3.

    A Figura 3 demonstra que a logstica reversa utiliza as mesmas atividades da

    logstica direta. Para tanto, Nhan et al. (2003) mostra que os materiais podem retornar de

    vrias formas ao fornecedor, tais como revenda, recondicionamento e reciclagem. Todas essas

    alternativas geram materiais reaproveitados, destinados aos canais reversos de revalorizao

    entrando de novo no sistema logstico direto. Em ltimo caso, o retorno dos materiais

    encaminha para o descarte final.

    2.3. Razes para Logstica Reversa

    Como o processo logstico visto como um sistema que liga a empresa ao

    consumidor e seus fornecedores, so vrios os fatores que contribuem positivamente para a

    implementao do sistema de logstica reversa. Empresas modernas utilizam a logstica

    reversa de ps-venda, diretamente ou por meio de terceirizao com empresas especializadas,

    objetivando cobrir os seguintes motivos destacados por Rodrigues (2003):

    a) Sensibilidade ecolgica: A crescente conscientizao dos consumidores faz com que estes valorizem as empresas que possuem polticas de retorno de produtos;

    b) Imagem diferenciada: A empresa pode alcanar a imagem diferenciada de ser ecologicamente correta, por meio de marketing ligado questo ambiental, ou mesmo

    polticas mais liberais e eficientes de devoluo de produtos; Alm disso, a logstica reversa

    pode ser utilizada estrategicamente para manter os compradores fiis aos seus respectivos

    fornecedores, pois a habilidade do fornecedor em providenciar o rpido retorno de produtos

    defeituosos, creditando o usurio o mais rpido possvel, uma dentre as diversas formas de

    cativ-lo e dificultar seu afastamento.

    c) Reduo de custos: Fator originado pelo uso de produtos que retornam ao processo de produo, ao invs de altos custos gerados no correto descarte dos resduos;

    d) Reduo do ciclo de vida dos produtos: O acelerado desenvolvimento tecnolgico vem provocando uma obsolescncia precoce dos bens, gerando grandes quantidades de

    resduos e produtos ultrapassados, necessitando, portanto, de alternativas para destinao final

    de bens de ps-consumo.

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    e) Presses legais: A responsabilidade dos impactos ambientais, que antes era do governo, passa a ser dos fabricantes, forando as empresas a retornarem seus produtos e

    cuidar do tratamento necessrio e disposio adequada para tal.

    No que concerne legislao ambiental em que ressalta a obrigao da utilizao de

    sistemas de logstica reversa, no Brasil pode-se citar como exemplo a Lei N12.305, de 02 de

    agosto de 2010 que Institui a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS), regulamentada

    pelo Decreto N. 7.404, de 23 de dezembro de 2010 que instituindo a Poltica Nacional de

    Resduos Slidos (PNRS), cria o comit interministerial da Poltica Nacional de Resduos

    Slidos e o Comit Orientador para a Implantao do Sistema de Logstica Reversa (LR), e da

    outras providncias.

    De acordo com a PNRS, a logstica reversa tem por objetivo a implementao da

    responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos entre o setor privado, o poder

    pblico e a sociedade civil (ASSOCIAO BRASILEIRA DE RESDUOS SLIDOS E

    LIMPEZA PBLICA, 2011).

    O Art. 33 da Lei N. 12.305 (PNRS), afirma que os fabricantes, importadores,

    distribuidores e comerciantes de diversos materiais so obrigados a estruturar e implementar

    sistemas de LR, mediante retorno dos produtos aps o uso pelo consumidor, de forma

    independente do servio pblico de limpeza urbana e de manejo dos resduos slidos, para

    que possa ser dada uma destinao ambientalmente adequada.

    Assim, atravs da responsabilidade compartilhada, base no contexto de logstica

    reversa, gerada uma cadeia de responsabilidade diferenciada entre os diversos intervenientes

    na gesto integrada de resduos de equipamentos eletroeletrnicos (REEE). Obrigando

    produtores e fabricantes a ter uma responsabilidade pelo produto eletroeletrnico, mesmo

    aps o fim da sua vida til, promovendo a logstica reversa, e tambm uma correta rotulagem

    ambiental para possibilitar a efetivao dessa logstica. Os comerciantes e distribuidores

    devero informar os clientes e consumidores sobre a logstica reversa e tambm a respeito dos

    locais onde podem ser depositados o resduo eletrnico e de que forma esses resduos sero

    valorizados (Lei N. 12.305, 2010);

    3. METODOLOGIA

    O procedimento metodolgico utilizado neste trabalho foi uma pesquisa de natureza

    exploratria, tendo como principais caractersticas a informalidade, a flexibilidade e

    criatividade, procurando obter um primeiro contato com a situao a ser explorada e um

    melhor conhecimento sobre o objeto em estudo.

    A natureza exploratria exalta a idia de proporcionar maior familiaridade ao

    problema, ou caso estudado, atravs de levantamentos bibliogrficos e entrevistas com as

    pessoas que convivem com o objeto, visando assim identificar hipteses que possam vir a

    resolv-lo (GIL, 1991 apud SILVA, MENEZES, 2001).

    O mtodo de pesquisa utilizado foi o estudo de caso, sendo esta definida como uma

    pesquisa qualitativa cujo objeto uma unidade que se analisa profundamente. Pode ser

    caracterizado como uma investigao emprica que investiga um fenmeno contemporneo

    dentro do contesto da vida real (YIN, 2001, p.32), tendo como principal caracterstica a

    preservao do objeto estudado e seu carter unitrio.

    Foi realizado um nico estudo de caso em uma empresa que atua na coleta e

    segregao de resduos tecnolgicos, j que o caso exige maior profundidade devido a seu

    propsito de revelar a forma de medir e planejar o desempenho da logstica reversa.

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    A amostragem do tipo intencional, em que o critrio bsico para unidade de anlise

    sua relevncia (contribuio para o desenvolvimento do assunto), bem como facilidade de

    acesso, j que, segundo Gil (1999), a amostragem intencional constitui-se de um tipo de

    amostragem no probabilstica, o que gera a impossibilidade de generalizao de resultados.

    O instrumento de coleta de dados utilizado nesta pesquisa foi uma nica visita

    empresa objeto do estudo de caso, para realizao de uma entrevista, realizada em abril de

    2011