livros grá .2016-01-25 · chapeuzinho vermelho 27 o gato de botas 32 rapunzel 36 ... rãzinha...

Download Livros Grá .2016-01-25 · Chapeuzinho Vermelho 27 O gato de botas 32 Rapunzel 36 ... rãzinha boba!

Post on 23-Nov-2018

235 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Livros Grtis

    http://www.livrosgratis.com.br

    Milhares de livros grtis para download.

  • L I V R O D O A L U N O

    VOLUME

    CONTOS TRADICIONAIS,

    FBULAS,

    LENDAS E MITOS

    Ministrio da Educao

    Fundescola /Projeto Nordeste/Secretaria de Ensino Fundamental Braslia, 2000

  • Presidente Fernando Henrique Cardoso

    Ministro da Educao Paulo Renato Souza

    Secretria do Ensino Fundamental Iara Glria Areias Prado

    Fundo de Fortalecimento da Escola - Direo Geral Antnio Emlio Sendim Marques

    Coordenao Escola Ativa Fernando Pizza

    Elaborao: Ana Rosa Abreu, Claudia Rosenberg Aratangy, Eliane Mingues, Marlia Costa Dias, Marta Durante e Telma Weisz.

    Texto final: Denise Oliveira

    Projeto grfico e edio de arte: Alex Furini e Jos Rodolfo de Seixas

    Edio e reviso: Elzira Arantes

    Alfabetizao: Livro do aluno Volume 2 2000 Projeto Nordeste/Fundescola/Secretaria de Ensino Fundamental

    Qualquer parte desta obra poder ser reproduzida desde que citada a fonte.

    Alfabetizao : livro do aluno / Ana Rosa Abreu ... [et al.] Braslia : FUNDESCOLA/SEF-

    MEC, 2000. 3 v.: 128 p. n. 2.

    Contedo: v.1: Adivinhas, canes, cantigas, parlendas, poemas, quadrinhas e trava-

    lnguas; v.2: contos, fbula, lendas e mitos; v.3: textos informativos, textos instrucionais e biografias.

    1. Alfabetizao. 2. Ensino fundamental. 3. Escola pblica. I. Abreu, Ana Rosa II.

    Aratangy, Claudia Rosenberg III. Mingues, Eliane IV. Dias, Marilia Costa V. Durante, Marta

    VI. Weisz, Telma VII. FUNDESCOLA VIII. MEC-SEF.

    CDD 379.24

    Esta obra foi editada para atender a objetivos dos Programas Projeto de Educao Bsica para o Nordeste e FUNDESCOLA, em conformidade com os Acordos de Emprstimo nmeros 3663 BR e 4311 BR com o Banco Mundial, no mbito do Projeto BRA95/013 do PNUD - Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento.

  • NDICE

    5 Apresentao

    7 Contos tradicionais

    Irmos Grimm O prncipe-r ou Henrique de ferro

    A Bela Adormecida 10

    Joo e Maria 15

    Branca de Neve 19

    Rumpelstichen 24

    Chapeuzinho Vermelho 27

    O gato de botas 32

    Rapunzel 36

    Cinderela 39

    Os sete corvos 46

    talo Calvino O prncipe canrio 49

    Joozinho-sem-medo 56

    Charles Perrault Chapeuzinho Vermelho 58

    O Pequeno Polegar 60

    Hans Christian Andersen O soldadinho de chumbo 64

    O patinho feio 69

    O rouxinol do imperador 73

    As roupas novas do imperador 78

    As mil e uma noites Ali Bab e os quarenta ladres 82

    Contos brasileiros O Bicho Manjalu 91

    7 Fbulas

    O ratinho, o gato e o galo 97

    Os viajantes e o urso 98

    O lobo e o burro 98

  • O corvo e o jarro 99

    A cigarra e as formigas 99

    O leo e o mosquito 99

    A gansa dos ovos de ouro 100

    O vento e o sol 100

    O co e o osso 101

    O leo e o ratinho 101

    A r e o touro 102

    O rato do mato e o rato da cidade 102

    O burro e o leo 103

    A raposa e as uvas 103

    O lobo e o cordeiro 103

    O galo e a raposa 104

    O leo e o javali 104

    A formiga e a pomba 104

    A raposa e o corvo 105

    As rvores e o machado 105

    O galo e a prola 106

    O leo, a vaca, a cabra e a ovelha 106

    A cegonha e a raposa 106

    O carvalho e o canio 107

    O lobo e o co 107

    Lendas e mitos

    Oxssi 109

    Acoitrapa e Chuquilhanto 111

    Maria Pamonha 114

    Como nasceu a primeira mandioca 117

    As lgrimas de Potira 119

    Como a noite apareceu 120

    Histria do cu 122

    O uap 123

    Pandora 125

    Narciso 126

  • APRESENTAO

    Neste segundo volume de textos de Lngua Portuguesa voc vai encontrar Contos Tradicionais, Fbulas, Lendas e Mitos.

    Os contos tradicionais so histrias que foram sendo transmitidas oralmente ao longo das geraes, sem que se saiba ao certo quem as criou. Muitos deles ficaram conhecidos no mundo todo graas s verses escritas pelos irmos Grimm e por Hans Christian Andersen, entre outros. Assim como as parlendas, as cantigas, as quadrinhas e os trava-lnguas, essas histrias foram sendo contadas e recontadas, se espalhando por muitos pases. Por isso, provvel que voc conhea algumas delas, com pequenas diferenas nos nomes dos personagens, no desfecho final ou em outros detalhes.

    As fbulas so pequenas histrias escritas com a inteno de transmitir algum ensinamento sobre a vida, ou o que se chama "lio de moral". No final de muitas delas o autor coloca uma frase que resume a lio. Voc pode ter ouvido algumas dessas frases, que so bem conhecidas, como por exemplo: "Quem com ferro fere, com ferro ser ferido". A maior parte das fbulas mostra situaes tpicas do dia-a-dia dos seres humanos, mas vividas por animais. Os mais famosos fabulistas (autores de fbulas) foram: Esopo (Grcia, 600 a.C.) e La Fontaine (Frana, sculo 18). No Brasil, Monteiro Lobato (sculo 20), reescreveu muitas delas; nos dias de hoje, o mesmo foi feito por Millor Fernandes.

    As lendas e os mitos tambm so histrias sem autoria conhecida. Foram criadas por povos de diferentes lugares e pocas para explicar fatos como o surgimento da Terra e dos seres humanos, do dia e da noite e de outros fenmenos da natureza. Tambm falam de heris, heronas, deuses, deusas, monstros e outros seres fantsticos. Com certeza, no lugar em que voc mora existem pessoas que conhecem histrias desse tipo.

    Leia, releia, assuste-se, emocione-se, ria, chore e divirta-se com as histrias deste livro. Conte tambm para seus familiares e amigos e procure saber as histrias que eles conhecem.

    Boa leitura!

  • CONTOS TRADICIONAIS

    Irmos Grimm

    0 PRNCIPE-R OU HENRIQUE DE FERRO

    Num tempo que j se foi, quando ainda aconteciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma poro de filhas, todas lindas. A mais nova, ento, era linda demais. O prprio sol, embora a visse todos os dias, sempre se deslumbrava, cada vez que iluminava o rosto dela.

    O castelo real ficava ao lado de uma floresta sombria na qual, embaixo de uma frondosa tlia, havia uma fonte. Em dias de muito calor, a filha mais nova do rei vinha sentar-se ali e, quando se aborrecia, brincava com sua bola de ouro, atirando-a para cima e apanhando-a com as mos.

    Uma vez, brincando assim, a bola de ouro, jogada para o ar, no voltou para as mos dela. Caiu na relva, rolou para a fonte e desapareceu nas suas guas profundas.

    "Adeus, minha bola de ouro!", pensou a princesa. "Nunca mais vou ver voc!" E comeou a chorar alto. Ento, uma voz perguntou:

    Por que chora, a filha mais nova do rei? Suas lgrimas so capazes de derreter at uma pedra!

    A princesa olhou e viu a cabecinha de uma r fora da gua.

    Foi voc que falou, bichinho dos charcos? Estou chorando porque minha bola de ouro caiu na gua e sumiu.

    Fique tranqila e no chore mais. Eu vou busc-la. Mas o que voc me dar em troca?

    Tudo o que voc quiser, rzinha querida. Meus vestidos, minhas jias, e at mesmo a coroa de ouro que estou usando.

    Vestidos, jias e coroa de ouro de nada me servem. Mas se voc quiser gostar de mim, se me deixar ser sua amiga e companheira de brinquedos, se me deixar sentar ao seu lado mesa, comer no seu prato de ouro, beber no seu copo, dormir na sua cama e me prometer tudo isso, mergulho agorinha mesmo e lhe trago a bola.

    Claro! Se me trouxer a bola, prometo tudo isso! respondeu prontamente a princesa, pensando: "Mas que

  • rzinha boba! Ela que fique na gua com suas iguais! Imagine se vou ter uma r por amiga!".

    Satisfeita com a promessa, a r mergulhou e, depois de alguns minutos, voltou tona trazendo a bola. Jogou-a na relva, e a princesa, feliz por ter recuperado seu brinquedo predileto, fugiu sem esperar a r.

    Pare! Pare! gritou a r, tentando alcan-la aos pulos. Me leve consigo! No v que no posso correr tanto?

    A princesa, porm, sem querer saber dela, correu para o palcio, fechou a porta e logo esqueceu a pobre r. Assim, ela foi obrigada a voltar para a fonte.

    No dia seguinte, quando o rei, a rainha e as filhas estavam jantando, ouviram um barulho estranho: Plaft!... Plaft!... algum estava subindo a escadaria de mrmore do palcio... O barulho cessou bem em frente porta, e algum chamou:

    Abra a porta, filha mais nova do rei! A princesa foi atender e, quando deu com a r, tornou

    a fechar a porta bem depressa e voltou para a mesa. O rei reparou que ela estava vermelhinha e apavorada.

    O que foi, filha? A fora est algum gigante, querendo pegar voc?

    No, paizinho... uma r horrorosa. E o que uma r pode querer com voc? Ai, paizinho! Ontem, quando eu brincava com a

    minha bola de ouro perto da fonte, ela caiu na gua e afundou. Ento, chorei muito. A r foi buscar a bola para mim. Mas me fez prometer que, em troca, seramos amigas e ela viria morar comigo. Eu prometi, porque nunca pensei que uma r pudesse viver fora da gua.

    Nesse momento, a r tornou a bater e cantou: Que coisa mais feia essa, esquecer assim to

    depressa a promessa que me fez! Se no quiser me ver morta, abra ligeiro essa porta, afilha mais nova do rei!

    O rei olhou a filha severamente. O que voc prometeu, tem de cumprir disse

    V l e abra a porta! Ela teve de obedecer. Mal abriu a porta, a r entrou

    num pulo, foi direto at a cadeira da princesa e, quando a viu sentada, pediu:

    Me ponha no seu colo! Vendo que a filha hesitava, o rei zangou-se.

  • Faa tudo o que a r pedir ordenou. Mal se viu no colo da princesa, a r pulou para a mesa,

    dizendo: Puxe o seu prato mais para perto para podermos

    comer juntas. Assim fez a princesa, mas todos viram que ela estava

    morrendo de nojo. A r co