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<p>REGULAOIndicadores para a prestao de servios de gua e esgoto</p> <p>Rgulamentao.indd 1</p> <p>15/3/2007 10:06:33</p> <p>Editores Alceu de Castro Galvo Junior Alexandre Caetano da Silva</p> <p>REGULAOIndicadores para a prestao de servios de gua e esgoto</p> <p>Fortaleza 2006</p> <p>Rgulamentao.indd 3</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>Realizao Associao Brasileira de Agncias de Regulao (ABAR) Agncia Reguladora de Servios Pblicos Delegados do Estado do Cear (ARCE) Governo do Estado do Cear Apoio Institucional Programa de Modernizao do Setor de Saneamento (PMSS) Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Ministrio das Cidades Governo Federal</p> <p>G 182 r Galvo Jnior,Alceu de Castro Regulao: indicadores para a prestao de servios de gua e esgoto. 2.ed. / Alceu de Castro Galvo Jnior, Alexandre Caetano da Silva, Editores.- Fortaleza: Expresso Grfica e Editora Ltda.,2006. 204 p.:il ISBN 85-7563-248-5 I. Engenharia Sanitria 2. Engenharia Hidrulica I. Ttulo CDD 628</p> <p>Rgulamentao.indd 4</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>AGRADECIMENTOS Os editores agradecem a todos que colaboraram para a realizao deste trabalho. Em especial aos analistas de sistemas da Arce, Wagner Alves e Vincius Nunes, que trabalharam arduamente no desenvolvimento e implantao do sistema de indicadores, que ser estudo de caso deste livro.</p> <p>Rgulamentao.indd 5</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>SUMRIOCaptulo 1 A Abar e a construo de instrumentos para a regulao ......................................... 11 Marfisa Maria de Aguiar Ferreira Ximenes Captulo 2 Aspectos conceituais e tericos .............................................................................. 29 Ricardo Toledo Silva Captulo 3 Panorama mundial ................................................................................................. 55 Alejo Molinari Traduo de Josesito Moura do Amaral Padilha Jnior Captulo 4 Sistema nacional de informaes sobre saneamento SNIS .................................... 75 Ernani Ciriaco de Miranda Captulo 5 Interfaces dos servios de gua e esgoto ................................................................. 91 Tadeu Fabrcio Malheiros Arlindo Philippi Jr Snia Maria Viggiani Coutinho Captulo 6 Uma proposta de indicadores .............................................................................. 123 Francisco Jos de Toledo Piza Wanderley da Silva Paganini Captulo 7 Regulao dos servios de gua e esgoto ............................................................... 145 Alexandre Caetano da Silva Geraldo Baslio Sobrinho Captulo 8 Regulao da qualidade e controle social .............................................................. 161 Alceu de Castro Galvo Junior Captulo 9 Sistema de informaes ........................................................................................ 179 Jordelan Gabriel</p> <p>Rgulamentao.indd 7</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>Apresentao</p> <p>Com o compromisso de levar conabilidade e transparncia na execuo de seus servios, a Cmara Tcnica de Saneamento da Associao Brasileira de Agncias de Regulao (Abar), coordenada pela Agncia Reguladora de Servios Pblicos Delegados do Estado do Cear (Arce), vem se destacando e consolidando seu trabalho dentro do setor do saneamento bsico, num momento extremamente importante. O Projeto de Lei do Saneamento, aprovado no Senado Federal e a ser votado na Cmara dos Deputados, estabelece novo patamar de importncia regulao, num setor que tradicionalmente no possui uma estrutura regulatria consistente. Em maro de 2006, com o decisivo apoio do PMSS (Programa de Modernizao do Setor Saneamento) e da Abar, a Arce coordenou na cidade de Fortaleza, a Ocina Internacional sobre Indicadores para Regulao dos Servios de Saneamento Bsico, que se congurou como um evento de alto nvel para o setor, levando discusso temas relacionados a identicao, sistematizao e implementao de um conjunto de indicadores para acompanhamento do setor e sua contribuio para o desenvolvimento da regulao. com essa preocupao, em difundir conhecimentos, aplicando-os de forma efetiva em suas aes, que mais uma vez cumprimos a misso de fazer chegar no s aos dirigentes e corpo tcnico das agncias, mas tambm a todos os interessados e populao em geral, a importncia dos indicadores na atividade regulatria. A ABAR, vem de forma explcita, agradecer o apoio e dedicao que os prossionais do setor saneamento das agncias de regulao vem demonstrando em sua competncia diria no exerccio da regu-</p> <p>Rgulamentao.indd 9</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>lao, e tambm externar a sua satisfao em colaborar na publicao de um livro que representa mais um passo na construo de um ambiente regulatrio estvel e ecaz.</p> <p>lvaro Otvio Vieira MachadoPresidente da Associao Brasileira de Agncias de Regulao (Abar) e da Associao dos Entes Reguladores de gua Potvel e Saneamento das Amricas (Aderasa)</p> <p>Rgulamentao.indd 10</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>A ABAR E A CONSTRUO DE INSTRUMENTOS PARA A REGULAOMarsa Maria de Aguiar Ferreira Ximenes Arquiteta, especialista em engenharia de sistemas urbanos, presidente do conselho diretor da Agncia Reguladora de Servios Pblicos Delegados do Estado do Cear (ARCE), coordenadora da cmara tcnica de saneamento bsico da Associao Brasileira das Agncias de Regulao (ABAR)</p> <p>1 INTRODUO Em virtude de o saneamento bsico constituir um servio essencial sob regime de monoplio, a regulao deste setor deve ser bem estruturada a m de garantir que os cidados no sejam privados do acesso ou paguem taxas excessivas pelos servios prestados (BRITTO, 2001). Ademais, a complexidade das interfaces deste setor com as reas de sade pblica, meio ambiente, recursos hdricos e defesa do consumidor, enfatiza uma regulao proativa e ecaz. A misso regulatria possui determinados objetivos. Entre estes, destacam-se a busca da ecincia econmica, da qualidade e da universalidade do servio prestado e o estabelecimento de canais para atender a reclamaes dos usurios (PIRES e PICCININI, 1999). Com efeito, a regulao imprescindvel para a maximizao da qualidade dos servios e a alavancagem dos altos investimentos necessrios para a modernizao do setor e a universalizao, quer sejam concessionrios pblicos ou privados (CONFORTO, 2000). Para o exerccio das atividades regulatrias, exige-se a criao de agncias reguladoras independentes e autnomas que detenham expertise para monitorar as obrigaes e metas dos contratos de concesso e do marco legal. Em face dos enormes desaos regulatrios, fundamental serem as agncias dotadas de estabilidade dos dirigen-</p> <p>Rgulamentao.indd 11</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>12</p> <p>| REGULAO INDICADORES PARA A PRESTAO DE SERVIOS DE GUA E ESGOTO</p> <p>tes, pessoal especializado, transparncia das aes, clara atribuio de funes, e de mecanismos de cooperao com rgos que tenham interface com as atividades reguladas (PIRES e PICCININI, 2000). Mesmo que as agncias apresentem todos os requisitos para uma atuao independente e autnoma, preciso possuir estratgias especcas para vencer a assimetria de informaes entre a agncia e a empresa regulada. Como arma JOURAVLEV (2003), a assimetria de informaes um elemento determinante no balano de poder entre o organismo regulador e a empresa regulada. Das estratgias para diminuir a assimetria de informaes, sobressaem a utilizao de sistema de indicadores e a cooperao entre agncias e diferentes rgos reguladores. Os indicadores so ndices que traduzem de modo sinttico os aspectos mais relevantes do desempenho operacional e econmico-nanceiro de uma concessionria, simplicando sua anlise. Tambm avaliam ao longo do tempo a evoluo do desempenho da empresa e possibilitam a comparao com outras organizaes do setor. Alm de reduzir a assimetria entre regulador, usurios e prestadores de servio, os sistemas de informao e os mecanismos de participao dos usurios devem assegurar a transparncia dos processos e evitar a captura dos reguladores pelos interesses das empresas (PENA e ABICALIL, 1999). Na opinio de PIRES e PICCININI (1999), a cooperao entre os diferentes rgos reguladores, setoriais ou no, necessria no sentido da adoo de procedimentos, abordagens e ritos processuais similares. Ante o processo de globalizao e a presena cada vez maior das empresas transnacionais no setor de gua e esgoto, JOURAVLEV (2003) amplia esta discusso, entendendo que h slidos argumentos em favor da cooperao internacional, regional e bilateral e intercmbio de informaes dos os rgos reguladores dos distintos pases. Tais estratgias so essenciais no caso da regulao brasileira, pois as agncias de saneamento bsico estaduais e municipais, a</p> <p>Rgulamentao.indd 12</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>A ABAR E A CONSTRUO DE INSTRUMENTOS PARA A REGULAO | 13</p> <p>maioria com menos de cinco anos, ainda se encontram em estgio incipiente, em fase de denio de metodologias de trabalho e busca de identidade prpria. Ademais, com a perspectiva da aprovao do Projeto de Lei (PL) no 7.361/2006, que estabelece as diretrizes gerais para o setor de saneamento, haver a obrigatoriedade da regulao em todas as concesses de gua e esgoto no pas. Por compreender serem fundamentais o uso de indicadores e a cooperao entre rgos reguladores para a construo da regulao do setor de saneamento no Brasil, este artigo tem como objetivo apresentar o entendimento e a perspectiva da Associao Brasileira das Agncias de Regulao (Abar) para o uso destas ferramentas no pas. 2 A ABAR E A REGULAO NO BRASIL A Abar uma entidade de direito privado, criada em 8 de abril de 1999, sob a forma de associao civil, sem ns lucrativos e apartidria, cujos associados so as agncias de regulao do pas, no plano federal, estadual e municipal. Entre as nalidades da Abar descritas no artigo 2 de seu regulamento, ressaltam-se: - contribuir para o avano e consolidao das atividades de regulao em todo o Brasil; - promover o aprimoramento da regulao nacional, assim como a estruturao material, capacitao tcnica e incremento dos recursos humanos das agncias reguladoras, mediante mtua colaborao entre as associadas, os entes pblicos, os delegatrios de servios pblicos e os usurios; - incentivar e promover o intercmbio de conhecimentos e informaes entre as associadas e destas com suas congneres do exterior; - promover atividades relacionadas com o processo de capacitao na rea de regulao; e - organizar centro de informaes, bem como divulgar co-</p> <p>Rgulamentao.indd 13</p> <p>15/3/2007 10:06:35</p> <p>14</p> <p>| REGULAO INDICADORES PARA A PRESTAO DE SERVIOS DE GUA E ESGOTO</p> <p>nhecimentos e dados referentes regulao, via publicaes nos meios de comunicao em geral. Do ponto de vista organizacional, a Abar est estruturada em cmaras tcnicas de acordo com o segmento de infra-estrutura. A cmara de saneamento, atualmente coordenada pela Arce, responsvel pela articulao do setor, tendo realizado nos ltimos anos uma srie de eventos, especialmente relacionados discusso da poltica nacional de saneamento bsico, com vistas ao posicionamento e contribuies ao marco regulatrio por parte das entidades reguladoras, alm da capacitao dos reguladores. A Abar conta em seu quadro de associadas com 29 agncias reguladoras com reas de abrangncia nacional, estadual e municipal, as quais atuam nos diversos segmentos da infra-estrutura brasileira, como energia eltrica, gs canalizado, petrleo, transportes, saneamento bsico, entre outros. Na Figura 1 e na Tabela 1 constam respectivamente o mapa da distribuio das agncias reguladoras liadas Abar e suas respectivas reas de atuao. Das agncias que atuam efetivamente no setor de saneamento, seis regulam concessionrias estaduais (Arce =&gt; Cagece; Arpe =&gt; Compesa; AGR =&gt; Saneago; Adasa=&gt; Caesb; Agesan =&gt; Tocantins; e Arsban =&gt; Caern), quatro regulam empresas privadas (Agenersa =&gt; guas de Juturnaba e Prolagos; Arsam =&gt; guas do Amazonas; Agersa =&gt; Citagua; e ARCG =&gt; guas de Guariroba) e uma, a Amae, regula a empresa municipal guas de Joinville. Apesar do pequeno nmero de concessionrias reguladas, j se observa a consolidao das experincias, algumas das quais j premiadas no mbito de sua atuao, como a Arce (reconhecida como experincia nacional exitosa em saneamento bsico no III Seminrio Internacional de Saneamento da Funasa em 2006) e a Arsban (experincia modelo em controle social no Nordeste do Brasil pelo Ministrio das Cidades em 2006).</p> <p>Rgulamentao.indd 14</p> <p>15/3/2007 10:06:36</p> <p>A ABAR E A CONSTRUO DE INSTRUMENTOS PARA A REGULAO | 15</p> <p>Figura 1. Mapa das agncias associadas Abar</p> <p>Rgulamentao.indd 15</p> <p>15/3/2007 10:06:36</p> <p>16</p> <p>| REGULAO INDICADORES PARA A PRESTAO DE SERVIOS DE GUA E ESGOTO</p> <p>Tabela 1. reas de atuao das agncias filiadas Abarreas de Atuao Saneamento Energia Eltrica Petrleo e Gs Natural Gs Canalizado Rodovias Rodovirias Transporte Rodovirio Transporte Hidrovirio Transporte Aquavirio ! !(1) !(2) !(1) !(2) !(1) # !(2) !(1) !(1) !(1) !(2) !(1) !(2) !(1) ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !(1) !(1) !(1) !(1) ! ! # ! ! Cinema mbito Agncia* Outros ! ! !15/3/2007 10:06:36</p> <p>Municipal</p> <p>Ancine Aneel ANP Antaq ANTT Adasa (DF) Ageac (AC) Agenersa (RJ) Agepan (MS) Ager (MT) Agerba (BA) Agergs (RS) Agesan (TO) Agetransp (RJ) AGR (GO) Arce (CE) Arcon (PA) Arpb (PB) Arpe (PE) Arsal (AL) Arsam (AM) Arsep (RN) Artesp (SP) Aspe (ES) CSPE (SP) Agersa (Cacheiro do Itapemirim/ES) Amae (Joinville/SC) Arsban (Natal/RN) ARCG (Campo Grande/MS)</p> <p>! ! !</p> <p>Nacional</p> <p>! ! ! !</p> <p>Estadual</p> <p>! ! ! ! ! ! ! !</p> <p>! ! ! ! ! ! !</p> <p>(1)Regulao do setor de saneamento em andamento. (2) Regulao do setor de saneamento em estruturao. *O nome completo das agncias encontra-se no apndice</p> <p>Rgulamentao.indd 16</p> <p>A ABAR E A CONSTRUO DE INSTRUMENTOS PARA A REGULAO | 17</p> <p>3 PERSPECTIVA DA ABAR PARA O USO DOS INDICADORES Fomentar a cultura da regulao, trocar experincias entre as agncias e capacitar os reguladores uma das prioridades da Cmara Tcnica de Saneamento da Abar. Neste sentido, a Abar, em parceria com o Programa de Modernizao do Setor de Saneamento (PMSS), realizou em maro de 2006 uma ocina internacional de indicadores para regulao dos servios de gua e esgoto. Estiveram presentes 14 agncias estaduais e municipais, alm de representantes do ente regulador de gua (Etoss) de Buenos Aires, do Sistema de Informao em gua e Saneamento (Sias) da Bolvia e da Associao de Entes Reguladores de gua Potvel e Saneamento das Amricas (Aderasa). Como resultado da ocina, foi proposto um conjunto de indicadores para regulao do saneamento (Tabela 2), a ser utilizado por todas as agncias reguladoras. No mdio e longo prazo, este conjunto permitir a comparao de desempenho e o desenvolvimento de benchmarking para o setor. Ademais, estes indicadores poderiam alimentar a base de dados da Aderasa, propiciando comparaes com o desempenho no plano internacional.</p> <p>Rgulamentao.indd 17</p> <p>15/3/2007 10:06:36</p> <p>18</p> <p>| REGULAO INDICADORES PARA A PRESTAO DE SERVIOS DE GUA E ESGOTO</p> <p>Tabela 2. Proposta de indicadores para regulao do saneamento*Indicador Ttulo Perdas de faturamento ndice de atendimento urbano ndice de hidrometrao Densidade de vazamentos Densidade de obstrues Atendimento urbano Descontinuidade dos servios Interrupes dos servios Conformidade geral das anlises (coli...</p>

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