Livro pg 245 a 272

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<p>247- CAPTULO</p> <p>Poro Proximal do Fmur e Cintura Plvica C O L A B O R A E S D E: JEANNEAN HALL ROLLINS, MRC, BSRT (R) (CV) CONTEDOAnatomia Radiogrfica Fmur, 248 Pelve, 249 Ossos do quadril, 249 Marcos topogrficos, 250 Pelve verdadeira e falsa, 251 Canal de parto, 251 Pelve masculina versus feminina, 252 Exerccio de reviso com radiografias, 253 Classificao das articulaes, 254 Posicionamento Radiogrfico Consideraes sobre o posicionamento: Localizao da cabea e do colo do fmur, 255 . Efeito da rotao do membro inferior, 256 Proteo gonadal, 257 Aplicaes peditricas e geritricas, 257 Modalidades alternativas, 258 .indicaes patolgicas, 258 Posicionamento Radiogrfico continuao: Informaes de levantamento regional nos EUA, 259 Incidncias bsicas e especiais, 260 Pelve: Pelve em AP, 261 AP perna de r bilateral (mtodo de Cleaves modificado), 262 . AP axial para abertura plvica (mtodo de Taylor), 263 AP axial para entrada plvica (mtodo de Lilienfield modificado), 264 Oblqua posterior-acetbulo (mtodo de Judet), 265 Quadril e poro proximal do fmur: AP unilateral do quadril, 266 Axio lateral, nfero-superior (mtodo de Danelius-Miller), 267 . Perna de r unilateral (mtodo de Cleaves modificado), 268 . Axiolateral modificada (mtodo de Clements-Nakayama), 269 Articulaes sacroilacas: AP axial, 270 Oblquas posteriores, 271 Radiografias para crtica, 272</p> <p>248-PORO PROXIMAL DO FMUR E CINTURA PLVICA ANATOMIA RADIOLGICA Membro Inferior (Extremidade) Os dois primeiros grupos de ossos do membro inferior, o p e a perna, foram descritos no Capo 6, juntamente com o fmur distal e o joelho e as articulaes do tornozelo associados. O terceiro e o quarto grupos sseos do membro inferior discutidos neste captulo so a poro proximal do fmur e a cintura plvica. As articulaes envolvendo esses dois grupos de ossos, que tambm esto includas neste captulo, so a importante articulao do quadril e as articulaes sacroilacas e snfise pbica da cintura plvica. FMUR O fmur o osso mais forte e mais longo de todo o corpo. Todo o peso do corpo transferido para esse osso e as articulaes associadas em cada extremidade. Assim sendo, essas articulaes so uma fonte freqente de patologia quando ocorre trauma. Poro Proximal do Fmur A poro proximal do fmur consiste em quatro partes essenciais - (1) cabea, (2) colo, (3) trocanter maior e (4) trocanter menor. A cabea do fmur arredondada e lisa para a articulao com os ossos do quadril. Ela contm uma depresso prxima ao seu centro chamada fvea da cabea, na qual um ligamento importante, chamado ligamento da cabea do fmur ou ligamento femoral da cabea, est preso cabea do fmur. O colo do fmur um processo piramidal resistente do osso que conecta a cabea ao corpo ou difise na regio dos trocanteres. O trocanter maior uma ampla proeminncia localizada superiormente e lateralmente difise femoral e palpvel como uma proeminncia ssea. O trocanter menor uma eminncia cnica, menor e no-cortante que se projeta medial e posteriormente a partir da juno do colo e da difise do fmur. Os trocanteres so unidos posteriormente por um sulco espesso chamado crista intertrocantrica. O corpo ou a difise do fmur longo e quase cilndrico. ngulos da Poro Proximal do Fmur . O ngulo do colo em relao ao corpo em um adulto mdio de aproximadamente 125, com uma variao de mais ou menos 15, dependendo da largura da pelve e do comprimento dos membros inferiores. Para uma pessoa com pernas longas e pelve estreita, o fmur seria quase vertical, o que mudaria ento o ngulo do colo para cerca de 140. Esse ngulo seria menor (110 a 115) em uma pessoa mais baixa com uma pelve mais larga. Em um adulto mdio na posio anatmica, o plano longitudinal do fmur forma um ngulo de cerca de 1 0 com o eixo vertical, como mostrado esquerda na Fig. 7.3. Esse ngulo vertical mais prximo de 15 em algum com uma pelve ampla e membros curtos e de aproximadamente 5 em uma pessoa com pernas compridas. Esse ngulo afeta os ngulos de posicionamento e raio central (RC) para a poro lateral do joelho, como descrito no Capo 6, p. 203, Fig. 6.20. Outro ngulo do colo e da cabea femorais que importante na radiografia o ngulo anterior de 15 a 20 da cabea e colo em relao difise do fmur (ver desenho direita na Fig. 7.3). A cabea projetase at certo ponto anteriormente ou para a frente como resultado desse ngulo. Esse ngulo torna-se importante no posicionamento radiogrfico no qual o fmur e a perna tm de ser rodados internamente 15 a 20 a fim de colocar o colo femoral paralelo ao filme para uma verdadeira incidncia AP da poro proximal do fmur.</p> <p>249--PORO PROXIMAL DO FMUR E CINTURA PLVICA Pelve A pelve total (significando uma bacia) serve como a base do tronco e forma a conexo entre a coluna vertebral e os membros inferiores. A pelve consiste em quatro ossos - dois ossos do quadril (ossos coxais, tambm denominados ossos inominados), um sacro e um cccix. s vezes o termo cintura p/vim usado em referncia pelve inteira. Esse termo, no entanto, incorreto, j que cintura plvica consiste apenas em dois ossos do quadril, e o termo pelve inclui o sacro e o cccix.* Observao: O sacro e o cccix tambm so considerados partes da coluna vertebral distal e neste livro so discutidos no Capo 9, juntamente com a coluna lombar. OSSOS DO QUADRil Cada osso do quadril composto por trs divises: (1) lio, (2) squio e (3) pbis. Em uma criana, essas trs divises so ossos separados, mas eles fundem-se em um osso nico durante a adolescncia. A fuso ocorre na rea do acetbulo. O acetbulo uma cavidade profunda, em forma de taa, que recebe a cabea do fmur para formar a articulao do quadril. O lio a maior das trs divises e est localizado superiormente ao acetbulo. O squio inferior e posterior ao acetbulo, enquanto o pbis inferior e anterior ao acetbulo. Cada uma dessas trs partes descrita em detalhes nas sees seguintes. LIO Cada lio composto de um corpo e uma asa. O corpo do lio a poro mais inferior prxima ao acetbulo e inclui os dois quintos superiores do acetbulo. A poro da asa a parte superior fina e alargada do lio. A crista do lio a margem superior da asa e estende-se da espinha ilaca antero-posterior (ElAS) at a espinha ilaca pstero-superior (EIPS). No posicionamento radiogrfico, o pico mais elevado da crista freqentemente chamado de crista ilaca, mas na verdade ela estendese entre a ElAS e a EIPS. Abaixo da ElAS est uma projeo menos proeminente denominada espinha ilaca ntero-inferior. Do mesmo modo, inferiormente a EIPS est a espinha ilaca pstero-inferior. Marcos de Posicionamento Os dois importantes marcos de posicionamento do lio so a crista do lio (crista ilaca) e a ElAS. *Gray H: Cray's anatomy, ed 13, Philadelphia, 1985, Lea &amp; Febiger; pp. 261, 270.</p> <p>250- PORO PROXIMAL DO FMUR E CINTURA PLVICA SQUIO O squio parte do osso do quadril situada posterior e inferiormente ao acetbulo. Cada squio dividido em um corpo e um ramo. A poro superior do corpo do squio forma os dois quintos pstero-inferiores do acetbulo. A poro inferior do corpo do squio (outrora denominada ramo superior) projeta-se caudal e medialmente do acetbulo, terminando na tuberosidade isquitica. Projetando-se anteriormente da tuberosidade isquitica est o ramo do squio. A rea circular e spera prxima da juno da parte inferior do corpo e do ramo inferior um marco denominado tuberosidade do squio, ou tuberosidade isquitica. Posterior ao acetbulo est uma proeminncia ssea denominada espinha isquitica. Uma pequena parte da espinha isquitica visvel em uma viso frontal da pelve, como mostrado na Fig. 7.8. ( tambm vista na radiografia de reviso anatmica, Fig. 7.17.) Diretamente acima da espinha isquitica est um entalhe profundo chamado incisura isquitica maior. Abaixo da espinha isquitica est um pequeno entalhe denominado incisura isquitica menor. Marco de Posicionamento As tuberosidades isquiticas suportam a maior parte do peso do corpo quando um indivduo est sentado e podem ser palpadas atravs das partes moles de cada ndega quando o indivduo se encontra em decbito ventral. No entanto, devido ao desconforto do paciente, esse marco no to usado quanto a ElAS e a crista ilaca. Pbis A ltima das trs divises do 0550 nico do quadril o pbis, ou osso pbico. O corpo do pbis anterior e inferior ao acetbulo e inclui um quinto ntero-inferior do acetbulo. Estendendo-se anteriormente e medialmente do corpo de cada pbis est o ramo superior. 05 dois ramos superiores encontram-se na linha mdia a fim de formar uma articulao ligeiramente mvel, a snfise do pbis, tambm corretamente denominada snfise pbica. Cada ramo inferior passa por baixo e por trs da snfise pbica para juntar-se ao ramo do respectivo squio. O forame obturador uma abertura ampla formada pelo ramo e o corpo de cada squio e pelo pbis. O forame obturador o maior forame do sistema esqueltico humano. Marco de Posicionamento A crista ilaca e a ElAS so marcos importantes de posicionamento. A margem superior da snfise pbica um possvel marco de posicionamento da pelve e do quadril, assim como do abdome, pois define o limite mais inferior do abdome. No entanto, esse marco geralmente no usado como um marco palpvel devido ao desconforto do paciente, se outros marcos associados estiverem disponveis. RESUMO DOS MARCOS TOPOGRFICOS Marcos importantes de posicionamento da pelve so revisados na Fig. 7.9. A regio mais superior da crista ilaca e a ElAS so facilmente palpveis. A ElAS um dos marcos mais freqentemente usados de posicionamento da pelve. tambm mais comumente usado para conferir a rotao da pelve e/ou abdome inferior, determinando se a distncia entre a ElAS e a parte superior da mesa igual dos dois lados. O trocanter maior do fmur pode ser localizado atravs da palpao firme das partes moles na parte superior da coxa. Note que a proeminncia do trocanter maior est quase no mesmo nvel da margem superior da snfise pbica, enquanto a tuberosidade isquitica est 1 1/2 a 2 polegadas (4 a 5 cm) abaixo da snfise pbica. Essas distncias variam entre a pelve masculina e a feminina devido s diferenas gerais na forma, como ser descrito adiante neste captulo.</p> <p>251--PORO PROXIMAL DO FMUR E CINTURA PLVICA PELVE VERDADEIRA E FALSA Um plano traado atravs da borda da pelve divide a rea plvica em duas cavidades. A borda plvica definida pela parte superior da snfise pbica anteriormente e pela parte superior proeminente do sacro posteriormente. A grande rea acima ou superior ao plano oblquo atravs da borda plvica denominada pelve maior, ou falsa. A poro alargada da pelve formada basicamente pelas asas ilacas constitui os limites laterais e posteriores da pelve falsa, ao passo que os msculos abdominais da parede anterior definem os limites anteriores. Os rgos abdominais mais inferiores e o feto no tero gravdico ficam apoiados no assoa lho da pelve maior. A rea inferior ao plano que passa atravs da borda plvica denominada pelve menor, ou verdadeira. A pelve verdadeira uma cavidade completamente circundada por estruturas sseas. O tamanho e a forma da pelve verdadeira so da maior importncia durante o trabalho de parto, pois a pelve verdadeira forma o canal de parto real. pelve Verdadeira O plano oblquo definido pela borda da pelve denominado entrada, ou abertura superior, da pelve verdadeira. A sada, ou abertura inferior, da pelve verdadeira definida pelas duas tuberosidades isquiticas na ponta do cccix. Os trs lados da sada em forma triangular so formados por uma linha entre as tuberosidades isquiticas e uma linha entre cada tuberosidade isquitica e o cccix. A rea entre a entrada e a sada da pelve verdadeira denominada cavidade da pelve verdadeira. Durante o trabalho de parto, a criana deve percorrer a entrada, a cavidade e a sada da pelve verdadeira. Canal de Parto Durante um parto rotineiro, a cabea da criana desce atravs da entrada da pelve, depois at a cavidade mdia e, finalmente, atravs da sada, direcionada para adiante, como mostrado nas Figs. 7.12 e 7.13. Devido sensibilidade do feto radiao, radiografias da pelve geralmente no so tiradas durante a gestao. Se o tamanho ou as dimenses do canal de parto da pelve /so duvidosos, certos procedimentos ultra sonogrficos podem ser feitos para avaliar o risco de problemas potenciais durante o trabalho de parto. Observao: No passado certos procedimentos radiogrficos chamados exames de cefalo pelvimetria eram realizados, nos quais um tipo especfico de rgua de metal (rgua Colcher-Sussman) era colocado prximo pelve para incidncias ntero-posteriores (AP) e laterais. Dessa forma, a ampliao podia ser determinada, e medidas reais da cabea da criana podiam ser feitas, assim como medidas da entrada e sada da pelve materna. A primeira e a segunda edies deste livro descreviam e ilustravam esse procedimento em detalhes, mas essas descries foram omitidas das edies mais recentes devido aos avanos na ultrasonografia (ultra-som), o que torna agora o ultra-som o mtodo preferido para obter essa informao. (Procedimentos ultra-sonogrficos no usam a radiao ionizante potencialmente perigosa para o feto utilizada pelos exames de raios-X, como a cefalopelvimetria.)</p> <p>252--PORO PROXIMAL DO FMUR E CINTURA PLVICA Pelve Masculina versus Feminina A forma geral da pelve feminina varia suficientemente da pelve masculina para capacitar a discriminao entre elas em imagens radiogrficas da pelve. Em geral,a pelve feminina mais larga, com os lios mais alargados e mais rasos da parte anterior para a posterior. A pelve masulina mais estreita, mais profunda e menos alargada. Na aparncia global em uma viso frontal, a pelve feminina mais larga. Logo, a primeira diferena entre a pelve masculina e a feminina a diferena na forma geral global da pelve como um todo. Uma segunda diferena importante o ngulo do arco pbico, formado pelos ramos inferiores do pbis logo abaixo da snfise pbica. Na mulher, esse ngulo usualmente obtuso ou maior de 90, enquanto no homem o arco pbico usualmente forma um ngulo agudo, menor de 90. A terceira diferena a forma da entrada ou abertura superior. A entrada da pelve feminina usualmente mais larga e mais circular, enquanto no homem ela usualmente mais estreita e com um formato mais semelhante a um corao. A forma geral da pelve varia consideravelmente de um indivduo para outro, de modo que a pelve de uma mulher esbelta pode ser semelhante a uma pelve masculina. Em geral, no entanto, as diferenas so usualmente bvias o suficiente, de modo que o sexo do paciente pode ser determinado por uma imagem radiogrfica da pelve. SUMARIO DAS CARACTERSTICAS MASCULINAS E FEMININA. 1. Forma geral 2. ngulo do arco pbico 3. Forma da entrada Estreitada, mais profunda, menos alargada ngulo agudo 90) Mais em forma de corao Mais larga, mais rasa, mais ampla ngulo obtuso (&gt; 90) Mais circular, mais ampla Radiografias de Pelve Masculina versus Feminina As Figs. 7.15 e 7.16 so radiografias plvicas de uma mulher e de um homem, respectivamente. Note as trs diferenas entre a tpica pelve feminina e a masculina. Primeiro, na forma global, a pelve masculina aparece mais estreitada e mais profunda, com uma aparncia menos a...</p>