livro de minicursos e oficinas

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XVI CONGRESSO NACIONAL DE LINGUSTICA E FILOLOGIA

Promovido pelo Crculo Fluminense de Estudos Filolgicos e LingusticosRealizado no Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro 27 a 31 de agosto de 2012 (http://www.filologia.org.br/xvi_cnlf)

CADERNOS DO CNLF, VOL. XVI, N 03 LIVRO DE MINICURSOS E OFICINAS

Rio de Janeiro, 2012

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE EDUCAO E HUMANIDADES INSTITUTO DE LETRAS

REITOR Ricardo Vieiralves de Castro VICE-REITOR Paulo Roberto Volpato Dias SUB-REITORA DE GRADUAO Len Medeiros de Menezes SUB-REITORA DE PS-GRADUAO E PESQUISA Monica da Costa Pereira Lavalle Heilbron SUB-REITORA DE EXTENSO E CULTURA Regina Lcia Monteiro Henriques DIRETOR DO CENTRO DE EDUCAO E HUMANIDADES Glauber Almeida de Lemos DIRETORA INSTITUTO DE LETRAS Maria Alice Gonalves Antunes VICE-DIRETORA DO INSTITUTO DE LETRAS Tnia Mara Gasto Salis

Crculo Fluminense de Estudos Filolgicos e LingusticosBoulevard 28 de Setembro, 397/603 Vila Isabel 20.551-030 Rio de Janeiro RJ eventos@filologia.org.br (21) 2569-0276 http://www.filologia.org.br

DIRETOR-PRESIDENTE Jos Pereira da Silva VICE-DIRETORA Cristina Alves de Brito PRIMEIRA SECRETRIA Dlia Cambeiro Praa SEGUNDA SECRETRIA Regina Celi Alves da Silva DIRETOR DE PUBLICAES Ams Coelho da Silva VICE-DIRETOR DE PUBLICAES Jos Mrio Botelho DIRETORA CULTURAL Marilene Meira da Costa VICE-DIRETOR CULTURAL Adriano de Sousa Dias DIRETOR DE RELAES PBLICAS Antnio Elias Lima Freitas VICE-DIRETOR DE RELAES PBLICAS Eduardo Tuffani Monteiro DIRETORA FINANCEIRA Ilma Nogueira Motta VICE-DIRETORA FINANCEIRA Maria Lcia Mexias Simon

XVI CONGRESSO NACIONAL DE LINGUSTICA E FILOLOGIAde 27 a 31 de agosto de 2012 COORDENAO GERAL Jos Pereira da Silva Marilene Meira da Costa Ilma Nogueira Motta COMISSO ORGANIZADORA E EXECUTIVA Ams Coelho da Silva Cristina Alves de Brito Regina Celi Alves da Silva Antnio Elias Lima Freitas Jos Mrio Botelho Eduardo Tuffani Monteiro Ilma Nogueira Motta Maria Lcia Mexias Simon Antnio Elias Lima Freitas COORDENAO DA COMISSO DE APOIO Adriano de Sousa Dias Valdnia Teixeira de Oliveira Pinto COMISSO DE APOIO ESTRATGICO Marilene Meira da Costa Laboratrio de Idiomas do Instituto de Letras (LIDIL) SECRETARIA GERAL Slvia Avelar Silva

SUMRIO

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.

Apresentao Jos Pereira da Silva .................................................................................. 7 A crtica textual atravs da edio crtica da lrica de Cames de Leodegrio A. de Azevedo Filho Jos Pereira da Silva ........................................................................................... 9 A produo do gnero textual cientfico e seus desdobramentos intertextuais Arlinda Cantero Dorsa .................................................................................................................... 19 Afinal, o que um texto? Uma pergunta para a discusso sobre o ensino da produo textual - Isa Ferreira Martins .................................................................................................. 28 Anlise crtica do discurso e mudana social Joo Batista da Costa Jnior, Guianezza Mescherichia de Gis Saraiva Meira e Cleide Emlia Faye Pedrosa ................................ 50 Anlise crtica e abordagem sociolgica e comunicacional do discurso Cleide Emilia Faye Pedrosa, Paulo Srgio da Silva Santos e Leticia Beatriz Gambetta Abella ................... 61 Anlise lingustica e pedaggica de itens de leitura: reflexes sobre o SAERJ e a Prova Brasil Talita da Silva Campos ......................................................................................... 70 As polticas lingusticas da frica Diego Barbosa da Silva ............................................ 81 Como avaliar a produo textual de alunos surdos? Giselly dos Santos Peregrino e Jaqueline Nunes da Fonseca Cosendey .................................................................................. 81

10. O emprstimo lingustico e sua dinmica Vito Csar de Oliveira Manzolillo ................. 82 11. O tpico em textos falados e escritos Paulo de Tarso Galembeck ................................ 100 12. Portugus em rede: uma metodologia miditica para o ensino da lngua Maria Suzett Biembengut Santade e Luiza Alves de Moraes ..................................................................... 109 13. Reescritura: Professor Policarpo, amor em microcontos Damiana Maria de Carvalho 115 14. Simulao semntica e compreenso de textos Paulo Henrique Duque ...................... 128 15. Como se faz a edio de um livro? Jos Pereira da Silva ............................................. 134

Cadernos do CNLF, Vol. XVI, N 03 Livro de Minicursos e Oficinas

APRESENTAO

O Crculo Fluminense de Estudos Filolgicos e Lingusticos tem o prazer de apresentar-lhe este nmero 03 do volume XVI dos Cadernos do CNLF, com os quatorze trabalhos que sero apresentados no XVI Congresso Nacional de Lingustica e Filologia no dia 27 de agosto deste ano de 2012 como minicursos e como oficinas, sendo que doze deles esto com os textos completos, mas houve dois que os professores no conseguiram entregar em tempo hbil para serem inseridos aqui. Dando continuidade ao trabalho do ano passado, estamos editando, simultaneamente, este Livro de Resumos em trs suportes, para conforto e segurana dos congressistas: em suporte virtual, na pgina http://www.filologia.org.br/xvi_cnlf/resumos.htm; em suporte digital, no Almanaque CiFEFiL 2012 (CD-ROM) e em suporte impresso, neste nmero 3 dos Cadernos do CNLF. Todo congressista inscrito nos minicursos e/ou nas oficinas recebero um exemplar impresso deste Livro de Minicursos e Oficinas, sendo possvel tambm adquirir a verso digital, desde que pague pela segunda, que est no Almanaque CiFEFiL 2012. Junto com o Livro de Minicursos e Oficinas e o Livro de Resumos, o Almanaque CiFEFiL 2012 j traz publicada por volta de uma centena de textos completos deste XVI Congresso Nacional de Lingustica e Filologia, para que os congressistas interessados possam levar consigo a edio de seu texto, no precisando esperar at o prximo ano, alm de toda a produo do CiFEFiL nos anos anteriores. Desta vez, a programao vai publicada em caderno impresso separado, para se tornar mais facilmente consultvel durante o evento, assim como o Livro de Resumos. Desejo-lhe uma boa programao durante esta rica semana de convvio acadmico. Rio de Janeiro, 27 de agosto de 2012.

Jos Pereira da Silva

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Cadernos do CNLF, Vol. XVI, N 03 Livro de Minicursos e Oficinas

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Cadernos do CNLF, Vol. XVI, N 03 Livro de Minicursos e Oficinas

A CRTICA TEXTUAL ATRAVS DA EDIO CRTICA DA LRICA DE CAMES DE LEODEGRIO A. DE AZEVEDO FILHO Jos Pereira da Silva (UERJ/UFAC) pereira@filologia.org.br

RESUMO A crtica textual (ou crtica verbal) faz parte da ecdtica (ou edio de textos) como seu ncleo filolgico, preocupando-se com a questo do estabelecimento do texto. Portanto, a crtica textual se preocupa com a edio crtica, mas tambm com qualquer tipo de estabelecimento crtico de textos, em grande variedade de tipos de edio (crtica, gentica, interpretativa, diplomtica, paleogrfica etc.), mas no cuida da impresso, montagem, encadernao etc., que so tarefas da ecdtica. Sua histria milenar, mas teve sua fixao como cincia a partir de Lachmann, que desencadeou grande revoluo nos estudos tericos da crtica textual, j bem mais evoludos no sculo XXI. Trataremos, resumidamente, das noes de recensio, collatio, eliminatio codicum descriptorum, stemma codicum, emendatio (ope codicum e ope conjecturae), selectio e constitutio textus, como momentos especficos do trabalho do editor da Lrica de Cames, mostrando a aplicao prtica que delas fez Leodegrio em exemplos da obra do Poeta. A aplicao crtica dos conceitos da lectio difficilior versus lectio facilior, da lectio quae alterius originem explicat potior, etc. na emendatio, ser mostrada em exemplos reais da lrica de Cames e explicada, conforme as justificativas do prprio editor crtico em questo. Quase todas as normas de emendatio de Lachmann so aplicveis edio crtica da lrica de Cames, como demonstraremos com exemplos, porque deve ser prefervel (potior): a lectio antiquior, a lectio melioris codicis, a lectio plurium codicum, a lectio difficilior, a lectio brevior, a lectio quae alterius originem explicat e a eliminatio lectionum sigularium, porque sempre se buscar a melhor lio, porque a lectio melior potior. Leodegrio deixou nove volumes editados, faltando apenas as redondilhas e o glossrio, que esto sendo preparados por Marina Machado Rodrigues.

1.

Introduo: a crtica textual e a ecdtica

At bem recentemente ainda se fazia confuso entre crtica textual e ecdtica ou edtica, conforme defende Segismundo Spina (1994), desde que Henri Quentin (1926) publicou os seus Ensaios de crtica textual (ecdtica), divulgando o termo que j havia aparecido no sculo XIX, no Manual de filologia clssica de Salomon Reinach (1879, reeditado em 1883). Em sua Iniciao em crtica textual, reeditada como Base terica de crtica textual, Leodegrio A. de Azevedo Filho (1987, p. 15 e 2004, p. 19) esclarece que a crtica textual o ncleo da ecdtica, a parte que consiste na atividade especificamente filolgica da edio de textos, esclarecendo que elas no se opem, mas se completam. Mais recentemente, na palestra Sobre o conceito de crtica textual, proferida na I Semana Nacional de Crtica Textual e Edio de Textos, em 2007, ele reafirma:Crtica textual , essencialmente, a atividade filolgica de um grupo mais amplo de atividades definido como ecdtica. Na verdade, a ecdtica trata de todo o processo de preparao e realizao da edio de um texto, inclusive por meio de processos mecnicos, que incluem tambm a preparao desse material para a publicao.

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Cadernos do CNLF, Vol. XVI, N 03 Livro de Minicursos e Oficinas

1.1. Definies Crtica textual, portanto, o

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