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    LISTA 04 REPBLICA LIBERAL, REGIME CIVIL-MILITAR E REDEMOCRATIZAO

    PROF.RODOLFO

    1. (Unesp 2013) Em 1977, o Regime Militar, por meio da Agncia Nacional de Comunicao, lanou uma propaganda que ensinava a populao a fazer um cata-vento verde-amarelo e convocava-a a sair s ruas com esses brinquedos para comemorar a Semana da Ptria. Por meio de uma charge, o cartunista Henfil ironizou essa iniciativa do governo, sublinhando um outro problema enfrentado pelo pas nessa poca.

    Considerando o contexto histrico no qual a charge se insere, correto afirmar que o cartunista chamava a ateno para a) a alienao social frente falta de planejamento

    econmico. b) o gasto excessivo do governo no setor da energia

    elica. c) a falta de investimento pblico no setor de

    transporte. d) os impactos ambientais em decorrncia da

    mecanizao. e) a abertura econmica do pas ao capital

    estrangeiro. 2. (Unesp 2015) Braslia simbolizou na ideologia nacional-desenvolvimentista o futuro do Brasil, o arremate e a obra monumental da nao a ser construda pela industrializao coordenada pelo Estado planificador, pela ao das foras do progresso (aquelas voltadas para o desenvolvimento do capitalismo nacional), que paulatinamente iriam derrotar as foras do atraso (o imperialismo, o latifndio e a poltica tradicional, demaggica e populista).

    (Jos William Vesentini. A capital da geopoltica, 1986.)

    Segundo o texto, a construo de Braslia deve ser entendida

    a) como uma tentativa de limitar a migrao para o Centro do pas e de reforar o contingente de mo de obra rural.

    b) dentro de um conjunto de iniciativas de carter liberal, que buscava eliminar a interferncia do Estado nos assuntos econmico-financeiros.

    c) dentro do rearranjo poltico do ps-Segunda Guerra Mundial, que se caracterizava pelo clima de paz nas relaes internacionais.

    d) dentro de um amplo projeto de redimensionamento da economia e da poltica brasileiras, que pretendia modernizar o pas.

    e) como um esforo de internacionalizao da economia brasileira, que provocaria aumento significativo da exportao agrcola.

    3. (Fuvest 2017) Se pudesse mudar-se, gritaria bem alto que o roubavam. Aparentemente resignado, sentia um dio imenso a qualquer coisa que era ao mesmo tempo a campina seca, o patro, os soldados e os agentes da prefeitura. Tudo na verdade era contra ele. Estava acostumado, tinha a casca muito grossa, mas s vezes se arreliava. No havia pacincia que suportasse tanta coisa. Um dia um homem faz besteira e se desgraa.

    Graciliano Ramos, Vidas secas. Tendo em vista as causas que a provocam, a revolta que vem conscincia de Fabiano, apresentada no texto como ainda contida e genrica, encontrar foco e uma expresso coletiva militante e organizada, em poca posterior publicao de Vidas secas, no movimento a) carismtico de Juazeiro do Norte, orientado pelo

    Padre Ccero Romo Batista. b) das Ligas Camponesas, sob a liderana de

    Francisco Julio. c) do Cangao, quando chefiado por Virgulino Ferreira

    da Silva (Lampio). d) messinico de Canudos, conduzido por Antnio

    Conselheiro. e) da Coluna Prestes, encabeado por Lus Carlos

    Prestes. 4. (Fgv 2017) Viva Vaia um poema concreto publicado em 1972 e dedicado ao compositor Caetano Veloso, que havia sido vaiado por grande parte do pblico presente ao Teatro Tuca, no Festival Internacional da Cano de 1968. Desde ento, em diversos momentos, o poema utilizado com intuito de dar significao a episdios da cena poltica e cultural brasileira.

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    Sobre o contexto de sua elaborao, podemos afirmar que se trata a) de um perodo de contestaes Ditadura Militar,

    de ampliao das liberdades democrticas no pas e de intensa efervescncia cultural.

    b) do momento da deposio do presidente Joo Goulart e da intensificao da represso cultural.

    c) da radicalizao poltica do movimento estudantil contra a Ditadura Militar e de utilizao da cultura como expresso poltica.

    d) do descontentamento dos jovens com o conservadorismo da msica popular brasileira durante a Ditadura Militar.

    e) do momento de aceitao das aes repressivas da Ditadura Militar por meio da msica e da poesia.

    5. (Fuvest 2017) No nos esqueamos de que este um tempo de abertura. Vivemos sob o signo da anistia que esquecimento, ou devia ser. Tempo que pede conteno e pacincia. Sofremos todo mpeto agressivo. Adocemos os gestos. O tempo de perdo. (...) Esqueamos tudo isto, mas cuidado! No nos esqueamos de enfrentar, agora, a tarefa em que fracassamos ontem e que deu lugar a tudo isto. No nos esqueamos de organizar a defesa das instituies democrticas contra novos golpistas militares e civis para que em tempo algum do futuro ningum tenha outra vez de enfrentar e sofrer, e depois esquecer os conspiradores, os torturadores, os censores e todos os culpados e coniventes que beberam nosso sangue e pedem nosso esquecimento.

    Darcy Ribeiro. Rquiem, Ensaios inslitos. Porto Alegre: L&PM, 1979.

    O texto remete anistia e reflexo sobre os impasses da abertura poltica no Brasil, no perodo final do regime militar, implantado com o golpe de 1964. Com base nessas referncias, escolha a alternativa correta.

    a) A presena de censores na redao dos jornais somente foi extinta em 1988, quando promulgada a nova Constituio.

    b) O projeto de lei pela anistia ampla, geral e irrestrita foi uma proposta defendida pelos militares como forma de apaziguar os atos de exceo.

    c) Durante a transio democrtica, foram conquistados o bipartidarismo, as eleies livres e gerais e a convocao da Assembleia Constituinte.

    d) A lei de anistia aprovada pelo Congresso beneficiou presos polticos e exilados, e tambm agentes da represso.

    e) O esquecimento e o perdo mencionados integravam a pauta da Teologia da Libertao, uma importante diretriz da Igreja Catlica.

    6. (Fgv 2017)

    A charge, publicada em 1981 no jornal Folha de S. Paulo, faz referncias a um momento particular do ltimo governo da ordem autoritria instaurada em 1964, porque a) refora a convico do presidente sobre a

    necessidade de uma abertura poltica efetivamente democrtica, inclusive com eleies presidenciais diretas para o seu sucessor, mas entende que a volta da inflao pode impedir esse formato institucional.

    b) indica a reao do presidente frente a dois grandes problemas: os atentados praticados por grupos de extrema-direita, contrariados com o processo de abertura poltica, nascido no governo anterior, e a forte inflao, que atingiu quase em 1981.

    c) recrimina o presidente porque este condiciona a continuidade do processo de abertura poltica ao melhoramento nas condies econmico-financeiras do pas, em uma conjuntura particularmente complexa, marcada por uma hiperinflao e queda acentuada do PIB.

    d) assinala a preocupao do presidente com dois eventos interligados: o acelerado ritmo da abertura poltica provocado pelo avano das oposies nos

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    pleitos municipais e o primeiro episdio de hiperinflao, associado recesso econmica e crise do petrleo.

    e) destaca a provocao do presidente s organizaes de esquerda que ainda defendiam o caminho da luta armada para a conquista do poder, mas reconhece a incapacidade do seu governo em conter a espiral inflacionria, provocada pelos aumentos salariais da dcada de 1970.

    7. (Unesp 2017) No presidencialismo, a instabilidade da coaliso pode atingir diretamente a presidncia. menor o grau de liberdade de recomposio de foras, atravs da reforma do gabinete, sem que se ameacem as bases de sustentao da coaliso governante. No Congresso, a polarizao tende a transformar coalises secundrias e faces partidrias em coalises de veto, elevando perigosamente a probabilidade de paralisia decisria e consequente ruptura da ordem poltica.

    Srgio Henrique H. de Abranches. Presidencialismo de coaliso: o dilema institucional brasileiro. Dados,

    1988. Os impasses do chamado presidencialismo de coaliso podem ser identificados em pelo menos dois momentos da histria brasileira: a) nas sucessivas constituintes realizadas entre 1934

    e 1946 e na instabilidade poltica da chamada Primeira Repblica.

    b) nas dificuldades polticas enfrentadas no perodo de 1946 a 1964 e nas crises governamentais da chamada Nova Repblica.

    c) na reforma partidria do final do regime militar e na pulverizao dos votos populares nas eleies presidenciais de 1989 e 1998.

    d) na crise final do Segundo Imprio e no fechamento poltico provocado pela implantao do Estado Novo de Getlio Vargas.

    e) nas crticas poltica dos governadores implementada por Campos Sales e no golpe militar que encerrou o governo de Joo Goulart.

    8. (Unesp 2017) Observe o cartaz, relativo ao plebiscito realizado em janeiro de 1963.

    O cartaz alude situao histrica brasileira marcada por a) estabilidade poltica, crescimento da economia

    agroindustrial e baixas taxas de inflao. b) renncia presidencial, debates sobre sistema de

    governo e projetos de reforma social. c) ascenso de governos conservadores,

    despolitizao da sociedade e abolio de leis trabalhistas.

    d) deposio do presidente da Repblica, privatizaes de empresas estatais e adoo do neoliberalismo.

    e) autoritarismos governamentais, restries liberdade de expresso e cassaes de mandatos de parlamentares.

    9. (Unicamp 2017) O tropicalismo buscava revolucionar