lisboa cultural 211

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O JOGADOR (teatro) / EMÍLIA COSTA: No teatro com Dostoiévski (entrevista) | FATAL - Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (festivais) | EM CASA* (exposições) | BANG ON A CAN ALL-STARS/BRIAN ENO (música) | FIMFA - Festival Internacional de Marionetas e Figuras Animadas (exposições) | EXPERIMENTA DESIGN 2011 (antevisão)

TRANSCRIPT

  • Em destaque | O Jogador | Pg. 3

    Entrevista | Emlia Costa | Pg. 5

    Festivais | FATAL | Pg. 7

    Exposies | Em Casa | Pg. 8

    Msica | Bang On A Can All-Stars interpretam Brian Eno | Pg. 9

    Festivais | FIMFA | Pg. 10

    Anteviso | Experimenta Design 2011 | Pg. 11

    Curtas | Pg. 12

    Em Agenda | Pg. 13

    Edio: CML | Direco Municipal de Cultura | Diviso de Programao e Divulgao Cultural Editor: Frederico Bernardino Redaco: Sara Ferreira, Susy Silva Design e Paginao: Diogo MoutelaFoto de Capa: O Jogador, no So Luiz Teatro Municipal

    Contactos: Rua Manuel Marques, 4F, Edifcio Utreque - Parque Europa, 1750-171 Lisboa | Tel. 218 170 600 lisboa.cultural@cm-lisboa.pt

    Siga-nos emhttp://twitter.com/lisboa_cultural

    http://www.facebook.com/lisboaculturalhttp://itematicoslisboa.blogspot.com

    9 a 15 de MAIO de11 #211

    Ficha

    tcn

    ica

    ndice

  • pgina 3ddestaque

    O encenador Gonalo Amorim deixou-se contagiar pelo universo de O Jogador, um dos clssicos intemporais de Fidor Dostoivski, e transformou-o numa pea de teatro em quatro episdios, como se de uma srie de televiso se tratasse. O conceito permite ao pblico v-lo a la carte, se bem que os episdios interligam uns nos outros para contar as desventuras de Aleksei, um jovem russo a quem o amor e o jogo acabam por condenar desdita. O resultado um surpreendente jogo cnico onde a narrativa implode atravs do texto, da performance, do vdeo ou da msica de Paulo Furtado e Rita Redshoes. Ao ritmo emocionante de uma bola que corre na roleta ditando a sorte ou o azar. Para ver, no palco do So Luiz Teatro Municipal, at 21 de Maio.

    A VIDA UM JOGO

    Fado Tonight

    Carlos D

    idelet

  • pgina 4ddestaqueEm Roletemburgo, terra alem imaginada pelo escritor russo Dostoivski, a vida um jogo. Todos apostam tudo na vertigem de ganhar ou perder incluindo o amor. Alexei, o jovem preceptor das filhas de um general russo, regressa cidade para reencontrar a sua apaixonada, Polina, e por ela acaba a jogar num casino. Inicia-se aqui uma srie de acontecimentos em que, paralelamente aos caprichos da roleta, a sua prpria vida e a de todos os que o rodeiam que se vai tornando matria de um jogo de cobia e ganncia. O resultado uma viagem aos anacronismos da condio humana, com um desfecho que se anuncia trgico.

    Assumido o risco de transportar para o palco uma das obras- -primas do escritor russo, o encenador Gonalo Amorim confessa que O Jogador o resultado de um trabalho no hierarquizado proveniente do esforo de toda uma equipa que contribuiu para a criao de um universo composto por diversos elementos de cena. O espectculo rene narrativa tradicional uma forte componente

    visual, sonora e performativa que ilustra a constante vertigem em que vivem as personagens. Como se cada elemento contribusse para a formao de diversos nveis narrativos que se desenvolvem em permanncia, substituindo o discurso interior do protagonista no livro.

    Ao se apropriar do modelo dos seriados televisivos, ou do formato dos blockbusters de Hollywood, Amorim desafia o pblico para uma brincadeira com o tempo do teatro. A pea desenrola-se em quatro episdios, onde no falta sequer um genrico (com tema original de Paulo Furtado e Rita Redshoes, autores de todas as composies musicais do espectculo), que podem ser vistos em sequncia integral, dois a dois ou at mesmo individualmente, conforme a disponibilidade e vontade de cada espectador. A interpretao est a cargo dos actores Romeu Costa, Antnio Fonseca, Mnica Garnel, Carla Maciel, Carla Galvo, Nicolas Brites, Joo Villas-Boas, Raquel Castro, Joana de Verona, Iris Cayatte e Duarte Guimares. Frederico Bernardino

    O JogadorEnc. Gonalo Amorim

    So Luiz Teatro Municipal

    At 21 de Maio

    Preos: 5 (por episdio) 15 (quatro episdios)

    Ver sesses em

    www.teatrosaoluiz.pt

    Jo

    s F

    rade

  • pgina 5

    Em 2006, subia ao palco do Teatro da Trindade, Timbuktu, de Paul Auster, encenado por Sandra Faleiro, a partir de uma adaptao de Emlia Costa. Foi a primeira incurso desta li-cenciada em Direito nos meandros do teatro profissional. Mais tarde, escreveu Maria Jesuna A Mikas e Desencontros Lunares, pequenas peas apresentadas no projecto Curtas Mostra Teatral de Peas de Curta Durao. Em 2010, respon-dendo a um desafio de Gonalo Amorim, iniciou a adapta-o de O Jogador, de Dostoivski.

    Como que surgiu a hiptese de adaptar O Jogador?Foi uma ideia do Gonalo e remonta altura do Timbuktu. Ele assistiu ao espectculo e gostou da maneira como eu tinha adaptado o livro do Paul Auster. Alguns meses depois, falou-me da vontade de fazer O Jogador. Mas, s em meados de 2010, quando lhe foi garantido finan-ciamento para o projecto, nos reunimos e comemos o processo de adaptar ao teatro esta obra de Dostoivski.

    E o formato do espectculo em episdios?O Gonalo falou-me na ideia de fazer a pea em quatro episdios, e eu, juntamente com a Ana Bigotte Vieira [assistente de encenao e dramaturgia], analismos o livro de modo a constru-los. A partir da, fiz umas sinopses j sem a lgica do romance e depois, curiosamente, abandonei a lgica dessas sinopses, e comecei a adaptao da obra.

    EMLIA COSTANO TEATRO COM DOSTOIVSKI

    eentrevista

  • pgina 6eentrevistaAdaptar Dostoivski, tendo em conta a sua anterior experincia na adapta-o do Paul Auster, foi um desafio complicado? Em primeiro, a dimenso do trabalho no tem paralelo j que estamos a falar de um espectculo de quatro horas, enquanto o Timbuktu tinha a du-rao de apenas uma hora. Em segundo, este um escritor que marcou a histria da literatura, o que pressupe necessariamente um desafio muito maior. De alguma forma, e na minha opinio, este livro mais interessante de transpor para o teatro do que o Timbuktu e, talvez por isso, no creio que tenha sido mais difcil, independentemente de estar perante um dos maiores escritores de sempre.

    Como se processa o trabalho de adaptao de uma obra literria ao teatro?O mais importante numa adaptao, seja qual for o escritor, procurar res-peitar a histria, estando sempre consciente de que a linguagem do teatro diferente da linguagem literria. O processo passa, acima de tudo, por compreender bem essa mesma histria e depois conseguir cont-la atravs dos dilogos, estando ciente da necessidade do uso de uma linguagem sim-ples e eficaz.

    Nesta adaptao h personagens que no existem no livroNo livro, o General tem duas crianas, um filho e uma filha. sempre compli-cado estar a incluir crianas no elenco, pelo que, por sugesto do Gonalo, criei duas adolescentes, uma delas inspirada na personagem da Chieko, do filme Babel, uma personagem mergulhada num profundo tdio, mas com uma vontade enorme de viver. Mas, em cada personagem h influncias que chegam de fora do livro; por exemplo, a Blanche vai beber muito Jackie Demaistre da Jeanne Moreau, n A Baa dos Anjos.

    Como v o seu trabalho de adaptao de O Jogador no palco?Nesta adaptao, e independentemente das minhas interpretaes, evitei dar indicaes porque acho que o texto deve funcionar para alm do modo como o encenador decide concretizar as situaes. E este espectculo no tem a ver forosamente com a imaginao das palavras, ou dos dilogos, ou das cenas. Ele integra, harmoniosamente do meu ponto de vista, um conjunto de variantes do texto msica, da plasticidade s interpretaes que s podem valorizar o trabalho de adaptao. FB

  • O maior festival de teatro acadmico do pas chega a Lisboa a 11 de Maio, e traz consigo espectculos de 15 grupos de teatro nacionais e internacionais, exposies, workshops e uma residncia artstica. Na apresentao pblica do FATAL 2011 Festival Anual de Teatro Acadmico de Lisboa, a 11 de Maio, na Reitoria da Universidade de Lisboa, vo ser anunciados os grupos de teatro universitrio a concurso e ser prestada homenagem a Adolfo Gutkin, encenador, actor e dramaturgo portugus ligado histria do teatro acadmico (cuja entrevista poder ler na prxima semana). Entre 16 e 28 de Maio, no Teatro da Comuna e na LxFactory, sobem ao palco os espectculos dos grupos seleccionados.

    Entre os participantes nesta edio, destaque para o CITAC (Universidade de Coimbra), vencedor do prmio FATAL Cidade de Lisboa 2010, que traz uma pea baseada em O Rinoceronte, de Eugne Ionesco; ou para o NNT (Faculdade de Cincias e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa) que construiu, em Film Noir, narrativas negras sobre rupturas na ordem das coisas, apresentadas sob a forma de sketches. A estreia do grupo francs Arts Hier Scne da Universit dArtois e o regresso do grupo galego Maricastaa (Universidade de Vigo), que este ano exibe LEVE, la nada entre las manos so outros dos destaques deste FATAL. Para reflectir sobre o papel da Universidade, a residncia artstica promovida por Miguel Castro Caldas culminar num espectculo encenado por Andr e. Teodsio.Sara Ferreira

    pgina 7ffestivaisO MELHOR DO TEATRO UNIVERSITRIO

    FATAL 2011 Festival Anual de Teatro Acadmico de Lisboa..11 a 29 de Maiowww.fatal.ul.pt11 a 29 de Maiowww.fatal.ul.pt

  • pgina 8

    em casa* | home from homeMUDE .At 24 de Maio Tera a quinta e domingo | 10h 20hSexta e sbado | 10h22h...Entrada livrewww.mude.pt

    O DESIGN DO QUOTIDIANO

    A instalao em casa* | home from home, patente no MUDE Museu do Design e da Moda, foi criada no mbito do programa de intercmbio internacional de jovens arquitectos do British Council, e parte integrante do projecto New Architects: Portugal UK, que juntou arquitectos britnicos do MA Projects, KrausShnberg e Carl Turner Architects a trs atelis portugueses MOOV, Sami e Oliveira + Ruivo. Com as casas e a habitao como temas de debate, foi proposto recriar as actividades realizadas em casa* ler, dormir, comer, ver televiso e brincar , num projecto elaborado pelo ateli do arquitecto Carl Turner, e no qual se faz a ponte entre a vida d