lisboa cultural 202

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TEATRO DO BAIRRO (em destaque) | CARNAVAL DE LISBOA | 54 ANOS DE TELEVISÃO EM PORTUGAL (efeméride) | EU SOU FOTOGRAFIA: FERNANDO LEMOS (exposições) | A PHILOSOPHIA DO GABIRU (teatro)

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  • Edio: CML | Direco Municipal de

    Cultura | Diviso de Programao e

    Divulgao Cultural

    Editor: Frederico Bernardino

    Redaco: Susy Silva

    Design Grfico: Rute Figueira

    Capa: Foto: Carlos Didelet

    Contactos: Rua Manuel Marques, 4F,

    Edifcio Utreque - Parque Europa, 1750-

    171 Lisboa | Tel. 21 817 06 00 lisboa.

    cultural@cm-lisboa.pt

    Siga-nos emhttp://twitter.com/lisboa_cultural

    http://www.facebook.com/lisboaculturalhttp://itematicoslisboa.blogspot.com

    7 a 13 de MARO de11 #202

    Ficha

    tcn

    ica

    ndice

    Em destaque | Um Novo Teatro no Bairro | Pg. 4

    Msica | Para os Folies de Lisboa | Pg. 7

    Efemride | 54 Anos de Televiso em Portugal | Pg. 8

    Teatro | Na peugada de Raul Brando | Pg. 9

    Exposies | Universo Surrealista | Pg. 10

    Curtas | Pg. 12

    Em Agenda | Pg. 13

  • Foi no tempo em que o Bairro Alto se confundia com redaces de jornais e bomia, que ali se situava a rotativa do Dirio Popular. Agora, no antigo espao de tipografia daquele que vulgarmente conhecido como Edificio Interpress, nasceu o Teatro do Bairro, um projecto da produtora Ar de Filmes, dirigido por Antnio Pires e Alexandre Oliveira. Respeitando a arquitectura de cariz industrial do espao, o Teatro do Bairro promete dar vida nova a um dos mais emblemticos locais de Lisboa, trazendo o teatro, a msica e o cinema. Para comear, est em cena Vida de Artista, uma encenao de Antnio Pires, a partir de um texto de Lusa Costa Gomes. Aos domingos, h sempre muito e bom cinema para ver, com chancela indie da Zero em Comportamento.

    pgina 3ddestaque

    UM NOVO TEATRO NO BAIRRO

  • pgina 4ddestaqueIMITAO DA VIDA

    tnue a fronteira entre a realidade e a fico. Ou, dito de outro modo, entre a vida real e o faz de conta. Vida de Artista, de Lusa Costa Gomes, uma comdia que brinca com coisa srias, como o dia-a-dia daqueles que

    enquanto actores tm sobre si as luzes da ribalta mas que, enquanto pessoas na vida real, tem os mesmos problemas que se acometem ao mais comum mortal.

    A pea, recentemente estreada em Lisboa, com honras de abertura do novssimo Teatro do Bairro, acompanha a vida de trs pessoas que so actores. Entre dilemas e contradies da vida privada, passando pelas complexidades das relaes amorosas e pela profisso que oscila entre o cinema, a televiso, a publicidade ou o teatro, Joo (Adriano Luz), Diana (Margarida Vila-Nova) e Joana (Manuela Couto) so convidados por um encenador para interpretarem um texto do sculo XVI de Isabella Andreini, da companhia de commedia dellarte I Gelosi.

    Atravs do processo de encenao de La Mirtilla, retraa-se e retrata-se o processo de criao de um espectculo de teatro e, como sublinha a Lusa Costa Gomes, as pessoas que so actores transformam-se em personagens dentro da pea. A partir desta fuso de identidade do teatro dentro do teatro, apercebemo-nos que o que dizem sempre novo, sobre o Amor nas suas diversas formas, o amor idealizado, o amor no correspondido, o amor conjugal, o amor narcsico. Como se, tantas vezes, fosse na imitao da vida que se encontra o essencial. Frederico Bernardino

    Vida de ArtistaEnc. Antnio Pires

    Teatro do BairroRua Luz Soriano, 63

    At 26 de MaroQuarta a sbado

    21h

    Fran

    cisc

    o Le

    vita

  • pgina 5ddestaqueCINEMA E MSICA NO BAIRRO

    O Teatro do Bairro um espao caracterizado pela polivalncia onde, para alm do teatro, tambm o cinema e a msica tm presena marcada. Assim, todos os domingos, no nmero 63 da Rua Luz Soriano, a Zero em

    Comportamento assegura um dia inteiro de cinema, com uma sesso para as famlias s 11h30, uma matin s 16h30 e uma sesso para pblicos mais adultos s 21h30.

    Durante o ms de Maro, o IndieJnior exibe nove curtas-metragens de animao para maiores de quatro anos, donde se destacam No Fim do Mundo, de Konstantin Bronzit, e A Grande Migrao, de Sasha Goedegebure. As tardes esto reservadas para o muito aclamado filme de animao de Stphane Aubier e Vincent Patar, H Pnico na Aldeia. noite, numa incurso por todo um rol de clichs vintage dos anos de 1970, exibe-se Black Dynamite (na foto), de Scott Sanders, com Arsenio Hall e Buddy Lewis.

    A msica ao vivo outro dos atractivos das noites no Teatro do Bairro. Assim, todos os meses, cada sexta-feirae tem como protagonista a msica cabo-verdiana, o fado ou o jazz. Cada ms, arranca sempre com uma sexta-feira de msica de Cabo Verde, verso B.Leza. Nas segundas sextas-feiras de cada ms, pelas 23 horas, silncio! que se vai cantar o fado com Ana Sofia Varela, Joana Amendoeira, Pedro Moutinho, Rodrigo Rebelo de Andrade, Ricardo Ribeiro e Tnia Oleiro. As terceiras sextas-feiras do ms so dedicadas ao jazz, num encontro irresistvel com o swing ou com o bebop, entre tantas outras. Frederico Bernardino

  • NA pEUgAdA dE RAUl BRANdO

    pgina 6tteatro

    A partir do universo literrio de Raul Brando, Martim Pedroso apresenta, no Maria Matos Teatro Municipal, A Philosophia do Gabiru. Um espectculo sobre sonhos, angstias e liberdade, em cena de 10 a 14 de Maro

    A partir de textos de Raul Brando e Nelson Guerreiro, o actor e encenador Martim Pedroso revisita o universo literrio do escritor, pintor, militar e jornalista portuense em A Philosophia do Gabiru. O ttulo parte da citao de um dos captulos de Os Pobres, escrito em 1906, e onde na abertura se pode ler Oh

    descubro agora a torrente esplndida que a vida!. A frase poder-se-ia aplicar plenamente s permanentes antinomias que assaltam as personagens de Raul Brando perante as conturbaes torrenciais de uma poca de mudanas avassaladoras e complexas. Ainda mais porque, nas palavras de Martim Pedroso e Nelson Guerreiro, tais personagens so para o autor um prolongamento de si mesmo, do seu eu contraditrio e do seu pensamento crtico.

    Neste espectculo, Martim Pedroso evoca uma figura ilustrativa do carcter autobiogrfico impresso por Raul Brando nas suas personagens atravs de Gabiru, uma espcie de filsofo natural, ou a projeco de um homem que sempre quis ser maior do que era e que no se opunha a declarar, para citar o prprio personagem, que o homem no faz seno complicar a vida, que em si afinal bem simples. So a essas simplificaes, ou complexidades contraditrias, do universo de Brando que os actores Carlos Alves, Flvia Gusmo, Nelson Guerreiro, Paula S, Tnia Leonardo, Tiago Barbosa e o prprio Martim Pedroso do corpo em A Philosophia de Gabiru. Frederico Bernardino

    A Philosophia do GabiruCo-produo MMTM/

    Materiais Diversos

    Maria Matos Teatro Municipal

    10 a 14 de Maro s 21h30

    excepto dia 13 s 18h

    preo: 12 |

  • Numa organizao conjunta da Cmara Municipal de Lisboa e da Fundao Cupertino de Miranda, a Galeria Palcio Galveias acolhe uma grande exposio da obra de Fernando Lemos, um dos

    maiores fotgrafos portugueses do sculo XX. Em Eu Sou Fotografia esto expostas cerca de 140 fotografias e alguns inditos, trazendo-nos memria mais de 50 anos de imaginrio e tcnicas surrealistas (solarizao, sobreposies, impresses em negativo e positivo). Em simultneo, editado um livro com todas as fotografias do artista presentes no acervo da Fundao Cupertino de Miranda. O ttulo desta exposio, patente at 3 de Abril, evoca as palavras de Lemos numa entrevista ao Pblico, em 2009, onde o artista conta que um dia, uma jornalista italiana perguntou se eu era fotgrafo ao que respondi no; eu sou a fotografia.

    PERFIL: Nascido em 1926, Fernando Lemos um dos nomes maiores do Surrealismo portugus, tendo-se dedicado pintura, ao desenho, poesia mas, sobretudo, fotografia. Consta que a sua primeira foto foi tirada a partir da janela do quarto onde nasceu, na Rua do Sol ao Rato, em Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas Antnio Arroio e o Curso Livre de Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Aos vinte anos compra uma Flexaret, uma espcie de brinquedo, cuja vantagem reconhecida era o seu atraso tcnico; ou seja, era preciso dar corda para o rolo avanar, como numa sanfona. As limitaes da mquina permitiram a Lemos imprimir sobreposies o que, nas suas palavras, significou o modo como pintava em cima das imagens.. Aos 26 anos partiu para o Brasil. Fernando Lemos foi distinguido em 2001 com o Prmio Nacional de Fotografia. Susy Silva

    pgina 7eexposiesUNIVERsO sURREAlIsTA

    Eu Sou Fotografia Fernando Lemos

    Galeria PalcioGalveias

    De Tera a Sexta 10h / 19h

    Sbados e Domingos14h / 19h

    Encerra s segundas e feriados

    entrada livre

  • Impulsionada pela Emissora Nacional que cria, em 1953, o Grupo de Estudos de Televiso , as primeiras sesses experimentais de televiso em Portugal ocorreram em Julho de 1955, no Pavilho

    das Indstrias Portuenses, ainda em circuito fechado. Menos de um ano depois, em Janeiro de 1956, Camilo Mendona, primeiro presidente da RTP, Jorge Botelho Moniz e Stichini Vilela, administradores da empresa, e Marcelo Caetano, Ministro da Presidncia e Interino das Comunicaes, celebram o contrato de concesso do Servio Pblico de Televiso. Oito meses depois, na Feira Popular de Lisboa, iniciam-se as emisses experimentais que abririam caminho s emisses regulares que comeam a 7 de Maro do ano seguinte.

    Assegurando uma perspectiva evolutiva sobre as diversas formas como se fez e produziu

    televiso em Portugal ao longo de mais de cinquenta anos, a RTP tem, na sua sede em Lisboa, um espao museolgico que permite ao visitante conhecer os diversos equipamentos profissionais e domsticos. Neste ncleo museolgico, onde se traa tambm a histria da rdio em Portugal, destacam-se os quiosques multimdia que permitem empreender uma viagem no tempo em busca de centenas de contedos radiofnicos e televisivos e um estdio de televiso interactivo com croma, que possibilita alterar os fundos e, assim, proporcionar aos grupos de visitantes uma