lisboa cultural 169

Download LISBOA CULTURAL 169

Post on 18-Mar-2016

228 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

A REPÚBLICA É UMA MULHER (Concerto de encerramento das Festas de Lisboa) | HOMENAGEM A GERMANA TÂNGER (no Festival ao Largo) | 27º FESTIVAL DE ALMADA | PORTUGAL ARTE 2010 | PALÁCIO DA BEMPOSTA (visita)

TRANSCRIPT

  • 12 a

    18 de

    JULH

    O`10

    / n.

    169

    Editorial / Pg. 3

    Teatro / Homenagem a Germana Tnger / Pg. 6

    Em Agenda / Pg. 12

    Centenrio da Repblica / Pg. 13

    Festivais / 27 Festival de Teatro de Almada / Pg.10

    Curtas / Pg. 11

    Em destaque / A Repblica uma Mulher / Pg. 4

    Exposies / Portugal Arte 2010 / Pg. 8

    Itinerrios Temticos de Lisboa / Visita ao Palcio da Bemposta / Pg.10

  • LISBOA CULTURAL

    Ficha tcnicaEdio: Diviso de Programao e Divulgao Cultural | Direco Municipal de Cultura | CMLEditor: Frederico Bernardino Redaco: Sara Ferreira, Susy Silva Capa e Paginao: Rute Figueira Contactos: Rua Manuel Marques, 4F, Edifcio Utreque - Parque Europa, 1750-171 Lisboa | Tel. 21 817 06 00 | lisboa.cultural@cm-lisboa.pt

    Editorial

    Siga-nos em

    http://twitter.com/lisboa_cultural

    http://www.facebook.com/lisboacultural

    http://itematicoslisboa.blogspot.com/

    Porque nem s de figuras masculinas se fez a histria da I Repblica, o concerto de encerramento da Festas de Lisboa vai ser, neste ano em que se comemoram os 100 anos da implantao do regime republicano, a evocao de quatro mulheres que, com o seu percurso de vida, simbolizaram os mais elevados valores da Repblica. Detentoras de uma viso avanada e progressista da sociedade, republicanas convictas e incansveis lutadoras por direitos to fundamentais como o da igualdade de gnero, Carolina Beatriz ngelo, Ana de Castro Osrio, Maria Veleda e Adelaide Cabete marcaram uma poca e o seu legado justifica plenamente a homenagem que Lisboa lhes consagra.

    Mdica, activista republicana e fundadora da Associao de Propaganda Feminista, Carolina Beatriz ngelo (1871-1911) foi a primeira mulher portuguesa a votar, nas eleies para a Assembleia Constituinte de 1911, quando alegou, perante as autoridades, o papel de chefe de famlia, resultante da sua condio de viva e me, para exercer um direito, at ento, apenas reservado a cidados masculinos.

    Ana de Castro Osrio (1872-1935) foi uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP) e precursora da literatura infantil em Portugal. Escreveu, em 1905, Mulheres Portuguesas, o primeiro manifesto feminista portugus, onde se defende que a educao o passo definitivo para a libertao feminina.

    Tambm escritora e fundadora da LRMP, Maria Veleda (1871-1955) um smbolo permanente de coragem na luta por princpios e causas. Perseguida por alguns sectores catlicos e monrquicos nos ltimos anos da monarquia, com o dealbar do novo regime criticou duramente os sucessivos governos republicanos que, no seu entender, foram traindo sistematicamente os ideais mais nobres da Repblica.

    Por fim, Adelaide Cabete (1867-1935), mdica e feminista, presidente durante mais de 20 anos do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Foi uma defensora acrrima dos direitos das mulheres grvidas e a nica mulher que votou a Constituio de 1933, que instituiu o Estado Novo e ao qual se ops nos ltimos anos da sua vida.

    NEWSLETTER

  • PAG. 4NEWSLETTEREm DestaqueLISBOA CULTURAL

    Porque, A Repblica uma Mulher, no ano em que se assinala o centenrio da Repblica, seria inevitvel homenagear esta figura feminina. Assim, e para fechar o programa das Festas de Lisboa com chave de ouro, trs vozes femininas da lusofonia sobem ao palco para evocar quatro figuras histricas que simbolizam os valores da Repblica: a mdica Carolina Beatriz ngelo, as escritoras Ana de Castro Osrio e Maria Veleda e a mdica e professora Adelaide Cabete. portuguesa Carminho, cabo-verdiana Lura e brasileira Martnlia juntar-se- Carlos do Carmo, para uma participao especial no concerto que ter lugar a 15 de Julho, pelas 22h, na Alameda D. Afonso Henriques.

    Carminho, de 25 anos, uma das mais recentes revelaes do fado. Filha da fadista Teresa Siqueira e de Nuno Rebelo de Andrade, desde cedo conviveu com o fado os pais organizavam tertlias de fado e em casa ouvia-se recorrentemente Luclia do Carmo, Fernando Maurcio e Amlia Rodrigues, entre tantos outros -, tendo-se estreado com apenas 12 anos, no Coliseu dos Recreios. Desde a comeou a cantar regularmente na Taverna do Embuado, em Alfama, onde teve como mestres a me, Beatriz da Conceio, Fernanda Maria ou Alcindo Carvalho. Licenciada em Marketing e Publicidade, a fadista, cujo primeiro trabalho se chama simplesmente Fado, revela uma admirao profunda por Carlos do Carmo, com quem ir partilhar o palco neste concerto.

    No prximo dia 15 de Julho, Carminho, Lura e Martnlia juntam-se em palco para homenagear a Repblica e as mulheres que lutaram por uma sociedade mais justa, livre e igualitria. O concerto de encerramento das Festas de Lisboa, na Alameda D. Afonso Henriques, contar ainda com a participao de Carlos do Carmo.

    ConCerto de enCerramento das Festas de Lisboa

    a repbLiCa uma muLher

  • LISBOA CULTURAL

    PAG. 5Em Destaque

    Lounge | Cinema So Jorge16 Julho | 23h30 | Zig Zag Warriors (Miguel Quinto e Z Pedro)

    CineconchasAo longo de Julho, s quintas, sextas e sbados, a partir das 21h45, pode assistir a cinema ao ar livre no Parque das Conchas.15 Julho | Volver, de Pedro Almodvar16 Julho | Invictus, de Clint Eastwood17 Julho | New York, I Love You, de Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shunji Iwai, Wen Jiang, Joshua Marston, Mira Nair, Brett Ratner, Randall Balsmeyer, Shekhar Kapur e Natalie Portman

    Festival de Monlogos Cabeas Falantes | Clube Estefnia12 a 18 Julho | Carta com Resposta

    Mais informaes em:www.festasdelisboa.com

    PROGRAMA DA SEMANA

    Nascida num bairro crioulo de Lisboa, Lura assume-se como cantora para o resto da vida. Influenciada pelos ritmos de Cabo Verde, pela pop portuguesa, pelo jazz e pela msica africana em geral, a cantora viu a sua carreira ganhar flego em 1996, altura em que gravou o primeiro lbum, intitulado Nha Vida. Esse trabalho valeu-lhe o convite para participar no projecto discogrfico Red Hot + Lisbon, do qual fazem parte grandes nomes da msica lusfona. Em 1998, acompanhou Cesria vora em duas ocasies memorveis: no decorrer da Expo98, foi Lura quem abriu o espectculo daquela que considerada o nome maior da msica cabo-verdiana; e, em Paris, integrou o projecto Cesria & Friends. Detentora de uma carreira que considera uma surpresa constante, o mais recente trabalho da cantora, Eclipse, foi gravado entre Bruxelas, Lisboa,

    Paris, Npoles e Praia, sendo considerado pela crtica o seu melhor lbum at data.

    Filha de Martinho da Vila, a brasileira Martnlia completa o trio. Para a descrever, nada melhor que as palavras do pai babado, como se denomina. Martnlia inveno minha. uma mistura de Martinho, eu, com Anlia, sua me, que j viajou para um lugar melhor, creio. D a impresso de ser uma pessoa desligada, mas est sintonizada em tudo o que acontece, principalmente no mundo da msica e, como todos os grandes artistas, sonhadora. A sonora Martnlia, como algumas pessoas se referem a ela, musicista, cantora e compositora e est entre as artistas mais completas que eu conheo. O mais recente trabalho da compositora intitula--se Madrugada e foi lanado em 2008. SF

    NEWSLETTER

  • LISBOA CULTURAL

    PAG. 6Teatro

    Completou 90 anos no passado ms de Janeiro, mais precisamente a dia 16. Eternamente apaixonada pelo teatro e pela poesia, Germana Tnger, uma lisboeta de gema a quem a palavra dita levou mundo fora, divulgou o legado dos maiores poetas portugueses, de Cames a Pessoa, passando por Antero, Mrio de S-Carneiro, Florbela Espanca, Camilo Pessanha ou Jos Rgio. No teatro, ela que confessou um dia ter sonhado ser actriz, encenou a Medeia de Eurpedes e Nome de Guerra: Judite do amigo Almada Negreiros.

    Foi precisamente Almada que, em meados de 1948, desafiou Germana Tnger a dizer uns versos porque lhe constara haver ali talento para diseuse. Germana ter recitado O Corvo de Poe, traduzido por Pessoa, e assim se iniciou uma carreira de declamadora. Para alm dos recitais, Germana foi durante mais de duas dcadas docente de Dico no Conservatrio, tendo pelas suas classes passado nomes como os de Alexandra Lencastre, Margarida Marinho, Ana Tmen, Joo Lagarto, Joo Grosso e Vitor de Sousa.

    No Teatro da Trindade, a 29 de Novembro de 1999, 40 anos depois de ter dito na ntegra a Ode Martima de lvaro de Campos nesse mesmo palco, Maria Germana Tnger despediu-se dos palcos. Na prxima quinta-feira, pelas 22h, a cidade presta-lhe a homenagem devida com um espectculo e a atribuio da Medalha Municipal de Mrito, Grau Ouro. FB

    Homenagem a

    Toda uma vida dedicada palavra dita. Assim se poderia resumir o percurso de Germana Tnger. Dia 15 de Julho, no mbito do Festival ao Largo, Lisboa presta-lhe a merecida homenagem.

    Uma Noite para Germana

    Com concepo de Joo Grosso, Rui Alexandre e Sara Oliveira, a Noite Germana Tnger vai proporcionar ao pblico do Festival ao Largo um espectculo multimdia onde a poesia, a imagem e a voz da homenageada vo assumir todo o protagonismo. Em palco vo estar Joo Grosso, a Camerata Vianna da Motta (dirigida por Irene Lima), o Coro Jovens Vozes de Lisboa e a prpria Germana Tnger.

    GERMANA TNGER

    NEWSLETTER

  • LISBOA CULTURAL

    PAG. 7Exposies

    Organizada pela Associao Portugal Artes, com o patrocnio da EDP Renovveis,

    a Portugal Arte 2010 uma mostra internacional de arte contempornea que vai expor trabalhos de artistas consagrados (esto confirmadas as presenas de Chris Burden, Sterling Ruby e os Faile) e de jovens artistas, nacionais e internacionais, nas ruas e praas dos concelhos envolvidos.

    Em Lisboa as peas vo estar expostas ao longo de um trajecto pedonal, entre o Prncipe Real e

    o Chiado, Restauradores, Rossio, Baixa, Alfama e Graa, a que se juntam o Pavilho de Portugal e o CCB. Ideias e conceitos expressos atravs da arte pblica do a conh