lisboa cultural 159

Download LISBOA CULTURAL 159

Post on 26-Mar-2016

228 views

Category:

Documents

4 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

destaques da semana: EXPOSIÇÃO O Jogo da Política Moderna – Desenho Humorístico e Caricatura na I República | O que faz falta (teatro) | À CONVERSA COM CARLOS FRAGATEIRO | FATAL - Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa | Dez anos de FIMFA | OutJazz 2010

TRANSCRIPT

  • 3 MAI/9 MAI 10 | n. 159

    Em Agenda / Pg. 13Exposies / Pg.12

    Curtas / Pg. 11

    Centenrio da Repblica / Pg. 14

    Editorial / Pg. 3

    Em Destaque / O Jogo da Politica Moderna / Pg. 4 Teatro / O que faz falta / Pg. 6 Conversa com Carlos Fragateiro / Pg. 7

    Festivais/ Fatal - Festival Anual de Teatro Acadmico de Lisboa / Pg. 8 Dez anos de FIMFA/ Pg. 9

    Msica/ Out Jazz 2010 / Pg. 10

    ndice

  • Ficha tcnicaEdio Diviso de Programao e Divulgao Cultural | Direco Municipal de Cultura | CML Editora Paula TeixeiraRedaco Frederico Bernardino, Sara Ferreira, Susy Silva Capa e Paginao: Rute Figueira Contactos Rua Manuel Marques, 4F, Edifcio Utreque - Parque Europa, 1750-171 Lisboa | Tel. 21 817 06 00 | lisboa.cultural@cm-lisboa.pt

    Siga-nos em

    http://twitter.com/lisboa_cultural

    http://www.facebook.com/pages/Lisboa-Cultural/102530079066

    http://itematicoslisboa.blogspot.com

    Informao actualizada em www.agendalx.pt(subscreva a newsletter semanal)

    Consulte pdf em www.cm-lisboa.pt

    No dia em que em todo o mundo se celebra a Liberdade de Imprensa (3 de Maio), a Cmara Municipal de Lisboa (CML) inaugura a exposio O Jogo da Poltica Moderna Desenho Humorstico e Caricatura na I Repblica. H cem anos atrs, numa poca conturbada da nossa histria recente, a imprensa foi palco de acesos debates polticos. O desenho humorstico e a caricatura davam eco, sem reservas, dos acontecimentos que abalavam e iam estruturando a jovem Repblica, evidenciando uma criatividade notvel, quer na abordagem dos temas quer nos traos que anunciavam j novas estticas. Tendo como base as coleces municipais de peridicos, a exposio traa um retrato irnico do dealbar do regime e, simultaneamente, revela o trabalho de uma novssima gerao de desenhadores e caricaturistas, entre os quais se contam Almada Negreiros, Jorge Barradas ou Cristiano Cruz. A exposio, a que se associa o colquio A vida cultural na Lisboa da I Repblica (7 e 8 de Maio), uma das muitas iniciativas que a CML prope para a Comemorao do Centenrio da Repblica e que tero seu ponto alto no prximo ms de Outubro.

    Boa semana.

    NEWSLETTERLISBOA CULTURAL

    Editorial

  • No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala a 3 de Maio, e no mbito das Comemoraes do Centenrio da Repblica, inaugura a exposio O Jogo da Poltica Moderna! - Desenho Humorstico e Caricatura na I Repblica, que poder visitar at 26 de Setembro na Galeria de Exposies dos Paos do Concelho.

    A I Repblica fez explodir as prticas de humor social e poltico. Um fenmeno que foi alimentado pelo teatro de revista e pela comdia de costumes, mas onde a imprensa humorstica e a caricatura tambm tiveram um papel determinante, ganhando um novo flego nesta altura.

    A instabilidade sentida, que afectava sobretudo as foras polticas, constituiu-se como a matria-prima privilegiada para um desenho humorstico com estticas diferentes, onde o trao simples e directo, por vezes at

    grosseiro, coexiste com o trao mais vanguardista das primeiras manifestaes do modernismo artstico em Portugal. Tendo em conta o seu protagonismo no jogo da poltica moderna, Afonso Costa, Brito Camacho, Antnio Jos de Almeida, Bernardino Machado e Antnio Maria da Silva, nos anos 20, so os mais visados.

    O novo regime tambm trouxe consigo uma maior diversidade editorial, com as publicaes ferozmente antitalassas, como O Moscardo e O Z a conviverem, ainda que nem sempre pacificamente, com as publicaes pr-realistas, de que O Papagaio Real e O Thalassa so um bom exemplo. Aparecem novos jornais e, com eles, uma nova gerao de desenhadores e caricaturistas que se revelam nos jornais humorsticos, como Almada Negreiros, Jorge Barradas, Emmrico Nunes, Bernardo Marques, Correia Dias e Lus Filipe, entre outros.

    Paralelamente exposio, nos dias 7 e 8 de Maio, realizar-se- o Colquio Nacional A vida cultural na Lisboa da I Repblica (1910-1926) com a participao, entre outros, de Raquel Henriques da Silva, Ceclia Barreira, Antnio Ventura, Antnio Gomes, Daniel Pires, Tiago Baptista e Mrio Vieira de Carvalho (ver pgina seguinte).

    O convite que lhe deixamos que, a partir das coleces municipais da Cmara Municipal de Lisboa, conhea O Jogo da Poltica Moderna! da I Repblica Portuguesa.

    NEWSLETTER PAG. 4O Jogo da Poltica Moderna!Desenho Humorstico e Caricatura na I Repblica

    LISBOA CULTURAL

    Em Destaque

  • NEWSLETTER PAG. 5Programa

    LISBOA CULTURAL

    Em Destaque

    COLQUIO NACIONAL

    A vida cultural na Lisboada I Repblica (1910-1926)

    Salo Nobredos Paos do Concelho7-8 Maio 2010

    7 MAIO

    9h30 Recepo dosconferencistas e pblico

    10h00 Sesso solenede abertura com a presena deCATARINA VAZ PINTOVereadora do Pelouro da Culturada Cmara Municipal de Lisboa

    ANTNIO REISComissrio Cientfico das ComemoraesMunicipais do Centenrio da Repblica

    11h00 Lanamento dasActas do Colquio NacionalLisboa e a Repblica

    INTERVALOPainel 1: 11h30 13h00As artes plsticas durantea I Repblica: tradioe modernidadeRAQUEL HENRIQUES DA SILVAFaculdade de Cincias Sociais e Humanas

    da Universidade Nova de Lisboa

    Do universo republicano smudanas nas mentalidades,CECILIA BARREIRAFaculdade de Cincias Sociais e Humanasda Universidade Nova de Lisboa

    Painel 2: 15h00 16h30

    Um projecto culturale patritico: a AldeiaPortuguesa na FlandresANTNIO VENTURAFaculdade de Letras da Universidadede Lisboa

    Percursos literriosda I Repblica Portuguesa,ANTNIO GOMESFaculdade de Cincias Sociais e Humanasda Universidade Nova de Lisboa

    Imprensa Literriana I RepblicaDANIEL PIRES

    Painel 3: 17h00 18h30A Cidade, os lisboetase os viajantes:a Cultura na perspectivado Turismo durantea I Repblica (Lisboae os Guias Tursticos)JORGE MAGORRINHACmara Municipal de Lisboa

    A actuao culturaldas vereaes lisboetasrepublicanasEUNICE RELVASGabinete de Estudos Olisiponensesda Cmara Municipal de Lisboa

    I Repblica, Culturae Toponmia em LisboaANA HOMEM DE MELOGabinete de Estudos Olisiponensesda Cmara Municipal de Lisboa

    8 MAIO

    Painel 4: 10h00 11h30O 31 da poltica na revista portuguesaJORGE TRIGOHemeroteca Municipal da CmaraMunicipal de Lisboa

    Como o cinema viua I RepblicaTIAGO BAPTISTACinemateca Portuguesa Museudo Cinema

    Msica na I RepblicaMRI VIEIRA DE CARVALHOFaculdade de Cincias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

    Sesso de encerramentocom visita guiada ExposioO Jogo da Poltica Moderna! Desenho Humorsticoe Caricatura na I Repblica

  • NEWSLETTER

    Teatro PAG. 6LISBOA CULTURAL

    A partir de uma ideia original de Carlos Fragateiro, o encenador Claudio Hochman concebeu um musical que casa um clssico seiscentista de Lope de Vega com as inesquecveis canes de Chico Buarque. O que faz falta o espectculo que devolve cidade o Teatro Villaret, agora com um novo projecto apostado em criar pontes com a lusofonia.

    Quem entra no Teatro Villaret depara imediatamente com a clebre frase de Raul Solnado Faam o favor de ser felizes! L dentro, na plateia, enquanto partilhamos as alegrias e tristezas do povo de Vila Dgua, apetece-nos eco-la como mxima que devesse nortear as vidas vilipendiadas dos personagens de O que faz falta. que em Vila Dgua reina a tirania desptica e cruel do senhor que aquela terra conquistou. Contra as mordaas e a injustia, o povo procura construir o seu futuro, rebelando-se contra o senhor e assim cumprir o seu destino de liberdade e felicidade.

    A partir de Fuenteovejuna, do dramaturgo espanhol Lope de Vega, escrito nos incios do sculo XVII, e das canes que Chico Buarque

    escreveu entre os anos 60 e 70 do sculo passado, em plena ditadura militar no Brasil, Carlos Fragateiro (ver entrevista na pgina seguinte) idealizou um musical que procura ser um hino liberdade capaz de questionar cada um de ns sobre o que faz falta para inventar um outro tempo, um outro futuro. E, nesse sentido, no ser por mero acaso que o espectculo encerra com o magistral tema Tanto Mar, que Chico Buarque comps para assinalar a Revoluo de Abril, em Portugal. Para que no seja esquecida a esperana na semente nalgum canto de jardim.

    Com encenao de Claudio Hochman, O que faz falta rene no palco do Villaret um elenco de 11 actores e msicos portugueses e brasileiros, donde se destacam os nomes de Alexandre Ferreira, Filipa Duarte, Pedro Pernas, Diogo Mesquita e Nilson Moniz. As Noites no Teatro vo l estar no prximo dia 6 de Maio, estando abertas as marcaes, que garantem a gratuidade dos ingressos a estudantes do secundrio e superior, atravs do nmero de telefone 218 170 600. FB

    O que faz faltaFaam o favor de ser felizes

  • NEWSLETTER PAG. 7

    Natural do Porto, o percurso de Carlos Fragateiro essencialmente marcado pelos anos que passou frente do Teatro da Trindade e, mais recentemente, do Teatro Nacional D. Maria II. Agora, o desafio que abraa chama-se Teatro Villaret, uma das salas mais emblemticas da cidade de Lisboa, hoje e sempre indissocivel da figura de um dos mais amados actores portugueses, Raul Solnado.

    Como que algum com to vasto e rico percurso na cena teatral portuguesa, habituado aos projectos das grandes salas, chega agora ao Teatro Villaret?Tenho uma relao com o Villaret, semelhana de quase todos os portugueses, que remonta aos tempos do Zip-Zip. uma sala mtica da cidade, e para mim significou, por ocasio do programa A Visita da Cornlia, a hiptese de integrar um grupo de teatro chamado As Vedetas da Cornlia, o qual foi uma espcie de recompensa pelo meu desempenho nesse programa. Mais tarde, j no Trindade, por ocasio d`O Magnifico Reitor, aprofundei o meu relacionamento com o Raul Solnado e a percebi o quanto ele gostava deste espao. Anos depois, por altura do funeral do Henrique Viana, j estava eu frente do Teatro Nacional, encontrei o Vasco Morgado (filho) e consegui fazer um con