linha azul 08/07/2016

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Jornal O Estado (Ceará)

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  • 4C M Y K

    Capa de O Estado de

    8 de julho de 1944

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    PG. 4

    JORNALO ESTADO

    Fortaleza, Cear, sexta-feira, 8 de julho de 2016

  • C M Y K

    VariedadesIan Gomes

    ian.gomes2008@gmail.com

    cabeas de coluns no LINHA AZUL _ IAN GOMES.indd 1 11/2/2015 09:35:32

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

    colunAs no LINHA AZUL _ MATU.indd 1 11/2/2015 09:37:36

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

    colunAs no LINHA AZUL _ MATU.indd 1 11/2/2015 09:37:36

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

    colunAs no LINHA AZUL _ MATU.indd 1 11/2/2015 09:37:36

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    matushilasantiago@hotmail.com

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  • C M Y K

    3 Fortaleza, Cear, sexta-feira,

    8 de julho de 2016 3

    Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoo, escreva-os na tbua do seu corao. (Provrbios 3:3)

    Solange PalhanoNOTAS solangepalhano@oestadoce.com.br

    Reajuste de planos de sade

    Os planos de sade no Brasil enfrentam uma crise j anunciada. Negativa de cobertura, reajustes de mensalidade e problemas em planos empresariais aps a aposentadoria esto entre as principais re-clamaes e pontos de discusso entre os clientes e as opera-doras no Poder Judicirio.

    No existe uma regulamentao por parte da Agncia Nacional de Sade quanto aos planos de empresas. O valor do reajuste do plano de acordo com o seu uso. Ou seja, voc paga um plano de sade e, se necessitar de us-lo para uma cirurgia e exames, na data de seu reajuste voc ser penaliza-do com um aumento maior porque usou o plano junto com todos outros trabalhadores da empresa. Explicando melhor, o quadro de uma empresa tem 60 trabalhadores e quatro neces-sitaram de fazer operao e vrios exames, ento, o restante dos 56 junto com os quatro sofrero um reajuste significativo por que tiveram que usar os hospitais, mdicos e exames.

    Estando o pas em crise, todos os setores para manterem

    seus clientes no esto reajustando preos e muitas vezes at reduzem e facilitam mais ainda o pagamento. Os planos indi-viduais em sua data base de contrato tero reajuste de 13,40% autorizado pela ANS, percentual maior que a inflao e a ma-jorao de planos empresariais seja o que a operadora quiser.

    O setor apresenta mais de 1,3 mil operadoras e a maior parte dos beneficirios pertencem a planos empresariais. Em tempos de crises, de demisses de trabalhadores, h uma queda grande no nmero de usurios, por isto as operadores deveriam se conscientizar que a alternativa negociar e no impor reajustes absurdos.

    E no estamos questionando nem a qualidade dos servios que, muitas vezes, est pior do que o SUS. Como tambm o tratamento dado aos idosos e suas anuidades, que chegam ao valor de R$ 2.000,00. Para quem no sabe, o idoso no pode sair de um plano para tentar outro mais em conta, ele fica amarrado porque se for para o concorrente perder as carn-cias do anterior.

    Seminrio de Comunicao SemaceA editora Tarcilia Rego, do caderno O estado

    Verde, do jornal O Estado, a convite da Superin-tendncia Estadual do Meio Ambiente (Semace), por meio da Assessoria de Comunicao do rgo, participou como palestrante, do I Seminrio de Comunicao da Semace. A partir de sua vivncia de 9 anos frente do caderno,Tarcilia proferiu a palestra O Que Querem os Jornalistas - O Desafio Dirio de Ser Notcia. O evento, que teve como pblico alvo os colaboradores da Semace, aconteceu na manh do dia 4, no auditrio da autarquia, em Fortaleza.

    Lei de Responsabilidades mudagesto das estatais

    Criada pelo senador Tasso Jereissati a Lei de Responsabilidade das Estatais j est em vigor. A nova legislao probe a nomeao como gestores e conselheiros, ministros, secretrios municipais e estaduais, senadores, deputados, vereadores, direto-res de sindicatos e dirigentes de partidos. Com isto fecha brechas para que novos esquemas de corrup-o como os registrados na Petrobras, Eletrobras e Correios no ocorram mais. S poderam ser no-meados pessoas com qualificaes e no indicaes polticas. A fiscalizao ser bastante rgida.

    ndices brasileirosO Brasil um dos piores pases do mundo em

    nvel de alunos na matemtica e nas cincias. A qualidade do ensino fundamental, nos ltimos anos, piorou. Somos tambm um dos pases que mais acontecem mortes de mulheres.

    OABCludio Lamachia, presidente da OAB nacional,

    quer propr a reviso da lei do foro privilegiado, que favorece a impunidade de autoridades en-roladas com a Justia. Advogados alegam a falta de estrutura dos presdios para casos envolvendo polticos e governantes.

    A convite da Semace, a editora do caderno o estado Verde, Tarcila Rego profere palestra no Seminrio de Comunicao

    BenjuninoO shopping Benfica realizou com muito sucesso o 7 Benjunino, Festival de Msicas Juninas do Shopping.

    O cantor, compositor e humorista Falco foi o grande homenageado dessa edio.

    Participantes

    Terceiro lugar

    A musica Ainda Solteiro de Mrcio Viana foi eleita

    Apresentao de quadrilha infantil

    Marcirlene Pinheiro e Paulo Faco

    Falco

    Paulo Tadeu Deodato Ramalho Elpidio Nogueira

    Freire Neto e Marcirlene Pinheiro Marcirlene Pinheiro e Iraguassu Teixeira

    A segunda colocada foi Quando estou com ela de Luciano Franco e Eason Nascimento, interpretada por Edinho Vilas Boas

    FOTOS IRATU FREITAS

    Medidas doGoverno

    Para diminuir o rombo, o governo poder apresentar um projeto que aumenta o impos-to sobre doao e heranas, subir de 8% para 30%. Isto um absurdo. Deveria ser criado imposto sobre grandes fortunas para ampliar sua arrecadao. Amir Khair, especialista no assunto, calcula que a taxao de patrim-nios poderia render aproximadamente 100 bilhes de reais por ano se aplicada, em uma simulao hipottica, sobre va-lores superiores um milho de reais.

  • C M Y K

    Joo Soares Neto escreve www.joaosoaresneto.com.br

    colunAs no LINHA AZUL _ joao soares neto.indd 1 11/2/2015 10:14:21

    Fortaleza, Cear, sexta-feira, 8 de julho de 20164

    O ritmo tem algo mgico; chega a nos fazer acreditar que o sublime nos pertence. J.W. Goe-the(1749-1832), em Mximas e reflexes, XIII, 6.

    Esta semana, vendo apenas a parte derradei-ra de um filme, fui sur-preendido pelo arranjo diferente de msica j ouvida, por mim, tantas vezes. De to ouvida, ouso, mesmo sendo desafinado, assobi--la. Ela ficou na minha cabea e decidi revolver um pouco mais de sua histria, da sua letra, da sua harmonia, dos seus autores e das inmeras quantidades de intr-pretes que, atravs dela, fizeram sucesso.

    The Beggars Opera (A pera dos Mendigos), escrita por John Gay, composta em 1728, com anseio de texto pico, revolucio-nrio, conta a misria e a situao crtica de desemprego, a vida de criminosos e de men-

    digos, de ento. Para se livrar de questes, a Itlia foi usada como o pretenso local da pera.

    Damos um pulo ao comeo do sculo 20. Exato no ano de 1928, quando o compositor Kurt Weill encontra--se com o ainda no famoso dramaturgo Bertold Brecht, ambos alemes. Eles transfor-mam a obra de Gay, na Die Dreigroschenoper ou pera dos trs vintns.

    A letra de Brecht produz um anti-heri, Mackie Messer, vilo consagrado, bgamo, charmoso, metido com polcia e assassino. Bre-cht, tal qual Gay, a situa em outro pas. Elege a Londres de ento, com misrias, igualmente, como pano de fundo para contar as injustias sociais decorrentes da implantada Revoluo Industrial.

    A cano Mackie Messer virou Mack, the Knife ou Mack, o faco ou navalha, quando foi descoberta,

    nos anos 20 do sculo passado, pelos ameri-canos. Tantas foram as tradues do original, quanto os intrpretes, a partir de Louis Arms-trong, na verso de Marc Blitzstein. Depois, vie-ram Frank Sinatra, Bob Darin, outros e, recen-temente, at o Michael Bubl ousou cant-la do seu jeito e modo. O sucesso, como pea, nos Estados Unidos, em New York, comeou fora da Broadway, mas virou enxame.

    Depois do acon-tecimento vieram outras adaptaes para mais de 18 ln-guas. Aqui no Brasil, Chico Buarque, em 1978, monta a sua intertextualidade de Mackie Messer como pera do Malandro, que teve xito como msica, pea e filme. A histria, lgico, apoderada e abra-sileirada na msica Malandro, com o mesmo ritmo, melodia e harmonia da criao de Weill e Brecht. Chico

    age com liberdade potica. Contextualiza a sua histria no Brasil pr-industrial, anos 40, para fugir do rigor da censura vigente.

    Os leitores deste tex-to despretensioso, feito no calor da recordao de msica com quase 100 anos de composta, podem procurar facilmente encontraro as muitas verses de Mack, the Knife, na internet. Cantoras de vozes potentes, Elza Soares e Alcione, tam-bm entoaram a verso brasileira de Mack, the Knife.

    Glria, pois, a Weill e a Brecht, que soube-ram divisar na pera original de Gay os vieses sociais, polticos e revolucionrios. No compasso lento emer-ge, de soslaio, uma histria sempre nova, pois fala das fraquezas humanas na figura de um mendigo/marginal, o personagem central. Vale ouvir e conferir a letra, em qualquer verso.

    John Gay, Weill, Brecht e a pera dos Trs vintns

    Ento voc ter o favor de Deus e dos homens, e boa reputao. (Provrbios 3:4)

    Jornal O Estado 80 anos

    A capa de O Estado de 08 de julho de 1944, traz em sua manchete principal PARA VILNA que tratou da aproximao dos russos na cidade de Vilna, localizada na Litunia, q