linha azul - 06/11/2015

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Jornal O Estado (Ceará)

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  • 4C M Y K

    l Fortaleza, Cear, sexta-feira, 6 de novembro de 2015

    Grande misria para o pai o lho insensato, e um gotejar contnuo, as contenes da mulher. (Provrbio 19:13)

    PG. 4

    FOTO DIVULGAO

    IGREJA NOSSA SENHORADE LORETO

  • C M Y K

    l Fortaleza, Cear, sexta-feira, 6 de novembro de 2015 2

    Prof. Domingos S vio e esposa Ftima Moreno e Luciana Torres

    Prof. Kleber Saraiva com fam liaRicardo Rocha, Leonardo Monteiro, Izaira Silvino, Karina Renata e Giselle Caf

    Jlio Barros e Ana Gl ucia

    Zeca e Lorena Delfi no

    Salete e Bill Rola

    Maria Sim es e Luis Nogueira

    Presidente da ADUFC, professor Leonar-do Monteiro fala aos presentes

    Elza Braga

    Professor Jos Borzacchiello e esposa Clelia Lustosa, Valmir Lopes e Socorro Lustosa

    Rosane e Gast o Esp ndola Karina Renata e equipe assinou o cerimonial

    Zaira Ary e Eduardo Dihatai Bezerra de Menezes

    Andressa e Leonardo Monteiro

    Apresenta o do coral da ADUFC

    Marcos Rog rio de Castro, Enio Pontes de Deus, Leonardo Monteiro, Christian Monteiro, Carlos Diego Almeida e Neile Torres

    Srgio, Eliana e Larissa Fi za

    VariedadesIan Gomes

    ian.gomes2008@gmail.com

    cabeas de coluns no LINHA AZUL _ IAN GOMES.indd 1 11/2/2015 09:35:32

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

    colunAs no LINHA AZUL _ MATU.indd 1 11/2/2015 09:37:36

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

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    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

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    Dia dos ProfessoresO Alices Buffet foi o palco da festa em comemorao ao Dia dos Professores realizada pela ADUFC (Associao

    dos Docentes da UFC). Karina Renata assinou o cerimonial e Giselle Caf e Banda animaram o evento.

    Conversando a gente se entende

    Voc j reparou como costumamos deixar para amanh o que se pode fazer agora? Mas tem coisas que no podemos ser adiadas. Um texto da es-critora maranhense, Ita Portugal, relata algumas desistncias que podem ser tomadas agora. Veja: Desistir. No, no foi dos sonhos. Tambm no foi da busca, da determinao, da vontade de seguir sempre desistir das esperas inteis. De acreditar em promessas feitas no rompante da emoo. De permi-tir acelerar o corao por vultos de contradio.

    Desistir sim das memrias doloridas, a rmando belas mentiras que o presente negou. Dos apegos exagerados que confundem a alma. Da mesma noitada. Do mesmo drink. Mesma mesa. Mesmo porre. Mesmo dilema. Desistir foi da intelectualida-de confusa que no traduz o essencial... No desistir de lamber o dedo e virar a pgina para viver a vida. Pense nisso!

    Moda. O Bazar La Boutique Edio Festas, que termina amanh, s-bado, tem como atrao dr. Rey, o mdico das estrelas, no Centro de Eventos do Cear.

    Arte. A galeria de artes Urban Arts abre para visitao gratuita, de 11 a 18 deste ms, com a expo-sio Poesia&Caligra a. Con rmada a presena de Pedro Cordeiro, do Carto Um, sucesso nas redes sociais.

    Relembrar. A banda Geminis far apresen-tao, domingo, 08, no Teatro RioMar Fortale-za, com o show Uma Noite Com Os Bee Gees - Especial Love Songs.

    Anote. A Free Lancer Produces traz ama-nh, sbado, na Barraca Santa Praia, a banda carioca Monobloco, e no teatro RioMar o stand up Sem Censura, de Srgio Malandro, a partir das 22h.

    Finados...H pouco li uma crnica da Martha Medei-

    ros na qual ela nos concita a deixarmos todos os aborrecimentos por menos, pois a vida passa to rpido para desgastarmos o pouco que temos com lamrias e maledicncias. Relembra-nos que a morte inevitvel e temos que juntarmos as poucas migalhas que a vida nos oferta para sorrirmos e fazermos um eter-no festim. Tudo bem, sabemos que tudo isso lugar comum, somos useiros e vezeiros nestes eternos lembretes, no entanto, di cilmente, so-mos alunos exemplares destas disciplinas que so: equilbrio emocional e pacincia.

    Sofro demasiado com algo que me fere, procuro arrazoar a situao, porm no con-sigo aliviar com esta de que no devo sofrer porque a vida um sopro.

    Perder uma pessoa amada e no sentir? Estas perdas arrasam-me. Consolar-me com a certeza que vou encontra-los quan-do eu morrer, isto no me tranquiliza, nem tampouco d-me paz, porque este pensar hipottico. Assim pensando e no me achando apta a seguir os sbios conselhos, tenho que continuar vivendo aliada dor, saudade, aguardando que o tempo portador da senhora pacincia, arrefea a ardncia e a crueldade do clamor de meus ais.

    Falamos das perdas de entes queridos, de vozes tatuadas no mago do corao, de risos amados, de sionomias inesquecveis, passos lentos que ecoam em nossos ouvidos. E, sobre a morte de um grande amor! Dizer o que? A dor dolorosa! Parece que um punhal de dois gumes invade nosso corao corroendo e como di! uma dor insepulta, lancinante e aguda. Os anos passam e ela continua qual uma sentinela insis-tente para nunca virar passado! Lembro-me de um nal de um soneto que diz:

    Chorar os mortos que saudade in nda/Mas no ser pior ainda? Chorar os vivos mortos para ns?

    EDITORA Wanda Palhano COORDENAO GERAL Soraya de Palhano n COLABORAO Iratu FreitasDIAGRAMAO E ARTE FINAL J. Jnior

    No bom ter respeito pessoa do mpio, para derribar o justo em juzo. (PROVRBIOS CAP.18, VERS.5)

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

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    FOTOS IRATU FREITAS

  • C M Y K

    3 Fortaleza, Cear, sexta-

    feira, 6 de novembro de 2015 3

    Solange PalhanoNOTAS solangepalhano@oestadoce.com.br

    H dias que tento me policiar para no falar e escrever sobre crise, Eduardo Cunha, PT, corrupo, Lava Jato, Lula, impeach-ment, Dilma, a situao da sade, educa-o, habitao e segurana de nosso pas. Acho tambm que a maioria dos brasileiros est cansada destes temas. ramos uma populao formada por pessoas alegres, otimistas e estamos, por mais que nos es-forcemos, nos tornando pessimistas, tristes, preocupadas e sem graa. Por isso, no t saindo nada da minha cabea que vale a pena escrever. Escutando Caetano Veloso, achei que a letra desta cano seria mais legal para ocupar este espao, como tambm alguns pensamentos que rolam na internet.

    Amanh ser um lindo dia,Da mais louca alegria,Que se possa imaginar,Amanh, redobrada a fora,Pra cima que no cessa,H de vingar, amanh, Mais nenhum mistrio,Acima do ilusrio, o astro rei vai brilhar,Amanh a luminosidade,Alheia a qualquer vontade h de imperar, h de imperar...

    Amanh, est toda esperana,Por menor que parea, que existe pra vicejar,Amanh, apesar de hoje,Ser a estrada que surge, pra se trilhar, Amanh, mesmo que uns no queiram,Ser de outros que esperam, ver o dia raiar, Amanh, dios aplacados, temores abrandados,Ser pleno, ser pleno.

    VAGALUME (DE CAETANO VELOSO)

    Estou cansada

    O que rola na internet

    COISAS QUE UMA MULHER GOSTA DE OUVIR:

    - TE AMO.- DEIXA QUE EU PAGO. - VOC EMAGRECEU.- DEPOSITEI.

    SE VOC QUISER MUDAR O MUNDO, FAA

    ENQUANTO SOLTEIRO.PORQUE CASADO VOCE NO CONSEGUE MUDAR NEM O CANAL DA TV.NINGUM ACHA ADVOGADO SANTO.MAS TODO MUNDO ESPERA QUE ELE FAA MILAGRE.

    SIMPATIA PARA GANHAR DINHEIRO.

    ACORDE CEDO.TOME UM BANHO.V TRABALHAR.

    Isabele e Ana Carolina VerasRubio, Leonardo, Carlos, Olga e Danielle

    Maria Tereza e tilaMarilene Camilo e Nerei Feline

    Danyelle, Willame, Maylane Santos e Fabicleia

    Renan Furtado e Ana Luiza

    Wagner e Wanessa

    O perverso de corao nunca achar o bem; e o que tem a lngua dobre vir a cair no mal. (Provrbios 17:20)

  • C M Y K

    Joo Soares Neto escreve www.joaosoaresneto.com.br

    colunAs no LINHA AZUL _ joao soares neto.indd 1 11/2/2015 10:14:21

    l Fortaleza, Cear, sexta-feira, 6 de novembro de 20154

    Mens agitat molem. Virglio, poeta, Eneida, VI.

    A sala, para os que no a conhecem, pequena. Estreita e ligeiramente compri-da. Ao fundo, singelo banheiro. Livros em nichos, recortes de jornais, algumas fotos dos grados, teros e santos emadeirados. No era dia, tampouco noite, era tempo dife-rente. Que tempo seria esse? Havia bruma no ar e os copos emitiam surdo barulho.

    No era o livreiro a sentar na cadeira de espaldar alto. No era aquele com direito es-tabelecido em lei no escrita, de nela sentar e, do seu jeito mode-rado, fazer perguntas, das quais j sabia as respostas. Era distin-to. Silente e grave.

    Com certeza, o da camisa colorida, pri-meiro boto aberto, chinelo francisca-no, o escrivo nato, desde a primeira

    palavra, estava l ao canto, caneta em punho a trocar prosa com o psiquiatra/cronista que, vez por outra, tossia. Tossia e aprazava, sem esquecer-se de lembrar sua paixo por livros fantsticos de Stephen King.

    Ao lado da pare-de do fundo, estava aquele que viera das barrancas do rio de guas amarelecidas. Crescera nos versos e nas casas de coman-do. Dizia do enredo sutil de seu prximo poema de Natal e recitava: Lorca ainda verde na folha da aurora. A perna v, a cala arregaada mostrava estreita bai-nha. Desa ado, retira o seu contedo e eis que surge o punhal virgem em a lado corpo prateado que, por curiosidade, pas-sou de mo em mo. Por m, quedou-se na sua cava natural, o p pisou ao cho e a perna da cala o

    cobriu totalmente.A voz anasalada do

    editor se fazia ouvir contando as ltimas da viagem ao norte.Dizia o de sempre, embora viesse pelos ares, de bem longe, todos os meses to-mava a estrada para a romaria ao santu-rio dos livros. To portentoso e airoso com o seu nome no frontispcio. Repe-tia, como se fora a primeira vez. Relem-brava o beco, o calor, os seus personagens, o bispo-c