linha azul - 04/09/2015

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Jornal O Estado (Ceará)

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  • 4C M Y K

    l Fortaleza, Cear, sexta-feira, 4 de setembro de 2015

    Grande misria para o pai o lho insensato, e um gotejar contnuo, as contenes da mulher. (Provrbio 19:13)

    PG. 4

    FOTO DIVULGAO

    MONUMENTO AO VAQUEIRO

  • C M Y K

    l Fortaleza, Cear, sexta-feira, 4 de setembro de 2015 2

    Raimundo Nonato dos Santos e Paulo Albuquerque

    Napole o Nunes Maia e C ndido Albuquerque

    Gladyson Pontes e Durval Aires Filho

    Fbio Toffi c Simantob e Paulo Bonavides

    Assinatura do termo de coopera o t cnica

    Ministro Ricardo Lewandowski em seu discurso

    Desembargadora Iracema do Vale outorga a medalha Cl vis Bevilqua para o ministro Ricardo Lewandowski

    L cia Carioca, Cristiane Leit o, Jos Ricardo Vidal, Maryllene Barbosa e Edite Bringel

    Ricardo Bacelar e Byron Frota

    Paulo Albuquerque, S rgia Miranda e Manoel Cefas

    Helio e Cristiane Leit o

    Ftima Loureiro e Ligia Andrade

    Abelardo Benevides e Fernando Ximenes

    Camilo Santana, Iracema do Vale e Ricardo Lewandowski

    Mesa de Honra

    Nelson Martins, Andrea Coelho, Mauro Filho e Juv ncio Vasconcelos

    Tiago Asfor Rocha e Napole o Nunes Maia

    Paulo Bonavides e Teodoro Silva Santos

    Lincoln Ara jo e Francisco de Assis Filgueiras Mendes

    Francisco Pedrosa Teixeira e esposa

    Emanuel Leite Albuquerque e Antonio Alves de Ara jo

    VariedadesIan Gomes

    ian.gomes2008@gmail.com

    cabeas de coluns no LINHA AZUL _ IAN GOMES.indd 1 11/2/2015 09:35:32

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

    colunAs no LINHA AZUL _ MATU.indd 1 11/2/2015 09:37:36

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

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    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

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    Medalha Clvis BevilquaO presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, foi homenageado

    pelo Tribunal de Justia do Cear, que lhe outorgou a Medalha Clvis Bevilqua, mais alta honraria da justia cearense. A solenidade de outorga que aconteceu na sede do TJ-CE foi

    comandada pela presidente daquela corte desembargadora Iracema do Vale.

    Conversando a gente se entende

    Viajar sempre algo muito prazeroso. Estar em lugares diferentes nos leva a repensar atitudes e valores. Quando nas viagens temos a oportunida-de de conhecer pessoas, sem dvida aprendemos mais. Embora se viva rodeado de inseguranca e receios, apostar no nosso semelhante ainda pode trazer boas surpresas. por meio do outro que descobrimos como a rotina do lugar, os melhores locais para se ter uma ideia de como vivem aquelas pessoas. A rotina pode ter suas diferenas, bvio, mas o que se percebe que mesmo em lugares diferentes todos carregam dentro de si, angstias, sonhos e buscas. Lugares podem ter suas diferen-as, mas as pessoas sero sempre pessoas.

    Conhecer. A Revista Controle, publicao do Tribunal de Contas do Estado do Cear, tem mais uma edio lanada. O peridico leva o selo alusivo aos 80 anos do TCE.

    Incentivo. Esto abertas as inscries para o Prmio Aboio 2015, uma realizao da Acert e Associao Brasileira de Agncias de Propaganda (Abap), para incentivar a pro-duo original de rdio e tev. Informaes: www.acert.org.br

    Servio. As unidades do Senai Jacarecanga em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral estaro de portas abertas co-

    munidade, nos dias 10 e 11 de setembro, quando acontecer a 7 edio do Mundo SENAI.

    xito. Sucesso e muito bem querer durante o lancamento do livro O Desa o da TVC Do Caos Ana-lgico ao Pioneirismo Digital, de Guto Bene-vides, ontem, quinta--feira, no Ideal Clube.

    Talento. A Duetos Escola de Msica est preparando mais uma edio do Canta Paran-gaba, um concurso para revelar novos talentos em parceria com o Shopping Parangaba, Informaes (www.facebook.com/shoppin-gparangaba)

    Sentimentos...Em frente uma escola, todos os dias havia

    um homem sem uma perna sentado em um dos bancos da praa. Um dia um garoto mais ousado perguntou-lhe: o que foi isto na sua perna? Ele de pronto respondeu com o que abaixo vou nar-rar. Honor de Balzac, escritor francs, dizia que todo animal irracional possui todos os sentimen-tos que o ser humano detentor, e constata isto numa crnica onde narra que um prisioneiro ia seguindo numa caravana por um deserto, quando surge uma chance de fugir;j est quase a morrer de sede e, ao longe avista gruta que lhe lembra uma cabana. Ao adentrar, nota que no desa-bitada e fica espreita da chegada do dono, mas qual no a sua surpresa ao verificar que uma pantera.

    Era noite de lua e procura ver se o animal est esfaimado, nota porm, que suas mandbulas esto sujas de sangue, o que lhe dar a garantia que ela no vai atac-lo.

    Tranquila deita-se ao seu lado e procura lam-b-lo; ele a acaricia com a mo, por fim os dois adormecem. O fugitivo acorda com a lambida da pantera e corresponde com uma carcia.

    Os dias vo-se passando e a amizade entre os dois vai crescendo, muito embora ele sempre esteja a olhar para o cu em busca de algum para ajud-lo. Um dia, ao longe, ele viu um avio e com sua nica camisa bem surrada acenou para o mesmo, ela avanou-o e ele receoso desistiu.

    Mais algum tempo passou, um outro avio ao passar bem mais prximo o viu pedindo socorro e, veio socorr-lo. A pantera pressentiu que iria ficar s e cravou as presas em sua coxa. E ele para escapar de sua fria teve que mat-la com um punhal.

    Vendo-a cair morta, viu no seu olhar todos os sentimentos de um ser humano: rancor, dio, ci-me, revolta, solido e foi com o corao partido que entrou no nave para sua liberdade.

    Ainda hoje sinto a dor daquele duelo de ins-tinto, mas era ela ou eu; e por legtima defesa tive que sacrific-la.

    Quando algum me pergunta o que vi no deserto, eu apenas respondo: Eu vi Deus na sua grandiosidade! Seres irracionais mas que abri-gam dentro de si todas as qualidades e defeitos que ns humanos abrigamos!

    EDITORA Wanda Palhano COORDENAO GERAL Soraya de Palhano n COLABORAO Iratu FreitasDIAGRAMAO E ARTE FINAL J. Jnior

    No bom ter respeito pessoa do mpio, para derribar o justo em juzo. (PROVRBIOS CAP.18, VERS.5)

    Toque SocialMatusahila Santiago

    matushilasantiago@hotmail.com

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    FOTOS IRATU FREITAS

  • C M Y K

    3 Fortaleza, Cear, sexta-

    feira, 4 de setembro de 2015 3

    Gleydston Filho e Beatriz Cavalcante

    Kaile Magalhes, Lorenna Pinheiro e Jader Alencar

    Jota Campelo e Nice Martins

    Thales Ayala e Karen Costa

    Tatiana Saldanha e Leonardo Aiscar

    Humberto, Klessianny, Mylena e Luzilma

    Daiane, Marcos, Katia e Ricardo dos Santos

    Mrio Csar, Ester e Landy Campos Iracema Patricio e Claudio Patricio

    O perverso de corao nunca achar o bem; e o que tem a lngua dobre vir a cair no mal. (Provrbios 17:20)

  • C M Y K

    Joo Soares Neto escreve www.joaosoaresneto.com.br

    colunAs no LINHA AZUL _ joao soares neto.indd 1 11/2/2015 10:14:21

    l Fortaleza, Cear, sexta-feira, 4 de setembro de 20154

    Deve-se viver a vida olhando para a frente, mas s se pode entend--la olhando para trs. Kierkegaard

    Oliver Wolf Sacks me

    permitiu intimidade ao ler o seu livro biogrfico Sempre em Movimen-to- Uma Vida (On the Move: A Life, 2015). Nele, Sacks roteiriza a sua vida, desde a infn-cia. Nasceu na Inglaterra em 1933 e viveu a sua infncia entre o colgio interno rigoroso no in-terior, sofrendo murros de colegas, fugindo dos ataques areos alemes sobre Londres, em plena Segunda Guerra.

    Filho de pais ju-deus, mdicos e irmo de mdicos, seguiu o destino da famlia. Mas resolveu abrir-se com o pai e disse no se inte-ressar por meninas, mas nunca tivera experincia sexual. Ao pai, pediu segredo. Pai tem mulher e com ela conversa tudo. A me do jovem Oliver o blasfemou e quase o renegou.

    Mesmo assim, Sacks cumpriu todas as tarefas a ele cometidas como bom estudante. Primei-ro, de qumica. Depois,

    enredou-se na medicina, abraada com cincia e amor devotado aos pa-cientes. Seus colegas sem-pre o acharam diferente. Enquanto isso pilotava motos, levava quedas e experimentava drogas. Possua o sentimento de liberdade. Queria viver em movimento com novas experincias. Passou um perodo em um kibutz, em Israel, e tempo livre na ilha de Man, situada no meio do mar da Irlanda.

    Formado em Oxford, foi levado pelo irmo David e pela cunhada Lili, para conhecer uma mulher em Paris. Esco-lheram uma pro ssional. Talvez fosse timidez. Apenas conversou e to-mou ch com a prostituta legal. Ao sair, o irmo perguntou como tinha sido. timo, disse ele, e seguiu a vida como quis e com quem quis. Resol-veu, por m, sair da In-glaterra, ainda vitoriana e preconceituosa. A primei-ra escala foi o Canad, pas descoberto de ponta a ponta. Tentou ingressar na Fora Area Cana-dense, mas seu talento falava mais alto. Gostava de escrever dirio e desse tempo surge Canad:

    Pausa, 1960. Aconselha-do por um professor foi parar em universidades dos Estados Unidos (Se for bom, voc sobe. Se for impostor, logo desco-brem).

    Fez sucesso nos Estados Unidos, onde foi professor e visitante em vrias universidades, especializando-se em co-nhecer o mecanismo do funcionamento normal e anormal do crebro hu-mano. Primeiro, esteve na Califrnia. A partir de 1965, h exatos 50 anos, passou a viver em Nova Iorque, com clnica no Hospital Beth Abraham e a ensinar na Faculdade de Medicina Albert Eins-tein sem perder o acento britnico ao falar. Deu aulas, mundo afora. Ao mesmo tempo, praticava haltero lismo. Onde passou deixou o rastro de brilhante mdico que tornou-se ci