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LEI N 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002 Dispe sobre a Lngua Brasileira de Sinais - Libras e d outras providncias. O PRESIDENTE DA REPBLICA Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1 reconhecida como meio legal de comunicao e expresso a Lngua Brasileira de Sinais Libras e outros recursos de expresso a ela associada. Pargrafo nico. Entende-se como Lngua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicao e expresso, em que o sistema lingstico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical prpria, constitui um sistema lingstico de transmisso de idias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil Braslia, 24 de abril de 2002; 181 da Independncia e 114 da Repblica. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso das atribuies que lhe confere o art . 84 , inciso IV , da Constituio , e tendo em vista o disposto na Lei no 10.436 , de 24 de abril de 2002, e no art . 18 da Lei no 10.098 , de 19 de dezembro de 2000, PROJETO QUE REGULAMENTA A PROFISSO DE INTRPRETE DE LIBRAS Projeto de lei reconhece a profisso de intrprete da Lngua Brasileira de Sinais (Libras), sistema lingstico de transmisso de idias e fatos reconhecidos pela Lei 10436/02. A proposta (PL 4673/04) foi apresentada pela deputada Maria do Rosrio (PT-RS). Para o exerccio da profisso, de acordo com o texto, os intrpretes devero estar habilitados em curso superior ou de ps-graduao, em instituio regularmente reconhecida pelo Ministrio da Educao (MEC), e ter competncia para realizar a interpretao das duas lnguas de maneira simultnea ou consecutiva e proficincia em traduo e interpretao de Libras e Lngua Portuguesa. AUDIO As estruturas responsveis pela audio: Ouvido externo - que capta o som e atravs do conduto auditivo, que funciona como um ressonador, amplifica duas ou trs vezes as ondas sonoras. Ouvido mdio - o qual possui trs ossculos. Esses ossculos (martelo, bigorna e estribo) transmitem as vibraes produzidas pelo tmpano, que reage em funo das ondas sonoras, uma membrana que cobre uma abertura chamada janela vestibular ou oval, a qual separa o ouvido mdio (cheio de ar), do ouvido interno (cheio de lquidos). Ouvido interno/Cclea - fechado num recipiente sseo possui trs canais semicirculares, que no interferem no sentido da audio, mas oferecem o sentido de equilbrio, e o caracol (cclea). A cclea, com seu formato de caracol, a ponte de ligao entre o sistema mecnico de percepo do som e o sistema eltrico de envio da mensagem ao crebro, atravs das vias neuronais. OUVIDO MDIO

OUVIDO EXTERNO

OUVIDO INTERNO CCLEA

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DEFICIENTES AUDITIVOS, SURDOS OU SURDOS-MUDOS? Surdez: a ausncia de audio, utilizado o bilinguismo para se comunicar : LIBRAS( Lngua Brasileira de Sinais) e a lngua escrita. Deficincia Auditiva ( D.A) : a perda de audio que pode variar de leve a profunda, geralmente o aluno faz leitura labial. Segundo FENEIS (Federao Nacional dos Surdos), o surdomudo a mais antiga e incorreta denominao atribuda ao surdo, e infelizmente ainda utilizada em certas reas e divulgada nos meios de comunicao. Para eles o fato de uma pessoa ser surda no significa que ela seja muda. A mudez outra deficincia. Para a comunidade surda, o deficiente auditivo aquele que no participa de Associaes e no sabe Libras, a Lngua de sinais. O surdo o alfabetizado e tem a Libras (Lngua Brasileira de Sinais), como sua lngua materna. AVALIAO AUDIOLGICA Exame realizado para quantificar a perda auditiva Caracterizao da perda auditiva: Grau tem relao com a intensidade da leso Intensidade a qualidade que permite distinguir sons fortes dos sons fracos. Lateralidade tem relao direta ao lado acometido. Orelha direita Orelha esquerda. CLASSIFICAO DA PERDA AUDITIVA QUANTO AO GRAU DE SEVERIDADE (Davis & Silverman, 1978) Normal 0 20dBNA Leve 25 - 40 dBNA No apresenta efeito significativo no desenvolvimento da fala e da linguagem. Moderada 41 - 70 dBNA Sem interveno, pode afetar e atrasar o desenvolvimento da fala e da linguagem. Severa 71 - 90 dBNA Sem interveno, a perda auditiva pode impedir o desenvolvimento da fala e da linguagem Profunda acima de 90 dBNA Sem interveno, o desenvolvimento da fala e da linguagem no ir acontecer. INTERVENO FONOAUDIOLGICA Oralismo - um mtodo de ensino para surdos, no qual se defende que a maneira mais eficaz de ensinar o surdo atravs de da lngua oral, ou falada. Comunicao total uma filosofia educacional que procura desenvolver todas as capacidades da comunicao tais como: a fala,. A audio, os sinais, a mmica= Bimodalismo. Bilingismo pressupe o ensino de duas lnguas para a criana. A primeira a lngua de sinais, que dar a base para a aprendizagem de uma segunda lngua, que poder ser a escrita ou a oral. A Lngua Brasileira de Sinais no poder substituir a modalidade escrita da lngua portuguesa. Dicas Cotidianas de como atender aluno surdo e D.A na escola 1- Organize atividades de socializao entre os alunos e valorize a individualidade do aluno surdo, ou DA, evite desejar que ele seja o que no pode ser. H surdos oralizados e outros no, surdos que ouvem a voz humana e outros que no. Identifique seu aluno, informe-se quem a professora itinerante ou Sala de Recurso do aluno, pois, toda a dvida quanto ao ensino com o aluno, dever ser orientado por ela. 2- Toda avaliao a ser dada, deve ser entregue uma cpia com resposta para a professora da SR trabalhar com o aluno D.A ou surdo com 15 dias de antecedncia da aplicao.

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3- Ateno especial a comunicao visual ( gestos naturais, dramatizao , mmica, figuras, desenhos ilustrativos, fotos, recursos tecnolgicos como; TV/vdeo, computador, slides, entre outros, escrita de forma clara e objetiva ( resumo da matria ou sntese ), porm o aluno(a) recebe informaes pela via visual. O professor deve lanar mo de todos recursos e estratgias visuais que acompanham oralidade, vocabulrio simples, pois ao contrrio, seu aluno nada se beneficiar de suas aulas.

4- Convide o aluno DA a sentar-se em uma cadeira prxima ao professor, comunicando sempre de frente para ele, valorizando de todo o seu rosto, em especial sua boca, assim favorece o aprendizado para aluno que faz leitura labial. 5- Aparelho auditivo (AASI) , fundamentalmente um amplificador de som, na presena de rudos e barulhos altos, o aparelho ir amplificar, causando mal estar e dor de cabea, geralmente utilizados por alunos DA, pois se o aluno possui grau profundo ,sem resduos auditivos, com perda neurossensorial, ele surdo, e geralmente o aparelho nada lhe beneficiar, causando somente mal estar. 6- Nunca deixe o aluno em situaes constrangedoras, informe-o quando mudar de atividades, e tambm escrever recados na lousa, para melhor situar-se. 7- caractersticas do aluno dispersar facilmente, ser muito calado, ou muito conversador, por isso, procure chamar a ateno dele (sem gritos, apenas falando normalmente, chamando pelo seu nome, ou com leve toque) . 8- Faz parte da lngua do surdo desprezar artigos, preposio, conjunes, entre outros. Portanto no valorize esses erros Ex: mame e trabalho ( pode significar a mame foi/vai/quer/gosta de trabalhar ou mame no trabalha ) para ele seus signos so bem claros, tente familiariza-se mais. 9- necessrio que o professor da classe, elabore contedos com adaptaes curriculares, a serem desenvolvidos para o aluno(a), verificando os nveis possveis de flexibilizao curricular. LIBRAS Lngua Brasileira de Sinais a lngua oficial dos Surdos e que possui a sua prpria estrutura e gramtica atravs do canal visual-gestual. Esse canal composto por Canal Emissor movimento das mos e expresso facial e corporal; Canal Receptor olhos. A lngua de sinais a lngua materna dos Surdos, no universal, cada pas tem a sua prpria lngua. A Lngua Brasileira de Sinais no poder substituir a modalidade escrita da lngua portuguesa. uma lngua visuo-espacial; uma lngua natural com toda a complexidade; No uma lngua universal; Viso lingstica; Viso sociolgica/antropolgica; Viso neurolgica; Viso psicolgica.

Na parte lingstica da LIBRAS, podemos descrever que h vrios nveis de uso da lngua de sinais, por exemplo: Fonologia; Morfologia; 3

Semntica; Pragmtica. Tudo isso prova que a LIBRAS uma lngua natural com estrutura prpria, regida tambm por princpios universais. OS PARMETROS DA LIBRAS Configurao de mo/alfabeto manual/soletrao rtmica Ponto de articulao Movimento Orientao/direcionalidade Expresso facial (emocional / gramatical / expresso corporal)

Configurao de mo : Chamamos de configurao de mo a forma que as mesmas adquirem no incio da realizao de cada sinal. Algumas configuraes so modificadas medida que o sinal realizado. Por exemplo o C

Ponto de articulao: o lugar onde incide a mo predominante configurada, ou seja, local onde feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espao neutro.

CERTO

POLCIA

Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou no. Por exemplo, os sinais PENSAR, EM-P no tm movimento; j os sinais EVITAR, TRABALHAR, LIBRAS possuem movimento.

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Orientao/direcionalidade: Os sinais tm uma direo com relao aos parmetros. Assim, qual o seu nome? se opem em relao direcionalidade.

Expresso facial (emocional / gramatical / expresso corporal): As expresses faciais / corporais so de fundamental importncia para o entendimento real do sinal, sendo que a entonao em Lngua de Sinais feita pela expresso facial. Emocional:

Soletrao rtmica: como sinal soletrado ou tambm conhecido por soletrao rtmica, que pe como um emprstimo da Lngua Portuguesa, sendo expressa com um ritmo prprio e em situaes especficas: A-C-H-O P-A-I S-I-M

PRINCPIOS GERAIS PARA O ESTUDANTE Para que o aluno alcance um nvel razovel em seu desempenho comunicativo, precisar ter o desejo e oportunidade de se comunicar em Libras, por isso as orientaes metodolgicas, abaixo, serviro dos seguintes princpios gerais que nortearo o ensino/aprendizagem dest