liber consetivm sapientae

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O Livro do Conselho dos Sábios

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  • Copyright Todos os direitos reservados a Society O.T.O. Brasil.

    Publicao classe E

    Escrito por Frater Magister X. Out Head of Order

    Society O.T.O.Brasil

  • Edies Society O.T.O. Brasil

    Caixa Postal 103 Cravinhos SP

    CEP 14.300-000

    Proibida a reproduo total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio eletrnico, mecnico, inclusive por meio de processos xerogrficos, incluindo ainda o uso da Internet sem a permisso expressa da Society Ordo Templi Orientis Brasil, na pessoa de seu editor. (Lei n. 9.610, de 19.2.98).

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  • O Livro da Sabedoria do Conselho dos Deuses

    Tecnicamente chamado

    LIBER CONSENTIUM SAPIENT

    Frater Magister

    A..A..

    Imprimatur 8=3

    Publicao Classe E

    Svb figvra

    DCCLXXVII

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  • Lber Consentium SAPIENT

    LIBER CONSENTIUM SAPIENT

    Frater Magister

    Captulo I

    Cincia ou Religio?

    Faz o que tu queres h de ser tudo da Lei

    THELEMA transcende a habilidade das religies

    estabelecidas de unir a alma a Deus, visto que se trata de um empenho individual para uma experincia difama no intermediada por sacerdotes oficiais, e independente de dogma, doutrina ou f. As iniciaes Magia do experincia de vivencias, no por ouvir dizer, e do conhecimento em vez de f.

    H dez Nveis de existncia na tradio ocidental, variando do conhecido mundo fsico habitado por nossos corpos at os limites do Nada. A existncia fsica o dcimo e mais denso dos Nveis.

    Mesmo na sua densidade, o mundo fsico est baseado nas mais tnues partculas subatmicas que interagem em ondas de energia. Por motivos prticos, iremos considerar a ns mesmos e ao ambiente em que vivemos como sendo slidos e tangveis.

    Na histria da busca espiritual, h os que rotulam a matria como intrinsecamente ruim, uma armadilha e uma tentao a ser evitada em nome do esprito. Esse ponto de vista sobre a matria ser, em geral, malvola, adveio do afastamento da espiritualidade provocado pelo sexo, ambio e emoes violentas. O sexo visto como a maior das distraes nesse sentido, j que representa a mais forte e ntima necessidade de sobrevivncia depois da fome (e da sede tambm).

    Thelema encara o mundo material como sagrado, digno de respeito e amor, e a esfera na qual toda Magia deve ser praticada para ser completa. Magia ao, no apenas falar ou

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  • Francisco Marengo

    pensar sobre as mudanas que ainda viro. A prtica da Magia comea e acaba no dcimo nvel de densidade.

    Voc est em Malkut e Kether, um banimento dedica espao e tempo especficos obra da Magia Thelmica e elimina interferncias e concentra a ateno do Magista na obra presente. Sugiro sempre o banimento completo para os iniciantes, pois estes brilham como faris nos planos astrais e afastam todo tipo de ente baixo-astral procura de fora vital.

    Todo ser humano saudvel vive em todos os dez nveis contnuos de existncia, embora a maioria de ns no se aperceba, conscientemente, dos nveis mais etreos.

    Quando voc d os primeiros passos na prtica da Magia Thelmica, ativa sua participao consciente, a presena chama ateno consciente de fantasmas, pesadelos, emoes negativas no resolvidas, vampiros que freqentemente possuem corpo fsico, Lojas Negras, etc.

    Ordlias so elaboradas para obter sua ateno. Dar-lhe um motivo muito forte, criar um koan ativo de modo que voc possa se abrir para um ponto de vista diferente. A viso modificada e a nova compreenso constituem a Iniciao.

    Thelema dentro de uma faixa vibratria e em um campo localizado esquerda dos Mestres Secretos, o qual est abrindo uma nova via de evoluo mental e ascenso espiritual para os espritos humanos. Ao assumir este Caminho, o magista poder atuar com total desenvoltura se apercebendo da esfera real que os espritos humanos que possam sofrer desequilbrios emocionais.

    Para criar um edifcio ou um homem perfeito preciso manter a harmonia entre as propores. A sabedoria guia o trabalho e o amor fornece o cimento. Uma emoo pode revelar-se um vcio ou uma virtude conforme a maneira como empregada. Uma virtude mal aplicada torna-se um vcio e os vcios bem direcionados geram virtudes. Um homem que age exclusivamente segundo os ditames da prudncia acovarda-se e aquele que abusa da generosidade torna-se perdulrio. A coragem sem cautela imprudncia e a venerao desacompanhada de conhecimento produz a superstio. Caridade sem julgamento ou doao excessiva faz seus

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  • Lber Consentium SAPIENT

    praticantes virarem mendigos e mesmo a justia severa que no temperada pela misericrdia acaba gerando tiranos cruis, vis e desprezveis.

    A alma irracional, impelida exclusivamente por seus prprios desejos, sem o prumo da razo, assemelha-se a um homem bbado que perde o equilbrio fsico e cambaleia continuamente de um lado para outro, mas invariavelmente cai, por no conseguir acertar seus passos. Somente um equilbrio de foras pode produzir harmonia, beleza e perfeio. A alma irracional, que oscila entre emoes descontroladas, constituiu morada inadequada para o raio divino, que deseja apenas paz e harmonia.

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  • Francisco Marengo

    Captulo II

    O Controle das Emoes

    O controle das emoes a difcil luta que se acha alegoricamente representada nos Doze Trabalhos de Hrcules, mas o orculo de Zeus ordenou-lhe que as executasse mesmo assim. Todo homem deseja que o seu Hrcules pessoal triunfe e trabalhe em beneficio do seu rei (o seu Atma), cujas ordens recebe por meio do orculo divino de sua prpria conscincia. Ele deve estar constantemente empenhado na batalha, pois os princpios inferiores lutam por sua sobrevivncia e no se deixam conquistar facilmente. So produtos da matria e aferram-se sua fonte.

    Mas de onde vm as emoes?

    Os sistemas cosmolgicos mais antigos expressam, por meio de alegorias, a mesma verdade fundamental de que: "no princpio" a foras elementares que trouxeram o mundo existncia. Essas foras elementares so os Devas do Oriente, os Elohim da Bblia, Tits dos romanos e Egrgoras do Livro de Enoch. So os agentes ativos do cosmos cuja atuao pode beneficiar ou tolher o homem, segundo as condies em que operam.

    Podem agir inteligentemente ou ao acaso, conforme a natureza do objeto sobre o qual atuam. No so necessariamente entidades racionais conscientes, mas podem manifestar-se por meio de organismos conscientes dotados de razo. No so pessoas, mas personificam-se sempre que encontram expresso em formas individualizadas. Amor e dio, inveja e beneplcito, luxria e ganncia no so pessoas, mas personificam-se em formas humanas ou animais. Uma pessoa extremamente maliciosa torna-se a prpria encarnao da malcia. Se ela chegar a enxergar objetivamente o demnio, estar contemplando o reflexo da sua prpria alma no espelho da mente. Os espritos existem e esto por toda parte, mas no

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  • Lber Consentium SAPIENT

    conseguimos perceb-los, a menos que eles primeiramente ingressem em nossa esfera astral. Alguns espritos vampiros que ingressam em nossa esfera se alimentam de nossa bioenergia e, se no os expelirmos, fortalecer-se-o pela vampirizao de nossa vida, do mesmo modo que os parasitas desenvolvem-se nas rvores, alimentando-se de sua substncia, esses intrusos enlaam a rvore de nossa vida com seus tentculos e robustecem-se, enquanto nossa prpria vida enfraquece.

    Depois de enraizado na mente um pensamento cresce at manifestar-se em atos. Tendo obtido vida prpria por meio da concretizao desses atos, cede passagem a um futuro ocupante. As foras elementares da natureza esto em toda parte e acham-se sempre prontas a ingressar na esfera astral de nossa alma, se as portas no estiverem bem guardadas e defendidas. Para atrair um esprito malvolo oriundo de uma corrente contrria, no preciso ir busc-lo; basta permitir que ele se achegue. Cada vez que damos passagem a um pensamento contrrio ou desarmnico chamamos um demnio e a nica forma de venc-lo resistir ele na sua prpria fonte de origem.

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  • Francisco Marengo

    Captulo III

    Potencias da Natureza

    As potncias elementares da natureza so numerosas e deram nascimento ao panteo dos gregos e das mitologias orientais. O maior de todos os poderes Zeus, o pai dos deuses, o manancial onde todos os outros poderes se originam. Minerva, a deusa da sabedoria, jorrou de sua cabea e sua origem a mais nobre de todas. Mas Vnus, a filha do Sol, surgida do oceano da Alma Universal, tudo conquista com sua beleza. Ela mantm os mundos coesos no espao pelo poder de sua atrao, ligando as almas entre si, encadeando os semelhantes e todos filhos do poder universal do amor. Eles lutam entre si como crianas porque a ao faz surgir reao. Ao amor contrape-se o dio; esperana, o medo; f, a dvida e assim por diante. Para control-los, o deus do Poder (Marte) tem que estar unido deusa do Amor. Em outras palavras, as paixes tm que ser contidas em obedincia nossa Verdadeira Vontade.

    Existem diversos tipos de poderes e todos so sustentados em sua matriz elementar ou veculo: o Akasha ou Proteu Universal, gerador de todas as formas, que se expressam exteriormente como Matria. Esses poderes formam um crculo eterno: a Serpente, cuja cabea deve permanecer mordendo a prpria cauda. Esse simbolismo personifica a Sabedoria Eterna, cujas filhas so o Conhecimento, o Rigor e a Misericrdia.

    A Serpente que d o Conhecimento no consegue fazer despertar e ascender a Kundalini ou Serpente do Poder, inserindo-se na alma enquanto esta permanece guardada pela iluso, pela indolncia e pelo vcio. Se um pensamento oriundo de foras contrrias a emancipao dalma, se imiscui no ser humano e no rejeitado, passamos a abrigar um demnio em nosso corao, e teremos que levar em considerao as reivindicaes