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  • Lgica JurdicaUma Anlise Lingustica das Regras de

    Predicao e Intermediao de Conceitos Jurdicos

  • Lgica JurdicaUma Anlise Lingustica das Regras de

    Predicao e Intermediao de Conceitos Jurdicos

    LUIZ AUGUSTO LIMA DE VILADoutor em Lingustica e Lngua Portuguesa pela PUC Minas

    Mestre em Teoria do Direito pela PUC MinasMestre em Direito Internacional e Comunitrio pela PUC Minas

    Ps-graduado lato sensu em Filosofia pela PUC MinasProfessor Adjunto na Faculdade Mineira de Direito (FMD) e no Departamento

    de Cincias Humanas da PUC MinasProfessor Adjunto na Faculdade de Polticas Pblicas Tancredo Neves da

    UEMG - Universidade Estadual de Minas GeraisProfessor e Coordenador em Ps-graduao lato sensu da PUC minas

    Belo Horizonte2013

  • vila, Luiz Augusto Lima de A958 Lgica jurdica: uma anlise lingustica das regras de predicao e intermediao de conceitos jurdicos / Luiz Augusto Lima de vila. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2012. 280p. ISBN: 978-85-62741-98-2

    1. Filosofia do direito. I. Ttulo.

    CDD: 340.1 CDU: 340.12

    Belo Horizonte2013

    CONSELHO EDITORIAL

    Elaborada por: Maria Aparecida Costa DuarteCRB/6-1047

    proibida a reproduo total ou parcial desta obra, por qualquer meio eletrnico,inclusive por processos reprogrficos, sem autorizao expressa da editora.

    Impresso no Brasil | Printed in Brazil

    Arraes Editores Ltda., 2013.

    Coordenao Editorial: Produo Editorial:

    Reviso: Capa:

    Fabiana CarvalhoNous EditorialAlexandre bomfim Gustavo Caram e Hugo Soares

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    Rua Pernambuco, 1389, Loja 05P Savassi Belo Horizonte/MG - CEP 30130-151

    Tel: (31) 3031-2330

    www.arraeseditores.com.br arraes@arraeseditores.com.br

  • V

    Ao meu pai, Jos Mrcio de vila. minha esposa Lilian Motta.

  • VII

    Aos juristas, positivistas prticos ou legalistas e em tempos determinados, no eram permitidas opinies sobre a verdade, a validade ou justia das leis, pois as prprias leis promulgadas que determinavam ou determinam o que justo, e os juristas deviam ou devem negar, por absurda ou contraditria (princpio da negao do contraditrio), qual-quer outra questo que discuta a legitimidade ou justia das leis. Os juristas fazem autnticas interpretaes filolgicas da lei, no entanto, incumbe ao linguista e ao filsofo da linguagem efetuar a interpretao da verdade conforme a ra-zo. Assim, se Jurisprudncia , dada a etimologia do termo, a prudncia na aplicao do direito ou cincia do direito, o termo juzo implica o ato de estabelecer uma relao entre sujeito e predicado e pensar a prpria relao estabelecida, pois, se simbolizada por S P, a partir de Se A , B deve ser, s exprimem juzo as assertivas que tm a forma sujeito--predicado. Nesse sentido a linguagem detm a chave para resolver ou situar de modo satisfatrio as questes da Filoso-fia, do Direito ou, mesmo, da Lgica.

  • IX

    Sumrio

    PREFCIO 1Hugo Mari ................................................................................................. XIII

    PREFCIO 2Dhenis Cruz Madeira .............................................................................. XVII

    CaPtulO 1INTRODUO ...................................................................................... 1

    CaPtulO 2

    DE UMA ABORDAGEM SEMNTICA DOS FUTUROS CONTINGENTES DE ARISTTELES TPICA DE THEODOR VIEHWEG ......................................................................... 7

    2.1 Uma abordagem semntica dos Futuros Contingentes em Da Interpretao de Aristteles ........................................ 7

    2.2 O Positivismo Jurdico prtico e o Ps-Positivismo de Theodor Viehweg, e a insuficincia de uma cincia do Direito fundada na Dogmtica ou Ideologia Jurdica ............ 15

    2.3 O acontecimento entre o valor pressupostamente analtico da Lei e o carter contingente de sua aplicao ....................... 22

    2.4 A Tpica e Jurisprudncia em Theodor Viehweg: uma descrio lgico-semntica da jurisprudncia para a determinao do contingente ...................................................... 29

  • X

    CaPtulO 3A LGICA COMO INSTRUMENTO DA LINGUAGEM E A LINGUAGEM COMO INSTRUMENTO DA LGICA ....... 49

    3.1 A base fundamental para as Lgicas No Clssicas de trs ou mltiplos valores .............................................................. 49

    3.2 A demonstrao cannica da incompletude de Kurt Gdel contra o determinismo: a inconsistncia de um sistema que se ramifica ad infinitum sem uma soluo provida no seu interior ................................................................................ 60

    3.3 O Sistema Lgico-Filosfico de Jan Lukasiewicz: a Lgica de Trs Valores e a Lgica de Muitos Valores .......................... 64

    3.4 O Sistema Lgico-Filosfico de Alfred Tarski: The SemanticConception of Truth: and the Foundations of Semantics ......... 74

    3.5 Os formalismos lgicos para uma anlise da argumentao na jurisprudncia: uma descrio do Direito fundada na dicotomia entre criao e aplicao do Direito ....................... 83

    CaPtulO 4UMA TEORIA SEMNTICA FUNDADA EM FORMALISMOS LGICOS PARA UMA ANLISE LINGUSTICA DAS REGRAS DE PREDICAO E INTERMEDIAO DE CONCEITOS JURDICOS ..................... 135

    4.1 A identidade como funo de dois lugares I(x, y) e os enunciados informativos de identidade: a anlise dos Futuros Contingentes na perspectiva da referenciao semntica dos signos e conceitos jurdicos ............................... 135

    4.2 Uma teoria semntica fundada em formalismos lgicos para uma anlise lingustica das regras de predicao e intermediao de conceitos jurdicos ...................................... 162

    CONCLUSO ......................................................................................... 183

    REFERNCIAS ....................................................................................... 195

    ANEXOS ................................................................................................... 203

    ANEXO 1a - TABELA DOS VALORES DE VERDADE PARA C E P ..................................................................... 203

  • XI

    ANEXO 1b - TABELA DOS VALORES DE VERDADE PARA P E Q .................................................................... 208

    ANEXO 1c - TABELA DOS VALORES DE VERDADE PARA A E B .................................................................... 212

    ANEXO 2 - QUADRO DAS PROPOSIES SIMPLES/COMPOSTA E LGICA MODAL .............................. 217

    ANEXO 3 - O SISTEMA LGICO-FILOSFICO DE JAN LUKASIEWICZ: A LGICA DE TRS E MLTIPLOS VALORES ............................................. 218

  • XIII

    Gostaria de aproveitar a oportunidade que Luiz vila, autor do livro - L-GICA JURDICA: UMA ANLISE LINGUSTICA DAS REGRAS DE PREDI-CAO E INTERMEDIAO DE CONCEITOS JURDICOS - me proporcio-na, neste momento, para traar algumas linhas gerais sobre a sua reflexo, mas sem o compromisso essencial de conduzir o seu leitor pelos desafios enfrentados na construo desse texto. A tematizao pontuada no sumrio evidencia no s seu percurso, como tambm os desafios do autor ao buscar abordar questes to melindrosas quanto aquelas afeitas linguagem jurdica e, sobretudo, quan-do instigadas pelo arcabouo de diversas concepes lgicas que foram aqui abordadas. Opto, de forma mais direta, para desenvolver um exerccio reflexivo de buscar, para a formulao presente, a sua importncia filosfica, terica e tambm social.

    Destaco, nesse meu comentrio, duas questes que perpassam a discusso proposta pelo autor. A primeira diz respeito ao lugar, relevncia que devemos conceder lgica para uma compreenso de objetos discursivos no campo ju-rdico - leis, cdigos, instrues, depoimentos, testemunhos e tantos outros. A segunda questo est orientada para aquilo que pode estreitar a relao entre lgica e linguagem jurdica, em outros termos a de reivindicar a importncia da lgica para esse tipo de linguagem que permeia as nossas relaes mais tensas dentro de uma sociedade.

    Falar de lgica no falar de uma coisa nica, fechada, que esteja assentada em um nico modelo de raciocnio. O mais apropriado seria falar de lgicas, pois nesse plural contemplamos no um padro de procedimento analtico que se sobrepe vida, mas padres que se ajustam s circunstncias mais diversifi-

    Prefcio 1

  • XIV

    cadas das formas de vida que experienciamos. possvel que, em muitas circuns-tncias - e uma delas , certamente, a linguagem jurdica - possamos experienciar o terceiro excludo [x inocente, ou x culpado], ou que desejemos as evidncias de alguma lei de De Morgan para dirimir e depurar, por exemplo, nuanas entre formas de delito [ falso que [delito seja culposo ou o delito seja doloso]].

    Entretanto, o que vivenciamos em sociedade e a lgica aqui no deve ser o primeiro excludo - costuma diluir o valor de assertividade que gostaramos de atribuir a muitos fatos do mundo, mas nem por isso a lgica se afasta das nossas pretenses. Os fa

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